8 de fevereiro de 2010

Confessions of a Jane Austen Addict [áudio-livro]

Autor: Laurie Viera Rigler; Orlagh Cassidy (narradora)
Género: chick lit
Editora: Penguin Audio | Nº de páginas: -
Nota: 1/5

Resumo (do site Goodreads): In this Jane Austen-inspired comedy, love story, and exploration of identity and destiny, a modern L.A. girl wakes up as an Englishwoman in Austen's time.

Opinião: Não sei o que me passou pela cabeça para ler este livro, já que as críticas, como a da Ana O., eram negativas. Talvez entusiasmada pelo Austenland, esperava que o áudio-livro fosse mais interessante. Mas como estava enganada.

Uma bela manhã Courtney Stone acorda não na sua cama, mas em plena Inglaterra no início do séc. XIX. Sem saber bem o que terá acontecido Courtney, cuja autora favorita é Jane Austen e tendo lido e relido os livros da autora inúmeras vezes, tenta adaptar-se ao que a rodeia e levar a vida que lhe é apresentada, esperando regressar, de qualquer maneira, ao séc. XXI.

Isto até poderia tornar-se numa história interessante mas a protagonista revela-se algo estúpida, sobretudo na parte em que conhece Jane Austen, e não pára de se queixar ao longo de todo o livro: de como o seu namorado a traiu, em como o amigo do namorado é que afinal era bom, como os vestidos lhe assentam sobretudo no peito, como as condições de higiene são deploráveis, como ela não é quem pensam ser… Bah! Irritante, irritante, irritante. Só me apetecia dar-lhe um valente par de estalos para ver se deixava de irritar e de se queixar.

As personagens são a coisa mais básica que há, não faltando a cópia barata do Mr. Darcy para ajudar à (triste) festa, a história é aborrecida e até a narradora enfada. O final abre caminho para o próximo livro, Rude Awakenings of a Jane Austen Addict, mas quer-me parecer que tão cedo não lhe vou pegar (se é que alguma vez o pretenda fazer). A sério, a única coisa de bom que tirei deste livro foi o facto de me ter acompanhado numa tarde em que tinha uma bela pilha de roupa para passar e a casa para arrumar, caso contrário dava o tempo que gastei a ouvir este livro por perdido.

7 de fevereiro de 2010

Querido Frankie/Dear Frankie

Informação técnica no IMDb.

Director: Shona Auerbach
Escritores: Andrea Gibb
Actores: Emily Mortimer, Jack McElhone, Gerard Butler
Nota: 5/5

Já andava de olho neste filme há algum tempo, pelo que foi com bastante agrado que o vi nas BLX e não podia deixar de o trazer. Sim, as BLX também têm DVDs que podem ser requisitados para empréstimo domiciliário e sem pagamentos, como sucede em videoclubes. Pode-se requisitar até dois títulos por uma semana.

O filme conta a história de Lizzie (Emily Mortimer) e do seu filho Frankie (Jack McElhone), de nove anos e surdo, que mudam constantemente de casa. Frankie nunca se lembra de ter visto o pai mas troca constantemente cartas com ele, que supostamente se encontra a trabalhar num navio. Mas isto não passa de uma história inventada por Lizzie para evitar que Frankie descubra a verdade sobre o pai. No entanto, o navio que Lizzie julgava ter inventado chega ao porto da cidade em que se encontram, o que a força a contratar um estranho (Gerard Butler) para fazer de pai do seu filho.

É uma história belíssima, daquelas de aquecer o coração e o filme é maravilhoso. Seja pelas imagens que nos mostra da Escócia, adorei a cidade costeira, como pela actuação dos actores que estão perfeitos, cada um no seu papel, mas tenho que destacar Jack McElhone que surpreende por ser bastante novo e conseguir representar um rapaz surdo, quando na realidade ouve. Não terá sido fácil, como podemos ver nas opções especiais, tendo aprendido linguagem gestual e a comunicar vocalmente como um jovem com deficiência auditiva.

É um filme que não posso deixar de aconselhar. É sobretudo reconfortante de se ver quando nos sentimos um pouco mais em baixo.

31 de janeiro de 2010

Aquisições em Janeiro

A intenção de comprar menos livros (até porque a certa altura dei por mim a comprar mais do que lia) continua, daí que este mês tenha recorrido sobretudo a empréstimos.

Das BLX trouxe, e já li, O Nome do Vento. Através do BookMooch chegou-me The Fool's Tale da autoria de Nicole Galland. Também me foi emprestado A Estirpe de Guillermo del Toro e Chuck Hogan. ;) Encontro-me também a fazer a colecção da Sábado. Eu não queria, mas quando fui comprar a revista foi mais forte do que eu. Felizmente já tenho um dos livros, A Rapariga com Brinco de Pérola de Tracy Chevallier, pelo que é menos um livro a adquirir. :P Também comprei Pompeia de Robert Harris, em formato livro de bolso, que já tive oportunidade de ler em inglês. Como adorei e gostava que a minha mãe, que infelizmente não sabe inglês, o lesse adquiri-o em português.

30 de janeiro de 2010

O Nome do Vento (Crónica do Regicida, Livro 1)

Autor: Patrick Rothfuss
Género: fantasia
Editora: Gailivro | Nº de páginas: 966
Nota: 4/5

Resumo (da capa):
«Chamo-me Kvothe. Resgatei princesas dos túmulos de reis adormecidos, incendiei Trebon. Passei a noite com elurian e parti com a sanidade e com a vida. Fui expulso da Universidade na idade em que a maioria dos alunos é admitida. Percorri caminhos ao luar que outros receiam nomear durante o dia. Conversei com deuses, amei mulheres e compus canções que fazem chorar os trovadores. É possível que me conheçam.»

Assim se inicia uma história sem igual na literatura fantástica, a história de um herói contada pela sua própria voz. É uma história de mágoa, uma história de sobrevivência, a história de um homem que busca o sentido do seu universo e de como essa busca e a vontade indomável que a motivou, fizeram nascer uma lenda.

Opinião: Por incrível que pareça, tomei conhecimento deste escritor devido à polémica, por assim dizer, que envolve George R.R. Martin e a saga da escrita do seu A Dance with Dragons. Vi um cartoon em que o próprio lutava com a escrita do seu segundo volume e, curiosa, pesquisei um pouco. As críticas positivas aguçaram-me a curiosidade que se tornou ainda maior com a sua publicação em português. No entanto, fiquei sempre algo reticente em comprar um livro de tamanho tão considerável, pelo que resolvi ir à biblioteca requisitá-lo. É nestas alturas que dou graças por poder ler livros de graça. Atenção, isto não quer dizer que seja mau mas não é tão bom como eu estava à espera, depois de ler críticas como a do Pedro. Esperava algo mais deste livro de fantasia que, espremendo muito bem, pouco tem.

Ora bem, a história começa com um estalajadeiro e com umas aranhas de metal, o que até estava a ser interessante. Entra depois um Cronista que pede ao estalajadeiro que conte a sua história, a que ele acede dizendo no entanto que precisa de 3 dias. Eu sabia que devia ter prestado mais atenção a esta parte, porque os 3 dias correspondem aos 3 volumes pensados para esta trilogia mas só descobri isto muito tarde. Conhecemos então Kvothe, nascido na tribo Edemah Ruh, um grupo de artistas viajantes, ficando assim a conhecer a sua infância e a sua iniciação na simpatia, tendo Abenthy como tutor. Mas todos os cenários idílicos têm um fim e Kvothe é então obrigado a sobreviver nas ruas de Tarbean até que consegue ingressar na Universidade. Esta, que esperava ser a melhor parte do livro, foi a que mais me custou ler por parecer arrastar-se indefinidamente e nos apresentar, entre personagens interessantes, como o mestre Elodin e Auri, outras que pouca atenção me mereceram, caso da Denna e do suposto rival de Kvothe, e que me parece (infelizmente) vão ter maior importância nos volumes seguintes.

O ritmo lento, as acções (algo) inconsequentes, foram verdadeiros turn off sempre que punha o livro de lado e voltava a pegar-lhe. Confesso que fez-me lembrar um pouco Stephenie Meyer, uma autora também com muita parra e pouca uva, mas que também me agarrava aos seus livros com a promessa de acção umas páginas mais à frente, tal como neste livro. Mas se adorei a escrita de Rothfuss, não o posso dizer de Meyer. Rothfuss tem uma certa musicalidade que Meyer não tem. Mas o que mais me seduziu foi a parte em que se explica a magia/simpatia, que me pareceu algo semelhante ao vudu, e a história dos Chandrian que mesmo assim, para mim, não foram muito desenvolvidos. Também gostei do modo como apresentou a história, colocando-a na voz de Kvothe, mudando para um narrador omnisciente sempre que a acção passava para o tempo presente, assim como das histórias dentro da história (sobretudo a que Skarpi conta sobre os Chandrian). Acho que foi uma belíssima maneira de nos apresentar a personagem principal.

Infelizmente e apesar de acreditar que esta saga tem possibilidade de se converter em algo maior (daí a nota que lhe dou) do que nos apresenta este livro, fico com a sensação de que tudo o que eu quero ver respondido pode não vir a ser abordado. Não duvido que o autor já tenha tudo planeado, mas vendo bem a coisa, se os 3 volumes são para contar a história de Kvothe, veremos algum tipo de solução para o que se parece passar no tempo em que a história é contada? Não duvido que Kvothe nos conte o que o levou até ali, porque é que agora as estradas são inseguras, mas veremos algum tipo de conclusão? Veremos ele em acção, o bem a triunfar sobre o que parece ser o mal? :/

11 de janeiro de 2010

Um Beijo na Escuridão

Autor: Linda Howard
Género: romance
Editora: Saída de Emergência | Nº de páginas: 256
Nota: 3,5/5

Resumo (da capa): É um trabalho mortal. Eficiente, profissional, e irresistível, Lily Mansfield é uma assassina contratada que trabalha como agente da CIA. Os alvos dela são os poderosos e os corruptos. Os que estão acima da lei.

Agora, depois de dezanove anos no activo, Lily foi atraída para um perigoso jogo: procurar vingança pela morte dos que lhe eram próximos. Com cada movimentação mais genial que a anterior, ela está a comprometer os seus superiores, atraindo atenções indesejadas e colocando em risco a sua própria vida. Lily sente-se invencível, mas mesmo ela pode ser eliminada se cometer o mais pequeno erro. Se tiver que ser, assim seja, Lily não pretende morrer sem dar luta.

Lucas Swain, um agente da CIA, tem ordens simples: trazê-la viva ou morta. No entanto, também ele é atraído para o jogo de Lily, e dança na corda bamba, tentando evitar um incidente internacional enquanto luta contra um obstinado inimigo que lhes segue cada passo. Fascinado pela extrema inteligência de cada movimento dela, conseguirá Lucas terminar a sua missão?

Lily vai descobrir o quão letal é o seu caminho... e o quanto a lealdade tem um preço.


Opinião: Este livro foi-me emprestado pela Nefertiri por ter gostado de outro livro da autora. Acho que o seu ponto forte é a construção das personagens e até as histórias, que têm uma acção bastante rápida, assemelhando-se a um thriller em que só queremos saber o que nos espera a seguir. Este também não desaponta nesse aspecto, mas se o primeiro que li tem um twist interessante no final, o mesmo não acontece neste e é por isso que lhe dou 3,5.

Seguimos Lily na sua vingança contra Salvatore Nervi, por este ter assassinado um casal seu amigo e a filha adoptiva daqueles, que era também como uma filha para Lily que a havia encontrado ainda em bebé. No entanto, a família Nervi tem muitos conhecimentos, inclusive na CIA, para quem Lily trabalhara como assassina contratada, que não tendo sancionado a actuação de Lily tenta descartar-se dela para evitar males maiores. Para isso enviam Lucas que, como diz a sinopse, deixa-se fascinar por ela a ponto de não saber se consegue terminar a missão. Já estão a ver onde é que isto leva? Gajo e gaja, pressão, tiroteios, a incerteza no amanhã… Pois, leva à tal coisa do romance, quente sem dúvida, mas eu até passava bem sem a descrição plena do acto. É o tipo de coisas que prefiro que os autores deixem para a imaginação do leitor.

Mas não é o romance… mais carnal, por assim dizer, que me fez desgostar menos deste livro, até porque a cena do Son of the Morning é bastante mais bruta. A história, interessante até por se focar, a partir de determinado momento, em laboratórios onde se estudam vacinas para a gripe (neste caso aviária mas fez-me pensar também na Gripe A...), o que não deixa de ser um tema actual, torna-se por demais previsível a partir do momento em que os protagonistas se relacionam, tanto no que toca à pessoa por detrás de tudo como ao desenlace final. Até a grande revelação que se pretende no epílogo, referente à identidade da pessoa que havia recrutado Lily quando esta tinha apenas 18 anos, é perceptível a várias páginas de distância.

Não deixa de ser um livro agradável de se ler, apesar de o aconselhar com algumas reservas. Como vi numa crítica no Goodreads:
why don't books have ratings the way movies do? I give this one XXX.

3 de janeiro de 2010

Pilha de Livros (IV)

Não podia deixar de deixar aqui a pilha de livros com que vou iniciar este ano. O Stardust já não está aqui, ainda que tenha sido o livro a acompanhar-me na viragem. Tirando o Anna Karénina e Um beijo na escuridão, tem os livros que ficaram por ler da pilha anterior.
Não devo de ler os livros necessariamente nesta ordem.

Stardust, o Mistério da Estrela Cadente

Autor: Neil Gaiman
Género: fantasia
Editora: Editorial Presença | Nº de páginas: 176
Nota: 4/5

Resumo (da capa):
" – E se eu te trouxesse a estrela caída? – inquiriu Tristran, animado. – O que me darias? Um beijo? A tua mão em casamento?
– Tudo o que quisesses – respondeu Victoria, divertida.
– Juras? – perguntou Tristran.
(…)
– Claro – afirmou Victoria, sorrindo."

Victoria Forester era considerada a rapariga mais bonita das Ilhas Britânicas, mas para Tristran ela era a rapariga mais bonita do mundo, e a sua paixão por ela não conhecia limites. Por isso, as palavras que Victoria proferiu naquela noite de Outono em que foram ambos surpreendidos pelo brilho extasiante de uma estrela cadente soaram como música aos seus ouvidos. Afinal, havia um caminho para o coração da sua amada. Tudo o que tinha de fazer era apanhar aquela estrela... e esse era agora o seu único desejo! Mas o que resta de uma estrela cadente quando atinge o solo? No mundo dos homens, apenas um monte de destroços calcinados e retorcidos. Só que a estrela de Tristran caiu no País Mágico, no país onde habitam dragões, grifos, basiliscos, hidras, unicórnios, gnomos, enfim, toda a sorte de criaturas extraordinárias e inimagináveis, e lá, as estrelas cadentes são belas raparigas de olhos azuis e cabelos loiros. Uma enorme parede de pedra separa a aldeia de Wall desse mundo fantástico, mas nada poderá demover Tristran, e é justamente quando dá o primeiro passo no País Mágico que tem início a sua fabulosa aventura! O que Tristran não sabe é que há outras criaturas interessadas em deitar a mão à sua estrela, e com intenções bastante menos nobres que a sua… Gaiman revela-nos, uma vez mais, o seu inquestionável talento para escrever histórias que nos fazem sonhar e que, através da criação de mundos imaginários, suscitam em nós a capacidade de ver o mundo real.

Opinião: Vi este filme no passado domingo e achei hilariante, pelo que fui logo à biblioteca buscar o livro já que precisava de leituras que me animassem. Já me tinham dito que o livro não era tão divertido como o filme e que havia diferenças, mas mesmo assim parti para a leitura disposta a desfrutar desta.

Talvez o mal tenha sido, exactamente, o facto de ter visto o filme antes. Como disse, achei-o hilariante e algumas personagens, por serem representados por actores fantásticos, como Robert De Niro e Michelle Pfeiffer, despertaram a minha atenção pelo que tinha alguma curiosidade em ver as suas histórias no livro. Foi assim com alguma pena que vi o Capitão Shakespeare não aparecer, no livro tem outro nome e em nada se compara à personagem de De Niro. Também Lamia aparece pouco, na minha opinião, e o final no livro nada tem de grandioso como o filme. Também a relação entre os protagonistas não parece tão bem desenvolvida como no filme. Talvez se o livro fosse um pouco maior, as personagens e suas histórias, sobretudo as paralelas, podiam ser melhor exploradas. Mas talvez fosse essa a intenção do autor, não aprofundar assim tanto personagens e histórias, já que nos contos de fadas apenas uma parte da história interessa, tudo o resto fica para a imaginação do leitor.

Apesar de tudo não deixa de ser uma brilhante leitura e pergunto-me se não será ainda melhor se lido em áudio-livro, com um narrador competente. Fez-me lembrar Harry Potter, pelo mundo paralelo ao da Inglaterra normal, por assim dizer, e The Princess Bride pelo carácter de conto de fadas. Se temia ler Gaiman por pensar que talvez fosse um autor cujas obras eram overrated, bem aprendi a lição de não julgar um autor sem o ler primeiro. Fiquei com muita curiosidade em ler mais livros dele, sobretudo antes de ver as adaptações.

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