1 de fevereiro de 2009

Tom Clancy's Op-Center: Mirror Image

Autor: Tom Clancy, Steve Pieczenik e Jeff Rovin
Género: Thriller
Editora: Berkley Books | Nº de páginas: 436
Nota: 3/5

Resumo (da capa): The Cold War is over. And chaos is setting in. The new president of Russia is trying to create a democratic regime. But there are strong elements within the country that are trying to stop him: the ruthless Russian mafia, the right-wing nationalists, and those nefarious forces that will do whatever it takes to return Russia to the days of the Czar.

Op-Center, the newly-founded but highly successful crisis management team, begins a race against the clock and against the hardliners. Their task is made even more difficult by the discovery of a Russian counterpart... but this one's controlled by those same repressive hardliners.

Two rival Op-Centers, virtual mirror images of each other. But if this mirror cracks, it'll be more than seven years of bad luck.

Opinião: Estava um pouco de pé atrás com este livro, já que Tom Clancy é conhecido por se incluir no género techno-thriller e eu não sou grande apreciadora de descrições tecnológicas (como o que acontece no livro Atlantis de David Gibbins). Felizmente a descrição dos elementos electrónicos não é extensa, apenas o necessário para se compreender que uso é que tem na história.

Quanto à história em si, também gostei se bem que a certa altura achei que sofria de jet-lag. Os capítulos saltam de um ponto geográfico para outro, onde a acção se encontra a decorrer, e como estes pontos encontram-se por vezes em locais opostos no mundo, os capítulos tratam então de nos indicar o dia, o local e a hora a que passa a acção. Passamos de uma tarde, para um local à noite e no capítulo seguinte é de manhã. Isto cansou um pouco a início, daí a sensação de jet-lag porque não sabemos a quantas andamos, mas após apanhar o ritmo torna-se bem mais agradável.

Encontramo-nos então nas vésperas de a Rússia colocar um centro de operações completamente operacional, um exacto reflexo de um outro centro existente nos E.U.A., mas este gerido não pelo estado russo, mas antes por um ministro, derrotado em eleições e que deseja que a Rússia volte aos tempos áureos da União Soviética. Para se certificar que os E.U.A. não se intrometem, ameaçam com ataques terroristas, mas é claro que os E.U.A. não podem ficar de braços cruzados e é assim que o Op-Center americano entra sorrateiramente em acção.

As personagens são pouco desenvolvidas, apenas de maneira a perceber o que lhes vai pela cabeça, mas não podemos deixar de ficar indiferentes ao que os espera nas variadas missões. É fácil ligarmo-nos a elas a sentirmo-nos como que dentro das equipas.

É um livro algo visual e que penso que resultaria como filme, à semelhança das adaptações de Bourne e Jack Ryan. Como livro entretém e não é maçador, é uma boa leitura para desanuviar a cabeça.

29 de janeiro de 2009

Devo dizer que não me importava de hibernar até à Primavera, porque este mês está a ser complicado. O que vale são os pequenos momentos que nos fazem rir e ajudam a passar os dias mais difíceis.

27 de janeiro de 2009

Yes Man/Sim!

Informação técnica no IMDb.

Director: Peyton Reed
Escritores: Nicholas Stoller, Jarrad Paul e Andrew Mogel (adaptação)
Actores: Jim Carrey, Zooey Deschanel, Bradley Cooper
Nota: 3/5

É mais um filme à Jim Carrey, um pouco na onda de Bruce Almighty, a que eu já não tinha achado muita piada. As melhores cenas resumem-se aquelas que são mostradas no trailer.

Quanto à história, também não é nada de novo. Carl é uma daquelas pessoas que passa a vida a adiar saídas com amigos, que não gosta de sair de casa, preferindo ficar-se pela sua rotina e trancar-se em casa a ver filmes. Temendo, no entanto, morrer solitário, frequenta uma sessão (do género da que Bob Proctor deve ter dado em Portugal, por causa de O Segredo), que tem como tema dizer “Sim!” a todos os convites/oportunidades que lhe surgem à frente e assim viver a vida. Ele sai de lá como que com um pacto feito, não só com o apresentador da sessão mas com o Universo...

Claro que a situação é levada ao exagero, sobretudo quando dizendo “não” torna-se vítima de bastantes acidentes, pelo que se transforma quase num robot que obedece, diz “sim”, a tudo o que lhe dizem e pedem. Entretanto conhece Allison, uma personagem bastante diferente de Carl e que desde sempre disse “sim!” às oportunidades que lhe surgem e que vive seguindo os seus sonhos. Quando esta tem conhecimento do pacto firmado por Carl e coloca em causa a relação de ambos.

Vê-se bem, mas não é nada demais. Na verdade, não me arrancou tantas gargalhadas assim, pelo contrário, mas não deixa de se ver bem.

25 de janeiro de 2009

Aquisições (XIV)

Acho que nunca adquiri tantos livros como na passada semana. Colocando de lado a colecção da revista Sábado, que mais uma vez vou fazer, chegaram-me às mãos esta semana:

Via blog historical-fiction.com:

Compras na FNAC:

No entanto, tenho mantido a promessa que fiz a mim própria, gastar pouco dinheiro (ou mesmo nenhum) em novos livros. Até agora, só gastei perto de 9 euros! :) E não me tenho desviado da leitura da pilha, se bem que O Estranho Caso de Benjamin Button é tão pequeno, que apetece pegar nele...

20 de janeiro de 2009

Love in the Time of Cholera/Amor nos Tempos de Cólera

Informação técnica no IMDb.

Director: Mike Newell
Escritores: Ronald Harwood (adaptação), Gabriel García Márquez (romance original)
Actores: Javier Bardem, Giovanna Mezzogiorno, Benjamin Bratt
Nota: 4/5

Ainda não li o livro, mas a adaptação parece-me bem conseguida. Gostei da atmosfera, da roupa, dos veículos (sim, começo a ser entendida no que toca a seges, fiacres…), da banda sonora (Shakira magnífica), da caracterização das personagens e, claro está, da história. Se vou ler o livro? Não sei.

O ritmo é algo lento, apesar de notarmos os anos passarem, não só na caracterização das personagens mas em tudo o que rodeia, as coisas do dia-a-dia. Mas a história parece que engonha um pouco. Do romance entre Fermina e Florentino, pouco vemos, apenas no início e no fim, pelo meio não há nada mais que um Florentino a reforçar o seu voto e uma Fermina a questionar-se aqui e ali se poderia ter sido mais feliz, mas é muito pouco. Também achei interessante a maneira de Florentino preencher o seu vazio, digamos, e de se apaixonar ou sentir algo diferente por uma das suas conquistas.

É um filme que se vê bem, são cerca de duas horas bem passadas, nem que seja apenas pelo visual do filme, que é realmente apelativo. E já agora uma chamada de atenção para a representação de Fernanda Montenegro. Esta senhora não decepciona.

WALL-E

Informação técnica no IMDb.

Director: Andrew Stanton
Escritores: Andrew Stanton, Pete Docter, Jim Reardon
Actores/Vozes: Ben Burtt, Elissa Knight, Jeff Garlin, Fred Willard
Nota: 5/5

Simplesmente magnífico. Há muito tempo que não via um filme de animação que mexesse tanto comigo, penso que o último terá sido mesmo O Rei Leão. Sim, os estúdios da Disney e, posteriormente, os da Pixar ou da Dreamworks sempre fizeram coisas magníficas e contaram belas histórias, mas é impossível ficar indiferente a esta.

Num futuro (quiçá não muito) distante, encontramos WALL-E, o que parece ser o único “ser” na Terra, a desempenhar pacientemente as suas tarefas e maravilhando-se com o que vai encontrando (um pouco como um arqueólogo) no meio do lixo que compacta. Apesar de viver sozinho, ele anseia por companhia, fascinado por um filme antigo que vê, vezes sem conta. Eis que aparece EVE, com a missão de encontrar vida orgânica, de modo a perceber se a Terra se tornou novamente habitável, após os humanos a deixarem praticamente como uma lixeira. Estes vivem agora numa nave, e não deixa de ser interessante ver a evolução da espécie humana que se torna praticamente dependente de computadores e elementos electrónicos.

É incrível como dois robots conseguem mostrar tanta emoção e sentimentos humanos. WALL-E parece uma autêntica criança, muito inocente, maravilhado por tudo, e gostei de como tocou a vida dos humanos com que contactou, que até esse momento viviam como que numa redoma, numa sociedade enormemente consumista e, parece, sem qualquer tipo de contacto que não inclua um computador pelo meio. É giro ver como que acordarem para o que os rodeia.

O filme está cheio de pormenores deliciosos, começando por M-O, que se atreve a desviar do caminho traçado para limpar a sujidade que WALL-E vai largando; a barata, provando resistir a tudo e todos, e que aqui assemelha-se a um cão de estimação; a sociedade humana, praticamente obesa e sem se conseguir manter de pé; as crianças desde cedo a serem ensinadas a consumirem; os pratos do futuro, que não são comprimidos, mas uma espécie de batidos (o que é muito mais agradável); a banda sonora, tão perfeita e tão em sintonia com as imagens, com a acção, que nem nos percebemos que está lá apesar de a sentirmos…

É mais que uma história de amor, é mais que uma crítica à sociedade actual, é um abrir de olhos para o que temos ao redor, seja a Terra ou a pessoa ao nosso lado, e que devemos cuidar com todo o carinho e atenção.

JCVD

Informação técnica no IMDb

Director: Mabrouk El Mechri
Escritores: Frédéric Bénudis, Mabrouk El Mechri, Christophe Turpin
Actores: Jean-Claude Van Damme
Nota: 3.5/5

Sim, é verdade eu gosto de filmes de filmes de porrada. Há aqueles momentos em que queremos ver comédias românticas, momentos em que queremos ver filmes dramáticos (inspiradores), há momentos em que queremos ver épicos. Bem, eu também tenho momentos em que quero ver filmes de porrada. Acho que os anos 80/90 foram geniais neste tipo de filmes e sim, Jean-Claude Van Damme era um dos melhores. No entanto a idade não perdoa, assim como algumas más escolhas, seja de trabalho como más opções que se toma na vida, o que é certo é que este actor apagou-se e, tirando um filme fraquito (Second in Command) e um documentário que deu há meses na TvCabo, nunca mais tinha ouvido falar dele. Até que me deparo com este filme que o meu irmão fez questão de apontar.

JCVD não é mais que um filme sobre Jean-Claude Van Damme! Mas desenganem-se se estão à espera de um daqueles (saudosos) filmes de porrada non-stop, há porrada mas pouca, como disse, afinal a idade não perdoa, apesar de ele ainda parecer estar em forma (tomara a pessoas com a idade dele estarem como ele está).

O filme tenta ser um documentário sobre os últimos anos do actor, que não sei se é verdade ou não, mas serve como fio condutor da história: perde a custódia da filha, não consegue arranjar um trabalho que o faça voltar a ter a projecção cinematográfica que tinha nos anos 90, está completamente nas lonas e apesar disso tudo não deixa de ser amado pelos fãs, que por vezes dão imenso trabalho. No meio disto é acusado de assaltar um banco/posto de correios.

Não é nada de especial mas mostra uma versão completamente diferente do Van Damme a que uma pessoa está habituada. De salientar o monólogo, que mais parece uma confissão, o apelo de alguém desesperado que subiu bem alto bastante depressa e caiu também num ápice.

Surpreendeu.

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