15 de maio de 2012

Curtas: O Corpo da Mentira, Como matar o cão do vizinho, Robin Hood: Príncipe dos Ladrões

Título: O Corpo da Mentira
Diretor: Ridley Scott
Adaptação de O Corpo da Mentira de David Ignatius por William Monahan
Atores: Leonardo DiCaprio, Russell Crowe, Mark Strong

Mais informação técnica no IMDb.

Quando e onde o vi: dia 29 de Abril na RTP

Opinião: Já o vi há algum tempo mas do que me lembro pareceu-me um bom filme com demasiadas reviravoltas e boas atuações, na medida a que estes atores já me habituaram. Uma outra forma de ver os serviços de inteligência em ação durante períodos e situações de guerra. Não fiquei curiosa quanto ao livro, apesar de o ter visto na Feira não me senti tentada a comprá-lo, o filme parece-me suficiente.

Veredito: Deu na televisão pelo que não se perde nada com isso.

Título: Como matar o cão do vizinho
Diretor: Mike Kalesniko
Escritor: Mike Kalesniko
Atores: Kenneth Branagh, Robin Wright, Suzi Hofrichter

Mais informação técnica no IMDb.

Quando e onde o vi: madrugada de 29 para 30 de Abril na RTP

Opinião: Tinha acabado de ver o filme anterior quando consultei o Guia de TV da Zon e dizia que se seguia um filme com o Kenneth Branagh, está claro que tinha de ver, felizmente não trabalhava no dia seguinte...

Kenneth é um escritor de peças de teatro que lida com insónias, um cão que também não o deixa dormir, pressão no trabalho (com a escrita e ensaios da sua nova peça de teatro depois de trabalhos que não correram tão bem), uma mulher que deseja engravidar (sendo que a paternidade a ele pouco lhe diz), a filha de uma vizinha que vê nele um potencial novo amigo e uma espécie de doppelganger, um fã que se diz ser o escritor e com quem ele vem a desenvolver uma estranha amizade.

Acaba por ser um filme engraçado, talvez não muito memorável mas ligeiro o suficiente para uma noite bem passada.

Veredito: Deu na televisão pelo que não se perde nada com isso.

Título: Robin Hood: Príncipe dos Ladrões
Diretor: Kevin Reynolds
Escritor: Pen Densham, John Watson
Atores: Kevin Costner, Morgan Freeman, Mary Elizabeth Mastrantonio

Mais informação técnica no IMDb.

Quando e onde o vi: 5 de maio no Canal Hollywood

Opinião: Atenção: Guilty pleasure! Adoro tanto este filme. Para dizer a verdade prefiro o “Heróis em Collants”, mas sempre que dá na televisão também tento ver este. Por acaso há muito tempo que não o revia (vai para mais de 10 anos) e devo confessar que fiquei um pouco desapontada com o papel do Alan Rickman. Adoro-o como ator e acho que está muito bem no papel, mas acho o vilão muito caricato. Não me lembrava que assim fosse e achei que, neste novo visionamento, o filme merecia um vilão como deve ser. Quero um Xerife mau, já estou farta de o ver como comic relief (na série de 2006, no filme acima referido...) e pensei que neste tal não acontecia. :/ 

Veredito: Deu na televisão pelo que não se perde nada com isso.

14 de maio de 2012

Curtas: Cranford [e-book], Vínculo de Sangue (Mercy Thompson, #2), Beijo do Ferro (Mercy Thompson, #3)

Título: Cranford [e-book]
Autor: Elizabeth Gaskell
Ficção | Género: romance
Editora: Project Gutenberg | Ano: originalmente publicado em 1853 | Formato: e-book | Nº de páginas: - | Língua: inglês

Como me veio parar às mãos: Fiz download do site Project Gutenberg no ano passado.

Quando e porque peguei nele: 27/abr/2012 a 6/maio/2012. Apetecia-me ler algo bem escrito e como tinha adorado North and South da mesma autora, achei que este seria bom. Conta para os desafios: Book Bingo - Clássico, The Back to the Classics Challenge - clássico do séc. XIX.


Opinião: Gaskell ameaça ser como Quinn, mesmo o mais fraquinho é bastante bom. Não existe propriamente um enredo, sendo este livro constituído por vários relatos, quase em espécie de diário, de Mary Smith, visitante regular de Cranford a pedido de algumas das solteironas lá do sítio.

Mary dá-nos a conhecer algumas das peculiaridades de Cranford e de seus habitantes, a maior parte mulheres que gerem a sociedade e acham-se muito bem sem homens a partilhar a mesma, bem como de alguns acontecimentos que mexem com o lugar, seja a vinda de um ilusionista ou uma série de roubos que afinal não seriam tão graves assim.

Acaba por ser uma leitura leve e bastante agradável. Houve ocasiões em que ri, como na cena da vaca vestida de flanela, e outras em que ficava emocionada com as atitudes de algumas personagens, sobretudo no final quando a mais doce de todas as personagens sofre um pequeno revés. Fiquei com pena que uma certa situação não tenha resultado num final semelhante a Persuasão, mas a vida tem destas coisas e é vida que aqui está representada. Quase podia jurar que histórias semelhantes teriam acontecido na terra dos meus pais, por exemplo.

Veredito: Se fosse emprestado pouco se perdia com isso.


Título: Vínculo de Sangue (Mercy Thompson, #2)

Autor: Patricia Briggs
Ficção | Género: fantasia urbana
Editora: Saída de Emergência | Ano: 2011 (originalmente publicado em 2007) | Formato: livro | Nº de páginas: 284 | Língua: português

Como me veio parar às mãos: Filipa emprestou-o.

Quando e porque peguei nele: 6/maio/2012 a 7/maio/2012. Foi o primeiro em que coloquei a vista em cima e, sendo livro emprestado, tinha preferência sobre outros.


Opinião: Depois da surpresa que acabou por ser o primeiro volume, tive de me render e ler o segundo. Fi-lo quase numa assentada pois a história está muito bem desenvolvida, com mistério e ação q.b., sobrando ainda tempo para desenvolver personagens e aprofundar relações. Ainda assim, o triângulo (quadrado?) amoroso continua a parecer a coisa menos conseguida neste livro, tendo-se tornado algo irritante Mercy encontrar-se com o um dos pretendentes quando acabava de sair dos braços do outro e aquele lembrar-lhe “olha que aqui estou e não estou a gostar nada disso”. *eye roll* Mas tirando isso, é de leitura compulsiva e dá-nos a conhecer um pouco mais deste mundo, salientando o que difere Mercy dos restantes sobrenaturais.

Veredito: Vale o dinheiro gasto.

Título: Beijo do Ferro (Mercy Thompson, #3)
Autor: Patricia Briggs
Ficção | Género: fantasia urbana
Editora: Saída de Emergência | Ano:  2011 (originalmente publicado em 2008) | Formato: livro | Nº de páginas: 261 | Língua: português

Como me veio parar às mãos: Mais um que veio da estante da Filipa.

Quando e porque peguei nele: 7/maio/2012 a 11/maio/2012. Ainda pensei pegar noutros livros, mas gostei tanto do volume anterior que resolvi continuar com esta série.


Opinião: A história neste volume não me pareceu fluir tão bem, sobretudo devido à vida pessoal de Mercy que aparecia do nada e relegava para segundo plano o mistério que a protagonista tem de resolver para tirar o seu amigo e mentor Zee da prisão, e evitar que seja morto pela autoridade dos seres feéricos. Felizmente o triângulo amoroso resolve-se, o que era o ponto mais fraco das histórias, e o último terço do livro, apesar de algo chocante, abre portas para um maior desenvolvimento das personagens, sobretudo da protagonista. Este parece-me ser a mais valia destes livros e o porquê de os achar viciantes.

Veredito: Vale o dinheiro gasto.

9 de maio de 2012

Picture Puzzle (2)



Ora bem, vi este jogo no blog da Jen, para quem vai o crédito, e podem também dar uma espreitadela no blog da p7 que também tem feito isto. É muito simples de jogar bastando então:
  1. Escolher um livro;
  2. Arranjar imagens que representem as palavras do título (geralmente usa-se uma imagem por palavra, ignorando algumas tais como ‘o/a’, ‘os/as’, ‘de’, ‘por’, ‘em’, etc);
  3. Fazer um post e convidar o pessoal a tentar adivinhar de que livro se trata;
  4. Podem ser fornecidas pistas — exemplos: este livro faz parte de uma série,pertence ao género x, o autor é da nacionalidade y, etc. Fornecer pistas é boa ideia se estiver a ser muito difícil de alguém acertar no título, mas usá-las ou não fica inteiramente ao critério do autor do puzzle;
  5. As imagens não têm de representar as palavras do título no sentido literal.
Puzzle #1
Pistas:
  • título é igual em português e inglês

Puzzle #2
Pistas:
  • título em português

7 de maio de 2012

The Red Necklace (French Revolution, #1) [áudio-livro]

Autor: Sally Gardner | Narrador: Tom Hiddleston
Ficção | Género: fantasia histórica
Editora: Orion | Ano: 2007 | Formato: áudio-livro | Nº de páginas: - | Língua: inglês

Quando e porque peguei nele: 30/abr/2012 a 1/maio/2012. Ia passar o dia em limpezas e outras tarefas domésticas e pareceu-me que seria interessante. *assobia inocentemente* Conta para o desafio: Book Bingo - Áudio-livro.


Opinião: Devo dizer que não fosse pelo narrador, provavelmente nunca teria lido este livro. *regrets nothing* E deixem-me dizer que este áudio é uma festa de sotaques. A fangirl em mim delirou com tanto sotaque (sim, tenho uma panca por sotaques ingleses, deixai-me!) e com a voz do Tom Hiddleston. *suspira* No geral, a narração pareceu-me bem conseguida, apesar de ter achado que houve uma personagem que a meio mudou de sexo e por isso de tom de voz. O_o

Este áudio conta a história de Yann, um jovem rapaz de 14 anos que atua com um anão e um ilusionista. O truque que o trio costuma apresentar (cada qual executando a sua parte) envolve um autómato que se mexe sem quaisquer fios ou maquinismo, que revela o que as pessoas escondem no seu íntimo e adivinha o futuro, além de o ilusionista ser capaz de sobreviver a um disparo. Devido ao sucesso dos seus espetáculos, são contratados pelo conde Kalliovski para atuarem numa festa. Mas este parece ter algo na manga e ao ser reconhecido pelo ilusionista e pelo anão, resolve matá-los para que o seu segredo não seja descoberto. No entanto, para além da morte do ilusionista no palco às mãos de Kalliovski, a noite traz outra surpresa desta feita na voz de Yann através do autómato, anunciando a Revolução Francesa.

A história agarrou-me desde o início, pareceu-me bastante interessante ainda que previsível nalguns pontos, mas a meio pareceu-me que não fluía tão bem, com mudanças abruptas entre pontos de vista de personagens e mesmo com as coisas a passarem-se depressa. Parece-me que esta é uma abridged version pelo que tal coisa talvez se deva a cortes no texto. Também me pareceu que faltava algo conforme a história foi seguindo. Não consigo dizer o quê, mas parece que o fascínio foi desaparecendo. O início prometia magia e por alguns momentos consegui senti-la, mas depois essa magia, esse encantamento foi-se desvanecendo. Talvez esperasse ver o talento de Yann e Tattoo mais aprofundados, pois a ideia de fios de magia é engraçada (fez-me lembrar a série Study e mesmo o primeiro livro da trilogia das Joias Negras) mas infelizmente é abordado superficialmente e quase a despachar, pelo que vemos muito pouco de tal magia.

As personagens também não são muito aprofundadas, apesar de ser impossível não gostar de Sido ou de odiar o seu pai e o vilão da história. A sério, não gostaria de encontrar o conde Kalliovski à frente, só o lema “Show no mercy, have no mercy” me arrepiava, e confesso que fiquei com algum temor de encontrar um colar vermelho. Yann também é uma personagem agradável de seguir mas houve momentos, sobretudo quando se exaltava, em que me parecia estar um pouco out of character. O_o O romance é fofo, apesar de achar um pouco recambulesco a ideia de dois jovens se apaixonarem perdidamente aos 14 anos tendo-se visto numa única noite. *eye roll* A Revolução Francesa como pano de fundo também dá um certo colorido, por assim dizer, à história sendo muito bem conseguido, a meu ver, o alheamento do pai de Sido a tudo o que estava a acontecer.

É considerado um livro para crianças mas gostei de o ler e vejo-me a relê-lo. Mais não seja pelo vilão. Parece que os vilões das histórias para crianças são sempre melhores. Alguns há que em vez de vilões parecem que servem é para comic relief ou são tão maus apenas para serem maus e acabam por não impor temor nenhum. Não é preciso serem muito aprofundados, uma atmosfera de mistério e macabro, de não olhar a meios para atingir fins e sede de poder conseguem ter o efeito desejado, pelo menos em mim.

Veredito: Se fosse emprestado pouco se perdia com isso. Mas parece-me perto de um Vale o dinheiro gasto pois acabou por ser uma leitura bem mais interessante do que estava à espera (mais vai daí, tudo é mais interessante quando se anda a fazer tarefas domésticas) e estou a pensar seriamente a adquirir tanto o livro como o volume seguinte.

Há de seguir-se: muito provavelmente Cranford de Elizabeth Gaskell

4 de maio de 2012

Dark Lover (Black Dagger Brotherhood, #1) [e-book]

Autor: J.R. Ward
Ficção | Género: fantasia urbana
Editora: Signet | Ano: 2005 | Formato: e-book | Nº de páginas: - | Língua: inglês

Quando e porque peguei nele: 22/abr/2012 a 27/abr/2012. Ouvia falar tão bem que resolvi pegar nele.


Opinião: Tinha lido críticas algo díspares sobre este livro mas o melhor é mesmo julgá-lo por nós próprios, assim sendo peguei nele mas rapidamente percebi que ia ser uma leitura complicada.

Desde cedo dei por mim a revirar os olhos e deixem-me que diga que há um limite para o revirar de olhos e com este livro puxei para além do limite, temi mesmo ficar com um problema e passar a olhar para o meu cérebro, pois reviranço de olhos foi uma constante durante a leitura. Desde o vampiro supostamente rijo e que por isso veste cabedal dos pés à cabeça, usa óculos escuros e ouve rap (tão mauzão que ele é! *ironia* ), mas que depois se perde de amores e quer fazer conchinha com a mulher que acaba de conhecer e tem de proteger mas por quem se apaixona assim que lhe mete a vista em cima *eye roll*; à dita mulher que depois de uma tentativa de violação vai para a cama com um homem que acaba de conhecer *alto reviranço de olhos*, quase tudo era motivo para revirar os olhinhos. (Sim, muito repetitiva, eu sei...)

A relação do casal protagonista baseia-se sobretudo em sexo e parece que o enredo é apenas um artíficio para justificar o facto de eles se encontrarem e fazerem sexo. Basicamente a história resume-se a engonhanço, engonhanço, casal protagonista tem sexo, engonha-se mais um pouco para terem sexo a seguir, mistura-se um pouco de mistério que engonha mais um bocado, aproveita-se para explicar o que é a Irmandade e têm novamente sexo... e isto parece repetir-se ad nauseum.

Fartei-me um pouco do casal mal se conheceram, de tal modo que lia na diagonal sempre que estavam juntos. O resto da história, sobre a Irmandade e aqueles que querem acabar com os vampiros, apesar de mais interessante que o casal (só de pensar neles sinto vontade de revirar os olhos) mas não foi o suficiente para manter o meu interesse.

Veredito: Não acabei. Dizem que este é o mais fraquinho de toda a série, pelo que conto dar mais uma hipótese.

Há de seguir-se: The Red Necklace de Sally Gardner

3 de maio de 2012

Booking Through Thursday: Irmãos

A pergunta desta semana é...
A while ago, I interviewed my readers for a change, and my final question was, “What question have I NOT asked at BTT that you’d love me to ask?” I got some great responses and will be picking out some of the questions from time to time to ask the rest of you. Like now.

Heidi asks:
Do you have siblings? Do they like to read?
Sim, tenho um irmão para mal dos meus pecados... :P Ok, não é assim tão mau, o rapaz até é simpático e vai tendo paciência para aturar as minhas doideiras (e confesso que não são poucas), mas tem realmente um grande defeito que é não gostar de ler. Pensamos que isso se deve à nossa mãe. Pode até ser coincidência mas enquanto a minha mãe estava grávida com a minha pessoa ela lia muito e eu saí leitora, quando ela andava grávida com o meu irmão fazia muitos trabalhos manuais, sobretudo camisolas de lã e outras coisas de corte e costura, e o meu irmão saiu com gosto e jeito para essas coisas. Até o ponto cruz dele é mais certinho que o meu...

E agora já sabem que se eu desaparecer é porque fui esganada por ele, por ter escrito isto...

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