7 de março de 2012

Curtas: American Gods [áudio-livro], Hallowed (Unearthly, #2) [e-book]

Título: American Gods [áudio-livro]
Autor: Neil Gaiman, lido por George Guidall
Ficção | Género: Fantasia
Editora: Recorded Books | Ano: 2001 | Formato: áudio-livro | Nº de páginas: - | Língua: inglês

Quando e porque peguei nele: 07/out/2011 a 27/fev/2012. Ia começar um projecto de ponto cruz, que se encontra parado há meses (eu sei, sou preguiçosa), pelo que precisava da companhia de um áudio-livro.


Opinião: Este é um daqueles que devia ler em vez de ouvir. Como só me dedicava quando tinha tarefas domésticas para fazer, e mesmo assim quando estava para aí virada, porque andei uns tempos em que apetecia-me era aspirar a ouvir música, senti que perdi muito da história. Houve mesmo partes, geralmente no início dos capítulos, salvo erro, que se focavam mais em determinados deuses e que não percebi que sentido tinham ou como contribuíam para a história principal. :/

No entanto, achei uma história interessantíssima, só a ideia de deuses a viver entre nós é algo que merece a minha atenção, e foi o primeiro livro do Gaiman que realmente me surpreendeu. Houve uma parte *face palm* em que se tivesse prestado mais atenção tinha percebido quem era o amigo de Shadow na cadeia (foi mesmo daquelas coisas estúpidas em que é necessário alguém apontar o óbvio), mas houve outra reviravolta que realmente me deixou de boca aberta.

Este áudio teve como bónus uma entrevista com o autor, que adorei e fiquei com curiosidade em ler mais coisas dele, sobretudo Coraline, mas o livro é para reler, com calma. Merece. :)

Veredito: Vale o dinheiro gasto. 

Título: Hallowed (Unearthly, #2) [e-book]
Autor: Cynthia Hand
Ficção | Género: Fantasia urbana
Editora: HarperCollins | Ano: 2012 | Formato: e-book | Nº de páginas: - | Língua: inglês

Quando e porque peguei nele: 26/fev/2012 a 29/fev/2012. Gostei tanto do primeiro que tinha de ler a continuação. Conta para o desafio: Book Bingo - Livro noutra língua.


Opinião: Não esperava gostar tanto desta série, mas o certo é que assim que pego num livro, só quero lê-lo até ao fim e se pudesse lia a continuação logo a seguir.

Achei este livro mais previsível que o anterior, sobretudo no que toca à pessoa próxima de Clara que tem a morte a pender-lhe sobre a cabeça e ao propósito do irmão, mas há ainda algumas revelações (uma ou outra tirada das mangas, como acontece com o pai de Clara) e o mundo destes anjos está desenvolvido de forma interessante (apesar de ficar de pé atrás com a quantidade de anjos que há num único lugar). Há questões que ficam por responder, como o papel do Asa Negra nisto tudo (apesar de eu ter uma pequena desconfiança), e claro que quero ver como é que a vida amorosa de Clara ficará depois dos acontecimentos deste livro.

Achei o primeiro bem mais interessante e fofo que este, mas algumas partes tocaram-me bastante e identifiquei-me com a personagens em algumas situações. Pareceu-me uma boa continuação.

Veredito: Vale o dinheiro gasto.

5 de março de 2012

The Peach Keeper [e-book]

Autor: Sarah Addison Allen
Ficção | Género: Romance
Editora: Bantam | Ano: 2011 | Formato: e-book | Nº de páginas: - | Língua: inglês

Quando e porque peguei nele: 24/fev/2012 a 26/fev/2012. Queria ler algo leve e que me desse esperança de qualquer forma, que me desse um final feliz. Conta para os desafios: Book Bingo - Romance.


Opinião: Às vezes parece que os livros nos escolhem ou saltam para a mão, tal como com Claire em O Quarto Mágico, nas alturas em que mais precisamos deles. Este foi um desses livros.

Raramente os livros desta autora desiludem, mesmo quando são mais fraquinhos, como o último que li antes deste, são bons. Mas este está ao nível dos primeiros que li e tanto adorei, de tal maneira que não sei de qual gosto mais. Tinha-me decidido pel’O Jardim Encantado mas o certo é que os três livros são excelentes.

Para começar, esta autora tem um talento magistral para retratar as personagens. Sinto que as conheço e revejo-me nelas. São humanas, reais, têm algumas virtudes e cometeram erros pelo caminho, caíram e voltaram a levantar-se, e percebemos que isso as fez crescer, as tornou melhores e dignas de finais felizes. Também gosto de como a própria cidade aparece como uma personagem, assim como a mansão a ser restaurada. Tudo no livro é uma personagem, até mesmo objetos e percebemos que coisas têm vida e personalidades (até mais que outras personagens de outros livros) distintas, têm algo a dizer.

Outra coisa que não falta neste livro é a magia, muito subtil mas presente. Aqui é representada por uma personagem misteriosa, que cheira a pêssegos, e que envolve a cidade numa névoa, por assim dizer, estranha. No entanto, o que mais me tocou foi o facto de os pássaros, com asas escuras e peito amarelo, serem como uma proteção contra este ente estranho. Devido ao momento em que o li, e que para aqui não interessa, tocou-me de maneira especial e ajudou-me a ultrapassar um dia menos bom neste ano que está a ser de puxar pelos cabelos.

Este livro está carregado de segundas hipóteses, de esperança, de aceitar o passado e o que somos hoje, algo que mexeu um pouco comigo e que estava a precisar de ler. Não digo que seja um “life changing book” mas foi exatamente o que precisava na altura em que o li para não dar asas a algum desespero que vinha sentindo. É esta a magia dos livros.

Veredito: Vale o dinheiro gasto. Não há muito mais a dizer, adorei e ponto.

Há de seguir-se: American Gods do Neil Gaiman se estiver com paciência para escrever alguma coisa. :P

4 de março de 2012

Shiver, um amor impossível (The Wolves of Mercy Falls, #1)

Autor: Maggie Stiefvater
Ficção | Género: Fantasia urbana
Editora: Editorial Presença | Ano: 2011 (originalmente publicado em 2009) | Formato: livro | Nº de páginas: 440 | Língua: português

Como me veio parar às mãos: Comprei-o no ano passado

Quando e porque peguei nele: 22/fev/2012 a 24/fev/2012. Depois de ter lido Celestial apetecia-me continuar na onda YA e tinha muita curiosidade em ler este livro. Conta para os desafios: Mount TBR Challenge, Book Bingo - Livre.


Opinião: Foi, até agora, a deceção do ano e eu queria mesmo gostar deste livro! Sigo o LJ da autora há algum tempo e gostei da sua escrita, com algum humor à minha medida. Além disso vi um vídeo das conferências TED em que ela diz “I tell lies for a living!” e é uma verdadeira artista, pois compõe músicas, escreve e fez os book trailers dos seus livros. Como é que não poderia gostar? Mas o certo é que ficou aquém das expectativas.

É sem dúvida um livro fofinho, mas um pouco sem pés nem cabeça. Então temos um moço que se transforma em lobo com temperaturas frias e ele mora num local frio? Fala-se em mudar para um clima quente ao que responde que à mínima alteração de temperatura se transformam em lobos e mudar para um clima moderado está quieto porque é caro. Really? Só isso me fez ficar de pé atrás porque achei estúpido, é quase como a cena dos vampiros morarem num local que está sempre nublado para não brilharem como bolas de disco. *eye roll*

E depois temos as personagens... As mais interessantes são Isabel e Olivia, mas estas são personagens muito secundárias e por isso vemos muito pouco delas. Já a Grace, a protagonista, fez-me ranger os dentes. Não é que se torne numa Bella, mas ela parecia uma moça normal, com uma vida normal, tirando a sua valente panca por lobos e os pais que pouco ou nada lhe ligam (a sério, assusta-me pensar que há pais assim), mas a partir do momento em que o moço aparece só lhe quer saltar para a espinha e estar colada a ele todo o santo dia. Ela até parecia boa aluna, aplicada, mas pensa em faltar para estar com ele. É como se a partir do momento em que Sam aparece, a sua vida fosse unicamente devotada a ele, deixando de ter vida e interesses próprios! E Sam até é uma personagem interessante e tem um passado complicado que gostei de descobrir, mas o seu romance com Grace é tão pegajoso que rapidamente deixei de me interessar, por aí além, pela personagem.

No entanto, a história segue a bom ritmo, tem um final algo prevísivel mas algumas coisas interessantes ali pelo meio e a escrita, apesar de não ter grandes floreados, pareceu-me muito boa. Acaba por ser uma leitura muito leve (levíssima mesmo) e deixa algumas questões em aberto, mas penso que não vou continuar a série. Vou tentar dar outra hipótese à autora, tem uma série com fadas, salvo erro, que ainda não está publicada por cá, mas talvez peça o primeiro volume.

Veredito: Se fosse emprestado pouco se perderia com isso. Foi uma aposta que saiu ao lado. Acontece, com muita pena minha. :(

Segue-se: The Peach Keeper de Sarah Addison Allen

1 de março de 2012

Fevereiro 2012

Este início de ano tem sido agitado e então resolvi tirar uma semaninha de férias. Acho que mais valia ter ficado a trabalhar pois de positivo só teve o facto de ler como se não houvesse amanhã. Dos 7 livros que li este mês (e deixei-me dizer wow!) 4 foram lidos nessa semana. É certo que um tinha começado o ano passado, mas mesmo assim...

No mês passado enganei-me no número de livros que tinha por ler, pois esqueci-me de contar com os  marcados como currently reading no GR. Assim sendo tenho 400 livros por ler (54 e-books + 340 livros + 7 áudio-livros - também me tinha esquecido de fazer a distinção entre livros e áudio-livros, o pior é que tenho vários áudios que não foram colocados no GR, pelo que o número pode aumentar). Este mês consegui refrear um pouco as aquisições, que continuam a custo 0, e diminuir a pilha por ler, já que as leituras ultrapassaram as aquisições/empréstimos! São menos 2 livrinhos, mas já é um passo muito bom no objectivo de diminuir a montanha de livros por ler. :)


Ofertas e-books:

  • Blood Bound (Mercy Thompson, Livro 2) de Patricia Briggs
  • Hallowed (Unearthly, Livro 2) de Cynthia Hand
  • Bleach 7

Empréstimos da Filipa:
  • O Apelo da Lua (Mercy Thompson, Livro 1) de Patricia Briggs
  • Celestial (Unearthly, Livro 1)  de Cynthia Hand

Cinco à quinta

Esta é uma das rubricas que mais gosto de seguir no blog Folhas de Papel e, por isso, foi com um enorme gosto que participei na mesma. Podem ver a minha participação aqui.

25 de fevereiro de 2012

Um Sonho Encantado

Diretor: Tarsem Singh
Baseado no guião "Yo Ho Ho" de Valery Petrov por Tarsem Singh, Dan Gilroy e Nico Soultanakis 
Atores: Lee Pace, Catica Untaru, Justine Waddell

Mais informação técnica no IMDb.

Quando e onde o vi: dia 22 de fevereiro no MOV

Opinião: Atenção! Tearjerker! Chorei baba e ranho com este filme, mas o que mais fica de tudo são os cenários e as cores.

Tomei conhecimento do filme pela internet, já não sei onde é que li sobre ele, mas com a minha sorte, apanhava sempre o filme a meio ou no fim. Estando esta semana de férias em casa, lá consegui apanhar o início (quer dizer, devo ter perdido 5 a 10 minutos mas deu para acompanhar a história) e fiquei rendida. Desconhecia a parte do hospital, pois tinha ficado com a noção de que era um filme fantástico, mas adorei-o ainda mais por isso. Roy (Lee Pace) é um duplo de filmes que sofre um acidente e no hospital, onde se encontra internado, conhece a pequena Alexandria (Catinca Untaru) a quem começa a contar uma história fantasiosa. Mas a intenção de Roy não é apenas entreter a pequena, habilidosamente para a história nos momentos mais interessantes, como a própria Alexandria repara, e tenta convencê-la a roubar morfina por ele para continuar a história.

Como disse, os cenários são belíssimos e transportam-nos desde a Índia a desertos, com cidades azuis e palácios coloridos pelo meio. Também o guarda-roupa é todo ele colorido, fazendo mesmo lembrar as cores dos filmes bollywoodescos. Tudo isto constrata com o aspeto mais acizentado do quarto de Roy, que de certa forma parece refletir o seu estado de espírito. Em termos visuais este filme é brilhante, em vários sentidos da palavra.

Também gostei bastante das personagens, tanto da história como da realidade, por assim dizer, mas foi a pequena Alexandria que conquistou o meu coração, com a sua ingenuidade e alegria. Não sei até que ponto a pequena atriz leu ou decorou o texto, pois é bastante genuína e a atuação não parece nada forçada, como acontece muitas vezes com tão jovens atores.

É um filme tão fofo, que só apetece abraçá-lo e nunca mais largá-lo, se é que isto faz algum sentido.

Veredito: Para ter na estante. Este é um filme para rever vezes sem conta e só tenho pena que não haja em livro. Penso que também daria um livro excelente.

24 de fevereiro de 2012

Porque música é poesia (9)


Florence + The Machine - Shake It Out

Regrets collect like old friends
Here to relive your darkest moments
I can see no way, I can see no way
And all of the ghouls come out to play
And every demon wants his pound of flesh
But I like to keep some things to myself
I like to keep my issues drawn
It's always darkest before the dawn

And I've been a fool and I've been blind
I can never leave the past behind
I can see no way, I can see no way
I'm always dragging that horse around
All of his questions, such a mournful sound
Tonight I'm gonna bury that horse in the ground
So I like to keep my issues drawn
But it's always darkest before the dawn

Shake it out, shake it out, shake it out, shake it out, ooh whoa
Shake it out, shake it out, shake it out, shake it out, ooh whoa
And it's hard to dance with a devil on your back
So shake him off, oh whoa

And I am done with my graceless heart
So tonight I'm gonna cut it out and then restart
'Cause I like to keep my issues drawn
It's always darkest before the dawn

Shake it out, shake it out, shake it out, shake it out, ooh whoa
Shake it out, shake it out, shake it out, shake it out, ooh whoa
And it's hard to dance with a devil on your back
So shake him off, oh whoa

And it's hard to dance with a devil on your back
And given half the chance would I take any of it back
It's a fine romance but it's left me so undone
It's always darkest before the dawn

Oh whoa, oh whoa...

And I'm damned if I do and I'm damned if I don't
So here's to drinks in the dark at the end of my rope
And I'm ready to suffer and I'm ready to hope
It's a shot in the dark aimed right at my throat
Cause looking for heaven, found the devil in me
Looking for heaven, found the devil in me
Well what the hell I'm gonna let it happen to me

Shake it out, shake it out, shake it out, shake it out, ooh whoa
Shake it out, shake it out, shake it out, shake it out, ooh whoa
And it's hard to dance with a devil on your back
So shake him off, oh whoa

Shake it out, shake it out, shake it out, shake it out, ooh whoa
Shake it out, shake it out, shake it out, shake it out, ooh whoa
And it's hard to dance with a devil on your back
So shake him off, oh whoa

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