Autor: Stephenie MeyerGénero: Fantasia urbana
Editora: Gailivro | Nº de páginas: 512
Nota: 3/5
Resumo (da capa): Eu sabia que ambos corríamos perigo de vida. Mesmo assim, naquele instante, senti-me bem. Completa. O coração batia aceleradamente e o sangue corria-me, quente e veloz, nas veias. Os meus pulmões encheram-se do doce aroma que emanava da sua pele. Era como se nunca tivesse havido um buraco no meu peito. Sentia-me óptima – não curada, mas como se nunca tivesse existido qualquer ferida.
Opinião: Este livro pareceu-me um pouco melhor que o anterior, mais interessante, com um pouco mais de acção. Aliás, o início é bastante bom, com Bella, mais uma vez em perigo, onde não esperaria encontrar esse perigo, e com o seu coração a ser despedaçado. Seguimos então a depressão da protagonista, até que um raio de sol entra na sua vida, Jacob Black. Este, ao contrário de Edward, é bastante mais alegre, compreensivo, simpático, inteligente… até que se transforma em lobisomem e parece que temos um dejá-vu, com Jake a sentir-se um monstro, que coloca Bella em perigo e que por isso ela devia afastar-se um pouco… Esse tipo de coisas, a que já tínhamos assistido com Edward. No entanto, este não a faz esquecer o seu grande amor e, quando aquele se encontra em perigo, ela não desiste de ir atrás dele, só para depois se encontrar, como objecto de desejo, no meio de dois inimigos mortais: vampiro e lobisomem.
Como disse, este livro tem mais acção ou melhor, ameaça que terá acção, porque essa quase nunca aparece ou se chega a concretizar satisfatoriamente, para além de ser previsível. Há a ameaça de Victoria, que pouco se aproxima de Bella, é-nos sobretudo apresentada por intermédio dos lobisomens; há a ameaça do perigo que os Volturi representam que, na minha opinião, não se chega a concretizar em pleno, já que a cena simplesmente acaba num martírio de inocentes, enquanto eu esperava que realmente incutisse algum temor a Bella. Pelo contrário, apesar de tudo Bella não se demove, continua a querer ser vampira. E é aqui que chegamos a um contra-senso.
Ora bem, Bella quer ser imortal, uma vampira, para desse modo poder passar a eternidade com Edward (ah! e convém não esquecer que ela quer ser transformada rapidamente para não envelhecer e ficar mais velha, na aparência, que o seu namorado), no entanto, quando aquele lhe diz que a transformará se ela casar com ele, ou seja se tomar um compromisso para a vida, a moça pensa duas e três vezes, e tem dúvidas, até porque a mãe tem alguma coisa contra casamentos antes dos 30 anos. Quer dizer, tem 18 e quer morrer para ficar imortal e passar o resto da sua vida com Edward, mas casar está fora de questão. Acho que alguém tem as prioridades trocadas.
Há semelhança do primeiro volume, lê-se bem e é agradável ao fim de um dia de trabalho, mas o final já deixa a história em suspenso. Percebemos que Bella terá de fazer uma escolha, mas será que consegue? Segue-se Eclipse, livro que suscita opiniões bastante contraditórias. Vamos a ver se é desta que fico convencida…



