Autor: William Goldman
Género: fantasia
Editora: Del Rey
| Nº de páginas: 398
Nota: 4/5
Resumo (da capa)
: The Princess Bride
is a timeless tale that pits country against country, good against evil, love against hate. This incredible journey and artfully rendered love story is peppered with strange beasties monstrous and gentle, memorable surprises both terrible and sublime, and such unforgettable characters as…
Westley, the handsome farm boy who risks death (and much worse) for the woman he loves; Inigo, the Spanish swordsman who lives only to avenge his father’s death; Fezzik, the gentlest giant ever to have uprooted a tree with his bare hands; Vizzini, the evil Sicilian, with a mind so keen he’s foiled by his own perfect logic; Prince Humperdinck, the eviler ruler of Guilder, who was as equally insatiable thirst for war and the beauteous Buttercup; Count Rugen, the evilest man of all, who thrives on the excruciating pain of others; Miracle Max, the King’s ex-Miracle Man, who can raise the dead (kind of); and, of course, Buttercup… the princess bride, the most perfect, beautiful woman in the history of the world!Opinião: Para começar, uma correcção à sinopse, Humperdink não governa Guilder mas Florin, essa bela terra de onde vem o autor original do livro, Simon Morgenstern, já que este livro por Goldman se trata de uma
abridged version; e onde moram familiares de Stephen King, encarregado de condensar o próximo volume,
Buttercup’s Baby.
Acreditaram? Claro que é tudo peta. (Alguém conhece um país chamado Florin?) Mas é nisto que este livro é excepcional.
William Goldman começa a contar a sua história com este livro. Desde sempre fascinado pelo “suposto” livro de Morgenstern (que na verdade não existe), que o pai lhe teria lido quando ele era novo, decide-se a condensar o livro, fazer uma versão “só com as partes boas”, já que só em adulto, depois de oferecer ao filho e este lhe dizer que não gostou, se apercebe do tamanho e do verdadeiro conteúdo do livro. E é assim que tomamos então contacto com o texto de Morgenstern, mas só as partes boas!
Este livro ganha pela imaginação. A história é gira (fofa mesmo), chega a ser ridícula de tanto acontecimento ridículo e improvável junto, para além de que as personagens são estereótipos comuns em contos de fadas; mas o método narrativo é que lhe dá aquele algo mais que faz deste um daqueles livros que gostava de ver traduzido, para poder partilhá-lo com a minha mãe. (A sério, é frustrante ter um livro assim e não poder partilhá-lo porque ela não lê inglês.) Temos dois narradores que aqui e ali se dão a conhecer. Adoro os apartes, nomeadamente de Morgenstern, sobretudo no primeiro capítulo, onde tenta integrar a história num período cronológico com apartes como:
(This was before Europe.)
(this was after Paris)
(This was after taste too, but only just. And since it was such a new thing, and since the Countess was the only one in Florin to possess it, is it any wonder she was the leading hostess of the land?)
(This was before glamour, but if it hadn’t been for ladies like the Countess, there would never have been a need for its invention.)
(This was after stew, but so is everything. When the first man first clambered from the slime and made his first home on land, what he had for supper that first night was stew.)
(This was after taxes. But everything is after taxes. Taxes were here even before stew.)
Já os apartes de Goldman, por vezes, cortam o ritmo da história. É propositado, dá para perceber, mas distrai, já que chega a fazê-lo mesmo no momento de clímax. É por isso que prefiro o filme. Sim, há um filme, com edição em português ao contrário do livro, e recomendo.
Como o título indica, é um conto sobre amor verdadeiro e aventura. Tem partes ridículas, dois autores que aqui e ali metem a sua colher, mas não é possível deixar de esboçar um sorriso quando se lê. Bom para aqueles dias mais tristonhos.
PS: viram como, ainda dentro do espírito da obra, fiz apartes como Morgenstern? Sim, nas citações há mesmo parêntesis, é assim que ele escreve as suas anotações.