17 de dezembro de 2013

Brokeback Mountain

Diretor: Ang Lee
Adaptação do conto Brokeback Mountain de Annie Proulx por Larry McMurtry e Diana Ossana
Atores: Heath Ledger, Jake Gyllenhaal

Mais informação técnica no IMDb.

Quando e onde o vi: dia 15 de outubro, na Fox Movies, se não estou em erro.

Opinião: Sim, devia ser a única pessoa que ainda não tinha visto o filme dos "cowboys gays" apesar da minha ligeira queda para o bromance. Mas também tenho queda para desconfiar de tudo o que vem muitíssimo bem recomendado e tenho de estar com o espírito certo para filmes lamechas e, convenhamo, este é um pouco. Felizmente estava num desses dias em que a lamechice é bem vinda e por isso não foi nada mau.

Gostei bastante da química entre as personagens principais, Ennis e Jack, desempenhados respectivamente por Heath Ledger e Jak Gyllenhaal, sobretudo quando se reencontram pela primeira vez passado tanto tempo. Ambos os atores conseguem transmitir a emoção crua dos personagens, as suas dúvidas (sobretudo Ledger) e anseios (Gyllenhaal). As personagens femininas, embora com menos destaque, também se revelam impressionantes e reais, como Alma (Michelle Williams) quando se depara com o beijo do reencontro.

Apesar de ter gostado bastante, houve partes que achei algo paradas e que fazem com o que o filme pareça  longo ou que demora mais do que devia. Porém acaba por valer a pena pois a história e os seus dramas são envolventes, e as personagens são tridimensionais, o que nem sempre é fácil de encontrar em filmes românticos e dramáticos como este, digamos assim. No entanto tenho de dizer que não fiquei com curiosidade de ler o conto.

Veredito: Deu na televisão e pouco se perdeu com isso. Como disse, gostei mas não suscitou curiosidade para ler o conto ou mesmo rever o filme.

16 de dezembro de 2013

Só Ler Não Basta #11.1 - Leituras de Dezembro


Está a chegar o final do ano e o SLNB está a chegar ao seu primeiro aniversário! \o/ Mas a comemoração é só na próxima edição, assim como o balanço anual, já que nesta primeira parte do SLNB apresentamos alguns artigos que nos chamaram a atenção e as histórias que nos acompanham de momento. Já sabem que podem acompanhar-nos no grupo do Goodreads e agora também no Google+.



Artigos interessantes:

Leituras:
Telma: E Tudo o Vento Levou (volume 2) de Margaret Mitchell
Diana: The Iron King de Maurice Druon
Carla: Revolutionary Road de Richard Yates

Já sabem que podem ver o índice, comentar e ver outros vídeos no Youtube. Caso prefiram ouvir em vez de ver o vídeo, podem seguir este tutorial para converter o vídeo em ficheiro MP3.

15 de dezembro de 2013

Projecto 365 - #32-38

Está a chegar o Natal e o fim do ano, as semanas parece que começam a ficar mais curtas e o tempo passa a correr.

#32
#32
O que mais adoro no Natal são as luzes. Sou capaz de ficar vidrada durante longos momentos a vê-las piscar.

#33
#33
Comecei a ler.

#34
#34
O raro momento em que a secretária está arrumada e não há livros há espera de serem tratados. Claro que isto foi ao fim de um dia e no dia seguinte já tudo era o CAOS!

#35
#35
Uma colega falou-me tão bem do filme que tive de o ver. Realmente não é mau e já tenho outras sugestões da mesma colega na calha. :)

#36
#36
CCB em noite de chuva.

#37
#37
A postos para mais um SLNB.

#38
#38
Hoje o dia foi passado a fazer (e comer alguns) biscoitos. São para o jantar de Natal do trabalho porque eu é mais bolos. Fiz biscoitos de limão e canela e os da imagem são de gengibre.

9 de dezembro de 2013

The Handmaid's Tale, The Book Thief, Persépolis

Sem dúvida de que os livros que mais nos desafiam são os mais difíceis sobre os quais escrever. Como fazer jus a tal livro? Como falar sobre as questões que nos colocou? Como nos levou a pensar em assuntos que jamais nos lembraríamos, sobretudo porque tomamos tanta coisa como certa no nosso dia-a-dia? Mas são estes os livros que por isso mesmo se tornam clássicos e intemporais. Se acredito que os três acabem por ser clássicos, talvez não mas têm tudo para o ser. 

Queria escrever algo sobre a estes três livros mas percebi que é impossível referir-me a todos individualmente quando se debruçam quase todos sobre a mesma coisa: liberdade. Se no primeiro tal coisa é notório, afinal Offred vive presa numa sociedade fortemente hierarquizada, desprovida de tudo o que a faz uma pessoa única para "seu próprio bem", e tal é feito praticamente com a sua conivência, com a sua incapacidade de se rebelar contra o que estava a acontecer porque vários factores que possibilitam essa liberdade foram-se erodindo (dinheiro, identidade...), nos outros dois é mais difícil de ver mas está lá, em Max no caso de The Book Thief e na história do século XX do Irão. Perante estes dois últimos livros percebi que o cenário do primeiro pode não estar assim tão longe, pois a Humanidade não parece querer aprender com os erros do passado e por isso a História tem tendência a repetir-se.

A boa retórica consegue dar a volta à cabeça das pessoas. Seja a convencê-las de que tudo é por um bem comum e universal maior que todos nós, ou de que um grupo de pessoas é a causa de todos os males e que o ir para uma guerra devastadora é a maneira certa para agir. Felizmente o bom uso de palavras também pode ser usado para nos contar as monstruosidades que aconteceram e mostrar futuros que podem (ou mesmo devem) ser evitados. Seja através de uma distopia escrita como que em stream of consciousness, através dos olhos da Morte ou do relato uma criança ingénua que cresce no meio de uma revolução cultural, podem mostrar o que de bom há na Humanidade e como evitar atropelos aos mais variados direitos do Homem. Basicamente ensinam, pedem mesmo que pensemos por nós próprios ao desafiarem-nos.

8 de dezembro de 2013

Projecto 365 - #25-31

Faz um mês! \o/ Sim, algumas fotografias são um pouco preguiçosas porque, verdade seja dita, não quero que muita gente na minha vida saiba que estou neste projecto. Poucos até sabem que tenho um blog, não é propriamente um lado que goste de dar a conhecer, nem sei muito bem porquê. Mas tenho de começar a empenhar-me mais, perder algum medo do que possam dizer ou achar.

Também vou começar a adotar este formato, já que muitas vezes não me apetece ao fim do dia colocar-me em frente de um computador só para fazer o upload e publicar uma foto. Já passo grande parte do meu dia um frente a um ecrã e à noite apetece-me estar em frente de outro tipo de ecrãs, sejam televisores ou o meu kindle. :)

#25
#25
De manhã, a caminho do trabalho.

#26
#26
O que me chegou a casa. Tenho a assinatura da National Geographic desde os tempos da faculdade, é das revistas que mais gosto de ler, sobretudo devido à peças de cariz histórico, arqueológico e antropológico. Além disso tem fotografias magníficas. Nos últimos meses tem vindo com um exemplar "travel size" da Elle e posso dizer que a revista não é mesmo o meu género.

#27
#27
A vista à noite. Não sei se é perceptível que tenho vista para as campas de um cemitério, o que faz com que cada novo dia comece bem (penso "ainda não foi desta que fui para ali!" :D ). No dia 1 de novembro acaba por ser um cenário ainda mais bonito, para quem gosta desse tipo de coisas, com muitas velas colocadas junto a muitas e variadas campas e que acabam por iluminar todo o cemitério.

#28
#28
Aqui há tempos tinha visto a Telma a fazer uma coisa assim e cá estou eu a imitar. Eis tudo o que transporto na mala. :D

#29
#29
"Ah e tal, catalogar livros é fixe!" até aparecerem coisas destas à frente! Felizmente este era um exemplar bilíngue, em árabe e português. Noutras vezes não tenho tanta sorte.

#30
#30
Um tecto. Não liguem mas tenho um certo fascínio por tectos trabalhados de forma belíssima. Este é um dos que me dá mais prazer olhar e tenho a sorte de o poder fazer praticamente todos os dias.

#31
#31
Até agora foi a que mais prazer me deu fazer e nem acredito que tenha ficado boa depois das várias tentativas.

2 de dezembro de 2013

Só Ler Não Basta #10.2 - Livros vs E-books

Desta vez repetimos uma convidada mas foi por uma boa causa, pois a nossa convidada não é nada mais, nada menos que a e-read-vangelizadora Célia do Estante de Livros. :D Foi a primeira pessoa que conhecemos a ter um e-reader e para quem, a dado ponto, acho que todas nós nos virámos a perguntar como era ter um dispositivo eletrónico para ler livros, pelo que fazia sentido voltar a convidá-la para falarmos sobre como ter tal dispositivo veio afectar a nossa leitura e relação com os livros. Spoiler alert: não alterou assim tanto, continuamos leitoras inveteradas. :D


Links:
Site do Calibre

Podem deixar as vossas opiniões sobre o tema no grupo do Goodreads e encontrar um índice da conversa no Youtube. Caso prefiram ouvir em vez de assistir ao vídeo, podem seguir este tutorial para converter o vídeo em ficheiro MP3.

1 de dezembro de 2013

Monthly Key Word Challenge (13)

E chegamos ao resultado da última votação! Penso que vão ficar por aqui, para o ano não penso participar neste desafio, mas foi uma experiência bastante engraçada e obrigou-me, nalguns casos, a sair da minha zona de conforto e experimentar, sobretudo, autores novos. Obrigado a todos os que votaram nas várias polls.

Esta votação foi renhida e posso dizer que não estava à espera que o vencedor fosse Revolutionary Road, com 7 votos. Achei que The Time Traveler's Wife seria o livro que teria de ler, mas ficou em segundo lugar com 5 votos. Depois For Darkness Shows the Stars com 4 votos (e que ainda não comprei, mas vou oferecer-me pelo Natal :D), She's No Princess com 2, e por fim com 1 voto ficaram The Road (pensei que teria mais apoiantes), A Hora Secreta, A Máquina do Tempo e O Fio do Tempo.

Como disse, penso que as votações vão ficar por aqui, pelo menos neste formato, de carácter mensal e para escolher o livro a ler para determinado desafio. No entanto, não fecho completamente a porta e quando não souber o que ler a seguir já sei que método usar para acabar com qualquer dúvida. :D

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