30 de novembro de 2008

O dia está bom para isto...


Com este frio só apetece mesmo chá, torradas (ou bolos, porque não sou esquisita), uma manta enrolada à volta dos meus pés e um bom livro nas mãos. Adoro este tempo. :)

29 de novembro de 2008

Love and War (North and South, Livro 2)

Autor: John Jakes
Género: Ficção histórica
Editora: Dell | Nº de páginas: 1087
Nota: 1/5 – não acabei

Resumo (da capa): The Hazards and the Mains – the first fatal shot fired at Fort Sumter divided them irrevocably with loyalties more powerful than family ties. The young would clash on the bloody battlefields of Bull Run and Fredericksburg, while in intrigue-ridden Washington and Richmond strong-willed men and beautiful women would defend their principles with their lives... or satisfy illicit cravings with schemes that could destroy friends and enemies alike, caught in the fury, the glory, the surging drama of... LOVE AND WAR.

Opinião: Eu tentei, a sério! Tentei ler, tentei pegar nele, tentei motivar-me para ler mais uma página, mais uma linha, mais uma palavra que fosse, mas não deu. Desisti por volta das 300 páginas, o que já foi um feito, a meu ver.

O primeiro livro até foi interessante, apresentou-nos as principais personagens, colocou-nos na época, que a princípio seria interessante até porque pouco sei sobre a Guerra Civil Americana, mas a forma como o autor resolveu abordar este livro foi completamente um “turn-off”, por assim dizer. Eu entendo o desejo do autor em debruçar-se sobre a política, dar a conhecer os dois lados da contenda e tentar dissecar ainda mais esses lados, mostrando que nem seriam assim tão diferentes, que algumas pessoas apesar de estarem num lado não lutavam pelos mesmos ideais. No entanto, fá-lo de uma maneira tão secante, sem ritmo nem acção! Se calhar sou eu que estou mal habituada, talvez devido aos áudio-livros do Sharpe, à saga do George R.R. Martin, que nos levam até ao meio da batalha, mas este livro não tem nada disso. A única batalha com que me deparei consistia, na sua maioria, na descrição de pessoas a correr, a fugirem do local! Da batalha pouco ou quase nada.

Além disso tem tantas personagens e tão pouco desenvolvidas, que pouco me interessava saber o que as esperava. Não consegui identificar-me, preocupar-me com uma personagem que fosse. Se isso até se entendia no primeiro livro, já que servia de introdução às mesmas, esperava que as mesmas fossem mais aprofundadas, tivessem uma atitude dinâmica. George Hazard por exemplo, em vez de dizer o que pensa, parece passar a maior parte do tempo a andar de um lado para o outro a moer e remoer os assuntos.

Parece que lemos e lemos e nada acontece. É frustrante. Desisto de ler, prefiro a série televisiva.

23 de novembro de 2008

Aquisições (X)

Contava ter mais uma crítica para hoje, tenho tentado ler um livro por semana, mas esta foi impossível. Quer dizer, tenho lido até bastante mas sobre trabalho. Apesar de não avançar na leitura, tenho uma pilha de livros por ler sempre a crescer. Tenho que deixar de pedir livros no BookMooch por impulso.
Já cansei de dizer a mim mesma que vou deixar de comprar e/ou pedir mais livros, enquanto não tiver lido todos os que tenho para ler, mas é tão difícil. :(

18 de novembro de 2008

Publicidade (III)

Mary GrandPre, a autora das capas americanas do Harry Potter e que foram (posteriormente) adoptadas pela Editorial Presença, inaugurou uma exposição com alguns trabalhos que fez para a tão conhecida (e adorada) série. Podem ver a notícia aqui e imagens das obras expostas aqui.

16 de novembro de 2008

O Trono de Jade (Téméraire, Livro 2)

Autor: Naomi Novik
Género: Fantasia histórica
Editora: Editorial Presença | Nº de páginas: 327
Nota: 4/5

Resumo (da capa): Will Laurence e o seu magnífico Téméraire encontram-se em grandes apuros. Na longínqua China, descobriu-se finalmente que o ovo destinado a Napoleão caiu nas mãos erradas, e agora uma imponente embaixada deslocou-se à Grã-Bretanha e não pretende ir-se embora sem recuperar um dos seus dragões mais raros e valiosos. O governo britânico não pode arriscar a ver a superpotência asiática aliar-se aos franceses, mesmo que isso lhe custe a sua arma mais preciosa. Com o que não contava era com a recusa de Laurence e Téméraire - e todos sabemos o que pode acontecer quando um dragão como ele se enfurece. A única solução parece ser enviá-los a ambos para o Extremo Oriente, e assim começará uma viagem repleta de intrigas e descobertas alarmantes. Mas, se esta lhes parecerá um pesadelo, não será nada comparada com aquilo que estão prestes a encontrar na corte do Imperador... Neste novo volume, as cenas de acção serão ainda mais espantosas, o enredo ainda mais surpreendente e a mistura de fantasia e história ainda mais apelativa. Conseguirá o leitor acompanhá-los nesta aventura?

Opinião: Este livro começa sensivelmente onde o anterior acaba. Após a batalha em que se conhece a verdadeira potencialidade de Téméraire e a sua raça, os chineses descobrem então que o dragão que desejavam entregar a Napoleão caiu nas mãos dos ingleses e tentam reavê-lo bem como separá-lo de Laurence, o seu aviador e amigo. Não dispostos a ceder, estes são enviados numa embaixada à China. No entanto, a viagem marítima revela-se cheia de incidentes e pontuada por intrigas. Qual a verdadeira intenção por trás da suposta oferenda a Napoleão? Porque quererão reaver Téméraire, se a principio estavam dispostos a oferecê-lo?

Ao longo do livro vamos então conhecendo as respostas a estas perguntas, enquanto vemos a relação entre dragão e seu aviador ser posta à prova. Tudo isto foi bastante bem feito, sendo que a acção nunca pára. Além disso, a autora dá-nos também a conhecer novos dragões, que podem vir a ter alguma importância nos livros que se seguem (sobretudo Lien), bem como as diferenças entre o Ocidente e o Oriente, nomeadamente no que se trata ao tratamento dos dragões. Gostei especialmente disto e de como este conhecimento afecta o pensamento de Téméraire, que não é deveras um dragão normal, segundo o padrão de certo modo apresentado no livro.

Uma boa continuação e vou já dedicar-me ao próximo livro da saga, ansiosa por saber que novas aventuras esperam os nossos protagonistas.

12 de novembro de 2008

Outlander em filme?

I've been getting a number of enquiries, since press releases have started appearing about the movie production of OUTLANDER—excited folk asking "Is it true?" "When?" and (I hope you'll pardon a brief roll of the eyes here), "Who would you cast?" (I couldn't begin to guess how many thousands of times I've been asked that over the last twenty years.)

It's very early days as yet, but I'll answer what I can.

Yes, Essential Productions is developing OUTLANDER as a "major motion picture." (What that means is that they want to make a two-to-two-and-a-half hour feature film.)

And yes, Randall Wallace (the talented gentleman who wrote both BRAVEHEART and PEARL HARBOR—hey, ancient Scots and WWII, how about that?) is writing the script.

No, I have absolutely nothing to say about the casting of the movie. The production people do occasionally ask me what I think of this or that person, but this is simple politeness on their part.

Podem ler o resto em Voyages of the Artemis, o blog da autora.

Como a própria autora reconhece, será difícil adaptar um livro tão grande para um filme com cerca de duas horas, mas gostaria de ver o filme no grande ecrã. Pena é que o Gerard Butler possa estar descartado do papel do protagonista. :P

9 de novembro de 2008

O Dragão de Sua Majestade (Téméraire, Livro 1)

Autor: Naomi Novik
Género: Fantasia histórica
Editora: Editorial Presença | Nº de páginas: 285
Nota: 4/5

Resumo (da capa): Imagine-se o leitor em pleno decurso das Guerras Napoleónicas. Com uma ligeira alteração... os combates travam-se, não somente em terra ou no mar, mas também... nos céus. Num tempo alternativo, o planeta é compartilhado por duas espécies igualmente inteligentes: os humanos e os dragões. Estes associam-se aos homens quando à nascença recebem o arnês das mãos de um deles, criando um vínculo quase simbiótico que perdura ao longo das suas vidas. Seres magníficos e poderosos, além de capazes de voar, os dragões transportam toda uma tripulação de aviadores, acrescentando um devastador contributo às batalhas. Foi assim que o capitão Will Laurence viu a sua vida mudar de um dia para o outro quando abalroou uma fragata francesa e capturou um ovo de uma espécie muito rara de dragões, oferta do Imperador da China ao próprio Napoleão. Naomi Novik estreia-se com esta epopeia histórica pensada ao pormenor a todos os níveis da narrativa, inaugurando uma nova era na literatura fantástica. Críticos, escritores e leitores em geral têm testemunhado de forma unânime o seu fascínio e, entre eles, conta-se um leitor muito especial - Peter Jackson, o realizador de O Senhor dos Anéis - que adquiriu já os direitos da série para o cinema.

Opinião: Por incrível que pareça, tomei conhecimento desta série devido à minha paixão pelos livros de Tolkien e fiquei satisfeitíssima por saber que Peter Jackson deverá adaptar estes livros ao cinema.

Encontrei menção a esta série no site da minha ilustradora favorita das obras de Tolkien, Anke Eissman, em que a mesma dizia ter gostado da série devido ao facto de juntar dragões e guerras napoleónicas. Começando eu a mergulhar no universo Sharpe, herói de Bernard Cornwell, cuja acção também decorre aquando das guerras napoleónicas, e desde sempre tendo um especial apreço por dragões, mantive durante bastante tempo esta série debaixo de olho. A espera valeu a pena.

A história começa a bordo de um navio francês, abordado e conquistado pelos britânicos que encontram um ovo de dragão prestes a chocar. Não havendo nenhum aviador ou especialista em dragões entre os tripulantes do navio, estes ficam um pouco atrapalhados até que por fim o dragão escolhe o capitão Laurence para ser o seu tratador. Este, de forma reticente, lá se deixa convencer de que a sua vida está para sempre mudada enquanto se vai afeiçoando ao dragão.

A autora leva-nos então através do treino do dragão e do seu aviador, em que ambos ficam a conhecer não só um e outro mas também a si próprios. Vemos um certo conflito entre as mentalidades da Marinha, para onde geralmente iam os filhos segundos e aqueles que desejavam ter alguma fortuna, e a dos aviadores, mais libertinos e, supostamente, condenados a uma vida bastante difícil. As personagens humanas são bastante aprazíveis, tais como os dragões, que são claramente distintos. A personagem que mais me agradou foi de facto Téméraire, já que acompanhamos toda a sua evolução. Não se pode deixar de o comparar a uma criança pequena, que tudo a seduz e com uma grande sede de conhecer o mundo. As batalhas são muito bem descritas, é como ter uma RAF antes das duas Guerras Mundiais.

Bastante interessante, é também inovador e a história muito bem construída, já que ao pegar em dois temas distintos, até certo ponto, as coisas poderiam ter corrido mal. Felizmente não aconteceu. Aconselho-o a quem gosta de História com um pouco de fantasia. A quem se pergunta “como teria sido este bocado da história se criaturas fantásticas realmente existissem?”

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