2 de maio de 2012

Abril 2012

O mês de Abril foi agitado, e Maio promete ser ainda mais, mas recheado de leituras, mesmo que algumas não tivessem sido do meu agrado. 

Também foi mês de Women in SF&F no blog Fantasy Cafe, onde destaco este artigo. Infelizmente não consegui ler todos os textos, por falta de tempo, mas o tema é interessante e tenho-os, por isso, guardados no Instapaper para ler então quando as coisas acalmarem.

Outros artigos que li e achei interessantes foram este sobre remakes de filmes com o qual tendo a concordar (e não bastando os remakes, há também as transformações 3D, mas confesso que tenho alguma curiosidade para ver a "Bela e o Monstro" que parece vai estar nos cinemas em Maio) e sobre os Jogos da Fome e a sua adaptação cinematográfica, sendo que este último responde à questão "quem quer ver miúdos a matar miúdos?", e estranhamente, ou talvez não, com isto sinto-me tentada a ler o livro.

A Tchetcha descobriu como deixar de ter tantos likes nos status updates no Goodreads que, digamos, são uma praga. Quando se escreve algo até percebo, mas quando é só o número da página em que vamos e fazem like é completamente estúpido.

Sobre a visita do George Martin a Portugal, sobre a qual escrevi aqui, podem ler outras descrições do evento no Teatro Villaret no blog da P7 e no blog dedicado à série Game of Thrones, que esteve também no Corte Inglês, onde foi exibido o primeiro episódio da segunda série, juntamente com o pessoal do blog TVDependente.

Por fim, entre aquisições e livros lidos, este mês entraram tantos como saíram, daí que o número de livros por ler continue nos 423 (68 e-books + 345 livros + 10 áudio-livros). As compras fizeram-se na Feira do Livro, onde andei a passear com o Twitgang. Consegui controlar-me, mas o certo é que já levava o dinheiro contado e tinha objectivos bem definidos. Não sei se lá voltarei, talvez se voltar a arranjar companhia, mas não penso comprar mais livros (cheguei a dar o que tinha direito como oferta na banca da Saída de Emergência a alguém que estava interessado nos livros de oferta pois nenhum me interessava), já me bastou ter de dar voltas às estantes por modo aos do Martin ficarem todos juntos.

Compras (Feira do Livro):
  • A Dança dos Dragões (As Crónicas de Gelo e Fogo, Livro 9) de George Martin
  • Os Reinos do Caos (As Crónicas de Gelo e Fogo, Livro 10) de George Martin
  • O Reino Mais Além das Ondas (Jackelian, Livro 2) de Stephen Hunt

Compras e-books (Amazon a custo 0):
  • The Apothecary’s Daughter de Julie Klassen

Empréstimos da Filipa:
  • Vínculo de Sangue (Mercy Thompson, Livro 2) de Patricia Briggs (também já tinha adquirido o e-book pelo que não entra para a estatística)
  • Beijo do Ferro (Mercy Thompson, Livro 3) de Patricia Briggs

27 de abril de 2012

Wicked Games [e-book]

Autor: Jill Myles
Ficção | Género: romance
Editora: - | Ano: 2011 | Formato: e-book | Nº de páginas: - | Língua: inglês

Quando e porque peguei nele: 22/abr/2012 a 23/abr/2012. Pensei em pegar num romance contemporâneo depois de andar embrenhada nas leituras anteriores por entre a época medieval, com muito latim à mistura, e entretanto recomendaram-me a autora.


Opinião: Não tinha grandes expectativas para o livro, pois já tinha lido um conto da autora (só depois de me recomendarem é que reparei que já tinha lido algo) que, apesar de ter boas descrições de cenas mais para o quente (a escaldar mesmo!), não me tinha conquistado por aí além. Mas lá parti para a leitura, para desanuviar a cabeça de tanto latim (a sério, o latim tanto mexeu comigo que durante a última semana, quando me apanhava sozinha, desatava a cantar os primeiros versos de “O Fortuna”, daí o vídeo para exorcizar a música da cabeça... manias, não liguem).

O enredo tem lugar numa espécie de reality show tipo "Survivor" e, apesar de não ser fã deste tipo de coisas, achei que até estava bem conseguido na medida em que dá um vislumbre das estratégias usadas, formando alianças por modo a votarem concorrentes fora, para chegarem à final e vencer. A protagonista é abordada para participar e escrever um livro sobre o que se passa por detrás das câmaras, apesar de ir algo contrariada nomeadamente porque tem pouco autoestima, apesar de produtor elogiar os seus atributos físicos. *eye roll* Claro está que os restantes competidores são todos bem constituídos, fortes, deuses gregos, modelos de biquínis e por aí fora, e ela apaixona-se pelo melhor, maior e mais belo de todos.

Até estava a ter a sua piada, sobretudo porque o casal protagonista odiava-se a início mas o dependerem um do outro fá-los aproximarem-se. No entanto, a partir do momento em que saltam para a espinha um do outro, a coisa descamba com tanto mel. A meio já só queria era chegar ao final, até porque se torna tudo previsível: a traição, quem está por detrás e as razões para o fazer.

Ainda assim entreteve.

Veredito: Se fosse emprestado pouco se perderia com isso. Literatura muito light, exatamente o que pretendia, mas começa a aborrecer ver sempre a mesma fórmula. O_o Parece-me que tenho de deixar este tipo de romances um pouco de lado.

Há de seguir-se: Dark Lover (Black Dagger Brotherhoord, #1) de J.R. Ward

26 de abril de 2012

Resgate no Tempo

Autor: Michael Crichton
Ficção | Género: Thriller
Editora: Publicações D. Quixote | Ano: 2001 (originalmente publicado em 1999) | Formato: livro | Nº de páginas: 532 | Língua: português

Como me veio parar às mãos: Comprei na Feira do Livro de 2011.

Quando e porque peguei nele: 15/abr/2012 a 22/abr/2012. Outro que me deu na cabeça de ler quando passava os olhos pela estante. Conta para os desafios: Mount TBR Challenge, Book Bingo - Thriller, What’s in a Name - qualquer coisa que encontres num calendário.


Opinião: Fiquei a conhecer o livro por ter visto a adaptação cinematográfica há alguns anos. O filme não é das melhores coisas algumas vez feitas mas é um guilty pleasure ou não tivesse arqueólogos, viagens no tempo e época medieval à mistura. Pensei que o livro não seria muito melhor e não saí enganada, mas mesmo assim esperava que fosse um pouco mais interessante.

As primeiras 200 páginas foram quase um martírio para ler e pensei mesmo colocar o livro de parte. Apesar de começar a gostar de ficção científica, Física é coisa de que não pesco praticamente nada. Em Flashforward achei que as explicações até estavam bem conseguidas mas neste livro perdi-me realmente com toda a conversa da Física Quântica, mesmo metendo a teoria dos multiversos, que tinha sido abordada no livro mencionado. Além disso parece que os capítulos arrastam-se e que os personagens não vão a lado nenhum. Mexem-se por aqui e por ali mas nada de interessante, o que me estava a deixar algo desesperada, eu queria era que voltassem atrás no tempo e parecia que nunca mais o faziam. Mas chegando à página 200 lá se metem na máquina, e através dos buracos da espuma quântica passam para um universo paralelo (e sim, foi a única coisa que percebi de toda a conversa sobre Física).

A ação a partir daqui desenvolve-se numa região francesa e em plena Guerra dos Cem Anos. Se tivemos muita informação sobre Física, a História não lhe fica atrás, mas sinceramente por mim até podia ter sido mais e melhor desenvolvida. O livro é sobretudo interessante na medida em que mostra como esta época era brutal, deixando também entrever um pouco (muito pouco no entanto) da vida quotidiana em tempos de guerra.

Apesar desta parte do livro ser praticamente de leitura compulsiva ou não se desenrolasse a ação numa espécie de contrarrelógio, aborreceu-me a alternância entre presente e “passado” (por assim dizer, porque com toda a história da Física Quântica fiquei sem perceber se realmente viajavam no tempo ou entre universos O_o), sobretudo porque se dava naqueles momentos mais emocionantes em que queremos é saber o que se passou. Era como estar a ver um filme interessante e no momento chave começar um intervalo. Irritante.

Falando em filme... O livro difere um pouco da adaptação (ou melhor dizendo a adaptação difere do livro) e isso aborreceu-me já que no filme os personagens têm ações no passado que se refletem no futuro, como uma personagem queixar-se de “quem seria capaz de destruir uma coisa destas?” e depois no passado ela rebentar com a obra de arte para descobrir um túnel. Foram estes detalhes que apreciei no filme e queria ver no livro, mas tal infelizmente não aconteceu. Assim sendo fico-me pelo visionamento do filme, o livro não me parece que seja para voltar a ler.

Veredito: Se fosse emprestado pouco se perderia com isso. Não digo que lamento o dinheiro que gastei nele, sempre ficou por 5€, mas é daqueles que realmente não me importaria de ter lido da biblioteca. Ainda assim tenho alguma curiosidade em ler mais coisas do autor, nem que seja o Parque Jurássico...

Há de seguir-se: Wicked Games de Jill Myles

20 de abril de 2012

Book Confessions (4)


Bem verdade, já tenho vários num baú e espalhados pelo meu quarto, na secretária, na mesa de cabeceira, na cadeira...

19 de abril de 2012

Quando não estou a ler (3)

... vou a eventos relacionados com livros e leituras. :D 

Dia 18 de Abril Martin veio! A propósito da estreia da nova temporada da série "Game of Thrones" no Syfy e do pré-lançamento de um livro de contos pela Saída de Emergência, Martin passou por Portugal, mais propriamente pelo Teatro Villaret em Lisboa e eu estive lá! A fangirl que há em mim quase não podia caber em si de contente pois finalmente (!!!), após imprevistos que me afastaram da sua passagem por Lisboa em 2008, ia estar no mesmo espaço e ter um livro autografado por um dos melhores autores que li nos últimos anos. É certo que só li os quatro primeiros volumes (em português) d'As Crónicas de Gelo e Fogo, mas conquistou-me logo desde cedo. Personagens cinzentas, sangue a rodos, a incerteza no futuro... os livros são praticamente uma montanha russa de emoções, adorei os que li e os restantes têm leitura para breve.

Tive então o prazer de lá estar e voltar a sentar-me no Trono de Ferro (que esteve a fazer uma tournée pelas FNACs aquando da estreia da 1ª temporada e voltou agora para a 2ª) e fazer a pose à Jaime Lannister, baseada na imagem ali ao lado, ainda que me fosse escangalhando a rir. :D Como sempre a Saída de Emergência tinha a sua banca de livros, desta vez unicamente devota aos livros que tem publicado deste autor e já com o novo livro, O Cavaleiro de Westeros e outras histórias.

Finalmente chegou a hora da entrada na sala de teatro, que ficou a rebentar pelas costuras de tanta gente que apareceu para o evento. Tive a sorte, mais o twitgang, de arranjar lugar sentado, mas foram muitos os que tiveram que ficar de pé. Pouco depois das 19h entrava então o George R.R. Martin, ao som do genérico da série, no palco para (quase) delírio dos muitos fãs ali presentes. Falou um pouco sobre cada conto, sendo que a maior parte é de ficção científica, género em que iniciou-se na escrita, e um é passado então em Westeros. Tivemos a oportunidade de ouvir como é que algumas das histórias lhe surgiram. Aparentemente o autor nem sempre sabe o que lhe serve de inspiração mas contou algumas histórias engraçadas. :)

Seguiu-se um Q&A em que falou um pouco, sem spoilers, da série de livros e da série televisiva. Já não é novidade que o senhor gosta do Tyrion, mas que não é por isso que está a salvo. Aliás, houve mesmo quem perguntasse se, no meio de tanto mal a acontecer a personagens boas, alguma coisa de boa há-de acontecer, ao que ele respondeu que se a morte for uma coisa positiva então pode acontecer, ou algo do género. :P Falou sobre o processo de escrita dos vários POV's, de como lidou com os fãs aquando dos anos que demorou a escrever A Dance with Dragons (conselho de Martin: "Don't feed the trolls") e que autores o inspiram, destacando Tolkien e o seu Senhor dos Anéis, nomeadamente o capítulo "The Scouring of the Shire" e como Tolkien, com o seu final agridoce, acaba por mostrar como todos são afectados pelos vários acontecimentos, desejando Martin fazer o mesmo nas suas Crónicas de Gelo e Fogo. Também disse que mesmo estando a escrever esta série de livros e envolvido em edições de antologias, as ideias não lhe param de surgir e precisaria da imortalidade para escrever todas as histórias. Também avisou que, ao contrário de Tolkien e Robert Jordan, não tem muitas notas da séries pelo que rezemos pela sua saúde para que seja então capaz de acabar esta saga e contar muitas outras histórias. :)

Por fim houve uma longa sessão de autógrafos. Por estar sentada numa das filas do fundo, saí de lá quase às 23h mas a companhia (sois as maiores pá!) e a atmosfera eram tão boas que o tempo parece ter passado num instante! Não fosse a fome que sentia, estupidez minha por não ter levado nada para trincar, e tinha sido magnífico. Que parva estou a ser... Mesmo com fome foi MAGNÍFICO! Fico à espera que ele regresse cá. :)

16 de abril de 2012

O Nome da Rosa

Autor: Umberto Eco
Ficção | Género: Mistério
Editora: Difel | Ano: 2005 (originalmente publicado em 1980) | Formato: livro | Nº de páginas: 502 | Língua: português

Como me veio parar às mãos: Havia comprado uma edição mais antiga numa feira do livro na minha faculdade e pouco depois ofereceram-me esta edição. Dei o outro a alguém que espero goste do livro.

Quando e porque peguei nele: 6/abr/2012 a 15/abr/2012. Deu-me na cabeça, fui à estante, peguei nele e comecei a ler. Conta para os desafios: Mount TBR Challenge, Book Bingo - Mistério, The Back to the Classics Challenge - clássico do séc. XX


Citações: 
- Para que haja espelho do mundo é preciso que o mundo tenha uma forma - concluiu Guilherme, que era demasiado filosófico para a minha mente adolescente.
Até então tinha pensado que cada livro falava das coisas, humanas ou divinas, que estão fora dos livros. Agora apercebia-me que, não raro, os livros falam dos livros, ou melhor, é como se falassem entre si. À luz desta reflexão, a biblioteca pareceu-me ainda mais inquietante. Era portanto o lugar de um longo e secular sussurro, de um diálogo imperceptível entre pergaminhos e pergaminhos, uma coisa viva, um receptáculo de poderes que uma mente humana não podia dominar, tesouro de segredos emanados de tantas mentes e sobrevivendo à morte daqueles que os tinham produzido ou deles se tinham feito mensageiros

Opinião: Que livro! Tenho de confessar que tinha receio em pegar-lhe pois se havia amado o filme (vi-o quando andava no secundário, numa aula de português e fiquei desde logo fascinada) e lia boas críticas, também havia lido críticas menos boas. Mas o melhor é mesmo julgarmos um livro por nós mesmos e apesar dos receios, lá procurei embrenhar-me na história.

Há livros que me fazem sentir estúpida ou que partem do princípio que sou estúpida mas este, apesar dos vários temas abordados, não me fez sentir assim. Senti, no entanto, uma enorme falta de bagagem cultural e histórica. O livro centra-se sobretudo numa série de crimes que se dão numa abadia italiana em meados do séc. XIV, que se prepara para receber duas delegações religiosas opostas, de um lado os defensores do papa e da ostentação da Igreja, do outro as ordens mendicantes (sobretudo a franciscana) e o Imperador germano, mas apesar do mistério, o autor aproveita então para se debater sobre questões como Estado vs. Igreja e seu papel na sociedade, bem como para versar sobre temas de índole teológica e filosófica. Foi sobretudo nestes temas que me senti algo à nora, sobretudo porque até aparecem expressões/citações em latim sem qualquer tradução, mas gostei bastante de seguir as várias discussões, fazendo-me também pensar sobre as variadas questões (a importância do riso, dos livros na transmissão do conhecimento, se este deve ser acessível a todos ou guardado num labirinto de uma biblioteca...) e levando-me a tentar descobrir mais sobre o período e as personagens reais mencionadas.

Parece-me um livro bem conseguido, mesmo que algumas partes ficassem aquém da minha total compreensão, devido ao meu pouco conhecimento das matérias, e senti que estava realmente a ler um texto medieval, ainda que as personagens fossem quase cópias autênticas de duas personagens do séc. XIX, Sherlock Holmes e o seu fiel amigo Watson. :D Saber o final em nada estragou-me a história e acabou por ser um livro bastante interessante. Recomendo-o sem reservas a quem gosta de História, Filosofia ou Religião, tal como eu, mas para quem tais temas não interessam, pode revelar-se maçudo e muito aborrecido.

Veredito: Para ter na estante. O que eu escrevi não faz, nem de longe nem de perto, jus ao livro e é realmente difícil escrever algo, pois ele quase que pede para ser discutido. E pede também para ser relido, mas até lá espero aprender, pelo menos, um pouco mais de latim.

Há de seguir-se: Resgate no Tempo de Michael Crichton

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