31 de agosto de 2012

Agosto 2012

Nos últimos não me tem apetecido escrever nada, ou melhor não me tem apetecido copiar o que vou escrevendo e depois editar e publicar. "Preguicite" abunda ultimamente por estes lados. O facto de não ter gostado e desistido de alguns livros também me tirou algum ânimo que ando, lentamente, a recuperar. Entretanto tenho andado a passear, a descansar e a dedicar-me ao corte e costura! Finalmente aprendi a usar a máquina de costura e as primeiras tentativas não saíram nada mal! YAY me!

Ora quanto a artigos... O Instapaper chegou a estar em dia, mas até preguiça para ler textos on-line tenho tido, mas destaco estes:
  • Tips for handling criticism - li isto no início do mês e tanta gente podia fazer uso disto, ainda mais tendo em conta as polémicas do authors/reviewers acting badly.
  • Princesas Disney da menos para a mais feminista - tem havido algumas discussões sobre o feminismo e a falta ou a presença de "agency" em personagens femininas. Neste artigo temos uma lista com as Princesas da Disney e é sobretudo interessante por mostrar como, com o passar dos anos e a evolução da sociedade, também as personagens femininas destes filmes animados foram fugindo do papel de "damsels in distress" para "kick ass heroines" :D E nota para o 6º lugar da minha personagem preferida e o síndrome de Estocolmo... eu dizia que a minha infância tinha acabado com os "olhos de cama" da Nala, mas isto arruinou toda e qualquer inocência que eu ainda poderia ter (e isto na mesma semana em que li que deve haver fanfics de cariz sexual com Indiana Jones e Voldemort, como visto aqui. Oh God, Why? *trauma*)
  • Geração Y compra mais livros que Baby Boomers - Oh yeah! É certo que comprar não significa que leiam, mas não deixa de ser um bom sinal, certo?
  • Stray Books - Adoro os desenhos deste blog. Este é um dos últimos publicados sobre livros, e com que me identifico, mas tem outros muito bem conseguidos.
  • If He’s Hot, He’s an Anti-Hero; If He’s Not, He’s a Villain - um texto bastante interessante e no qual me revejo. Sim, se o vilão for giro e OMD! falar com sotaque britânico (vide Tom Hiddleston como Loki ou "Sean Bean from, like, everything ever", e sim culpo o Sean Bean e o "Jogos de Poder - O Atentado" por tal, que até ver o filme eu era uma moça inocente que gostava de príncipes encantados mas depois OMD vilões com sotaque britânico!!! *fans self*) ele é um anti-herói com possibilidades de ser redimido ultrapassando os daddy issues com miminhos, não interessa que tenha matado 80 pessoas em dois dias. xD Nota: isto só é válido para a ficção, nomeadamente cinematográfica e televisiva.
  • The public library is the boss of me - revejo-me um pouco nisto. :D Aliás, um dia destes resolvi ir ver se um livro que queria estava disponível e reservei-o. Cheguei a temer que só estivesse disponível quando fosse de férias mas felizmente veio antes. Fui lá buscá-lo e como estava num daqueles momentos "não tenho nada para ler" (ter tinha, mas sei lá porquê nenhum deles me puxava) e como achei que só 1 livro era pouco, trouxe logo 3. xD
  • bookends lindos mas tão lindos! quero todos, sobretudo o do camelo e o do dragão! E mais no site.
  • A Critic's Manifesto - porque o twitter tem discussões interessantes e o pessoal arranja links para artigos interessantes... Texto muito bom que se debruça sobretudo sobre a crítica profissional. Não tenho pretensões a ser crítica profissional, mas o certo é que é a ler críticas mais elaboradas e por quem sabe do que está a escrever que aprendo e foi assim que, tal como o autor diz, aprendi a "how to think like a critic, how to judge things for myself." Está claro que não tenho conhecimento de tudo o que se escreveu e se escreve, de tudo o que se filmou e filma, mas não deixo de ter curiosidade em aprender e tento dar um pequeno contributo ainda que muito amador, mais não seja porque obrigo-me a pensar sobre o que vi, a julgar as coisas por mim mesma. E é incrível como sinto que tenho crescido nos últimos anos, desde que tenho o blog e me "obriguei" a esse exercício. Só por isso compensa ter este espaço. :)

No que toca a aquisições... A pilha subiu mais 3 livros, tendo agora 449 livros por ler (81 e-books + 358 livros + 10 áudio-livros).

Compras:
  • Homem-Aranha - A morte dos Stacy
  • Vingadores - Confiança Mundial
  • Vingadores - Zona Vermelha
  • Hulk - Tempest Fugit

Compras e-book (Amazon a custo 0):
  • Pride and Platypus: Mr Darcy’s Dreadful Secret de Vera Nazarian e Jane Austen

Empréstimo pela BLX:
  • Quando menos esperamos... de Sarah Dunn
  • Assassin’s Creed - Renascença (Assassin's Creed, Livro 1) de Oliver Bowden
  • A Noiva Bórgia de Jeanne Kalogridis

28 de agosto de 2012

Porque música é poesia (16)


A Fine Frenzy - Come On, Come Out

Come on, come out, the weather is warm
Come on, come out, said come on, come on
A spot in the shade where oranges fall
The spot in the shade away from it all

Watching the sky, you're watching a painting
Coming to life shifting and shaping
Staying inside, it all goes, all goes by

A blanket unfolds, a blanket to lie
The pieces of gold, they light up your eyes
And now we're alone and now we're alive

Watching the sky, you're watching a painting
Coming to life shifting and shaping
Staying inside, it all goes, all goes, all goes, all goes by

Stopping the time, the rush and the waiting
Leave it behind shifting and shaping
Keep it inside, it all goes, all goes, all goes, all goes by

It all goes passing by
It all goes passing by
Come on

Watching the sky, watching a painting
Coming to life shifting and shaping
Staying inside, it all goes, all goes, all goes, all goes by

Stopping the time, the rush and the waiting
Leave it behind shifting and shaping
Keep it inside, it all goes, all goes by

Come on, come out
Come on, come out

24 de agosto de 2012

Book Confessions (8)


Nem sempre, há aqueles momentos em que olho para as estantes e digo "não tenho nada para ler" (não esquecer que cá por casa livros por ler é coisa que abunda), mas acontece ficar especada a olhar e dizer "por onde é que começo? São tantos!" :D

23 de agosto de 2012

Booking Through Thursday: Discuss!


A pergunta desta semana é...
Do you like to talk about what you read? Do you have somebody to talk WITH?
Sim! Adoro falar sobre os livros que leio, foi uma das razões pelas quais comecei este blog. E felizmente tenho com quem falar sobre livros. A minha mãe, apesar de já não ler tanto como antes, ainda vai tendo paciência para me ouvir falar sobre os que vou lendo, com muito "tens que ler! devias voltar a ler e ler isto!" à mistura. Também tenho colegas no trabalho que lêem e já temos tocado impressões sobre alguns livros (a Julia Quinn tem feito sucesso, por exemplo :D ), mas o grosso do pessoal com quem falo sobre livros vai estando disponível on-line ou para um café de vez em quando. :D

17 de agosto de 2012

Quando não estou a ler (4)

No passado domingo fui arejar um pouco para Sintra. Tinha combinado com umas amigas ir ver, à noite, a peça de teatro "Romeu e Julieta" na Quinta da Regaleira, mas como não tinha nada para fazer durante a tarde e porque há muito tempo não visitava a Regaleira (e penso que a única vez que lá fui não vi quase nada), lá resolvi ir, mesmo que sozinha.

Quinta da Regaleira
Palácio da Regaleira
A quinta é bem bonita, ou não estivéssemos no meio da belíssima serra de Sintra, com muito para ver e explorar. Deve ter muito mais piada se uma pessoa for acompanhada, mas mesmo sozinho é engraçado. Não existe um roteiro para nos guiar, mas dão-nos um mapa aquando da compra do bilhete, que custa 6€, para que uma pessoa não se perca. Existe também uma série de panfletos (7,50€) que falam um pouco sobre os locais mais emblemáticos e o significado de alguns dos elementos decorativos.

Quinta da Regaleira
Jardins
Não explorei tudo mas o palácio tem salas bastante interessantes e bonitas, com algumas paredes pintadas e tetos trabalhados, mas o melhor será todo o espaço dos jardins, com esculturas, fontes e as suas grutas. Confesso ser um pouco medricas pelo que quando me aventurei pelas grutas explorei apenas as mais pequenas e melhor iluminadas que iam ter ao Poço Iniciático. Comecei entrando pelo Portal dos Guardiães, desci metade do Poço e fui por outra gruta até ao Lago da Cascata. Queria continuar pelos restantes percusos subterrâneos mas não via um palmo à frente do nariz e a parte claustrofóbica em mim decidiu voltar para trás, para o Poço, e subir tudo até lá acima.

Quinta da Regaleira
Álea dos Deuses
Quinta da Regaleira
Poço Iniciático visto do
fundo
Quinta da Regaleira
Poço Iniciático visto de
cima
Como, mesmo tendo passado lá toda uma tarde, parece que ficou muito para ver, conto lá voltar com todo um dia pela frente e sobretudo com companhia. Talvez até experimente a visita guiada, coisa de que até não sou fã (ahah! oh para mim a falar contra mim mesma!) porque prefiro explorar e aprender ao meu ritmo, mas penso que aqui fará muito mais sentido ser acompanhada por quem já conhece bem o local.

Quanto ao teatro... Durante a tarde estava em exibição "Alice no País das Maravilhas" mas como a apanhei já ia a meio, estava de pé e um pouco cansada, e parecia-me tudo muito estranho (apanhei a parte dos cogumelos e realmente fiquei a pensar se o Lewis Carroll não teria tomado ou fumado alguma coisa quando escreveu a história) resolvi não ficar a ver. Mas deixem-me dizer que fiquei fã do ator que por lá andava a correr em saltos altos na gravilha, já que é um dom que eu não tenho (o mais certo é cair). Mas a peça que me interessava tinha lugar à noite e então com a minha companhia (esfomeada de travesseiros mas com as últimas queijadas da Piriquita) lá fomos ver a peça de Shakespeare "Romeu e Julieta".

A peça foi muito engraçada, sobretudo porque começa junto ao palácio e depois, como se o próprio público fizesse parte da peça, dirigimo-nos como que ao palácio dos Capuletos para uma festa. Mas esta é uma história trágica e foi tão bem representada! A início fez-me confusão ouvir o texto em português, mas diga-se que a tradução pareceu-me excelente, conseguindo mesmo rimar. Já agora, não tinha a noção de que fosse tão brejeira mas gostei e dá para perceber como Shakespeare agradava a gregos e troianos. Também me fez confusão mas habituei-me a ver duas Julietas, sendo que uma delas dava ideia de ser como que a consciência da protagonista.

Achei que os atores fizeram um trabalho magnífico, com 2 ou 3 a interpretarem duas personagens. O facto de as personagens femininas (com excepção da Julieta), serem interpretadas por atores masculinos também teve a sua piada, lembrando que era assim que acontecia na altura de Shakespeare. Para mim os que desempenharam Mercutio e Páris/Teobaldo foram os melhores, mas todos mereceram os aplausos. Alguns dos atores estavam com lágrimas nos olhos no final, se tal se deveu à emoção do texto ou à receção do público não faço ideia mas os aplausos foram realmente muito merecidos. Foi fantástico!

Parece que não é a primeira vez que fazem peças de Shakespeare na Regaleira, que diga-se parece ser um cenário fantástico para qualquer peça de teatro. Espero que façam mais vezes, Shakespeare, Lewis Carroll ou qualquer outro autor e peça, que se depender de mim tentarei ir ver. Foi a primeira vez que vi teatro sem ser uma peça escolar ou no âmbito escolar, o que é verdadeiramente triste eu sei, mas adorei, ainda para mais sendo ao ar livre ("Shakespeare in the Park" xD ), e conto fazê-lo mais vezes.

16 de agosto de 2012

Hornblower: The Even Chance

Diretor: Andrew Grieve
Baseado na série de livros da personagem Horatio Hornblower de C.S. Forester por Russell Lewis
Atores: Ioan Gruffudd, Robert Lindsay, Dorian Healy, Jamie Bamber

Mais informação técnica no IMDb.

Opinião: Tomei conhecimento desta série de filmes televisivos pouco depois de conhecer a série “Sharpe”, e tal como esta trata-se de adaptações de livros, desta feita não de Bernard Cornwell mas de C.S. Forester. Enquanto em “Sharpe” seguimos um soldado que é destacado para o regimento de fuzileiros, combatendo por São Jorge e Inglaterra na Índia e na Europa, em “Hornblower” o protagonista pertence à Marinha inglesa.

Como disse, já há algum tempo que conhecia mas só agora que a Saída de Emergência está para editar os livros, saindo o primeiro este mês, é que me resolvi a ver.

Não será a melhor coisa deste mundo mas acaba por entreter. A história é interessante, mostrando-nos Hornblower no seu primeiro navio, onde é vítima de bullying, por assim dizer, e seguimos algumas das suas aventuras, enquanto se adapta à vida no mar.

Gostei bastante sobretudo porque se nota algum crescimento da personagem, por tudo o que vai vivendo. Além disso, e penso que aí é que está o ponto forte desta série e eventualmente dos livros (pelo menos tal acontece com Sharpe), permite-nos ter uma visão do que seria a vida e as batalhas em alto mar.

Vou ver os restantes filmes, ainda que seja estranho ver o Robert Lindsay num papel de responsabilidade depois de o ter visto na série “My Family” (que desde já aconselho, pelo menos as primeias temporadas, não consegui acompanhar as últimas). São 8 filmes ao todo, se não me engano, e aguardo a publicação dos livros.

Veredito: Vale o dinheiro gasto. Mas vai daí gosto deste tipo de coisas de época, ainda para mais quando se mete pelas Revolução Francesa e Guerras Napoleónicas adentro. :P

15 de agosto de 2012

Verdade ou Consequência? (8)

A Midsummer Night's Dream

Nunca tinha lido nada de Shakespeare. Em minha defesa, devo dizer que a minha experiência com peças de teatro, nomeadamente "Felizmente há Luar" de Luís de Sttau Monteiro e "Look Back in Anger" de John Osborn não foi das melhores. Compreendo que tenha de haver livros de leitura obrigatória no ensino secundário (afinal é importante que os miúdos tenham hábitos de leitura, etc e blah blah), mas pessoalmente acho que darem-nos a ler este tipo de livros (e incluo os Maias, o Amor de Perdição e o Memorial do Convento do Saramago, que parece que é o livro que se lê hoje em dia em vez dos Maias ou da Aparição ou algo do género) é uma forma quase 100% efetiva de 1. fazer com que os miúdos detestem os livros e entrem na leitura (e saiam dela) a detestá-los e 2. Matar à nascença qualquer tipo de interesse que os já referidos miúdos possam ter pela leitura.

Mas enfim, isso é outro assunto que daria pano para mangas, mas que não é o assunto sobre o qual me vou pronunciar.

As peças de Shakespeare. Certo. Ora bem, não sou grandemente versada em literatura da época (século XVI). De facto, a única experiência que tive, que se pode comparar minimamente à leitura de uma peça de Shakespeare foi a leitura de uma peça de Gil Vicente na escola preparatória (será que ainda fazem destas hoje em dia? Mandar putos de 12 e 13 anos ler Gil Vicente?). Escusado será dizer que muito pouco me lembro do "Auto da Barca do Inferno", exceto que metia o Diabo e um Anjo e uma data de outras personagens.

Shakespeare, como se sabe, é um senhor muito conhecido atualmente e parece que também era na época. Escreveu uma data de peças de teatro que foram encenadas num teatro que parece, hoje é famoso (The Globe). A rainha Isabel I gostava muito de teatro, o teatro foi importante durante o seu reinado, etc e blah blah. Se virem o filme "A paixão de Shakespeare" vem lá tudo explicado.

Mesmo que nunca tenham lido nada de Shakespeare de certeza que já ouviram falar do Romeu e da Julieta, um dos casais fictícios mais famosos da História dos casais fictícios. Apaixonaram-se e tal, mas as famílias não os deixaram casar e não digo o resto porque é spoiler. De qualquer modo o Leonardo Di Caprio fez de Romeu numa adaptação cinematográfica desta peça por isso se não vos apetecer ler, podem ver o filme (diz que mete armas e gangues).

Com isto tudo já perceberam que sou quase totalmente ignorante em relação à obra de Shakespeare. Para além de conhecer os títulos das suas peças mais famosas (Romeu e Julieta, MacBeth e o Mercador de Veneza), pouco mais sei. Sei que ele era bem-parecido e que se apaixonou pela Gwyneth Paltrow (vi "A Paixão de Shakespeare" como toda a gente), no fim acabou por se casar com a Anne Hathaway (true story, vão ver à net) mas de resto... nada.

Então porquê ler Shakespeare, e esta peça (Sonho de uma Noite de Verão, em português) em particular? Bem, como sempre, começa tudo com outro livro. Ou mais especificamente com uma série. A série Iron Fey de Julie Kagawa. Nessa série há uma personagem chamada Robin Goodfellow. E de cada vez que ele é apresentado a alguém, esse alguém abre desmesuradamente os olhos e diz "O Robin Goodfellow? Puck? O que aparece em Sonho de uma Noite de Verão?" ao que o Robin responde inavariavelmente que sim senhora é ele mesmo. O famoso Puck.

Pois claro que tinha de ir ler a peça e ver como é que o Shakespeare caracterizava o famoso Puck.

E digo-vos; vale a pena ler Shakespeare. Especialmente se se tiver em conta a situação política e social da época. Segundo consegui apurar, Sonho de uma Noite de Verão é uma das peças mais "leves" deste autor, mas mesmo assim a irreverência da sua escrita é óbvia. Muito mesmo.

Scene from Midsummer Night's Dream: Titania and Bottom de Sir Edwin Landseer

Esta peça passa-se em Atenas, e tem como protagonistas um grupo de personagens muito distintas: Theseus, herói e rei; Demetrius e Lysander os protagonistas masculinos e Hermia e Helena as heroínas. E claro, as fadas: Oberon e Titania e o servo daquele, Puck. Para além disso temos uma troupe de actores. Todas estas personagens se vão ver envolvidas num mal-entendido de proporções épicas quando Puck aplica uma poção do amor que gera confusão pois Demetrius e Lysander, ambos apaixonados por Hermia ficam de repente loucos por Helena. Titania também é afectada e apaixona-se por um humano (um dos membros da troupe) burro (literalmente). Isto dá origem a muitos actos de parvoíce por parte de todos os envolvidos.

A peça tem um ambiente etéreo (enfim, mete fadas) que me agradou imenso, e involve montes de gente a dormir por todo o lado. Talvez a mensagem seja "antes de te comprometeres por amor, dorme 12 horas e pode ser que ganhes juízo acordes com uma nova perspectiva"? Quem sabe.

Não sei bem quais os temas retratados nesta peça. Li-a por diversão, por curiosidade. Posso talvez aventurar-me a dizer que o tema é basicamente as parvoíces e actos irreflectidos que cometemos e a que nos sujeitamos por amor. Pois não diz Puck:
"Lord, what fools these mortals be!"

Shakespeare escreve de forma humorística e inteligente; mesmo tendo em conta o facto de que é uma peça, cujo objetivo é ser representada, lê-se extremamente bem. Claro que me custou um pouco a entrar na leitura porque a linguagem é um pouco diferente daquilo a que estou habituada. Mas é uma leitura que recomendo a quem queira passar um bom bocado e queira ler sobre heroínas que demonstram mais carácter e força do que muitas das escritas por autoras do século XXI (o que é extremamente triste).

Posso até dizer que para além de Puck (que admite que a confusão por ele criada o diverte imenso), a minha personagem preferida é a Helena. Sim, ela rebaixa-se por amor a Demetrius, mas apenas nos seus termos. Não deixa que a gozem. É uma mulher forte. O seu amor impressionou até Oberon.

Gostaria imenso de ver esta peça, mas alas, enquanto tal oportunidade não surge posso apenas ler e recomendar a obra de Shakespeare. Afinal, "antigo" não é, de todo, sinónimo de "aborrecido".

Esta opinião foi escrita pela Slayra do blog Livros, Livros e mais Livros que, de repente e sem se aperceber, contribuiu para a temporada Shakespeariana e fez-me rir que nem perdida no trabalho quando recebi o seu texto, que me levou logo a imaginar o Shakespeare casado com a Catwoman, e o comentário "diria que estavam todos 'on speed' nesta peça se o speed já tivesse sido inventado." xD

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