19 de dezembro de 2012

Book Confessions (11)


Na verdade, mais do que à espera da legalização, estou à espera que de ficcionais as personagens passem a pessoas de carne e osso. *suspira pelos heróis da Austen, Julia Quinn e por aí fora*

16 de dezembro de 2012

Porque música é poesia (20)

O novo CD chega em Março e está claro que, para além da nova música que deixa antever o que está para vir, tive de voltar a ouvir o primeiro... Já por aqui havia colocado uma música e deixo-vos com outra.


Hurts - Illuminated

Time waits for no one,
So do you want to waste some time,
Oh, oh tonight?
Don't be afraid of tomorrow,
Just take my hand, i'll make it feel so much better tonight

Suddenly my eyes are open,
Everything comes into focus, oh,
We are all illuminated,
Lights are shining on our faces, blinding

Swim with these sorrows,
And try delusion for a while,
It's such a beautiful lie,
You've got to lose inhibition,
Romance your ego for a while,
Come on, give it a try

Suddenly my eyes are open,
Everything comes into focus, oh,
We are all illuminated,
Lights are shining on our faces, blinding
We are, we are, blinding,
We are, we are, blinding

Suddenly my eyes are open,
Everything comes into focus, oh,
We are all illuminated,
Lights are shining on our faces, blinding
We are, we are, blinding,
We are, we are, blinding

9 de dezembro de 2012

Coisas (só para não parecer que isto está abandonado)


Ultimamente não só os dias mas as semanas têm sido assim, passam num abrir e fechar de olhos, e há inevitavelmente coisas que vão ficando para trás. No meu caso tem sido a leitura e a televisão. O facto de ter mudado de trabalho desregulou um pouco os meus hábitos e ainda não consegui organizar-me, e ter o Natal aí à porta também não ajuda.

Felizmente, ontem consegui pôr-me a par, ou quase, com "Downton Abbey" (OMD! lágrimas! lágrimas! esta série dá cabo do meu pobre coração, e até tinha começado de forma tão feliz!), também tenho seguido "How I Met Your Mother" (OMD! o meu coração tem rejubilado também para depois levar facadas, porque sois cruéis escritores? Juntai logo o meu par e que vivam felizes para sempre!), e falta-me ver dois episódios de "Castle" (OMD! está a ser tão giro!). Sim reparei que há ali um excesso do "OMD!" mas quando eu vejo coisas é logo para bradar aos céus de contentamento ou de coração partido, porque é isso que me faz dedicar-me ao que quer que veja ou leia.

E já que falamos em ler, o cansaço não tem deixado ler mais que alguns capítulos do Leviathan por dia, mas até estou a gostar de o ler lentamente. É certo que no início penei um pouco, já que a cada dois capítulos o autor muda o ponto de vista, o que fez com que não sentisse qualquer ligação com as personagens principais, mas a história está a ser interessante e o mundo, dividido em "Clankers" e "Darwinists", parece-me muito bem construído. Também já me apertou o coração, nomeadamente os beasties que sofrem com a guerra, e isso leva-me a questionar a transformação dos animais em máquinas, mesmo que o impacto ecológico seja menor.

E acho que é tudo, agora vou ali preparar um outro projecto com outras malucas que, como eu, devem ter pensado "eh pá, eu tenho TANTO para fazer que ainda acho que consigo fazer mais isto!" Eu bem digo que o meu mal é dar-me com pessoas doidas, pessoas normais diriam "estás parva?!" mas estas não, estas dizem "OMD! sim, we should buy a bar!" (Ok, não é um bar mas sempre que há uma ideia que começa por "opá, devíamos fazer isto!" vem-me aquela cena à cabeça.) Mas não vos trocava por nada. *abraça gente doida e vai preparar cenas e coisas*

Edit: E já agora, votem ali ao lado para saber com que livro é que devo começar o mês de Janeiro...

1 de dezembro de 2012

Monthly Key Word Challenge 2013

O meu mal foi a Canochinha ter dito que ia tentar participar neste desafio e postá-lo no blog. Pior ainda dizer que os livros escolhidos podiam entrar no Mount TBR Challenge que me pôs logo a pensar em matar dois coelhos de uma só cajadada... E o pior de tudo foi ver que palavras faziam parte do mês de Janeiro e pesquisar se tinha alguns livros com as mesmas, e realmente ver que tinha... Por isso a culpa é toda da Canochinha (e já agora aproveitei para lhe roubar a imagem com os temas, acho que é justo :P ).


Ainda pensei em fazer uma lista, como ela fez, mas já que me pus a pesquisar as várias palavras e vi que tinha 7 livros para o mês de Janeiro, pensei "mas porque não escolhem os outros por mim?" Assim, vou colocar os vários títulos a votação e podeis escolher o livro a ler para este desafio em janeiro. Que pensam? :D

Os títulos a concurso são:

Tenho outros mas são partes de séries das quais ainda não li os volumes que os antecedem, o do Martin seria uma releitura e talvez aproveitasse para ler o resto da série de enfiada. Podem votar ali ao lado e se isto correr bem, em janeiro leio o livro com mais votos e coloco a votação para o livro de fevereiro.

Para mais sobre o desafio podem ver o blog Bookmark to Blog.

Novembro 2012

Novembro foi mês de mudança em termos profissionais, o que me levou a ter de me habituar a um novo local e uma nova realidade. Geralmente tenho tido o meu dia mais preenchido, tenho chegado a casa mais cansada e por isso a vontade ou disponibilidade para ler tem sido menor, até porque dou por mim a adormecer com o livro ou o Kindle na mão. No entanto, as leituras que fiz este mês foram bastante interessantes, destacando-se o livro Robert Enke: uma vida curta demais que não posso deixar de aconselhar outra vez.

Em termos de leituras de artigos on-line a coisa também não anda famosa, sendo mais os que guardo para ler noutra altura mais calma, do que os que tenho parado para ler com a atenção merecida (o meu Instapaper já vai com 12 páginas de artigos por ler que remontam a julho), mas desses destaco os seguintes:

Este mês também foi de Fórum Fantástico, de que já falei aqui, e apesar das bancas não comprei nada o que reflete que este mês também foi de poucas aquisições. E ainda bem que assim deu para compensar, muito pouco, a loucura que foi o mês passado em e-books. O saldo é assim de mais 4 para 683 livros por ler (299 e-books + 374 livros + 10 áudio-livros), penso eu, tenho de conferir os números no Goodreads mas falta a pachorra para isso.

Compras:
  • Homem de Ferro - Extremis
  • Surfista Prateado - Parábola
  • Wolverine -Velho Logan
  • Dr. Estranho - o Juramento
  • Homem-Aranha - Reino

Ofertas:
  • Robert Enke: uma vida curta demais de Ronald Reng
  • Riveted (The Iron Seas, Livro 3) de Meljean Brook

Empréstimos da Janita:
  • Soulless: the manga (The Parasol Protectorate manga, Livro 1) de Gail Carriger, ilustrado por Rem

O mês de dezembro também não deve ser de grandes aquisições, pois só espero completar a coleção Heróis Marvel Série II. Para o ano isto também tem de levar uma grande volta, e já nem digo que seja por causa do dinheiro ou da pilha ser grande, o problema é mesmo a falta de espaço. Estou quase numa fase em que se entra mais um livro, sou capaz de ter que ir dormir para a rua. :/ No entanto, parece que algumas editoras portuguesas já estão a apostar em e-books, e sobretudo na loja do Kindle (até agora só tinham disponíveis e-books em epub, formato que o Kindle não lê), pelo que se calhar no próximo ano vou virar-me, não digo definitivamente porque há livros que quero ter em formato papel para emprestar e guardar com carinho na estante, mais para este formato. Já agora, eu não me insiro no grupo, uso o meu e-reader com alguma frequência, mas parece que um terço de e-readers só foram usados uma vez.

E falando no ano que vem, já estou a pensar em que desafios vou entrar (até já me inscrevi num) e que projetos gostaria de realizar. Se conhecerem desafios engraçados ou quiserem fazer leituras conjuntas (Slayra, estou a olhar para ti) é só dizer, que eu até gosto deste tipo de coisas, mesmo que não as leve até ao fim. :P

Booking Through Thursday: Sendo um leitor


Não é quinta-feira mas a pergunta desta semana é...
I was talking to a co-worker the other day about a book I’d read recently, and realized how very, very few people I can do that with. In my daily life, it seems like almost no-one reads anything more than a newspaper or a fashion magazine. I only have one person I can truly chat about books with … and yet, being a Capital-R-Reader, I simply can’t imagine going through life without a book constantly at hand, or shelves of them proudly displayed downstairs. I’m proud of being a person who not only reads, but who reads a lot–not just in volume but in variety. I like having an inquiring mind. I like exploring new ideas. I love following an intricately plotted story (the more layers the better). I love BEING a reader and simply can’t imagine what it’s like to go through life without being one.

Am I the only one who feels this way? That wonders at how other people can simply NOT do something that should be so essential? Who feels almost sad that so many people seem content to go through their lives without stretching their mental wings at all?

Can you imagine NOT being a Reader? How does it shape your life? Your perception of it?

How does being a Reader affect your relationship with all those folks who are looking at it from the other side and simply can’t understand how you can sit and READ all the time?

Yep, it’s a long-winded, philosophical springboard to a ephemeral conversation … go, see what you can make of it!
Eu posso dizer que não me sinto assim. Já o fiz mas vim a compreender que as pessoas são diferentes e o que é essencial para mim não tem de o ser para o meu irmão, por exemplo. Por acaso, ainda no outro dia falávamos disto pois se há algo em que somos completamente opostos é em termos literários. Ele não lê livros (e quando lê é capaz de gostar de títulos que não gostei) mas devora revistas, já eu sou mais de devorar livros e ler apenas as letras gordas dos jornais. No entanto, penso que isso que não quer dizer que as nossas mentes são menos inquisitivas, simplesmente o modo como retemos e procuramos informação (ou divertimento) é diferente, assim como os nossos temas de interesse o são, como a maneira como pensamos também o é... É engraçado ver como tendo crescido num mesmo ambiente conseguimos ser tão diferentes um do outro.

E não consigo imaginar-me como não sendo leitora, ainda que haja períodos durante os quais não consigo ler ou não o quero fazer. Já me senti mais culpada por não ler ao ver a pilha crescer, às vezes ainda me sinto frustrada por querer ler e não conseguir, sobretudo porque o cansaço e o sono vencem, mas estou a chegar a termos com isso e cada vez mais leio quando quero e, sobretudo, posso. Leio os títulos que me apetece no momento, abandono quando não estou a gostar, salto entre livros se me der vontade... Posso não me estar a tornar numa maior ou melhor leitora, mas estou a ser a leitora que quero e aprendo, descanso, choro e divirto-me com o que vou lendo.

Felizmente o facto de ser leitora nunca afetou o meu relacionamento com outras pessoas. Talvez os géneros e temas que leio não sejam os que lhes chamem mais atenção ou os que pensavam que eram do meu interesse (às vezes há uns olhares estranhos quando menciono livros fantásticos ou de ficção científica, já com filmes não parecem achar tão estranho O_o, mas de qualquer modo não é nada a que já não esteja habituada e ficam a pensar que faz parte do meu charme meio esquisito :P) mas como não estou o tempo todo a ler pois também dedico o meu tempo aos vários grupos com quem me relaciono, o facto de ler não atrapalha a minha vida social, digamos assim.

30 de novembro de 2012

Robert Enke: uma vida curta demais

Autor: Ronald Reng
Não Ficção | Tema: biografia
Editora: Lua de Papel | Ano: 2012 (originalmente publicado em 2011) | Formato: livro | Nº de páginas: 424 | Língua: português

Como me veio parar às mãos: foi-me oferecido pelo meu irmão, que consegue ser um fofo.

Quando e porque peguei nele: 10 a 21/novembro. Tinha recebido o livros uns dias antes e como dia 10 fazia 3 anos desde que o Enke pôs termo à sua vida, quis tentar perceber o porquê de escolha tão drástica, se é que a compreensão é possível.


Citações: 
“Se tivesses a minha cabeça durante meia hora, ficarias a saber como eu me sinto.”
“Há muitas coisas que mexem dentro de uma pessoa e que a devoram, porque em caso algum podem ser desabafadas”

Opinião: Era fã deste jogador desde que ele veio para o Benfica e segui aí a sua carreira de forma muito atenta. Depois de ele ter ido para o Barcelona deixei de seguir tanto, mas sempre que via ou ouvia alguma menção deixava o que estava a fazer para prestar atenção, e foi assim que fui sabendo que não teve tanto sucesso como esperava nos clubes pelos quais foi passando, havia tido uma filha que veio a falecer devido a problemas cardíacos congénitos e que tinha finalmente encontrado o seu lugar no Hannover 96, tendo sido reconhecido como um dos melhores guarda-redes a atuar na Bundesliga, de tal maneira que era apontado como principal candidato à baliza da seleção germânica no Mundial de 2010. Porque é que quando parecia correr-lhe tudo bem, tinha mesmo adotado uma nova filha, resolveu pôr fim à sua vida?

A pergunta parece continuar sem ter uma resposta, o livro não a dá nem tenta responder (jamais alguém pode responder, parece-me), mas ajuda a perceber como é que uma cabeça trabalha, ou não trabalha, quando alguém sofre de depressão. Ainda há muitas dúvidas sobre esta doença, mesmo no que toca ao que a faz despoletar (stress, propensão genética?) mas aqui temos um relato de como se vive com ela, não só do ponto de vista do jogador, que deixou diários que ajudam a perceber pelo que estava a pensar e como se sentia (ou não sentia sequer), mas também de quem viveu de perto com ele os períodos mais negros (2003 e 2009) como o seu empresário/amigo e, sobretudo, a mulher Teresa Enke.

Este livro tem a capacidade de abrir os olhos ao leitor não só para a depressão mas em outros aspetos. Robert Enke, que era visto como um guarda-redes frio, que lidava bem com a pressão em campo frente a adversários, afinal não seria assim tão seguro, sendo bastante crítico de si mesmo e quebrando sob a tensão fora das quatro linhas. Quantas outras pessoas não serão assim? Também fiquei com a ideia de que talvez não seja tão salutar assim fazer profissionalmente o que se adora, nomeadamente quando existe uma pressão exterior enorme, mas vai daí há pressão em todo o lado. Dentro do futebol fica a nota de que a visão que se tem, ou pelo menos eu tinha até há uns anos atrás, é algo romanceada. De fora parece muito bonito, com os jogadores a serem muito bem pagos para jogarem 90 minutos por semana deslumbrando o público, mas a pressão a que estão submetidos é imensa, nem todos conseguem chegar ao topo, a competição consegue ser feroz e altamente individualista, podendo o jogador passar de herói a besta na sequência de um único lance infeliz, deitando por água abaixo uma carreira que se via fenomenal até aí.

O livro ganhou um prémio internacional no âmbito de livro desportivo e realmente aconselho, não só a quem gosta de futebol ou desporto mas a toda a gente, para que fique a saber um pouco mais sobre essa doença que é a depressão, que chega a ser altamente incapacitante, não tem cura e pode aparecer quando menos se espera, mesmo quando parece, aos olhos de todas outras pessoas, que se tem tudo o que jamais se poderia desejar.

Veredito: Vale o dinheiro gasto. Na verdade está bem perto de um para ter na estante. Pouco mais tenho a acrescentar, mas podem ler mais uma crítica aqui e aqui.

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