10 de julho de 2012

Prometheus

Diretor: Ridley Scott
Escritores: Jon Spaihts, Damon Lindelof
Atores: Noomi Rapace, Michael Fassbender, Charlize Theron

Mais informação técnica no IMDb.

Quando e onde o vi: 30/junho/2012 no cinema.

Opinião: Este é daqueles filmes em que dou por mim, semanas depois de ter visto o filme, a pensar “gostei? não gostei? será que percebi tudo? devia revê-lo?” E sinceramente, não sei.

Em termos de paisagens é bem bonito, sobretudo o início, e no que toca a atuações não são más. Todos os atores me pareceram bastante competentes mas o Michael Fassbender como David, um androide construído pela Weyland Corporation, está fenomenal. A sua atuação é fria, desprovida de qualquer sentimento e chegou a fazer-me duvidar se o homem realmente não será uma máquina. Parece ser dos atores mais versáteis que há por aí e espero que continue o bom trabalho.

Já no que toca à história, eis que chegamos à tal indecisão. Parece um daqueles filmes em que a montanha pariu um rato, ou um alien neste caso. Começa quase por ser um filme filosófico, fazendo aquelas perguntas que toda a Humanidade questiona em todas as épocas e ainda não conseguiu responder: de onde vimos, para onde vamos e qual é o nosso propósito. Mas de repente torna-se como que num filme de terror, com o pessoal a dar corda aos sapatos para salvarem as suas vidas, com heróis a sacrificarem-se pela Humanidade (em perigo de extinguir-se por um qualquer capricho dos supostos Engenheiros), com seres estranhos a entrarem nos corpos dos passageiros da nave que dá nome ao filme e acabando por originar mutações.

Parece que tenta ser muita coisa ao mesmo tempo, ou que a meio aborreceram-se, o que fez com que tenha suscitado imensas perguntas sem oferecerem, no entanto, qualquer resposta. É certo que é complicado dar resposta aquelas questões existenciais, a Humanidade ainda não o conseguiu e tenta há milénios encontrar um significado para a vida, mas o filme acaba por ter uma mitologia algo própria, digamos assim, pois apresenta os Engenheiros como criando o Homem (ou toda a vida na terra, acabei por não perceber muito bem, sobretudo se tivermos em conta a teoria da evolução de Darwin que diz que descendemos de primatas) pelo que seria interessante terem tentado oferecer respostas.

Assim sendo o que tiro daqui? Que o ser humano é uma experiência que correu mal, mas penso que isso já se sabia, e, como todas as más experiências, o que corre mal deve ser destruído. De qualquer forma aguardo uma continuação para ver até onde é que Shaw vai na sua busca por respostas.

Já agora, deixo um link para um artigo que achei bastante interessante, que se debruça sobre as grandes questões que o filme aborda.

Veredito: Vale o dinheiro gasto. Mais não seja porque passado uma semana e meia continuo a pensar no filme. Leva a questionar-nos, a fazer algum exame pessoal.

7 de julho de 2012

Curtas: Missing, A Feira dos Imortais (Nikopol, #1)

Título: Missing
Criado por: Gregory Poirier
Atores: Ashley Judd, Cliff Curtis, Nick Eversman, Sean Bean

Mais informação técnica no IMDb.

Quando e onde o vi: entre 19/abril/2012 e 23/junho/2012, no AXN ou melhor no videoclube da Zon onde o AXN disponibilizava os episódios que iam dando semanalmente.

Temporada: primeira e parece que a última.

Opinião: Não pensava ver esta série, pois acho que a Ashley Judd faz sempre o mesmo papel, mas depois vi que tinha o Sean Bean e pronto, foi a desgraça. Ainda temi pela saúde daquele, que infelizmente acaba sempre morto (ok, às vezes salva-se, como no Sharpe, mas reparem na quantidade de filmes em que ele morre e no tipo de morte, até tem uma “death by cow”!).

Não será a melhor coisa que por aí anda, achei por demasiado previsível e que os efeitos, nomeadamente quando andavam de carro ou mostravam cenas do passado, podiam estar melhores assim como as actuações. Apesar de tudo acabou por conquistar a minha atenção, de tal forma que fiquei realmente desapontada quando soube que foi cancelada. Desapontada e irritada porque o final da série é então completamente descabido. Merecia um fecho a sério e não uma ponta solta, mas tão solta que praticamente implora por continuação.

Veredito: Deu na televisão pelo que não se perde nada com isso.

Título: A Feira dos Imortais (Nikopol, #1)
Autor: Enki Bilal
Ficção | Género: comic
Editora: Meribérica/Liber | Ano: 1991 (originalmente publicado em 1980) | Formato: livro | Nº de páginas: 64 | Língua: português

Como me veio parar às mãos: pedi emprestado nas BLX

Quando e porque peguei nele: 26/junho/2012. Apeteceu-me ler algo com história aos quadradinhos. Conta para os desafios: Book Bingo - novela gráfica.


Opinião: Já há alguns anos que ando de olho nas obras deste autor, mas só agora tive oportunidade de ler. Apesar disto não sei bem do que estava à espera e soube a pouco, como se faltasse algo, não sei bem o quê. Talvez alguma profundidade, tanto no que à história como às personagens diz respeito.

Gostei da arte e foi sobretudo isso que me havia chamado a atenção. Gosto do desenho e do aspecto algo futurista. Achei engraçado envolver deuses egipcios (e vê-los jogar Monopólio foi impagável xD ) e gostei de como o autor mostra a História a repetir-se, como se o ser humano jamais aprendesse com os seus erros, mas achei que podia ter ido mais longe na exploração dos temas que tenta abordar. Acabou por ser demasiado contido.

Fica, no entanto, a curiosidade para ler os restantes dois volumes.

Veredito: Emprestado e pouco se perde com isso.

4 de julho de 2012

Hamlet (1990)

Diretor: Franco Zeffirelli
Adaptação de Hamlet de William Shakespeare por Christopher De Vore e Franco Zeffirelli
Atores: Mel Gibson, Glenn Close, Alan Bates

Mais informação técnica no IMDb.

Quando e onde o vi: 24 de junho em casa, cortesia das BLX que tinham o DVD disponível. Vi o filme no âmbito da Temporada William Shakespeare.

Opinião: Como com outros livros que assim que leio tenho de ver a adaptação, neste caso tal ainda mais se impunha, tendo sido esta história escrita por modo a que outros a representassem.

Penso que nunca tinha visto uma adaptação da peça, só excertos do filme do Sir Kenneth Branagh (e deixai-me fangirlar um bocado por ele agora ser Sir) aqui e ali, e que entretanto tive a oportunidade de ver mas isso fica para uma outra altura...

Ao ver este, devo confessar que tinha um certo receio da escolha de Mel Gibson mas ele acabou por me surpreender. A sua raiva e “demência” era o que esperava encontrar ao ler e ele na sua representação conseguiu então imprimir o sentimento que terá faltado na minha leitura. Não sei se estou a conseguir expressar-me da melhor maneira, mas a leitura e o visionamento são duas experiências completamente diferentes e achei o último muito mais enriquecedor que a leitura. Sem dúvida de que estas palavras foram escritas para serem representadas pois sem qualquer entoação perdem todo o alcance que poderiam ter. E como todos os actores são diferentes, assim como diferentes são as pessoas, acaba por dar uma outra visão, uma outra interpretação do mesmo texto. Se ao ler achei que Hamlet era um choninhas, Mel Gibson mostrou-me que era um homem de ação e que mesmo a sua inatividade é um plano em andamento. Se tinha achado que o seu sentimento por Ofélia não era verdadeiro, aqui senti que o facto de sua mãe se voltar a casar prematuramente como que estragou a imagem das mulheres para ele, vendo em Ofélia o mesmo engano sem que ela no entanto tivesse feito algum mal, pagando a justa pela pecadora. Vi na demência de Ofélia mais que a tristeza de ter sido abandonada, vi sonhos desfeitos e a inocência perdida.

Não segue a peça tal como está escrita, há cenas que desaparecem e outras mudam de sítio, mas acaba por ser uma adaptação bastante competente e muito bem conseguida. Só posso aconselhar.

O DVD também possui documentários e um comentário que analisa o texto original e o filme, que acho que valem a pena ser vistos e lido.

Veredito: Vale o dinheiro gasto. Mas muito perto de “para ter na estante”. Surpreendeu-me bastante e aconselho sem qualquer tipo de reservas.

2 de julho de 2012

Verdade ou Consequência? (7)

Lady Macbeth

Li esta peça há dois anos, por auto-recriação minha e como me foi dada a oportunidade de escrever sobre o tio Shakes através do convite da dona deste blog, foi mais ou menos fácil decidir-me sobre que peça iria escrever!

Macbeth, ou The Tragedy of Macbeth, é a peça mais curta de Shakespeare e é também a mais violenta, sangrenta e obscura que ele escreveu. Fala-nos de ambição desmedida, de traição, crueldade e culpa, com um ambiente sobrenatural que torna certos momentos da peça ainda mais tensos e obscuros. De forma resumida, Macbeth fala-nos de um homem, Macbeth, que está disposto a matar o rei da Escócia para lhe usurpar o trono. Consequentemente, Macbeth passa a ser um homem atormentado pela culpa dos seus actos e acaba como um homem completamente paranóico em relação a todos os que o rodeiam e tirânico. Contudo, houve uma personagem em particular que me impressionou em toda a peça: Lady Macbeth.

A primeira vez que ela aparece é no acto I, cena 5 e é nesta cena que ela faz talvez o seu discurso mais marcante e o discurso mais perturbador que eu já li. E para vos dar um cheirinho, aqui fica um pouco:

"Come, you spirits
That tend on mortal thoughts, unsex me here
And fill me, from the crown to the toe, top-full
Of direst cruelty. Make thick my blood,
Stop up th'access and passage to remorse,
[...]
Come to my woman's breasts,
And take my milk for gall, you murd'ring ministers,
Wherever in your sightless substances
You wait on nature's mischief."

"Unsex me"?! Bitch is crazy... Agora falando a sério, isto não é perturbador? Esta mulher, cheia de ambição desmedida, ainda mais vil que o seu marido, pede que lhe sejam retiradas todas as características que estão associadas às mulheres e que as tornam, supostamente, seres mais sensíveis e frágeis. Ela não quer ter qualquer qualidade que a possa levar a fraquejar. Quer, essencialmente, ser preenchida pela mais terrível crueldade. Lady Macbeth chega a questionar a masculinidade do marido sempre que a mente dele sente remorsos em relação a algo; ela domina-o, é impiedosa e no fim é a culpa e a visão de todos os seus actos que a levam à loucura e ao seu final trágico. Para a época, Lady Macbeth terá sido uma personagem algo polémica, uma vez que, sendo mulher, ela não tem um traço de feminilidade no que diz respeito às suas acções. Ela pede a um poder sobrenatural que lhe retire as características femininas porque se prepara para actos cruéis, associados ao masculino e, por isso, ela tem que cortar todos os laços que a ligam, mentalmente e emocionalmente, aos aspectos femininos. O sexo é algo físico, nascemos homens ou mulheres; mas o género é uma característica mental e, nesse aspecto, Lady Macbeth tem um pensamento mais associado ao masculino. Há críticos, inclusive, que a consideram a verdadeira instigadora de toda a violência na peça e, para mim, ela é a impulsionadora de todos os momentos cruciais da história. O que é que eu tenho a dizer sobre isto? Que a senhora Macbeth era uma mulher perturbada e que Shakespeare era um génio.

Nesta medida, acho que vale a pena referir aqui duas pinturas que ilustram o poder de Lady Macbeth tanto na peça como sobre o seu marido. A primeira é da autoria do pintor Henry Fuseli e intitula-se Garrick and Mrs. Pritchard in Macbeth (1812). Para dar um pouco de contexto, o momento em que se baseia esta pintura é retirado do acto II, cena 2 e diz assim:

Lady Macbeth: Go get some water,
And wash this filthy witness from your hand.
Why did you bring these daggers from the place?
They must lie there: go carry them, and smear
The sleepy grooms with blood.

Macbeth: I'll go no more:
I am afraid to think what I have done;
Look on't again I dare not.

Lady Macbeth: Infirm of purpose!
Give me the daggers."

Garrick and Mrs. Pritchard in Macbeth
de Henry Fuseli
Não vou fazer nenhuma análise académica sobre o quadro, mas é bastante claro que Lady Macbeth se encontra numa posição dominante e de poder, em oposição ao coitado do marido que parece ter medo da própria mulher e parece estar horrorizado com o acto que acabou de cometer, uma vez que as adagas estão ensanguentadas. O facto de parecerem duas figuras fantasmagóricas num fundo negro, penso que transmite a obscuridade da peça, o ambiente tenso e sobrenatural e os actos sangrentos que vão sendo cometidos durante a peça.

Ellen Terry as Lady Macbeth
de John Singer Sargent
O segundo quadro é de John Singer Sargent e intitula-se Ellen Terry as Lady Macbeth (1889). Ellen Terry foi uma actriz de teatro inglesa e que se tornou famosa por ser uma das melhores actrizes Shakespearianas, no século XIX. Neste quadro em particular, vemos Ellen Terry como Lady Macbeth. Quando vi este quadro lembrei-me imediatamente do discurso do "Unsex me here". Ela está altiva, imponente, o seu olhar parece em transe e está com a coroa nas suas mãos, símbolo da sua ambição pelo poder real. Acho que mais do que ser rainha, ela queria era ser rei e aqui, mais uma vez, se impõe a questão entre sexo e género. Um outro pormenor importante é o cabelo ruivo. O cabelo ruivo estava associado às bruxas, a mulheres sedentas de luxúria nas quais não se podia confiar por representarem uma ameaça aos homens. Não referi antes, mas Macbeth e a sua mulher tinham uma relação essencialmente sexual e era dessa forma que ela o convencia a actuar de determinada maneira. E aqui encaixa tudo, não encaixa?

Existem mais quadros que retractam esta peça e outras personagens também. Mas estes dois, para além dos quadros que retractam as três bruxas, foram os que mais me marcaram pela mulher que evocam, pela violência, crueldade e ambição associadas a ela. Confesso que em termos de adaptações de Macbeth para filme nunca vi nenhuma. Mas também, com tanta superstição associada a ela, não me espanto muito... Mas no youtube podem encontrar vídeos de representações teatrais de algumas cenas da peça, entre as quais contracenam Judy Dench e Sir Ian McKellen. Aqui fica a excepcional Judy Dench na já referida cena 5 do primeiro acto (no spoilers):



Este artigo foi escrito pela Diana do blog Papéis e Letras, que apoiou a temporada Shakespeariana, leu o Hamlet ao mesmo tempo que eu, está quase sempre disponível para falar sobre o tio Shakes (e sotaques britânicos, e homens britânicos, e espadas britânicas, e... acho que já perceberam a ideia) e já escreveu trabalhos sobre tudo e mais alguma coisa. :D

1 de julho de 2012

Macbeth [e-book]

Autor: William Shakespeare
Ficção | Género: peça de teatro - tragédia
Editora: Project Gutenberg | Ano: escrito em 1603? | Formato: e-book | Nº de páginas: - | Língua: inglês

Como me veio parar às mãos: tal como Hamlet tenho uma edição em português, que conta com mais peças do autor e que faz parte de uma coleção, mas acabei por fazer download das obras completas no site do Projecto Gutenberg.

Quando e porque peguei nele: 24/junho/2012. Estava para pegar no Romeu e Julieta mas de repente apeteceu-me algo violento e com gore para combinar com a minha disposição e paciência para pessoas, que sinceramente não tem sido muita. Conta para os desafios: Temporada William Shakespeare.


Opinião: Depois de ter lido, aparentemente, a sua peça mais longa, eis que agora li a mais curta. Mas por ser mais curta não quer dizer que seja menor. É certo que não achei a sua escrita tão poética, e por isso continuo a preferir Hamlet, mas esta tem outros pontos de interesse, nomeadamente por mostrar o que poder e a ambição podem fazer a um homem.

Macbeth aparenta ser um homem justo e leal ao seu soberano até que encontra três bruxas que lhe dizem que está fadado a ser rei. As três bruxas lembraram-me as Parcas, de certa forma representando passado, presente e futuro, e girado a Roda da Fortuna, decidindo ou contribuindo para os destinos dos mortais. Neste caso, o encontro como que implanta a ideia de assassínio na mente de Macbeth. No entanto, e tal como Hamlet, dúvidas assaltam a sua alma, sendo que Macbeth acaba por se assemelhar a um homem perante um precipício. É a sua esposa, Lady Macbeth, que acaba por lhe dar o empurrão final, colocando em marcha acontecimentos que vão, como não podia deixar de ser, contribuir para os seus fins.

Sobre Lady Macbeth, uma das personagens que mais gostei, apesar de tudo, falará uma convidada especial, mas gostaria de salientar que apesar de achar que teve o que merecia, não deixei de sentir pena quando enlouquece e se suicida. Apesar de aparentar ser mais forte que o marido levando-o a cometer atos atrozes, é a primeira que sucumbe ao sangue dos inocentes que mancha as suas mãos e que teima em não sair. Mas se esta personagem parece que sempre foi má ou pelo menos mais ambiciosa, já não diria o mesmo de Macbeth, que vai aos poucos e poucos afundando-se na sua sede de poder.

De notar que, tal como em Hamlet, são seres sobrenaturais que colocam em marcha a história, aqui com a premonição das bruxas e que me leva a questionar se Macbeth faria o que fez se não as tivesse ouvido. E mesmo tendo ouvido, porque achou necessário agir daquela forma? Também é feita uma premonição sobre o seu companheiro Banquo e ele nada faz. Para dizer a verdade acho curioso este tipo de histórias, que remonta a tantos séculos atrás como até à Antiguidade Grega, onde outras histórias têm base em premissas semelhantes: premonições, visões do futuro que levam pessoas a agir e a concretizar o profetizado, mesmo que tentassem evitar o futuro como havia sido escrito. Isto leva-me a questionar se está o futuro realmente escrito ou se cada um faz o seu destino com as suas escolhas, pois apesar de o futuro nos ser contado continuamos a ter escolhas: encetar ações para o cumprir ou continuar como até ali, esperando que o profetizado se cumpra? Food for thought, indeed...

Enfim, esta é uma história bastante mais negra, acabando por revelar o que de pior há no homem. Mas ao mesmo tempo, há sinais de esperança, numa luz na noite, num herdeiro exilado, numa personagem que por sofrer com a morte da sua família não deixa de ser viril (também já em Hamlet o choro era considerado coisa de gaja). Este é outro tema recorrente, sobretudo na relação entre Macbeth e sua mulher, em que esta perante as indecisões e medos daquele acusa-o de falta de virilidade, mas Macduff mostra então o contrário.

Os opostos são uma constante nesta peça que agora quero ver representada. Não sei se há alguma adaptação cinematográfica ou televisiva, mas com toda a superstição que há por detrás até gostaria era de ver a peça sobre o escocês no teatro.

Veredito: Para ter na estante. É que não há dúvida nenhuma. Não sei quanto às comédias e outros escritos de Shakespeare mas as tragédias são seguramente para guardar, ler, reler, ver e rever.

Há de seguir-se: ?

30 de junho de 2012

The Golden Lily (Bloodlines, # 2) [e-book]

Autor: Richelle Mead
Ficção | Género: fantasia urbana
Editora: Razorbill | Ano: 2012 | Formato: e-book | Nº de páginas: - | Língua: inglês

Como me veio parar às mãos: comprei-o na Amazon este ano, assim que saiu, tinha feito pré-reserva.

Quando e porque peguei nele: 16 a 20/junho/2012. Adoro estes livros e tinha que ler assim que possível, além de que queria algo leve, que não necessitasse de muita concentração.


Opinião: Este é o segundo volume do spin-off da série Vampire Academy e segue Sydney Sage, uma Alquimista que ajudou Rose nos últimos três livros daquela saga. Li o primeiro livro no ano passado e gostei bastante, apesar de Sydney ser bastante diferente de Rose. Não é tão impulsiva, o humor não é tão engraçado mas ainda assim faz-me rir. Além disso, a história desenvolvia-se devagar e de forma previsível ainda que fosse interessante, e o mesmo acontece neste volume.

A ação não é o forte de Sydney, mais habituada a cuidar de tudo e todos, limpando o que deixam para trás. Ela confia por demais na sua razão e raramente sai da sua zona de conforto ainda que os acontecimentos e a sua convivência com a sociedade vampírica, nas suas mais diversas formas, a force a puxar os seus limites e a questionar o que tinha por dogma.

Neste livro, apesar de poucas respostas dar e suscitar ainda mais perguntas, continua então o crescimento de Sydney, a sua procura pela verdade e por quem realmente é.

Apesar de estar a gostar da série, tenho algum receio que as coisas se arrastem. Acabei o livro com a ideia de que pouco ou nada avançou apesar de desenvolvimentos interessantes e de a autora conseguir aprofundar ainda mais o seu mundo. Na primeira série vimos o que distinguia strigois, morois, dhampirs e humanos, levando-nos ao centro das duas sociedades vampíricas. Nesta aprofundamos não só o grupo dos Alquimistas, mas também como os humanos que sabem da existência de vampiros se relacionam com eles e que tipo de poderes podem ter, sendo que Sydney deambula, ainda que de forma algo forçada, pela bruxaria.

Veredito: Vale o dinheiro gasto. Aguardo impacientemente o próximo volume, apesar de tudo. É como que um guilty pleasure, so what? Leve, faz-me rir, tem personagens credíveis e com as quais me identifico. Dá-me exatamente o que peço dele mas temo, sobretudo pela minha carteira, que se arraste. Lá porque gosto de uma história não quer dizer que a queira seguir indefinidamente. E além disso o Adrian já merece o seu final feliz, me thinks.

Há de seguir-se: Macbeth de William Shakespeare

28 de junho de 2012

Junho 2012

Nota:Este post será bilingue em algumas partes. A lista de livros lidos pode ser encontrada no post dedicado a cada desafio. É só carregarem no link.
~*~
Note:This post will be bilingual at some parts. The list of books read can be found on the post dedicated to each challenge. Just click on the link.

Mais um mês em que os vários artigos que me chamaram a atenção foram sendo relegados para o Instapaper, porque ou ficava sem net ou não tinha vontade para ler no pc. Mas como chegamos ao fim do segundo trimestre, penso que se impõe sobretudo um balanço sobre os desafios a que me propus e fui-me propondo ao longo deste ano. Digo fui-me propondo porque acrescentei outros dois aos cinco em que já me tinha inscrito. O anterior balanço foi feito em Março.


Continua em suspenso.


Continuo sem ter feito 5 em linha, mas já esteve mais longe. No entanto, o objetivo sempre foi fazer todo o cartão e para esse objetivo estou bem encaminhada, tendo lido 13 livros que se enquadram nos vários temas.


Mais uma vez esperava ir mais avançada neste desafio, mas já li 6 do total de 12 a que me propus. Um por mês não é uma média má, sobretudo quando me emprestam e eu compro tantos livros novos. Não admira que em vez de diminuir a pilha para ler aumente. Podia repetir o mantra "não vou comprar mais livros, não vou pedir mais livros emprestados, vou dar cabo da pilha" mas parece que não resulta.

No checkpoint a organizadora propus converter em milhas/kilómetros o nosso progresso. Sendo que o Pike's Peak tem cerca de 14 mil pés/4 300 metros de altura, devo ir a 7 mil pés/2150 metros. Só faltam outros tantos! Também propus alguns mini-desafios, em que vou tentar dar o meu melhor.

Ora bem, fazer um poema com os títulos dos livros lidos... Li muitos em português mas vou usar os títulos em inglês. Podem ler o poema mais abaixo. Eu sei, é muito mau. Poeta eu não sou. :P

Quanto à minha personagem preferida, penso que tenho de dizer William de Baskerville por toda a sua astúcia e inteligência, lembrando um Sherlock Holmes dos tempos medievais. O Nome da Rosa acabou também por ser o livro que mais gostei de ler, de todos os que li para este desafio, destacando-se pela negativa Shiver e Resgate no Tempo, livros para os quais tinha algumas expetativas.

~*~

Once again, I was hoping to be ahead in this particular challenge but have only read 6 of 12. I mean, is not bad, it's still something like one book per month but I feel my TBR pile is getting bigger instead of smaller with so many lent books and new ones. Repeating the mantra "I must not buy and ask for new books, I will read my TBR pile" doesn't seem to be working.

At the checkpoint, the blogger who's hosting the challenge proposed to say how much far we would actually be if climbing Pike's Peak. Well, considering it's 14 000 feet tall I guess I'm around 7 000 feet. Not bad, I only have another 7 000 to go! The blogger also proposed some mini-challenges in which I'll do my best.

So, a poem using the names of books considered for this challenge... I read some in Portuguese but used the English titles.

Shiver
as The Name of the Rose brings
Again the Magic
disrupting the Timeline
of The Clan of the Cave Bear 
at The Valley of Horses.

I know, it sucks. I'm not a poet I'm afraid.

As to my favourite character, I have to say William of Baskerville, due to his intelligence and for reminding me of Sherlock Homes albeit in medieval times. Actually, The Name of the Rose ended up being my favourite book read for this challenge, while Shiver and Timeline were somewhat far from what I was hoping.

The Back to the Classics Challenge

Eis que em 3 meses li 3 livros para este desafio, para o qual ainda não tinha lido nada até Março. Adorei todos os que li, mas Hamlet destaca-se claramente. Li outra peça de Shakespeare e pensei colocar na categoria "clássico traduzido do original para a tua língua" mas como estou a ler tanto no original como em português achei que seria estar a fazer batota, quando até tenho outros clássicos por ler e em português em casa.

~*~

Haven't read anything until March but in the last 3 months I've read 3 books for this challenge. Loved all the books but Hamlet is really my favourite so far. I've read other play by Shakespeare and even thought about considering it for "a classic that has been translated from its original language to yours" but since I'm reading it in Portuguese and in English, I thought I would be cheating. I have other classics to be read at home, so I'll be reading those instead.


Li mais um livro, portanto até agora li 3 dos 6 temas. Nada mau!

~*~

I've read one more book, so up until now I've read 3 of 6 themes. Not bad!


Este foi um dos novos desafios a que me propus, consistindo em ler 3 livros de ficção histórica escritos por autores portugueses ou tendo lugar em Portugal. Ainda não li nenhum, mas tenho meio ano para o fazer e a ver se é desta que pego nalguns dos títulos que me têm vindo a piscar o olho (a lombada?) a algum tempo mas que tenho optado por ignorar. A ver se deixo de fazer tal coisa...


Engraçado, não coloquei nenhum tipo de prazo para este mas tinha dito ler pelo menos 3 dos títulos que tinha em português. Já li 2 daí que não esteja a correr mal. :D Para além disso vi 2 filmes, já que esta temporada também envolve o visionamento de adaptações ou filmes relacionados com o autor. Estou a gostar tanto de ler e de fazer a temporada que sou capaz de continuar sem prazo específico. Ou então vamos a ver quantos livros leio e quantos filmes vejo até ao final do ano.



Em termos globais, parece que até agora li 29 dos 50 livros que me propus a ler no Goodreads, mas sinceramente é o número que menos me interessa. Tenho gostado de fazer os restantes desafios porque me obrigam a sair da zona de conforto e tem sido uma experiência muito enriquecedora, levando-me a pegar em autores que tinha receio de ler, como Eco e Shakespeare, por os achar muita areia para a minha camioneta tendo acabado por os considerar a melhor leitura que fiz este ano. Melhor só a LadyHawke, mas esse terá sempre lugar cimeiro nem que seja pelo filme. <3

Em termos de Custo do Vício, sim tenho poupado bastante dinheiro, mas o número de aquisições assusta-me. Tenho repetido constantemente que tenho de pôr um freio, mas não consigo. E pronto, é a minha admissão de que tenho um GRAVE problema e o melhor é não pensar mais nisso. Senão reparemos...

Compras:
  • The Complete Works of William Shakespeare de William Shakespeare

Compras e-books:
  • Golden Lily (Bloodlines, Livro 2) de Richelle Mead

Empréstimo pela BLX:
  • A Feira dos Imortais (Nikopol, Livro 1) de Enki Bilal

Empréstimos da Filipa:
  • O Beijo da Meia-Noite (Raça da Noite, Livro 1) de Lara Adrian
  • O Beijo Carmesim (Raça da Noite, Livro 2) de Lara Adrian
  • O Despertar da Meia-Noite (Raça da Noite, Livro 3) de Lara Adrian

Este mês a pilha TBR subiu mais uns 2 livros para 429 (71 e-books + 348 livros + 10 áudio-livros). Na verdade não sei se o número estará correto e a preguiça proíbe-me de ir conferir, mas não deixa de ser muito livro para ler. *suspira* Alguém me dá mais força de vontade para deixar de comprar e dizer sim a empréstimos de livros?

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