12 de janeiro de 2014

Quando não estou a ler (11)

Na verdade devia ser (5.1) porque é uma espécie de follow-up a este "episódio" da rubrica, em que falei de como estava a fazer uma agenda, o meu primeiro (e até agora único) projeto DIY, que juntaria planos semanais e journal num só. Fiz pesquisas, fiz templates e o resultado foi este:

Agenda 2013Agenda 2013Agenda concluída

Mas acabou por surgir um problema, não o usei tanto como estava à espera. Talvez tenha começado logo mal com a escolha de um dossier que tem argolas pequenas o que fez que não tivesse tantas folhas como queria ou precisava, ou tinha em maior quantidade as do planner onde nem escrevia tanto como isso. Além disso, as argolas rasgavam as folhas o que fazia com que ficassem "feias" (para além dos imensos rabiscos característicos da minha escrita) e chegassem a cair do dossier.

Andava a desanimar quando encontrei isto, fui investigar melhor e percebi o óbvio, o melhor sistema acaba por ser o mais simples e é ok tirar diferentes ideias, experimentar diferentes coisas até se encontrar o sistema perfeito. Parece que o encontrei agora, desde setembro que o uso com relativo sucesso e digo relativo porque mesmo assim encontrei um percalço ou outro.

Sempre pensei que precisava apenas de, como a Telma diz, "um caderno para todos dominar" e até tinha sido isso a razão para fazer a tal agenda, mas descobri que trabalho e coisas pessoais no mesmo sítio não dá certo: ou perco as notas das reuniões, pois apesar do índice tenho que andar para a frente, para trás e ver se não tenho outros apontamentos na parte "mensal" digamos assim; ou tenho medo de emprestar as notas por causa dos textos mais pessoais. Quer dizer, não é propriamente um diário e a maior parte do que escrevo até vem parar aqui porque se trata de opiniões ou ideias e notas para o SLNB, mas mesmo assim... *medo*

Mas apesar do percalço, resolvido com um outro notebook para trabalho, o sistema está a agradar-me e resolve um dos grandes problemas que me chateia em agendas convencionais que é não usar as folhas todas ou esgotar as folhas de uma parte, geralmente a das "Notas", enquanto o resto, "Contactos" e "Plano" permanecem em branco. Assim uso as que preciso e as que ficam em branco (já que geralmente deixo 4 spreads, como lhe chamam no vídeo, em branco para cada novo mês, quase um por semana mas já percebi que 3 talvez seja o suficiente) podem vir a ser utilizadas depois, já que o índice ajuda a navegar pelos apontamentos (sim, também me perco de vez em quando, mas é menos grave do que perder informação para uma reunião porque apontámos uma ideia num dia qualquer e não na folha dos tópicos a discutir :P).

Ainda há algumas arestas por limar e nada garante que daqui a mais algum tempo também não pense que este sistema deixou de ser para mim, mas pronto há sempre um constante busca pela perfeição.

Agenda e notebook

E para quem pensa "mas porque raio está ela a falar disto neste espaço?" Bem, eu passo algum do tempo que não estou a ler a pensar em como posso tornar a minha vida mais fácil com uma agenda, para além de que me estava a apetecer procrastinar um pouco e nada melhor que escrever sobre coisas que não interessam nem ao Menino Jesus. :D

11 de janeiro de 2014

450 anos de Shakespeare ou a comemoração em que eu devia ter reparado

É verdade, ando eu toda armada em esperta a fazer temporadas temáticas e não reparo, mesmo tendo nomeado duas peças que se podiam muito bem inserir no Shakespeare Anniversary, que o senhor comemoraria 450 anos. Já não o pode fazer, mas atingiu a imortalidade que só grandes obras dão a quem as escreve e tal, geralmente, só acontece a quem consegue permanecer atual (outro artigo aqui) mesmo tendo passado séculos desde a sua existência.

É o caso de Shakespeare e não espanta por isso, que neste ano, tantas produções subam ao palco, em Lisboa e no resto do país:
Foi o que encontrei até agora. Vamos a ver se consigo ir a algumas. :)

Edit: Foi acrescentado um link e mais uma peça.

9 de janeiro de 2014

O Corcunda de Notre Dame

Diretor: Gary Trousdale, Kirk Wise
Baseado no livro Nossa Senhora de Paris de Victor Hugo por Tab Murphy, Irene Mecchi, Bob Tzudiker, Noni White e Jonathan Roberts
Atores: Tom Hulce, Demi Moore, Tony Jay, Kevin Kline

Mais informação técnica no IMDb.

Quando e onde o vi: 5 de janeiro, em casa já que uma colega emprestou-me o DVD. Vi a versão original porque, apesar de achar que as edições portuguesas são magníficas, agora prefiro ver no original porque se perde sempre algo com a tradução. Em alguns casos ganha-se, continuo a preferir a piada do enxofre do "Shrek" ao original, mas geralmente perde-se. Mas claro que a ver alguns dos meus preferidos de infância, é sempre em português. Primeiro amor e tal. <3 Conta para o desafio Disney Movie Challenge.

Opinião: Talvez seja incrível mas nunca vi este filme. Na verdade, e apesar de ser fã da Disney, quase sempre revi a mesma dezena de filmes que tinha por casa em VHS. Só de vez em quando consegui ver outros, que os meus tios alugavam em videoclubes, pois darem filmes de animação na TV era coisa impensável. Mesmo assim, este nunca vi, nem sequer tinha curiosidade em ver, pois pensava que seria uma outra espécie de "A Bela e o Monstro", mas sem a grandiosidade e a piada daquele, nem Monstro fofinho. :P Mas o facto é que, até pode não ser tão bom como "A Bela e o Monstro", mas vai daí sou parcial, o que não quer dizer que não seja um muito bom filme.

Tenho de começar por dizer que o desenho das personagens não me apelou tanto (pode ser impressão minha mas houve alturas em que os personagens me pareceram estranhos, que as feições não eram semelhantes) mas em termos de cenários é belíssimo, sobretudo no que à Catedral diz respeito, pois é simplesmente magnífica. Mas se o desenho não me convenceu, fê-lo o carácter das personagens, sobretudo Esmeralda que é fantástica. Eis um exemplo a seguir! Talvez tirando a parte do "varão"... :P Uma personagem feminina forte, que se sabe defender e desenrascar sozinha, ajudando também quem precisa. Sai um pouco do cânone e só ganha com isso.

O tom do filme também me pareceu mais sombrio. Tom em termos de conteúdo, pois a cidade de Paris e a Catedral acabam por ter imensa luz e vida. Apesar de aparentemente leve, o tema da descriminação não passa despercebido assim como a luxúria. Sim, eu vi um filme da Disney com referências sexuais?! Ok, n'"O Rei Leão" a Nala faz "olhos de cama" *momento solene pela perda da inocência característica da infância*, mas aqui o Frollo fala em fogo (do género "que arde sem se ver"), ficar fora de controlo ao ver Esmeralda dançar, diz "this fire in my skin, this burning, desire, is turning me to sin". Mas está claro que a culpa não é dele, é a bruxa que o enfeitiça... *revira os olhinhos* Não me admiraria de ver uma cena de violação, se não fosse de um filme de animação que estivesse a falar, e de tal servir de desculpa (e deixem-me já dizer que não é desculpa, não há desculpas para violações). Toda a música "Hellfire" é brilhante no ardor e urgência que transmite sobre o desejo sexual/carnal e não deixa de ser interessante como, apesar do ato de contrição por trás e referências à "Beata Maria", esta cena assemelha-se ao de alguém a fazer um pacto com o Demónio. É sem dúvida das melhores cenas que já vi.

Mas aquela não é a única música que se destaca, também gostei de "God Help the Outcasts", que me fez pensar na numa questão que me tinha surgido durante a leitura de The Handmaid's Tale, e claro "Someday" que não sabia pertencer a este filme! A sério, conheço-a e adoro-a há anos (ANOS!), desde que a ouvi pela primeira vez na voz de Chloë Agnew das Celtic Woman, e não sabia de onde era originária! Eu bem achei estranho algumas melodias durante o filme me lembrarem a música, ia mesmo cantando-a para mim, até que começam a rolar os créditos e eis que ela toca, numa versão que apesar de tudo não gostei por aí além (é a tal coisa do primeiro amor :P) mas que nem por isso me deixou de fazer parecer uma Madalena arrependida. *lágrimas* A letra da música mexe comigo, que posso dizer?

O humor não é nada de especial, as gárgulas são engraçadas mas é só isso. Achei o Febo um bocado chato, o típico gajo que conquista a moça. Eu até entendo porque ficou com ele e não vou dizer que ele estar ou não estar é a mesma coisa, porque ele tem impacto na história, mas sinceramente não via grande necessidade de um interesse amoroso. Mas isto sou eu que quero heroínas que mostrem que casar e ter filhos não é tudo o que há na vida para uma mulher. Entendo que sou eu que peço demais, ou peço finais que me agradem (apesar de ler romances em que fico toda "OMD eles ficaram juntos no fim!", sim sou a contradição em pessoa), mas que há que obedecer a certas regras e, afinal de contas, trata-se da adaptação de um clássico da literatura e na época a condição da mulher era diferente.

Posto isto, se ainda não viram não sejam parvos como eu e adiem o visionamento deste filme. A sério, às vezes só me apetece dar porrada no meu "eu" passado, mais ao menos como o Marshall faz num episódio de "HIMYM".

Veredito: Vale o dinheiro gasto. É um filme que me imagino a rever, não tanto por toda a história mas há bons momentos. Além disso quero ler o livro em que se baseia. Na verdade já ando para ler o livro desde que fui a Paris, onde visitei e apaixonei-me pela Catedral e a sua vista. Cheguei a dizer que odiava a cidade, jamais queria ir a Paris, e que vim de lá a adorá-la e a querer voltar? Só mais uma prova do quanto os meus juízos de valor podem estar, e geralmente estão, redondamente enganados. :P

7 de janeiro de 2014

Oh Meu Deus!

O dia começou cedo, cinzento e com chuva, o humor não era dos melhores, mas depois vi isto...


... e a fangirl em mim endoideceu. :D 

Minha gente, É O LIVRO DO COLIN E DA PENELOPE!!! Falta ainda saber a data mas já estou em pulgas porque estava a ver que nunca mais! Ia temendo que não publicassem mais livros. Mais informações devem ser dadas a seu tempo no blog Chocolate para a Alma.

6 de janeiro de 2014

Revolutionary Road

Autor: Richard Yates
Ficção | Género: romance
Editora: Biblioteca Sábado | Ano: 2010 (publicado originalmente em 1961) | Formato: livro | Nº de páginas: 280 | Língua: português

Quando e porque peguei nele: entre 10 de dezembro de 2013 e 5 de janeiro de 2014. Foi o vencedor da última votação do Monthly Key Word Challenge e estava cá por casa desde 2010, pelo que era elegível para o Mount TBR Challenge. Como só o acabei agora, acabou por não contar para nenhum.


Opinião: A melhor ideia que tive o ano passado foi dar a escolher por votação os livros a ler para o desafio do Monthly Key Word, mais não tenha sido por, deste modo, atirar-me a alguns bons livros que tenho por casa, pois apesar de qualquer que tenha sido minha opinião final, não deixaram de ser leituras boas e interessantes, de onde sempre consegui retirar algo. Este não foi excepção.

Esperava vir a gostar mais da escrita deste autor e apesar de achar que passa bem alguns dos sentimentos das personagens, achei-a algo seca e monótona. Mas o mais estranho é que parece acabar por se coadunar à história, que apresenta várias personagens presas a uma vida monótona, tendo no entanto ambicionado, perspectivado, uma vida completamente diferente e, a seus olhos, muito mais preenchida do que aquela que inevitavelmente acabaram por seguir.

Não vou dizer que me reflito nas personagens mas entendo o desespero de April, por exemplo, e a relutância em largar tudo, sobretudo a estabilidade que se tem e a rotina confortável, de Frank e perseguir algo tão esquivo como sonhos. De facto, passei o livro todo a achar que ele era um cretino convencido e armado em superior até perceber que talvez eu faça o mesmo, numa tentativa, algo vã reconheço, de manter um resquício de singularidade, de mostrar a mim mesma que sou única, que me destaco do mar de gente que encontra conforto na rotina, num emprego que dá algum tipo de satisfação mesmo que seja o de às 18h sair porta fora. Aqui até sei que sou mais afortunada, pelo menos, que o personagem e muitos outros, mas não deixam de existir dias em que dúvidas como "é mesmo isto que quero fazer? é o melhor que consigo? não há outra vida para além disto?" assaltam o espírito.

As restantes personagens, Campbells e Givings, também nos mostram dilemas parecidos, sob uma aparente noção de normalidade, mas é o elemento anormal que destoa e mostra a imperfeição da imagem, criticando a sociedade que se contenta em viver num "vazio sem esperança" e colocando-nos a pensar na nossa própria situação.

Veredito: Vale o dinheiro gasto. Só ao escrever me apercebi do quanto gostei do livro, apesar de ter demorado a entrar nele por achar a escrita algo secante e ter sido difícil ligar-me às personagens a nível emocional apesar de entender os seus dramas. Mas é um livro que acaba por se entranhar. Fica a curiosidade para ver o filme.

5 de janeiro de 2014

Projecto 365 - #53-59

Receio que ande preguiçosa no que toca a este projecto, mas ter ficado em casa durante os dias de férias que tive entre o Natal e a Passagem de Ano também não ajudou a arranjar inspiração para as fotos.

#53
#53
A pilha em cima da mesa de cabeceira. Tem um tamanho considerável. Tem muitas das aquisições do ano passado daí que a ver se em 2014 dou cabo dela.

#54
#54
Como disse a passagem de ano foi em casa, mas deu para ver algum fogo de artifício, ainda que muito longe e tapado por prédios.

#55
#55
Os últimos meses do ano são cheios de festas, para além do Natal e Ano Novo. No final de ano pais completaram 30 anos de casamento...

#56
#56
e no início do ano novo o mano fez 28.

#57
#57
Voltei a estar um dia sem tirar fotos, tentei compensar com outras duas que, admito, não são grande coisa (não que as outras o sejam). Aqui está um cruzeiro, não é dos maiores nem mais bonitos que tenho visto atracados, mas gostei do nome.

#58
#58
O ano passado, em agosto, fiz de turista na minha própria cidade (a ver se ainda ponho alguma coisa por aqui) e estou com vontade de o voltar a fazer.

#59
#59

Temporada William Shakespeare - Acto III

Tanta coisa boa neste Tumblr. xD
É verdade que depois de uma boa estreia, o segundo acto deixou a desejar, mas não quero desistir de conhecer ainda melhor um autor que vim a admirar, daí que venha o Acto III!

Uma das minhas intenções para esta terceira parte era ver a peça "Coriolanus" com o Tom Hiddleston (<3), já que tinha lido que seria transmitida a nível internacional no final do mês. Pensava que tal seria através da net, nalgum tipo de streaming e só depois reparei que é em cinemas e que já aconteceu com outras produções, nomeadamente "Macbeth" com o Kenneth Branagh. *chora porque também não pode ver* No entanto, e porque os astros por vezes se alinham, estava um dia destes a folhear a Agenda Cultural de Lisboa quando me deparei com a notícia de que o Teatro S. Luíz ia exibir "Como Queiram" e hoje de manhã vi que o Teatro D. Maria II ia apresentar, nada mais nada menos que... "Coriolano"! Ok, não tem Tom mas parece que tem Albano Jerónimo, o que também não é mau. A ida ao primeiro está garantida (Shakespeare in the theatre!), ao segundo logo se vê.

Para além de ir ao teatro, proponho-me novamente a ver adaptações das peças para o cinema e televisão, documentários, ou qualquer outra coisa relacionada com o Shakespeare. Também quero ler algumas coisas inspiradas ou que mencionem peças do tio Shakes, como o livro Just One Day, ou até retellings, como o Julieta, Quando Tu Eras Meu, sei lá... coisas desse tipo mas dependerá se são livros que tenha ou consiga arranjar na biblioteca e não me impeça de concretizar o maior desafio deste ano - diminuir a pilha e comprar ou pedir emprestados poucos livros.

Para além disto, e aqui reside a grande diferença, penso eu, em relação às outras edições, é que quero tentar ler pelo menos metade das Complete Works. De momento vou a 10% do livro, com 4 peças lidas. Não sei a quantas peças equivalerá 50%, mas devem ser muitas. Este livro será então a antologia (o ponto 6 do meu desafio) a que devo recorrer mais e vou tentar variar entre os géneros das peças, tragédias e comédias, e ler alguns poemas.

É uma grande empreitada, mas tenho ano todo para me ir dedicando a ela. Vamos a ver como corre.

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