8 de maio de 2011

Insólitos (3)

Desta vez venho antes fazer promoção à mais hilariante coleccção de insólitos que têm lugar em livrarias! Falo, está claro, do tumblr da Livreira Anarquista!

Desde títulos sugestivos e (parece-me) pouco adequados a crianças, a diálogos surreais, passando por livros que não pensei existirem, há de (quase) tudo. Aconselho a visitarem. ;)

4 de maio de 2011

Sangue Felino (Sangue Fresco, Livro 7)

Autor: Charlaine Harris
Género: fantasia urbana
Editora: Saída de Emergência |Nº de páginas: 278

Resumo (do livro): Traída pelo seu namorado vampiro de longa data, Sookie Stackhouse, empregada de bar do Louisiana, vê-se obrigada não apenas a lidar com um possível novo homem na sua vida (Quinn, um metamorfo muito atraente), mas também com uma cimeira de vampiros há muito agendada. Com o seu poder enfraquecido pelos estragos do furacão em Nova Orleães, a rainha dos vampiros locais encontra-se em posição vulnerável perante todos aqueles que anseiam roubar o seu poder. Sookie vê-se obrigada a decidir de que lado ficará. E a sua escolha poderá significar a diferença entre a sobrevivência e a catástrofe completa...

Opinião: Ter muitas expectativas, às vezes, dá nisto. Apesar de ter gostado bastante dos volumes anteriores, neste volume Sookie não me convenceu.

Para começar, no volume anterior falava-se num comício/convenção/cimeira de vampiros e tinha alguma curiosidade para ver que problemas seriam debatidos, nomeadamente tendo em conta que os vampiros, neste universo, saíram à relativamente pouco tempo dos caixões. Debateriam os casamentos com humanos, algum problema de abastecimento, a dificuldade em arranjar emprego devido a discriminação? Está visto que deveria ter lido opiniões sobre este livro (o que não fiz para evitar possíveis spoilers e cheguei à conclusão de que foi parvo, já que eu até gosto de spoilers e assim ia meio avisada) porque não tivemos nada disto e talvez não me sentisse tão defraudada. Em vez dos temas referidos, temos antes um casamento real e julgamentos. Não é que tenha sido mau, foram acontecimentos interessantes (mais não seja pelos banhos de sangue), mas mesmo assim esperava um pouco mais desta linha de história.

Já no que toca aos mistérios, é daquelas coisas que se topam à distância, praticamente no início do livro, e deixa uma pessoa a revirar os olhinhos quando percebemos que os personagens são todos cegos e não percebem o que se passa à volta. Sobretudo Sookie, que supostamente deveria conseguir ler as mentes e perceber as intenções das mais variadas pessoas. Em vez disso, parece optar por preocupar-se com a sua vida amorosa que, sinceramente, começa a fazer-me ranger os dentes (já não bastava o revirar de olhos) e a aborrecer-me de morte. Ainda assim houve um desenvolvimento interessante, ainda que muito (e deixem-me reforçar o MUITO) forçado.

A escrita também não me convenceu neste volume. Ok, já sabia que era algo simplista, mas o uso constante de “disse” nos diálogos, tanto quando era a própria Sookie (e talvez seja melhor relembrar que os livros são narrados na primeira pessoa por esta personagem) a falar ou outra qualquer personagem, fez-me ter que reler algumas partes porque perdia-me a meio da conversa, sem perceber quem é que afinal tinha dito o quê. Um “ele disse”, “disse ela” ou “disse-lhe” parecendo que não enriquecem a narrativa e mostram de forma mais clara quem é que fala. Mas e daí, o problema pode ter sido meu, já que este ano ando com algum deficit de atenção... Além disso, esperava um pouco mais de humor e de tiradas sarcásticas, mas pouco mais que um sorriso me conseguiu arrancar.

No cômputo geral, é um livro que entretém, mas sem dúvida de que esperava um pouco mais. Parece que não avança muito, mas ainda assim deixa algumas questões em aberto, sobretudo no que toca às relações amorosas de Sookie.

Emprestado e pouco se perde com isso: Este deve ser, na minha opinião, o livro mais fraquinho desde o segundo volume. Diria que está ao nível do primeiro, que também não me agradou por aí além. Chegou a aborrecer-me um pouco e não parece trazer grandes desenvolvimentos à história, tirando uma certa ligação com um certo vampiro.

2 de maio de 2011

Porque música é poesia (5)


Mumford and Sons - Winter Winds

As the winter winds litter London with lonely hearts
Oh the warmth in your eyes swept me into your arms
Was it love or fear of the cold that led us through the night?
For every kiss your beauty trumped my doubts

And my head told my heart
"Let love grow"
But my heart told my head
"This time no
This time no"

We'll be washed and buried one day my girl
And the time we were given will be left for the world
The flesh that lived and loved will be eaten by plague
So let the memories be good for those who stay

And my head told my heart
"Let love grow"
But my heart told my head
"This time no"
Yes, my heart told my head
"This time no
This time no"

Oh the shame that sent me off from the God that I once loved
Was the same that sent me into your arms
Oh and pestilence is won when you are lost and I am gone
And no hope, no hope will overcome

So if your strife strikes at your sleep
Remember spring swaps snow for leaves
You'll be happy and wholesome again
When the city clears and sun ascends

And my head told my heart
"Let love grow"
But my heart told my head
"This time no"

And my head told my heart
"Let love grow"
But my heart told my head
"This time no
This time no"

30 de abril de 2011

Abril 2011

Só este mês me dei conta de que, mesmo parecendo que ando a ler pouco, já li bastantes livros. O_o Ok, está certo que não acabei dois mas mesmo assim... Também reparei que parece que leio um pouco mais lentamente no Kindle e que me canso mais, ou que é mais fácil colocar a leitura de lado. Geralmente tento acabar um capítulo, para então pousar o livro, mas no Kindle tal coisa é um pouco mais complicada, não dá para contar quantas páginas temos ainda para ler até ao final do capítulo, e por isso abandono a leitura em qualquer ponto do texto. Ainda assim, estou a gostar bastante da experiência, como já tinha dito num outro post, mesmo que já me tenha deixado irritada quando, a poucos capítulos de acabar uma leitura (e numa parte muito fofa da história), o Kindle ficou sem bateria. Podia ser como os telemóveis (talvez não de forma tão irritante como alguns que já tive e que começam a apitar mesmo que esteja no modo silêncio) ou os portáteis que aconselham a ligar a uma fonte de energia, mas não aparece simplesmente um ecrã a dizer "Carregue..." BAH!

Mas continuando... Tal como em meses anteriores, tenho lido sobretudo por escapismo, daí a escolha recair em livros tidos como leves, com alguma acção e mesmo algum romance pelo meio. Livros que não exigem muito do leitor, mas que mesmo assim distraem de alguns problemas do dia-a-dia. Richelle Mead para além de possibilitar tudo isto, apresenta ainda uma heroína agradável de seguir, ainda que com algumas atitudes que nos fazem revirar os olhos, e com um sentido de humor do meu agrado e que me tem feito rir bastante enquanto leio, algo que é, muito sinceramente, bem vindo. :)

No que toca a aquisições, este mês não foi Natal mas quase pareceu com tanto livro que me deram! A maior parte deles vieram de uma amiga que aparentemente precisava de espaço ou de estantes novas ( :P ) e já não os queria. Estou-lhe muito agradecida por se ter lembrado de mim. *abraça* Prometo que vou tomar muito bem conta deles. ;) Além disso, parece que a sorte, por vezes, anda a meu lado. Vá lá, vai dando para balançar com períodos de mais azar. :)

Ofertas:
  • I Thee Wed de Amanda Quick
  • Mistress de Amanda Quick
  • Ravished de Amanda Quick
  • Fortress of Eagles de C. J. Cherryh
  • A Dangerous Man de Candance Camp
  • Shakespeare's Landlord de Charlaine Harris
  • Real Murders de Charlaine Harris
  • Kiss of Darkness de Heather Graham
  • The Bodyguard Joan Johnston
  • Those Who Walk in Darkness de John Ridley
  • An Unlikely Governess de Karen Ranney
  • Mr. Impossible de Loretta Chase
  • The Mediator - Shadowland de Meg Cabot
  • The Burning de Susan Squires
  • A Little Bit Wild de Victoria Dahl
  • Ramsés, o Templo dos Milhões de Anos de Christian Jacq
  • Sangue Mortífero de Charlaine Harris ganho num passatempo no blog Sangue Fresco

Empréstimos da Tchetcha:
  • Sangue Felino de Charlaine Harris
  • Laços de Sangue de Charlaine Harris

28 de abril de 2011

Booking Through Thursday: Brevemente num cinema perto de si

A pergunta desta semana é...
If you could see one book turned into the perfect movie–one that would capture everything you love, the characters, the look, the feel, the story–what book would you choose?

Felizmente os que mais queria ver já estão adaptados, falo claro de Harry Potter e a Guerra dos Tronos. O Senhor dos Anéis não entra porque li os livros por causa dos filmes...

Quanto a HP, bem... prefiro de longe os livros mas acho que mesmo assim os filmes não estão muito mal, tendo em conta que tentam condensar uma história com muitos pormenores em cerca de 2 ou 3h. Quanto ao segundo, estou a gostar bastante da série, ainda que o segundo episódio me tenha parecido mais parado e a tentar contar muita coisa ao mesmo tempo. :/

Não me recordo de mais nenhum livro, nomeadamente que ainda não tenha sido adaptado. :/ Já vi Austen, Elizabeth Gaskell, Dumas...

Lembrei-me... A Estirpe! Ou a Academia de Vampiros! Como me pude esquecer do Dimitri!? Ou, como respondeu a Slayra, Uglies (ou basicamente qualquer livro) do Scott Westerfeld! A Corte do Ar!

Para quem não se lembrava aidna me vieram alguns à cabeça... Ora bem, o primeiro porque o livro lia-se como um filme, parece um autêntico guião, é bastante gráfico e eu até gosto de gore e um bom thriller de nos deixar presos à cadeira. O segundo porque adorei as personagens, alguma da intriga e adorava ver como seria transposto para o cinema, já que se trata de um livro narrado na primeira pessoa e que, devido a um estranho laço, consegue entrar na mente de uma outra personagem. Os livros do Westerfeld porque são muito imaginativos e os mundos que descreve são bastante interessante. Além disso estamos a falar de livros de ficção científica e steampunk, pelo que o visual deveria ser estimulante e apelativo ao nosso olho. O mesmo argumento vale para o último livro. :)

27 de abril de 2011

Last Sacrifice (Vampire Academy, Livro 6) [e-book]

Autor: Richelle Mead
Género: fantasia
Editora: Penguin Group | Nº de páginas: -

Resumo (do site Goodreads): The astonishing final novel in Richelle Mead's epic series!

Murder. Love. Jealousy. And the ultimate sacrifice. Now, with Rose on trial for her life and Lissa first in line for the Royal Throne, nothing will ever be the same between them.


Opinião: Eis-nos chegados ao último livro, que conta com um pouco mais de acção, ou não estivesse Rose a tentar limpar o seu nome, tendo sido acusada de um crime que não cometeu. Além disso, procura também um Dragomir perdido, para ajudar Lissa na sua pretensão a representar a família na Assembleia da Corte Moroi. Mais uma vez as coisas não são fáceis, mas nota-se que este é de facto um livro que encerra um ciclo, sendo que as personagens tornam-se naquilo que já antecipávamos desde o primeiro livro.

Mais uma vez não posso deixar de salientar o crescimento das personagens, que foi praticamente uma constante em toda a série. Personagens com problemas reais, nem sempre fáceis de ultrapassar mas com os quais nos podemos relacionar. Foi assim um prazer ver Rose tornar-se numa personagem mais calma, um pouco menos impetuosa e mais ponderada, mas ainda assim disposta a meter-se em apuros pelas pessoas que mais ama no mundo. Além disso consegue ultrapassar os seus próprios problemas e ajudar os outros a resolverem os seus. Lissa também tem um crescimento gradual ao longo da série, mas confesso que neste último livro aborreceu-me, ainda que as partes em que Rose estava na sua cabeça fossem interessantes.

Mas nem só de personagens vive um livro e a história também foi muito bem contada. Adorei a voz de Rose, já que os livros são escritos na primeira pessoa, bastante sarcástica e com um humor delicioso. A construção do mundo também me pareceu bem conseguido, ainda que por vezes ficasse com a ideia de que algumas coisas estavam mal contadas ou que havia algumas inconstâncias, sobretudo no que ao Espírito dizia respeito. Fica a curiosidade para conhecer mais de algumas personagens e esperar que outra tenha um final mais feliz, de modo que mal posso esperar pelo spin-off desta série que será lançado este ano e terá como protagonista Sydney, uma Alquimista com quem travámos conhecimento noutros livros e que também neste é importante.

Para além de tudo isto, esta série também constituiu uma interessante leitura, já que comecei por ouvir em versão áudio e só depois passei para a escrita. Achei curioso o facto de que quando lia, conseguia imaginar que estava a ouvir a narradora dos livros anteriores, o que fez com que as personagens tivessem a sua própria voz, a sua própria identidade mesmo na minha cabeça. Conseguia imaginar como a narradora leria as frases e com que intensidade e intenção. Foi um exercício engraçado.

Gostei bastante desta série, algo que realmente não estava à espera e não me importava de continuar a seguir as aventuras e desventuras de Rose. Assim parece que tenho de me contentar com Sydney, que espero venha a ter uma voz diferente da de Rose mas com algum humor semelhante (estou mesmo curiosa quanto ao spin-off!) e fiquei com curiosidade em ler mais livros desta autora, no entanto espero que a Slayra me diga algo quanto à série Succubus. *wink wink*

Vale o dinheiro gasto: Tendo em conta que esperava algo na onda Twilight e que pensei em ficar-me pelo segundo volume, esta série foi sem dúvida algo que me apanhou de surpresa. Não esperava de gostar tanto como acabei por fazer e só posso aconselhar ainda que com algumas reservas. É sem dúvida um livro YA, pelo que quem não gosta deste género é capaz de vir a ter problemas com isso. Eu mesma tive a início. Mas se partirem para a leitura apenas desejando uma boa história e personagens credíveis e fortes que vos mantenham entretidos por algumas horitas, este será um bom livro.

25 de abril de 2011

Esperando por... (2)

Tive a felicidade de conhecer a escrita de Scott Westerfeld com a série Uglies, a minha primeira incursão em sociedades distópicas e que me deixou rendida à sua imaginação. Também já me alonguei sobre o meu fascínio com o género steampunk, na crítica ao livro A Corte do Ar, pelo que quando soube que Westerfeld iria lançar uma trilogia steampunk eu só podia desejá-la, como será óbvio.

A trilogia é composta pelos livros Leviathan, Behemoth e Goliath, sendo que este último será editado este ano, e têm lugar durante a Primeira Grande Guerra. No entanto, em vez da Tríplice Entente e das Potências Centrais em confronto, temos os Darwinistas e os Clankers, respectivamente. Os primeiros caracterizados por usarem criaturas evoluídas de modo a serem usadas em guerras, os segundos por usarem máquinas de guerra.
Resumo (do site do autor): Prince Aleksander, would-be heir to the Austro-Hungarian throne, is on the run. His own people have turned on him. His title is worthless. All he has is a battletorn war machine and a loyal crew of men.

Deryn Sharp is a commoner, disguised as a boy in the British Air Service. She’s a brilliant airman. But her secret is in constant danger of being discovered.

With World War I brewing, Alek and Deryn’s paths cross in the most unexpected ways, taking them on a fantastical, around-the-world adventure that will change both their lives forever.


Já agora, o mapa desta Europa em confronto.

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