2 de agosto de 2013

Bout of Books 8.0 - Sign-up and goals

Bout of Books

Ok, é a primeira vez que vou participar numa coisa destas mas já tenho acompanhado outras edições desta read-a-thon e de outras através de bloggers que vou seguindo por aí, caso da Jen, da P7 e da Landslide, e sempre tive vontade de participar porque até parece ser engraçado. O que é então para fazer?
The Bout of Books read-a-thon is organized by Amanda @ On a Book Bender and Kelly @ Reading the Paranormal. It is a week long read-a-thon that begins 12:01am Monday, August 19th and runs through Sunday, August 25th in whatever time zone you are in. Bout of Books is low-pressure, and the only reading competition is between you and your usual number of books read in a week. There are challenges, giveaways, and a grand prize, but all of these are completely optional. For all Bout of Books 8.0 information and updates, be sure to visit the Bout of Books blog. - From the Bout of Books team

Este ano ando a ler pouco e queria ver se desta maneira acelerava um pouco o passo e desbastava a pilha que tenho em cima da mesa de cabeceira e que tanto assusta a Telma. A maratona decorre na semana antes de ir de férias, mas pode ser que ganhe balanço e nas férias leia ainda mais. :)

Os objectivos passam então por:
  • ler todos os dias e entre 50 a 100 pág., coisa que de momento não ando a fazer; 
  • colocar aqui, diariamente, o meu avanço.

Sim, podem ser objectivos ridículos e mínimos mas como disse é a primeira vez, tenho de apalpar algum terreno e, sinceramente, o mais importante é divertir-me enquanto tento domar a pilha.

~*~

Ok, so this is the first time I'm doing this but I've seen other bloggers participate in it or other read-a-thons and it always seemed funny. Also, this year I'm a bit behind on my reading and was hoping to speed up my pace and attack my TBR pile.

So my goals are:
  • to read every day and about 50 to 100 pages, which currently I'm not doing;
  • try to post my advance here everyday.

The goals might seem ridiculous but I'm really not reading that much, as I said it it's the first time and I really just want to have fun while tackling my TBR pile.

1 de agosto de 2013

Monthly Key Word Challenge (9)

Ora cá estamos mais uma vez, com o único desafio que tem tudo para eu superar! :D Para Agosto as opções não eram muitas mas desde cedo Cloud Atlas ficou na dianteira. Terminou com 8 votos e o segundo classificado foi As Cinco Sementes de Laranja de Arthur Conan Doyle, com 4. A leitura do Cloud Atlas irá depender de eu conseguir colocar as mãos no exemplar da biblioteca, pois não me parece o livro mais simples de acompanhar em formato áudio, de que disponho. De qualquer forma, o do Conan Doyle devo ler de certeza, que até é pequenino. Talvez acabe por aproveitar e até leia mais aventuras do Sherlock.

Para Setembro as palavras são:

Mais uma vez a pesquisa voltou a revelar vários títulos, excepto para as palavras "cry" e "fast", dos quais escolhi os 10 que se seguem:
4 tenho em e-book, os restantes em livro. Tenho um ou outro preferido mas sinceramente deve ser a primeira votação em que não me inclino fortemente para nenhum título. É também a primeira vez que coloco uma votação num post, apesar de também estar disponível na barra lateral. Vamos a ver se isto resulta.

Que livro ler para o Monthly Key Word Challenge de Setembro?
  
pollcode.com free polls 

31 de julho de 2013

Junho - Julho 2013

Já perdi a conta a livros e filmes cuja crítica adiei escrever e não sei se me apetece muito ir atrás e corrigir isso, até porque a minha memória não é a melhor para agora fazer esse exercício de ponderação sobre coisas que vi ou li há cinco meses atrás. Assim, nas listas de filmes e livros estão links para páginas onde tenho escrito um pouco, pois apesar de não fazer longos e ponderados textos para colocar aqui, tenho sempre escrito uma linha ou duas por aí.

Mas a partir daqui para a frente, já o tenho feito na última semana, vou tentar manter as coisas em dia e escrever mais, o que não quer dizer que venha a escrever sobre tudo porque depois torna-se aborrecido e chato de fazer. Sim, já devo ter dito o mesmo antes, mas pode ser que continuando a dizê-lo a coisa realmente se torne verdade. :P 

Passaram então mais dois meses desde o último balanço mas pouco há a dizer, ou arriscava-me a repetir o que disse no anterior. Até agora adquiri apenas 3 livros (!!!), um feito histórico parece-me, pois acho que deveria andar ainda no básico ou no secundário quando adquiria menos livros tendo decorrido 7, quase 8, meses de um ano. Posso garantir que desde que comecei a trabalhar, o que já vai para pouco mais de 6 anos, tenho sempre adquirido inúmeros livros (sendo a Feira do Livro a que mais rombo fazia na carteira) e já na faculdade ia estourando a mesada em livrarias, por isso YAY me

Tenho visto bastantes filmes, tenho tentado manter-me a par de algumas séries e tenho lido pouco. Parece que em dois meses só li 3 livros de uma trilogia, que recomendo desde já. Como o romance não tem sido a minha praia este ano, resolvi mudar para a fantasia e ouso dizer que deu certo, apesar de não ter andado a devorar os volumes. Estou a tentar dedicar-me aos desafios, sobretudo ao Book Bingo, e a ler o que tenho cá por casa. Os e-books têm sido colocados de lado pois pretendo atirar-me a eles quando estiver de férias, já que é uma maçada andar com livros atrás. :P O Kindle vai bem de saúde, depois das maluqueiras que lhe deu no início do ano, e apesar de não estar a fazer usufruto dele de momento, não é por isso que não o trato com carinho e de vez em quando dou-lhe uma vista de olhos, mais não seja para ir lendo um ou outro capítulo de um dos e-books cuja leitura tenho pendurada. Também me hei-de dedicar aos livros que deixei a meio, mas ainda não será desta.

E acho que é isto.

29 de julho de 2013

Tropa de Elite 1 e 2

Diretor: José Padilha
Baseado no livro Elite da Tropa de André Batista, Rodrigo Pimentel e Luiz Eduardo Soares por Bráulio Mantovani e José Padilha
Atores: Wagner Moura, André Ramiro, Caio Junqueira, Irandhir Santos

Mais informação técnica no IMDb aqui e aqui.

Quando e onde o vi: 26 de julho em casa.

Opinião: Sexta-feira começa a ser dia de cinema em casa com o irmão (sim, praticamente a minha vida social é inexistente), já que os DVDs por ver, tal como os livros por ler, parece que vão abundando cá por casa. Como o meu irmão é mais versado em cinema do que eu, pedi-lhe então uma sugestão e lá surgiram estes.

Tenho de dizer que apesar de ter adorado "A Cidade de Deus", os filmes brasileiros não são bem a minha onda porque, pasmem-se, parece que preciso com mais frequência de legendas do que em filmes em inglês. Há por vezes ocasiões em que não oiço ou não percebo uma fala, e o mesmo acontece em português de Portugal. Talvez não veja os filmes e séries com a mesma atenção, afinal de contas é a minha língua (não preciso de atenção, entendo tudo... yeah, right!), ou talvez se deva à dicção, não faço ideia, o que é certo é há partes do diálogo ou da narração que me escapam e por vezes dou comigo a andar à nora. Problemas auditivos à parte (também não coloco de lado o facto de estar a ficar mouca), estes filmes são fantásticos. Tão fantásticos que mal acabei de ver o primeiro, assisti também ao segundo apesar da hora tardia.

O primeiro passa-se em finais dos anos 90 e mostra sobretudo como opera o Batalhão de Operações Policiais Especiais (BOPE) na luta contra o tráfico de droga. Seguimos o capitão Nascimento, que procura um substituto à sua altura enquanto prepara a visita do Papa a uma favela do Rio de Janeiro. Isto permite vislumbrar não só a recruta de oficiais e o treino desta unidade especial, digamos assim, como algumas das tácticas e técnicas empreendidas e facilmente condenáveis, como o uso do saco que é basicamente uma forma de tortura para sacar (haha!) informação.

O filme condena quem usa drogas, mesmo que leves para recreação (e é bastante duro nisto), e a tortura, não digo que seja glorificada, mas aparece como sendo justificada, o que sinceramente levanta bastantes questões. O BOPE encara toda a situação como uma guerra, aliás parece mesmo que estamos numa região em conflito e assusta-me pensar que tal coisa se passe numa cidade como o Rio de Janeiro, e como se trata de guerra vale quase tudo. Mas se é fácil condenar as atitudes policiais, sejam elas o uso da força ou as "blitz", também se deseja que o narcotráfico seja eliminado de qualquer forma. Que posição então tomar? Devo dizer que fiquei algo incomodada com isto, tal como o personagem principal, parece-me, que confessa no segundo filme não conseguir dizer porque e por quem é que mata pessoas, que o polícia não dispara sozinho.

O segundo tem lugar cerca de 13 anos depois do anterior e, como diz o subtítulo, o inimigo agora é outro. O tema da corrupção já tinha sido abordado no primeiro filme, em que ficamos a conhecer "o sistema", mas aqui atinge todo um outro nível, ligando política e a necessidade de votos em ano eleitoral às milícias, uma espécie de máfia que surge no vazio deixado pelo quase desaparecimento do narcotráfico, devido às investidas do BOPE nos morros e favelas da zona oeste. Sob a pretensão de protegerem a comunidade,  as milícias extorquem e exercem um maior domínio sobre o comércio local e controlo sobre a população, que vota nos candidatos que mais convêm. Vendo este filme não pude deixar de pensar no quão a corrupção parece se encontrar alastrada por todo o Brasil e as manifestações que têm vindo a ser notícia, sobretudo aquando da Taça das Confederações, são ainda melhor compreendidas.

São dois excelentes filmes, talvez dos melhores que vi este ano, e só os posso recomendar. É fácil esquecer que existe um Rio de Janeiro das favelas, um Rio em estado de sítio, um Rio que mais parece um palco de guerra, com tanta telenovela que mostra vidas e finais cor-de-rosa.

Veredito: Para ter na estante.

24 de julho de 2013

Layer Cake

Diretor: Matthew Vaughn
Adaptação do livro Layer Cake de J.J. Connolly pelo próprio autor
Atores: Daniel Craig, Michael Gambon, Kenneth Cranham

Mais informação técnica no IMDb.

Quando e onde o vi: 19 de julho, já tinha o DVD cá por casa há anos. Sim, não há só livros por ler, há DVDs por ver também.

Opinião: Estava um dia destes a ver a publicidade a este filme porque vai dar ou já deu no AXN, salvo erro, quando pensei "espera aí, eu tenho isto em DVD!" Algumas semanas depois da epifania, porque é assim, a luzinha acende mas passam dias ou semanas até fazer alguma coisa, lá me resolvi a colocar o DVD no leitor e a ver. Rapidamente se impôs a questão "porque raio é que não vi isto antes?"

Para uma moça que gosta de porrada nos seus filmes, este deliciou-me. Sim, não terá o encanto de um Viggo Mortensen em pêlo a despachar 2 gajos numa sauna como acontece em "Eastern Promises", mas torturar e matar um gajo com um ferro de engomar (e deixem-me que vos diga, estava precisamente a passar a ferro quando vi a dita cena e fiquei ainda com mais respeito a este pequeno electrodoméstico) ou encher de porrada outro gajo ao som de Duran Duran, finalizando com o despejo de uma chá bem quente, também tem os seus apelativos e não deixam esta moça indiferente. Sim, eu já sei que tenho um problema, não é preciso apontarem.

A história segue uma personagem sem nome ou XXXX (e só me apercebi de tal quando o próprio chama a atenção para isso no final), desempenhado por Daniel Craig, um traficante de droga que se pretende reformar mas vê-se metido em diversos problemas: tem de encontrar a filha do amigo do seu patrão e tentar vender um monte de pastilhas roubadas enquanto foge de um assassino contratado pelo sérvio a quem roubaram a mercadoria. Com bastantes twists e humor à mistura, o enredo é interessante de seguir e em nenhum momento me pareceu monótono.

As actuações também estão muito bem conseguidas. Já se nota algum Bond em Daniel Craig e foi praticamente impossível não me recordar de algumas cenas de "Casino Royale", como o duche de Vesper depois de matar um dos adversários de Bond. Na cena em que se vê Craig a hesitar e depois torturado por ter matado um homem, não consegui evitar e virar-me para o meu irmão e dizer " the second is..." ao que ele me respondeu "yes... considerably." E é para isto, meus amigos, que os irmãos servem. :D A juntar a Craig temos um fenomenal Michael Gambon, um Tom Hardy confiante e um muito aluado Ben Wishaw. Está tudo bem nos seus papéis, adorei o Morty, e só a Sienna Miller me pareceu andar por ali um pouco a mais, mas tinha de existir um love interest para o protagonista, certo? Além disso, de outro modo não haveria aquele EXCEPCIONAL final! Sim, porque o final é excelente, os dois alternativos não lhe chegam aos calcanhares.

Não vi o resto dos extras do DVD, para além dos finais alternativos, ficam para uma outra ocasião, mas não me arrependo de ter comprado o DVD mesmo que só tivesse o filme, pois imagino-me a rever, assim como vejo o "Snatch" de Guy Ritchie sempre que dá na TV. Acaba por ser puro entretenimento com uma boa história e humor à minha medida. Pode não ser das coisas mais brilhantes mas distrai e é para isso que também serve o cinema.

Veredito: Vale o dinheiro gasto.

22 de julho de 2013

A Midsummer Night's Dream

Autor: William Shakespeare
Ficção | Género: peça de teatro - comédia
Editora: Wordsworth Classics | Ano: originalmente publicado em 1596(?) | Formato: livro | Nº de páginas: - | Língua: inglês

Como me veio parar às mãos: até aqui tinha lido as obras em e-book, já que no ano passado fiz download das obras completas no site do Project Gutenberg, mas entretanto comprei as Complete Works e foi então o livro físico, que é como que a reprodução do First Folio, que li. Não coloco por isso as páginas

Quando e porque peguei nele: 14/julho/2013. Peguei-lhe porque conta para os desafios: Monthly Key Word Challenge - Julho, Temporada William Shakespeare - Acto II e estou a ver se consigo justificar que é um clássico que tem lugar num país que nunca visitarei, uma das casas do Book Bingo, porque apesar de a acção ser numa floresta de Atenas, podemos argumentar que se passa no país das fadas, certo?


Opinião: Não tem a beleza nem a introspecção de um Hamlet ou Macbeth, mas nem por isso deixa de ser brilhante. Tendo por cenário as florestas de Atenas, seguimos 3 histórias que se interligam: a história de dois casais, por assim dizer, a de Oberon e Titania (reis das fadas), e a de um grupo de actores amadores. E tudo isto acontece como um sonho numa noite de verão. :D

Gostei da história dos casais, ainda que a devoção de Helena a Demetrius me tenha parecido demais. Ele chega a ameaçá-la de morte e está tudo bem? Tirando isso, a parte dos desentendidos e do erro de Puck está engraçado, com triângulos amorosos bem conseguidos e uma cena engraçada entre os 4. Helena, parvoeira amorosa à parte, pareceu-me uma boa personagem e a que mais desenvolvimento acaba por ter. Gostei de ver a sua reação quando, de repente, tanto Lysander como Demetrius ficam apaixonados por ela. Não estando habituada a tal atenção recusa os avanços, mesmo do homem que ama, pensando que se trata de uma brincadeira de mal gosto e não querendo ser magoada.

Oberon também me pareceu uma boa personagem, com um bom coração, apesar de ser o temível rei das fadas e querer prejudicar a sua rainha, Titania, pedindo a Puck para que este faça Demetrius se apaixonar por Helena quando vê que ela não é correspondida. Claro que é isto que dá origem aos desentendimentos, mas Puck é que acaba por confundir os dois atenienses...

A parte dos actores pareceu-me a mais aborrecida mas a peça de teatro, pois não podia deixar de existir a peça dentro da peça, acabou por ser o elemento mais engraçado para mim.

Continuo a preferir as tragédias mas não deixou de ser uma belíssima leitura com visões interessantes sobre o amor, sobressaindo o amor à primeira vista, ou talvez nem tanto à primeira vista mas o amor pela beleza física, com a tal poção aplicada nos olhos, assim como o amor verdadeiro de Hermia e Lysander, que acaba por vencer, por assim dizer, no final com o pai a ter que aceitar a união de ambos. Não achei piada ao facto de Demetrius e Helena ficarem juntos, ela parece-me boa demais para ele e será demais pensar que sendo o amor baseado numa poção, coisa boa não poderá vir dali? O efeito é permanente? Qual seria a reação de Demetrius caso o efeito passasse? Qual o destino da pobre Helena? Enfim... Tirando isso, é do Shakespeare e aconselho.

Veredito: Vale o dinheiro gasto.

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