1 de janeiro de 2013

Balanço 2012 e pontapé de saída para 2013

Depois do balanço mensal, que na verdade foi mais um balanço dos desafios a que me tinha proposto para e durante o ano de 2012 e que não vou repetir aqui, segue-se o balanço anual.

Li, consideravelmente, menos livros que no ano anterior, sobretudo porque não peguei tanto em comics e mangas, mas também porque deixei vários livros a meio ou leituras penduradas, porque a disposição não era a melhor quando lhes peguei ou por se tratarem de antologias de contos o que convida a uma leitura mais espaçada, mas se esses são para continuar, estão na pilha, houve 4 que ficaram realmente a meio porque pouco ou nada tinham que me mantivesse presa às suas páginas.

O ano foi por isso algo díspar em termos de leituras, com meses em que li sem parar e outros que para ler está quieto. Tal deveu-se ao facto da vontade de ler ter variado bastante. Que posso dizer, tenho alturas boas e más como toda a gente, e se por vezes a leitura é um escape há também outros momentos em que procuro o escapismo de outras formas. Assim virei-me para jogos de computador (não muito), cinema e televisão (que deste modo passou a ser mais comentado por aqui), cozinha (nomeadamente em forma de bolos e doces) e até costura (continuam a faltar as páginas à agenda mas já faltou mais :P ), pois por muito que ame ler também adoro dedicar-me a outras coisas. Assim, tomando tudo isto em conta, e outras coisas que não interessam para aqui, não me parece que o ano tenha sido mau, de facto já tive anos bem piores. :) No entanto, e como vem sendo hábito, deixo aqui o que de melhor e pior me passou pelas mãos em termos literários (maioritariamente)...

Melhor livro: Provavelmente A Mulher Falcão porque AMO a história. É daquelas que não me canso de ver e não devo cansar-me de reler. E apeteceu-me mesmo relê-lo mal o acabei e só não reli porque entretanto emprestei-o, pois de outro modo imagino que ficasse nas mesmas condições que o Persuasão da Austen... ou seja, quase desfeito.

Livro decepção: qualquer um dos 4 que deixei a meio mas o Dark Lover em particular, já que dizem tão bem da série, nomeadamente que há bromance!

Melhor capa: Este ano é difícil. Gostei muito das capas da Mercy Thompson, houve romances históricos com capas bem bonitas de tal modo que me resolvi a pegar neles. Mas a escolher uma, talvez a capa do The Lady of Bolton Hill. Adoro o jogo de cores, não que tal seja perceptível no Kindle, a janela e o que se entrevê de uma cidade por ela, acho que só a capa possibilita a construção de uma história bem bonita o que infelizmente depois não se revela no interior. :/


Pior capa: Também é difícil, não houve nenhuma que me repugnasse mas, mais uma vez, a ter de escolher uma talvez eleja a capa de Dark Lover. Não esconde o que o livro é, mas o vermelho é um pouco demais. :/

Autor surpresa do ano: Sem dúvida, William Shakespeare! Eu sei, não devia ser surpresa nenhuma ou as histórias do senhor não seriam ainda hoje referenciadas, mas surpreendeu-me. Achei acessível, engraçado e trágico ao mesmo tempo. Fascinou-me como ainda hoje as suas peças são tão reais, contemporâneas, verdadeiramente intemporais. Retrata ainda hoje os maiores medos e ansiedades do homem, assim como o que de pior e de melhor o ser humano é capaz. Continua o debate sobre a figura do autor mas de uma coisa estou certa, poucos conseguiram retratar o Homem como ele.

Melhor personagem: Penso que nenhuma me marcou este ano em termos literários, mas talvez destaque o Barney e a Robin da série televisiva "How I Met Your Mother" pelo crescimento notório ao longo das várias temporadas (já falei um bocadinho aqui) e que culminou num bonito episódio da oitava temporada. *lágrima* Espero que daqui para a frente a coisa seja mais calma e finalmente se descubra quem raio é a mãe!

Em termos de aquisições de livros este ano foi a loucura, sobretudo no que a e-books diz respeito. No que toca ao Custo do Vício, tal como no ano passado, o saldo é positivo. Entre ofertas e empréstimos poupei bastante e a pilha cresceu exponencialmente, o que é um ponto negativo. Em 2013 o Custo do Vício vai desaparecer ali do lado, mas vou continuar a fazer o registo para mim, e mesmo assim espero que haja pouca coisa a registar que a pilha TBR já é bastante grande, tanto no que toca a livros físicos como no Kindle. Ainda tenho que pensar numa estratégia para comprar menos e ler mais dos que tenho, que com a força de vontade já percebi que não vou lá, pois são muitas as vezes que a força fraqueja e foge. *suspira* Já vi noutros lados imporem-se um número de livros a adquirir por mês ou ano, ou então adquirir/pedir emprestado um livro por cada x livros da própria pilha TBR lidos, mas não sei se este tipo de coisa resultará comigo. O mais certo é não resultar, até agora pouco ou nada tem resultado, continuo a ser uma compradora compulsiva. Mas pronto, em género de brincadeira vamos pegar numa das resoluções que era para este ano e digamos que por cada 5 livros lidos da pilha por ler (o que automaticamente exclui releituras), tanto no Kindle como livros físicos,  posso comprar/pedir emprestado 1.

Estava a pensar em outras resoluções literárias, mas não tenho assim tantas. Em 2013 conto continuar a fazer temporadas temáticas, pois divirto-me mesmo que não as cumpra, e já tenho alguns desafios para me manter entretida. Tal como este ano, se conseguir concretizá-los "YAY!" se não o fizer paciência, o mais importante é que leia bons livros. Ou melhor, o importante é que me divirta. :) Falando em divertir, não sei se já viram o episódio zero do Só Ler Não Basta (eu sei, tem pouco mais de uma hora, mas a sério se virem até ao fim digam o que acharam). Porque realmente, só ler não basta, é preciso falar e forçar as pessoas a ler o que nós gostamos. :P A leitura até pode ser algo que se faz sozinho mas que piada tem quando não podemos falar sobre o que gostámos ou detestámos com outros? Foi assim que surgiu a ideia e vamos a ver como corre. :)


Monthly Key Word Challenge 2013 (2)

O juiz decidiu, está decidido! Por juiz quero dizer vocês e está decidido que irei começar o ano a ler Martin. Foi engraçado ver o Martin tomar a dianteira até aos últimos dias da votação, onde outros títulos foram ganhando mais adeptos, mas o primeiro volume de As Crónicas de Gelo e Fogo acabou por ganhar com 11 votos, seguido de Presságio de Fogo com 7, The White Tiger e Priestess of the White com 6, Breathless com 3 e Silver Storm com 2 voto. Já agora, 35 votos?! Fiquei bastante surpreendida, não estava à espera de tantos, mas muito obrigada! :D

Está claro que devo de vir a ler todos os livros do Martin de seguida, a história é assim tão boa, pelo menos do que me lembro dos 4 volumes em português que vou então reler para ter as coisas fresquinhas, mas tentarei intercalar com outras leituras. Não sei se dará para ler todos os livros que foram propostos em Janeiro, mas vou tentar ler o da Marion Zimmer Bradley, The White Tiger e Priestess of the White (leitura conjunta Slayra?!) este ano. Posto isto, vou então colocar nova votação para o livro que irei ler para o Monthly Key Word Challenge em Fevereiro. As palavras são:

Como a pesquisa revelou cerca de 20 livros com as palavras em cima (ou a sua tradução) no título, resolvi escolher apenas 10 para irem a votação, pois os outros são ainda opção para outros meses ou não são propriamente os que mais me apelam à leitura. Os 10 títulos escolhidos são:

Sim, há muito romance, mas Fevereiro é um mês que se presta a isso. Agora a escolha é vossa. :)

31 de dezembro de 2012

Só Ler Não Basta #0 - Apresentação


Finalmente, o projecto que me tem deixado mais ansiosa vê a luz do dia! \o/ O que começou como uma ideia do tipo "devíamos fazer uma coisa destas!" ganhou pernas e se ainda não anda, pelo menos gatinha. :) O espírito que se pretende é de conversa, ainda que abordando alguns tópicos pré-definidos, e penso que foi isso que conseguimos neste episódio zero. O resultado pode ser visto no vídeo abaixo.


Blogs das participantes:
Top 5 da Carla:
Robert Enke: uma vida curta demais
O Nome da Rosa
LadyHawke - A Mulher Falcão
Shakespeare

Top 5 da Diana:
Memoirs of a Geisha
Glória dos Traidores
The Happy Prince and Other Stories
The Graveyard Book
Oryx and Crake

Top 3,5 da Telma:
E Tudo o Vento Levou
Revolutionary Road
Great Gatsby
Happiness Project

Desafios 2013:

30 de dezembro de 2012

O Hobbit: uma viagem inesperada

Diretor: Peter Jackson
Adaptação de O Hobbit de J.R.R. Tolkien por Fran Walsh, Philippa Boyens, Peter Jackson e Guillermo del Toro
Atores: Martin Freeman, Ian McKellen, Richard Armitage

Mais informação técnica no IMDb.

Quando e onde o vi: 22/dezembro no cinema.

Opinião: OK, é difícil escrever uma opinião para este filme, pois era dos que mais ansiava por ver. No geral gostei, afinal estamos a falar de um regresso à Terra Média pela mão do Peter Jackson, mas há alguns problemas sendo o maior, a meu ver, o facto de ser algo repetitivo.

O filme começa bem, tentando fazer a ligação com a trilogia de "O Senhor dos Anéis", o que de certo modo até faz sentido pois é só depois de dar o anel ao Frodo e este começar a sua aventura que Bilbo escreve There and Back Again, a história que vamos então acompanhar e que se inicia, como não podia deixar de ser, por causa de Gandalf que vê em Bilbo o ladrão necessário ao anão Thorin para a sua demanda ser bem sucedida.

Já li o livro há uns 10 anos (o tempo voa) e há detalhes que já me esqueci, no entanto, do que me lembro, o filme parece-me fiel ainda que lhe tenham sido acrescentadas algumas partes, para caracterização de personagens e sobretudo para explicar o que leva à Guerra do Anel, evento retratado na trilogia. E aqui está um outro dos problemas, pois de certa forma desequilibra a narrativa. O Hobbit é um livro mais dirigido a um público jovem e por isso mais ligeiro que O Senhor dos Anéis, e essa ligeireza é passada magistralmente para o filme, sobretudo no que toca aos anões, no entanto, partes como a do Concílio Branco conferem um tom mais grave que parece destoar um pouco neste filme, ainda que de acordo com a trilogia.

Mas como disse, o que achei de pior foi mesmo o ser repetitivo pois, como disse o meu irmão, "eles correm, correm, correm, lutam, lutam e correm". Toda esta correria e luta não é de estranhar, já em O Senhor dos Anéis acontece isto, mas é que se for a pensar que o pequeno livro (em tamanho não se compara com a trilogia) é quase sempre isto e ainda estão dois filmes por estrear, a coisa não augura muito de bom. :/ É para evitar isto que espero que o enredo sobre a sombra que se começa a espalhar de Dol Guldur seja bem aproveitado.

De resto, em termos de atores, os que regressam tão muito bem e foi fantástico poder revê-los. No que toca às novas aquisições, por assim dizer, adorei ver o Richard Armitage como Thorin, espero que este papel lhe abra outras portas pois é um autor excepcional (o meu Mr Thornton! <3), e Martin Freeman está excepcional como Bilbo, conseguindo dar a ver a expetativa de participar numa aventura enquanto sente também alguma relutância. Já agora, as “Riddles in the Dark” estão exatamente como imaginei e o Gollum está ainda melhor, se tal é possível. Dos anões sobressaiu o interpretado por Aidan Turner, Kili, acho que é fácil perceber porquê ( :P ) e aparentemente é quem consegue nomear todos os anões no mais curto espaço de tempo, e James Nesbitt como Bofur, que apesar do pouco tempo de antena surpreendeu-me de tal forma que fiquei curiosa em ver mais trabalhos dele, e sim já sei que no MOV está a dar uma série em que ele é o protagonista.

Em termos técnicos, o CGI também é muito bom, deixou-me quase sem ar no final, mas quando o ambiente está mais claro é bastante perceptível a artificialidade de alguns elementos. Isto acontece sobretudo na luta com Azog, perto do final do filme, e esta criatura é mesmo o elemento mais estranho do CGI, o que até lhe acaba por dar um carácter ainda mais sinistro. O_o A banda sonora é também magnífica, como já tinha sido em LOTR e nota-se muito a ligação com a trilogia, sendo apenas novo o tema dos anões. E opá que a música é linda!


Outro ponto negativo, não propriamente do filme mas de quem o distribui nas salas portuguesas, é a tradução e como há quem fale melhor do que eu sobre esse tema deixo aqui este link.

Veredito: Vale o dinheiro gasto. Apesar de lhe encontrar algumas coisas menos boas e temer um pouco a continuação, é um regresso à Terra Média e só por isso já é bom. Penso sobretudo que os fãs vão gostar, quem já não gostou da trilogia inicial, também não vai ser este a mudar de ideias. Podem ler outras opiniões aqui, aqui, aqui e aqui.

28 de dezembro de 2012

Book Bingo 2013

Acabei por não fazer todo o cartão de 2012 mas achei que correu tão bem que cá estou eu a tentar um novo Bingo em 2013! \o/

Para a primeira edição pensei em várias categorias e acabei com 28 temas. No entanto, o cartão só comporta 25 e houve por isso 3 temas que ficaram de fora. Este ano queria incluir esses temas, juntamente com os que acabei por não conseguir fazer no cartão de 2012 até que dei por pensar "porque não juntar outros temas de desafios a que me inscrevi e não completei?" e surgiu então o cartão deste ano:


Há então temas desta lista mas também coisas como "clássico traduzido do original para PT" que fazia parte do desafio Back to the Classics 2012, "rastejante arrepiante" do desafio What's in a Name 2012, "3 livros de ficção histórica PT" já que no ano passado tinha-me proposto e não li nada ou "2 livros pós-apocalípticos" porque só comecei (e ainda não acabei) a ler um livro para a Temporada Pós-Apocalíptica. Isto faz com que em vez de 25 livros tenha de supostamente ler 28 para completar o cartão, que é o grande objectivo, mas se fizer uma linha já não será mau. :)

Em 2013, ao contrário deste ano, não vou fazer os cartões para todos os que queiram participar, o que fez com que fosse algo limitado. Os temas são à escolha, por isso quem quiser fazer está à vontade para fazer o seu próprio Book Bingo. No Goodreads há um grupo onde podem ver a lista de temas (se tiverem ideias para outros temas são bem vindos) e ver os Bingos de outra gente doida que achou a minha ideia engraçada. Ainda estou a tentar perceber como isto aconteceu... :P

27 de dezembro de 2012

Pilha de livros (5)

Já tinha saudades de mostrar a pilha por aqui, mesmo que as últimas não tenham resultado como esperava. Em 2012 raramente tirei fotos à pilha mas também diga-se que ela pouco se moveu, a foto do final do ano mostra basicamente o mesmos livros que lá estavam no início do ano:
Ok, é basicamente a mesma à excepção do livro da Julia Quinn para cima... Muitos dos livros que aí estão foram empréstimos deste ano que ainda não li, e por isso passam para 2013. Os da Auel voltaram à estante, excepto o terceiro livro partes 1 e 2, já que é um dos que tem a leitura pendurada, por assim dizer. Em 2013 devo então começar com esta pilha: 
Debaixo para cima temos, livros com leituras penduradas caso das Complete Works de William Shakespeare (ok, não é bem leitura pendurada mas espero vir a ler umas peças de vez em quando), duas antologias steampunk (também para ir lendo aos poucos), e os tais volumes 1 e 2 do terceiro livro da Auel. Seguem-se 4 livros que deverei reler, já que o público deste blog quer que eu leia As Crónicas de Gelo e Fogo, cujo primeiro livro foi colocado na votação para o Monthly Key Word Challenge de Janeiro. :D Depois há 4 empréstimos, o último livro da série Iron Seas da Meljean Brook (mas estou a pensar reler os outros 2, por isso está ali em banho maria), um outro empréstimo, um almanaque da Bertrand (para ir lendo aos poucos) e o livro da Julia Quinn que deixei pendurado mas que quero ver se acabo (jamais pensei poder deixar um livro da rainha do romance histórico pendurado!) enquanto no kindle o Oryx and Crake também está pendurado. Sim, é muita coisa pendurada mas sabem aquela sensação de que escolheram a altura errada para ler alguns livros? Pois...

Esta vai ser a pilha com que vou entrar em janeiro e quero ver se em 2013 vou fazendo updates mensais da mesma por forma a manter-me motivada em ler coisas que tenho cá por casa e não andar a adquirir novos títulos feita doida. Quero deixar a doidice para outras coisas que esta dos livros já dura há muito. :P E não, não estou a dizer que é uma doidice má, mas 700 livros por ler? Há que estabelecer um limite e estou aqui a tentar estabelecer o meu. *bate o pé e sorri de forma confiante enquanto pensa "espero não meter água desta vez"*

26 de dezembro de 2012

Leviathan (Leviathan, #1) [e-book]

Autor: Scott Westerfeld
Ficção | Género: steampunk
Editora: Simon Pulse | Ano: 2009 | Formato: e-book | Nº de páginas: - | Língua: inglês

Como me veio parar às mãos: veio ter comigo no mês de outubro deste ano.

Quando e porque peguei nele: 21/novembro a 14/dezembro. O Clockwork Portugal anunciou no Goodreads que seria o próximo livro a ser debatido num episódio dos Diários Steampunk e achei que era uma boa ocasião para pegar nele.



Citações:
Most men’s awareness doesn’t extend past their dinner plates.

Opinião: Estava algo ansiosa por ler este livro, já que adorei uma outra série do autor, mas desde cedo tive um grande problema, achei extremamente irritante que a cada dois capítulos o ponto de vista alterasse entre Alek e Deryn. Não é que não esteja habituada a este tipo de contar a história, o Martin fá-lo e bem a meu ver, mas aqui pouco me sentia ligada às personagens e quando começava a ficar investida na personagem e na sua história essa ligação era quebrada. Além disso, achei que o Alek era menos interessante que a Deryn. A sério, cheguei a preferir de longe o Volger e a desejar que este desse um valente par de estalos ao Alek (pior que o Alek só muito provavelmente o Harry Potter, e já deveis saber o quanto odeio o Potter). Além de me mexer com os nervos, a sua história também me pareceu no geral menos entusiasmante que a da Deryn, mas tal talvez se deva ao facto do mundo da Deryn ser muito mais diferente e por isso despertar mais curiosidade. Mas nem todo é mau...

A história começa com o assassinato do arquiduque Francisco Fernando, o que faz com que Alek, seu filho, fuja e coloca várias potências antagonistas à beira da guerra. De um lado temos os Clankers, adeptos das máquinas e engenhos mecânicos, que devem o seu nome ao “clank clank” das engrenagens movidas a vapor; e do outro temos Darwinistas, com animais fabricados devido à mistura de ADN de diferentes espécies, aproveitando as características de cada animal de modo a obter uma criatura que sirva os seus propósitos, seja para fazer deles uma arma ou qualquer outro engenho, isto após a descoberta da ciência genética por Charles Darwin e servindo de resposta à poluição que começaria a fazer-se sentir em Londres devido à steam age. É-nos, deste modo, apresentada uma espécie de história alternativa do que antecede a Primeira Guerra Mundial, onde Alek e Deryn se vão encontrar em lados diferentes da barricada.

O enredo demora um pouco a arrancar, só mais ou menos a meio, quando entra a Dra Barlow em campo, contribuindo com um mistério para a história, é que as coisas começam a aquecer. Mas se a segunda metade é mais interessante, a primeira acaba por dar a oportunidade de conhecer os dois lados, donde destaco o mundo de Deryn que, como já disse, por ser completamente diferente do que uma pessoa está habituada, acaba por ter muitos mais pontos de interesse nem que seja o facto de sabermos como é que uma baleia pode voar ou morcegos dispararem flechas (?, em inglês são os fléchette bats, não faço ideia de como está traduzido para PT e entretanto a Tchecha disse que são "morcegos de flecha", obrigada :D ). O mundo Clanker acaba por ser mais parecido com o nosso, ainda que com outro tipo de máquinas como os Walkers. Também destaco as ilustrações, apesar de no Kindle nem sempre a definição ser a melhor, que ajudam a imaginar todo este mundo.

A escrita é algo básica, algo que já tinha notado na série Uglies, mas tendo em conta o público-alvo, que será a camada mais jovem, parece-me bem. Ficou-me também a ideia de que o autor tenta dar uma aula de História, recorrendo no entanto a uma situação alternativa, mas também ponderar sobre questões actuais como a genética. Pessoalmente, apesar de ter gostado da ideia de animais como “máquinas”, coloquei isso de lado a partir do momento em que os combates começam. Não duvidem, eu sou daquelas que gosta dos seus livros e filmes com sangue a rodos, mas aleijem um bocadinho um animal e até fico mal disposta, isto para dizer que mexeu comigo que eles fossem usados como armas e sofressem baixas, está claro.

Veredito: Se fosse emprestado, pouco se perdia com isso. Acaba por ser um livro interessante ainda que um pouco desequilibrado. Houve momentos em que cheguei a pensar que tinha pouca acção e depois tinha muita, ou que tinha pouca informação e depois que tinha muita, se é que isto faz algum sentido. O_o O importante é que fiquei bastante curiosa quanto à continuação, mesmo que não o suficiente para ir ler logo a correr. Faz sentido? Não?!... Ok, não é mau e entretém o suficiente para uma pessoa querer ler o resto da história.

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