22 de setembro de 2008

Ladies in Lavender/O Amor Não Escolhe Idades

Informação técnica no IMDb.

Director: Charles Dance
Escritores: Charles Dance (adaptação) e William J. Locke (conto)
Actores: Maggie Smith, Judi Dench, Daniel Brühl, Natasha McElhone
Nota: 4/5

Tomei conhecimento deste filme há algum tempo atrás, devido ao facto de a banda sonora contar com um violinista que aprecio (não que eu conheça muitos ou oiça com frequência), Joshua Bell. Por um acaso, estava a fazer zapping quando me deparei com o filme.

Para fugir à pressão nazi, Andrea, um jovem violinista polaco, parte rumo à América sendo atirado para fora do navio, a meio a viagem, por uma violenta tempestade. Acaba por dar à costa na Cornualha onde duas irmãs, solteiras e já de certa idade, o encontram e decidem tomar conta dele. Nasce então uma tensão entre as irmãs, já que, nomeadamente, Úrsula (personagem interpretada por Judi Dench) se apaixona pelo jovem e vê nele uma hipótese de ser amada, como nunca foi; além de se criar um sentimento de posse, quando as irmãs sentem o perigo da aproximação da artista russa Olga Daniloff (Natasha McElhone), após esta ouvir o jovem tocar.

É um filme algo triste mas encantador, com uma banda sonora belíssima (o concerto final é capaz de trazer lágrimas aos olhos), que mostra como um acontecimento pode mudar uma vida pacata e trazer mesmo a esperança de melhores dias, quando se teve uma vida algo vazia até então. Mas o que mais me impressionou neste filme foram as excelentes actuações de Maggie Smith e de Judi Dench, muito naturais e em extrema sintonia. Duas verdadeiras actrizes, duas grandes actrizes. Só por elas, pela sua interacção, pela sua polidez, pela sua interpretação, vale a pena ver o filme.

Altamente recomendado.

21 de setembro de 2008

Porque música é poesia


Brandi Carlile - The Story

All of these lines across my face
Tell you the story of who I am
So many stories of where I've been
And how I got to where I am
But these stories don't mean anything
When you've got no one to tell them to
It's true... I was made for you

I climbed across the mountain tops
Swam all across the ocean blue
I crossed all the lines and I broke all the rules
But baby I broke them all for you
Oh because even when I was flat broke
You made me feel like a million bucks
You do... And I was made for you

You see the smile that's on my mouth
Is hiding the words that don't come out
And all of my friends who think that I'm blessed
They don't know my head is a mess
No, they don't know who I really am
And they don't know what I've been through like you do
And I was made for you...

All of these lines across my face
Tell you the story of who I am
So many stories of where I've been
And how I got to where I am
But these stories don't mean anything
When you've got no one to tell them to
It's true...I was made for you
Oh yeah it's true... I was made for you

17 de setembro de 2008

Últimas aquisições (VIII)

Via BookMooch:

Na Bertrand:

Via The Book Depository:

E acabam-se as aquisições por este ano... espero eu, porque a lista de livros para ler está cada vez maior.

10 de setembro de 2008

In the Company of the Courtesan

Autor: Sarah Dunant
Género: Romance histórico
Editora: Random House | Nº de páginas: 371
Nota: 3/5

Resumo (da badana):
“My lady, Fiammetta Bianchini, was plucking her eyebrows and biting color into her lips when the unthinkable happened and the Holy Roman Emperor’s army blew a hole in the wall of God’s eternal city, letting in a flood of half-starved, half-crazed troops bent on pillage and punishment.”


Thus begins In the Company of the Courtesan, Sarah Dunant’s epic novel of life in Renaissance Italy. Escaping the sack of Rome in 1527, with their stomachs churning on the jewels they have swallowed, the courtesan Fiammetta and her dwarf companion, Bucino, head for Venice, the shimmering city born out of water to become a miracle of east-west trade: rich and rancid, pious and profitable, beautiful and squalid.

With a mix of courage and cunning they infiltrate Venetian society. Together they make the perfect partnership: the sharp-tongued, sharp-witted dwarf, and his vibrant mistress, trained from birth to charm, entertain, and satisfy men who have the money to support her.

Yet as their fortunes rise, this perfect partnership comes under threat, from the searing passion of a lover who wants more than his allotted nights to the attentions of an admiring Turk in search of human novelties for his sultan’s court. But Fiammetta and Bucino’s greatest challenge comes from a young crippled woman, a blind healer who insinuates herself into their lives and hearts with devastating consequences for them all.

A story of desire and deception, sin and religion, loyalty and friendship, In the Company of the Courtesan paints a portrait of one of the world’s greatest cities at its most potent moment in history: It is a picture that remains vivid long after the final page.

Opinião: Tendo gostado bastante do livro anterior que li da autora, parti com este com maiores expectativas. Não é que me sinta defraudada, mas achei que este está uns pontinhos mais abaixo.

Neste livro seguimos Bucino, um anão e assistente, digamos, de Fiammeta, uma célebre cortesã, na sua viagem de Roma para Veneza e a sua adaptação a este local, completamente diferente dos outros devido à sua ligação com o mar e os contactos que este proporciona.

Como no livro The Birth of Venus (já editado em Portugal, com o título O Nascimento de Vénus, pela editora Saída de Emergência à semelhança deste), a autora, através da história destes dois protagonistas, tenta mostrar o pensamento à época de diversas temáticas, sendo que aqui foca-se mais na religião, nomeadamente a católica, sendo que há também algumas menções ao judaísmo e a relação entre estes e cristãos, também aborda a importância do aspecto físico e os preconceitos ligados ao mesmo, e fala também de sexo, como este era visto por diversos pontos de vista: religião, negócio, arte, amor… Se a abordagem dos diversos temas no livro mencionado era bem conseguido, neste pareceu-me menos conseguido, chegando a aborrecer em certas ocasiões.

A história não deixa de ser interessante, bem como as personagens que se encontram muito bem construídas, mas é algo previsível. O retrato da cidade de Veneza também parece deixar algo a desejar, sendo que as descrições não suscitaram tanto interesse como as da cidade de Florença em The Birth of Venus.

Cumpre a sua função ao entreter e dar a conhecer como seria a vida de uma cortesã na cidade de Veneza, mas para isso aconselho antes a verem o filme Dangerous Beauty.

Quarto livro lido para o Historical Fiction Reading Challenge.

31 de agosto de 2008

24 de agosto de 2008

The Birth of Venus


Autor: Sarah Dunant
Género: Romance histórico
Editora: Random House | Nº de páginas: 403
Nota: 4/5

Resumo (da capa): Alessandra Cecchi is not quite fifteen when her father, a prosperous cloth merchant, brings a young painter back from northern Europe to decorate the chapel walls in the family's Florence palazzo. A child of the Renaissance with a precocious mind and a talent for drawing, Alessandra is intoxicated by the artist's abilities.

But Alessandra's parents have made plans for their daughter, and she is soon married off to a wealthy, much older man. Meanwhile, the reign of the Medicis, with their love of luxury, learning, and dazzling art, is being threatened by the hellfire preaching and increasing brutality of the fundamentalist monk Savonarola and his reactionary followers. As the city shudders with violence and change, Alessandra must find her own way – and finally explore the passions she's kept so long at bay.

Opinião: Parti para este livro com algumas expectativas que, devo dizer, não foram defraudadas, antes pelo contrário. Seguimos Alessandra, uma jovem brilhante, a passar da adolescência para a idade adulta em Florença, uma cidade que ficamos a conhecer e recheada de arte e saber, que se vê, de um momento para o outro, no meio das trevas do extremismo católico impulsionado por Savonarola.

A autora aborda então, de forma bastante conseguida, diversas temáticas nomeadamente relacionadas com a arte, teologia e filosofia, mas também o papel da mulher na família, as várias faces que o Amor pode tomar. A juntar a isto, há mistério e romance que satisfazem qualquer leitor que goste destes géneros.

Uma boa maneira de mergulhar na Florença da época renascentista e de perceber a mentalidade, relativamente à forma como era visto e encarado o catolicismo, à época.

Terceiro livro lido para o Historical Fiction Reading Challenge.

16 de agosto de 2008

The Dark Knight/O Cavaleiro das Trevas

Informação técnica no IMDb.

Director: Christopher Nolan
Escritores: Jonathan Nolan e Christopher Nolan
Actores: Christian Bale, Heath Ledger, Aaron Eckhart
Nota: 4/5

Eis o filme que mais aguardava este ano. E não saí desiludida.

No que toca a super-heróis, sempre gostei dos filmes do Batman, desde os do Tim Burton até aos do Joel Schumacher (reconheço que estes são o degredo, mas o que posso dizer, são um dos meus guilty pleasures). Sempre achei que era o super-herói mais negro e mais humano de todos. São os únicos filmes deste género que consigo ver e rever vezes sem conta. E será o que vou fazer com este.

A história consegue prender do início ao fim apesar de ter uma grande moral por trás. Debruça-se sobre o conceito de herói e que tipo de luta deve este fazer, para derrotar o que há de mau no seu caminho, algo que poderia tornar-se facilmente lamechas. Já todos vimos aqueles filmes em que o herói carrega o peso do mundo às costas e como se sente isolado ao fazer o bem… isso não acontece neste filme, o que foi como que uma lufada de ar fresco. Há pessoas, que não tendo poderes, tentam lutar com o pouco que têm, sejam leis ou as palavras. Muito bem conseguido.

Mas este filme vive sobretudo das representações. Os actores que vinham do filme anterior continuam muito bem nos seus papéis. Christian Bale é um bom Batman, como já o tinha sido no filme anterior (e a meu ver está lado a lado com o Batman de Michael Keaton), Michael Caine e Morgan Freeman estão sempre bem. Dos novos actores tenho que ir na onda e dizer que Heath Ledger está realmente fenomenal. A princípio estranhei ele ter sido escolhido mas a partir do momento em que vi uma foto dele como Joker, percebi que tinha sido a escolha correcta. E isto confirmou-se com o pouco que ia sendo mostrado nos trailers e agora, após o visionamento do filme. Ele encarnou a personagem de forma sublime, consegue ser um monte de coisas ao mesmo tempo: calmo, imprevisível, maníaco, anárquico, estratega… É completamente demente. Fenomenal. Mas quem mais me surpreendeu foi Aaron Eckhart. Não se pode dizer que tenha visto muitos filmes com ele, de momento só me lembro do Possession (de outros filmes só fui vendo algumas partes) de que já havia gostado, e neste filme confirma a sua qualidade. É a sua personagem que passa por uma enorme transformação e consegue fazê-lo brilhantemente. Para mim foi o melhor actor, apesar da actuação de Ledger ser quase lendária. Mas ele não tem de interpretar duas personagens quase opostas, o que Eckhart fez na perfeição.

É realmente um grande filme, a não perder.

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