Não sou muito dada a este tipo de coisas, mas nas últimas semanas tenho andado entretida com um video jogo. O gamer cá de casa é o meu irmão, corridas de carros, jogos de futebol, assaltar velhinhas, atropelar peões e matar tudo o que mexe é com ele. Eu sempre fui mais Tetris, Bejewelled e semelhantes, Farmville (é verdade -_-" também joguei aqueles jogos no Facebook mas já não estou interessada, muito obrigada) e os chamados point and click! Estes então são, muito provavelmente a minha perdição. Basicamente, costumam ser jogos de aventura e têm um cursor que nos permite não só explorar o setting como falar com as outras personagens com as quais aquela que nós seguimos se cruza, por modo a resolver puzzles ou missões, por assim dizer, de modo a avançar no jogo.
Comecei por jogar este tipo de jogos com a série "Broken Sword", também tenho "Syberia" (steampunk!) mas o mais giro de todos os que joguei (e não foram muitos :/ ) é a série "Monkey Island".
O primeiro contacto com esta série deu-se com o terceiro jogo, "Curse of Monkey Island", e fiquei rendida à história e ao humor. :D A personagem Guybrush Threepwood é de partir o côco a rir e os diálogos são engraçados. Este jogo tinha-me sido emprestado, tal como o quarto, "Escape of Monkey Island", que depois acabei por adquirir. Neste último Natal andava às compras com o meu irmão quando dou de caras com o "Tales of Monkey Island" e está claro, pedi-o como prenda. Acho que o meu irmão terá feito de propósito, porque acabei por saber que ele tinha vindo a acompanhar o desenvolvimento do jogo, e tal como eu o tento convencer a ler livros, ele tenta pôr-me a jogar. Posto nas palavras dele "quero que comeces a jogar que é para depois te dar uma abada", pois parece que pensa que de um jogo de aventuras vou passar para um de futebol...
"Tales of Monkey Island", ao contrário dos outros jogos da série (começou a ser lançada no início dos anos 90 e em 2009 saiu uma edição especial dos dois primeiros jogos, que até agora não tive oportunidade de jogar, se quiserem estão à vontade para mos oferecerem :D ), terá sido lançado primeiramente na internet, em cinco episódios ou capítulos e só depois foi lançado como um só jogo em DVD para PC e penso que para algumas consolas.
"I'm Guybrush Threepwood, mighty pirate!"
Guybrush, como sempre, tem que enfrentar o temível Le Chuck, um pirata que usa o voodoo em seu proveito. No início do jogo o nosso herói tenta matar o outro pirata, mas por não seguir convenientemente as instruções, acaba por tornar Le Chuck humano e boa pessoa. O_o No entanto, libertou uma doença e tem de evitar que todos os piratas das Caraíbas sejam contaminados, enquanto foge de um cientista francês que o quer estudar e tenta reencontrar-se com a sua esposa, Elaine.
Como disse, gostei bastante de o jogar e estava tão imersa na história do jogo que houve mesmo um momento em que gritei "não! eu fiz tudo bem, isto não pode acontecer! *lágrima*". E agora fiquei com vontade de jogar os outros e mais alguns do género. Aconselham algum?
Quando e onde o vi: estreou a 19 de novembro mas vi desde dia 26 de novembro a 11 de fevereiro no AXN Black. Não conseguia apanhar o episódio aos sábados à noite, mas via a repetição ao sábado de manhã, da semana seguinte. :)
Temporada: Primeira, mas parece que há uma segunda e uma terceira está a ser preparada. Já agora, isto diz respeito à versão original, dinamarquesa.
Opinião: Não consegui ver o último episódio *chora* mas a minha mãe contou-me o que aconteceu, já que é neste episódio que sabemos quem é o verdadeiro culpado. Acabei por não ficar surpreendida pois os últimos episódios encaminham-se no sentido de confirmar quem matou Nanna Birk Larsen.
Gostei bastante desta série sobretudo por não se centrar apenas na resolução do caso, mas possibilitar o acompanhamento da família da vítima. Gostei bastante de ver como os pais lidam com o luto, a mãe a tentar descobrir quem fez aquilo à sua filha, o pai mais estoico e aparentemente imperturbável, mas que acaba por ceder quando está sozinho (há uma cena em que ele deixa a Pernille e vai chorar para a casa-de-banho) e não diz que não quando se lhe apresenta a hipótese de vingar a morte da filha.
Outro motivo que gostei de acompanhar foi a trama política. Devido a vários fatores, um dos partidos em corrida para a Câmara de Copenhaga vê-se envolvido na investigação. Foi interessante ver como os vários personagens usavam então a informação que tinham para tentar ganhar vantagem, muitas vezes descurando a ética e a transparência, havendo também muito controlo de danos e tentativa para reconstruir a imagem dos candidatos.
Achei algumas coisas inverossímeis, como o namorado da vítima só aparecer 15 dias depois do corpo ser descoberto, ainda por cima com informação algo importante, e não gostei por aí além de acompanhar os problemas familiares da inspetora Sarah Lund, achei algo aborrecido mas era importante para caracterizar a personagem.
Veredito:Vale o dinheiro gasto. Não digo que a compre caso saia em DVD, mas tenho alguma curiosidade em ver as restantes temporadas, caso venham a ser transmitidas. Também tenho alguma curiosidade em ver a série americana, apesar de a resolução parecer que leva mais tempo. :/
A while ago, I interviewed my readers for a change, and my final question was, "What question have I NOT asked at BTT that you'd love me to ask?" I got some great responses and will be picking out some of the questions from time to time to ask the rest of you. Like now.
shelovestoread asks:
If you had to pick only 5 books to read ever again, what would they be and why?
(Such a cruel question!)
Ora, 5 livros? Vamos lá a ver...
Persuasão de Jane Austen, porque é o livro mais fofo de todo o sempre e tem uma das cartas mais bonitas que já tive oportunidade de ler. *suspira*
O Conde de Monte Cristo de Alexandre Dumas, porque é o livro mais completo que encontrei até hoje. Tem de tudo! Romance, traição, vingança, arrependimento...
Oh, para mim a fazer batota... A boxset do Harry Potter! :D Porque é daqueles que não interessa as vezes que releio, adoro sempre.
Romancing Mr. Bridgerton da Julia Quinn, para me rir um pouco. :D
North and South da Elizabeth Gaskell, porque também é fofo, para além de ter personagens bem construídas e debruçar-se em problemas sociais, para além do romance.
Faltam os livros do Martin, do Tolkien e outros tantos, mas acho que estes seriam capazes de manter entretida sempre que os revisitasse. :)
Opinião: Vi-o na passada sexta-feira. Cheguei tão cansada que liguei a televisão e a preguiça era tanta que nem sequer mudei de canal para ver se dava algo melhor. Como tinha acabado de começar lá o vi. É muito infantil e cheio de clichés. Surpreendeu-me o facto de não adormecer a meio nem revirar (muito) os olhos, pelo que não será tão mau como isso, mas vale sobretudo por ter atores que aprecio ver mesmo que só apareçam por um pequeno instante, como o Stephen Fry por exemplo. Não fiquei com curiosidade para ler os livros.
Veredito: Com tanto filme tive de ver este.
Título: 10 Coisas que Odeio em Ti
Diretor: Gil Junger
Adaptação de The Taming of the Shrew de William Shakespeare por Karen McCullah Lutz e Kirsten Smith
Atores: Heath Ledger, Julia Stiles, Joseph Gordon-Levitt
Opinião: Nunca tinha visto este filme desde o início e aproveitei para o ver no sábado à hora de almoço. É fofo, tem alguma piada, mas no que toca a adaptações para os tempos modernos desta obra de Shakespeare, prefiro o episódio de "ShakespeaRe-Told", com Rufus Sewell e Shirley Henderson, que tive oportunidade de ver o ano passado neste mesmo canal, salvo erro.
Veredito: Deu na televisão pelo que não se perde nada com isso.
Título: Os Homens que Odeiam as Mulheres (Millennium 1)
Opinião: Não sabia bem ao que ia, pois não tinha lido os livros nem visto a adaptação sueca, mas toda a gente falava bem do filme e o meu irmão tinha curiosidade em ver, pelo que lá fui atrás. Acabou por ser uma boa surpresa e começo a achar que os nórdicos (ou seja, Dinamarca, Suécia e isso) escrevem thrillers e mistérios bem interessantes, em que não consigo descortinar o fim (já “The Killing: Crónica de um Assassinato” me mantém presa à televisão). Fiquei com curiosidade para ler os livros, sobretudo para descobrir mais sobre as personagens, nomeadamente Lisbeth que aparece como alguém cujo exterior frio e antissocial serve para proteger uma rapariga que teve um passado bastante sofrido.
O elenco pareceu-me muito bem escolhido e os diálogos estão bem conseguidos, tirando algumas gargalhadas do público mesmo que o ambiente fosse um pouco pesado. Pessoalmente passava bem sem as cenas de sexo, revirei um pouco os olhos do género “epá, andem é com a história!” mas entendo que fosse necessário para definir um pouco mais as personagens.
Temporada: Segunda. Crítica à primeira temporada aqui.
Opinião: Confirma-se, Moriarty é a minha personagem preferida. Tenho um soft spot para personagens loucas e dementes e este Moriarty é demais! Mas todos os personagens estão muito bem conseguidos e os atores vão muito bem.
Tinha alguma curiosidade para ver esta temporada, não só pelo cliffhanger em que tinha acabado a anterior mas sobretudo por Irene Adler entrar. Tive a oportunidade de ler a história em que ela entra e apesar de me recordar pouco da mesma, lembrava-me de que ela era "A Mulher". A única a enganar Sherlock, daí a curiosidade. Acabei, realmente, por gostar bastante do primeiro episódio, "A Scandal in Belgravia". Achei-o hilariante, com tiradas cómicas e pareceu-me existir química entre Lara Pulver e Benedict Cumberbatch. No entanto, a melhor química continua mesmo a ser entre aquele e Martin Freeman. Adorei sempre que Sherlock se entusiasmava e Watson chamava-lhe a atenção para a seriedade do crime em questão ou para como magoava as pessoas à sua volta. De facto, Sherlock sai mais humanizado nesta temporada, seja por se apaixonar (ou pelo menos deixar-se fascinar, até certo ponto, por um elemento do sexo feminino), pedir desculpa quando magoa as pessoas, nomeadamente a pobre Molly (Loo Brealey), defender a Mrs Hudson (Una Stubbs), temer o sobrenatural mesmo que sob o efeito de drogas e constatar que tem pelo menos um amigo.
Acho que foi sobretudo por aqui que a série ganhou nesta temporada, pois há semelhança da anterior e dos livros, houve situações em que descobri primeiro que Sherlock a resolução dos casos, sendo tal mais evidente no segundo episódio. O último é um carrossel de emoções, mas o final acaba por não surpreender. Sabia que tinha algo na manga, sobretudo porque o próprio sabia o que o esperava e achava muito estranho que não se tivesse preparado para o problema final. Agora vai ser curioso é ver como se vai limpar o nome de Sherlock, depois da campanha muito bem orquestrada por Moriarty para lançar a dúvida sobre as verdadeiras capacidades ou intenções de Sherlock.
Citações:
Sherlock Holmes: Please don't feel obligated to tell me that was remarkable or amazing. John's expressed that thought in every possible variant available to the English language.
Irene Adler: I would have you, right here on this desk, until you begged for mercy twice.
(...)
Sherlock Holmes: I've never begged for mercy in my life.
Irene Adler: Twice.
Sherlock Holmes: It's this or Cluedo.
John Watson: Ah, no. We are never playing that again.
Sherlock Holmes: Why not?
John Watson: Because it's not actually possible for the victim to have done it Sherlock, that's why!
Sherlock Holmes: It was the only possible solution!
John Watson: It's not in the rules.
Sherlock Holmes: Well then the rules are wrong!
Moriarty: Every fairy tale needs a good old fashioned villain. You need me or you're nothing — because we're just alike, you and I. Except you're boring. You're on the side of the angels.
Veredito: Vale o dinheiro gasto. Não gosto de me sentir mais inteligente do que a personagem principal, mas mesmo assim aprecio ver as suas deduções e a sua quase incapacidade de viver em sociedade. Além disso, é um enorme prazer ver as várias interpretações e como todas as personagens se relacionam e têm uma paciência enorme para aturarem Sherlock, apesar de tudo o que ele lhes faz ou diz, tem diálogos fantásticos e pormenores que me fazem rir, como o stress com o chapéu. :)
Quando e onde o vi: desde 7 de dezembro a 1 de fevereiro no AXN. Temporada: Primeira mas vai haver uma segunda temporada. Quando estreia? Não faço ideia.
Opinião: Acho que desde sempre tive um fascínio pelos Bórgias. Não é que saiba muito, mas toda a polémica em que tal família se viu envolvida desde nova acompanha a minha imaginação. Não acredito que tudo o que se conta de mal sobre esta família seja verdade, a política parece-me semelhante em todas as épocas, pelo menos do que pude e me lembro de estudar, e se hoje se tenta danificar a imagem do adversário, desenterrando coisas mal explicadas e lançando boatos, acredito que o mesmo se faria naquela época. Ainda assim, histórias de anéis cheios de veneno, assassinatos por envenenamento, incesto, festas que se tornavam autênticos bacanais, histórias de poder quase supremo, não me deixam indiferente, antes pelo contrário, e por isso não podia deixar de ver esta série.
Para dizer a verdade, não sei se será historicamente fiel, mas também não me parece que seja essa a intenção. Nas muitas entrevistas e behind the scenes que há disponíveis, parece haver uma tentativa de colar esta série à obra O Padrinho de Mario Puzo, que terá escrito a sua história sobre uma família da Máfia, tendo por base esta família. A própria tagline parece fazer menção a isso, "The original crime family", e de facto as semelhanças entre as duas obras parecem ser bastantes, desde o retrato dos filhos de Rodrigo parecerem emular as personagens de Al Pacino e James Caan, até à cena do fechar a porta a um elemento feminino, como no final do primeiro filme da trilogia (e a única parte que vi do filme, lamentável eu sei, mas tenho ali os filmes por ver. Já vi o terceiro, sei que não conta porque é mau, mas pode ser que depois desta série pegue nos filmes 1 e 2...). Assim o foco é sobretudo em como Rodrigo Bórgia (Jeremy Irons) usa o seu poder para, a meu ver, tentar criar um estado papal, que a sua família governaria como qualquer família real europeia da época. E isto está, a meu ver, muito bem feito.
A série inicia-se com a eleição de Rodrigo Bórgia para o papado, passando a ser o papa Alexandre VI. Dentro da Igreja conta com o apoio do seu filho César (François Arnaud), que ascende a cardeal apesar de preferir de longe a sorte do irmão, Juan (David Oakes), gonfalonieri, uma espécie de comandante, das tropas papais. O seu papado tem vários oponentes, entre os quais Giullianno della Rovere (Colm Feore), e para cimentar a sua posição, Rodrigo não hesita em usar tudo o que tem ao seu dispor para criar alianças, seja através de casamentos, como o de Lucrécia (Holliday Grainger) e o de seu filho mais novo com famílias italianas importantes da época, como usa também o poder secular, nesta época o legitimador de reinos, reinados e tratados (penso que foi neste papado que se assinaram tratados importantes para os Descobrimentos Portugueses), para manipular, ameaçar e conseguir apoios.
Gostei bastante da série, sobretudo pela intriga, jogos políticos e estratégia. Retrata os finais da Idade Média e o Renascimento, uma época em que a Igreja teria mais legitimidade mas que não seria um poço de virtudes, bem pelo contrário, de tal modo que dar-se-á a reforma Protestante anos mais tarde. Mostra-nos também uma Itália dividida (de facto só foi unificada por Vítor Emanuel II, no séc. XIX, salvo erro) com várias famílias a dominarem cidades importantes. Acho engraçado como se nota ainda uma influência do Império Romano, já que os vários príncipes, e o próprio papa, têm uma vasta rede de clientes com base em casamentos e favores. Basicamente cada um tenta puxar a brasa à sua sardinha e tenta usar o outro para chegar ao seu objetivo.
Também gostei das personagens, nomeadamente Lucrécia, cuja face e atitudes inocentes e pueris escondem uma mente brilhante, algo calculista e até certo ponto manipuladora, e César, escolhido por Rodrigo para seguir as suas pisadas na Igreja (até me parece ser o mais parecido com Rodrigo e o que herdaria o seu "trono", por assim dizer) mas que parece mais talhado para outras atividades muito pouco santas. De todos os atores destaca-se, como será óbvio, Jeremy Irons que é brilhante e cuja voz imprime uma aura à personagem, de orador, de alguém que podia ser um verdadeiro "pescador de homens", mas acho que todos os atores estão muito bem nos seus papéis.
Citações:
César: That poison was meant for us.
Rodrigo: You don't poison the Pope!
César: Do you know what the gossips are calling you? "The mitred ape". Half of Rome is waiting to celebrate your demise.
Rodrigo: You would poison a dying dog! Not the heir to Saint Peter!
César: The idea offends you, then?
Rodrigo: It offends me, it offends nature, it offends God Himself!
César: Then God will take his revenge.
Rodrigo: Yes he will... with our help!
Maquiavel: That cardinal claimed to be a man of peace.
César: We all do, signor Machiavelli.
(...)
Maquiavel: You are far too clever for a cardinal.(...) And if these times have made you clever, the coming months may thrust genius upon you.
Vanozza: He loves each new arrival, but try to tell him of the birthing pains. Rodrigo: No, no, no, you mustn't. Vanozza: With Juan I was in agony for days, do you remember? Rodrigo: I remember... joy of holding him in my arms. A brother to little Cesare at last. We did love our children, did we not my dear? Vanozza: To a fault.
Deixem-me também chamar a atenção para uma cena do Jeremy Irons (que infelizmente não consigo encontrar no YouTube, mas é mais ao menos como a imagem) como Papa Alexandre VI, enquanto recebe pretendentes para a Lucrécia. Fez-me lembrar, e ao meu irmão, de Scar no filme animado "O Rei Leão" e o seu "estou rodeado de idiotas". :D Aliás, conforme estávamos a ver a cena dissemos aquela fala em voz alta e depois ficámos a olhar um para o outro feitos parvos, até nos desmancharmos a rir. :D
Veredito:Vale o dinheiro gasto. Vi-o na televisão mas penso que não hesitarei em adquirir a série se a encontrar à venda. Adoro histórias de poder e corrupção e esta parece-me bem conseguida nesse aspeto. Além disso, fez-me ficar ainda mais curiosa em ver e ler a obra de Mario Puzo (vamos a ver se o meu irmão deixa de me melgar a cabeça), o livro que tenho cá em casa sobre a Lucrécia Bórgia e até O Príncipe de Maquiavel, inspirado, parece-me, em César Bórgia. Queria pegar neles ainda este ano pois ando há anos a adiar.