23 de fevereiro de 2012

Booking Through Thursday: Blogs

 A pergunta desta semana é...

A while ago, I interviewed my readers for a change, and my final question was, “What question have I NOT asked at BTT that you’d love me to ask?” I got some great responses and will be picking out some of the questions from time to time to ask the rest of you. Like now.

Yvonne asks:
What do you look for when reading a book blog? Does the blogger have to read the same genre? Do you like reviews? Personal posts? Memes? Giveaways? What attracts you to a book blog?

And–what are your favorite book blogs?

Procuro opiniões sinceras e honestas. Não é necessário usarem palavras caras ou contarem-me a história toda, porque para isso leio o livro, mas quero saber se as personagens são interessantes e apelativas, se é possível identificar-me com elas, se elas crescem ao longo do livro por terem vivido uma história que as colocou à prova. Quero saber se a história é daquelas que nos prende ao lugar e se não conseguimos colocar o livro de lado enquanto não o acabarmos. Quero saber se o autor faz um bom trabalho, constrói um mundo que poderia ser o nosso ou que gostaria que fosse o nosso. Quero saber se há aventuras lá pelo meio, mistério, se o romance se desenrola lentamente, se o sexo entre os personagens é hot and steamy!

Está claro que não precisa de ler o mesmo género que eu, até porque leio uma variedade enorme de géneros e já tenho conhecido boas surpresas saindo da minha zona de conforto. Ler boas críticas a um livro ao qual provavelmente não ligaria, caso passasse por ele na livraria/biblioteca, faz-me dar o leap of faith necessário para me aventurar e ler histórias diferentes daquelas que estou habituada.

Sem dúvida que as críticas chamam a minha atenção, mais que os passatempos, mas também gosto que os blogs mostrem um cunho pessoal. Que não seja apenas novidades, passatempos, críticas que pouco ou nada dizem sobre o que procuro e que se limitam a fazer um resumo da história ou se cinjam a "Gostei muito/pouco/assim a assim". Quero que o blogger fale um pouco sobre si, o que memes como este permitem, quero que se debruce sobre algum tema que determinado livro o tenha feito pensar, quero saber o que pensa sobre os preços dos livros, os vários formatos, porque prefere ler na cama em vez de no sofá. Algo que me faça confiar nele e assim aceitar as suas sugestões.

Quais os meus blogs favoritos? Ora bem, gosto bastante do da Slayra, mesmo que os nossos géneros não sejam muito semelhantes ela já me tem dado muito boas sugestões (romances históricos e Julia Quinn!!! Obrigada! :D ). Outro que gosto bastante, ainda que agora ande parado, é o da Célia, temos opiniões tão parecidas que às vezes até assusta. :D O da Janita, que tem gostos bastantes semelhantes aos da Slayra mas que também dá boas sugestões e não tem medo de participar em ideias malucas, como o outono steampunk. E falar em outono steampunk leva-me a falar na Tchetcha, no seu blog e romances steamy. *thumbs up* E falando em romances, tenho de mencionar a Jen7waters que escreve críticas hilariantes e sempre mostra algum eye candy. *wink wink* Também adoro o blog da Diana, descobri há algum tempo o da djamb, que tem rubricas muito interessantes e belíssimas sugestões (para o fim de semana, por exemplo), e o nlivros está claro. :D

E devo ter-me esquecido de uma montanha de outros blogs, mas basicamente Twitgang e suas sugestões rullam muito. *estou a olhar para ti Filipa :P *

21 de fevereiro de 2012

Celestial (Unearthly, #1)

Autor: Cynthia Hand
Ficção | Género: Fantasia urbana
Editora: Saída de Emergência | Ano: 2011 | Formato: livro | Nº de páginas: 288 | Língua: português

Como me veio parar às mãos: Foi-me emprestado pela Filipa. :)

Quando e porque peguei nele: 16/fev/2012 a 20/fev/2012. Os livros emprestados costumam ter prioridade, além disso queria algo leve que me entretivesse nos últimos dias de trabalho antes de uma semana de férias. Conta para o desafio: Book Bingo - YA.


Opinião: Eu já sabia que não devia duvidar das recomendações do Twitgang mas mesmo assim tinha algum receio em pegar neste livro por ter anjos e os livros com anjos não parecerem ser grande coisa. Não que tenha lido algum, mas ao ler críticas a livros como Hush, Hush e Angelologia rapidamente coloquei os anjos de lado. Mas como este me chegou às mãos tão bem recomendado, tinha de dar-lhe uma hipótese e, sinceramente, foi a leitura que mais me satisfez até ao momento.

Este é um típico livro young adult, dos que agora estão na moda, com uma personagem que tem poderes sobrenaturais, um triângulo amoroso, um insta-romance lá pelo meio, mas fiquei bastante surpreendida com a profundidade das personagens, não constituindo apenas estereótipos nem sendo uni-dimensionais. Parecem pessoas reais, com dilemas reais e é fácil revermo-nos num ou noutro aspeto das várias personagens.

Seguimos o dia a dia de Clara enquanto se tenta adaptar a um novo local e assim acompanhamos o seu formar de relações com outros e mesmo com o local. É verdade que há insta-romance e Clara ameaça ser um pouco de stalker, mas Christian é o rapaz dos seus sonhos pelo que é algo compreensível... fazendo um esforço muito grande para compreender, está claro. :P No entanto, acho muito mais interessante o outro vértice do triângulo amoroso e a relação de Tucker e Clara é exatamente daquelas que gosto de ler. Para além de ser um pouco de inimigos a amantes, é também um daqueles romances que nasce e cresce sem a personagem se dar conta e não nasce do nada, logo mais realista que o amor à primeira vista (que já cansa um pouco). Eles passam o tempo juntos, ficam a conhecer-se e só depois se sentem atraídos um pelo outro. Mesmo a relação deles é fofa, o que não acontece com Christian.

O mundo também é interessante e parece-me bem explorado, ainda que só conheçamos uma parte. Tal como Clara vamos descobrindo um pouco de cada vez sobre o que significa ser um anjo, que poderes têm e o que são os Asas Negras. Apesar de contar o essencial, a relutância da mãe de Clara em contar-lhe tudo o que sabe, e mesmo o seu propósito, acrescenta um pouco de mistério à coisa. Isto e as questões levantadas pelo final, algo inesperado na minha opinião, fazem-me ansiar pelo volume seguinte.

Veredito: Vale o dinheiro gasto. Foi uma muito agradável surpresa, não esperava realmente gostar assim tanto do livro. Não quer dizer que o vá a correr comprar, mas estou ansiosa para ter o volume seguinte nas minhas mãos.

Há de seguir-se: não faço ideia, depende do livro em que pegar. Muito provavelmente Shiver, um amor impossível (The Wolves of Mercy Falls, #1) ou Os Caçadores de Mamutes (volumes 1 e 2) (A Saga dos Filhos da Terra, #3) de Jean M. Auel

20 de fevereiro de 2012

O Apelo da Lua (Mercy Thompson, #1)

Autor: Patricia Briggs
Ficção | Género: Fantasia urbana
Editora: Saída de Emergência | Ano: 2010 (originalmente publicado em 2006) | Formato: livro | Nº de páginas: 271 | Língua: português

Como me veio parar às mãos: Foi-me emprestado pela Filipa. :)

Quando e porque peguei nele: 12/fev/2012 a 16/fev/2012. Os livros emprestados costumam ter prioridade, além disso estava um pouco farta da perfeição da Ayla. :P Conta para os desafios: Book Bingo - Livro emprestado, What’s in a Name - qualquer coisa que se veja no céu.


Opinião: Achava que este livro inseria-se na onda YA que agora está na moda, mas quando li/ouvi boas coisas sobre os livros e que a protagonista não era adolescente mas uma mulher quase nos 30, pareceu-me boa ideia dar-lhe uma hipótese. E uau!

Tinha sido avisada que este livro seria aditivo e realmente sempre que o punha de lado só pensava em pegar-lhe outra vez. A ação sucede-se a um ritmo quase alucinante a partir do momento em que Mercy acolhe o jovem Mac na sua oficina. Tendo sido criada por lobisomens, mas sem o ser, ela reconhece essa natureza no jovem e percebe que ele está metido em apuros, o que se confirma com o ataque à mansão do alfa da zona.

Apesar da constante ação, há espaço para aprofundar as personagens e este mundo, onde circulam seres feéricos (entre os quais um gremlin), vampiros, bruxas e os já mencionados lobisomens. A protagonista não se insere em nenhum destes, sendo antes uma metamorfa, com o poder de se transformar num coiote. Achei interessante que todos os seres à exceção de Mercy tivessem origem europeia, sendo ela de ascendência nativo-americana. Sabendo eu pouco da mitologia dos índios norte-americanos, é com alguma curiosidade que quero pegar nos próximos livros para saber o que distingue e torna Mercy tão diferente das restantes personagens.

Resta dizer que adorei a Mercy, é uma personagem das que gosto de ler, forte, determinada e que consegue safar-se de apuros sem estar à espera de um knight in shinning armour, mas achei que o trio amoroso foi tirado um pouco do nada. Ok, um era o seu primeiro amor e o outro embirra com ela e ela com ele, mas achei que foi metido atabalhoadamente na história, sobretudo no último capítulo. Penso que é o tipo de coisa que seria mais interessante ir explorando ao longo da série, e parece-me que o que acabará por acontecer, mas que a autora resolveu apresentar assim os vértices do triângulo como chamariz para o volume seguinte.

Veredito: Emprestado e não se perde muito com isso. Não lhe pegaria se não fosse emprestado e ainda bem que assim aconteceu. Gostei bastante, é uma leitura leve, divertida e quero continuar a seguir a série, mas não me vejo a comprar, por agora, os livros. Mas tem potencial para se tornar numa das minhas séries de fantasia urbana preferidas, não que tenha muitas... :/

Há de seguir-se: Celestial (Unearthly, #1) de Cynthia Hand

19 de fevereiro de 2012

O Vale dos Cavalos (A Saga dos Filhos da Terra, #2)

Autor: Jean M. Auel
Ficção | Género: Ficção Histórica
Editora: Publicações Europa-América | Ano: 1991 (originalmente publicado em 1982) | Formato: livro | Nº de páginas: 504 | Língua: português

Como me veio parar às mãos: Comprei-o em segunda mão, em 2011.

Quando e porque peguei nele: 19/jan/2012 a 12/fev/2012. Peguei nele para continuar a seguir as aventuras de Ayla. Conta para os desafios: Inverno Filhos da Terra, Mount TBR Reading Challenge, Book Bingo - Nome do autor começa por vogal, What’s in a Name - característica topográfica.



Citações:

Os predadores de quatro patas adaptavam-se ao meio ambiente das suas presas. Ayla e os da sua espécie adaptavam o meio ambiente a si próprios.

Opinião: Tinha curiosidade em ver como Ayla sobreviveria após ser expulsa do Clã e se encontraria os Outros, daí que tenha ficado surpreendida quando, logo no segundo capítulo, começamos a seguir outra personagem, Jondalar. Esta pareceu-me bem mais conseguida que a perfeita Ayla, que é capaz de tudo e mais alguma coisa, e foi interessante ver a sua viagem e conhecer outras famílias de Homo Sapiens, com línguas e costumes diferentes. O choque de culturas acaba por ser uma constante bem conseguida neste livro e permite uma abertura de mente aos acontecimentos da última parte deste volume. Jondalar tendo sido criado com a sua família, tem algum preconceito para com os grupos de Neanderthais, que são tidos como animais, cabeças chatas e não homens, mas o convívio com Ayla acaba por mudar essa perceção.

Apesar de o choque destes dois estar bem desenvolvido e credível, achei completamente descabida aquela história de Ayla deitar-se e no dia seguinte já ser praticamente fluente na língua de Jondalar. *eyes roll* O homem vem de uma região onde hoje será a França, ela deveria ser de uma região mais central na Europa, Polónia talvez, quanto muito ela falaria Mamutoi, que segundo o mapa é a Caverna que se encontra mais perto do local onde o Clã a terá encontrado e passaria depois a viver. Mas enfim, a perfeita Ayla tem de ser perfeita, não é verdade?

A nível da escrita, continua a não ser a melhor coisa do mundo, continuando as repetições. Ok, os dias seriam muito semelhantes mas mesmo assim cansou ler vezes sem conta como Ayla estava a viver sozinha e caçava. Também voltei a sentir que as coisas se arrastavam ali pelo meio e cheguei a temer que Ayla e Jondalar jamais se encontrassem!

Ainda assim, é um livro interessante e convida a pensar em preconceitos. Não duvido que este sentimento existisse na pré-história, quando em centenas de anos também não foi possível ultrapassar a barreira da cor. Basicamente, esta série tem ilustrado a minha ideia de que a evolução tem sido feita, nos últimos milhares de anos, mais em termos de conforto e cultura material do que propriamente de mentalidades.

Veredito: Vale o dinheiro gasto. Gostei mais que do anterior, mais não seja pela visão mais global do mundo nesta época e porque, apesar de tudo, Ayla é uma mulher forte. Não gosto muito de como aparece retratada mas há que elogiar o facto de sobreviver sozinha.

Há de seguir-se: O Apelo da Lua (Mercy Thompson, #1) de Patricia Briggs

15 de fevereiro de 2012

Quando não estou a ler (2)

Não sou muito dada a este tipo de coisas, mas nas últimas semanas tenho andado entretida com um video jogo. O gamer cá de casa é o meu irmão, corridas de carros, jogos de futebol, assaltar velhinhas, atropelar peões e matar tudo o que mexe é com ele. Eu sempre fui mais Tetris, Bejewelled e semelhantes, Farmville (é verdade -_-" também joguei aqueles jogos no Facebook mas já não estou interessada, muito obrigada) e os chamados point and click! Estes então são, muito provavelmente a minha perdição. Basicamente, costumam ser jogos de aventura e têm um cursor que nos permite não só explorar o setting como falar com as outras personagens com as quais aquela que nós seguimos se cruza, por modo a resolver puzzles ou missões, por assim dizer, de modo a avançar no jogo.

Comecei por jogar este tipo de jogos com a série "Broken Sword", também tenho "Syberia" (steampunk!) mas o mais giro de todos os que joguei (e não foram muitos :/ ) é a série "Monkey Island".

O primeiro contacto com esta série deu-se com o terceiro jogo, "Curse of Monkey Island", e fiquei rendida à história e ao humor. :D A personagem Guybrush Threepwood é de partir o côco a rir e os diálogos são engraçados. Este jogo tinha-me sido emprestado, tal como o quarto, "Escape of Monkey Island", que depois acabei por adquirir. Neste último Natal andava às compras com o meu irmão quando dou de caras com o "Tales of Monkey Island" e está claro, pedi-o como prenda. Acho que o meu irmão terá feito de propósito, porque acabei por saber que ele tinha vindo a acompanhar o desenvolvimento do jogo, e tal como eu o tento convencer a ler livros, ele tenta pôr-me a jogar. Posto nas palavras dele "quero que comeces a jogar que é para depois te dar uma abada", pois parece que pensa que de um jogo de aventuras vou passar para um de futebol...

"Tales of Monkey Island", ao contrário dos outros jogos da série (começou a ser lançada no início dos anos 90 e em 2009 saiu uma edição especial dos dois primeiros jogos, que até agora não tive oportunidade de jogar, se quiserem estão à vontade para mos oferecerem :D ), terá sido lançado primeiramente na internet, em cinco episódios ou capítulos e só depois foi lançado como um só jogo em DVD para PC e penso que para algumas consolas.

"I'm Guybrush Threepwood, mighty pirate!"

Guybrush, como sempre, tem que enfrentar o temível Le Chuck, um pirata que usa o voodoo em seu proveito. No início do jogo o nosso herói tenta matar o outro pirata, mas por não seguir convenientemente as instruções, acaba por tornar Le Chuck humano e boa pessoa. O_o No entanto, libertou uma doença e tem de evitar que todos os piratas das Caraíbas sejam contaminados, enquanto foge de um cientista francês que o quer estudar e tenta reencontrar-se com a sua esposa, Elaine.

Como disse, gostei bastante de o jogar e estava tão imersa na história do jogo que houve mesmo um momento em que gritei "não! eu fiz tudo bem, isto não pode acontecer! *lágrima*". E agora fiquei com vontade de jogar os outros e mais alguns do género. Aconselham algum?

The Killing: Crónica de um Assassinato

Atores: Sofie Gråbøl, Lars Mikkelsen, Bjarne Henriksen

Mais informação técnica no IMDb.

Quando e onde o vi: estreou a 19 de novembro mas vi desde dia 26 de novembro a 11 de fevereiro no AXN Black. Não conseguia apanhar o episódio aos sábados à noite, mas via a repetição ao sábado de manhã, da semana seguinte. :)

Temporada: Primeira, mas parece que há uma segunda e uma terceira está a ser preparada. Já agora, isto diz respeito à versão original, dinamarquesa.

Opinião: Não consegui ver o último episódio *chora* mas a minha mãe contou-me o que aconteceu, já que é neste episódio que sabemos quem é o verdadeiro culpado. Acabei por não ficar surpreendida pois os últimos episódios encaminham-se no sentido de confirmar quem matou Nanna Birk Larsen.

Gostei bastante desta série sobretudo por não se centrar apenas na resolução do caso, mas possibilitar o acompanhamento da família da vítima. Gostei bastante de ver como os pais lidam com o luto, a mãe a tentar descobrir quem fez aquilo à sua filha, o pai mais estoico e aparentemente imperturbável, mas que acaba por ceder quando está sozinho (há uma cena em que ele deixa a Pernille e vai chorar para a casa-de-banho) e não diz que não quando se lhe apresenta a hipótese de vingar a morte da filha.

Outro motivo que gostei de acompanhar foi a trama política. Devido a vários fatores, um dos partidos em corrida para a Câmara de Copenhaga vê-se envolvido na investigação. Foi interessante ver como os vários personagens usavam então a informação que tinham para tentar ganhar vantagem, muitas vezes descurando a ética e a transparência, havendo também muito controlo de danos e tentativa para reconstruir a imagem dos candidatos.

Achei algumas coisas inverossímeis, como o namorado da vítima só aparecer 15 dias depois do corpo ser descoberto, ainda por cima com informação algo importante, e não gostei por aí além de acompanhar os problemas familiares da inspetora Sarah Lund, achei algo aborrecido mas era importante para caracterizar a personagem.

Veredito: Vale o dinheiro gasto. Não digo que a compre caso saia em DVD, mas tenho alguma curiosidade em ver as restantes temporadas, caso venham a ser transmitidas. Também tenho alguma curiosidade em ver a série americana, apesar de a resolução parecer que leva mais tempo. :/

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