27 de janeiro de 2013

Uma espécie de disclaimer

Esta semana deparei-me com este post do Iceman, hoje com este no blog Morrighan, há uns dias com este da Filipa e já falei sobre a minha visão da blogosfera portuguesa no Estante de Livros. Parecendo que não, têm todos, a meu ver, uma mesma questão, basicamente o que cada um quer fazer do seu espaço e procura nos outros. Ok, talvez sejam duas questões, mas continuando...

... E começo com a última parte. Procuro em outros blogs, sejam eles de cinema, séries, livros, artigos de beleza ou para o lar, isenção e opiniões claras. A meu ver, a isenção é algo complicada quando se tem algum tipo de relação com editoras, autores, etc., mas não quer dizer que não seja impossível. Há quem seja capaz de se alhear dessas relações e dizer o que pensa, o que é bastante saudável, e até útil no dia-a-dia, pois com críticas menos lisonjeiras também se evolui. Aliás, é capaz de ser a melhor maneira de evoluir, apontar o que está mal ou devia ser melhor trabalhado. Isto consegue-se, a meu ver, com opiniões claras. Devo dizer que muitas vezes desespero quando vejo opiniões com mais de 4 ou 5 parágrafos e esses parágrafos em si são enormes. Até desespero quando sou eu que os faço porque fico a pensar que devo ter posto palha a mais! Pior ainda é quando tento fazer uma leitura na diagonal, para ficar com uma impressão da opinião/crítica, e o que mais vejo são adjectivos a adjectivarem outros adjectivos adjectivando a leitura e não propriamente o livro em si. Não peço detalhes pormenorizados de personagens, do enredo, da época em que se desenrola a acção. Uma simples nota de "personagens evoluem perante as adversidades que enfrentam" parece-me o suficiente e é quase uma garantia de que vou ficar com o livro debaixo de olho. E não vou falar dos que simplesmente dizem "gostei", se bem que um "gostei porque as personagens evoluem perante as adversidades que enfrentam" tem o resultado que já referi.

Quanto ao que quero do meu espaço... Quero que seja o meu espaço. É por isso que não procuro parcerias que não sejam com outros bloggers, não faço promoção a coisas que não conheço e não faço passatempos porque a pachorra me falta. Não procuro ser paga porque o que faço aqui faço-o também na rua, no trabalho, onde quer que encontre amigos ou pessoas que tenham os mesmos interesses que eu. Se não espero compensação nesses locais, porque haveria de esperar aqui? Compreendo quem tem opiniões diferentes das minhas, a sério entendo o ponto de vista e fazem muito bem em reivindicá-lo, mas nunca foi com esse intuito nem com essa postura que pretendo estar aqui.

25 de janeiro de 2013

Porque música é poesia (21)


Coldplay - Every Teardrop is a Waterfall

I turn the music up, I got my records on
I shut the world outside until the lights come on
Maybe the streets alight, maybe the trees are gone
I feel my heart start beating to my favourite song

And all the kids they dance, all the kids all night
Until monday morning feels another life
I turn the music up
I'm on a roll this time
And heaven is in sight

I turn the music up, I got my records on
From underneath the rubble, sing a rebel song
Don't want to see another generation drop
I'd rather be a comma than a full stop

Maybe I'm in the black, maybe I'm on my knees
Maybe I'm in the gap between the two trapezes
But my heart is beating and my pulses start
Cathedrals in my heart

As we saw oh this light, I swear you emerge blinking into
To tell me it's alright
As we soar walls, every siren is a symphony
And every tear's a waterfall
Is a waterfall
Oh
Is a waterfall
Oh Oh Oh
Is a, is a waterfall
Every tear
is a waterfall
Oh Oh Oh

So you can hurt, hurt me bad
But still I'll raise the flag

Oh
It was a wa wa wa wa wa-aterfall
A wa wa wa wa wa-aterfall

Every tear
Every tear
Every teardrop is a waterfall

Every tear
Every tear
Every teardrop is a waterfall

23 de janeiro de 2013

Pode Curar a Sua Vida

Autor: Louise L. Hay
Não Ficção | Tema: auto-ajuda
Editora: Pergaminho | Ano: 1998 (publicado originalmente em 1984) | Formato: livro | Nº de páginas: 256 | Língua: português

Como me veio parar às mãos: foi-me emprestado por uma colega de trabalho.

Quando e porque peguei nele: 2 a 5/janeiro/2013. Tinha dito à colega que mo emprestou que o lia durante as minhas férias e assim o fiz.


Opinião: Este não é propriamente o meu tipo de livro mas foi-me emprestado por uma colega que pensou que me poderia ajudar, já que tenho alguns problemas nervosos que tendem a revelar-se como problemas de pele (eczema e urticária).

O livro lida sobretudo como uma pessoa deve esquecer e perdoar o passado, viver no presente, amar-se a si próprio e pensar positivo, pois assim as coisas boas têm o poder de vir a ter com ela. O problema é que não acredito muito nisto, apesar de achar que até tenho uma mente bastante aberta, mas o facto de pensar positivo as coisas boas passarem a ter o condão de vir até mim? Não me parece que seja bem assim, apesar de reconhecer que talvez tenha muita sorte e tal, mas não sou das pessoas mais positivas que por aí anda, considero-me mais uma pessoa realista.

O livro sugere alguns exercícios para alterar os pensamentos, ser menos crítica com o próprio e até com os outros e coisas do género. Não apontei nenhum (coisa que fui fazendo com o Projecto Felicidade) mas ok, talvez tente mudar os meus pensamentos, nomeadamente ser menos crítica no que à minha pessoa diz respeito e tentar respirar fundo e ficar mais positiva quando tenho ataques de nervos. Na verdade, já há alguns tempos que tenho tentado inverter alguns pensamentos menos bons, para não stressar tanto com coisas que não consigo controlar, como outras pessoas ou quando as coisas não correm como quero - no trânsito, por exemplo, ou quando estou à espera do autocarro.

Veredito: Emprestado e pouco se perde com isso. Não alterou a minha maneira de ver a vida, acho que deve haver um equilíbrio entre o positivismo e o negativismo, mas tem algumas ideias interessantes ainda que ache que não é isto que possa curar todo e qualquer mal que surja.

21 de janeiro de 2013

Só Ler Não Basta #1.1 - Leituras Janeiro 2013


E chegou a altura para um novo "Só Ler Não Basta", um projecto organizado aqui pela vossa amiga, pela Diana do Papéis e Letras e a Telma do Ler e reflectir... Com o vídeo da apresentação percebemos que talvez nem todos têm disposição ou possibilidade de estar sentados durante uma hora a ouvir-nos conversar, pelo que decidimos tornar o que era um projeto mensal em algo quinzenal. Neste vídeo falamos então sobre as nossas leituras, livrescas e on-line, e lançamos o tema do mês, a ser explorado no próximo vídeo e já com uma convidada. :)

A nossa intenção era fazer um vídeo com cerca de 15 a 20 minutos, acabou por ficar com cerca de meia-hora... É o que acontece quando nos põem às três a falar sobre livros. :P Mais uma vez, o resultado pode ser visto aqui em baixo. Qualquer sugestão ou comentário podem deixar aqui, no Youtube ou no grupo criado no Goodreads.


Artigos Interessantes:

Livros:
Carla e Telma: A Guerra dos Tronos

O tema do próximo programa será sobre "A influência da Idade Média na Literatura de Fantasia" e podem deixar as vossas ideias e opiniões sobre o tema no tópico que criámos no grupo do Goodreads. Participem e iremos ler as opiniões que acharmos mais interessantes na nossa próxima conversa.

19 de janeiro de 2013

Curtas: Príncipe da Pérsia: As Areias do Tempo, Como Treinares o Teu Dragão, Rápida e Mortal

Título: Príncipe da Pérsia: As Areias do Tempo
Diretor: Mike Newell
Baseado no videojogo “Prince of Persia” de Jordan Mechner por Boaz Yakin, Doug Miro e Carlo Bernard
Atores: Jake Gyllenhall, Gemma Arterton, Ben Kingsley

Mais informação técnica no IMDb.

Quando e onde o vi: 1/jan/2013. Estava a dar na SIC e não me apetecia ler. Além disso tinha alguma curiosidade em ver como adaptavam o jogo, não que fosse fã mas via o meu irmão jogar.

Opinião: Devo dizer que não estava à espera de gostar tanto como gostei, mas também não sabia bem do que estava à espera embora as expectativas já estivessem no mínimo pois as adaptações de videojogos parecem deixar sempre algo a desejar. Conhecia o jogo, pelo menos a versão mais antiga, se não estou em erro (link lá em cima), e tinha alguma curiosidade, como já disse, pois apesar de não ser gamer (tentei jogar o “Assassin’s Creed” depois de ler a novelização do segundo jogo e ainda está à espera que faça uma missão...) via o meu irmão a jogar (sou aquela que fica ao lado a gritar “olha para a tua frente! Salta! Tens um gajo atrás de ti! Cuidado!”) e queria ver como tinha sido adaptado. Acaba por não ser nada de especial com um enredo algo atabalhoado e previsível por demais. No entanto, entretém e tem uma ou outra piada bem conseguidas, como a dos impostos.

Citações: 
Sheik Amar: I crafted our lurid reputation in order to fend off the most insidious evil that's been lurking this forsaken country of ours. Y'know what I'm talking about?
[Dastan shakes his head]
Sheik Amar: Taxes! 
Veredito: Deu na televisão e pouco se perde com isso.

Título: Como Treinares o Teu Dragão
Diretor: Dean DeBlois e Chris Sanders
Baseado na série de livros How to Train Your Dragon de Cressida Cowell por William Davies, Dean DeBlois e Chris Sanders
Atores: Jay Baruchel, Gerard Butler, Craig Ferguson (na versão original)

Mais informação técnica no IMDb.

Quando e onde o vi: 2/jan/2013. Deu na véspera de Natal mas como não ia estar em casa pus o filme a gravar para poder ver noutra altura, quando tivesse oportunidade. E essa oportunidade surgiu uma semana depois, estando eu em casa de férias e apetecendo-me ver um filme de animação.

Opinião: Pouco ou nada sabia sobre o filme, só que no original contava com as vozes do Gerard Butler e do Craig Ferguson, e que a P7 tinha gostado. Mas como é uma animação e tem dragões, nunca pensei vir a dar o meu tempo por perdido. E realmente não dei!

Apesar de ter uma história previsível  daquelas de encontrar a amizade onde menos se espera e só porque o outro é diferente não quer dizer que sejam realmente maus, acaba por ser muito agradável de seguir, mais não seja por os diferentes dragões e personagens secundárias terem personalidades algo distintas, mesmo que não sobressaiam como o par principal. Acabam por ser personagens cliché, mas é daqueles clichés que resultam neste tipo de filmes.

A animação é bastante bonita, sobretudo nas partes do voo e a versão portuguesa pareceu-me bem conseguida, apesar de desejar ver a original (sotaque escocês!!!!)

Uma nota para o final. Apesar de achar a história previsível  houve um detalhe no final que me surpreendeu, e bastante, pela positiva. Achei muito bom, de acordo com o enredo e talvez algo arriscado mas acaba por fazer uma enorme diferença e tornar o filme ainda mais especial.

Veredito: Vale o dinheiro gasto.

Título: Rápida e Mortal
Diretor: Sam Raimi
Escritor: Simon Moore
Atores: Sharon Stone, Gene Hackman, Russell Crowe, Leonardo DiCaprio

Mais informação técnica no IMDb.

Quando e onde o vi: 3/jan/2013. Estava a dar no Canal Hollywood e aproveitei para rever.

Opinião: Não é nada de outro mundo, nem será o melhor filme de cowboys ou passado no faroeste jamais feito (e de momento não me consigo lembrar de nenhum outro *bad memory*) mas é um dos meus guilty pleasures (e sim, tenho bastantes, nomeadamente quando as gajas dão enxertos de porrada ou desenrascam-se sem os gajos *Girl Power!*).

A história resume-se muito basicamente à tentativa de executar vingança por parte da personagem de Sharon Stone contra a de Gene Hackman, por aquele ter causado a morte do seu pai. Para tal, inscreve-se numa competição duelista.

Como disse, não é nada de outro mundo e a Sharon Stone é algo insípida na sua atuação, sendo que as cenas mais emocionais deixam muito a desejar, mas acabo por gostar das várias personagens, da história e sobretudo dos duelos, onde a tensão é quase palpável. Além disso há sangue e cabeças a serem estoiradas. :D

Veredito: Deu na televisão e pouco se perde com isso.

14 de janeiro de 2013

The Lost Duke of Wyndham (Two Dukes of Wyndham, #1)

Autor: Julia Quinn
Ficção | Género: romance histórico
Editora: Avon | Ano: 2008 | Formato: livro | Nº de páginas: 371 | Língua: inglês

Como me veio parar às mãos: já não sei se foi a Slayra que mo deu ou se me chegou pelo Bookmooch, já que o site está em baixo e não consigo aceder à minha conta para conferir. Já nem me lembro em que ano foi que veio parar-me às mãos. :/

Quando e porque peguei nele: 8/agosto/2012 a 1/janeiro/2013. Comecei a lê-lo porque era da Julia Quinn e parecia-me o livro e a autora ideal para voltar a terminar um livro, coisa que no início de agosto do ano passado parecia complicado.


Opinião: Ora aqui está uma coisa nova, um livro da Julia Quinn que tive de colocar de lado durante meses porque estava a aborrecer-me de morte. Sim, sei que são palavras duras para com aquela escritora que adoro e cujos livros me põem bem disposta, mas infelizmente este livro não foi tão divertido nem as personagens tão agradáveis de seguir como outras que ela já escreveu. E só para ficarem com uma ideia, eu li um outro livro dela e adorei, enquanto este tinha a leitura suspensa...

A história até teve um começo algo interessante, com um assalto, mas quase na mesma página passa a ser aborrecido pois as duas personagens como que se perdem de amores um pelo outro assim do nada e entra em cena uma história algo recambulesca, que pouco interesse da minha parte suscitou.

Uma das coisas que mais adoro nesta autora é como ela consegue criar relações credíveis, em que conforme os pares se vão conhecendo, os seus sentimentos vão-se alterando, independentemente do facto de se gostarem ou não à primeira vista (onde geralmente o aspecto tem um maior relevo e não quer isto dizer que os seus heróis e heroínas sejam feios, mas há as wallflowers que passam despercebidas pelo herói e tal... but I digress) e neste livro isso simplesmente não acontece. Os diálogos carecem de humor e até de alguma vida, de alguma química.

Sinceramente, pareceu-me um livro pouco inspirado. Jack, o herói, apesar de ter, potencialmente, um background interessante acaba por ser aborrecido com todos os seus problemas (“eu não quero ser o herdeiro, eu não quero esta vida, eu quero a Grace, eu matei ou fui a causa da morte do meu primo, eu tenho dislexia!” *revira os olhos*) e Grace... nem sei o que dizer sobre ela. Parecia não ter espinha nem vontade própria, para pouco mais parecia servir do que encher papel, ser um interesse amoroso para o Jack e ter uma cena algo descabida com o outro duque, Thomas. *revira os olhinhos mais algumas vezes* A Julia escreve personagens femininas tão boas que ao ler este livro cheguei a duvidar que fosse ela a autora! A Grace é tão sem sal, tão sem vida que me aborreceu de morte, e quando finalmente enfrentou a Duquesa viúva (talvez a única personagem que vale a pena ler e mesmo assim não é uma Dowager Countess of Grantham) achei que aquilo já vinha tarde demais.

Mas nem tudo é mau, o outro casal - Thomas e Amelia - pareceu-me bem mais interessante ainda que pouco nos tenha sido mostrado já que, aparentemente, é o protagonista do segundo livro. Talvez tivesse sido melhor ambos os casais terem sido explorados neste livro (como acontece em Again the Magic da Lisa Kleypas) já que o outro livro, pelo que pude perceber e me disseram, conta EXATAMENTE a mesma história mas sob o ponto de vista do outro casal. Talvez se o livro tivesse explorado os dois casais, em vez de apenas um, me tivesse poupado ao aborrecimento de morte que fui sentindo e não paro de referir.

Alguma vez teria que acontecer, nem os escritores são infalíveis, mas não é um livro como este que vai mudar a minha opinião sobre a Julia Quinn. Ainda continua a ser, para mim, a rainha do romance histórico e continuo ansiosa por ler outros livros escritos por ela. Este foi apenas um percalço, acredito piamente nisso, e até penso ler o segundo se por algum acaso me vier parar às mãos, mas entretanto tenho outro da série Smythe-Smith Quartet por ler, e a sua lista até é considerável, pelo que estou confiante que há mais pérolas para eu descobrir. :)

Veredito: Com tanto livro e tive de pegar neste. Isto não quer dizer que tenha achado uma enorme perda de tempo ou dinheiro, pois o certo é que o li em momentos em que pouco ou nada agarrava a minha atenção. O facto de ser leve e ser fácil de seguir a sua história impediu-me que desistisse por completo ou o viesse a odiar. Mas também dava por mim a pensar “talvez devesse pegar naquele ou no outro” quando olhava para as estantes...

13 de janeiro de 2013

O Pior Livro

Fui convidada pelo Iceman (que também já contribuiu aqui para o cantinho) a escrever sobre o pior livro que li e foi com muito gosto que participei na sua rubrica. Podem ler o resultado aqui. :)

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