31 de julho de 2012

Julho 2012

Mais um balanço mensal! Este mês o ritmo de leitura baixou um pouco sobretudo porque me tenho dedicado a outras coisas como mudar o layout do blog (gostais?) e escrever um texto sobre mim. Sempre achei este tipo de textos pretensiosos mas culpai a procrastinação e o aborrecimento. xD Também me tenho dedicado à televisão, à contemplação, sendo que geralmente a contemplação se dá comigo a repetir o mantra "eu não vou bater nestas pessoas, é melhor torturá-las na minha mente", e ao trabalho. Entretanto, continuo a tentar colocar a leitura do Instapaper em dia, já está quase mas às vezes é complicado sobretudo quando, num dia mais calmo no trabalho, fico sem acesso à internet. :/ Queria ver se punha a leitura de artigos em dia para poder acumular outros quando for de férias. :P

Há uns dois meses uma série de bloggers resolveram fazer um Unconventional Blog Tour, escrevendo sobre os vários aspectos de bloggar, digamos assim. Tem artigos em como um blogger se deve comportar e como não precisa de seguir as indicações de "How to Blog" porque vozes e posturas diferentes acabam por ser mais apelativas. E deixem-me salientar o texto referente a citar fontes e que faz uso do Harry Potter! xD Também houve uma série de bloggers a escreverem sobre o Book Expo America e a Conferência de bloggers que teve lugar em junho e que suscitou ponderações como esta.

Outras coisas interessantes:
  • No Dear Author escreveram sobre autores que fazem alterações a textos digitais, depois de o leitor o ter comprado! Era de pensar que uma pessoa gasta o dinheiro numa obra completa e não numa que pode ser "melhorada".
  • Sobre ficção histórica e o que os autores devem à história, interessante sobretudo sabendo que há autores, como Guy Gavriel Kay, que até se querem debruçar sobre determinados períodos mas preferem fazê-lo em mundos fantásticos.
  • Queremos mais heroínas na ficção para adultos! E já agora em filmes e tal...
  • Um bingo para quem quiser ler Murakami. Eu sei que vou fazer quando pegar num livro do autor. xD
  • Não li todos os livros fantásticos que aqui sugerem para fazer séries, mas concordo com Kushiel's Legacy e com o do Patrick Rothfuss, apesar de o livro não me ter encantado por aí além. Está claro que também concordo com o Outlander, mas pode já estar a ser adaptado! *fangirla com calma para não agoirar a coisa*
  • Ando numa de ver projetos DIY, gostava mesmo de colocar alguns em prática, e achei geniais estas 25 ideias para estantes!
  • Sobre cenas de sexo. Tendo a concordar.
  • Sobre Jekyll e Hyde. Um texto muito interessante que me fez mudar a perceção da história e sinto que tenho de voltar a ler sobre esta luz, digamos assim.
  • Em abril houve discussões sobre mulheres a escrever fantasia e ficção cientifica (o link é para o último post do mês "Women in SF/F" no blog Fantasy Cafe, mas há imensos posts, é só darem uma vista de olhos ao arquivo de abril e maio), em junho foi a falta de diversidade cultural no romance que parece que esteve em discussão.
  • I want this because of dragons!
  • Não podia deixar de concordar com este artigo. <3
  • Claro que depois de colocar o post de ontem tinham de dizer que "O Hobbit" vai ser dividido em três. E ainda perguntava o que podia correr mal... Esticarem a coisa!!! Oh God, why?
  • Imagens de livros e leituras.

Para além disto, anda por aí toda uma polémica entre autores, leitores e críticas. Na verdade acho que já vem desde o início do ano, mas agora parece tomar outras proporções e um site que eu adoro, o Goodreads, anda lá pelo meio. Não digo que uma parte tem razão e a outra não, mas digo que há quem vá longe demais. Acho que este texto levanta uma questão interessante "porque é que aquela única crítica é levada tão a peito?" É certo que algumas críticas são duras e por vezes mais parecem gozar que criticar, mas será que teriam tanta visibilidade caso o autor não chamasse a atenção para tal? E se têm milhares de críticas positivas e só uma negativa, porquê implicar com ela? Somos todos pessoas diferentes, com gostos e experiências diversas, nada irá ser magnífico de forma unânime. Quando se trabalha para o exterior, para um público, há que estar sujeito aos mais variados tipos de reações e usá-las para progredir. Se uma opinião parece não ter valor nenhum senão deitar alguém abaixo, é colocá-la à borda do prato e investir no que todos os outros gostaram. Eu sei, é difícil, todos queremos que os outros digam que somos bons e ouvir críticas ríspidas abalam a confiança de uma pessoa, mas há que ser maior que isso, erguer a cabeça e continuar a ir à luta.

Deixando os livros para trás... Como penso que já disse, estou a tentar seguir o sistema GTD. Ainda ando à procura do sistema perfeito mas há sites (que sobretudo a Tchetcha me indica *gracias!*) que vão dando boas dicas como esta, para ir para a cama a tempo e horas (apesar de aparentemente as 8 horas de sono serem um mito). Está a demorar um pouco a pôr em prática, sobretudo porque me distraio com a internet. :/ Isto é sem dúvida um hábito que tenho de colocar em prática, mas será preciso cerca de 21 dias até virar rotina (acho que é a média, ou pelo menos lembro-me de mencionarem isso no módulo de Gestão do Tempo de um curso que frequentei o ano passado). Tenho de tentar organizar-me melhor e impor-me regras.

E falando em impor regras... O objectivo de diminuir a pilha TBR já lá vai e cansa dizer, todos os meses, que tenho de deixar de adquirir livros. Mas devia! :P

Compras:
  • Homem-Aranha - Integral Frank Miller
  • X-Men - Os Filhos do Átomo
  • Capitão América - A Lenda Viva
  • Thor - As Idades do Trovão

Compras e-book (Amazon a custo 0):
  • Through the Door (The Thin Veil, Livro 1) de Jody McIsaac

Ofertas e-books:
  • The Difference Engine de William Gibson e Bruce Sterling
  • Ten Ways to Be Adored When Landing a Lord (Love By Numbers, Livro 2) de Sarah MacLean
  • Eleven Scandals to Start to Win a Duke's Heart (Love By Numbers, Livro 3) de Sarah MacLean

Empréstimos de colegas do trabalho:
  • Duas Irmãs, um Rei (The Tudor, Livro 2) de Philippa Gregory

Empréstimos da Slayra:
  • Nine Rules to Break when Romancing a Rake (Love By Numbers, Livro 1) de Sarah MacLean

Já vão em 70 livros adquiridos/emprestados este ano e apenas 30 livros lidos (na lista vem 33 mas os do Shakespeare estão num único livro e como ainda não li tudo não o marco como lido). Só este mês a pilha aumentou mais 7 livros para 446 livros por ler (81 e-books + 355 livros + 10 áudio-livros - acrescentados mais 7 e-books que tinha perdidos pelo pc e 3 livros). Mas seguem-se meses em que vou ter algumas semanas de férias, colegas e pessoas que me podiam emprestar livros também não são vistas com tanta frequência, pelo que pode ser que a tendência mude. Só penso continuar a adquirir semanalmente os livros da série Heróis Marvel, dos quais já tenho os primeiros 4 volumes.

30 de julho de 2012

Esperando por... (6)

Dezembro! Eu sei, era suposto ser uma rubrica para os livros que tenho na wishlist e quero tanto mas não, não é nenhum livro que sai em dezembro, nem tão pouco espero o fim do mundo segundo os maias, na verdade se o mundo acabar vou ficar um pouco chateada porque há séries, livros e filmes a sair em 2013 e por aí em diante até 2015 ("Avengers 2"!) e eu gostaria de os ver/ler!

A minha impaciência para que chegue dezembro deve-se a filmes que vão estrear por essa altura. Para começar, e penso que já aqui tenho mencionado, vai estrear o "The Great Gatsby" do Baz Luhrmann! Oh trailer mai'lindo, cheio de cor e coisas boas, como a música meu Deus!


A ver se ainda leio o livro até lá. Achei que o tinha cá por casa mas não sei onde anda...

Em segundo lugar temos "Les Misérables"! É daqueles musicais que vem altamente recomendado, e de facto o livro que lhe deu origem é bem bonito e recomendo, mas perante a impossibilidade de assistir ao espectáculo ao vivo, fiquei em pulgas quando ouvi começarem a falar do filme. O trailer tem a Anne Hathaway a cantar uma das músicas, a da pobre Fantine. *lágrima*

   

Ainda pensei vir a reler o livro, e depois de ter lido a crítica do Iceman com mais vontade fiquei, mas fica para outra altura. No entanto, talvez leia um outro do Vitor Hugo que tenho cá por casa... E já que falamos de musicais e livros, "Wicked", ok? Vamos fazer um filme do "Wicked", sim? 

Por fim mas o mais importante de todos... OMD "O HOBBIT"!!! Segui os vídeos da produção quase sempre com lágrimas nos olhos, não só porque sou uma fangirl maluca e algo histérica (não posso negar tal coisa) mas porque Middle Earth só me traz boas recordações e tal como a equipa e atores que lá regressam para este filme, ver um só bocadinho que seja de Bag End ou Rivendell é como se regressasse, também eu, a uma outra época ou vida. Este filme só pode ser tão bom, ora vejamos: tem texto do Tolkien, tem Peter Jackson, Andy Serkis, e o Ian McKellen de volta como Gandalf, tem o Watson (Martin Freeman) como Bilbo e o Sherlock (Benedict Cumberbatch) como a voz do Smaug, tem Richard Armitage (a.k.a Mr Thornton) como o anão mais sexy de que tenho memória e o Pie Maker (Lee Pace) como elfo. O que é que pode correr mal?! Muita coisa, eu sei, nomeadamente parece que vai ser em 3D e tenho algum receio de filmes neste formato (de tal modo que até ao momento não vi nenhum, duvido que acrescente algo ao filme), mas esqueçamos isso e concentremo-nos em todo o cáracter awesome de voltar à Terra Média, ok? Foram tantos anos à espera...


Até fico com vontade de ir ler e reler os livros. Brace thyselves! Nova temporada temática is coming! Muito provavelmente, até porque sou maluca o suficiente para isto... :P

Mas já é dezembro?

27 de julho de 2012

Nine Rules to Break When Romancing a Rake (Love by Numbers, #1)

Autor: Sarah MacLean
Ficção | Género: romance histórico
Editora: Avon | Ano: 2010 | Formato: livro | Nº de páginas: 422 | Língua: inglês

Como me veio parar às mãos: Emprestado pela Slayra.

Quando e porque peguei nele: 15/julho/2012 a 22/julho/2012. Estava a querer ler um romance do género e sendo uma das escolhas para o Vaginal Fantasy Hangout de Julho pareceu-me bem. Conta para o desafio: Book Bingo - Título contenha um número.


Opinião: Foi o livro alternativo escolhido para o bookclub deste mês do grupo do Goodreads e li este em vez da escolha principal pois, após ler a sample para o Kindle, não fiquei interessada em adquirir o livro para ler o resto. O prólogo até me pareceu interessante mas o capítulo disponível não deu para perceber quem era o par protagonista e daí o pouco interesse em continuar, apesar de ter tentado pedir emprestado, sem sucesso. Este não estava nos planos mas como a Slayra o tinha, lá o pedi e ainda bem!

A história, no geral, fez-me lembrar o Romancing Mr Bridgerton, mas com duas protagonistas com interesses diferentes, já que a Penelope... não digo porque os livros estão a ser publicados por cá e não quero spoilar ninguém (:P), já a Callie, cansada de estar na prateleira e tendo a noção do que está a perder ao comportar-se como manda a etiqueta, resolve fazer uma lista de regras que pretende quebrar e assim viver um pouco.

Achei Callie um pouco parecida comigo, se bem que com um pouco mais de coragem para sair da sua zona de conforto e começando a riscar itens da sua lista fazendo algo ousado. Achei pouco realista mas vai daí ela estava algo tocada pela bebida e acaba por meter em marcha o resto da história. Não achei o Ralston tão interessante como isso, mas é difícil igualar o Colin Bridgerton, e chegou-me a irritar que ele estivesse sempre nos locais onde a Callie andava então a viver as suas aventuras. A cena da taberna ainda vá, mas a do clube de esgrima foi demais. E apesar de ser fofo ele oferecer-se para a ajudar, achei que devia ser algo que ela devia fazer sozinha, por si própria. No entanto, gostei que ele dissesse que gostava do “rakish side” dela e que fosse atraído não pela beleza mas pelo espírito rebelde.

Falando em beleza, também me irritou que os dois caíssem nos braços um do outro quando ele tinha acabado de dizer que ela era “plain and missish” mesmo que a cena seja quente, como todas as outras diga-se desde já. *calores* Desejei que ela lhe desse um valente soco na cara para ver se, com um olho negro, ele passava a ver melhor, mas infelizmente tal não aconteceu. Às vezes uma moça tem de fazer o gosto ao punho!

Também me pareceu que os restantes itens na lista foram resolvidos rapidamente. Tudo bem, faz sentido que fizesse tudo antes de casar e a cena do “ride astride” até está bem conseguida mas o duelo pareceu forçado.

Desta vez participei no tópico de discussão, ou pelo menos escrevi por lá o que achei, e concordo com algumas das coisas apontadas como, por exemplo, achei que ela não devia ter aceite casar sem que o Ralston dizer que a amava ou pelo menos que a reconhecia de um encontro há tantos anos atrás. Também fiquei a pensar que seria o irmão gémeo e não o Ralston quem a Callie tinha falado e cheguei a perguntar à Slayra se o herói era o Nick, mas não. :/

Enfim, acabei por gostar bastante, sobretudo por causa da heroína. As personagens secundárias também estão bem conseguidas e fiquei com curiosidade para ler os seguintes, sobretudo o da Juliana.

Veredito: Vale o dinheiro gasto. Gostei tanto que acabei por arranjar os 3! Uma moça de vez em quando precisa de ler uma coisa destas e, pelo menos este, consigo imaginar-me a reler. Tem partes muito bem escritas, apesar de a autora se repetir um pouco, sobretudo quando a Callie tenta explicar aos homens a liberdade que eles têm e pela qual ela anseia.

26 de julho de 2012

Inspira-me (1)

Como já respondi ao Booking Through Thursday desta semana há uns tempos, hoje resolvo responder ao Inspira-me. Descobri este blog do Sapo há umas semanas no blog smobile e tem ideias bem engraçadas. Hoje pergunta:
Se pudesse ir de férias dentro de um livro, qual seria?
Sinto-me tentada a responder Harry Potter ou Senhor dos Anéis, mas pensar que depois poderia ter que andar a fugir de vilões e tal, tira um pouco a vontade de ir descansar para esses mundos. Acho que preferia ir antes para dentro de um romance histórico da Julia Quinn ou para um livro da Jane Austen ou da Elizabeth Gaskell. Gostaria de passar os dias no campo ou a frequentar a season em Londres. :D

25 de julho de 2012

Romeo + Juliet (1996)

Diretor: Baz Luhrmann
Adaptação de Romeo and Juliet de William Shakespeare por Baz Luhrmann e Craig Pearce
Atores: Leonardo DiCaprio, Claire Danes, John Leguizamo

Mais informação técnica no IMDb.

Quando e onde o vi: 16/julho/2012 cortesia das BLX. Vi no âmbito da Temporada William Shakespeare e porque fiquei com vontade de o rever após o visionamento do trailer do  “The Great Gatsby” do Luhrmann que conta mais uma vez com o DiCaprio. E porque é que nunca mais chega dezembro?

Opinião: Oh, que dizer deste filme?! Não foi amor à primeira vista (ah! percebem a piada? xD ) mas quase. A primeira vez que o vi, já lá vão muitos anos (como eu era novinha *sente-se velha*), achei parvo e estranho, talvez algo pretensioso, que as personagens dissessem um texto num inglês tão estranho (naquela época para a minha pessoa) e antiquado quando o cenário era contemporâneo, mas é daquelas coisas, primeiro estranha-se e depois entranha-se e acabou mesmo por ser isso que me fez acabar por amar o filme.

Tendo então por cenário, como disse, Verona Beach dos anos 90, temos a oportunidade de ver um Romeu e Julieta mais pop, com camisas havaianas, carros vistosos, armas de fogo potentes como “espadas” de 9 milímetros. Este filme é brilhante em termos estéticos, o que acaba por ser uma marca de Baz Luhrmann, cheio de cor e com detalhes deliciosos nas roupagens (as imagens religiosas na roupa de Tybalt por exemplo) ou mesmo nos billboards comerciais, com citações ou escritos a lembrar Shakespeare (o “Rosencrantchy” (sp?) fez-me rir tanto).

É então pelo aspeto visual que este filme chama também a atenção, fazendo dele um must see, mesmo que as representações não sejam memoráveis, digamos assim. É visível alguma química entre Danes e DiCaprio, mas vai daí eu adoro toda a cena em que se conhecem até que descobrem a verdadeira identidade um do outro. Há mesmo um momento em que, juro, vejo os seus corações partirem-se um pouco, ou então sou eu que ando romântica e a ver coisas.

Mas falando na cena em que se vêem pela primeira vez, que seria ele sem a música da Des’ree? Oh música mai’linda! Ainda hoje em dia dou por mim a cantá-la e lágrimas sempre que a oiço! Não fosse a “Who Wants to Live Forever” dos Queen e seria a melhor música de todos os tempos para a minha pessoa. Mas não é só esta música que capta o momento e o espírito do filme, “Young Hearts Run Free” e toda a cena com Mercutio a cantá-la na escadaria é outro bom momento do filme. Toda a banda sonora está fantástica, com músicas de Garbage e dos The Cardigans que ainda hoje gosto de ouvir, e outros êxitos.

Basicamente, tudo no filme é bom! Não sei se será para todos, talvez seja preciso uma mente aberta, sobretudo se uma pessoa está habituada às adaptações do Branagh ( :P ), mas eu adoro-o e só posso aconselhar.

Para além do filme, o DVD da edição especial conta não só com galerias de imagem e alguns comentários a justificar as escolhas em termos de design e guarda-roupa, mas tem também vídeos com Luhrmann a dizer o porquê de Shakespeare e como convenceu o estúdio a produzir este filme. :)

Veredito: Vale o dinheiro gasto. Estou seriamente a pensar comprá-lo, sobretudo depois de ter visto o que traz a edição especial. Sou uma sucker por edições especiais, mais do que o filme, gosto de ver os behind the scenes, comentários e opiniões de quem trabalhou nos filmes que adoro.

23 de julho de 2012

O Beijo Carmesim (Raça da Noite, # 2)

Autor: Lara Adrian
Ficção | Género: fantasia urbana
Editora: Quinta Essência | Ano: 2011 (publicado originalmente em 2007) | Formato: livro | Nº de páginas: 368 | Língua: português

Como me veio parar às mãos: Emprestado pela Filipa, a maior culpada este ano por eu não diminuir a pilha de livros por ler. :P

Quando e porque peguei nele: 9/julho/2012 a 14/julho/2012. Apetecia-me algo leve e passado num ambiente contemporâneo.


Opinião: Tal como o anterior volume desta série, entretém e mantém o interesse da leitora. Achei a história mais bem conseguida que a do primeiro livro, talvez porque não é preciso explicar tanto o mundo, possibilitando um maior desenvolvimento das personagens e da história. Gostei bastante do casal protagonista, notando-se algum crescimento sobretudo de Tess. Não achei tão previsível como o anterior, mas vai daí o cerébro estava em modo de descanso (e como estava bem precisada de tal coisa), tendo uma ou outra reviravolta que podia ter antecipado se estivesse mais atenta. Assim acabou por surpreender um bocado.

Também gostei da introdução de uma personagem, Chase, dos Refúgios apesar de não nos dar assim tanto a conhecer sobre essa parte do mundo da Raça da Noite. Fico à espera que ele se torne um guerreiro ou tenha mais destaque daqui para a frente, pois pareceu-me uma personagem com um passado interessante e talvez com potencial para ser explorado. Além disso, parece que vai perder a amada para o Tegan (o choque!) já que este par é o protagonista do próximo volume, que já ali está à minha espera e devo pegar em breve, quando me apetecer descansar mais um bocadinho.

Veredito: Emprestado e pouco se perde com isso. Não é a melhor coisa do mundo mas, como disse, entretém e fica o interesse em continuar a seguir a série.

21 de julho de 2012

The Hollow Crown: Richard II

Diretor: Rupert Goold
Adaptação de Richard II de William Shakespeare por Rupert Goold
Atores: Ben Whishaw, Rory Kinnear, David Suchet

Mais informação técnica no IMDb.

Quando o vi: 8/julho/2012 no âmbito da Temporada William Shakespeare.

Opinião: Não conhecia esta peça de Shakespeare que foi então exibida pela BBC na série “The Hollow Crown”, no âmbito das olímpiadas culturais deste ano, e que parece-me que não é mais que a adaptação da Henriad (as coisas que aprendo! :D ), como é chamada a tetralogia que engloba para além desta peça as duas partes de Henry IV e a peça Henry V. A série tem um premissa interessante, que se pode ver neste trailer, e o mesmo texto abre então este primeiro “episódio”:
Let's talk of graves, of worms, and epitaphs;
Write sorrow on the bosom of the earth.
(...)Let us sit upon the ground
And tell sad stories of the death of kings:
How some have been deposed, some slain in war,
Some haunted by the ghosts they have depos'd,
Some poison'd by their wives, some sleeping kill'd;
All murder'd:
Esta citação é desta peça e, para além de aparecer no início, aparece também mais à frente no filme, mas achei curiosa e pareceu-me realmente adequada, apesar de pouco ou nada saber sobre as peças que compõem esta “The Hollow Crown”.

Acabei por gostar bastante da adaptação que mostra então a deposição de Richard II por Henry Bolingbroke, que seria depois Henry IV. Richard é quase como que um rei absoluto, com uma corte bajuladora e em busca de favores, justificando o seu direito à Coroa por um qualquer poder divino e chegando a comparar-se ao sol e vestindo-se até com uma armadura toda ela dourada, o que me fez lembrar Luís XIV ainda que este seja bastante posterior. Depois de exilar Bolingbroke, apodera-se das suas terras e riquezas o que leva aquele a revoltar-se, por forma a exigir o que lhe foi retirado mas cuja ambição entretanto cresce, passando a visar o trono. Henry aproveita o facto de Richard se encontrar na Irlanda, a fazer a guerra, e da população se encontrar descontente para ganhar apoios. Richard acaba por se render e é interessante como Henry tenta fazer com que Richard abdique publicamente, para que o seu reinado seja legitimado dessa forma.

Simplesmente adorei esta parte, achei-a tristemente bonita, se tal é possível. Pareceu-me, em vários momentos, que Richard sofreria de dupla personalidade, o homem e o rei, sendo o segundo (ou aparentando ser) mais confiante, justificando a sua realeza por ser dádiva de um poder divino, e o homem menos seguro de si, questionando se realmente deveria estar naquela posição. Nesta cena vemos como que um conflito entre os dois, tendo então que abdicar da parte régia (“God save King Henry, unking’d Richard says,/And send him many years of sunshine days!”) como que um mártir ou como Cristo, traído por aqueles que julgava seus seguidores. O homem Richard é então deixado e encarcerado com os seus lamentos (onde me lembrou Hamlet 1) e posteriormente assassinado, também à maneira de um mártir, São Sebastião.

Como disse gostei bastante, todos os atores me pareceram muito bem. Também gostei dos cenários e das roupas, todas elas muito coloridas quando eu esperava, não sei porquê, algo mais soturno, como acaba por acontecer o final. De sol, tal como apresentado a início, sentado no trono, com a coroa na cabeça e segurando o ceptro e o orbe, em posição de majestade, passa a uma criatura miserável, por assim dizer, despida do que o fazia grande e relegado para uma qualquer cela escura na Torre de Londres. Fiquei realmente fascinada pela imagem que por vezes me fazia lembrar pinturas medievais.

Veredito: Para ter na estante. Parece-me que vou querer tudo o que à “Shakespeare Unlocked” diz respeito. Os filmes que fazem parte desta série, “The Hollow Crown”, são apenas uma das coisas que a BBC organizou e, no seguimento da sua transmissão, parece que exibem também documentários (“Shakespeare Uncovered”) que abordam os mais variados temas relacionados com o célebre autor. Quero tanto ver tudo!

The shadow of my sorrow! ha! let's see: 
'Tis very true, my grief lies all within; 
And these external manners of laments 
Are merely shadows to the unseen grief 
That swells with silence in the tortured soul 

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