7 de setembro de 2012

ShakespeaRe-Told: Macbeth

Diretor: Mark Brozel
Baseado na peça Macbeth de William Shakespeare por Peter Moffat
Atores: James McAvoy, Keeley Hawes, Joseph Millson

Mais informação técnica no IMDb.

Opinião: Esta série apresenta como que uma visão contemporânea das obras do bardo inglês. Neste filme, Joe Macbeth é chef de um restaurante na iminência de receber as tão afamadas estrelas Michelin. No entanto, apesar de ser ele a mente criativa e quem dá o seu máximo na cozinha do restaurante, quem fica com os louros é o dono, também ele um chef reconhecido e que tem até um programa televisivo. Macbeth e Banquo, seu amigo, não estão muito satisfeitos com isto e encontram 3 homens do lixo que fazem então premonições e metem em marcha os eventos subsequentes, tal como acontece na peça.

Gostei bastante sobretudo devido às atuações de James McAvoy e Keeley Hawes, que retratam bem não só a ambição e a insatisfação dos seus personagens, mas sobretudo o desespero e a loucura que se apodera deles após perpetrarem tão nefastos atos. É notório o cisma que se vai dando entre os dois, que eram tão unidos a princípio, claramente apaixonados um pelo outro, mas devido aos atos que cometem afastam-se, talvez por acharem que foi o outro que os levou a tal, fechando-se cada um sobre si mesmo, vendo a negrura da sua alma que lhe foi revelada devido ao outro.

Para além disto, a imagem tipo "CSI Las Vegas" dá um tom algo soturno ao filme, e pareceu-me bem conseguido o contraste entre lixo e sujidade, que de certo modo retrata a alma do casal, e a cozinha imaculadamente limpa, que parece ser a imagem que ambos tentam passar para o exterior.

Tive alguma pena que o texto não fosse o original, que tem passagens lindas, mas não deixa de ser uma adaptação competente, que tenta trazer a peça para os nossos dias.

Veredito: Vale o dinheiro gasto. Continuo a querer ver a peça no teatro, mas para uma adaptação televisiva não me pareceu mal. As atuações são brilhantes.

6 de setembro de 2012

Booking Through Thursday: Livros da escola


A pergunta desta semana é...
We all had to read things in school that we didn't like... but what about something you read for a class that you ended up liking (or loving)? An author you discovered that you might not have found? A genre you hadn't thought about?
Um dos livros que li como leitura obrigatória na escola e vim a adorar foi A Pérola de John Steinbeck. Andava no 8º ano e a professora achava que nos devíamos preparar para as leituras obrigatórias no secundário começando desde cedo. Toda a gente torceu o nariz, eu inclusivé, mas o certo é que vim a adorar o livro e o autor. Já pouco me lembro da história, é um dos que espero vir a reler no futuro até porque tenho a certeza que a experiência e o meu entendimento da obra será diferente, mas recordo o fascínio. De como as palavras pareciam tão bem escolhidas, o sentimento que invocavam, como a tristeza e o desespero. Houve partes que me lembro custaram-me a ler por parecerem tão cruas, quando estava mais habituada a histórias de aventuras e tal, mas foi uma experiência bastante gratificante.

5 de setembro de 2012

Parceiros à Força

Criado por: Cormac Wibberley e Marianne Wibberley
Atores: Michael Ealy, Warren Kole, Sonya Walger, Jack McGee

Mais informação técnica no IMDb.

Temporada: primeira mas quero tanto, tanto uma segunda!

Opinião: Digam-me que qualquer coisa tem “bromance” e lá estou eu a ver. Foi uma sugestão da Filipa que claramente sabe do que eu gosto. <3

Podia tratar-se de outra série policial não fosse o facto de os dois protagonistas, Wes e Travis, terem de frequentar terapia para casais para que a relação profissional resulte, isto depois de Wes ter sacado da sua arma e ameaçado disparar sobre Travis. Ficamos a saber o porquê de tal coisa no último episódio da temporada, que por acaso foi dos que mais gostei. Quer dizer, eu adorei todos mas o último, com Awolnation na banda sonora e as várias versões de ambos para o tal momento fatídico, que me fizeram rir a bandeiras despregadas, acaba por ser especial. :P

O humor é algo que persiste pela série, e é o que mais gosto nela, mas tem também algum drama, suspense, ainda que alguns dos crimes sejam de resolução não muito difícil, e ação. Gostei bastante da química, por assim dizer, entre os protagonistas, mas também entre eles e a terapeuta ou o chefe. Este último deve ser o mais louco de todos. xD Também adorei que cada episódio abrisse com uma citação que, de certa forma, retratava a relação dos protagonistas durante o mesmo.

É uma série bastante agradável de seguir, mais não seja porque penso que é fácil empatizar com as personagens e com os problemas pelos quais passam. Vivemos em sociedade, temos que aturar pessoas que por vezes mexem com o nosso sistema nervoso e esta série acaba por ser excelente ao retratar isso. Espero sinceramente que venha a ser renovada.

Citações:
Travis: N-O. That’s not how you spell “thank you!”
Wes: I am way to hungry to be mature about something like this.
Cpt. Mike Sutton: I am a positive ion in the universe.

Veredito: Vale o dinheiro gasto. Mas acho que sou parcial porque adoro e estou como que in love com o raio da série. xD Quer dizer, bromance, série policial com ação q.b. e que me faz rir? Eu ia jurar que tinham feito a série para mim!

3 de setembro de 2012

Duas Irmãs, Um Rei

Diretor: Justin Chadwick
Adaptação de Duas Irmãs, Um Rei de Philippa Gregory por Pete Morgan
Atores: Natalie Portman, Scarlett Johansson, Eric Bana

Mais informação técnica no IMDb.

Opinião: Disseram que seria melhor que o livro, não foi. Há pontos positivos, as roupas, cenário, etc, pareceram-me adequados e magníficos. Não se arrasta tanto como o livro, mas ainda assim aborrece e só não adormeci porque estava a vê-lo numa cadeira bastante incómoda, volta e meia tinha de mudar de posição e isso manteve-me acordada. Mas o pior mesmo é a história que, sendo mais ou menos a retratada na obra que lhe deu origem, toma bastantes liberdades. Ainda ponderei parar a meio mas fiquei sempre à espera que algo melhorasse assim que Anne atingisse o seu objetivo, mas continuou na mesma onda aborrecida e com o tempo a passar como se fossem meia dúzia de meses e não anos.

Não consegui sentir nenhum tipo de emoção, para além de fastio, mas achei que a relação de Anne e Mary estava mais convincente de que no livro. Foi uma pena ver tanto o irmão daquelas e, sobretudo, Catarina relegados para planos tão secundários, já que eram das poucas personagens que me interessaram no livro.

Ainda falando no livro, está visto que não perdi muito. Fiquei com a ideia de que tinha muita palha ao ver o filme.

Acho que esta história não foi feita para mim. Acontece. A série "The Tudors", apesar de também ter liberdades criativas no que à história diz respeito, consegue ser mais interessante, e não se deve apenas ao eye candy, pelo menos da segunda temporada para diante. A primeira é historicamente imprecisa demais para o meu gosto. *dor*

Veredito: Com tanto filme tive de ver este. Valeu-lhe o não estar a dar nada melhor e não me apetecer ler nem dormir.

31 de agosto de 2012

Agosto 2012

Nos últimos não me tem apetecido escrever nada, ou melhor não me tem apetecido copiar o que vou escrevendo e depois editar e publicar. "Preguicite" abunda ultimamente por estes lados. O facto de não ter gostado e desistido de alguns livros também me tirou algum ânimo que ando, lentamente, a recuperar. Entretanto tenho andado a passear, a descansar e a dedicar-me ao corte e costura! Finalmente aprendi a usar a máquina de costura e as primeiras tentativas não saíram nada mal! YAY me!

Ora quanto a artigos... O Instapaper chegou a estar em dia, mas até preguiça para ler textos on-line tenho tido, mas destaco estes:
  • Tips for handling criticism - li isto no início do mês e tanta gente podia fazer uso disto, ainda mais tendo em conta as polémicas do authors/reviewers acting badly.
  • Princesas Disney da menos para a mais feminista - tem havido algumas discussões sobre o feminismo e a falta ou a presença de "agency" em personagens femininas. Neste artigo temos uma lista com as Princesas da Disney e é sobretudo interessante por mostrar como, com o passar dos anos e a evolução da sociedade, também as personagens femininas destes filmes animados foram fugindo do papel de "damsels in distress" para "kick ass heroines" :D E nota para o 6º lugar da minha personagem preferida e o síndrome de Estocolmo... eu dizia que a minha infância tinha acabado com os "olhos de cama" da Nala, mas isto arruinou toda e qualquer inocência que eu ainda poderia ter (e isto na mesma semana em que li que deve haver fanfics de cariz sexual com Indiana Jones e Voldemort, como visto aqui. Oh God, Why? *trauma*)
  • Geração Y compra mais livros que Baby Boomers - Oh yeah! É certo que comprar não significa que leiam, mas não deixa de ser um bom sinal, certo?
  • Stray Books - Adoro os desenhos deste blog. Este é um dos últimos publicados sobre livros, e com que me identifico, mas tem outros muito bem conseguidos.
  • If He’s Hot, He’s an Anti-Hero; If He’s Not, He’s a Villain - um texto bastante interessante e no qual me revejo. Sim, se o vilão for giro e OMD! falar com sotaque britânico (vide Tom Hiddleston como Loki ou "Sean Bean from, like, everything ever", e sim culpo o Sean Bean e o "Jogos de Poder - O Atentado" por tal, que até ver o filme eu era uma moça inocente que gostava de príncipes encantados mas depois OMD vilões com sotaque britânico!!! *fans self*) ele é um anti-herói com possibilidades de ser redimido ultrapassando os daddy issues com miminhos, não interessa que tenha matado 80 pessoas em dois dias. xD Nota: isto só é válido para a ficção, nomeadamente cinematográfica e televisiva.
  • The public library is the boss of me - revejo-me um pouco nisto. :D Aliás, um dia destes resolvi ir ver se um livro que queria estava disponível e reservei-o. Cheguei a temer que só estivesse disponível quando fosse de férias mas felizmente veio antes. Fui lá buscá-lo e como estava num daqueles momentos "não tenho nada para ler" (ter tinha, mas sei lá porquê nenhum deles me puxava) e como achei que só 1 livro era pouco, trouxe logo 3. xD
  • bookends lindos mas tão lindos! quero todos, sobretudo o do camelo e o do dragão! E mais no site.
  • A Critic's Manifesto - porque o twitter tem discussões interessantes e o pessoal arranja links para artigos interessantes... Texto muito bom que se debruça sobretudo sobre a crítica profissional. Não tenho pretensões a ser crítica profissional, mas o certo é que é a ler críticas mais elaboradas e por quem sabe do que está a escrever que aprendo e foi assim que, tal como o autor diz, aprendi a "how to think like a critic, how to judge things for myself." Está claro que não tenho conhecimento de tudo o que se escreveu e se escreve, de tudo o que se filmou e filma, mas não deixo de ter curiosidade em aprender e tento dar um pequeno contributo ainda que muito amador, mais não seja porque obrigo-me a pensar sobre o que vi, a julgar as coisas por mim mesma. E é incrível como sinto que tenho crescido nos últimos anos, desde que tenho o blog e me "obriguei" a esse exercício. Só por isso compensa ter este espaço. :)

No que toca a aquisições... A pilha subiu mais 3 livros, tendo agora 449 livros por ler (81 e-books + 358 livros + 10 áudio-livros).

Compras:
  • Homem-Aranha - A morte dos Stacy
  • Vingadores - Confiança Mundial
  • Vingadores - Zona Vermelha
  • Hulk - Tempest Fugit

Compras e-book (Amazon a custo 0):
  • Pride and Platypus: Mr Darcy’s Dreadful Secret de Vera Nazarian e Jane Austen

Empréstimo pela BLX:
  • Quando menos esperamos... de Sarah Dunn
  • Assassin’s Creed - Renascença (Assassin's Creed, Livro 1) de Oliver Bowden
  • A Noiva Bórgia de Jeanne Kalogridis

28 de agosto de 2012

Porque música é poesia (16)


A Fine Frenzy - Come On, Come Out

Come on, come out, the weather is warm
Come on, come out, said come on, come on
A spot in the shade where oranges fall
The spot in the shade away from it all

Watching the sky, you're watching a painting
Coming to life shifting and shaping
Staying inside, it all goes, all goes by

A blanket unfolds, a blanket to lie
The pieces of gold, they light up your eyes
And now we're alone and now we're alive

Watching the sky, you're watching a painting
Coming to life shifting and shaping
Staying inside, it all goes, all goes, all goes, all goes by

Stopping the time, the rush and the waiting
Leave it behind shifting and shaping
Keep it inside, it all goes, all goes, all goes, all goes by

It all goes passing by
It all goes passing by
Come on

Watching the sky, watching a painting
Coming to life shifting and shaping
Staying inside, it all goes, all goes, all goes, all goes by

Stopping the time, the rush and the waiting
Leave it behind shifting and shaping
Keep it inside, it all goes, all goes by

Come on, come out
Come on, come out

24 de agosto de 2012

Book Confessions (8)


Nem sempre, há aqueles momentos em que olho para as estantes e digo "não tenho nada para ler" (não esquecer que cá por casa livros por ler é coisa que abunda), mas acontece ficar especada a olhar e dizer "por onde é que começo? São tantos!" :D

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