31 de maio de 2013

Março - Maio 2013

Estava a editar as minhas listas quando reparei que não tenho feito balanços mensais mas também pouco balanço há que fazer. As leituras têm sido poucas, tenho andado pouco entusiasmada com os desafios a que me tinha proposto no início do ano e, sinceramente, se não fosse o Só Ler Não Basta acho que ainda menos tinha lido e teria deixado este cantinho ao abandono. Mas nos últimos tempos o bichinho de escrever tem voltado e penso que tenho publicado como há muito não publicava. :)

Mas ao que diz respeito a balanços, Abril deve ter sido o melhor mês do ano em que leituras diz respeito, com dois livros que me tocaram bastante ainda que de formas diferentes: Gone Girl e O Jardim dos Segredos. Aliás, Abril deve ter sido mesmo o melhor mês do ano até agora em todos os sentidos. Para além de livros fartei-me de ver filmes, sobretudo animados e diverti-me imenso com os vários filmes que vi. Além disso fui a Londres! \o/ Sim, é realmente de longe o melhor mês do ano (so far)! Depois veio Maio com os desaires do Benfica, alguns problemas de saúde e o ter de voltar ao trabalho. O que vale é que até gosto do que faço e voltou o desejo de escrever aqui no blog. :P 

Tenho conseguido manter-me longe de aquisições (só comprei um livro e fui à feira e saí de mãos a abanar!) e ando a ponderar mudar os meus hábitos de consumo livrescos. Pretendo apostar cada vez mais em e-books e frequentar mais a biblioteca municipal, ainda que agora fique um bocadinho mais longe. Também queria dedicar-me a ler algumas obras disponíveis na biblioteca em que trabalho, há alguns com temas bastante sugestivos, mas o trabalho tem sido mais que muito, e ainda bem até porque estou a adorar o que ando a fazer neste momento (inserir livros em bases de dados! \o/ ).

Quanto a artigos que tenho lido por essa internet fora, não tenho prestado muita atenção ou os que achei mais interessantes tenho mencionado no SLNB. Ando a tentar cortar no tempo que passo on-line e como consequência tenho andado menos informada e tem sido bom, tem dado para concentrar-me sobretudo no que realmente me interessa e acabo por ter surpresas quando vou a uma livraria e vejo livros que não sabia estarem publicados. :P

E acho que é isto em termos de balanço. Mantendo o ritmo das leituras, adivinha-se mais um ano em que falharei todos os desafios, mesmo o dos filmes, mas é coisa que não me importa. Apesar de tudo tenho-me divertido bastante, tenho saído da minha zona de conforto com alguns livros e temas. Posso nem sempre andar muito activa por aqui no cantinho, e sim, tive aquela fase, mais no início do ano (assim como já tive noutras ocasiões e que levou até ao fecho aqui há uns tempos) em que pensava "ai que não escrevo, ai que não leio, ai que sei lá o quê", mas já a ultrapassei. Escrevo, leio, vejo o que quero quando me apetece e não percebo agora porque stressava tanto. Além disso estou a adorar fazer o SLNB. É das coisas que mais me orgulho este ano. :D

25 de maio de 2013

Fechos e novos começos

Mais um dos blog literários estrangeiros que seguia há anos fechou. Entendo as suas razões, manter um blog activo durante 7,5 anos é obra, mas não deixo de ficar um pouco triste. Felizmente continua noutro lado, de uma forma mais generalista, e não deixa de ser engraçado como cada vez mais blogs literários começam a expandir-se, falando de filmes, músicas e outros temas variados. Estou a gostar desta nova fase, pelo menos dos blogs/pessoas que sigo porque sinto que as conheço um pouco mais do que antes.

24 de maio de 2013

Booking Through Thursday: infância vs idade adulta


A pergunta desta semana é...
Have your reading habits changed since you were a child? (I mean, I’m assuming you have less time to read now, but …) Did you devour and absorb books when you were 10 and only just lightly read them now? Did you re-read frequently as a child but now only read new books? How about types of books? Do you find yourself still attracted to the kinds of books you read when you were a kid?
A grande diferença entre hoje e quando era pequena é que leio (quase) todos os dias. Quando andava na escola a leitura cingia-se às férias, sendo que durante a época de aulas prestava mais atenção às mesmas, passava bastante tempo a estudar ou então para descansar do estudo fazia outras coisas, desporto por exemplo. Só na faculdade é que comecei a ler em tempo de aulas. Muitas vezes na biblioteca, por entre livros de estudo e apontamentos, aproveitava para descansar lendo outras coisas. Foi numa destas ocasiões que comecei a ler Justine do Marquês de Sade mas nunca acabei.

Antes, como hoje, sempre reli livros, mas se antes era porque tinha um medo enorme de me esquecer das histórias que lia, hoje é para reencontrar as histórias e personagens que mais gostei de ler e que deixaram saudades, como grandes amigos de quem me tive de separar.

Quanto a géneros, antes lia mais aventuras do que hoje, assim como livros ilustrados e bandas desenhadas. Podem não ser os que mais leio agora mas ainda hoje prefiro um livro com ilustrações (quando faço downloads no Projecto Gutenberg prefiro sempre as versões ilustradas, tenho um Jane Eyre ilustrado e é fofinho) como o Leviathan do Scott Westerfeld ou A História de uma Gaivota e de um Gato que a Ensinou a Voar. Ainda não li esta versão ilustrada, mas os desenhos são tão fofinhos e ainda me lembro da excitação que foi quando soube que ia ser lançada. Sim, basicamente eu sou uma criança grande. :D

23 de maio de 2013

A ler: Blade Runner em português

Algo estava a fazer-me confusão na leitura, não sabia se era a tradução ou a escrita e por isso, ao fim do primeiro capítulo, resolvi experimentar a leitura do original. Pois, parece que a culpa era mesmo da tradução. Para além de coisas realmente mal traduzidas, "toward noon" por "na direcção da Lua" ou "so all you folks" por "por isso, vocês todos, gente", muitas vezes parece que a tradução é demasiado literal quando acho que outra escolha de palavras poderia ter funcionado melhor. Mas isto sou eu que pouco entendo da arte da traduzir, só tive Técnicas de Tradução de Inglês no secundário, já vai uma dezena de anos.

Como o livro é pequeno, a versão portuguesa tem pouco menos de 180 páginas, acho vou lê-la, no entanto tenciono acompanhar essa leitura com a da versão original. É capaz de ser um exercício interessante.

Apesar da minha crítica à tradução, é de louvar o esforço que a Europa-América fez na difusão de obras como esta da Ficção Científica nos anos 70 a 90 (salvo erro), mas se calhar já se justificava revisões ou mesmo novas traduções de obras como esta.

22 de maio de 2013

Só Ler Não Basta #5.1 - Leituras Maio 2013


Juntámo-nos, como não podia deixar de ser, para voltar a falar de livros e leituras que nos foram chamando a atenção este mês. Na próxima edição falaremos de Feiras do Livro. Se quiserem podem participar na discussão do tema no grupo do Goodreads.


Artigos Interessantes:

Leituras:
Telma: Cosmos, do Carl Sagan
Carla: Blade Runner, de Philip K. Dick
Diana: Return of the King, de J. R. R. Tolkien 

21 de maio de 2013

O Jardim dos Segredos

Autor: Kate Morton
Ficção | Género: romance
Editora: Porto Editora | Ano: 2010 (publicado originalmente em 2008) | Formato: livro | Nº de páginas: 552 | Língua: português

Como me veio parar às mãos: comprei-o em 2011 depois de ter gostado do outro livro que li da autora.

Quando e porque peguei nele: entre 23 e 29 de abril. Tinha sido o livro escolhido para o Monthly Key Word Challenge de Abril (post e resultado da votação). Conta também para o Mount TBR Reading Challenge.


Opinião: Gostei mas não amei. Acho que isto resume o livro para mim. Tem na mesma os saltos temporais, o desfiar de um novelo de histórias, tem as personagens femininas interessantes e fortes, que se debatem perante as adversidades que encontram nas suas vidas, no seu caminho. Mas falta qualquer coisa.

Faltou alguma vida, alguma cor que tinha o discurso de Grace, a personagem de O Segredo da Casa de Riverton que continua assim a ser o meu preferido. Adorei simplesmente como ela se perdia nas suas próprias memórias, por momentos que pareciam chegar a demorar dias. E a transição era tão ténue, tão bem conseguida, que me pareceu real. Exactamente como alguém que chega a uma idade avançada se comporta ao contar o seu passado a outro. Aqui é outro o artifício usado pela autora. É uma descoberta aqui, uma coisa ali que leva a outros discursos, a eventos passados noutras épocas, com outros protagonistas, e realmente a transição também se encontra muito bem feita, é um desfiar constante de três fios de uma história que compõem uma tapeçaria, mas faltou-lhe alguma magia, a magia do alheamento de tudo em redor. Com as memórias de Grace perdia-me juntamente com ela, aqui tal não acontece, sabia sempre onde estava.

Eu sei que não é correcto estar a comparar os dois livros, mas é difícil não o fazer, sobretudo quando semanas passadas sobre a sua leitura até não me recordo dos nomes das personagens mas o de Grace vem à memória. Ainda assim é um belíssimo livro. A autora escreve fantasticamente, cria histórias magníficas e este livro comprovou que será uma autora para seguir. Achei os contos de fadas bem bonitos e o mistério, apesar de ser de fácil resolução, não deixa de estar bem urdido.

Veredito: Para ter na estante.

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