27 de dezembro de 2008

To Tame a Highland Warrior (The Highlander Series, Livro 2)

Autor: Karen Marie Moning
Género: Romance histórico
Editora: Dell | Nº de páginas: 366
Nota: 3/5

Resumo (da capa): Only her love could gentle his savage soul…

A WOMAN'S TENDER TOUCH

He was born to a clan of warriors of supernatural strength, but Gavrael McIllioch abandoned his name and his Highland castle, determined to escape the dark fate of his ancestors. Hiding his identity from the relentless rival clan that hunted him, he called himself Grimm to protect the people he cared for, vowing never to acknowledge his love for ravishing Jillian St. Clair. Yet even from afar he watched over her, and when her father sent an urgent summons, "Come for Jillian" he raced to her side—into a competition to win her hand in marriage.

A WARRIOR'S STEELY HEART

Why had he run from her so many years before? And why return now to see her offered as a prize in her father's manipulative game? Furious, Jillian vowed never to wed. But Grimm was the man she loved, the one who urged her to marry another. He tried to pretend indifference as she tempted him, but he could not deny the fierce desires that compelled him to abduct her from the altar. She was the only woman who could tame the beast that raged within him—even as deadly enemies plotted to destroy them both...

Opinião: Tendo ficado decepcionada com o anterior livro, não tinha expectativas tão altas para este volume, onde seguimos Grimm, que conhecemos em Beyond the Highland Mist, amigo de Hawk e que no final do dito livro fica de pé atrás com o desejo que Adrienne fez por ele a uma estrela cadente. Ficamos a conhecer então as origens de Grimm e se o desejo de Adrienne se veio a realizar.

A história está mais bem conseguida que a do livro anterior e as personagens, apesar de ainda bastante básicas, são mais agradáveis. Grimm, ao contrário de Hawk e de muitas outras personagens neste livro, tem uma verdadeira guerra interior, se bem que não deixa de ter atitudes menos conseguidas, enquanto que Jillian consegue ser menos infantil e detestável que Adrienne. Ainda assim, a embirração de ambas as personagens, até meio do livro, cansa e faz revirar muitas vezes os olhos. Já a segunda metade, mais uma vez a partir do momento em que percebem que não podem estar separados, fica bem mais interessante e emotiva, com bastante mais acção e o que se quer de um romance histórico, ou pelo menos eu quero.

Mais uma vez, a autora não peca por escrever mal, pelo contrário eu acho que ela escreve bastante bem, mas por não desenvolver mais as suas personagens, que parecem cingir-se a querer apenas darem asas à sua luxúria. Não é que não goste mas cansa a partir de determinada altura. É preciso algo mais para manter o leitor agarrado à história e preocupar-se com o que está a acontecer. Neste livro, felizmente, isso foi mais bem conseguido mas não chega para convencer.

26 de dezembro de 2008

Prendinhas de Natal

Devo de dizer que estou surpreendida. Entre chocolates e cachecóis esperava encontrar também meias e pijamas (sim, eu gosto de receber meias e pijamas, quentinhos, fofinhos e de preferência com vaquinhas ou renas) mas tal não aconteceu. :( Entre os chocolates e os cachecóis recebi também livros! O que é de pasmar pois não tinha pedido livros. Ok, tinha pedido um livro em especial mas esse não recebi... :( Recebi então:

- A Verdadeira Treta de Eduardo Madeira e Filipe Homem Fonseca - Não sou grande fã da dupla Toni e Zezé, mas não deixam de ter alguma piada falarem dos temas que preocupam, vá lá, a sociedade portuguesa. Na verdade, conheço alguns Toni's e Zezé's e é engraçado ver tais pessoas retratadas. Já estive a ler alguns diálogos, porque é de diálogos que o livro é composto, e são realmente pérolas que se pode ouvir por aí, em qualquer café ou restaurante.

- Mentiras e Traições de Nora Roberts - Tinha alguma curiosidade em ler esta autora, mas andava mais de olho nas edições Chá das Cinco (uma chancela da Saída de Emergência), mas pode ser um bom livro para apreciar o estilo da autora. É um daqueles livros que há tempos atrás teria receio de ser vista a ler ("romances? não, isso não é para mim, gosto de literatura a sério" seria algo que eu diria, mas uma moça pode mudar de opinião...) mas agora quero lá saber qual é o género, desde que a história seja bem contada.

- Equador Ilustrado de Miguel Sousa Tavares - Não é propriamente um livro que eu escolheria, não sou grande fã do autor, mas contava adquirir o DVD caso a série fosse editada (por motivos vários não a posso seguir no horário em que estreou, mas sendo uma série de época, ainda por cima portuguesa, a curiosidade é grande para alguém como eu). Mas esta edição é magnífica, apesar do tamanho. Parece uma monografia em vez de um livro, mas que se há-de fazer? O interior é belo! (Num aspecto gráfico é claro, pois ainda não li a história.) Os postais que ilustram o livro são de época, magnificos como tudo o que é antigo, e parece-me que ajudam o leitor a imaginar os locais onde a história se desenrola. Mal posso esperar para o ler.

Não me posso queixar que o Pai Natal tenha sido mau...

22 de dezembro de 2008

Feliz Natal!

Espero que tenham um Natal feliz, junto de todos os que amam e com muitas prendas no sapatinho, claro! :P

21 de dezembro de 2008

Beyond the Highland Mist (The Highlander Series, Livro 1)

Autor: Karen Marie Moning
Género: Romance histórico
Editora: Dell | Nº de páginas: 375
Nota: 2/5

Resumo
(da capa): He would sell his warrior soul to possess her....

AN ALLURING LAIRD

He was known throughout the kingdom as Hawk, legendary predator of the battlefield and the boudoir. No woman could refuse his touch, but no woman ever stirred his heart—until a vengeful fairy tumbled Adrienne de Simone out of modern-day Seattle and into medieval Scotland. Captive in a century not her own, entirely too bold, too outspoken, she was an irresistible challenge to the sixteenth-century rogue. Coerced into a marriage with Hawk, Adrienne vowed to keep him at arm’s length—but his sweet seduction played havoc with her resolve.

A PRISONER IN TIME

She had a perfect “no” on her perfect lips for the notorious laird, but Hawk swore she would whisper his name with desire, begging for the passion he longed to ignite within her. Not even the barriers of time and space would keep him from winning her love. Despite her uncertainty about following the promptings of her own passionate heart, Adrienne’s reservations were no match for Hawk’s determination to keep her by his side....

Opinião: Já sabia que este livro não estaria ao nível de Os Leões de Al-Rassan, poucos estarão ao nível dele, nem eu pedia que estivesse, mas mesmo assim esperava mais deste livro.

Seguimos a história de Hawk, um belo exemplar de homem e cuja virilidade é apregoada por todas as mulheres que se deitaram com ele, inclusive a rainha dos Tuatha Dé Danann, sem no entanto amar alguma. Após a rainha declamar os seus feitos, Hawk torna-se o alvo da vingança de um dos amantes da rainha. É assim que Adrienne, que devido ao seu passado odeia todos os homens bonitos, se vê atirada do séc. XX para o séc. XVI e um peão na vingança contra Hawk.

As duas primeiras partes do livro consistem então em Hawk e Adam Black tentarem levar Adrienne para a cama. A sério… gostava de estar a brincar mas é praticamente a isto que se pode resumir as duas primeiras partes do livro. É claro que aqui e ali vão sendo atiradas algumas intrigas, mas é basicamente dois homens a prometerem levarem-na ao céu (ou a Valhala) se ela escolher ter sexo com um deles. Adam Black até é uma personagem interessante, mas Hawk e Adrienne, as duas personagens principais, são simplesmente enfadonhas. Ele passa quase todo o tempo a questionar-se porque é que ela não gosta dele, já que é tão viril e belo, e ela passa o tempo a lamentar-se como foi traída por um homem bonito e a negar os avanços de Hawk por ele ser tão bonito. Profundidade de carácter? Pouca ou quase nehuma.

Felizmente a terceira parte compensa um pouco, a história torna-se mais interessante com a separação deles após perceberem que se amam mutuamente. Mas mesmo assim fica muito aquém de Outlander, por exemplo, em que também uma viagem no tempo leva os protagonistas a conhecerem-se e apaixonarem-se. Aí temos personagens com profundidade, que estranham o mundo para que foram trazidas, que se interrogam o porquê de tal acontecer, o que acontece parcamente neste livro.

O que vale é que a autora até não escreve mal, as cenas de sexo são bastante quentes, mas podia desenvolver muito mais as personagens e a história, de modo a fazer-nos sentir algo pelas personagens e desejarmos que eles fiquem juntos, desde o início e não deixar isso para o fim. Estive mesmo para deixar este livro a meio devido à pouca empatia que sentia pelas personagens.

18 de dezembro de 2008

Aquisições (XII)

Eis os últimos livros que, espero, ter adquirido durante este ano, exceptuando se receber algum pelo Natal...
Via BookMooch:

Via empréstimo BLX:
(este é mais para trabalho...)

16 de dezembro de 2008

Os Leões de Al-Rassan

Autor: Guy Gavriel Kay
Género: Fantasia histórica
Editora: Saída de Emergência | Nº de páginas: 547
Nota: 5/5

Resumo (da capa): Inspirado na História da Península Ibérica, Os Leões de Al-Rassan é uma épica e comovente história sobre amor, lealdades divididas e aquilo que acontece aos homens e mulheres quando crenças apaixonadas conspiram para refazer – ou destruir – o mundo.

Lar de três culturas muito diferentes, Al-Rassan é uma terra de beleza sedutora e história violenta. A paz entre Jaddites, Asharites e Kindath é precária e frágil, mas é precisamente a sombra que separa os povos que acaba por unir três personagens extraordinárias: o orgulhoso Ammar ibn Khairan – poeta, diplomata e soldado, o corajoso Rodrigo Belmonte – famoso líder militar, e a bela e sensual Jehane bet Ishak – física brilhante. Três figuras cuja vida se irá cruzar devido a uma série de eventos marcantes que levam Al-Rassan ao limiar da guerra.

Opinião: Devo afirmar que não conhecia o autor e só tomei conhecimento deste livro através de uma bastante favorável crítica escrita pela Canochinha, do blog Estante de Livros, ao mesmo. Mas ainda bem que lhe peguei, é mais um para juntar à lista dos melhores livros que li em 2008.

Nota-se claramente a influência da história da Península Ibérica neste livro, aquando da ocupação muçulmana do Sul (o denominado Al-Andalus), enquanto que a Norte se encontravam os reinos cristãos. A acção apesar de se passar num outro mundo, daí o elemento fantástico, se bem que muito parecido ao nosso com apenas a diferença de possuir duas luas, parece retratar o período de taifas, surgidas após a desagregação de dinastias unificadoras do Al-Andalus (o primeiro período de taifas surgiu após a desagregação do califado de Córdova) e que vieram a ser depois agregadas sobre os Almorávidas e posteriormente os Almoádas, dinastias do Norte de África de carácter fundamentalista, para quem os reinos taifas se viravam quando se viam em perigo de serem conquistados pelos reinos cristãos do Norte.

Neste livro temos então três povos diferentes, os jaditas do Norte (alusivo aos cristãos), os asharitas a Sul (correspondendo aos muçulmanos) e os kindates (correspondentes aos judeus que, na Península Ibérica fosse sob muçulmanos ou sobre o poder cristão, viviam em bairros, as chamadas judiarias, separados da maior parte da população que seguia a religião do poder central, tinham de pagar pesados impostos, e mesmo assim não se livravam de cair sobre eles a culpa por tudo o que acontecia de mal, daí existir períodos de conversões forçadas), que foram conseguindo coexistir em conjunto, apesar da grande tensão existente entre os mesmos. Seguimos três personagens, cada um deles sendo um representante destes povos, e que apesar de tudo conseguem ser amigos num claro exemplo de tolerância quando se luta por um objectivo comum. É esta a mensagem do livro.

«Acho que» murmurou Husari, «se tal pessoa existisse – e se conseguíssemos encontrar uma em Ragosa esta semana –, poderia muito bem dizer que nós representamos o que de melhor esta Península tem para oferecer. O valente Alvar e a minha pobre pessoa, tal como nos encontramos humildemente à sua frente, somos a prova de que esses homens oriundos de mundos diferentes podem combinar e unificar esses mesmos mundos. De que podemos pegar nas coisas mais requintadas de cada um deles, para formar um novo todo, brilhante e imperecível.»


Gostei muito da forma como o autor nos conta a história. Ao contrário do que costuma me acontecer, conforme vou lendo vejo a acção passar-se à minha volta (em relatos na terceira pessoa) ou sendo eu parte integrante nessa acção (em relatos na primeira pessoa), aqui era como se me tivessem a contar a história, como se a estivessem a declamar segundo uma tradição oral. O “Orador” faz um trabalho fenomenal, escondendo algumas partes da história e levantando umas pontas sem desvendar tudo, agarrando-nos da primeira à última página, fazendo-nos emocionar em determinadas partes de tanto que nos envolve na história. As personagens estão muito bem construídas, com defeitos e feitios como qualquer pessoa, e enquanto vamos seguindo as suas histórias, não podemos deixar de nos deixar ligar a elas e de as considerar como nossas conhecidas ou mesmo amigas.

Guy Gavriel Kay faz um trabalho excepcional neste livro. Não é só um autor, ele é um contador de histórias e estou ansiosa por conhecer as outras histórias que tem para contar.

12 de dezembro de 2008

50 Book Challenge


Prometo que este é o último desafio. Ler 50 livros ou, em opção, 15.000 páginas, já que alguns livros que espero ler têm um tamanho considerável. Isto dá uma média de 1 livro ou 300 páginas por semana. Confesso que é difícil, leio devagar e nem sempre tenho disposição para ler, mas mesmo assim quero tentar.

Podem seguir a lista no post dos livros lidos em 2009.

Edit: Atingi as 15.000 páginas ao ler Aristotle Detective. :)

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