14 de agosto de 2013

Só Ler Não Basta #8.1 - Leituras de Agosto


Andávamos a portar-nos tão bem, com os vídeos das leituras a não chegarem a uma hora e lá voltamos a falar de mais. Mas quando falamos de livros é mesmo assim, perdemo-nos no tema e falamos, falamos e falamos. :P Também apresentamos o tema do final deste mês que se vai debruçar sobre adaptações cinematográficas e, como sempre, podem passar pelo Goodreads e deixar a vossa opinião.


Artigos interessantes:


Leituras:
Diana: Wolf Hall, de Hilary Mantel 
Telma: O Padrinho, de Mario Puzo 
Carla: O Navegador da Passagem, de Deana Barroqueiro

11 de agosto de 2013

Porque música é poesia (25)


Freelance Whales - Generator First Floor

We get up early just to start cranking the generator
Our limbs have been asleep we need to get the blood back in 'em
We're finding every day several ways we could be friends

We keep on churning and the lights inside the house turn on
And in our native language we are chanting ancient songs
And when we quiet down the house chants on without us


With all the lights alive we figured what your heart was for, 
And did a painting of you lying on the first floor
And when those stop your heart moans out for more

9 de agosto de 2013

Thor

Sim, podia colocar o poster com o Thor
mas TOM HIDDLESTON!
Diretor: Kenneth Branagh
Baseado nas comics da Marvel por Ashley Miller, Zack Stentz, Don Payne, J. Michael Straczynski e Mark Protosevich
Atores: Chris Hemsworth, Natalie Portman, Tom Hiddleston, Anthony Hopkins

Mais informação técnica no IMDb.

Quando e onde o vi: 3 de agosto em casa.

Opinião: O meu irmão parece estar numa de ver a Phase One da Marvel Cinematic Universe e como eu também só vi "Os Vingadores" e os Hulks, lá me pus a ver este até porque tem o Tom Hiddleston e é realizado pelo Kenneth Branagh! *fangirla como se não houvesse amanhã* Onde é que eu ia? Ah pois, faltam-me ver os do Homem de Ferro que supostamente acontecem antes deste filme e o Capitão América, mas quer dizer, eu comecei logo pelo final, não é verdade? Agora é tentar pôr-me em dia. :P

Pouco ou nada conheço das comics, apesar de ter um volume graças à coleção Heróis Marvel que saía o ano passado com o Público, ou mesmo da própria mitologia nórdica que acaba por lhe servir de inspiração, apesar de ser fascinada por este tipo de coisas, pelo que não posso dizer muito em termos de adaptação em si. Já em termos de filme como um todo, achei-o algo disperso. A história divide-se entre Midgard (Terra) e Asgard (o reino dos deuses) sem, no entanto, existir uma grande coesão narrativa. A parte que tem lugar na Terra, para além de ter pouco ou nenhum interesse, parece passar-se num par de horas (ou num dia), pelo que não se percebe muito bem de onde nasce o suposto romance entre Thor e Jane, assim como a mudança de carácter na personagem principal, que passa de orgulhoso a mártir. Ok, eu sei que ele é um herói e que sacrifícios são praticamente um requisito para o papel, mas se aquilo era para ser um exílio, foi um exílio muito pouco exilado, pareceu-me.

Mais interessante é a história de Asgard, com a relação de Loki e Odin a ser bem explorada, ainda que gostasse que fosse mais aprofundada, assim como de Odin e Loki com o próprio Thor. Aqui nota-se o toque de Branagh e a sua escola Shakesperiana. Ainda que pouco conheça da obra do bardo (com tempo lá iremos :P ), a profundidade de emoções, a relação entre personagens, sobretudo de gerações diferentes (pais e filhos), os confrontos entre eles, e mesmo o egoísmo e a inveja, estão ali e pareceram-me muito bem trabalhados. De certeza que os atores ajudam a isso, pois o Tom (<3) e o Sir Anthony estão muito bem. Já agora, posso manifestar surpresa por ver o Anthony Hopkins nestas lides?! *fangirla um bocadinho mais*

Os restantes atores também vão bem nos seus papéis apesar de se ver muito pouco deles. Talvez em filmes subsequentes isso se altere (quero saber mais sobre a personagem do Idris Elba!) pois este filme acaba por parecer mais introdução ao herói, a um vilão que pode vir a dar (ainda) mais problemas no futuro, e ao próprio filme dos Vingadores, do que outra coisa qualquer. Em termos de ação, acabou por não me parecer tanto um filme de super-heróis da Marvel, ou pelo menos não foi o que eu esperava e desiludiu por esse aspecto, mas tanto a luta em Jotunheim como o showdown entre o Thor e o Loki estão bem conseguidas. Já o segundo parece poder vir a ser aquilo que esperava deste.


Oh Marvel, não era preciso dares-me um filme com o Tom Hiddleston como prenda de aniversário, mas não me queixo... Nope!

Veredito: Vale o dinheiro gasto. Sobretudo porque sei o que se segue, mas realmente nota-se que o facto de ser um filme talvez tenha limitado um pouco a maneira como a história foi contada. Tendo a necessidade de mostrar e apresentar duas realidades distintas, acaba por não dar a devida atenção a ambas e, claramente, uma das linhas de história sofre com isso.

8 de agosto de 2013

Ajudar com livros

Vá, não custa nada. É só pegarem nos livros que não gostam ou não pensam reler e podem ajudar uma princesa que precisa. Mais informação sobre como ajudar aqui.


7 de agosto de 2013

Fama, Amor e Dinheiro

Autor: Menna van Praag
Ficção | Género: romance
Editora: Quinta Essência | Ano: 2011 | Formato: livro | Nº de páginas: 157 | Língua: português

Como me veio parar às mãos: ganhei-o num passatempo no blog As Histórias de Elphaba em 2011.

Quando e porque peguei nele: dia 1 de agosto. Queria algo levezinho, para além de que conta para o Book Bingo e para o Mount TBR Challenge.


Opinião: Pouco ou nada sabia do livro mas como tem "chocolate" no título, pensei que poderia ser algo do género da Sarah Addison Allen e foi isso que me levou a participar no passatempo que tive a sorte de ganhar. Às vezes acontece. :D

Já lhe andava para pegar há algum tempo, porque é relativamente pequeno, mas acabou por ser agora pois O Navegador da Passagem exige alguma atenção e neste dia pretendia algo de consumo rápido e fácil para descansar.

Parece que é a continuação de uma outra história mas mesmo assim continuei a ler pois os acontecimentos do livro anterior são relembrados pelas personagens e dá para perceber o que nos trouxe à situação aqui desenvolvida.

A história não é muito interessante e é bastante superficial. Acaba por ser mais um livro de auto-ajuda disfarçado de ficção. Não tenho nada contra os livros de auto-ajuda, já tenho lido alguns e acredito que, se não alteram a vida de uma pessoa, pelo menos incentivam a alterar alguns hábitos. Este, no entanto, achei-o demasiado preachy sem mostrar realmente a protagonista a usar o que aprende. Ela tem diálogos "esclarecedores" com uma prima e uma amiga (quer dizer, neste caso até acho que acaba por ser com ela própria porque tudo não passa de um sonho) mas depois troca meia dúzia de frases com o namorado, em que supostamente coloca esses ensinamentos em prática e pronto... felizes para sempre. Não senti realmente uma mudança na atitude dela.

Sem dúvida que mostra como as relações são difíceis e que tem de haver disposição para a abertura, deixar o outro ver o nosso melhor mas sobretudo o nosso pior, mas achei que toda a questão foi abordada superficialmente, do tipo "faça isto e aquilo, mas nunca isto!" Precisava um pouco mais de desenvolvimento, na minha opinião. Há romances, na onda da Julia Quinn, que abordam o tema de melhor forma.

Veredito: Com tanto livro e tive de pegar neste. Ao menos lê-se num par de horas e as conversas da protagonista com a prima e amiga estão bem conseguidas.

5 de agosto de 2013

Só Ler Não Basta #7.2 - Leituras de Verão


Este mês não havia outra hipótese se não falarmos de leituras de verão. Juntamente com a Landslide, do Tantos Livros, Tão Pouco Tempo, falámos sobre que livros preferimos ler nesta altura, Dan Brown, porque é que a praia não é um bom sítio para ler e a Telma comparou o tamanho do Outlander e do 2666.


Podem encontrar o índice da conversa e links para os livros que mencionámos no Youtube e podem dar a vossa opinião sobre o tema no tópico do grupo no Goodreads.

4 de agosto de 2013

Age of the Five

Autor: Trudi Canavan
Ficção | Género: fantasia
Editora: Orbit e HarperCollins | Ano: 2005 a 2006 | Formato: livro | Nº de páginas: 688+576+640 | Língua: inglês

Como me veio parar às mãos: através do BookMooch, na altura em que conseguia aceder ao BookMooch e encontrar livros jeitosos.

Quando e porque peguei nele: entre 14 de junho e 28 de julho. Apetecia-me algo diferente dos romances que tenho lido e fantasia parecia-me o ideal. Além disso já andava a pensar lê-los por aparecerem na lista do Monthly Key World Challenge de livros a votação para ler em janeiro, salvo erro, e por poderem contar para o Book Bingo e para o Mount TBR Challenge.


Opinião: Estes são daqueles livros que desde cedo me chamaram a atenção na livraria mas só encontrava os volumes mais adiantados e nunca o primeiro. Finalmente consegui pedir o primeiro no BookMooch e ia toda lampeira para comprar os restantes quando chego à FNAC e pimbas, volumes 2 e 3 não estavam em lado algum e havia o volume um em TODO o lado. *suspira* Porque é que me acontece sempre isto? Mas pronto, lá consegui arranjá-los a todos, consegui fazer com que ganhassem pó na estante e finalmente consegui que fossem lidos. :P

Demorei cerca de mês e meio a ler estes 3 livros e não dei o tempo por mal empregue. É capaz de ser das melhores séries de fantasia que li, o que não quer dizer que não tenha coisas más. Não é uma leitura viciante, nem tão pouco frenética, com a sua multiplicidade de pontos de vista é uma história que se vai desenrolando devagar, apresentando-nos um mundo e sua mitologia, povos e personagens distintas, cada um deles com um pequeno ou maior papel no desenrolar dos eventos que acabam por alterar Ithania.

O primeiro livro apresenta-nos as personagens principais, o mundo e criaturas que aí habitam, enquanto apresenta também a religião, ou pelo menos uma faceta da mitologia. Auraya é uma jovem capaz de bastantes prodígios de tal forma que é escolhida para ser uma dos White, um colectivo de cinco altos-sacerdotes que seguem os cinco deuses do Circle, fazendo as suas vontades. Apesar disto, ela é amiga de Leiard, um Dreamweaver. Não haveria problema se os Dreamweavers, uma espécie de seita de curandeiros, não fosse perseguida pelos devotos dos cinco deuses para quem o fundador do grupo, Mirar, era um inimigo. Ficamos também a conhecer Emerahl, que se vê obrigada a largar a sua vida de eremita. São estes os personagens que maior influência têm na narrativa, mas há muitos outros que nos dão uma visão bastante alargada do mundo, suas crenças e povos, como os Siyee e os Elai.

Nota-se bastante que o primeiro livro é uma espécie de introdução ao mundo e à história, sendo esta desenvolvida nos livros subsequentes, pelo que falar muito seria contar todo o enredo e penso que se perderia muito da surpresa e emoção provocada pela leitura. Não quero com isto dizer que são livros excepcionais, pois apesar de os vários pontos de vista darem uma visão alargada e rica deste mundo e dos vários tramas que acabam por se unir no final, acaba também por abrandar a leitura e até mesmo o interesse do leitor, pois algumas linhas de história são um pouco enfadonhas e revelam ter pouco impacto no grande esquema das coisas, o que não quer dizer que não seja importante. Acabam por ser livros longos onde parece que se avança muito pouco por haver tantas histórias paralelas, sendo que algumas são só para garantir que uma pessoa esteja no final... e acabe por não fazer nada. O_o

No entanto, o worldbuilding (com excepção de um ou outro deslize) e algumas das personagens são fenomenais. Gostei sobretudo de Emerahl e Auraya. Apesar de esta última ser um pouco Mary Sue, acaba por ter um desenvolvimento bastante interessante e é impossível não gostar e torcer por ela. Toda a mitologia está também muito bem conseguida e para mim foi de facto o que mais se destacou de toda a trilogia. Cada volume levanta um bocadinho do véu que mostra a história de Ithania e coloca questões que, apesar de serem fáceis de adivinhar a resposta (sim, houve daqueles momentos em que me virei para os personagens e disse "a sério, só agora é que chegaste a essa conclusão?") foram muito bem trabalhados e explorados.

No geral achei muito bom, apesar de algo longo. É uma boa história de fantasia, interessante nos temas e na maneira que os aborda.

Veredito: Vale o dinheiro gasto.

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