6 de setembro de 2013
3 de setembro de 2013
Só Ler Não Basta #8.2 - Adaptações cinematográficas
Desta vez metemo-nos à conversa sobre livros e suas adaptações cinematográficas com a Catarina, também conhecida por P7, do blog Bookeater/Booklover. É um tema que dá pano para mangas e por isso parece-me que abordámos muito pouco do mesmo, pelo que talvez voltaremos ao tema, nem que seja para squeear ou dizer mal da adaptação do Outlander. :P O nosso grupo do GR também foi fantástico a participar na discussão e a propor bastantes exemplos de boas adaptações.
Podem encontrar um índice da conversa e links para livros de cujas adaptações falámos no Youtube. Aviso desde já que são muitos. :D
1 de setembro de 2013
Monthly Key Word Challenge (10)
E o vencedor para ler em Setembro foi... A Herdeira das Sombras da Anne Bishop, com 6 votos. Há já algum tempo que não havia uma votação assim, como votos por variados títulos: A Cidade dos Deuses Selvagens recebeu 4 votos, Stormdancer e O Beijo do Highlander empataram com 3, O Clube de Tricô de Sexta à Noite teve direito a 2, The Glass Blowers e Pale Blue Dot: A Vision of the Human Future in Space receberam ambos 1 voto. Parece-me então que vou ter que pegar no segundo livro d'As Joías Negras.
E as palavras de Outubro são...
A pesquisa revelou 11 títulos mas só estes 10 vão a votação:
- The Witch Queen's Secret de Anna Elliott
- Good Omens: The Nice and Accurate Prophecies of Agnes Nutter, Witch de Terry Pratchett e Neil Gaiman
- The Demon-Haunted World: Science as a Candle in the Dark de Carl Sagan
- Real Murders (Aurora Teagarden Mysteries #1) de Charlaine Harris
- Assassínio no Parque de Ellery Queen
- Morte na Universidade de Gil Brewer
- Crónica de Uma Morte Anunciada de Gabriel García Márquez
- Homem-Aranha - A Morte dos Stacy
- O Império do Medo de Brian M. Stableford
- Ghost in the Wires: My Adventures as the World's Most Wanted Hacker de Kevin D. Mitnick, William L. Simon, Steve Wozniak
Há e-books, uma comic e livros. Façam o favor de votar. :)
31 de agosto de 2013
Agosto 2013
Mais um mês que passou e em que se manteve a tendência de poucas leituras (e não me parece que vá mudar). Tentei inverter a coisa com a participação no Bout of Books 8.0 mas sem grande sucesso. Quer dizer, consegui o feito de ler quase todos os dias, li em 5 dos 7 dias, geralmente costuma ser 2 dos 7...
Tenho vindo a escrever um pouco mais, as últimas semanas têm sido a loucura, mas não tanto críticas porque nem sempre me tem apetecido colocar-me à frente do pc a escrever depois de ter passado um dia a trabalhar no computador a introduzir dados, muitas vezes em línguas que não domino. A sério, o alemão consegue ser a que, de todas as que não domino, entendo melhor, porque depois temos croata, romeno, russo, búlgaro... Dêmos graças pela existência do Google Translator, mesmo que o seu trabalho seja duvidoso sempre dá luzes sobre o que parece ser o tema. E aproveitemos também para agradecer, de igual forma, à wikipedia e a outras ferramentas do Google por providenciarem alguma informação sobre locais dos quais jamais ouvira falar. *abraça a internet fofa*
Além disso, estou mesmo a tentar cortar o tempo que estou on-line (e que nada tenha a ver com trabalho), se bem que já pouca coisa me interessa nomeadamente na blogosfera. Com algumas excepções, que já sigo há bastante tempo, parece-me que está a tornar-se tudo igual mesmo na tentativa de ser diferente. Começam a surgir rubricas semelhantes, parece-me que tem tudo a mesma voz e nalgumas situações já nem consigo dizer porque comecei a seguir o blog. E isto tanto se passa com blogs portugueses como estrangeiros. Talvez esteja numa fase em que estou saturada, sinto demasiado ruído à minha volta e preciso de me desligar um pouco de algumas coisas, nomeadamente no que relacionado a livros diz respeito. Não tenho, de momento, interesse em lançamentos ou passatempos, críticas aos livros mais recentes, que por isso aparece em não sei quantos blogs, e que geralmente pouco ou nada dizem do que me pode interessar no livro. Não quero dizer que não haja boas críticas, excelentes críticas, mas começa a ser difícil e cansativo separar o trigo do joio, sobretudo em blogs que sigo há menos tempo e em que não consigo identificar bem quem está por trás. Assim sendo, estou também a fazer limpezas ao Feedly e redes sociais.
Tenho vindo a escrever um pouco mais, as últimas semanas têm sido a loucura, mas não tanto críticas porque nem sempre me tem apetecido colocar-me à frente do pc a escrever depois de ter passado um dia a trabalhar no computador a introduzir dados, muitas vezes em línguas que não domino. A sério, o alemão consegue ser a que, de todas as que não domino, entendo melhor, porque depois temos croata, romeno, russo, búlgaro... Dêmos graças pela existência do Google Translator, mesmo que o seu trabalho seja duvidoso sempre dá luzes sobre o que parece ser o tema. E aproveitemos também para agradecer, de igual forma, à wikipedia e a outras ferramentas do Google por providenciarem alguma informação sobre locais dos quais jamais ouvira falar. *abraça a internet fofa*
Além disso, estou mesmo a tentar cortar o tempo que estou on-line (e que nada tenha a ver com trabalho), se bem que já pouca coisa me interessa nomeadamente na blogosfera. Com algumas excepções, que já sigo há bastante tempo, parece-me que está a tornar-se tudo igual mesmo na tentativa de ser diferente. Começam a surgir rubricas semelhantes, parece-me que tem tudo a mesma voz e nalgumas situações já nem consigo dizer porque comecei a seguir o blog. E isto tanto se passa com blogs portugueses como estrangeiros. Talvez esteja numa fase em que estou saturada, sinto demasiado ruído à minha volta e preciso de me desligar um pouco de algumas coisas, nomeadamente no que relacionado a livros diz respeito. Não tenho, de momento, interesse em lançamentos ou passatempos, críticas aos livros mais recentes, que por isso aparece em não sei quantos blogs, e que geralmente pouco ou nada dizem do que me pode interessar no livro. Não quero dizer que não haja boas críticas, excelentes críticas, mas começa a ser difícil e cansativo separar o trigo do joio, sobretudo em blogs que sigo há menos tempo e em que não consigo identificar bem quem está por trás. Assim sendo, estou também a fazer limpezas ao Feedly e redes sociais.
Mas esquecendo tudo isso e passando ao resto do mês, tentando seguir um novo template...
Livros lidos:
- Fama, Amor e Dinheiro de Menna van Praag - Com tanto livro e tive de pegar neste
- O Navegador da Passagem de Deana Baroqueiro - Vale o dinheiro gasto
Comecei também O Atlas das Nuvens. Deve ser o primeiro livro para o Monthly Key Word que não acabo dentro do mês mas o livro demorou-me a chegar e depois não quis deixar a leitura de O Navegador da Passagem a meio. Já tenho mais que a minha dose de livros por acabar. Devia de começar a pegar neles e, definitivamente, lê-los até ao fim ou simplesmente dá-los por terminados ou fechá-los e voltar a começar do início daqui a algum tempo. Excepção aos contos, está claro.
Filmes vistos:
- Thor - Vale o dinheiro gasto
- Watchmen - Vale o dinheiro gasto
- O que as mulheres querem - Deu na televisão e pouco se perde com isso
- Crazy, Stupid, Love - Vale o dinheiro gasto
- Persuasion - Para ter na estante
- Forgetting Sarah Marshall - Com tanto filme e tive de ver este
- Uma Casa, Uma Vida - Deu na televisão e pouco se perde com isso
Quase que ia mantendo o ritmo de dois filmes por semana! Sobressaíram os filmes de super-heróis, o "Persuasão" é sempre bom (comfort movie!) e fiquei agradavelmente surpreendida com o "Crazy, Stupid, Love" apesar de achar que as mudanças que se deram foram, sobretudo na personagem do Ryan Gosling, algo repentinas. Mas num filme, devido às limitações de tempo, também não me parece que podia ser melhor. Desilusão foi o filme do Jason Segel. A sério, esperava muito mais de um filme escrito por ele. Acho que é excelente no "HIMYM" e pensei que o seu humor fosse semelhante ao da série, mas quando é preciso o próprio despir-se, integralmente, e andar com as suas partes ali penduradas para fazer comédia, parece que não deve ter grandes ideias ou confiança no seu sentido humor.
Séries vistas:
É engraçado, parece que tenho visto mais filmes que séries, não há muitas que tenha acompanhado este ano, pelo que se agora se quiser manter a par tenho de andar a correr atrás dos episódios perdidos. :/ Tenho tentado acompanhar "Revenge" e "The Bridge".
Séries vistas:
É engraçado, parece que tenho visto mais filmes que séries, não há muitas que tenha acompanhado este ano, pelo que se agora se quiser manter a par tenho de andar a correr atrás dos episódios perdidos. :/ Tenho tentado acompanhar "Revenge" e "The Bridge".
Compras: n/a
Empréstimos da BLX:
Desafios:
- Atlas das Nuvens de David Mitchell
Desafios:
Tenho de atualizar os posts e o progresso na barra lateral, coisa que não me está a apetecer de momento *preguiça*, mas até agora resume-se a:
Book Bingo - já li 10 dos 28 livros que me propus para o desafio, mas infelizmente ainda não fiz linhas.
Mount TBR Reading Challenge - até ao momento li 9 títulos, todos livros sendo que me tinha proposto a ler 24 = 12 livros + 12 e-books. Tenho de começar a dedicar-me aos e-books.
Monthly Key Word Challenge - ia tão bem e tropecei este mês. Tinha de acontecer, não é verdade? Não é desafio se eu não tropeçar e falhar nalgum ponto. :P
Portuguese Historical Fiction Challenge - li 1 livro de uma autora portuguesa, passado durante os Descobrimentos! YAY me! \o/
104 Filmes - 48 filmes vistos até ao momento. Confesso que esperava ir mais à frente, mas mesmo assim, nada mal!
Se podia estar a correr melhor? Podia, mas não era a mesma coisa! :D
Book Bingo - já li 10 dos 28 livros que me propus para o desafio, mas infelizmente ainda não fiz linhas.
Mount TBR Reading Challenge - até ao momento li 9 títulos, todos livros sendo que me tinha proposto a ler 24 = 12 livros + 12 e-books. Tenho de começar a dedicar-me aos e-books.
Monthly Key Word Challenge - ia tão bem e tropecei este mês. Tinha de acontecer, não é verdade? Não é desafio se eu não tropeçar e falhar nalgum ponto. :P
Portuguese Historical Fiction Challenge - li 1 livro de uma autora portuguesa, passado durante os Descobrimentos! YAY me! \o/
104 Filmes - 48 filmes vistos até ao momento. Confesso que esperava ir mais à frente, mas mesmo assim, nada mal!
Se podia estar a correr melhor? Podia, mas não era a mesma coisa! :D
Artigos que me chamaram a atenção:
- ainda não me aconteceu isto porque continuo a ler sobretudo livros físicos, mas fez-me ponderar se algum dia pensarei assim. Para o ano, se conseguir dar conta da pilha de livros físicos este ano, vou ver se passo a consumir, ou seja ler, sobretudo e-books, ou por cada 5/10 e-books ler um livro físico para ver o que acontece, se passo a ver o livro objecto com outros olhos que não o da adoração (diga-se que já ao trabalhar numa biblioteca começo a ver os livros como algo aborrecido de carregar, limpar, arrumar e até por vezes de encontrar - fica já agora a nota de que numa biblioteca JAMAIS ARRUMEM OS LIVROS! Um livro mal arrumado é um livro perdido!)
- texto muito bonito sobre adorar um livro e basicamente não o querer acabar. Como um livro permanece na nossa memória, tenha ele mudado a nossa vida ou não, que tipo de memórias associamos a um livro.
- ri com algumas das morais a tirar das obras xD
- e de repente sonho com o dia em que posso chegar a um café e pedir um "Murder on the Orient Espresso" ou um "Harry TeaPotter" xD
- livrarias em locais estranhos e por favor, transformem um castelo em livraria só com livros passados na Idade Média! *imagina até um livreiro giro com kilt*
- é triste que coisas como esta ainda aconteçam e leva-me também a concordar com este texto. Sim, sou das primeiras a dizer que gosta de gajas a dar porrada, mas o "strong" implica muito mais que força, interior ou exterior, implica ser uma personagem real, bem escrita, ter um sentido próprio, uma história por trás... Já agora, este artigo também é interessante.
- Adorei isto, é engraçado porque comecei a correr recentemente, pouco mais de um mês umas duas ou três vezes por semana, e a primeira coisa em que pensei (quando não estava demasiado ocupada a pensar "só mais um bocadinho" ou a ignorar as dores que sentia por todo o corpo) foi "ainda bem que não sou uma heroína de livros fantásticos nem tenho de correr pela minha vida, já seria um cadáver por esta altura."
- isto parece-me bem e outros tipos de multimédia integrada em livros, como nos do Dan Brown com reproduções de quadros ou edifícios de que fala, era capaz de ser engraçado.
- eu gostava de atribuir alguns!
- e de repente fiquei assustada, sobretudo porque ainda não tinha pensado bem na coisa. Sim, há alturas num filme em que vejo um prédio a ser atingido e penso "não há mortos?" mas depois EXPLOSÕES! (imaginem o Dug e o seu "squirrel!", sou mais ao menos eu e explosões em filmes) e passa-me da cabeça.
- Não está propriamente ligado aquela confusão dos "autores vs bloggers cujas críticas são algo mais corrosivas (ou que simplesmente apontam o que não resulta num livro) vs bloggers para quem os autores são pessoas que não devem ser criticadas" que se tem visto de vez em quando, mas é um texto interessante e que mostra que há lugar para os diferentes tipos de reviewers.
- pode parecer fácil escrever uma história, construir um mundo, mas isto e isto ilustra bem como não o é de todo. Há histórias que só grandes contadores conseguem escrever e O Senhor dos Anéis é um exemplo.
- concordo com o autor deste artigo. Sinto que realmente a criatividade parece estar à beira da extinção, note-se pela quantidade de filmes que são agora adaptações de livros, ou livros que cavalgam na onda de outros que se tornaram bestsellers. Nem sempre acontece mas nos últimos tempos parece que ando a ler ou a ver a mesma coisa, e se há alturas em que a mesma história é contada de forma em que, vá lá, até não é muito má e tem um ou outro elemento divergente, outras há em que a história É definitivamente a mesma e é uma seca.
Isto ficou longo...
30 de agosto de 2013
Mansfield Park adaptations
Escrevi este texto nos idos anos de 2009, quando tinha sido convidada para participar num blog que entretanto fechou. Como ia perdendo o texto para o éter (o link do blog não funciona, não era encontrado usando as caches do Google, o pc onde escrevi e guardei o texto faleceu há alguns anos), até que o Luís Filipe Silva me indicou o site archive.org (que é fenomenal), aqui fica. E agora vou fazer backup de todo o blog e verificar se outras participações em blogs não andam perdidas...
I thought I could start my participation in this blog with the review of the three adaptations made, until now, of "Mansfield Park". I've read the book recently, wasn't that pleased with it, I thought it to be quite different. Austen had already displeased me with "Emma", but I gave the movie a chance and I ended up liking it more than the book. Wondered if the same would happen with "Mansfield Park", and there I was chasing after the different adaptations.
I decided to start with the ITV's 2007 adaptation since I had it at home. I must say I had already seen by ITV's adaptations of "Northanger Abbey", which I loved, and "Persuasion", which I hated. The reviews for this adaptation made me dread it a bit, it was pictured as being even worse than "Persuasion", one of the reasons why I postponed its watch, but I decided to give it chance, after the reading of the novel. It couldn't be worst, right? Wrong!
I should start by saying that Billie Piper isn't one of my favorite actresses. I've seen her in "Doctor Who" and really disliked her acting, it seemed quite superficial and without real emotion. Fanny isn't one of my favorite characters either, so it was difficult to like the character in this adaptation. Besides that, it was tiresome to see her running from one side to the other (seemed to be a trend on ITV's adaptations as Anne Elliot in "Persuasion" did it too while reading Wentworth's letter), when the character is supposed to be somewhat frail and preferring indoors to outdoors, where the only things she would like to do was gardening or riding a gentle mare, not playing badminton, and running, dancing and being giddy all the time.
But Fanny wasn't the only character that wasn't like the original character from the book. Actually the entire adaptation had some liberties that quite deconstructed the work Austen did in her book, when it came to the relationship between characters, where there was jealousy and different moral values. Parts were cut and modified, as well as dialogs. Some characters suffered an extreme makeover, as Lady Bertram, who seemed more active than she should. But what really bugged me was the pace. It was faster than the book, but everything seemed to pass in a blink of an eye, when it should be noticed the passing of time and the evolution of the relationships. The end really made me roll my eyes and that isn't a good sign.
After this adaptation, I stumbled upon the 1999 version and realized why I thought the book to be different. I guess I read too many reviews of this movie, the adaptation that has the greater number of changes when comparing it to the book. Some themes were largely spoken of, as slavery and the social difference between Fanny and the rest of her family.
Here Fanny (Frances O’Connor) is a very witty, intelligent girl, strong and still has defects, apart from her jealously towards Mary Crawford, which made it easier to care and relate to her. Edmund was well portrayed by Jonny Lee Miller (who had a smaller part in an earlier adaptation of "Mansfield Park") and here he seems to have been in love with Fanny for a long time. This was a big liberty taken by the director, but it was well explored and even credible, quite contrary to what happened in the ITV's adaptation, where in a second Edmund discovers himself in love with Fanny.
As told, in this version many changes were made, as the slavery theme. I thought it was nice the way Tom (here played by James Purefoy) was given a strong moral concerning this point, going against his father and providing an 'excuse', so to speak, to his libertine ways. Henry Crawford (Alessandro Nivola) was a likeable character as well, charmer and with clearer intentions concerning the women.
This was a pleasanter version than the ITV one. But there was still one version left to watch. When I learned there was a copy on the library, I didn't hesitated and borrowed it.
This last adaptation was the first made, in 1983 by BBC. I'm a fan of BBC's adaptations and this one was no exception. I loved it and prefer it to the book, as it happens with Gwyneth Paltrow's "Emma".
This version is the only one that remains faithful to the book since time wasn't an issue as this is a 6 episodes series. The boring parts were put aside and Fanny, here portrayed brilliantly by Sylvestra Le Touzel, was more likeable and seemed to grow more than she did in the book. Aunt Norris was perfect, really despicable, and the remaining cast was awesome as well, really faithful to their characterization in the book. Maybe not Henry Crawford, Robert Burbage didn't quite convince me about the duality of his actions and of his attachment to Fanny, but we can relate to her in her disliking of him.
Every important scene is present on this version. Fanny was really nice to know, I actually could relate to her in this version, and was pleased by her happy ending, again similar to the book. We understand it might have been some time until she and Edmund got married, and I loved to see them in the garden with a puppy, probably one from Pug's latest litter, as it was promised by Lady Bertram. It was a really nice ending.
Overall, I really loved the BBC's series and the 1999 movie better than I liked the book, but the ITV version really didn't brought anything new and was, by far, the worst adaptation I've seen of "Mansfield Park".
29 de agosto de 2013
O Navegador da Passagem
Ficção | Género: ficção histórica
Editora: Porto Editora | Ano: 2008 | Formato: livro | Nº de páginas: 448 | Língua: português
Como me veio parar às mãos: mãe comprou na Feira do Livro em 2011.
Quando e porque peguei nele: li-o entre 29 de julho e 26 de agosto. Achei que já era altura de pegar num livro de ficção histórica por um autor português. Conta para o Portuguese Historical Fiction Challenge, Book Bingo (que também engloba o anterior) e para o Mount TBR Challenge.
Opinião: Eis um livro que me deixa com sentimentos diferentes. Se por um lado adorei a parte histórica, o retrato da vida no mar, as intrigas políticas da época, não posso dizer que tenha gostado do enredo por aí além.
Parte da minha desilusão deve-se ao modo como a história está escrita. Há 3 linhas temporais: o presente, onde Bartolomeu Dias vê um cometa e, como é do conhecimento geral, trazem más notícias (ou dragões! :D ), um passado recente e um passado mais-que-perfeito. Vendo o tal cometa e sentindo-se perto do Cabo que dobrou, e que o tornou Capitão do Fim, Bartolomeu é assaltado por memórias da preparação para esta sua última viagem. Memórias essas que o levam ainda mais longe, até 13 anos antes, à viagem em que dobrou o, para si, Cabo das Tormentas não só por a empresa ser por demais difícil, mas também porque nessa viagem se apaixonou e perdeu o seu grande amor.
Os saltos são constantes, sobretudo entre a segunda e terceira linhas temporais, sendo quase que num capítulo se conta uma, no seguinte a outra e assim sucessivamente, até ao ponto em que o final dos capítulos da segunda linha temporal acabam por ser repetitivos com tanto "e viu-se atirado para outras memórias" e coisas parecidas. Devido a isto, não me consegui ligar emocionalmente às personagens porque acaba por não existir grande aprofundamento das personagens, para além do nosso narrador e protagonista, e, juntando o facto de os capítulos serem pequenos (até 6 páginas salvo erro), há constantes cortes na ação pelo que não há também um investimento na linha narrativa. Assim não consegui perceber o romance, não consegui importar-me com o futuro das escravas, talvez com a excepção de Oronse, e dos marinheiros com que viaja, apenas fiquei com interesse em saber o que acontece a Uraçá.
Acaba por parecer mais uma aula de história, contando como se deu o achamento do Brasil, como é que estabeleciam o contacto com os povos autóctones das regiões que encontravam, como Portugal, e sobretudo D. João II, procuravam no mar a grandeza que não poderiam ter no continente, com um reino de Aragão e Castela tão poderoso ali mesmo ao lado, do que propriamente uma aventura nos Descobrimentos, que era o que eu esperava. Não é mau, mas não correspondeu às minhas expectativas.
Parte da minha desilusão deve-se ao modo como a história está escrita. Há 3 linhas temporais: o presente, onde Bartolomeu Dias vê um cometa e, como é do conhecimento geral, trazem más notícias (ou dragões! :D ), um passado recente e um passado mais-que-perfeito. Vendo o tal cometa e sentindo-se perto do Cabo que dobrou, e que o tornou Capitão do Fim, Bartolomeu é assaltado por memórias da preparação para esta sua última viagem. Memórias essas que o levam ainda mais longe, até 13 anos antes, à viagem em que dobrou o, para si, Cabo das Tormentas não só por a empresa ser por demais difícil, mas também porque nessa viagem se apaixonou e perdeu o seu grande amor.
Os saltos são constantes, sobretudo entre a segunda e terceira linhas temporais, sendo quase que num capítulo se conta uma, no seguinte a outra e assim sucessivamente, até ao ponto em que o final dos capítulos da segunda linha temporal acabam por ser repetitivos com tanto "e viu-se atirado para outras memórias" e coisas parecidas. Devido a isto, não me consegui ligar emocionalmente às personagens porque acaba por não existir grande aprofundamento das personagens, para além do nosso narrador e protagonista, e, juntando o facto de os capítulos serem pequenos (até 6 páginas salvo erro), há constantes cortes na ação pelo que não há também um investimento na linha narrativa. Assim não consegui perceber o romance, não consegui importar-me com o futuro das escravas, talvez com a excepção de Oronse, e dos marinheiros com que viaja, apenas fiquei com interesse em saber o que acontece a Uraçá.
Acaba por parecer mais uma aula de história, contando como se deu o achamento do Brasil, como é que estabeleciam o contacto com os povos autóctones das regiões que encontravam, como Portugal, e sobretudo D. João II, procuravam no mar a grandeza que não poderiam ter no continente, com um reino de Aragão e Castela tão poderoso ali mesmo ao lado, do que propriamente uma aventura nos Descobrimentos, que era o que eu esperava. Não é mau, mas não correspondeu às minhas expectativas.
Veredito: Diria que é um se fosse emprestado pouco se perderia com isso, mas como gosto de História acaba por ser um vale o dinheiro gasto. Fiquei interessada em ler mais da autora, agora que sei o que esperar dos seus livros, mas acho que faz falta algo apenas para divertimento. Algo como Sharpe mas em português, com heróis portugueses, passado em momentos da História de Portugal (e sim, eu sei que o Sharpe andou por cá nas suas aventuras).
28 de agosto de 2013
Watchmen
Director: Zack Snyder
Adaptação da novela gráfica Watchmen de Alan Moore, Dave Gibbons e John Higgins por David Hayter e Alex Tse
Atores: Jackie Earle Haley, Jeffrey Dean Morgan, Patrick Wilson, Billy Crudup
Mais informação técnica no IMDb.
Quando e onde o vi: epá, já foi no início do mês, *consulta as cábulas* a 3 de agosto, em casa. Posso não me lembrar muito bem, mas aqui fica a minha modesta opinião.
Opinião: Vi este filme logo a seguir ao "Thor", pois no final daquele filme começámos a falar sobre o porquê de as adaptações da Marvel aparentemente serem mais bem sucedidas que as da DC. Chegámos à conclusão que se deve sobretudo à espectacularidade e ligeireza. Os filmes da Marvel parece que costumam ter mais humor e explosões, enquanto que os heróis da DC transpostos para o grande ecrã, nomeadamente o Batman que acaba por ser o que conheço melhor, são mais soturnos, mais propensos à introspeção. E sim, já sentia isso com o Michael Keaton (mesmo que depois tivéssemos o Pinguim e o Joker), não foi só com os filmes do Nolan.
Este acaba por ir na mesma onda introspetiva, ponderando sobre a razão de ser dos super-heróis que, nesta espécie de história alternativa, apareceram nos anos 30/40 e chegam a trabalhar para o governo americano, ajudando a ganhar a guerra do Vietnam, por exemplo. Apesar de serem chamados de super-heróis, apenas o Dr. Manhattan tem poderes e acaba por equilibrar a balança da Guerra Fria, evitando uma guerra nuclear pois, trabalhando para o governo americano, faz com que os russos recuem. No entanto, um destes super-heróis é assassinado e Rorschach começa a investigar.
Como disse, o filme é algo introspetivo, sendo que a atmosfera de film noire ajuda à coisa bem como os constantes saltos temporais. A história não é contada de forma linear, havendo constantes flashbacks, por assim dizer, que nos mostram como apareceram e que tipo de relações tinham os super-heróis entre si, permitindo conhecer o seu passado e o que os motiva. Pelo que tenho visto, parece ser bastante fiel à obra original e devo dizer que fiquei interessada em ler. Os atores pareceram-me bem escolhidos, gostei sobretudo de Jackie Earle Haley e do seu Rorschach, bem como de Patrick Wilson que até agora só tinha visto n'"O Fantasma da Ópera". Devo dizer que não fui surpreendida pelo twist e que o sexo ao som de "Hallelujah" do Leonard Cohen foi estranha, de resto, numa banda sonora bastante agradável para os meus ouvidos. :P
Veredito: Vale o dinheiro gasto. Apesar de, eventualmente, não ser tão espetacular e ligeiro como os da Marvel, que reconheço podem apelar mais à minha pessoa, até porque cresci a ver desenhos animados dos seus heróis, parece-me haver espaço para diferentes super-heróis e diferentes histórias. Gostei muito desta e pondero vir a ler a novela gráfica, talvez não a correr porque o final ainda está bem presente, mas daqui a uns tempos.
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