21 de março de 2009

Magic Study (Study Trilogy, Livro 2)

Autor: Maria V. Snyder
Género: Fantasia
Editora: Mira | Nº de páginas: 419
Nota: 4/5

Resumo (da capa): CONFRONTING THE PAST. CONTROLLING THE FUTURE.

With an execution order on her head, Yelena has no choice but to escape Sitia, the land of her birth. With only a year to master her magic – or face death – Yelena must begin her apprenticeship and travels to the Four Towers of the Magician’s Keep.

But nothing in Sitia is familiar. Not the family to whom she is a stranger. Not the unsettling new facets of her magic. Not the brother who resents her return. As she struggles to understand where she belongs and how to control her rare powers, a rogue magician emerges – and Yelena catches his eye.

Suddenly she is embroiled in battle against good and evil. And once again it will be her magical habilities that will either save her life… or be her downfall.


Opinião: Eu sei que às vezes acontece e já estava preparada pois, quando damos uma nota elevada a um volume inicial de uma série, só podem acontecer duas coisas: ou o nível mantém-se ou cai. Após ter lido a crítica da Canochinha fiquei com algum receio, pelo que as minhas expectativas diminuíram um pouco e não me senti tão defraudada.

Encontramos Yelena mais ao menos onde a deixámos no primeiro volume. Com uma ordem de execução pendendo sobre ela em Ixia, devido aos seus dotes mágicos, foge em direcção ao sul, para Sitia, a sua terra natal, para se reencontrar com a sua família a quem foi roubada e aprender a dominar os seus poderes. Mas nem tudo é fácil. O seu irmão não parece satisfeito com o seu reaparecimento, dúvidas sobre as suas reais intenções levantam-se, para além de que encontra-se à solta um outro mágico que rapta e tortura jovens para obter os seus poderes, um pouco à semelhança do que acontecia no primeiro volume.

Desde o início do livro que me pareceu que faltava algo e só a meio percebi o quê. Para além de preferir o ambiente de Ixia a Sitia, assim como Yelena parece que nós não pertencemos aquele mundo, falta algum carisma às personagens e credibilidade nas relações que as unem. Falta aquilo que me fez gostar do primeiro livro. Os únicos personagens que se mantêm praticamente iguais são Ari e Janco, a todos os outros falta algo: a Yelena falta algum bom senso e torna-se um pouco irritante com tanto voluntarismo; Leif finge ter alguma profundidade e a sua relação no final com Yelena fez-me revirar os olhos, assim como a relação dela com o resto da família, é um instante até confiar quase plenamente neles; os Quatro Mestres de Magia também não convencem por aí além; Cahill (juntamente com o Homem Lua) é o único personagem com algum interesse mas mesmo assim não chega aos calcanhares do Valek do primeiro livro, que neste perde a aura de mistério, aquilo que o tornava tão sedutor. A relação de Valek e Yelena chega a enjoar um pouco e nem ele lhe puxa convenientemente as orelhas.

No entanto, a história é interessante e mantém-nos agarrados ao livro, a querer saber o que vai acontecer a seguir já que a acção não parece parar, daí se calhar o menor desenvolvimento das personagens e suas relações. Na verdade, enquanto no primeiro livro parece que o tempo vai passando a um ritmo agradável, neste acontece tudo a correr. Não admira por isso que tenha gostado das partes mais calmas, como as aulas de Yelena e Irys, fizeram-me mesmo rir como doida no meio do trânsito, assim como as conversas entre Yelena e os cavalos. Percebe-se melhor como funciona a magia, ficamos a conhecer os dotes de Yelena, mas ficam no ar outras questões que espero ver esclarecidas no derradeiro volume.

Já agora um aparte. Também travamos conhecimento com a personagem principal da nova obra da autora, Glass Storm, mas sinceramente não sei o que pode sair dali. Primeiro, há que acabar a leitura desta série…

1808: Como uma rainha louca, um príncipe medroso e uma corte corrupta enganaram Napoleão e mudaram a História de Portugal e do Brasil

Autor: Laurentino Gomes
Género: história (não ficção)
Editora: Dom Quixote | Nº de páginas: 392
Nota: 4/5

Resumo (do site Wook): Nunca algo semelhante tinha acontecido na história de Portugal ou de qualquer outro país europeu.

Em tempo de guerra, reis e rainhas tinham sido destronados ou obrigados a refugiar-se em territórios alheios, mas nenhum deles tinha ido tão longe, a ponto de cruzar um oceano para viver e reinar do outro lado do mundo. Embora os europeus dominassem colónias imensas em diversos continentes, até àquele momento nenhum rei tinha posto os pés nos seus territórios ultramarinos para uma simples visita - muito menos para ali morar e governar. Era, portanto, um acontecimento sem precedentes tanto para os portugueses, que se achavam na condição de órfãos da sua monarquia da noite para o dia, como para os brasileiros, habituados até então a serem tratados como uma simples colónia de Portugal.

D. João VI foi o único soberano europeu a visitar terras americanas em mais de quatro séculos e foi quem transformou uma colónia num país independente.

No entanto, o seu reinado no Brasil padece de um relativo esquecimento que, quando lembrado, é tratado de forma caricata.

Mas o Brasil de D. João VI não se resume a episódios engraçados. A fuga da família real para o Rio de Janeiro ocorreu num dos momentos mais apaixonantes e revolucionários do Brasil, de Portugal e do mundo. Guerras napoleónicas, revoluções republicanas e escravidão formaram o cenário no qual se deu a mudança da corte portuguesa e a sua instalação no Brasil.

O propósito deste livro, resultado de dez anos de investigação jornalística, é resgatar e contar de forma acessível a história da corte portuguesa no Brasil e tentar devolver os seus protagonistas à dimensão mais correcta possível dos papéis que desempenharam há duzentos anos.

Como se verá, estes personagens podem ser, inacreditavelmente caricatos, mas isso é algo que se poderia dizer de todos os governantes que os seguiram, incluindo alguns actuais.

Opinião: Este livro, escrito de forma brilhante e bastante acessível, foca-se na corte portuguesa no Brasil, após a invasão da Península Ibérica pelas tropas francesas e da ameaça feita por Napoleão, em que prometia apagar a dinastia de Bragança de Portugal. Pressionado pela Inglaterra, que pretendia que Portugal não aderisse ao Bloqueio Continental e mantivesse os seus portos abertos aos navios de guerra, mas também comerciais, ingleses, por um lado e pela França do outro, D. João VI foge para o Brasil de modo a manter a sua coroa e o seu domínio tanto no continente europeu (tido por alguns políticos à época como não sendo “a melhor e mais essencial parte da monarquia”) como no americano.

Chegando ao destino em 1808, seguimos então as mudanças feitas naquele país, até então fechado ao mundo como forma de Portugal manter o seu domínio e o monopólio dos produtos naturais, das riquezas daquele território, mas também de modo a manter a dependência do território americano em relação às manufacturas produzidas em Portugal. Como sede da corte, foi necessário conceder então direitos até então proibidos, e que contribuíram para que o Brasil se unisse, como não o era até então, e ganhasse autonomia em relação ao pequeno país europeu que o controlava, arranjando desse modo as bases para a sua independência, que aconteceria um ano depois de D. João VI ser obrigado a regressar a Portugal.

Gostei da escrita acessível, nota-se que foi escrito por um jornalista e não um historiador, e de algumas comparações entre os acontecimentos de então e os dias de hoje. Foi uma maneira agradável de conhecer mais sobre a história da corte portuguesa no Brasil e a sua contribuição para a sua futura independência, aspecto da história de Portugal que muitas vezes é ignorado ou abordado apenas superficialmente nas aulas de História em Portugal.

18 de março de 2009

Aquisições (XVIII)

E porque hoje me apetece "bloggar" como se não houvesse amanhã...

Devo confessar-me satisfeita comigo mesmo. Tenho conseguido conter-me no que toca à aquisição de livros, até porque segundo a minha lista do GoodReads tenho, em casa, 194 livros por ler (e já sem contar com livros relacionados com o meu curso e que não conto ler, pelo menos tão cedo). Os únicos livros que adquiri durante este período diziam respeito à colecção da revista Sábado e adquiri alguns no BookMooch mas para uma campanha que fico contente por saber que teve sucesso.

No entanto, desejava "mandar abaixo" a pilha de livros que se encontra na minha mesa de cabeceira, até agora sem grande sucesso. Primeiro, porque tenho ido à biblioteca buscar livros para ler no trabalho, relacionados com o mesmo, e numa das últimas idas trouxe também o 1808 de Laurentino Gomes, que tem o sub-título mais sujestivo que alguma vez li - Como uma rainha louca, um príncipe medroso e uma corte corrupta enganaram Napoleão e mudaram a História de Portugal e do Brasil. Um livro muito bom, que dá a conhecer a corte portuguesa aquando da sua estadia no Brasil e as transformações que se deram e que levaram à independência daquele país, parte da História de Portugal que geralmente é dada muito superficialmente.

A tarefa de deitar abaixo a pilha, ficou esta semana ainda mais díficl porque a Canochinha, do blog Estante de Livros, fez o favor de me emprestar estes dois:
Claro que tive de começar logo a lê-los... e a pilha continua ali a ameaçar-me todas as noites. Eu prometo que depois me dedido a ela...

Saga Téméraire

Ao ver o post da anaaaatchim! lembrei-me também que há tempos contactei a Editorial Presença numa tentativa de saber datas de novos lançamentos da saga Téméraire. Infelizmente a resposta (que data do dia 11 deste mês) não é das melhores e aqui fica:
Exma. Senhora,

Ainda não temos previsão relativamente à data de publicação do próximo volume da série Téméraire de Naomi Novik.

Com os nossos melhores cumprimentos,

Departamento Editorial
EDITORIAL PRESENÇA

É uma pena não haver então uma data já que é uma série gostava de acompanhar e tendo em conta que os dois volumes já editados foram publicados com alguns meses de intervalo. Pensei que as coisas já estivessem bem encaminhadas para um terceiro volume.

Já li o terceiro volume em inglês, mas gostava de vê-lo (e lê-lo) publicado na língua de Camões, assim como os restantes volumes, já que a série conta agora com 5 volumes. Fica aqui um voto para que seja então publicado em breve e um pedido para que a editora não deixe esta série a meio.

Outras menções a esta série neste blog aqui e aqui.

How Evil Are You?

Vi isto no blog da Aneca e claro que senti logo o impulso de fazer e saber o resultado.

Raw evil score: 33.33%

E sim, é verdade... MUAHAHAHAHAHAH!!!

15 de março de 2009

Harry Potter and the Prisoner of Azkaban (Harry Potter, Livro 3) [áudio-livro]

Autor: J.K. Rowling; Stephen Fry (narrador)
Género: Fantasia
Editora: Cover to Cover Cassettes Ltd | Nº de páginas: -
Nota: 4/5

Resumo (do site Amazon.co.uk): Harry Potter and the Prisoner of Azkaban is the third, and possibly the best, book in the phenomenally successful, award-winning Harry Potter series by J.K. Rowling.

After just about surviving yet another summer with the dreadful Dursleys, the arrival of Aunt Marge is the final straw and, in a fit of anger, Harry casts a spell on her, causing her to blow up like a balloon. He fully expects to be expelled from Hogwarts for his blatant flaunting of the rule not to use magic outside term time, but the arrival of the mysterious Knight Bus and a meeting with Cornelius Fudge, the Minister of Magic, result in Harry enjoying the rest of the holidays in the wonderful surroundings of the Leaky Cauldron.

Meanwhile Sirius Black--one-time friend of Harry's parents, implicated in their murder and follower of "You- Know-Who"--escapes from Azkaban and this has serious implications for Harry. Back at Hogwarts, Harry's movements are restricted by the presence of the Dementors--guards from Azkaban on the look out for Black.

Stephen Fry's endearingly snooty vocal chords are a perfect match for Rowling's superb storytelling, and Fry manages to give even further depth to a complex and absorbing plot by adding an irreverent wit and a deep-rooted touch of class to a compelling and magical tale that, once heard, will never be forgotten.

Opinião: Compreendo o porquê do meu irmão dizer que J.K. se repete muito. Há partes, em que a autora faz referência aos livros anteriores, que realmente chateiam um pouco. E deixem-me também confessar que os jogos de Quidditch começam, a partir deste livro (mesmo na versão escrita e na primeira vez que os livros achei o mesmo), a irritar-me e que eu passava muito bem sem eles.

Mais uma vez vemos o génio de J.K. Rowling neste livro. É aqui que começa a reviravolta nos livros, o tom infantil gradualmente vai sendo colocado de lado, tal é visível: na pouca atenção dada a Peeves e aos fantasmas, quase sempre presentes nos corredores dos primeiros livros; o perigo é maior, nomeadamente no confronto com os medos, aqui representado pelos Dementors, e pelo sentimento de perigo eminente, seja pela visão do grande cão ou pelos vários prenúncios de morte de Trelawney, mesmo que questionemos a veracidade das suas previsões.

Só agora me começo a aperceber da pouca informação que é dada sobre Dumbledore e de como este aparece tão poucas vezes ao longo do livro, apenas nos momentos decisivos. Apesar disso, não deixa de ser das minhas personagens favoritas. O que não se pode dizer de Harry e agora volto a lembrar-me do porquê do meu “ódio”. Pode parecer deveras estranho, até porque os livros são contados sob o ponto de vista de Harry, mas partilho a ideia do Snape, de que é dada rédea solta ao rapaz e de que ele não pensa naqueles que o querem a salvo. E mais uma vez, volto a frisar que, J.K. mostra que a sua história há muito que estava escrita.

14 de março de 2009

Marley & Eu: A vida e o amor do pior cão do mundo

Autor: John Grogan
Género: memória (não ficção)
Editora: Casa das Letras | Nº de páginas: 355
Nota: 4/5

Resumo (da capa): A história enternecedora e inesquecível de uma família e do seu cão malcomportado que ensina o que realmente importa na vida. A história de uma família em construção e das suas alegrias e tristezas.

Opinião: Era para ter começado a leitura de um livro pelo Stephen King, mas tenho andado tão cansada que resolvi pegar numa leitura mais leve, e em português (que não mói tanto a minha cabeça), pelo que me decidi pelo Marley. Ajudou o facto de andarem espalhados por aí posters a fazer publicidade ao filme, que estreia a 19 de Março, e ter uma coisa amarela e fofa na capa.

Quem gosta, tem ou teve animais consegue identificar-se com o autor e, se o animal de estimação não é tal e qual como Marley (afinal não são todos os cães/animais que são doidos e têm como que uma memória de peixe), a devoção e o amor pelo dono não deixará de ser menor.

Seguimos a história do autor e da sua jornada pela vida adulta. É casado, prestes a iniciar a vida com a sua esposa e que decidem então arranjar um cachorro, de modo a tornarem-se mais responsáveis. Surge então Marley, que durante 13 anos inferniza, ao mesmo tempo que alegra e protege, esta família. Marley é uma força destruidora, mas também se encontra presente nos momentos mais difíceis e como que conforta o casal. É o elemento, que apesar de tudo, traz alguma estabilidade, alguma confiança, mas que aceita também a mudança com vivacidade. Esta é então uma história de vida, tem por isso contrabalançado as alegrias e tristezas, e de como um animal de estimação pode fazer a diferença nos nossos dias, com toda a sua energia, devoção e amor.

É um livro bonito e que toca lá no fundo. Quem teve um animal, ainda que por pouco tempo (como aconteceu comigo), não consegue, de certeza, ficar indiferente às alegrias e às tristezas.

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