13 de setembro de 2009

Mais prémios! Obrigada! (2)

Desta vez foram as meninas do blog Cozinha das Letras, que não podem deixar de visitar. ;) Muito obrigada!

Regras do selinho:
* Postar o selinho no Blogue;
* Informar os "premiados" do selinho;
* Dizer 5 coisas que você adora na vida.

O que eu gosto? Ora bem gosto de ler (duh!), dormir, comer chocolates, um chá bem quentinho e estar com as pessoas que mais adoro neste mundo.


Neste é só responder a perguntas...

- Qual o livro que está lendo ou qual o último que leu?
Acabei de ler Uglies o primeiro livro da quadrilogia de Scott Westerfeld e vou começar o segundo.

- Qual livro preferido?
Não me canso de o dizer... A Lua de Joana. Foi com ele que aprendi que os livros não são apenas um escape, também nos ajudam a crescer. :)

- Autor, capa, recomendação ou sinopse?
A capa leva a ler a sinopse e procurar críticas na net. É verdade, ainda hoje as capas são o meu calcanhar de Aquiles, mas tento não fazer compras de momento e pesquisar bem antes de comprar. No entanto, se vir um livro de um autor de que gostei, por vezes nem penso duas vezes e vem logo para casa.

- Um livro que não consegue terminar de ler.
Até agora, penso que deixei apenas 3 livros a meio: Aparição de Vergílio Ferreira, pois achei muito filosófico para a minha cabeça na altura, a ver se volto a pegar nele, daqui a uns anos...; Os Maias, não era muito filosófico mas tinha muitas descrições, entretanto já li mais algumas coisas do Eça, que me fascinaram, pelo que devo de voltar a pegar neste livro; por fim Love and War, o segundo livro da trilogia "North and South" de John Jakes, que não sei se lhe volto a pegar, pois a época interessa-me mas achei muito aborrecido e com pouca acção. :/

-Aquele que não sai de sua cabeceira.
lol Curiosa esta pergunta... De momento não saem os que estão na pilha enquanto não os ler.

- Escritor preferido.
J.K.Rowling, Tolkien, Dumas...

- Recomendo:
"Harry Potter", "Senhor dos Anéis" e O Conde de Monte Cristo, só para bater certo com os autores referidos em cima...

- Não recomendo:
Constantino, guardador de vacas e de sonhos de Alves Redol. É uma tarde que nunca mais irei recuperar...

Mais uma vez passo este selo a todos os que me seguem! ;)

9 de setembro de 2009

O Labirinto da Rosa

Autor: Titania Hardie
Género: Thriller
Editora: Editorial Presença | Nº de páginas: 436
Nota: 3/5

Resumo (da capa): O Labirinto da Rosa é um romance de estreia de uma riqueza surpreendente que tem no centro da sua trama uma herança enigmática que remonta à época Tudor. John Dee, matemático, astrónomo e conselheiro da rainha Isabel I, deixou escondida uma série de documentos seus por considerar que a humanidade não se encontrava preparada para compreender o que neles estava escrito. As sucessivas gerações de descendentes souberam guardar o segredo da sua localização à espera do momento certo para revelar tais conhecimentos ao mundo. Esse momento parece ter finalmente chegado quando, volvidos quatro séculos, a mãe de Will, às portas da morte, lhe passa o testemunho – uma antiga folha de pergaminho com enigmas e uma chave de prata. Mas que segredo poderá revelar aquela misteriosa chave? Um romance soberbo, um verdadeiro labirinto literário, com traços do romance histórico, do romance de aventura, de mistério, do thriller, e referências vastíssimas que vão dos conhecimentos esotéricos egípcios, templários e renascentistas à história do Islão, ao Cristianismo, ao paganismo ou à astrologia. Presos no seu poderoso encantamento, vamos desvendando, enigma após enigma, o denso mistério que o envolve, acompanhando os seus protagonistas numa demanda intelectual por alguns dos locais mais interessantes da Europa.

Opinião: Este livro chegou-me às mãos por sorte, já que foi ganho num passatempo no blog Estante de Livros. Fiquei interessada nele, assim que ouvi que a Editorial Presença estava para o publicar, lembrando-me um pouco a expectativa que tinha há uns anos atrás em relação a O Código da Vinci. Infelizmente as lembranças não se ficaram por aí, pois à semelhança daquele livro, este tem um final que sabe a pouco apesar de um início bastante bom e com um dos melhores twists que tenho lido até agora.

Começamos por seguir Will, herdeiro de um segredo guardado desde o séc. XVII até aos dias de hoje pelas mulheres da sua família. No entanto, um grupo deseja reaver esse segredo de modo a concretizar uma profecia relacionada com o fim dos tempos, não olhando a meios para o adquirir.

O início, e a bem dizer quase todo o livro, conseguiram agarrar-me. A escrita, apesar de confusa em algumas partes, não deixa de ser bastante fluida e de nos transmitir uma grande quantidade de informação histórica sem, no entanto, cansar uma pessoa (como aconteceu, por exemplo, com o Códex 632). As personagens também são bastante interessantes, com histórias que desejamos seguir e por quem não podemos deixar de torcer. Os apontamentos médicos foram também uma aposta ganha, na minha opinião, sobretudo no que tocou ao debate sobre a “memória celular”, de que nunca tinha ouvido falar mas que parece ser um tema que pode dar pano para mangas. Achei curioso o livro trazer um bloco com os enigmas, mas foi com alguma decepção que reparei não ser tão necessário como isso. Dá para fazer o puzzle, é certo, e segundo o site The Rose Labyrinth esses enigmas têm mais algum segredo, mas mesmo assim penso que podiam ter sido integrados de outra maneira na história.

O pior deste livro vem mesmo no fim. Não é anti-climático, como alguns que tenho lido este ano *cough*BreakingDawn*cough*, mas deixa uma sensação de “É só isto? Tanta coisa para nada?” ou seja, exactamente a mesma reacção que tive ao ler O Código Da Vinci. Pareceu algo precipitado e não foi capaz de acabar com algumas pontas soltas, tal como o que é que aconteceu ao coração do Dee?

Uma boa leitura, com uma edição cuidada (gostei das notas da tradutora) mas com um final que, infelizmente, desaponta.

6 de setembro de 2009

A Fragrância da Flor do Café

Autor: Ana Veloso
Género: Romance histórico
Editora: Difel | Nº de páginas: 564
Nota: 2/5

Resumo (da capa): Vitória ambiciona mais, muito mais. Vita, como toda a gente lhe chama, é filha de um dos mais ricos «barões do café». Possui uma beleza extraordinária, é inteligente, habilidosa nos negócios, com uma personalidade forte e independente, é já considerada o melhor partido do vale.

Brasil, ano 1884. No vale do rio Paraíba, os latifundiários e as suas famílias têm uma vida luxuosa e despojada de preocupações graças ao trabalho dos seus escravos nas plantações de café. Quando Vita conhece León Castro, um jornalista muito atraente e enigmático, a sua vida muda completamente. León é abolicionista e luta fervorosamente contra a escravatura e, como tal, contra os interesses da família de Vita. Apesar destas divergências intransponíveis, os dois apaixonam-se perdidamente. Desde o início que o amor dos dois jovens está marcado por desencontros. Uma e outra vez os caminhos de Vita e León cruzam-se e separam, mas nem o tempo, nem as voltas do destino podem com a sua paixão.

Perante a transformação do paradisíaco vale do rio Paraíba e do pitoresco empório do Rio de Janeiro, da época dourada das plantações de café e da sua ruína depois da abolição da escravatura, têm lugar a saga de uma família de fazendeiros e a história de um grande amor.


A Fragrância da Flor do Café é um romance tão delicioso como o aroma do café acabado de moer: sensual e cheio de força, excitante e agridoce.

Opinião: Este livro foi-me oferecido por alguém muito especial, pelo que foi uma pena que não tenha gostado tanto do livro como queria. A sinopse parecia bastante interessante, prometendo dar conta “da época dourada das plantações de café e da sua ruína depois da abolição da escravatura” e contar “a história de um grande amor”. Se o primeiro até foi feito com algum sucesso, o segundo nem por isso.

Talvez seja melhor começar por dizer que, apesar do nome da autora soar a português, o livro foi originalmente publicado em alemão mas a tradução portuguesa é feita a partir de uma edição espanhola. Não sei se por tudo isto, que faz o texto chegar-nos por uma terceira mão, houve qualquer coisa na escrita que não me agradou. Por vezes parecia algo infantil, havia alturas em que a linguagem parecia forçada, e nunca consegui perceber muito bem se tentaram “açucarar” o português, para soar a brasileiro. Como disse, houve qualquer coisa na escrita que não me agradou, o que fez com que a leitura não fosse tão fluida como eu esperava.

A história em si também não me agradou por aí além, já que apesar de ser um livro de tamanho considerável (se bem que também já tenha lido maiores), as relações entre as personagens não são exploradas sendo, o caso mais notável, o dos protagonistas. A relação parece nascer do nada: num momento não se conhecem e no seguinte já se amam perdidamente. Nunca se chega a perceber muito bem o que seduziu ambos, se a inteligência, o espírito ou a sensualidade de ambos. Eu inclino-me mais para o último pois não parece haver assim tantos desencontros, como dizia a sinopse, mas um mal entendido e um tremendo bipolarismo por parte das duas personagens, que parecem não conseguir decidir se gostam um do outro ou não, a não ser quando vão para a cama… O romance torna-se por isso chato e a parte menos interessante do livro, sendo o contexto histórico bem mais apelativo, ainda que abordado algo superficialmente. Mesmo assim gostei de ler sobre as grandes plantações, sobre a abolição da escravatura, o que adveio desse acto e pode ter perdurado no tempo, já que parece vir desta época o problema das favelas e dos morros.

Uma boa premissa que infelizmente não se concretiza em pleno. Ainda assim será interessante para conhecer um pouco mais sobre esta época da história do Brasil que, mais uma vez, não conhecia muito bem por não ser muito explorado nas aulas de história.

3 de setembro de 2009

Pompeii

Autor: Robert Harris
Género: ficção histórica
Editora: Hutchinson | Nº de páginas: 352
Nota: 5/5

Resumo (da capa): A sweltering week in late August. Where better to enjoy the last days of summer than on the beautiful Bay of Naples?

But even as Rome’s richest citizens relax in their villas around Pompeii and Herculaneum, there are ominous warnings that something is going wrong. Wells and springs are failing, a man has disappeared, and now the greatest aqueduct in the world – the mighty Aqua Augusta – has suddenly ceased to flow…

Through the eyes of four characters – a young engineer, an adolescent girl, a corrupt millionaire and an elderly scientist – Robert Harris brilliantly recreates a luxurious world on the brink of destruction.

Opinião: Convém começar esta crítica por dizer que sempre fui fascinada pela cidade de Pompeia. Nunca a visitei mas acredito que seja a única cidade em que se pode, realmente, viajar no tempo e alimentou a minha paixão pela Arqueologia (que, apesar de tudo, agora não pratico). Além disso, sempre gostei de Geologia, com os seus vulcões, placas tectónicas e vários tipos de rochas. Ora, este livro junta os dois, pelo que eu não lhe poderia ser indiferente.

O autor guia-nos através de 4 dias (dois que antecedem o desastre, o dia da erupção e o dia seguinte), dando-nos a conhecer a vida romana à época e colocando excertos de livros que analisam o fenómeno vulcânico em geral e mesmo este episódio em particular. Achei um livro riquíssimo em termos de detalhes ao mencionar como pequenas coisas poderiam ter ajudado a prever o desastre, caso os conhecimentos da época tivessem sido outros ou mais difundidos, e aqui há que salientar a menção ao Etna que entrou em erupção cerca de dois séculos antes e terá sido documentado.

A juntar a isto, temos um leque de personagens bastante rico e interessante de seguir. São estas que nos dão a conhecer o dia-a-dia de uma cidade romana, as preocupações dos cidadãos, os jogos políticos dos bastidores, a corrupção dos funcionários públicos. Dá-nos também a conhecer a importância dos aquedutos, uma das maiores invenções dos romanos, na vida e na manutenção da paz nas cidades.

Esta crítica não fará justiça ao livro mas eu gostei e aconselho, sobretudo a quem gosta de ficção histórica com um pouco de thriller e desastres naturais à mistura.

Mais prémios! Obrigada!

Nestes últimos dias não me tem sido possível dedicar tanto tempo ao blog, à internet e mesmo às leituras, como gostaria. Mas não deixo de estar agradecida à Miar à Chuva e à Aline pelos seguintes prémios:


Regras: Listar 5 desejos de consumo que te deixariam glamourosa e indicar 10 blogues amigos para receber o presente.
  1. Poder comprar todos os livros que eu quisesse!
  2. Ter casa própria, grande e com piscina
  3. Poder viajar por todo o mundo
  4. Ter um Lamborghini Diablo
  5. Ter uma colecção de DVD's composta por todos os dramas históricos feitos até agora



As regras são:
  • enumerar três coisas que quero fazer no futuro
  • atribuir o prémio a 10 blogues
Ora bem, eu gostava de:
  1. viajar pela Europa, nomeadamente fazer um cruzeiro pelo Mediterrâneo, com paragem em tudo o que é ponto histórico/arqueológico, e visitar as ilhas britânicas
  2. ler todos os livros que quero ler
  3. voltar a fazer desporto (tenho saudades de uma bela piscina).


8 características minhas:
  1. sincera
  2. curiosa
  3. leal
  4. amiga do meu amigo
  5. muito tímida
  6. boa ouvinte
  7. solidária
  8. algo doida

Passo estes prémios a todos os que seguem este blog. ;)

25 de agosto de 2009

Pilha de Livros (III)

Perante o sucesso da pilha anterior, não podia deixar de fazer uma nova. Ei-la em toda a sua glória! :P
Tem livros mais pequenos que a anterior e falta-lhe um, o segundo volume da tetralogia de Scott Westerfeld, que espero que a Slayra me empreste. Também me falta o quarto volume, Extras, mas acho que fica para outra oportunidade.

23 de agosto de 2009

A Justiça de Aristóteles (Série Aristóteles, Livro 2)

Autor: Margaret Doody
Género: Mistério
Editora: Saída de Emergência | Nº de páginas: 288
Nota: 4/5

Resumo (da capa): Quando Ântia, herdeira de um rico mercador de prata é raptada, cabe a Aristóteles e ao seu aluno Estéfano encontrar a jovem. Sabem apenas que o raptor a leva para Delfos e é para lá que decidem partir. Adepto de verdadeiros quebra-cabeças, o filósofo procura vestígios e pistas, recorrendo ao seu génio lendário. Mas uns falam em homicídio e outros em casamento forçado. Qual será a verdade?

Amante dos clássicos e fascinada pela retórica, Margaret Doody continua a fabulosa série de aventuras passadas na Grécia Antiga. Com as conquistas de Alexandre em pano de fundo, Aristóteles e Estéfano aplicam o raciocínio que mais tarde associaremos ao Sherlock Holmes de Conan Doyle. Acresce-se aqui a riqueza de detalhes e o regresso a um outro tempo e lugar.

Opinião: Depois de ter lido e apreciado a leitura anterior, foi com alguma expectativa que parti para este livro e apesar de ter gostado, parece um pouco mais fraquito. Perde sem dúvida por o narrador, mais uma vez Estéfano, não se encontrar tão ligado ao caso, já que aqui aparece mais como um sidekick, como um verdadeiro capitão Hastings, narrando a história que vive devido à sua amizade com Aristóteles. Este é contactado por um homem da prata, um mercador daquele metal, cuja sobrinha desaparece. No entanto, e mais uma vez, a trama adensa-se quando no caminho para Delfos, para onde se pensa que ela e o seu suposto raptor partiram, começam a aparecer corpos e se levanta a dúvida sobre o que estará realmente por detrás do desaparecimento.

A história parece um pouco mais complexa, pelo menos não achei o final previsível, antes pelo contrário, mas não cativou tanto como a do livro anterior. Gostei, no entanto, do retrato da sociedade, sobretudo a relação entre cidadão e escravos, bastante patente no comportamento do narrador. Outro aspecto positivo foi toda a descrição de Delfos e dos rituais religiosos, nomeadamente para contactar com a pitonisa.

Não deixa de ser um bom livro, a história é bastante interessante, para quem gosta de mistérios passados na Antiguidade Clássica, mas creio que um mapa ajudava a perceber melhor a viagem de Atenas para Delfos. O livro anterior, que li em inglês, tinha um e foi com alguma surpresa que reparei que este não o tinha, pois em geral estão sempre presentes neste tipo de livros. Também uma chamada de atenção, esta edição parece não ser das mais bem tratadas, sei que a Tita teve alguns problemas com o exemplar dela, e o meu também tinha como que um buraco no meio de uma página. Felizmente não era muito grande e não impediu que continuasse a ler. Sei que estes problemas são difíceis de se notar, mas não custa pedir um pouco mais de cuidado.

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