21 de setembro de 2012

O Símbolo Perdido (Robert Langdon, #3)

Autor: Dan Brown
Ficção | Género: Thriller
Editora: Bertrand Editora | Ano: 2009 | Formato: livro | Nº de páginas: 571 | Língua: português

Como me veio parar às mãos: a minha mãe comprou-o depois de o encontrar à venda numa papelaria.

Quando e porque peguei nele: 26/agosto a 2/setembro. Simplesmente olhei para a estante e pensei “é o próximo”. Pareceu-me que seria uma leitura rápida e agradável, coisa que andava a precisar. Conta para os desafios: Mount TBR Challenge, Book Bingo - Bestseller.


Citações:
Ironicamente, o código tinha feito parte da intriga de um thriller medíocre que Langdon lera alguns anos antes.

Opinião: Dan Brown pode não ser o melhor escritor do mundo mas é dos que mais me entretém, não há qualquer dúvida. Assim que pego num livro dele, talvez excetuando A Conspiração, é-me muito complicado pousá-lo, e mesmo quando não estou a ler parece que só falo dele. Muito do entusiasmo pode dever-se aos cliffhangers, porque quero sempre saber como acabou determinada situação. É uma maneira barata de manter o interesse, a meu ver, mas resulta pá! E quando é Dan Brown a escrever, ainda mais!

Demora um pouco até se entrar no livro devido a algum infodump, mas quando a ação começa a acelerar torna-se num pageturner e uma pessoa nem dá pelas horas a passar. Mais uma vez seguimos Robert Langdon, enquanto mergulha pela maçonaria, ciência noética e algumas noções religiosas.

Gostei bastante de algumas discussões, revi-me mesmo em alguns pontos de vista partilhados, mas é algo previsível. Descobri quem era o vilão, por exemplo, ainda muito cedo na história. Além disto, parece que o clímax vem sempre muito antes do fim do livro, fazendo com que os capítulos finais sejam mais aborrecidos de ler. Entendo a sua função, possibilita o “final feliz depois de descoberto e protegido o verdadeiro segredo, e o regresso à rotina”, mas aborrece. :/

Como em livros deste autor tive os meus momentos “oh, não sabia” e os momentos “eu sei isto!”, tendo sido o mais notório a referência ao “AD”. Ia fazendo uma festa quando confirmei que era o que eu pensava! \o/

Senti muito a falta de imagens neste livro, não tanto nos outros, sobretudo porque pouco ou nada conheço de Washington e símbolos americanos, como o Grande Selo. É o único defeito que aponto mas como tinha o telemóvel à mão era uma questão de minutos enquanto pesquisava e via a que se referia o texto. Mas fica a pergunta, com o QR code (não que o meu telemóvel leia códigos do género, é uma pena) e os e-books, será que ligações para temas ou imagens não seriam uma forma de aumentar, por assim dizer, a experiência de leitura? Não digo que todos os livros beneficiassem, mas acho que thrillers deste género podiam ganhar com isso. :/

Veredito: Vale o dinheiro gasto. Recomendo mas eu sou parcial. O senhor escreve sobre temas que gosto, de uma maneira que me prende e eu pouco ou nada posso fazer se não devorar o livro. Ele até goza consigo próprio! xD

19 de setembro de 2012

Anónimo

Diretor: Roland Emmerich
Escritor: John Orloff
Atores: Rhys Ifans, Vanessa Redgrave, Sebastian Armesto

Mais informação técnica no IMDb.

Opinião: Apesar de estar numa temporada shakesperiana, devo confessar que pouco ou nada sei sobre o tão afamado autor inglês. Mas se tal se devia ao meu pouco interesse até este ano, o certo é que mesmo o que se conhece é muito pouco, de tal forma que se coloca mesmo em causa a existência de um William Shakespeare ou que existindo tenha escrito as obras. É sobre esta teoria que se debruça o filme, apresentando um outro candidato a autor.

Abrindo com uma peça de teatro apresentada por um conceituado ator shakesperiano, Derek Jacobi (fez de Claúdio no “Hamlet” de Kenneth Branagh, por exemplo), um dos defensores da “Oxfordian theory of Shakespeare authorship”, rapidamente a ação passa do palco para o passado, ilustrando então a teoria de que Edward de Vere, conde de Oxford, seria o autor mas que, devido ao facto de ser nobre e de uma eventual carreira política, não poderia assinar as peças de teatro. Deste modo teria escolhido um outro autor, Ben Jonson, para as assinar mas um ator bêbado, de seu nome William Shakespeare, vendo a reticência de Jonson teria sido mais inteligente e reclamado para si a glória.

Em termos históricos não me pareceu muito incorreto, apesar de trocarem as datas de exibição das peças e deixarem a ideia de que algumas teriam sido escritas cerca de 30 ou 40 anos antes. A reconstrução de Londres é algo imponente, os teatros são magníficos e o interior dos palácios belíssimos. Os variados saltos temporais são algo confusos a início mas o que realmente sobressai são as atuações, nomeadamente de Rhys Ifans (prefiro vê-lo em filmes mais sérios, como este), Vanessa Redgrave e Joely Richardson, mãe e filha que interpretam a rainha Isabel I em diferentes épocas da sua vida (sim, só recentemente descobri o parentesco, como é que nunca vi as semelhanças?!).

Posso não concordar com a teoria mas não deixo de achar que é um bom filme, com um enredo digno de Shakespeare. Gostei de ver os variados excertos das suas obras representadas, como uma peça dentro da peça (o que o próprio autor faz, por exemplo, em Hamlet), nomeadamente Henry V (lágrimas!), e de ver referências como se alguns episódios na suposta vida de Edward de Vere o tivessem inspirado a escrever diversas cenas, como quando ele mata alguém que se encontrava atrás de um reposteiro e eu tive de me controlar para não gritar “Polónio! Referência a Hamlet! Eu percebi a referência!” (estes são agora denominados os meus “momentos Capitão América” :D ).

Gostei e aconselho. Apesar de questionar a autoria dos textos parece-me retratar muito bem a época e acaba por colocar questões em que jamais havia pensado antes. A início Derek Jacobi pergunta se podia alguém rodeado de analfabetos ser capaz de escrever tais obras, mas podia alguém de ascendência nobre ser capaz de tal análise da alma humana, de agradar com palavras a gregos e troianos? Como estudaria o Homem quem escreveu os textos? Observava? Viveu alguma das coisas que as peças retratam? Enfim, food for thought...

Veredito: Vale o dinheiro gasto. Como disse, posso não concordar com a teoria mas aconselho o filme. Dá gosto ver excelentes representações.

17 de setembro de 2012

Discussão: Nunca Me Esqueças

Autor: Lesley Pearse 
Ficção | Género: Ficção Histórica
Editora: Edições Asa | Ano: 2008 (publicado originalmente em 2003) | Formato: livro | Nº de páginas: 432 | Língua: português


A primeira espécie de leitura conjunta correu tão bem, exceptuando a parte em que nem eu nem a Slayra  do "Livros, Livros e mais Livros" parece ter apreciado assim tanto a leitura, e foi tão giro de fazer, que resolvemos passar a fazer disto um hábito. Ou pelo menos tentar fazer disto um hábito. :D

Desta feita, andávamos a passear por livrarias, como sempre, quando surgiu-nos a ideia de ler este livro que, segundo várias opiniões, tinha uma capa enganadora. Apesar de parecer um livro de romance leve e cor-de-rosa, contaria a vida de uma convicta que teria sido deportada para Nova Gales do Sul, Austrália, numa tentativa de colonizar aquele território.

Apesar de se debruçar sobre um tema que poderia interessar a ambas e contar com uma personagem feminina inteligente e forte, o certo é que mais uma vez não ficámos convencidas com a leitura.

WhiteLady: Teste, teste! Vê lá se consegues escrever alguma coisa :D

slayra: teste. TESTE! *bate no microfone*

Declaro oficialmente aberta a discussão sobre o livro Nunca me Esqueças da Lesley Pearse (estou-me sempre a lembrar da amiga da Pocahontas a dizer “nunca... esqueças... esta terra”). Mas espera, quem tem de declarar esta discussão aberta és tu, WhiteLady, que és a dona do documento. *afasta-se devagarinho*

WhiteLady: LOL Ainda não acabei o livro, estou a chegar a meio, mas meu Deus como a mocinha é irritante! Já perdi a conta às vezes que ela, ou outra pessoa qualquer, diz que é mais inteligente e limpa que todas as outras e como elas têm inveja! E está sempre a dizer como o Will é alto e loiro, e como o Tench é simpático. Já revirei os olhinhos tantas vezes.

slayra: ahahah, estás a ver-me a escrever em tempo real? Eheh. Bem, concordo 100% é mesmo irritante a Mary [Sue]. xD 

Não sei se já chegaste à parte em que o Will deixa de ser mais que perfeito. É uma justificação para a Mary ser mais uma vez, heróica e fixe. :P

WhiteLady: Se te referes à parte em que ele é açoitado por roubar peixe para vender, sim. Também não gostei de como ela podia “vender o corpo” a troco de roupa e comida, mas valha-nos Deus se as outras querem ter sexo com tudo o que anda ou em troca de bebida! Ok, não será a coisa mais aconselhável de se fazer, mas irritou-me que o seu propósito fosse considerado bom, apesar de acabar por usar as pessoas, e as restantes fossem vilipendiadas quando o faziam pela mesma razão, mesmo que quisessem em troca outras coisas.

Mary Bryant, interpretada por Romola Garai, na minisérie
The Incredible Journey of Mary Bryant
slayra: É. Coisinha “self-righteous” a Mary. As suas acções são sempre justificadas, mas quando as outras fazem a mesma coisa, são umas depravadas. Gosto também do facto de que todos os criminosos são descritos como sendo preguiçosos, maldosos, etc. A autora não terá noção de que muitas daquelas pessoas eram criminosos de circunstância? E que muitos deles roubavam por ter fome ou eram *gasp* inocentes? A Mary roubou um chapéu mas mesmo assim continua a ser moralmente sã e o seu acto foi justificado. O resto das centenas de pessoas... são pessoas sem redenção possível. Como disse: construção simplista das personagens; fazer toda a gente parecer tão má que a nossa heroína é quase perfeita. Bah.

WhiteLady: Sim, isso também me irritou. Mas há alguns que até eram boas pessoas, roubam para não passar fome, mas acabam na forca por não serem tão engenhosos como a nossa heroína. A sério, ela lembra-me tanto a Ayla, dos Filhos da Terra, que estava à espera que ela aprendesse a linguagem dos nativos de um dia para o outro, como quase acontece! xD E o que dizer de ela engravidar para segurar o Will? E não me venham dizer que é para sobreviver... Ela é, raios falta-me a palavra... Mas não é moralmente boa, o facto de ter que sobreviver não desculpa todos os seus actos.

slayra: Maquiavélica? xD Lol, exagero, mas sim, acho que há uma distinção demasiado vincada entre a Mary e os “outros”. Não a condenaria por esse acto normalmente, porque compreendo que de acordo com a situação e a época era o que ela podia fazer para sobreviver, mas também não percebo porque é que a autora sente a necessidade de fazer ver o leitor que a Mary toma decisões moralmente duvidosas porque “tem que ser” e os outros fazem-no porque têm pouca moralidade. Sinceramente e realisticamente penso que todos o fazem por razões semelhantes... :P 

WhiteLady: Devia ter atenção ao que escreves. :D Não tinha reparado que já estava noutra página.

Exacto, todos roubam para sobreviver, agora quando ela faz é bom e quando são os outros ainda bem que são castigados, é bem feita para eles, é muito mau. Revela pouca sensibilidade. Além disso, ela é vista como uma heroína porque exigia coisas e tal para o bem comum, mas vai-se a ver é o seu próprio umbigo que tenta proteger e salvaguardar. Já teria colocado o livro de lado, mas acaba por fornecer uma boa visão, a meu ver, de como a colonização da Austrália foi feita, tema que até agora nunca vi explorado. Aliás, nunca li nada sobre colonização, a não ser nos livros de história, e estou a gostar de ler sobre as dificuldades que enfrentaram. Estaria o governo inglês à espera de uma colonização bem conseguida sem mandar artífices experientes e trabalhadores agrícolas? Eram assim tão ingénuos? Se calhar pensavam: “ah e tal, como não têm nada vão ter que se desenrascar e com o desenrascanço vem progresso” mas não deixa de ser um pensamento ingénuo, tendo em conta as incertezas sobre a fertilidade da terra e a viabilidade de culturas, e a existência ou não de fontes de água doce.

slayra: É verdade. É a primeira vez que leio um livro sobre este tema. Na verdade não sei muito sobre o assunto e foi uma leitura esclarecedora, se bem que é daqueles livros que leio com algum cuidado. Parece-me que a autora tomou algumas liberdades com o período.

Penso que a Austrália era sobretudo um local conveniente onde “largar” os indesejáveis da sociedade. Talvez o governo tenha tido em conta o facto de ser um território pouco viável em termos agrícolas e tenha decidido fazer uma experiência. Se resultasse, óptimo, se não... sempre tinham um local para despejar todo o tipo de criminosos. Duvido que tenham conseguido muitos voluntários para colonizar a terra.

WhiteLady: Realmente, acredito que não houvesse muita gente disposta a abandonar tudo para ir para o outro lado do mundo, sem terem a certeza que seriam bem sucedidos. Mas tendo em conta que muita gente vivia em dificuldades, a promessa de terra e casa poderia ser aliciante. E já não digo o “formarem” os criminosos. Dá ideia que os deixam andar como querem e no entanto dão-lhes os alimentos racionados. Devia ser “trabalhas, comes” mas da maneira que é descrito, pouco ou nada fazem. O_o Mas vai daí pode dever-se à parte em que eu estou.

slayra: Não, penso que os condenados eram muito maltratados, quase como escravos, mas também não me parece que os oficiais vivessem muito melhor. 

WhiteLady: Ok, está decidido, para a próxima escolhes tu o livro porque acho que, mais uma vez, não vou acabar a leitura. Sinto-me culpada por tal, porque esta até devia ser uma heroína à minha medida pois é inteligente, strong willed e, apesar de não andar à porrada, não se deixa ser pisada. Mas irrita! Irrita que volta e meia tanto a Mary como as restantes personagens enumerem todas as suas virtudes e qualidades. Irrita que mais ninguém para além de Mary pareça ter um Tico e um Teco. Irrita que a Mary seja “oh tão boa e a mais capaz de entre todos!” Chegam a chamar-lhe “Virgem Maria” pelo amor de Deus! *massive eye roll* É, praticamente, a rainha das Mary Sues! É pena. Um pouco mais de humildade e penso que teria gostado da personagem. Assim, juntando-se à suposta moralidade (em que condena os outros mas é capaz de fazer o mesmo), deixa-me sem qualquer tipo de curiosidade para saber o que o futuro lhe reserva, até porque acho que daqui a pouco os homens no barco instituem a religião da Mary Bryant e já estou farta dos louvores que lhe fazem...

É verdade, não chegámos a falar da capa...

slayra: Lol, não sei se terei mais sorte do que tu na escolha de um livro. xD Nah, no problem, se não gostas não leias, assim perdes tempo que podias estar a utilizar para fazer outras coisas. 

Realmente é uma pena que a Mary seja tão irritantemente perfeita porque a história em si poderia ser interessante... 

Quanto à capa (e à sinopse) acho que é (são) das coisas mais enganadoras que já vi. Esperava um livro completamente diferente. Antes de ler a sinopse esperava um romance contemporâneo; depois de ler a sinopse esperava um romance histórico daqueles mais leves.

De leve isto tem pouco; aliás, uma das coisas que me incomodou foi o facto do Will de repente se tornar um grande vilão chegando ao ponto (não sei se já leste esta parte) de violar a Mary. Não tem nada a ver com o tipo de pessoa que ele era no início; acho que a personagem está a agir como se fosse uma pessoa completamente diferente. :P Tudo para que a Mary possa ser moralmente superior no fim quando o “perdoa” (o que para mim só faz pior; este tipo de coisas não se “perdoa” nem se justifica). Ao mesmo tempo a autora sujeita a personagem principal a muito mais degradação do que seria necessário, na minha humilde opinião. 

WhiteLady: Também me sinto enganada quanto à capa e à sinopse. Já agora, até onde vai ela por amor? E amor a quem? Aos filhos? Will? Tench? Detmer ou lá como se chama o holandês? Ou vai até ao fim do mundo por amor a si própria? :D Sim, li a parte da violação e achei toda essa parte ridícula. Andam a lutar pela vida e o homem pensa que toda a gente quer comer a sua mulher? Achava que ela ia meter-lhe os cornos mesmo debaixo do nariz? Com gente com quem têm de estar 24h por um período de tempo indefinido? A sério, era mesmo em sexo que iam pensar quando andavam a lutar pela vida?! Mas vai daí, nunca tive na situação deles e já sabemos que criminosos não se regem pelas mesmas leis que a Mary, ou pelo menos quando convém à autora/história... *assobia inocentemente* Quanto à degradação, é só para mostrar quanto mais superior ela é. Não basta ser mais bela, mais limpa, mais inteligente... é a mais compassiva, é aquela que é capaz de perdoar os mais terríveis atos cometidos contra a sua pessoa... Não admira que lhe chamem Virgem Maria de tão pura e dócil que é...

slayra: Ou seja, mais uma leitura que foi para o galheiro. :P Sinceramente começo a questionar a qualidade dos autores que se publicam em Portugal. Mas talvez outros livros da autora sejam melhores. No entanto acho que esperar personagens minimamente complexas não é pedir muito. Estava a pensar que o próximo livro a ler (quando quiseres) pode ser aquele do Pride, Prejudice and Platypus; pelo menos esse já sabemos de antemão que vai ser ridículo... or do we? xD 

WhiteLady: Comigo há muitas leituras que têm ido para o galheiro este ano. Sinto que realmente estou a ficar mais exigente com as histórias e, sobretudo, com as personagens porque, como tu, acho que não é pedir muito personagens com algo mais substancial. As pessoas cometem erros e não são perfeitas, porque insistem em escrever personagens tipo Mary Sues? 

Há mais alguma coisa que queiras focar, tendo lido o livro todo? Não? Então ficamos por aqui. :D

E sim! Pride, Prejudice and Platypus parece-me uma excelente escolha! :D

WhiteLady - Não acabei
Slayra - 1.5 estrelas

Curioso, demos as mesmas notas que na outra leitura. xD

14 de setembro de 2012

Quando não estou a ler (6)

Este ano resolvi pôr por escrito as minhas resoluções e por entre coisas como "fazer a cama todos os dias" (parece que é a resolução mais comum, o que quer dizer que não sou assim tão preguiçosa, somos muitos! e note-se que se durante o ano fazia a cama uma vez ou outra, na última semana e meia, salvo erro, tenho sido bem sucedida! Go me! *\o/* ), "aprender a coser à máquina", "fazer mais corte e costura" (vide este post em que coloquei tais coisas em prática :P ), "ver e comentar mais filmes e séries mantendo um registo", existe um "cozinhar mais". Mas se há coisa que abomino é cozinhar. Adoro comer mas cozinhar está quieto. Eu é mais bolos e foi mesmo isso que andei a fazer.

No domingo passado, influenciada pelo último vídeo dos Diários Steampunk e conversas subsequentes no Twitter, resolvi fazer esta receita de "Treacle Tart", ou Tarte de Melaço se a tradução não me enganou. :P Comprei a massa quebrada no Pingo Doce, porque não me apetecia estar a fazê-la, e em vez de usar o tal xarope dourado da receita, que parece uma espécie de melaço, porque não tinha em casa e não me parece que seja fácil de encontrar, usei antes mel. Ficou bastante boa, apesar de a massa não ter crescido muito (não sei se é mal do forno, da massa ou se é mesmo problema meu), e acompanhada com bolas de gelado foi um instante enquanto desapareceu. :)

Na terça feira, algo deprimida com as notícias, andando eu com desejos de muffins de banana (durante um lanche lembrei-me de um que comi em Paris há coisa de um ano e que me soube pela vida), e tendo a minha mãe queixado-se de que tinha bananas a estragarem-se, gritei logo "muffins de banana! Vou fazer muffins de banana!" E pronto... Segui esta receita mas sem o chocolate, porque não tinha tabletes em casa (sim, o choque! como é possível não ter chocolate em casa?!) mas mesmo apesar de terem ficado um pouco doce de mais e pequenos, parece que não cresceram (ok, talvez seja mal do forno), não deixaram de ficar bem apetitosos.

E pronto, a pouco e pouco as resoluções vão sendo riscadas, mesmo que não seja exatamente o que tinha em mente mas conta o esforço. :P

13 de setembro de 2012

A Noiva Bórgia

Autor: Jeanne Kalogridis
Ficção | Género: Ficção Histórica
Editora: Difel | Ano: 2006 (publicado originalmente em 2005) | Formato: livro | Nº de páginas: 512 | Língua: português

Como me veio parar às mãos: veio das BLX. Achei que trazer apenas dois livros era pouco, então trouxe 3. :D

Quando e porque peguei nele: 20/agosto a 26/agosto. Tem Bórgia no título, tinha ouvido falar bem e queria ler algo do género. Conta para o desafio: Book Bingo - Ficção histórica


Opinião: Depois de não ter terminado o livro da Philippa Gregory e desejando, ainda assim, ler um livro de ficção histórica, aproveitei para ler este não só porque “OMD Bórgias!” e a segunda temporada está para estrear no AXN (claro que com a minha sorte vou perder quase todos os episódios ao ir para outras paragens, mas férias! \o/ ), mas também porque tinha ideia que o pessoal tinha gostado. De facto o livro até começa bem, é muito mais agradável seguir Sancha do que a Maria Bolena de Gregory, que me mexeu imenso com os nervos. Sancha parecia uma personagem mais decidida, com um lado mais negro ou não descendesse de doidos, como o seu avô que teria uma sala pejada de cadáveres dos seus inimigos. Talvez por isto, e por saber que para além de se casar com um Bórgia havia sido também amante de outros dois, esperava um outro tipo de história e evolução de personagem. Mas a partir do momento em que entram os Bórgias em cena, a coisa descarrila e acabou por perder o interesse.

A Sancha é a MAIS bela de todas e TODOS os Bórgias, com exceção de Lucrécia porque é gaja, se apaixonam por ela. Ou pelo menos querem ir para a cama com ela. Mas ela só tem olhos para o bonitão do César, até que descobre que só é bom como o milho por fora, pois não há criatura mais cruel que ele, e isto é dizer muito quando não há um único Bórgia bom pois Jofre é fraco, Juan é convencido e viola-a, o Papa é lascivo e incestuoso, a Lucrécia é uma bitch incestuosa mas também ingénua, conforme conviesse à história e desse jeito à autora. *suspiro*

Basicamente, o retrato resume-se a Bórgias são fracos ou a pior escumalha que alguma vez pisou a terra. Eu sei, sou parcial porque sou fascinada pela família, muito pelo que de mal se conta, mas chateou-me que não tivessem qualquer traço redentor, que os laços de família, que supostamente seriam fortes (se esquecermos a questão de Juan e César), aqui fossem apenas de conveniência, para atingir fins pessoais como no livro da Philippa Gregory e não para o bem comum da família. Um dos exemplos é a relação que Sancha, neste livro, tem com o irmão e que seria mais próxima da que Cesar e Lucrécia partilhavam, e eu esperava, do que a apresentada, que segue então a linha do incesto conforme propagandeada pelos inimigos da família. Sim, porque apesar da autora apresentar tal coisa como facto na nota final, não há qualquer suporte para tal coisa, para além dos rumores. Se ainda hoje na vida política se tenta desacreditar o adversário, imaginem nesta época, em círculos tão altos como o papado e quando a Itália se encontrava dividida em vários reinos e as várias famílias dominantes tentavam alargar a sua influência a estados vizinhos! E não bastava colocar a Lucrécia na cama do irmão, não também tinha de colocá-la na cama do pai porque, como disse, jamais houve pior escumalha! Claramente não bastava os abusos de poder e os assassinatos para mostrar a crueldade desta família... *revira olhos* Ok, eu até não me importaria com a cena do incesto se contribuísse de alguma forma para a história, mas parece que apenas estão lá para chocar o leitor já que até para caracterizar as personagens é desnecessário a meus olhos, que já havia percebido antes que eles eram maus, mais uma vez, a pior escumalha à face da terra. Não era preciso colocar tanta ênfase nisso!

A sério, tive realmente problemas com o retrato das personagens, nomeadamente dos Bórgias. Lucrécia não era a inteligência descrita pelos seus contemporâneos, como disse a sua caracterização parecia flutuar de acordo com as necessidades da autora, Rodrigo não era o hábil patriarca que conseguiu imiscuir-se em casas europeias nem o diplomata que jogava conforme lhe daria jeito, e César mais parece um menino mimado e caprichoso, pouco se vendo do hábil estratega que terá inspirado Maquiavel. Mesmo a própria Sancha acaba por prometer mais do que oferece. O retrato é tão de revirar olhos que já nem do resto da história me lembro, a não ser que parece se arrastar e repetir.

Enfim, acabou por entreter enquanto espero pela série televisiva, mas à semelhança da Philippa Gregory, prefiro a série que se debruça sobre as mesmas personagens históricas ao livro.

Veredito: Emprestado e pouco se perde com isso. Parece-me que havia potencial para mais, mas a autora preferiu antes chocar do que propriamente desenvolver as personagens por forma a tornar a história mais apelativa, o que faz com que por vezes pareça que o livro se arraste. Houve uma altura em que cheguei a contar quantas páginas faltava para o fim, porque já estava cansada de “ai que são tão cruéis” e “woe is me que tenho de continuar low profile ou a minha vida fica em risco”. Pensei que a Sancha tivesse cojones mas é preciso penar para ver tal coisa...

12 de setembro de 2012

Porque música é poesia (17)




Mumford and Sons - Sigh No More

Serve God, love me and mend
This is not the end
Live unbruised, we are friends
And I'm sorry
I'm sorry

Sigh no more, no more
One foot in sea, one on shore
My heart was never pure
And you know me
And you know me

But man is a giddy thing
Oh man is a giddy thing
Oh man is a giddy thing
Oh man is a giddy thing

Love; it will not betray you
Dismay or enslave you, it will set you free
Be more like the man you were made to be

There is a design, an alignment to cry
Of my heart to see,
The beauty of love as it was made to be

Love; it will not betray you
Dismay or enslave you, it will set you free
Be more like the man you were made to be

There is a design, an alignment to cry
Of my heart to see,
The beauty of love as it was made to be

Love; it will not betray you
Dismay or enslave you, it will set you free
Be more like the man you were made to be

And there is a design, an alignment to cry
Of my heart to see,
The beauty of love as it was made to be

11 de setembro de 2012

Curtas: Louca por Compras, Quando Menos Esperamos..., Assassin’s Creed: Renascença (Assassin’s Creed, #1)

Título: Louca por Compras
Diretor: P.J. Hogan
Baseado nos livros da série Shopaholic de Sophie Kinsella por Tracey Jackson, Tim Firth, Kayla Alpert
Atores: Isla Fisher, Hugh Dancy, Krysten Ritter

Mais informação técnica no IMDb.

Opinião: Nunca li os livros, nem tinha curiosidade em fazê-lo e não foi depois de ver o filme que mudei de opinião. Mas não deixa de ser engraçado, apesar de achar que a Rebecca leva bastante tempo a aprender e é demasiado ridícula em algumas partes, e de alertar para os problemas do consumismo desenfreado. Acho que no momento que atravessamos, acaba por ser um filme que nos obriga a pesar a nossa própria atitude perante compras, o superflúo e o recurso ao crédito.

Posto isto, gostava de ter visto um pouco mais dos textos da “rapariga do lenço verde”. Achei toda a cena da revista de economia acessível para tótos, por assim dizer, com exemplos reais, do dia-a-dia, com o qual uma pessoa pode de facto identificar-se, muito bem conseguida. Fiquei mesmo a desejar que realmente existisse algo do género, apesar de que hoje em dia acho que já há comentadores com esse tipo de sensibilidade. Ou então sou eu que, por a economia andar tanto na berra, pelos piores motivos, já ando a pescar mais do assunto...

Veredito: Emprestado e pouco se perde com isso.

Título: Quando menos esperamos
Autor: Sarah Dunn
Ficção | Género: chick lit
Editora: Editorial Presença | Ano: 2010 (editado originalmente em 2009) | Formato: livro | Nº de páginas: 248 | Língua: português

Como me veio parar às mãos: através das BLX.

Quando e porque peguei nele: 10/agosto/2012 a 15/agosto/2012. Depois de leituras que não me agarraram, queria uma história leve, que não obrigasse a pensar mas que me prendesse e me levasse a pegar nele, mais não fosse para ficar a olhar para o cão fofinho da capa (a sério, só dá vontade de fazer festinhas e  dizer “quem é o cão mais lindo do mundo?!”) e tentar perceber como é que ele entrava na história.


Opinião: Ora bem, este não é dos melhores nem dos piores livros que tenho lido deste género, que diga-se não é dos meus favoritos, o certo é que conseguiu agarrar a minha atenção. Consiste numa série de episódios de 4 ou 5 conhecidos, havendo traições, divórcios, reencontros, adoção de cães e o encontro do amor em locais que jamais se havia pensado.

Holly é a protagonista, o elo entre as várias personagens, e é por isso a que tem a história mais interessante de seguir, sendo que em cerca de um ano a sua vida dá várias voltas. Gostei sobretudo do final pois, com o seu percurso, Holly acaba por descobrir-se e sentir-se bem consigo mesma, não sendo importante saber se ela fica com alguém. Andava a queixar-me que todos os livros têm como final feliz casamentos e filhos, e não é que não goste desses finais, mas há vidas que se completam de outra forma, e eis que surge este. Sim, o final dá a entender que ela adotou o cão e ficou com o veterinário que a convida para sair, mas é suficientemente aberto para eu pensar que ela respondeu “obrigado mas não”.

Veredito: Emprestado e pouco se perde com isso.

Título: Assassin’s Creed: Renascença (Assassin’s Creed, #1)
Autor: Oliver Bowden
Ficção | Género: fantasia histórica
Editora: Saída de Emergência | Ano: 2010 (editado originalmente em 2009) | Formato: livro | Nº de páginas: 400 | Língua: português

Como me veio parar às mãos: através das BLX. Já que está aqui tão perto, é melhor aproveitar. :D

Quando e porque peguei nele: 15/agosto/2012 a 19/agosto/2012. O jogo suscitava algum interesse mas como sou meio naba a jogar pensei “ora bem, se há um livro experimento é o livro”.


Opinião: Não é uma má leitura, apesar das muitas liberdades criativas no que toca a factos históricos (daí a minha reticência em considerá-lo ficção histórica e ter optado por fantasia). Mas este livro também não se queria verídico mas que entretivesse, e isso é conseguido.

A ação é algo repetitiva a partir de determinado ponto, parecendo que se resume a Enzo cumprir missões e tarefas para assim ter acesso a melhor armamento e artefactos, neste caso páginas de um códice, para desvendar o grande mistério final, mas lê-se bem. Quase como um jogo. :D

O único ponto realmente negativo é a tradução, de bradar aos céus. Ele é erros ortográficos, má construção frásica, palavras que parece que desaparecem... Num livro com ação, que se quer de leitura rápida, as gralhas quebraram constantemente a leitura, prejudicando-a um pouco.

Veredito: Emprestado e pouco se perde com isso.

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