21 de outubro de 2013

Porque música é poesia (27)


James Blunt - Face the Sun

Yes, this love's not good enough,
Is time to let it go.
Our weary hearts just fall apart,
I feel it in my bones.

And God knows
That it's hard to find the one,
But in time
All the flowers turn to face the sun.

So silently just walk with me
Like any other day.
No sad goodbyes, no tears, no lies,
Just go our separate ways.

And God knows
That it's hard to find the one,
But in time all the flowers,
Yes, in time
All the flowers turn to face the sun.

And God knows
That it's hard to find the one,
But in time
All the flowers turn to face the sun.

19 de outubro de 2013

Inspira-me (4)

Do blog Inspira-me:
A sua receita para um fim-de-semana de outono: um filme + um livro + uma receita.
Outono, a minha estação do ano preferida. Volta a chuva, o fresquinho, as camisolas quentes. *suspira* Este fim de semana a receita será ler Good Omens e muito provavelmente rever o filme "Possession". Quanto à receita culinária, não devo de fazer porque não estou com grande vontade de cozinhar (preguiça rulla!) mas ando com vontade de repetir esta ou experimentar esta. Muffins e chá vão tão bem juntos.


14 de outubro de 2013

Herdeira das Sombras (Trilogia das Jóias Negras, #2)

Autor: Anne Bishop
Ficção | Género: fantasia
Editora: Saída de Emergência | Ano: 2007 (originalmente publicado em 1999) | Formato: livro | Nº de páginas: 429 | Língua: português

Como me veio parar às mãos: comprado na Feira do Livro em 2009.

Quando e porque peguei nele: 23 a 27 de setembro. Ganhou a votação do Monthly Key World Challenge e decidi que seria um bom livro para me acompanhar na viagem para férias, para além de também contar para o Mount TBR Challenge.


Opinião: Devo de começar por dizer que já faz algum tempo desde que li o primeiro volume e que pouco me lembrava dele. Quer dizer, lembrava-me da história no geral, mas alguns pormenores, como a organização da sociedade e regras porque se rege este mundo, escaparam-me. Assim, senti alguns problemas no início da leitura, mas com o seguimento da história tornou-se mais fácil acompanhar esta mitologia e personagens. Também me lembrava do que tinha sentido ao ler o primeiro livro, muitas vezes é o que melhor me lembro das leituras que faço, e os problemas que havia sentido voltaram durante a leitura deste segundo volume.

Se desta vez já sabia mais ou menos o que esperar, continuei a não sentir qualquer tipo de empatia para com as personagens. Sim, são interessantes de seguir, mas não consigo sentir qualquer tipo de ligação emocional com as mesmas, sobretudo com Jaenelle mesmo sabendo tudo aquilo porque passou. Acabo mesmo por não perceber muito bem qual é o fascínio que exerce sobre todos aqueles com que lida, pois a mim pouco ou nada fascina. E posso dizer como acho irritante que apesar de ser uma grandiosa feiticeira, não consiga fazer ou sinta dificuldade em fazer as coisas mais simples? Sim, ok eu sei que isso acontece mesmo no nosso mundo, há pessoas inteligentíssimas para quem as coisas mais comuns, como preencher uma folha de inscrição, acaba por ser algo que pelos vistos lhe ultrapassa, mas não deixo de achar irritante essa característica numa personagem fictícia, é quase como uma outra Bella do Twilight que fascina toda a gente sem percebermos muito bem porquê apesar de ser, supostamente, uma desastrada de primeira que tropeça em tudo e mais alguma coisa. Sim, acho que acabei de comparar a Jaenelle à Bella, mas a Jaenelle é um exemplo de gaja independente a seguir, ao contrário da Bella.

Para além das personagens pouco ou nada me dizerem, achei o enredo demasiado previsível, tal como no primeiro volume, e bastante parado. Entendo que o ritmo mais lento ajuda a construir as personagens e este mundo, além disso neste livro temos a formação da corte de Jaenelle o que só por si traz novas personagens e criaturas que precisam de explicação, mas houve momentos que me pareceram repetir-se continuamente, sobretudo no que metia o Conselho das Trevas. A parte mais interessante deste mundo acabou, a meu ver, por ter muito pouco destaque, o Reino Distorcido. Teve-se apenas vislumbres de Daemon a agarrar-se à sua "ilha" e depois a Jaenelle faz um caminho e pronto, fez-se o Chocapic! Que é como quem diz, acaba o livro. Gostava de ter acompanhado a viagem deste pelo caminho para a sanidade, mas também entendo que talvez se repetisse o livro anterior, já que os puzzles diziam respeito à ligação de ambos e ao que se passou entre eles no Altar de Cassandra. Mas mesmo assim, parecia que podia ter sido melhor abordado.

Esta série parece ser daquelas que fascina toda a gente menos a mim. Fico a pensar que se calhar o problema é meu, sobretudo porque acho que se tivesse lido uns aninhos antes, talvez na mesma altura em que li Sevenwaters (e agora fiquei a pensar no que acontecerá se os reler :/), as coisas poderiam ser diferentes. Ou então não. :/ Reconheço a criatividade da autora, tem uma escrita muito agradável e fácil de seguir, ainda que a mitologia seja um pouco confusa, mas há algo que não me seduz completamente. Ainda assim espero acabar a trilogia, se possível com a história mais fresca na minha cabeça, pelo que devo pegar brevemente no último livro.

Veredito: Se fosse emprestado pouco se perdia com isso. Sinto que é injusto, porque toda a gente que conheço adora os livros, mas a sério, apesar de lhe reconhecer muito mérito, há algo que não me cativa. E quando as personagens não me tocam de alguma maneira, não há nada a fazer. :(

13 de outubro de 2013

Book Loving Girls

Já conheço o projecto Book Loving Girls, do Mário Pires, há algum tempo pois amigas minhas já foram fotografadas, entre as quais as duas parceiras de Só Ler Não Basta (podem ver as fotos da Telma aqui e as da Diana aqui). Numa sessão para o SLNB fui persuadida a participar e depois de alguns contratempos, e pouco à vontade em frente da câmara, eis o resultado na página do projecto.


1 de outubro de 2013

Monthly Key Word Challenge (11)

O vencedor para eu ler no mês de Outubro foi Good Omens, de Neil Gaiman e Terry Pratchett, pois venceu com 3 votos. Surpreendeu-me um pouco esta votação, pensei que Crónica de Uma Morte Anunciada do Gabriel García Márquez tivesse mais votos, teve apenas 1, mas mesmo assim fiquei satisfeita com a escolha, é verdade que o Gaiman ainda não me conquistou mas reconheço-lhe a imaginação, do Pratchett ainda não li nada. Receberam também votos os livros Real Murders da Charlaine Harris, teve direito a 2, e O Império do Medo de Brian M. Stableford, que teve 1.

Seguimos para Novembro...


E os nomeados são:
Desta vez são menos títulos devido a preguiça e porque parece-me que sei qual vai ser o vencedor. :D

Que livro ler para o Monthly Key Word Challenge de Novembro?
  
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19 de setembro de 2013

Persuasão

Como explicar o meu amor por esta história? Como explicar o porquê de adorar este livro e as suas adaptações ao ponto de reler e/ou rever vezes sem conta? É uma tarefa difícil falar sobre algo que se adora, mas cá vai a minha tentativa. Pode não ser inteiramente inteligível porque demasiados feelings e querer dizer tudo e mais alguma ao mesmo tempo, mesmo que em 3 partes distintas, geralmente dá asneira.

Persuasão conta a história de Anne Elliot, filha de um nobre para quem beleza e títulos são o mais importante, que foi persuadida, quando mais nova, a não se casar com um jovem marinheiro sem dinheiro. Cerca de 8 anos mais tarde, devido a hábitos pouco regrados, a sua família vê-se obrigada a arrendar a casa e mudar-se para Bath, numa tentativa de pagar a credores, o que leva Anne a reencontrar-se com Frederick Wentworth, agora Capitão da marinha inglesa e homem de fortuna.

Parece ser um simples romance, mas como é hábito com Austen, acaba por se revelar muito mais do que isso. Volta a estar bem presente a crítica social, nomeadamente à nobreza ou aos seus elementos mais fúteis, que nada vêem para além de caras bonitas e títulos. Um bom exemplo, acaba por ser a família de Anne, não só nas figuras do pai e irmã mais velha, mas sobretudo na pessoa da irmã mais nova, que acaba por julgar ofensivo as suas cunhadas "darem-lhe" ligações com pessoas de estatuto mais baixo ou que foram elevadas, no caso de Benwick, devido à guerra e à progressão na carreira militar. Anne destaca-se dos seus familiares por achar:
'My idea of good company...is the company of clever, well-informed people, who have a great deal of conversation; that is what I call good company.'
'You are mistaken,' said he gently, 'that is not good company, that is the best. Good company requires only birth, education, and manners, and with regard to education is not very nice.'
Além disso, ao contrário das restantes protagonistas de Austen, Anne é já uma mulher adulta, com quase 30 anos e ainda solteira. Passa despercebida, as suas opiniões são pouco tidas em conta pela sua irmã mais velha e o seu pai, tem uma paciência enorme para aturar as neuroses da irmã mais nova e um feitio gentil que convida os restantes a procurarem o seu conselho, mas também a desabafarem e a esperarem que com o seu senso consiga persuadir outros a mudarem as suas atitudes (isto nomeadamente em relação aos Musgroves e a Mary). Pouco sei da vida de Jane Auten mas acaba por ser-me tão fácil imaginar a autora na mesma situação. Seguir a história pelo ponto de vista de Anne, parece-me que é quase entrar na cabeça de Austen e ver o mundo pelos seus olhos. O seu olhar crítico está presente em Anne e os seus pensamentos devem ter passado pela cabeça da própria autora perante situações semelhantes, ou muito provavelmente não os teria escrito.

E repararam como já usei duas vezes a ideia da "persuasão"? Acaba por ser um tema recorrente a forma como somos influenciados pelas pessoas à nossa volta. Como agimos, que passos damos, como pensamos acaba por ser algo condicionado pelas pessoas que nos rodeiam, seja pelo seu modo de pensar, pelos conselhos que oferecem, pela sua aparência ou ares a que se dão. E nem Anne está imune a tal, ainda que seja mais ponderada a julgar os outros e as suas intenções. Por ter sido persuadida muito cedo a não casar com um jovem "who had nothing but himself to recommend him" e com isso ter ficado infeliz, nota-se que tem em menor conta a opinião dos outros ou não lhes dá tanto peso e importância pois percebe que sabe, melhor do que ninguém, o que a fará feliz.

De resto, acaba por ser interessante ver como a personagem de Anne cresce, ainda que de modo pouco aparente. Num meio em que a ouvem, que a têm em conta, num meio em que está rodeada de pessoas como ela e com quem gosta de conversar, como Bennick e os Croft não só por conhecerem e lhe contarem mais do mundo que não conhece mas por terem conversas interessantes e estimulantes para quem de outro modo só houve falar de sociedade e pessoas com poucos ou nenhum interesses que não sejam fúteis, começa a desabrochar, a mostrar a sua fibra e é quando outros começam a reparar nela. Um deles acaba por ser Wentworth, que nunca a esqueceu. Este também passa por uma fase de crescimento mas só percebemos o quanto no final. Ele acaba por ser a imagem de quem tem uma ideia muito definida do que quer, apenas para perceber como estava errado, como certas escolhas não revelam uma inconstância mas força de carácter.

A nível de romance, é das histórias mais bonitas que já li, ou não tivesse, como já devo ter dito um milhar de vezes, a carta mai'linda alguma vez escrita! A constância e a perenidade do amor é outro tema desenvolvido pela autora e que dá lugar a diálogos e pensamentos interessantes. A sério, se pudesse acho que citava o livro todo...

Mas passando às adaptações...

A de 1995 é a minha preferida, não só por ter sido a primeira que vi e revi vezes sem conta (comfort movie!) mas por tudo aquilo que mostra. Para começar, o capitão Wentworth na pessoa do Ciáran Hinds parece realmente que viveu imenso no mar, não será tão apelativo ao olho como o Rupert Penry-Jones mas, para mim, acaba por ser O Wentworth. E depois temos a Amanda Root magnífica como Anne Elliot.

Mas está claro que só isso não basta, só termos dois magníficos autores não é suficiente, tem de haver química... e há! Talvez não daquela que salta à vista, mas uma muito mais subtil, tal e qual de acordo com a época e com o livro. É visível o quanto Wentworth deseja ver Anne quando interrompe o pequeno-almoço daquela depois de ela ter passado a noite do dia anterior a cuidar do sobrinho, enquanto os restantes jantavam em Uppercross; o quanto se preocupa com ela enquanto passeiam e, devido ao cansaço dela, a convence (ok, é mais obriga) e ajuda a subir para a charrette; o quanto ele pretende mostrar que tornou-se naquilo que lhe prometera e como ela não tinha de se preocupar, como não o devia ter rejeitado; como a observa quando interage com outros, disfarçando no entanto o seu interesse. E como Anne se sente incomodada, mesmo ao ponto do desespero (na charrette é bem perceptível), ao ver Wentworth namoriscar com Louisa ou quando outros lhe falam do quanto ele devia casar-se com alguém, sem aparentemente a terem em conta; e depois em Bath, o quanto ela pretende mostrar que não é a mesma, que desta vez se depender dela não existirá um "não"; e a carta! A cena da carta! *suspira*

É verdade que há uns momentos estranhos (e algo silenciosos), em Lyme quando se riem sem grande propósito em casa de Harville, e mesmo o final, quando Wentworth entra pela sala adentro, a pedir autorização para marcarem uma data, com toda a gente num grande estado de "WTF?" ao qual Harville, que o acompanha, também se junta por não parecer estar a par do enlace e das intenções do amigo. Acho o fim tão ridículo que para mim geralmente o filme acaba com o beijo e com eles a afastarem-se da confusão do circo, juntos, para um futuro em comum. *suspira novamente*

A mais recente, de 2007, tem uma cena final mais bonita mas de resto deixa algo a desejar, sobretudo para quem idolatra o livro como eu. Ok, o casting em termos físicos e idade dos actores é capaz de estar mais acertado e de acordo com a obra, Sir Elliot por exemplo é muito mais arrogante e convencido, mas as várias mudanças na história, mesmo que para tentar explicar que Anne e Wentworth têm um passado em comum, acaba por desvirtuar um pouco a intenção do livro, parece-me. Chegam a colocar diálogos que deviam acontecer em Bath na boca de outros personagens e em Lyme! *leva as mãos à cabeça* Nesta adaptação não há subtileza, o espectador é praticamente agredido com as relações que se estabelecem entre as personagens, talvez para criar ainda mais drama mas que, pelo menos para mim, acaba por falhar redondamente.

Depois temos a corrida da carta... *suspira mas de desilusão* A sério, para além de cortarem frases da carta (!, eu sei que acabava por não fazer sentido, afinal de contas trocaram os diálogos, mas como ousam mexer na carta mai'linda alguma vez escrita?), acho que nunca vi alguém tão ofegante e suspirante *ignora as vezes que também já suspirou só ao escrever este post* num filme ou adaptação do género. E chega a ser enervante ter a Anne a olhar longamente para a câmara, como se fosse assim que o espectador se apercebesse do torvelinho que vai na sua alma. A parte do diário, pelo contrário, pareceu-me bem conseguida, até porque conseguiu colocar em filme outra das citações que mais adoro, e a banda sonora é fabulosa, chegando mesmo a relembrar-me, em algumas ocasiões, "North and South" ou não fosse o mesmo compositor. Mas parece que por cada ponto bom há dois ou três que me irritam, incluindo alguns dos planos e o raio da câmara a tremer. Agora anda tudo com câmara ao ombro?!

Foi a minha segunda visualização, pouco tempo depois de ter visto a de 1995, e talvez por ter um soft spot para aquela veja esta com tão maus olhos. A sério, tentei ver de forma distanciada, sem qualquer preconceito, só tendo em conta o livro para avaliar de forma justa esta adaptação e perceber se era possível eu gostar desta adaptação, mas não consigo.

E pronto, acho que é isto. Sentia que faltava aqui neste cantinho um post como deve ser dedicado a esta obra, uma das minhas preferidas, e apesar de não estar perfeito, pelo menos deu-me a desculpa para ir reler e rever (e suspirar) mais uma vez que é o que realmente interessa. :D

16 de setembro de 2013

Só Ler Não Basta #9.1 - Leituras de Setembro


Setembro é altura de regresso ao trabalho... menos para mim! \o/ Por essa razão, este mês no SLNB temos apenas o vídeo das leituras onde, como já é hábito, falamos pelos cotovelos. :D Voltaremos no final de Outubro para falar sobre A Handmaid's Tale (já há várias edições em português: da Europa-América e da Bertrand) da autoria de Margaret Atwood. Até lá, podem participar também na leitura conjunta e discutir o livro no grupo do Goodreads.


Artigos Interessantes:

Leituras:
Diana: O Rei Veado, da Marion Zimmer Bradley
Carla: Persuasão, da Jane Austen e Watchmen, do Alan Moore
Telma: Sangue Final, da Charlaine Harris

Podem encontrar o índice da conversa no Youtube. Caso prefiram ouvir em vez de ver o vídeo, podem seguir este tutorial para converter o vídeo em ficheiro MP3.

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