1 de janeiro de 2010

E com a opinião anterior acabei as críticas dos livros lidos em 2009. Já fiz um balanço das leituras nos inícios de Dezembro e mantenho as mesmas opiniões em relação a livros de que gostei e desgostei, mas se tiverem curiosidade podem ver o meu Top 10 aqui.

Quanto ao Natal, passou-se bem, só recebi um livro mas que promete ser muito bom, 1984 de George Orwell. Já depois, comprei O Festim dos Corvos, o 7º volume em português d’As Crónicas de Gelo e Fogo, e dois livros da Beatrix Potter que me trazem memórias de uma série animada que dava na televisão quando era mais pequena.

Mas este Natal ficou marcado pelo visionamento de filmes, a maior parte deles adaptações de livros que me deixavam de pé atrás como Eragon de Christopher Paolini e Stardust de Neil Gaiman. Já estou a ler o segundo, que trouxe logo da biblioteca assim que o vi na prateleira, pois achei o filme hilariante. Já o primeiro convenceu-me a tentar dar uma vista de olhos ao livro, pelo que poderá ser um dos próximos empréstimos, seguido de As Cinzas de Ângela, que tive ontem oportunidade de rever. A convicção de adquirir menos livros continua forte neste novo ano que começa!

Também tive oportunidade de rever o quinto filme da série Harry Potter, que na minha opinião é superior ao livro. Podem ler uma opinião (em inglês) que escrevi aquando do meu primeiro visionamento, em cinema, aqui. Pensar que ainda não tinha saído o sétimo volume. Os anos ultimamente parecem passar a correr… Daí que deseje um bom ano a todos e espero que vos traga tudo de bom.



Editado às 17h08: E porque só agora vi o comentário da Bia a propôr esta brincadeira, aqui ficam (em alguns casos mais uma vez) o melhor e o pior de 2009.

Melhor livro de suspense: Pompeii de Robert Harris
Não é bem suspense, é mais um thriller mas adorei as descrições de Pompeia e do desastre eminente.

Melhor livro de romance: North and South de Elizabeth Gaskell
Já me fartei de explicar o porquê em outros posts e sítios. :P

Melhor capa de livro: Pride and Prejudice and Zombies de Seth Grahame-Smith e Jane Austen
Eu adorei esta capa assim que a vi. É hilariante para além de realmente exemplificar o que vai no interior: uma obra intemporal com zombies. :D
E já agora, uma menção honrosa para as capas da série Uglies de Scott Westerfeld, nomeadamente as do Reino Unido que têm Barbies...

Pior capa do ano: O homem dos seus sonhos de Nora Roberts
Não sou grande apreciadora das capas da Harlequin e esta é um exemplo disso. Acho que deviam concertrar-se apenas numa das imagens, de preferência no casal.

Autor surpresa do ano: Elizabeth Gaskell
Vide críticas ao North and South...

Livro decepção: Elizabeth I Mysteries de Karen Harper
É mais livros decepções, no plural, porque os 3 que li ficaram muito aquém do que esperava e as expectativas não eram tão altas como isso.

Melhor personagem feminina: Mrs. Thornton seguida de perto por Margaret Hale ambas de North and South
A primeira é uma das personagens mais fortes que já encontrei e com um coração que, apesar de parecer gelado, ama incondicionalmente o seu filho. A segunda é também bastante forte, atenciosa e humilde, consolando outros por vezes em detrimento de si própria.

Melhor personagem masculina: John Thornton de North and South
Outra personagem bastante forte e marcada pelo seu passado, bastante orgulhoso mas que, quando confrontado com críticas de quem ama, torna-se mais humilde e aberto a ideias.

Austenland [áudio-livro]

Autor: Shannon Hale; Katherine Kellgren (narradora)
Género: chick lit
Editora: Renaissance Press | Nº de páginas: -
Nota: 3/5

Resumo (do site Goodreads): Jane is a young New York woman who never seems to find the right man – perhaps because of her secret obsession with Mr. Darcy, as played by Colin Firth in the BBC adaptation of Pride and Prejudice. When a wealthy relative bequeaths her a trip to an English resort catering to Austen-obsessed women, however, Jane’s fantasies of meeting the perfect Regency-era gentleman suddenly become more real than she ever could have imagined. Is this total immersion in a fake Austenland enough to make Jane kick the Austen obsession for good, or could all her dreams actually culminate in a Mr. Darcy of her own?

Opinião: De tempos a tempos, Jane Austen ganha um novo protagonismo na cena literária, seja por os seus livros ou a sua vida serem adaptados, de forma algo constante, ao pequeno e grande ecrã ou por serem alvo de revisões que lhes juntam zombies ou monstros marinhos. Agora parece também existir um nicho na chick-lit com histórias que mostram como esta autora pode mudar algumas vidas. Já havia lido (e visto) The Jane Austen Book Club e depois de ler a crítica da Slayra a este livro não podia deixar de o ler, ainda que apenas para ver a protagonista
a andar de um lado para o outro em vestuário do século XIX.


Jane é então uma jovem na casa dos 30 e quase tudo o que qualquer mulher pode desejar, faltando-lhe apenas um namorado. Não que nunca os tenha tido, mas as suas relações nunca conhecem um final feliz, muito devido à sua obsessão por Mr. Darcy tal como ele é representado por Colin Firth. Uma tia, sabendo então disto, deixa-lhe em testamento umas férias pagas numa estância que retrata a Inglaterra dos livros de Austen, onde não faltam os cavalheiros para satisfazer o desejo de cada mulher encontrar o seu herói Austen preferido.

Na minha opinião, a protagonista é, quanto muito, obcecada pelo actor pois de outra maneira algumas coisas não lhe aconteceriam. Nunca chegamos a perceber bem o fascínio que Darcy exerce sobre ela (ou então sou apenas eu que não entendo, até porque ele não é meu herói preferido) e não posso deixar de culpar a protagonista por alguns dos romances fracassados, em que ela se atira quase de cabeça sem muitas vezes conhecer bem as pessoas. Além disso é um pouco irritante e repetitiva, com tanto lamento por ninguém gostar dela e decide então mergulhar no mundo Austen, mas depois quer algo real mas é melhor então mergulhar no mundo Austen, mas ninguém gosta dela… e por aí em diante. Felizmente, também é divertida a espaços e foi isto que me fez dar esta nota. Confesso que se tivesse lido talvez não achasse muita piada a certas ocasiões, mas tendo desfrutado desta obra no formato áudio ri bastante em determinadas partes, muito devido à narradora que soube dar a ênfase necessária a algumas expressões. Lembro-me, por exemplo, do momento em que sobressaltada Jane descobre a sua veia ninja ou o “Wooo!” quando se sente disputada por dois homens.

Em termos de desenvolvimento das personagens, só a protagonista se mostra convenientemente desenvolvida. As restantes são estereótipos ou uma cópia barata dos heróis de Austen, onde ficamos sem conhecer os motivos que os levam a agir e ficamos mesmo sem saber se são o que parecem. Quanto à história, é exactamente o que se espera de um livro destes e aconselho com algumas reservas, talvez para um daqueles dias em que se deseja algo leve e engraçado.

28 de dezembro de 2009

The Chronicles of Narnia [áudio-livro]


Autor: C.S. Lewis; Maurice Denham & Cast (narradores / dramatização)
Género: fantasia
Editora: BBC Audiobooks | Nº de páginas: -
Nota: 5/5

Resumo (do site Amazon.co.uk): The Chronicles of Narnia, by C.S. Lewis, is one of the very few sets of books that should be read three times: in childhood, early adulthood, and late in life. In brief, four children travel repeatedly to a world in which they are far more than mere children and everything is far more than it seems. Richly told, populated with fascinating characters, perfectly realized in detail of world and pacing of plot, and profoundly allegorical, the story is infused throughout with the timeless issues of good and evil, faith and hope.

Opinião: Tal como Harry Potter, já antes tive oportunidade de ler os livros, seguindo a cronologia de Nárnia, mas deparando-me com esta colecção em formato áudio, decidi-me então a “lê-los”, desta vez, por ordem de publicação. Só uma curiosidade, esta colecção apresenta-nos uma dramatização bem conseguida destes livros, cortesia da BBC, com todo um elenco a fazer as vozes e com efeitos sonoros. Já havia ouvido uma dramatização de um livro de Agatha Christie, e sinceramente não sei o que será melhor: um narrador que conta a história palavra por palavra como vem no livro, ou a história dramatizada? Adoro ambas!

The Lion, the Witch and the Wardrobe – este é o primeiro livro desta saga escrita por C.S. Lewis, sendo, no entanto, o segundo volume se for seguida a cronologia de Nárnia, terra para a qual Lucy, Edmund, Susan e Peter viajam depois de encontrarem um estranho armário. Aí deparam-se com lendas antigas que dizem que dois filhos de Adão e duas filhas de Eva derrotarão a Bruxa Branca que enfeitiçou Nárnia de modo a que seja sempre Inverno mas nunca Natal. É considerado um dos melhores livros da saga, mas confesso que não é dos meus preferidos. É sem dúvida um livro mais orientado para o público infantil mas não deixa de ser interessante de ler, deliciando a criança que há dentro de cada um de nós. – 4/5

Prince Caspian – segundo livro a ser escrito, mas é o quarto seguindo a cronologia de Nárnia. Caspian é um jovem príncipe, o herdeiro do trono de Nárnia, mas por ser muito novo é o seu tio Miraz que governa. Mas Miraz quer ser mais que Regente, quer ele próprio ser rei e que seus filhos o sucedam pelo que Caspian é obrigado a fugir. Tendo sido criado ouvindo as lendas da Velha Nárnia, Caspian junta-se aos animais falantes e a todas as criaturas que antes habitavam a Velha Nárnia para recuperar o seu trono. Mas conta também com a ajuda dos Reis de Outrora, que chama com a trompa mágica de um daqueles. É assim que os quatro irmãos Lucy, Edmund, Susan e Peter regressam a Nárnia para mais uma aventura. Mais um bom livro, em que percebemos que algumas personagens “crescem” e, por isso, a percepção de Nárnia torna-se um pouco diferente. Aqui surge também uma das minhas personagens favoritas, o pequeno Reepicheep. – 4/5

The Voyage of the Dawn Treader – terceiro seguindo a ordem de publicação, quinto segundo a cronologia de Nárnia. Lucy e Edmund voltam a encontrar-se com Caspian, desta vez não em Nárnia mas a bordo no navio “Dawn Treader”, e levam o seu primo Eustace atrás, uma criança insuportável. A história leva todas as personagens a grandes aventuras, sendo Eustace e Reepicheep protagonistas de algumas das mais entusiasmantes. Este é um dos meus livros preferidos desta saga, sobretudo pelo crescimento de Eustace (cuja história não deixa de ser um pouco semelhante à de Edmund no livro The Lion, the Witch and the Wardrobe) e pela bravura de Reepicheep. – 5/5

The Silver Chair – quarto livro a ser publicado, sexto dentro da cronologia de Nárnia. Conta, mais uma vez, com Eustace que viaja para Nárnia não na companhia dos primos mas de Jill Pole, sua colega da escola e que é incumbida de uma tarefa por Aslan: deve lembrar-se das suas indicações para salvar o príncipe Rilian. Este não foi dos meus livros preferidos quando o li, mas gostei bastante desta versão áudio, parece que visualizei melhor a história e as situações, para além de sentir que também eu os acompanhava assim como ao Marsh-wiggle Puddlegum, que nesta versão não se tornou tão maçador, antes pelo contrário. – 5/5

The Horse and His Boy – quinto livro publicado, é o terceiro na cronologia de Nárnia. Este é capaz de ser o livro que menos gosto nesta saga, apesar de nos apresentar uma outra cultura, os Calormen. Se Nárnia se parece com o Jardim do Éden e representa o Cristianismo, sendo o expoente Aslan e o Imperador de Além-mar, Cristo Filho e Deus Pai, penso que se pode dizer que os Calormen representam o Islamismo. Os protagonistas são o Cavalo Bree, que tenta fugir dos Calormen que o terão “escravizado”, e o seu rapaz Shasta, que descobre ter sido adoptado. Na fuga, encontram Aravis e Hwin com o mesmo destino, Nárnia, mas percebem que para lá chegarem e poderem viver em liberdade, têm de impedir que os Calormen conquistem Archenland, uma terra entre Nárnia e Calormen. – 4/5

The Magician’s Nephew – sexto segundo a ordem de publicação, primeiro na cronologia de Nárnia. Este é talvez o meu livro preferido. Aqui conhecemos Digory Kirke e Polly Plummer, mas também Jadis, a Bruxa Branca. Acompanhamos os 3 enquanto observam o fim de um mundo e a criação de um outro, Nárnia. Acho que este é o mais mágico, se assim posso dizer, de todos estes livros e adorei, à semelhança do que acontecera em O Silmarillion de Tolkien, amigo de C.S. Lewis, que o mundo e todos os seus seres tenham sido criado através de música. É sem dúvida aquele em que mais se sente a conexão entre esta saga e a religião cristã. – 5/5

The Last Battle – último a ser publicado e é também o último volume da saga seguindo a cronologia de Nárnia. Aqui todos os protagonistas dos livros anteriores, à excepção de Susan, voltam a encontrar-se sentindo que algo se passa em Nárnia. Apenas Jill e Eustace conseguem viajar para Nárnia, onde ajudam então o rei Tirian a desmascarar o macaco Shift, que entretanto havia ganho apoio dos Calormenes. Dá-se então uma grande batalha, como o nome indica, e o fim de Nárnia. Ou será mesmo o fim? – 5/5

Conclusão, adorei tal como já tinha adorado da primeira vez que li estes livros. Não é necessário lê-los por nenhuma ordem específica, embora recomende a leitura seguindo a cronologia de Nárnia, pois acho que as histórias se tornam mais apelativas. A semelhança com a religião cristã é perceptível em vários pontos, mas que isso não impeça as pessoas de os lerem pois as histórias são magníficas e fizeram sentir-me uma criança outra vez.

Guinevere, A Rainha do País do Verão (Trilogia Guinevere, Livro 1)

Autor: Rosalind Miles
Género: romance histórico
Editora: Planeta Editora | Nº de páginas: 440
Nota: 3/5

Resumo (da capa): Última numa linhagem de orgulhosas Rainhas, eleitas para governar as terras férteis do País do Verão; guardiã da Deusa Suprema; guerreira, amante e musa. Até agora, a mulher cuja história nunca foi contada…

Guinevere, a Rainha do País do Verão.

Através dos muitos reinos e ilhas da antiga Grã-Bretanha, Artur começou a sua busca para se tornar Rei Supremo. Mas enquanto combate para reclamar o seu direito, uma mulher bela e apaixonada espera para reclamar o seu destino. Guinevere, filha da Rainha Maire Macha e do Rei Leogrance, subirá ao trono do País do Verão, após a morte trágica de sua mãe. Das ondulantes brisas de Avalon, irá assistir aos feitos heróicos do novo Rei Supremo. Para depois o chamar para seu lado…

Com uma magia, rara e intuitiva, a célebre romancista e historiadora Rosalind Miles, confere brilhantemente vida à época mais importante e gloriosa dessa mulher lendária, revelando a coragem e paixão de Guinevere, bem como os seus tormentos, ao governar um reino verdadeiramente antigo.


Opinião: Esta não é primeira vez que ingresso no mito arturiano. Já antes havia lido, ou melhor, tentei ler a saga de Marion Zimmer Bradley, As Brumas de Avalon. Li o primeiro livro que não me cativou por aí além e não peguei em mais nenhum livro até que achei que devia de empenhar-me um pouco mais. Resolvi então pegar novamente nos livros, voltei a ler o primeiro volume e fiquei a meio. Não sei porquê mas eu até acho a história de Igraine interessante, o pior é quando passa para Morgana já que fico enfadada com a sua história. Achei que talvez o problema estivesse nesta personagem, por isso tentei mudar de táctica e ver esta história através de outros olhos femininos, daí a opção pela série da Guinevere mas confesso-me mais uma vez algo desapontada e quer-me parecer que o mito arturiano talvez não é para mim.

Apesar de dedicado a Guinevere, por vezes há capítulos em que acompanhamos outras personagens como Artur e Merlin. Achei tal interessante, sobretudo porque as personagens são bastante diferentes daquilo a que estava habituada. Merlin não parece assim tão forte, Guinevere não parece ser tão fraca e surpreendeu-me o facto de neste livro não ser cristã como em As Brumas de Avalon (não li tudo mas sei um pouco da história e vi o filme feito para a televisão) mas pagã e a chefe de uma região cuja população adora a Deusa. No entanto, a personagem mais interessante de todas é Morgana, o que após a experiência das Brumas não julguei que pudesse acontecer, mas mesmo assim está longe, assim como as restantes personagens, daquilo que eu esperava e que julgo tais personagens podem oferecer. Mas este livro não peca pelas suas personagens mas pela história. Esta é bastante previsível, não só por o mito ser bastante conhecido mas sobretudo por adivinhar-se os desfechos dos vários twists assim que estes aparecem. Houve alturas em que revirei bastante os olhos e apetecia-me espetar um par de estalos nas personagens por serem tão tapadinhas, sobretudo Guinevere.

Apesar de tudo, este livro consegue ser interessante por nos dar uma outra perspectiva do mito e, embora a vontade para ler os seguintes livros da trilogia não seja muita, penso que vou pegar neles porque tenho esperança (sobretudo devido a um dos títulos) que foquem também uma outra personagem do qual sei pouco, Galahad, e que me parece ser a mais interessante de todo este mito. Além disso, não deixa de ser uma alternativa à saga de Bradley, que espero voltar a pegar, num futuro quiçá próximo, com mais ânimo.

13 de dezembro de 2009

Balanço Julho – inícios de Dezembro

Era para fazer um post destes no final do ano, mas como há já algum tempo que não falo de aquisições (que apesar de poucas têm existido), acabei um dos desafios deste ano (ultrapassei os 50 livros lidos!), e não devo de ler assim tantos livros como isso até ao final do ano, resolvi que se calhar até não ficava mal fazer um pequeno apanhado.

Atingi a meta dos 50 livros com o último volume da saga Uglies de Scott Westerfeld mas o livro que, possivelmente, mais me marcou este ano terá sido North and South de Elizabeth Gaskell. É realmente magnífico: tem personagens dos mais diferentes extractos sociais, com ideias próprias e com as quais nos podemos relacionar; este livro tem também uma história de amor muito bonita (daquelas de trazer lágrimas aos olhos) e que vai crescendo com cada voltar de página; tem uma crítica social muito bem conseguida, talvez não com o humor de Austen, mas que sensibiliza o leitor para os problemas sociais e que ainda hoje não deixam de ser válidos; mas o que mais sobressai é sem dúvida a mestria com que a autora usa a língua, as palavras. Não deixem de o ler se puderem, mas garanto que fiquei interessada em ler tudo o que há publicado desta autora. Uma grande descoberta!

Já no ponto oposto, nos livros que menos gostei, está a série Elizabeth I Mysteries de Karen Harper. Até agora foram publicados 9 livros dos quais eu tinha 6 e só li 3. As histórias eram mais que previsíveis e a personagem principal tão arrogante que desisti. No entanto a autora tem mais livros publicados pelo que talvez venha a pegar neles se me vierem parar as mãos.

Por falar em vir parar às mãos, posso dizer que a greve foi seguida com algum êxito. Desde a última vez que postei sobre aquisições e exceptuando a série Sherlock Holmes, que saiu com um jornal, e a já mais que famosa Biblioteca Sábado, comprei apenas dois livros nestes meses que passaram, A Guerra de Tróia de Lindsay Clarke (é verdade que não está assim tão bem tratado mas quer dizer, estava a 7 euros na Bertrand!) e Anna Karénina de Lev Tolstoi, para a 6ª Leitura Conjunta a ser realizada no Fórum Estante de Livros. Via BookMooch chegou-me Frankenstein de Mary Shelley e foram-me oferecidos O Homem Pintado de Peter V. Brett, O Mar de Ferro de George R.R. Martin (sim, falta-me o sétimo volume *assobia inocentemente*) e O Aprendiz de Assassino de Robin Hobb (e quer-me parecer que vai ser mais uma desgraça para a carteira). Recentemente também me foi emprestado Um Beijo na Escuridão de Linda Howard e ganhei, num passatempo promovido pelo blog Páginas Desfolhadas, o livro Raparigas de Xangai de Lisa See, autora que há algum tempo tenho debaixo de olho.

Apesar de, mais uma vez, este ano não concluir grande parte dos desafios a que me propus, o desafio dos áudio-livros é o que estou mais perto de completar, o do Suspense & Thriller e o das escritoras dos séc. XVIII e XIX foram engraçados e fizeram-me descobrir novos autores e colocar um pezito em géneros que não leio assim com tanta frequência.

Já pensando em 2010… não devo participar em desafios, mas devo continuar com as minhas pilhas (numa tentativa de ler os livros que tenho cá por casa), vou tentar comprar menos livros e frequentar com mais frequência as BLX. Também estava a pensar fazer meses temáticos, mas essa é uma ideia a pensar melhor. ;)

29 de novembro de 2009

O homem dos seus sonhos

Autor: Nora Roberts
Género: romance
Editora: Harlequin | Nº de páginas: 320
Nota: 2/5

Resumo (da capa): Afinal, a ficção podia tornar-se realidade… pelo menos para ela!

Para conseguir acabar de escrever o seu primeiro livro e assim iniciar uma carreira como escritora de novelas românticas, Jackie MacNamara fora para uma casa emprestada. O que, obviamente, não esperava era que o seu herói imaginário aparecesse por lá.

Ele era, na verdade, Nathan Powell, o proprietário da casa, e procurava paz e tranquilidade.

A única coisa que Jackie tinha de fazer era convencer o teimoso Nathan Powell de que podiam partilhar o mesmo tecto e de que os finais felizes começavam em casa, entre os seus braços…


Opinião: Nunca li nada de Nora Roberts e comprei este livro por instinto, quando na verdade andava era à procura de livros da Anne Stuart. Sinceramente não sei do que estava à espera ao pegar neste livro. Este mês tem sido um pouco difícil e pretendia algo leve mas que me enchesse as medidas, o que este livro não foi capaz de fazer. A história é previsível e a relação forçada. As personagens também não me cativaram, sobretudo Jackie que me fez revirar constantemente os olhos. No entanto lê-se muito bem e rapidamente.

Para primeiro livro que leio desta autora, que parece ser tão apreciada por esse mundo fora, não deixou curiosidade para ler mais. Mas este tipo de livros parece-me mais indicado para leitura de Verão, na praia, de modo que talvez não tenha apreciado tanto por o ter lido em tempo chocho e de chuva… Acho melhor deixar o outro livro da Nora Roberts que tenho cá por casa, Mentiras e Traições, para dias mais soalheiros.

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