20 de julho de 2012

The Apothecary’s Daughter [e-book]

Autor: Julie Klassen
Ficção | Género: romance histórico
Editora: Bethany House Publishers | Ano: 2009 | Formato: e-book | Nº de páginas: - | Língua: inglês

Como me veio parar às mãos: encontrei-o este ano disponível na Amazon a preço 0.

Quando e porque peguei nele: 4/julho/2012 a 8/julho/2012. Estava a explorar novas aplicações do Google Chrome quando tropecei no Kindle Cloud. Fiz login e lá estavam os e-books que tinha adquirido. Como este tinha uma capa bonita, chamou a atenção e comecei a lê-lo.


Opinião: É uma história fofa, pouco mais há a dizer. Esperava um romance como os da Julia Quinn, talvez sem as partes mais quentes até porque vinha categorizado como christian fiction, e apesar de ter gostado, aborreceu-me que a protagonista não se decidisse por ninguém. Há cerca de 3 ou 4 moços que fazem avanços e todos eles a fazem sentir-se afogueada e tal, não havendo, no entanto, distinção nos seus sentimentos por nenhum deles, até que chega o fim do livro e pronto ela lá fica com alguém! E não é que não houvesse oportunidade para trabalhar nos relacionamentos, já que a história avança a um ritmo lento que podia ter sido melhor aproveitado para desenvolver as personagens. A moça acaba por ser algo parada. Ela partir à busca, lutar por alguma coisa ou simplesmente mostrar um pouco mais de interesse num dos seus suitors, está quieto, quem a quiser que lute ele para se mostrar digno, ou fique à espera que os outros desamparem a loja por ficarem cansados de esperar pela moça. *massive eye roll*

Mas tirando isto, gostei do retrato da época, sobretudo da visão que dá da medicina nesta época, e dos pequenos vislumbres (tão pequenos e tão poucos) que temos de como seria viver com a epilepsia nesta altura.

Não será nada de especial mas deixou-me repousada e com uma certa sensação de conforto. Fiquei curiosidade para ler mais da autora, sobretudo se os seus livros estiverem novamente a preço 0.

Veredito: Se fosse emprestado pouco se perdia com isso. Pelo preço que paguei, que foi nada, acabou por não ser uma má aposta.

Há de seguir-se: O Beijo Carmesim (Raça da Noite, Livro 2) de Lara Adrian

19 de julho de 2012

Booking Through Thursday: Um ou muitos?


A pergunta desta semana é...
A while ago, I interviewed my readers for a change, and my final question was, “What question have I NOT asked at BTT that you’d love me to ask?” I got some great responses and will be picking out some of the questions from time to time to ask the rest of you. Like now.

Series or Stand-alone?
Para mim tanto faz desde que a história seja boa e apelativa, com personagens tri-dimensionais que cresçam devido os acontecimentos que vivem. Detesto quando as histórias se esticam só para se poder dizer que faz parte de uma trilogia ou de uma série mais longa, e que haja livros que sejam autênticos enche-chouriços, que pouco ou nada acrescentam aos volumes anteriores ou contribuem para os seguintes.

Mas confesso que começo a ficar algo saturada de tanta série e começo a apreciar mais um livro que se possa ler sozinho, cuja história começa e acaba num mesmo volume. Muitas vezes acabam por revelar uma história melhor construída, um melhor desenvolvimento de personagens e um bom domínio da linguagem e da escrita. :)

18 de julho de 2012

Romeo and Juliet [e-book]

Autor: William Shakespeare
Ficção | Género: peça de teatro - tragédia
Editora: Project Gutenberg | Ano: escrito em 1591? | Formato: e-book | Nº de páginas: - | Língua: inglês

Como me veio parar às mãos: tal como Hamlet e Macbeth tenho uma edição em português, mas acabei por fazer download das obras completas no site do Projecto Gutenberg. Entretanto também comprei o livro na Fnac, daí que a leitura deste tenha sido uma mescla de e-book e livro físico.

Quando e porque peguei nele: 26/junho/2012 a 3/julho/2012. Simplesmente apeteceu-me. Conta para os desafios: Temporada William Shakespeare.


Opinião: É a peça que, provavelmente, melhor conheço do autor e, talvez por isso, a que menos me fascinou. Para dizer a verdade, fiquei mesmo “WTF?”, pois apesar de a conhecer não me tinha apercebido de quão jovem era a Julieta nem que a relação se tivesse desenvolvido de forma tão rápida e foi por aí que a coisa não me convenceu. Então o Romeu estava apaixonado por outra e de repente já só vê Julieta à sua frente? É certo que isto dá origem a uma das mais belas citações
Did my heart love till now? forswear it, sight!
For I ne'er saw true beauty till this night.
Mas tenho de concordar com o padre confessor quando ele diz
Is Rosaline, whom thou didst love so dear,
So soon forsaken? Young men's love then lies
Not truly in their hearts, but in their eyes.
E a maneira como se apressam para o casamento! Eu sei que era outro tempo e sabe Deus lido com casamentos de jovens todos os dias, ou não tivesse que falar da Troca das Princesas tendo a Mariana Vitória uns 10 anos e já havia estado noiva, com apenas 3 anos, do Luís XV de França, mas isso não é para aqui chamado. Onde é que eu ia mesmo? Ah pois, eu sei que era normal, muitas vezes casavam jovens e os noivos nem sequer se conheciam, mas não consegui deixar de me lembrar de um meme que por aí anda baseada numa música. A sério! Só pensava em algo como “Hey! I just met you and this is crazy, but meet me tomorrow and we’ll get married, maybe”. Sim, é incrível como a minha mente se lembra das coisas mais parvas...

Apesar do problema com o “insta-romance”, como a Slayra lhe chama, não deixa de ser uma história bonita (o drama! a tragédia!), com uma escrita ainda mais linda. A sério, ando fascinada com a escrita deste senhor. E só uma nota, já não precisei de recorrer à tradução! Agora se isso se deve ao facto de conhecer a história ou já estar a ficar habituada à linguagem, não faço ideia. :P Uma coisa é certa, apesar de já ter as Collected Works em livro, vou continuar a usar o Kindle para ir lendo porque é tão prático ter um dicionário disponível à distância de um click!

Veredito: Vale o dinheiro gasto. Mais um texto desse génio, do que estavam à espera?

Há de seguir-se: The Apothecary’s Daughter de Julie Klassen

16 de julho de 2012

Porque música é poesia (14)

Tenho andado tão... sei lá, stressada, cansada, a precisar de férias e de descanso de tudo e todos, que dei por mim a ouvir Enya outra vez. As suas músicas têm a capacidade de me alhear de tudo e de me fazer imaginar que ando por entre prados verdes onde pastam vaquinhas, ou a descansar sob o mais bonito céu azul.


Enya - Pilgrim

Pilgrim, how you journey
On the road you chose
To find out why the winds die
And where the stories go.
All days come from one day
That much you must know,
You cannot change what's over
But only where you go.

One way leads to diamonds,
One way leads to gold,
Another leads you only
To everything you're told.
In your heart you wonder
Which of these is true;
The road that leads to nowhere,
The road that leads to you.

Will you find the answer
In all you say and do?
Will you find the answer
In you?

Each heart is a pilgrim,
Each one wants to know
The reason why the winds die
And where the stories go.
Pilgrim, in your journey
You may travel far,
For pilgrim it's a long way
To find out who you are...

Pilgrim, it's a long way
To find out who you are...

Pilgrim, it's a long way
To find out who you are...

14 de julho de 2012

Hamlet (1996)

Diretor: Kenneth Branagh
Adaptação de Hamlet de William Shakespeare por Kenneth Branagh
Atores: Kenneth Branagh, Kate Winslet, Derek Jacobi, Julie Christie

Mais informação técnica no IMDb.

Quando e onde o vi: 30/junho/2012 no AXN White. Vi o filme no âmbito da Temporada William Shakespeare.

Opinião: Depois de ver o “Hamlet” do Zefirelli com o Gibson, tive a oportunidade de ver o do e com o sir Kenneth Branagh, que por acaso deu num dos canais da cabo. Andava eu a chorar pelos cantos que não encontrava o DVD e eis que me dizem no twitter “OLHA O HAMLET DO BRANAGH NA TV!” Ok, talvez não o tenham dito em maiúsculas mas foi assim que as li. E já agora deixem que vos diga meus amigos, este tipo de coincidências assusta! Mas ainda bem que as há! :D

Depois de agradavelmente surpreendida pela representação do Mel Gibson, que me deu uma outra visão da personagem que dá nome à peça, as expetativas para esta adaptação eram altas e se não foram atingidas, não ficaram muito longe. Não vou dizer que é melhor que a outra, não o achei, mas foi uma outra visão igualmente interessante e mais próxima do que imaginei ao ler, da minha própria interpretação do texto.

Achei Hamlet mais frio e calculista, gostei bastante de Horácio, Gertrudes pareceu-me um pouco mais inocente e não tão arrebatada pelo filho, como acontece na adaptação de 1990 onde há mesmo uma cena, quando Hamlet confronta a mãe, que quase parece uma violação, sendo a relação deles bastante edipiana (até porque a Glenn Close é pouco mais velha que o Mel Gibson, salvo erro, e achei por isso o casting estranho, mas é a Glenn Close e ela é grande em tudo o que faz e a relação acaba por resultar no filme). Claudius pareceu-me também mais cruel, Polónio não tão anedótico e Ofélia ainda mais quebrada, mais digna de dó. Achei curioso que tenham optado por mostrar a relação de Ofélia e Hamlet como sendo de cariz sexual e tendo sido a relação consumada, o que de certa maneira contribuiu para perceber um pouco melhor a sua demência no final. Ela acaba por ser uma mulher usada por Hamlet, pensando que é amada mas talvez não tanto, ou pelo menos aqui fiquei, mais uma vez, com a sensação de algo mais efémero como paixão ou desejo, e por seu pai, na medida em que é usada para tentarem perceber o que levou Hamlet à sua suposta demência. Para além disto, imagino-a sentindo-se culpada por não ter dado ouvidos ao que o pai e sobretudo o irmão tinham dito de Hamlet, e culpada por julgar que se deve a ela a demência dele. Continuo a achar que se há alguém que Hamlet ama é o pai, mas também Horácio e ele próprio.

Apesar de ser uma tragédia escrita nos finais do séc. XVI/XVII, salvo erro, e de retratar possivelmente uma história medieval, o cenário e roupagens mais modernas não me chocaram, até porque esta história, e outras do mesmo autor pelo que me começo a aperceber, são intemporais e qualquer que seja a época os temas continuam a ser válidos e atuais.

Os atores também são fantásticos, mas tenho de me confessar algo parcial. Não me canso de ver o Kenneth e a Kate Winslet, que são dos meus atores preferidos. Foi uma surpresa ver o Billy Cristal, o Charlton Heston como um dos atores da peça dentro da peça, ter um vislumbre da genial Judy Dench e o Robin Williams.

Este é um filme longo, tem cerca de 4 horas, já que se trata da representação de todo o texto ipsis verbis, mas é por demais interessante. Vi-o durante a madrugada e não adormeci(!), como aconteceu, por exemplo, com o "Scoop". Levantar-me para ir trabalhar no domingo de manhã é que foi pior. The things I do for my Shakespeare season...

Veredito: Vale o dinheiro gasto. Aconselho, mas vai daí eu aconselho tudo o que tenha ou seja do Kenneth Branagh, mesmo que seja algo que não tenha visto. É dos meus atores de Shakespeare favoritos. Agora é ir à procura do seu “Henry V”...

13 de julho de 2012

Booking Through Thursday: Guilty Pleasure


A pergunta desta semana é...
A while ago, I interviewed my readers for a change, and my final question was, “What question have I NOT asked at BTT that you’d love me to ask?” I got some great responses and will be picking out some of the questions from time to time to ask the rest of you. Like now.

SammyDee asks:
What book(s) have you read that you’re secretly ashamed to admit
Era para ter respondido ontem, mas depois acabei por não o fazer porque foram surgindo coisas que não interessam para aqui. Mas respondendo então à questão... antes era mais usual tentar esconder o que estava a ler, sobretudo aqueles romances com alfa-males e moças de peitos fartos nas capas, mas depois pensei  “oh que se lixe! gosto de ler, que me importa o que as outras pessoas possam pensar?” e desde aí que se acabou a vergonha e nos últimos tempos nem tenho tapado a capa, como costumava fazer.

12 de julho de 2012

Era Uma Vez

Criadores: Adam Horowitz, Edward Kitsis
Atores: Jennifer Morrison, Lana Parrilla, Ginnifer Goodwin

Mais informação técnica no IMDb.

Quando e onde o vi: entre 13/janeiro/2012 e 29/junho/2012, tanto no AXN como no videoclube, se não conseguia apanhar no canal.

Temporada: primeira e única até ao momento, mas foi renovada.

Opinião: Tal como “Castle”, esta foi uma série com um horário algo confuso, mas segui com mais gosto e quase religiosamente, apesar de ter alguns pontos fracos que mexiam comigo, chegando mesmo a exasperar-me.

Para começar temos os protagonistas. A Jennifer Morrison nunca me convenceu, mas é algo que já vem de trás, de “House M.D.” e até de “How I Met Your Mother” onde simplesmente a odiei. Não sei o que é que me faz não ir à bola com ela mas acho que é, realmente, o ponto mais fraco de toda a série. Não consigo importar-me com sua personagem, mas acontece o mesmo com o pequeno Jared Gilmore. Também não fiquei fã de Ginnifer Goodwin nem do Josh Dallas, mas isso deve-se mais à história da Snow e do Charming do que propriamente aos atores. A história é demasiado lamechas para o meu gosto. Tão, mas tão lamechas que dou por mim a revirar os olhinhos e a perguntar se não podemos passar à frente da lamechice toda.

No espetro oposto, adorei Lana Parrilla que está fabulosa como Rainha Má, ainda que o episódio em que descobrimos porque é que odeia a Snow tenha deixado algo a desejar. A sério, acabei o episódio a perguntar-me “mas é por isto?” Pensei que Snow tivesse tido um pouco mais de influência, do género ter ela morto por engano ou acidente, mas não, é porque é tão doce e inocente que deu com a língua nos dentes. Meh! Fabuloso está também Robert Carlyle, mas isso era um dado adquirido. Também adorei como deram a volta aos contos de fadas, com Rumplestiltskin (nome mais estranho mas estranhamente bonito, acho que quero um cão com este nome :D ) a ser o Monstro, por exemplo, e a Capuchinho a ser o lobo mau! Isto foi, a meu ver, o que de melhor teve a série.

Veredito: Vale o dinheiro gasto. Não que vá gastar dinheiro num DVD, mas é giro, entretém e aguardo a segunda temporada. :)

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