4 de agosto de 2013

Age of the Five

Autor: Trudi Canavan
Ficção | Género: fantasia
Editora: Orbit e HarperCollins | Ano: 2005 a 2006 | Formato: livro | Nº de páginas: 688+576+640 | Língua: inglês

Como me veio parar às mãos: através do BookMooch, na altura em que conseguia aceder ao BookMooch e encontrar livros jeitosos.

Quando e porque peguei nele: entre 14 de junho e 28 de julho. Apetecia-me algo diferente dos romances que tenho lido e fantasia parecia-me o ideal. Além disso já andava a pensar lê-los por aparecerem na lista do Monthly Key World Challenge de livros a votação para ler em janeiro, salvo erro, e por poderem contar para o Book Bingo e para o Mount TBR Challenge.


Opinião: Estes são daqueles livros que desde cedo me chamaram a atenção na livraria mas só encontrava os volumes mais adiantados e nunca o primeiro. Finalmente consegui pedir o primeiro no BookMooch e ia toda lampeira para comprar os restantes quando chego à FNAC e pimbas, volumes 2 e 3 não estavam em lado algum e havia o volume um em TODO o lado. *suspira* Porque é que me acontece sempre isto? Mas pronto, lá consegui arranjá-los a todos, consegui fazer com que ganhassem pó na estante e finalmente consegui que fossem lidos. :P

Demorei cerca de mês e meio a ler estes 3 livros e não dei o tempo por mal empregue. É capaz de ser das melhores séries de fantasia que li, o que não quer dizer que não tenha coisas más. Não é uma leitura viciante, nem tão pouco frenética, com a sua multiplicidade de pontos de vista é uma história que se vai desenrolando devagar, apresentando-nos um mundo e sua mitologia, povos e personagens distintas, cada um deles com um pequeno ou maior papel no desenrolar dos eventos que acabam por alterar Ithania.

O primeiro livro apresenta-nos as personagens principais, o mundo e criaturas que aí habitam, enquanto apresenta também a religião, ou pelo menos uma faceta da mitologia. Auraya é uma jovem capaz de bastantes prodígios de tal forma que é escolhida para ser uma dos White, um colectivo de cinco altos-sacerdotes que seguem os cinco deuses do Circle, fazendo as suas vontades. Apesar disto, ela é amiga de Leiard, um Dreamweaver. Não haveria problema se os Dreamweavers, uma espécie de seita de curandeiros, não fosse perseguida pelos devotos dos cinco deuses para quem o fundador do grupo, Mirar, era um inimigo. Ficamos também a conhecer Emerahl, que se vê obrigada a largar a sua vida de eremita. São estes os personagens que maior influência têm na narrativa, mas há muitos outros que nos dão uma visão bastante alargada do mundo, suas crenças e povos, como os Siyee e os Elai.

Nota-se bastante que o primeiro livro é uma espécie de introdução ao mundo e à história, sendo esta desenvolvida nos livros subsequentes, pelo que falar muito seria contar todo o enredo e penso que se perderia muito da surpresa e emoção provocada pela leitura. Não quero com isto dizer que são livros excepcionais, pois apesar de os vários pontos de vista darem uma visão alargada e rica deste mundo e dos vários tramas que acabam por se unir no final, acaba também por abrandar a leitura e até mesmo o interesse do leitor, pois algumas linhas de história são um pouco enfadonhas e revelam ter pouco impacto no grande esquema das coisas, o que não quer dizer que não seja importante. Acabam por ser livros longos onde parece que se avança muito pouco por haver tantas histórias paralelas, sendo que algumas são só para garantir que uma pessoa esteja no final... e acabe por não fazer nada. O_o

No entanto, o worldbuilding (com excepção de um ou outro deslize) e algumas das personagens são fenomenais. Gostei sobretudo de Emerahl e Auraya. Apesar de esta última ser um pouco Mary Sue, acaba por ter um desenvolvimento bastante interessante e é impossível não gostar e torcer por ela. Toda a mitologia está também muito bem conseguida e para mim foi de facto o que mais se destacou de toda a trilogia. Cada volume levanta um bocadinho do véu que mostra a história de Ithania e coloca questões que, apesar de serem fáceis de adivinhar a resposta (sim, houve daqueles momentos em que me virei para os personagens e disse "a sério, só agora é que chegaste a essa conclusão?") foram muito bem trabalhados e explorados.

No geral achei muito bom, apesar de algo longo. É uma boa história de fantasia, interessante nos temas e na maneira que os aborda.

Veredito: Vale o dinheiro gasto.

2 de agosto de 2013

Bout of Books 8.0 - Sign-up and goals

Bout of Books

Ok, é a primeira vez que vou participar numa coisa destas mas já tenho acompanhado outras edições desta read-a-thon e de outras através de bloggers que vou seguindo por aí, caso da Jen, da P7 e da Landslide, e sempre tive vontade de participar porque até parece ser engraçado. O que é então para fazer?
The Bout of Books read-a-thon is organized by Amanda @ On a Book Bender and Kelly @ Reading the Paranormal. It is a week long read-a-thon that begins 12:01am Monday, August 19th and runs through Sunday, August 25th in whatever time zone you are in. Bout of Books is low-pressure, and the only reading competition is between you and your usual number of books read in a week. There are challenges, giveaways, and a grand prize, but all of these are completely optional. For all Bout of Books 8.0 information and updates, be sure to visit the Bout of Books blog. - From the Bout of Books team

Este ano ando a ler pouco e queria ver se desta maneira acelerava um pouco o passo e desbastava a pilha que tenho em cima da mesa de cabeceira e que tanto assusta a Telma. A maratona decorre na semana antes de ir de férias, mas pode ser que ganhe balanço e nas férias leia ainda mais. :)

Os objectivos passam então por:
  • ler todos os dias e entre 50 a 100 pág., coisa que de momento não ando a fazer; 
  • colocar aqui, diariamente, o meu avanço.

Sim, podem ser objectivos ridículos e mínimos mas como disse é a primeira vez, tenho de apalpar algum terreno e, sinceramente, o mais importante é divertir-me enquanto tento domar a pilha.

~*~

Ok, so this is the first time I'm doing this but I've seen other bloggers participate in it or other read-a-thons and it always seemed funny. Also, this year I'm a bit behind on my reading and was hoping to speed up my pace and attack my TBR pile.

So my goals are:
  • to read every day and about 50 to 100 pages, which currently I'm not doing;
  • try to post my advance here everyday.

The goals might seem ridiculous but I'm really not reading that much, as I said it it's the first time and I really just want to have fun while tackling my TBR pile.

1 de agosto de 2013

Monthly Key Word Challenge (9)

Ora cá estamos mais uma vez, com o único desafio que tem tudo para eu superar! :D Para Agosto as opções não eram muitas mas desde cedo Cloud Atlas ficou na dianteira. Terminou com 8 votos e o segundo classificado foi As Cinco Sementes de Laranja de Arthur Conan Doyle, com 4. A leitura do Cloud Atlas irá depender de eu conseguir colocar as mãos no exemplar da biblioteca, pois não me parece o livro mais simples de acompanhar em formato áudio, de que disponho. De qualquer forma, o do Conan Doyle devo ler de certeza, que até é pequenino. Talvez acabe por aproveitar e até leia mais aventuras do Sherlock.

Para Setembro as palavras são:

Mais uma vez a pesquisa voltou a revelar vários títulos, excepto para as palavras "cry" e "fast", dos quais escolhi os 10 que se seguem:
4 tenho em e-book, os restantes em livro. Tenho um ou outro preferido mas sinceramente deve ser a primeira votação em que não me inclino fortemente para nenhum título. É também a primeira vez que coloco uma votação num post, apesar de também estar disponível na barra lateral. Vamos a ver se isto resulta.

Que livro ler para o Monthly Key Word Challenge de Setembro?
  
pollcode.com free polls 

31 de julho de 2013

Junho - Julho 2013

Já perdi a conta a livros e filmes cuja crítica adiei escrever e não sei se me apetece muito ir atrás e corrigir isso, até porque a minha memória não é a melhor para agora fazer esse exercício de ponderação sobre coisas que vi ou li há cinco meses atrás. Assim, nas listas de filmes e livros estão links para páginas onde tenho escrito um pouco, pois apesar de não fazer longos e ponderados textos para colocar aqui, tenho sempre escrito uma linha ou duas por aí.

Mas a partir daqui para a frente, já o tenho feito na última semana, vou tentar manter as coisas em dia e escrever mais, o que não quer dizer que venha a escrever sobre tudo porque depois torna-se aborrecido e chato de fazer. Sim, já devo ter dito o mesmo antes, mas pode ser que continuando a dizê-lo a coisa realmente se torne verdade. :P 

Passaram então mais dois meses desde o último balanço mas pouco há a dizer, ou arriscava-me a repetir o que disse no anterior. Até agora adquiri apenas 3 livros (!!!), um feito histórico parece-me, pois acho que deveria andar ainda no básico ou no secundário quando adquiria menos livros tendo decorrido 7, quase 8, meses de um ano. Posso garantir que desde que comecei a trabalhar, o que já vai para pouco mais de 6 anos, tenho sempre adquirido inúmeros livros (sendo a Feira do Livro a que mais rombo fazia na carteira) e já na faculdade ia estourando a mesada em livrarias, por isso YAY me

Tenho visto bastantes filmes, tenho tentado manter-me a par de algumas séries e tenho lido pouco. Parece que em dois meses só li 3 livros de uma trilogia, que recomendo desde já. Como o romance não tem sido a minha praia este ano, resolvi mudar para a fantasia e ouso dizer que deu certo, apesar de não ter andado a devorar os volumes. Estou a tentar dedicar-me aos desafios, sobretudo ao Book Bingo, e a ler o que tenho cá por casa. Os e-books têm sido colocados de lado pois pretendo atirar-me a eles quando estiver de férias, já que é uma maçada andar com livros atrás. :P O Kindle vai bem de saúde, depois das maluqueiras que lhe deu no início do ano, e apesar de não estar a fazer usufruto dele de momento, não é por isso que não o trato com carinho e de vez em quando dou-lhe uma vista de olhos, mais não seja para ir lendo um ou outro capítulo de um dos e-books cuja leitura tenho pendurada. Também me hei-de dedicar aos livros que deixei a meio, mas ainda não será desta.

E acho que é isto.

29 de julho de 2013

Tropa de Elite 1 e 2

Diretor: José Padilha
Baseado no livro Elite da Tropa de André Batista, Rodrigo Pimentel e Luiz Eduardo Soares por Bráulio Mantovani e José Padilha
Atores: Wagner Moura, André Ramiro, Caio Junqueira, Irandhir Santos

Mais informação técnica no IMDb aqui e aqui.

Quando e onde o vi: 26 de julho em casa.

Opinião: Sexta-feira começa a ser dia de cinema em casa com o irmão (sim, praticamente a minha vida social é inexistente), já que os DVDs por ver, tal como os livros por ler, parece que vão abundando cá por casa. Como o meu irmão é mais versado em cinema do que eu, pedi-lhe então uma sugestão e lá surgiram estes.

Tenho de dizer que apesar de ter adorado "A Cidade de Deus", os filmes brasileiros não são bem a minha onda porque, pasmem-se, parece que preciso com mais frequência de legendas do que em filmes em inglês. Há por vezes ocasiões em que não oiço ou não percebo uma fala, e o mesmo acontece em português de Portugal. Talvez não veja os filmes e séries com a mesma atenção, afinal de contas é a minha língua (não preciso de atenção, entendo tudo... yeah, right!), ou talvez se deva à dicção, não faço ideia, o que é certo é há partes do diálogo ou da narração que me escapam e por vezes dou comigo a andar à nora. Problemas auditivos à parte (também não coloco de lado o facto de estar a ficar mouca), estes filmes são fantásticos. Tão fantásticos que mal acabei de ver o primeiro, assisti também ao segundo apesar da hora tardia.

O primeiro passa-se em finais dos anos 90 e mostra sobretudo como opera o Batalhão de Operações Policiais Especiais (BOPE) na luta contra o tráfico de droga. Seguimos o capitão Nascimento, que procura um substituto à sua altura enquanto prepara a visita do Papa a uma favela do Rio de Janeiro. Isto permite vislumbrar não só a recruta de oficiais e o treino desta unidade especial, digamos assim, como algumas das tácticas e técnicas empreendidas e facilmente condenáveis, como o uso do saco que é basicamente uma forma de tortura para sacar (haha!) informação.

O filme condena quem usa drogas, mesmo que leves para recreação (e é bastante duro nisto), e a tortura, não digo que seja glorificada, mas aparece como sendo justificada, o que sinceramente levanta bastantes questões. O BOPE encara toda a situação como uma guerra, aliás parece mesmo que estamos numa região em conflito e assusta-me pensar que tal coisa se passe numa cidade como o Rio de Janeiro, e como se trata de guerra vale quase tudo. Mas se é fácil condenar as atitudes policiais, sejam elas o uso da força ou as "blitz", também se deseja que o narcotráfico seja eliminado de qualquer forma. Que posição então tomar? Devo dizer que fiquei algo incomodada com isto, tal como o personagem principal, parece-me, que confessa no segundo filme não conseguir dizer porque e por quem é que mata pessoas, que o polícia não dispara sozinho.

O segundo tem lugar cerca de 13 anos depois do anterior e, como diz o subtítulo, o inimigo agora é outro. O tema da corrupção já tinha sido abordado no primeiro filme, em que ficamos a conhecer "o sistema", mas aqui atinge todo um outro nível, ligando política e a necessidade de votos em ano eleitoral às milícias, uma espécie de máfia que surge no vazio deixado pelo quase desaparecimento do narcotráfico, devido às investidas do BOPE nos morros e favelas da zona oeste. Sob a pretensão de protegerem a comunidade,  as milícias extorquem e exercem um maior domínio sobre o comércio local e controlo sobre a população, que vota nos candidatos que mais convêm. Vendo este filme não pude deixar de pensar no quão a corrupção parece se encontrar alastrada por todo o Brasil e as manifestações que têm vindo a ser notícia, sobretudo aquando da Taça das Confederações, são ainda melhor compreendidas.

São dois excelentes filmes, talvez dos melhores que vi este ano, e só os posso recomendar. É fácil esquecer que existe um Rio de Janeiro das favelas, um Rio em estado de sítio, um Rio que mais parece um palco de guerra, com tanta telenovela que mostra vidas e finais cor-de-rosa.

Veredito: Para ter na estante.

24 de julho de 2013

Layer Cake

Diretor: Matthew Vaughn
Adaptação do livro Layer Cake de J.J. Connolly pelo próprio autor
Atores: Daniel Craig, Michael Gambon, Kenneth Cranham

Mais informação técnica no IMDb.

Quando e onde o vi: 19 de julho, já tinha o DVD cá por casa há anos. Sim, não há só livros por ler, há DVDs por ver também.

Opinião: Estava um dia destes a ver a publicidade a este filme porque vai dar ou já deu no AXN, salvo erro, quando pensei "espera aí, eu tenho isto em DVD!" Algumas semanas depois da epifania, porque é assim, a luzinha acende mas passam dias ou semanas até fazer alguma coisa, lá me resolvi a colocar o DVD no leitor e a ver. Rapidamente se impôs a questão "porque raio é que não vi isto antes?"

Para uma moça que gosta de porrada nos seus filmes, este deliciou-me. Sim, não terá o encanto de um Viggo Mortensen em pêlo a despachar 2 gajos numa sauna como acontece em "Eastern Promises", mas torturar e matar um gajo com um ferro de engomar (e deixem-me que vos diga, estava precisamente a passar a ferro quando vi a dita cena e fiquei ainda com mais respeito a este pequeno electrodoméstico) ou encher de porrada outro gajo ao som de Duran Duran, finalizando com o despejo de uma chá bem quente, também tem os seus apelativos e não deixam esta moça indiferente. Sim, eu já sei que tenho um problema, não é preciso apontarem.

A história segue uma personagem sem nome ou XXXX (e só me apercebi de tal quando o próprio chama a atenção para isso no final), desempenhado por Daniel Craig, um traficante de droga que se pretende reformar mas vê-se metido em diversos problemas: tem de encontrar a filha do amigo do seu patrão e tentar vender um monte de pastilhas roubadas enquanto foge de um assassino contratado pelo sérvio a quem roubaram a mercadoria. Com bastantes twists e humor à mistura, o enredo é interessante de seguir e em nenhum momento me pareceu monótono.

As actuações também estão muito bem conseguidas. Já se nota algum Bond em Daniel Craig e foi praticamente impossível não me recordar de algumas cenas de "Casino Royale", como o duche de Vesper depois de matar um dos adversários de Bond. Na cena em que se vê Craig a hesitar e depois torturado por ter matado um homem, não consegui evitar e virar-me para o meu irmão e dizer " the second is..." ao que ele me respondeu "yes... considerably." E é para isto, meus amigos, que os irmãos servem. :D A juntar a Craig temos um fenomenal Michael Gambon, um Tom Hardy confiante e um muito aluado Ben Wishaw. Está tudo bem nos seus papéis, adorei o Morty, e só a Sienna Miller me pareceu andar por ali um pouco a mais, mas tinha de existir um love interest para o protagonista, certo? Além disso, de outro modo não haveria aquele EXCEPCIONAL final! Sim, porque o final é excelente, os dois alternativos não lhe chegam aos calcanhares.

Não vi o resto dos extras do DVD, para além dos finais alternativos, ficam para uma outra ocasião, mas não me arrependo de ter comprado o DVD mesmo que só tivesse o filme, pois imagino-me a rever, assim como vejo o "Snatch" de Guy Ritchie sempre que dá na TV. Acaba por ser puro entretenimento com uma boa história e humor à minha medida. Pode não ser das coisas mais brilhantes mas distrai e é para isso que também serve o cinema.

Veredito: Vale o dinheiro gasto.

LinkWithin

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...