por Christopher Yost, Christopher Markus,
Stephen McFeely,
Don Payne e Robert Rodat
Quando e onde o vi: a 2 de novembro no IMAX em boa companhia e amena cavaqueira!
Opinião: Um fartote de riso, é o que me vem à cabeça para descrever este filme. Isso e "Loki Show", mas vai daí eu sou parcial ao Tom (<3) e acho que o homem é a melhor coisa deste
franchise. Olhem
San Diego! E a quantidade de vezes que o homem dançou enquanto promovia o filme!
Aqui,
aqui e
aqui num
dance-off com o Zachary Levi! *olha em transe para os
moves e esquece-se do que estava a fazer...*
*1 hora depois....*
A história continua após os acontecimentos de "
Os Vingadores", com Loki a ser julgado e preso e Thor entretido a apagar fogos por todos os 9 Reinos, quando começa a sentir-se um fenómeno estranho que faz com que os vários universos convirjam e as suas fronteiras se esbatam, surgindo uma série de "portais", chamemos-lhes assim, que permitem a passagem de um mundo para o outro e criam situações bizarras. É assim que Jane passa para uma outra dimensão e toma contacto com o "
aether", uma substância que supostamente havia sido destruída, acordando uma raça de elfos negros, que supostamente deveriam ter sido dizimados. Muito supunham erradamente... De qualquer maneira, isto dá o mote para o regresso de Thor a Midgard, para reacender a chama com a sua amada Jane (e levar um par de estalos) e tentar protegê-la, tendo de recorrer à ajuda de Loki (que também leva um belíssimo estalo) pois acabam por ter um adversário comum.
Sim, aquilo é todo o enredo e dito assim parece algo "meh" e tão cheio de clichés... E é exatamente isso, mas tão hilariante! A relação Thor-Loki é aqui trabalhada na perfeição para suscitar vários momentos de risota, como quando Thor liberta Loki e há um
cameo genial, a Darcy é o
comic-relief em pessoa (
mew-mew xD) juntamente com o seu estagiário, e o Dr. Selvig está completamente doido. Mas para balançar o riso, há também momentos tensos, afinal de contas Thor está mais maduro e apesar de ainda não ter conseguido perceber exatamente porque raio é que a mente do seu irmão se tornou um "
bag full of cats", já está um pouco de pé atrás e não se deixa iludir tão facilmente pelos truques Loki. Este está a tornar-se um autêntico deus do caos, sendo que nunca sabemos bem para que lado pende, pois quando parece que está a virar bom, é precisamente quando é necessário parar e pensar "espera aí, ele não ganha nada com isto, há aqui algum truque!" Mas apesar deste lado caótico e calculista, também é mostrado um lado mais frágil, sobretudo na prisão. É interessante ver como é a personagem que acaba por ter mais profundidade (necessidade de mostrar o que leva alguém a ser mau ou a ter comportamentos desviantes, porque o ser humano e inerentemente bom?), já se tinha visto no
primeiro filme algum desespero e inadequação no diálogo com o pai adotivo e aqui vemos (muito pouco mas ainda assim explorado de forma brilhante para mim) a ligação que tem com a mãe.
Neste filme também sai a ganhar, apesar de ainda não me convencer completamente, a relação de Jane e Thor. Ainda não percebo o que vê nela (ok, é a Natalie Portman, mas mesmo assim) mas também acho que os enredos não têm sido assim tão bons para a cientista. Mais uma vez é fora de Midgard que a história tem interesse, parecendo que aquela só serve para ser palco de lutas. Sim, é um filme com deuses, mas se há uma cientista podiam inventar coisas com mais... ciência e não apenas "ah e tal a ciência explica isto desta forma"! Podiam fazer algo que desse à Jane um papel com ainda maior destaque (desde já sugiro um filme só com a Jane a dar estalos a todos os heróis e vilões da Marvel!), para além de dizer "vamos espetar estas coisas no chão e esperar que dê certo" ou ser uma
damsel in distress. No que toca a outras personagens, YAY! Zachary Levi a substituir o
Príncipe (Chato) Encantado! \o/ Foi daqueles momentos "aquela cara não é a mesma do outro filme, eu conheço aquela cara de outro lado, é o Chuck!" (e diga-se que o filme teve vários momentos, como "oh não isto é a
cena do Boromir all over again... *1 minuto depois* espera aí..."). Acaba por ser uma pena que tantas personagens interessantes, ou não fossem elas figuras da mitologia nórdica, tenham tão pouco destaque como Sif e Heimdall, mas contribuem para dar cor e ajudar na caracterização de Asgard.
Visualmente o filme é muito bom, vi-o no IMAX e pareceu-me muito bem ainda que o 3D não se sentisse assim tanto como estava à espera (a minha experiência neste género também se resume apenas ao Parque Jurássico, que também vi no IMAX, e esperava que fosse um cadinho nada melhor por ser um filme mais recente e não convertido 20 anos depois, mas foi bastante semelhante, não coloco de lado o mal ser meu e não dos filmes). Gostei bastante da luta final, a cena dos portais permite uma sequência de ação interessante (ainda que nem sempre fácil de seguir, mas penso que era propositado) e piadas muito bem conseguidas, o que acaba por tornar a coisa em algo de diferente apesar da premissa (salvar o mundo!!!) tantas vezes vista.
O final é deixado em aberto e como todos os finais de filmes da Marvel é bastante sugestivo. Infelizmente não sei muito do universo das
comics pelo que me socorro da Wikipedia para tentar ter uma ideia do que pode vir aí, não só em termos de Phase 2 e mesmo 3 do Marvel Cinematic Universe, mas também no que diz respeito a "
Thor". Resta aguardar pelos filmes e ver se a coisa até bate certo. *torce pela Morte e Infinity Gauntlet*