Autor: Robert HarrisGénero: ficção histórica
Editora: Hutchinson | Nº de páginas: 352
Nota: 5/5
Resumo (da capa): A sweltering week in late August. Where better to enjoy the last days of summer than on the beautiful Bay of Naples?
But even as Rome’s richest citizens relax in their villas around Pompeii and Herculaneum, there are ominous warnings that something is going wrong. Wells and springs are failing, a man has disappeared, and now the greatest aqueduct in the world – the mighty Aqua Augusta – has suddenly ceased to flow…
Through the eyes of four characters – a young engineer, an adolescent girl, a corrupt millionaire and an elderly scientist – Robert Harris brilliantly recreates a luxurious world on the brink of destruction.
Opinião: Convém começar esta crítica por dizer que sempre fui fascinada pela cidade de Pompeia. Nunca a visitei mas acredito que seja a única cidade em que se pode, realmente, viajar no tempo e alimentou a minha paixão pela Arqueologia (que, apesar de tudo, agora não pratico). Além disso, sempre gostei de Geologia, com os seus vulcões, placas tectónicas e vários tipos de rochas. Ora, este livro junta os dois, pelo que eu não lhe poderia ser indiferente.
O autor guia-nos através de 4 dias (dois que antecedem o desastre, o dia da erupção e o dia seguinte), dando-nos a conhecer a vida romana à época e colocando excertos de livros que analisam o fenómeno vulcânico em geral e mesmo este episódio em particular. Achei um livro riquíssimo em termos de detalhes ao mencionar como pequenas coisas poderiam ter ajudado a prever o desastre, caso os conhecimentos da época tivessem sido outros ou mais difundidos, e aqui há que salientar a menção ao Etna que entrou em erupção cerca de dois séculos antes e terá sido documentado.
A juntar a isto, temos um leque de personagens bastante rico e interessante de seguir. São estas que nos dão a conhecer o dia-a-dia de uma cidade romana, as preocupações dos cidadãos, os jogos políticos dos bastidores, a corrupção dos funcionários públicos. Dá-nos também a conhecer a importância dos aquedutos, uma das maiores invenções dos romanos, na vida e na manutenção da paz nas cidades.
Esta crítica não fará justiça ao livro mas eu gostei e aconselho, sobretudo a quem gosta de ficção histórica com um pouco de thriller e desastres naturais à mistura.







