Autor: Stephenie MeyerGénero: Fantasia urbana
Editora: Atom | Nº de páginas: 768
Nota: 2/5
Resumo (da capa): “Don’t be afraid,” I murmured. “We belong together.”
I was abruptly overwhelmed by the truth of my own words. This moment was so perfect, so right, there was no way to doubt it. His arms wrapped around me, holding me against him… It felt like every nerve ending in my body was a line of wire.
“Forever,” he agreed.
Opinião: A sério, esta autora podia fazer tão melhor se, por uma única vez, escrevesse cenas de acção! Com vampiros e lobisomens é isso que se espera! Ou então sou só eu… Mais uma vez, uma decepção.
Neste volume temos então o tão aguardado casamento entre o Edward e a Bella, tudo o que um casamento entre dois seres diferentes pode trazer, nomeadamente uma criança mutante e as consequências de dar à luz tal “cria”. Ou seja tudo muito previsível, mais uma vez.
Confesso que gostei da ideia das “crianças imortais” (as possibilidades para dominar o mundo!), da narração do Jacob e da apresentação de outros vampiros e os seus poderes, mas as restantes 500 páginas são o mais longo bocejo do mundo da literatura. Pelo menos com que me deparei até agora, porque o outro livro mais aborrecido que li tinha cerca de 100 – 150 páginas. Até a parte que supostamente devia deixar-nos presos ao livro, a autora tem o condão de enfadar apresentando, em vez de uma batalha, a imagem de um tribunal. E devo confessar que nem de séries que se passam dentro de tribunais gosto. E já agora, eu gostava pouco da Bella, mas aqui odeio-a simplesmente porque se torna numa completa Mary Sue! Os vampiros são belos, mas ela é mais bela! Os vampiros são graciosos, mas ela é mais ainda! Os vampiros vegetarianos resistem aos humanos com muito esforço, ela consegue-o na sua primeira caçada! Não há sofrimento, mas há, ou melhor, continua a haver o martírio para não magoar quem se ama, e que sinceramente já não convence. Não há decepções, nem mortes e estamos perante todos os vampiros mais poderosos! Ok, há uma morte, mas mesmo assim fraquita e, mais uma vez, previsível. Parece que a autora, vendo que já não tinha como espremer a relação entre o triângulo amoroso do livro anterior, acrescenta-lhe apenas um outro elemento, para outra vez parecer que vai existir acção, um qualquer confronto, e para no final ficarem todos felizes para sempre. Pronto! Temos um novo livro!
Sim, lê-se bem, num fôlego, mas não me deixa satisfeita. É muito conto de fadas e acho que hoje em dia já há leitores que querem mais que personagens perfeitas e finais felizes. Eu pelo menos quero e é onde este livro peca. Boas premissas, mas péssimas escolhas no modo de conduzir o enredo e na sua conclusão.
Editado a 1/Jan./2010: Porque a saga era para ter continuado sob o ponto de vista do Edward, crítica ao rascunho do quinto livro aqui.





