9 de novembro de 2008

Aquisições (IX)

Via BookMooch:


Oferecido:


É tão difícil conter-me e não pedir livros no BookMooch! Mas felizmente tenho conseguido controlar-me nas idas à Bertrand e à Fnac.

3 de novembro de 2008

Marley and Me

Não sabia que iam fazer um filme, mas fiquei contente por o fazerem. Ainda não li o livro, mas parece-me ser um daqueles que não faz mal adaptarem ao grande ecrã. Basta ter um cão fofo a fazer as asneiras, e eu dizer "oh! tão querido!", para eu ficar satisfeita. :D



E há outro trailer na página oficial.

The One You Really Want

Autor: Jill Mansell
Género: chick lit
Editora: Headline Book Publishing | Nº de páginas: 470
Nota: 4/5

Resumo (da capa): Nancy can’t quite believe it when her Christmas present from her husband turns out to be a lawnmower. She knows for a fact that Jonathan’s been spending a lot on jewellery. So who’s got the diamonds?

Nancy’s best friend, Carmen, gave up on romance when she lost her adored husband. What Carmen really needs is a man to wake her up – but choosing the right one isn’t going to be easy.

Mia’s just arrived in London to live with her dad. Once she’s met the potential stepmother-from-hell he’s dating, she’s determined to play Cupid – but her wayward arrows are just as likely to cause chaos as to ease the path of true love…


Opinião: Tendo tomado conhecimento deste livro através de um pequeno livro de promocional da SdE (que publicou o livro em português com o título A Felicidade Mora ao Lado) mas com um certo receio de não gostar do género, já que nunca tinha lido chick lit e as críticas que abundam sobre o género na internet nem sempre são muito favoráveis, resolvi pedir o livro no BookMooch. Devo confessar-me surpreendida.

Os poucos capítulos que havia lido tinham-me deixado com "a pulga atrás da orelha" mas não me tinham preparado para o resto. Personagens bem construídas, com relações credíveis e interessantes. É fácil gostar das personagens, tomar o seu partido perante as diversas dificuldades que vão aparecendo. Apesar dos desgostos de amor, as personagens tentam seguir em frente e não perdem o sentido de humor. Há partes realmente divertidas, devido sobretudo à interacção entre as personagens, como entre Rennie e Rose.

Mais uma vez, o final deixou algo a desejar. Bastante previsível, dá a ideia de que certos relacionamentos podiam ter sido resolvido antes. Acho que foi uma má opção deixar os vários finais felizes para os últimos capítulos, pois torna-se algo aborrecido ler qualquer coisa como cinco capítulos a mostrar como as três personagens femininas ficam nos braços dos seus amados. A relação de Mia então parece completamente descabida e vinda do nada.

Não deixa de ser um bom livro para uma tarde chuvosa, ou um pouco chocha, com uma chávena de chá a acompanhar. Acho que vou manter esta autora debaixo de olho.

1 de novembro de 2008

Um Crime no Expresso do Oriente / O Mistério de Listerdale

Autor: Agatha Christie
Género: Mistério
Editora: Livros do Brasil "Colecção Vampiro Gigante" | Nº de páginas: 432
Nota: 4/5 | 3/5

Opinião: A primeira história deve ser a mais conhecida de todas as escritas por Agatha Christie e agora percebo o porquê. Apesar de saber a sua resolução, ainda antes de pegar no livro devido a todas as adaptações que já vi, não consegui pousar o livro até ler o final. Poirot é simplesmente brilhante, com as suas células cinzentas, com a sua atenção aos pormenores, com o próprio conhecimento da psique humana. Apesar de lutar contra o crime, por assim dizer, não deixa de ter uma certa compaixão para com os seus perpetradores, como já havia acontecido em O Assassínio de Roger Ackroyd. Este último continua a ser o meu preferido, mas entendo o porquê de tanta gente gostar deste livro também.

A segunda metade apresenta-nos, mais uma vez, uma série de contos, alguns de fácil resolução. Não deixam de ser interessantes, mas não houve nenhum que se destacasse.

A Morte de Lord Edgware / Testemunha de Acusação

Autor: Agatha Christie
Género: Mistério
Editora: Livros do Brasil "Colecção Vampiro Gigante" | Nº de páginas: 476
Nota: 4/5 | 4/5

Opinião: Na primeira história, seguimos mais um caso de Poirot. Desta vez, uma actriz declara bem alto que gostaria de matar o seu marido, que não lhe deseja dar o divórcio apesar de viverem separados. Quando o mesmo aparece morto, não é díficil colocar as culpas na actriz, mas ela tem um álibi. Mas, como sempre, nem tudo é o que parece e Poirot encarrega-se do caso. Mais uma vez a autora mostra-se perita em guiar-nos por diversas pistas, fazendo-nos duvidar das nossas próprias opiniões quanto ao verdadeiro culpado.

A segunda parte, mostra-nos uma série de contos que giram, na sua maior parte, em torno de casos paranormais. Não sendo habitual este tema nos escritos da autora, surpreendeu pela positiva já que se assemelhou a uma brisa fresca. Todos os contos são bastante interessantes e por vezes de arrepiar.

30 de setembro de 2008

North and South (North and South, Livro 1)

Autor: John Jakes
Género: Ficção histórica
Editora: Dell | Nº de páginas: 812
Nota: 3/5

Resumo (da capa): The brilliant American novel that chronicles the lives of two great family dynasties, spanning three generations. The Hazards and the Mains were brought together in a friendship that neither jealousy nor violence could shatter… but they have been torn apart by the storm of events that divided a nation.

Opinião: Tomei conhecimento deste, e dos outros dois livros que compõem esta série, por acaso. Enquanto estava a fazer zapping, deparei-me com uma adaptação deste livro na RTP Memória, que os meus pais lembravam-se de ter visto e que procurava retratar a Guerra Civil Americana. Assim, ao fazer uma pesquisa na net encontrei estes livros e, já que conheço pouco da História Americana, achei que seria interessante lê-los.

A história deste volume centra-se nos anos que antecedem a guerra civil, dando-nos a conhecer duas famílias, os Hazards e os Main, que provêem de dois distintos backgrounds. A primeira é do Norte, com a sua riqueza assente na industrialização e no trabalho de emigrantes, enquanto que a outra provêm do sul, com a sua riqueza assente na agricultura e no trabalho escravo. Numa época em que a tensão social é enorme, devido à discussão da abolição da escravatura, o laço de amizade destas famílias é testado.

É um livro interessante, para quem gosta de história, já que tenta mostrar os dois lados da discussão, desde o ponto mais moderado até ao radical, pelo que o leitor pode nem sempre concordar com as ideias, os fundamentos e as acções de alguns personagens, mas não pode deixar de ouvir os seus argumentos. No entanto, a discussão destes assuntos torna-se por vezes repetitivo e cansativo num livro deste tamanho. As personagens a meu ver podiam ser um pouco mais profundas, mas a caracterização delas é suficiente para dar a conhecer as diferentes facções.

Esperava algo mais do livro mas nota-se claramente que não foi pensado para ser único, pelo que os volumes posteriores poderão desenvolver mais algumas personagens.

Já que a início falei na série, recomendo-a mais do que ao livro. É claro que não é uma adaptação 100% fiel, mas mostra de forma exemplar os pontos mais importantes do livro. Uma boa opção para quem tiver curiosidade acerca da história mas não tem a paciência ou acesso aos livros, pois em Portugal ainda não consegui encontrar nenhum exemplar (os que tenho chegaram-me através do BookMooch).

Quinto livro lido para o Historical Fiction Reading Challenge, que infelizmente não consegui acabar. Mas foi interessante participar. :)

22 de setembro de 2008

Ladies in Lavender/O Amor Não Escolhe Idades

Informação técnica no IMDb.

Director: Charles Dance
Escritores: Charles Dance (adaptação) e William J. Locke (conto)
Actores: Maggie Smith, Judi Dench, Daniel Brühl, Natasha McElhone
Nota: 4/5

Tomei conhecimento deste filme há algum tempo atrás, devido ao facto de a banda sonora contar com um violinista que aprecio (não que eu conheça muitos ou oiça com frequência), Joshua Bell. Por um acaso, estava a fazer zapping quando me deparei com o filme.

Para fugir à pressão nazi, Andrea, um jovem violinista polaco, parte rumo à América sendo atirado para fora do navio, a meio a viagem, por uma violenta tempestade. Acaba por dar à costa na Cornualha onde duas irmãs, solteiras e já de certa idade, o encontram e decidem tomar conta dele. Nasce então uma tensão entre as irmãs, já que, nomeadamente, Úrsula (personagem interpretada por Judi Dench) se apaixona pelo jovem e vê nele uma hipótese de ser amada, como nunca foi; além de se criar um sentimento de posse, quando as irmãs sentem o perigo da aproximação da artista russa Olga Daniloff (Natasha McElhone), após esta ouvir o jovem tocar.

É um filme algo triste mas encantador, com uma banda sonora belíssima (o concerto final é capaz de trazer lágrimas aos olhos), que mostra como um acontecimento pode mudar uma vida pacata e trazer mesmo a esperança de melhores dias, quando se teve uma vida algo vazia até então. Mas o que mais me impressionou neste filme foram as excelentes actuações de Maggie Smith e de Judi Dench, muito naturais e em extrema sintonia. Duas verdadeiras actrizes, duas grandes actrizes. Só por elas, pela sua interacção, pela sua polidez, pela sua interpretação, vale a pena ver o filme.

Altamente recomendado.

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