9 de junho de 2012

Branca de Neve e o Caçador

Diretor: Rupert Sanders
Escritores: Evan Daugherty, John Lee Hancock, Hossein Amini, Evan Daugherty
Atores: Kristen Stewart, Chris Hemsworth, Charlize Theron

Mais informação técnica no IMDb.

Quando e onde o vi: 3 de junho no cinema.

Opinião: Pouco ou nada sabia sobre este filme, a não ser que atores entravam, que papéis faziam e que o trailer, segundo o meu irmão, estava "muito bom". Está claro que o rapaz, assim como outros e posso incluir-me nesse grupo, não entendia como é que o raio do espelho achava a Kristen Stewart mais bonita que a Charlize mas, como penso que disse a Jen, preferi tomar o "fairest of them all" como a mais justa de todo o reino. E desta maneira o filme também funciona.

Supostamente, o filme tenta mostrar como a beleza interior é a mais importante mas acho que isto perdeu-se um pouco e sobressai é a beleza exterior. A própria mãe da Branca, quando está grávida e faz uma espécie de feitiço, centra-se na beleza exterior. Quer uma filha com pele branca como a neve, lábios vermelhos sangue, e coisas assim. A base do feitiço chega a ser o mesmo que faz a mãe de Ravenna (a Rainha Má) faz, com 3 gotas de sangue, que acabam por se tornar um motivo e julgo que tem haver com a pureza (virgindade e tal?).

Aliás, é a pureza ou a inocência que faz mover o filme e faz da Branca a "fairest of them all". E levamos com tanta pureza que achei demais. Contemos: temos um cavalo branco quando a moça foge (e tive um déjà vu nesta parte e fiquei à espera que um lobisomem aparecesse), é verdade que esperava um unicórnio e fiquei algo dececionada, mas não devia temer pois ele aparece mais à frente; também temos um cervo branco, que julguei ia rugir como Aslan de Nárnia; temos um mundo idílico, virgem, terra de fadas, até que acaba profanado pelo ataque à Branca, Caçador e anões; e finalmente o tal unicórnio, quando a rapariga está adormecida, numa tapeçaria, felizmente não a The Lady and the Unicorn que geralmente aparece para este tipo de coisa. Eu percebi que a moça era pura e inocente, não era preciso reforçarem tantas vezes a ideia!

Outra coisa de que não gostei foi dos constantes déjà vus. Para além do salto e do Aslan, houve alturas em que me lembrei dos Espetros do Senhor dos Anéis, do discurso do Henry V antes de uma batalha (cheguei a pensar que a moça ia recitar "we few, we happy few, we band of brothers" ou a gritar "cry God for Harry, England and Saint George!", perdoem-me mas estou numa de Shakespeare *cough*diz que sim, é mas é o Tom*cough*) e sei lá que mais. A sério, I kid you not! E para além disto há uma certa incerteza neste mundo. Não consegui perceber se pretendiam fazer alguma analogia religiosa, com a cena do cervo/Aslan e a ressuscitação de todos os que haviam sido de alguma forma atacados pela magia da Rainha, e achei um pouco deslocado o facto de a Branca rezar o Pai Nosso num mundo com magia como este. Também fica a dúvida se o Espelho é real ou se tudo não passa de imaginação da Rainha, havendo uma parte em que ela fala com o Espelho mas o seu irmão (coisa mais asquerosa) a vê falar sozinha. O_o

Mas tirando tudo isto, acabei por achar o filme giro. A nível visual está bem conseguido, as histórias das personagens são interessantes ao ponto de querer saber mais sobre a Ravenna e o Caçador, e as atuações não estão más. Ok, é verdade que temos a Kristen Stewart mas ela quase que sorri neste filme! Mas vai daí, com o Hemsworth ao lado qualquer rapariga só pode sorrir. :P

Também gostei da reviravolta no que toca ao beijo, apesar de ser previsível e o triângulo amoroso algo forçado, o que no meu entender mostra um amor real e não idealizado. Um amor que vem da convivência, do conhecer alguém, do impacto que essa pessoa tem na outra, fazendo esquecer mágoas e fazendo com que se deseje ser uma pessoa melhor. Pena é que o Caçador geralmente só tivesse belos discursos quando bêbado, mas pronto não deixa de ter alma de poeta.

Acaba por não ser um mau filme e, apesar dos constantes "acho que já isto noutro sítio", quebra com o usual fim do "e foram felizes para sempre". E foi o facto de o final não ser o mais convencional que fiquei com a pulga atrás da orelha e penso que li algures que vai haver continuação, que é suposto ser uma trilogia. Espero que, se tal acontecer, as back stories das personagens venham a ser mais desenvolvidas e se dê um fim mais definitivo à história. Até acho bem a princesa ficar sozinha, mas que seja mais explícito que o faz porque não gosta de ninguém e é assim que se sente feliz, que não dê espaço para o espetador questionar se ela não seria mais feliz com aquele ou com o outro.

Gostava de deixar aqui um link para uma crítica que gostei de ler (também podem ler a da Jen e a P7) e um resumo ilustrado que me fez rir. Não preciso de dizer que tem spoilers pois não?

Veredito: Se tivesse esperado para que desse na televisão não perdia nada com isso. Mesmo assim está perto de um vale o dinheiro gasto, até porque com o myZONcard ficaram 2 bilhetes pelo preço de um.

7 de junho de 2012

Foi Assim Que Aconteceu

Criado por: Carter Bays e Craig Thomas
Atores: Josh Radnor, Jason Segel, Cobie Smulders, Neil Patrick Harris, Alyson Hannigan

Mais informação técnica no IMDb.

Temporada: da primeira à sétima, que já acompanho a série há anos e é das minhas preferidas mas acho que nunca escrevi nada sobre ela e penso que merece. :) Há spoilers, bastantes spoilers. Estais avisados.

Opinião: Esta é uma das séries mais hilariantes, ainda que nas últimas temporadas nem por isso, a que tive oportunidade de assistir nos últimos tempos e, como muitas coisas boas, conheci-a por acaso. Mas um acaso daqueles grandes. Estava eu em casa, em 2005 ou 2006, muito provavelmente de férias, quando por volta das 17h na Fox Life começava um episódio desta série. E não era um episódio qualquer, era o primeiro episódio da primeira temporada! Já me devo ter queixado da minha sorte com filmes, que apanho sempre a meio, acontece-me o mesmo com as séries mas tal não aconteceu desta vez. Pensei "é um sinal dos deuses" e assisti aos primeiros dois episódios, já que por terem cerca de 20-30 minutos, a Fox Life mostrava-os aos pares. E foi assim que fiquei fã.

A série assemelha-se a "Friends", na medida em que segue um grupo de amigos, mas a premissa é um pouco diferente. Perante o pedido de casamento de Marshall a Lily, o amigo deles Ted, um romântico incurável, deseja também encontrar a mulher dos seus sonhos. Nós acabamos por saber que tal acontece, até porque a história é contada pelo próprio Ted aos seus filhos no ano de 2030, mas se aqueles conhecem a mãe, o espectador não e acompanhamos então a procura de Ted pela mulher que o completa.

A sua procura começa em 2005, no bar onde se encontra habitualmente com os seus amigos e o acaso, pelo jogo de Barney ("Have you met Ted?"), faz com que aquele conheça Robin. Está claro que apesar isto acontecer no primeiro episódio, pensamos que Robin é a mãe até que o episódio termina com Ted a dizer "that's how I met your aunt Robin". Não se esqueçam disto.

É então aquele o ponto de partida e ao longo destas 7 temporadas acompanhamos então a procura de Ted, aparentemente sem sucesso. Ele realmente acaba por andar com a Robin, mas antes ainda namora Vitória, que volta a aparecer na sétima temporada e com quem parte em direção à oitava (e confesso não augura nada de bom), a meio da série fica noivo de Stella para acabar depois abandonado no altar, e há ali um enrolanço com Zoe, a mais irritante de todas as moças que passam pela vida do protagonista. Ela consegue ser pior que o próprio Ted, que é provavelmente a personagem mais aborrecida de todas, mas é a sua história que acompanhamos, por isso não dá para lhe escapar. Acabamos por perceber que ele é demasiado picky e por isso não admira que demore tanto a encontrar a mulher dos seus sonhos. Apesar de a procura parecer infrutífera, vamos tendo algumas dicas de como ela será, o que veste, por onde anda... Mas claro que isto seria aborrecido se não tivéssemos os restantes personagens.

Os meus preferidos são Robin e Barney. Apesar de aparentemente serem os mais fúteis, acabam por revelar várias camadas e um coração de ouro, sobretudo Barney. É ele, na minha opinião, a estrela de toda a série e gostei do desenvolvimento da sua personagem, que parece culminar no casamento com Robin. Confesso, adoro o par e acho que são perfeitos um para o outro (o meu episódio favorito é muito provavelmente, aquele em que Robin suits up e vai ter com o Barney sendo o seu "bro" por uma noite, foi aí que me rendi ao par <3 ) apesar de terem namorado e a coisa não ter resultado. Mas nem podia resultar, pois percebemos que não estavam suficientemente preparados para algo do género, o que acaba por se verificar no final da sétima temporada. Barney cresce, Robin quer algo mais que o sucesso profissional e era necessário chegarem a esse patamar para darem então o passo final e dedicarem-se a uma relação a sério, a uma relação adulta. A temporada acaba com o casamento deles, mas não sabemos como chegaram lá. Mas já cá voltamos.

Outro casal que adoro é Lily e Marshall. São ambos doidos e, também, perfeitos um para o outro. Penso que são os que mais química têm e são a personificação daquilo que acho que toda a gente procura. Apesar de serem os mais doidos, são eles que melhor ilustram as fases de uma vida a dois e a constituição de uma família. Tenho gostado de seguir a sua história, nomeadamente quando Marshall teve de fazer decisões profissionais (dinheiro ou o que se gosta e sempre se quis?), e quero ver que tipo de dinâmica trará ao grupo o facto de haver agora uma criança.

Falando em dinâmica, começa a sentir-se algum afastamento entre os amigos, sobretudo no que a Marshall, Lily e Ted diz respeito. Este trio desde a faculdade que andava junto, mas com dois a formarem uma família, é inevitável algum afastamento do terceiro elemento. Foi engraçado ver o Ted a tentar manter-se a todo o custo na vida de Marshall e Lily, mas percebe-se que tal não poderá durar muito, Ted vai ter de voar sozinho e encontrar o seu próprio lugar.

Mas voltemos então ao final da temporada e ao casamento de Barney e Robin. Para mim foi quase sempre óbvio que estes dois estavam destinados, pois acho-os bastante parecidos, mas não me parece ser uma opinião popular, pois a maior parte das pessoas que conheço prefere o Barney boémio e womanizer. Como disse, não se sabe bem como é que eles chegam ao altar, já que Barney supostamente estava noivo de uma stripper, e penso que será isso que vai tratar a próxima temporada, que culminará então com o casamento e Ted a conhecer a sua futura mulher. Há algumas teorias que apontam para que a mãe (já que o título original da série é "How I met your mother") seja uma das convidadas do casamento, nomeadamente a meia irmã de Barney. Se tal vier a acontecer a frase do primeiro episódio ganhará todo um outro sentido (sempre se pensou que ele dissesse "tia" da mesma maneira como se refere a Marshall e Lily como "tios", por serem grandes amigos de Ted, mas a provar-se a tal teoria a Robin será mesmo tia por ser casada com o tio das crianças!) e justifica o porquê de ele ter começado a contar a história pelo encontro com Robin, pois se ele e o seu grupo não se tivessem conhecido Robin, nada do que veio depois aconteceria. Gosto de coisas deste género pois acho que a minha vida também já teve cenas assim, com momentos e encontros que vieram a mudar partes da minha vida (ou então não). :)

Apesar de as últimas temporadas terem sido um pouco mais fraquinhas, com menos piada e situações a repetirem-se até que uma pessoa fica enjoada, ainda assim é uma série, a meu ver, que merece a pena ser vista. A química de todo o grupo é fascinante, há piadas que percorrem toda a série e com as quais eu como fã deliro, como a cena do cockamouse, da sanduíche, os vários tipos de high-fives e o mais que célebre
"Legen... wait fot it, and I hope you’re not lactose intolerant because the second half of that word is dairy!"
Estou algo ansiosa para ver a oitava temporada, que só volta lá para setembro, e espero que seja nesta que Ted encontre a mãe, pois apesar de adorar a série, é triste vê-la arrastar-se um pouco e acabar por se perder em repetições de situações que pouco ou nada trazem à história. Por adorar quero que tenha um final. Eu sei que tudo o que é bom tem um fim porque vivem felizes para sempre! Na ficção pelo menos...

Veredito: Vale o dinheiro gasto. Esta é daquelas que quero guardar na estante, pelo menos as primeiras temporadas cujos episódios não me canso de ver. Apesar de terem apenas meia hora, os episódios geralmente têm de tudo um pouco, fazem-me rir, deixam-me com lágrimas nos olhos, fazem-me suspirar e chego a rever-me nalgumas das situações. É uma sitcom à maneira e parece que foi feita para mim. :)

6 de junho de 2012

Cruz de Ossos e Segredo de Prata (Mercy Thompson, #4 e #5)


Autor: Patricia Briggs
Ficção | Género: fantasia urbana
Editora: Saída de Emergência | Ano: 2011, 2012 (originalmente publicados em 2009 e 2010) | Formato: livro | Nº de páginas: 288 + 259 | Língua: português

Como me veio parar às mãos: emprestados pela Filipa, como não podia deixar de ser

Quando e porque peguei nele: 13/maio/2012 a 2/junho/2012. É Mercy, tinha de ler. Desta feita, critico-os juntos por preguiça e não há assim tanto a dizer individualmente.


Opinião: Esta série está muito bem conseguida. É certo que a princípio a vida amorosa da protagonista irritava-me, como que distraindo uma pessoa do que realmente interessava, ou seja dos mistérios e problemas em que Mercy se vai vendo envolvida por dar-se com lobisomens, vampiros e seres feéricos, mas a partir do momento em que o triângulo é resolvido essa parte torna-se bem mais interessante. Mercy não é uma moça em apuros, apesar dos tais problemas, e não tem a mania de que “OMD tenho de sacrificar-me em prol dos que amo porque SÓ EU O POSSO FAZER!” Nada disso, é uma moça com pés e cabeça, sabe que ao meter-se em problemas vai sair aleijada e apesar de por vezes se mandar de cabeça, faz questão de deixar alguma coisa para trás a avisar onde a podem encontrar, por assim dizer. E não tem problema em pedir ajuda quando necessita. Tudo isto faz com que seja uma das minhas heroínas favoritas.

Dizia então que a vida amorosa de Mercy, a partir do momento em que o triângulo se resolve, é bem mais interessante e se até aí achava que isso atrapalhava a história, nestes últimos livros achei que o mistério atrapalhava a vida da Mercy. :P Após os acontecimentos do terceiro livro, Mercy tem de ultrapassar medos e ataques de pânico, enquanto tenta conviver com a sua escolha amorosa, que acarreta responsabilidades e outros tipos de complicações, pois o facto de ser uma coiote não a ajuda no meio de lobisomens. Gostei do desenvolvimento da personagem, que aos poucos se vai dando e deixa cair o muro, percebendo que não é por amar alguém que se torna fraca mas pelo contrário, torna-se mais forte. Gostei também que a autora não resolvesse a questão da violação de forma simplista. Ainda no quinto livro se sente algumas repercussões de tal acontecimento, que tem assim bastante impacto na maneira como Mercy passa a enfrentar o mundo, contribuindo para o desenvolvimento e crescimento da personagem.

Mas nem só da vida de Mercy vivem estes livros. No quarto livro Mercy vê-se confrontada com problemas vampíricos, consequência das suas ações no segundo livro. Achei a parte da Marsilia algo confusa e jamais pensaria que ela pudesse arquitetar tal coisa. Mas ainda antes de lidar com Marsilia, Mercy vê-se puxada para fora de Tri-Cidades para resolver um problema com fantasmas. Gostei mais dessa parte, que dá um pouco mais de luz sobre os poderes de Mercy e do seu fiel bastão ( xD ) para além de ter uma das personagens que mais gostei em toda a série, o pequeno Chad. :) Já no último, são os seres feéricos a dar cabo da cabeça de Mercy, assim como Sam. Os primeiros continuam a ser as criaturas mais interessantes, sobretudo porque sei pouco sobre fadas e esse tipo de coisas e acho o máximo eles esconderem a sua verdadeira natureza, pelo que uma pessoa nunca sabe com o que pode contar, mas ver o lobo a sobrepor-se ao humano também foi interessante. Ver que a imortalidade, ou uma vida mais longa, pode ser um fardo e assitir o conflito interno sobre o desejo de morte e sobrevivência é sempre algo que gosto de ler.

É das séries, se não a série, de fantasia urbana que mais estou a gostar de seguir. A autora está a conseguir equilibrar as várias vertentes da vida da Mercy e a desenvolver muito bem tanto as personagens como o seu mundo. Continuo a querer saber mais sobre os caminhantes e os seres feéricos, e gostaria de vir a saber mais sobre personagens como Stefan e Samuel, sobretudo como eram as suas vidas em séculos anteriores. 

Veredito: Vale o dinheiro gasto. Esta série foi uma das surpresas deste ano e apesar de ter lido os livros emprestados, parecem-me boas aquisições. Sei que há uma outra série, Alpha & Omega, que se centra no irmão de Samuel, se não estou em erro, e que me parece ser interessante na medida em que expande um pouco mais a mitologia lobisomem deste mundo. Espero que também seja publicada por cá, pois tenho bastante curiosidade em ler. Patricia Briggs parece ser uma autora para continuar a seguir.

Há de seguir-se: não faço ideia do que vou ler, a sério. Tenho tanto que quero ler neste mês: Shakespeare, Kushiel’s Dart para o Vaginal Fantasy, As Crónicas de Gelo e Fogo, Persuasão, Os Leões de Al-Rassan, A Corte do Ar, que não sei em que pegar. Mas como à exceção de Shakespeare o resto são releituras, talvez pegue mesmo no inglês.

4 de junho de 2012

Diários Steampunk

Já falei do ClockWork Portugal aqui. Pois bem, hoje foi para o ar o segundo episódio dos Diários Steampunk que conta com a presença desta vossa amiga. :) Foi um serão divertido que resultou numa conversa bastante longa, mas podem assistir aos melhores momentos.

Porque música é poesia (12)

Ainda não tive oportunidade de ver a segunda temporada de "A Game of Thrones" mas o raio desta música não me sai da cabeça.


The National - The Rains of Castamere

And who are you, the proud lord said,
that I must bow so low?
Only a cat of a different coat,
that's all the truth I know.
In a coat of gold or a coat of red,
a lion still has claws,
And mine are long and sharp, my lord,
as long and sharp as yours.

And so he spoke, and so he spoke,
that lord of Castamere,
But now the rains weep o'er his hall,
with no one there to hear.
Yes now the rains weep o'er his hall,
and not a soul to hear.

1 de junho de 2012

Temporada William Shakespeare

William Shakespeare
É verdade que ainda não completei os desafios a que me propus, nomeadamente o Inverno Filhos da Terra, sendo que o inverno já lá vai e a primavera de Gelo e Fogo (que era uma das resoluções para este ano) nunca chegou a andar para a frente, mas ainda assim acho que este tipo de coisas me motiva a pegar em livros em que tardo a pegar e faz-me querer conhecer um pouco mais sobre as temáticas ou autores por detrás dos livros. Chegou por isso a vez de William Shakespeare.

Ahah! Ele é o Henry V,
ele é o Cassio... *suspira*
Este ano planeava ler uma das suas peças para o Back to the Classics Challenge, mas como a BBC vai ter uma temporada dedicada ao senhor, nomeadamente com a apresentação de algumas das peças históricas (entre as quais Henry V e acho que é fácil perceber o porquê do entusiasmo, yep fangirlismo tem destas coisas :D ), pensei "porque não tentar fazer o mesmo?" E cá está a temporada Shakesperiana.

Estava a contar ler os dois livros com várias peças de Shakespeare que encontrei há algum tempo, a minha avó estava para os deitar fora (o crime!), no entanto a tradução não me parece das melhores de modo que fiz o download das The Complete Works of William Shakespeare no Projecto Gutenberg. O meu plano é por isso ler as peças no original e, caso tenha algum problema com o inglês e sobretudo com o sentido do texto, socorrer-me das traduções que tenho disponíveis. Assim vou escolher as minhas leituras dentro destes títulos:
  • Hamlet
  • O Rei Lear
  • Romeu e Julieta
  • Macbeth
  • Otelo
  • O Mercador de Veneza
  • Júlio César

Digo escolher porque não vejo a ler todas estas obras, apesar de o querer fazer mas isso é um projecto a longo termo, mas gostava de ler pelo menos 3 destes títulos. Se a leitura em inglês acabar por não ser tão complicada como isso, talvez me aventure por outras peças.

É também meu objectivo nesta temporada ver e rever algumas das adaptações cinematográficas que têm sido feitas, não só das suas peças mas também da sua vida. Gostava de ver sobretudo as adaptações pela mão do Kenneth Branagh, o filme "Anónimo" e rever "A Paixão de Shakespeare", não que seja um grande filme mas tem Judy Dench como rainha Isabel I e só isso vale a pena. "Romeu + Julieta" do Baz Luhrman também faz parte dos planos (tenho andado a querer revê-lo desde que vi o trailer do seu novo filme que conta também com a participação do Leonardo DiCaprio). Se tiverem mais alguma sugestão, agradeço. :)

Vou tentar ter algumas participações de outras pessoas dispostas a entrar nesta temporada mas não prometo nada. Se quiserem participar e contribuir estão à vontade. ;)

E só porque sim...

Book Confessions (6)

Eu sei, não se deve julgar as pessoas sem as conhecer e tal, mas quando entro pelo primeira vez em casa de alguém não consigo evitar olhar para as estantes e julgar o seu gosto em livros.

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