29 de janeiro de 2009

Devo dizer que não me importava de hibernar até à Primavera, porque este mês está a ser complicado. O que vale são os pequenos momentos que nos fazem rir e ajudam a passar os dias mais difíceis.

27 de janeiro de 2009

Yes Man/Sim!

Informação técnica no IMDb.

Director: Peyton Reed
Escritores: Nicholas Stoller, Jarrad Paul e Andrew Mogel (adaptação)
Actores: Jim Carrey, Zooey Deschanel, Bradley Cooper
Nota: 3/5

É mais um filme à Jim Carrey, um pouco na onda de Bruce Almighty, a que eu já não tinha achado muita piada. As melhores cenas resumem-se aquelas que são mostradas no trailer.

Quanto à história, também não é nada de novo. Carl é uma daquelas pessoas que passa a vida a adiar saídas com amigos, que não gosta de sair de casa, preferindo ficar-se pela sua rotina e trancar-se em casa a ver filmes. Temendo, no entanto, morrer solitário, frequenta uma sessão (do género da que Bob Proctor deve ter dado em Portugal, por causa de O Segredo), que tem como tema dizer “Sim!” a todos os convites/oportunidades que lhe surgem à frente e assim viver a vida. Ele sai de lá como que com um pacto feito, não só com o apresentador da sessão mas com o Universo...

Claro que a situação é levada ao exagero, sobretudo quando dizendo “não” torna-se vítima de bastantes acidentes, pelo que se transforma quase num robot que obedece, diz “sim”, a tudo o que lhe dizem e pedem. Entretanto conhece Allison, uma personagem bastante diferente de Carl e que desde sempre disse “sim!” às oportunidades que lhe surgem e que vive seguindo os seus sonhos. Quando esta tem conhecimento do pacto firmado por Carl e coloca em causa a relação de ambos.

Vê-se bem, mas não é nada demais. Na verdade, não me arrancou tantas gargalhadas assim, pelo contrário, mas não deixa de se ver bem.

25 de janeiro de 2009

Aquisições (XIV)

Acho que nunca adquiri tantos livros como na passada semana. Colocando de lado a colecção da revista Sábado, que mais uma vez vou fazer, chegaram-me às mãos esta semana:

Via blog historical-fiction.com:

Compras na FNAC:

No entanto, tenho mantido a promessa que fiz a mim própria, gastar pouco dinheiro (ou mesmo nenhum) em novos livros. Até agora, só gastei perto de 9 euros! :) E não me tenho desviado da leitura da pilha, se bem que O Estranho Caso de Benjamin Button é tão pequeno, que apetece pegar nele...

20 de janeiro de 2009

Love in the Time of Cholera/Amor nos Tempos de Cólera

Informação técnica no IMDb.

Director: Mike Newell
Escritores: Ronald Harwood (adaptação), Gabriel García Márquez (romance original)
Actores: Javier Bardem, Giovanna Mezzogiorno, Benjamin Bratt
Nota: 4/5

Ainda não li o livro, mas a adaptação parece-me bem conseguida. Gostei da atmosfera, da roupa, dos veículos (sim, começo a ser entendida no que toca a seges, fiacres…), da banda sonora (Shakira magnífica), da caracterização das personagens e, claro está, da história. Se vou ler o livro? Não sei.

O ritmo é algo lento, apesar de notarmos os anos passarem, não só na caracterização das personagens mas em tudo o que rodeia, as coisas do dia-a-dia. Mas a história parece que engonha um pouco. Do romance entre Fermina e Florentino, pouco vemos, apenas no início e no fim, pelo meio não há nada mais que um Florentino a reforçar o seu voto e uma Fermina a questionar-se aqui e ali se poderia ter sido mais feliz, mas é muito pouco. Também achei interessante a maneira de Florentino preencher o seu vazio, digamos, e de se apaixonar ou sentir algo diferente por uma das suas conquistas.

É um filme que se vê bem, são cerca de duas horas bem passadas, nem que seja apenas pelo visual do filme, que é realmente apelativo. E já agora uma chamada de atenção para a representação de Fernanda Montenegro. Esta senhora não decepciona.

WALL-E

Informação técnica no IMDb.

Director: Andrew Stanton
Escritores: Andrew Stanton, Pete Docter, Jim Reardon
Actores/Vozes: Ben Burtt, Elissa Knight, Jeff Garlin, Fred Willard
Nota: 5/5

Simplesmente magnífico. Há muito tempo que não via um filme de animação que mexesse tanto comigo, penso que o último terá sido mesmo O Rei Leão. Sim, os estúdios da Disney e, posteriormente, os da Pixar ou da Dreamworks sempre fizeram coisas magníficas e contaram belas histórias, mas é impossível ficar indiferente a esta.

Num futuro (quiçá não muito) distante, encontramos WALL-E, o que parece ser o único “ser” na Terra, a desempenhar pacientemente as suas tarefas e maravilhando-se com o que vai encontrando (um pouco como um arqueólogo) no meio do lixo que compacta. Apesar de viver sozinho, ele anseia por companhia, fascinado por um filme antigo que vê, vezes sem conta. Eis que aparece EVE, com a missão de encontrar vida orgânica, de modo a perceber se a Terra se tornou novamente habitável, após os humanos a deixarem praticamente como uma lixeira. Estes vivem agora numa nave, e não deixa de ser interessante ver a evolução da espécie humana que se torna praticamente dependente de computadores e elementos electrónicos.

É incrível como dois robots conseguem mostrar tanta emoção e sentimentos humanos. WALL-E parece uma autêntica criança, muito inocente, maravilhado por tudo, e gostei de como tocou a vida dos humanos com que contactou, que até esse momento viviam como que numa redoma, numa sociedade enormemente consumista e, parece, sem qualquer tipo de contacto que não inclua um computador pelo meio. É giro ver como que acordarem para o que os rodeia.

O filme está cheio de pormenores deliciosos, começando por M-O, que se atreve a desviar do caminho traçado para limpar a sujidade que WALL-E vai largando; a barata, provando resistir a tudo e todos, e que aqui assemelha-se a um cão de estimação; a sociedade humana, praticamente obesa e sem se conseguir manter de pé; as crianças desde cedo a serem ensinadas a consumirem; os pratos do futuro, que não são comprimidos, mas uma espécie de batidos (o que é muito mais agradável); a banda sonora, tão perfeita e tão em sintonia com as imagens, com a acção, que nem nos percebemos que está lá apesar de a sentirmos…

É mais que uma história de amor, é mais que uma crítica à sociedade actual, é um abrir de olhos para o que temos ao redor, seja a Terra ou a pessoa ao nosso lado, e que devemos cuidar com todo o carinho e atenção.

JCVD

Informação técnica no IMDb

Director: Mabrouk El Mechri
Escritores: Frédéric Bénudis, Mabrouk El Mechri, Christophe Turpin
Actores: Jean-Claude Van Damme
Nota: 3.5/5

Sim, é verdade eu gosto de filmes de filmes de porrada. Há aqueles momentos em que queremos ver comédias românticas, momentos em que queremos ver filmes dramáticos (inspiradores), há momentos em que queremos ver épicos. Bem, eu também tenho momentos em que quero ver filmes de porrada. Acho que os anos 80/90 foram geniais neste tipo de filmes e sim, Jean-Claude Van Damme era um dos melhores. No entanto a idade não perdoa, assim como algumas más escolhas, seja de trabalho como más opções que se toma na vida, o que é certo é que este actor apagou-se e, tirando um filme fraquito (Second in Command) e um documentário que deu há meses na TvCabo, nunca mais tinha ouvido falar dele. Até que me deparo com este filme que o meu irmão fez questão de apontar.

JCVD não é mais que um filme sobre Jean-Claude Van Damme! Mas desenganem-se se estão à espera de um daqueles (saudosos) filmes de porrada non-stop, há porrada mas pouca, como disse, afinal a idade não perdoa, apesar de ele ainda parecer estar em forma (tomara a pessoas com a idade dele estarem como ele está).

O filme tenta ser um documentário sobre os últimos anos do actor, que não sei se é verdade ou não, mas serve como fio condutor da história: perde a custódia da filha, não consegue arranjar um trabalho que o faça voltar a ter a projecção cinematográfica que tinha nos anos 90, está completamente nas lonas e apesar disso tudo não deixa de ser amado pelos fãs, que por vezes dão imenso trabalho. No meio disto é acusado de assaltar um banco/posto de correios.

Não é nada de especial mas mostra uma versão completamente diferente do Van Damme a que uma pessoa está habituada. De salientar o monólogo, que mais parece uma confissão, o apelo de alguém desesperado que subiu bem alto bastante depressa e caiu também num ápice.

Surpreendeu.

18 de janeiro de 2009

Perguntem a Evans / Parker Pyne Investiga

Autor: Agatha Christie
Género: Mistério
Editora: Livros do Brasil “Colecção Vampiro Gigante” | Nº de páginas: 467
Nota: 4/5 | 3/5

Opinião: O título da primeira história em inglês é muito mais apelativo, “Why didn't they ask Evans?” São estas as últimas palavras de um moribundo que Bobby Jones encontra, no fundo de uma arriba, enquanto jogava golfe e a quem não daria mais um único pensamento se não se transformasse ele também numa vítima. Com a ajuda da sua amiga Lady Frances, encetam então uma jornada para descobrir o que está então por trás de tal tragédia.

Sendo uma história de Agatha Christie, é de esperar twists e reviravoltas inesperadas. Mais uma vez ela ilude e guia-nos habilmente através de várias pistas, que tanto nos aproximam como afastam do verdadeiro culpado.

A segunda parte consiste em 12 contos que têm como protagonista Parker Pyne. Nos primeiros 6 ele participa forma indirecta, já que ele apenas toma conhecimento dos casos e arranja depois o que é necessário para os mesmos sem se envolver directamente. Já as restantes 6 histórias envolvem-no de forma directa, já que em férias é abordado, nos vários locais por onde passa, pelos seus companheiros de viagem para que este resolva os problemas que vão surgindo.

Gostei sobretudo dos contos O Preço da Pérola, que tem uma citação curiosa sobre arqueólogos, e O Oráculo de Delfos. Os restantes casos têm também algum interesse mas não envolvem tanto o leitor como outras histórias da autora.

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