1 de janeiro de 2008

Outlander (Outlander, Livro 1)

Autor: Diana Gabaldon
Género: Romance histórico
Editora: Dell | Nº de páginas: 850
Nota: 4/5

Resumo (da capa): Claire Randall is leading a double life. She has a husband in one century, and a lover in another…

In 1945, Claire Randall, a former combat nurse, is back from the war and reunited with her husband on a second honeymoon – when she innocently touches a boulder in one of the ancient stone circles that dot the British Isles. Suddenly she is a Sassenach – an “outlander” – in a Scotland torn by war and raiding border clans in the year of our Lord… 1743.

Hurled back in time by forces she cannot understand, Claire’s destiny is soon inextricably intertwined with Clan MacKenzie and the forbidding Castle Leoch. She is catapulted without warning into the intrigues of lairds and spies that may threaten her life… and shatter her heart. For here, James Fraser, a gallant young Scots warrior, shows her passion so fierce and a love so absolute that Claire becomes a woman torn between fidelity and desire… and between two vastly different men in two irreconcilable lives.

Opinião: Não sei bem do que estava à espera quando peguei neste livro, mas foi uma leitura bastante interessante.

Acompanhamos a história sob o ponto de vista de Claire, que volta atrás no tempo, mais concretamente até ao século XVIII, encontrando-se em plena guerra entre os clãs escoceses e as forças militares de Inglaterra. Aqui, tem de se adaptar a este mundo, sendo que os seus dotes de enfermeira a ajudam a ganhar a confiança das pessoas, que se sentem ameaçadas sobretudo por ela ser inglesa, uma possível espia. De forma gradual, vemos a adaptação de Claire a este “novo” mundo onde, contra as suas intenções, se acaba por apaixonar, ficando dividida entre o amor a Jamie e o dever para com Frank, o seu marido em 1945. Para complicar um pouco mais as coisas, Claire encontra-se com o antepassado de Frank, Jack Randall, o vilão sádico da história, e que se assemelha fisicamente a Frank, o oposto, como pessoa, do seu antepassado.

O ritmo da história é lento, mas não do lento que se arrasta. Aqui conseguimos sentir os dias a passar, assemelhando-se aqueles dias de verão que passam lentamente e que não queremos que acabem. O ritmo ajuda a entender o que se passa à nossa volta e a cimentar, de forma gradual e credível, as relações com as várias personagens, sendo que o leitor sente que está mesmo na pele de Claire.

A única coisa de que não gostei, já que de certo modo parece forçado e dá a desculpa para Claire não voltar ao seu tempo, é o facto de pessoas com um carácter tão diferente serem fisicamente iguais. O facto de Frank e Randall serem iguais, dá a desculpa a Claire para que esta tema não vir a distingui-los e não conseguir voltar a querer Frank da mesma maneira, caso voltasse para o seu tempo. Acho isto um esquema reles e torna a luta interior dela, naquele ponto, um pouco forçada sendo que já há muito se adivinhava o desenlace. Mas pronto, “fica sempre bem” uma boa esposa questionar os seus deveres para com o seu cônjuge, mesmo que se pareça fisicamente com o pior vilão do mundo, mas não deixa de cheirar a falso.

Cruel and Unusual (Kay Scarpetta, Livro 4)

Autor: Patricia Cornwell
Género:
Thriller
Editora: Time Warner Books | Nº de páginas:
Nota: 4/5

Resumo (do site Amazon.co.uk): The fingerprints say the murderer is the man who's just been executed... At 11.05 one December evening in Richmond, Virginia, convicted murderer Ronnie Joe Waddell is pronounced dead in the electric chair. At the morgue Dr Kay Scarpetta waits for Waddell's body. Preparing to perform a post-mortem before the subject is dead is a strange feeling, but Scarpetta has been here before. And Waddell's death is not the only newsworthy event on this freezing night: the grotesquely wounded body of a young boy is found propped against a rubbish skip. To Scarpetta the two cases seem unrelated, until she recalls that the body of Waddell's victim had been arranged in a strikingly similar position...

Opinião: Postmortem continua a ser o melhor, mas este chega lá perto nem que seja por deixar o final em aberto.

18 de dezembro de 2007

All That Remains (Kay Scarpetta, Livro 3)

Autor: Patricia Cornwell
Género: Thriller
Editora: Time Warner Books | Nº de páginas: 438
Nota:
3/5

Resumo (da capa): When the bodies of young courting couples start turning up in remote woodland areas, Dr Kay Scarpetta’s task as Chief Medical Examiner is made more difficult by the effects of the elements. Eight times she must report that the case of death is undetermined.

But when the latest girl who goes missing turns out to be the daughter of one of the most powerful women in America, Kay finds herself prey to political pressure and press harassment.

As she starts to investigate, she finds that vital evidence is being withheld from her – or even faked. And all the time a cunning, sadistic killer is still at large…

Opinião: Melhor que o livro que o antecede mas, na minha opinião, ainda inferior ao primeiro livro. Aqui as mortes não são tão macabras, há uma maior intromissão política na história, o que constituiu um ponto a favor, e afasta-se mais do esquema usado nos livros anteriores; no entanto, a história, mais uma vez, não me conseguiu prender tanto como o Postmortem.

Body of Evidence (Kay Scarpetta, Livro 2)

Autor: Patricia Cornwell
Género:
Thriller

Editora:
Time Warner Books | Nº de páginas: 387
Nota: 3/5

Resumo (da capa): Someone is stalking Beryl Madison. Someone who spies on her and makes threatening, obscene phone calls. Terrified, Beryl flees to Key West – but eventually she must return to her Richmond home. The very night she arrives, Beryl inexplicably invites her killer in…

Thus begins for Dr Kay Scarpetta the investigation of a crime that is as convoluted as it is bizarre. Why would Beryl open the door to someone who brutally slashed and then nearly decapitated her? Did she know her killer? Adding to the intrigue is Beryl’s enigmatic relationship with a prize-winning author and the disappearance of her own manuscript.

As Scarpetta retraces Beryl’s footsteps, an investigation that begins in the laboratory with microscopes and lasers leads her deep into a nightmare that soon becomes her own.

Opinião: O primeiro livro que li desta autora foi Postmortem e à semelhança do primeiro livro, apenas com o decorrer da investigação vamos conseguindo juntar as peças e chegar ao assassino. Este possui também boas descrições das mortes, mas não me fez sentir “on the edge of my seat”, apesar de a certo ponto a protagonista estar também em perigo, como acontece também no primeiro livro. Parece que a autora pega no primeiro livro, mudando apenas a circunstância das mortes (algo do género “em esquema que ganha não se mexe”) e escreve este livro, o que tornou a leitura menos entusiasmante.

17 de dezembro de 2007

A Caribbean Mystery

Autor: Agatha Christie
Género:
Mistério
Editora:
Signet | Nº de páginas: 216
Nota: 3/5

Resumo (da capa): “Would you like to see a Picture of a murderer?” So asks a stranger of Miss Jane Marple while she is vacationing on luxurious St. Honoré. Before she has a chance to answer, the mystery man vanishes, only to be found dead the following day. Now Miss Marple is asking the questions: What happened to the curious photo? Why is the hotelier prone to nightmares? Why doesn’t the most-talked-about guest, a reclusive millionaire, ever leave his room? And why is Miss Marple fearing for her own life?

Opinião: Não sou grande apreciadora da Miss Marple, mas não podia deixar de ler mais um livro da Rainha do Crime. Como todos os livros que li, à excepção do anterior, este fez-me questionar quem seria o assassino até ao final do livro, sendo que Miss Marple usa o poder da coscuvilhice para o apanhar.

The A.B.C. Murders

Autor: Agatha Christie
Género:
Mistério
Editora:
Berkley Publishing Group | Nº de páginas: 214
Nota:
3/5

Resumo (da capa): “Mr. Hercule Poirot – you fancy yourself, don’t you, at solving mysteries that are too difficult for our poor thick-headed British police? Let us see, Mr. Clever Poirot, just how clever you can be.” Was the anonymous note a brilliant challenge or a crackpot hoax? The answer ia as loud and clear is a woman’s scream – precisely that of Alice Ascher, a shopkeeper in Andover bludgeoned to death on the job. Next to her corpse, a clue that’s as simple as ABC. Alphabetically speaking, the master Belgian sleuth suspects it’s now a matter of one down, twenty-five to go…

Opinião: Ao contrário de outros livros da mesma autora, este não me entusiasmou muito, apesar de um começo promissor, não só pela carta que Poirot recebe, mas, também, por haver em determinadas alturas um relato paralelo ao testemunhado por Hastings. No entanto, este não me conseguiu surpreender, já que se percebe quem é o assassino relativamente a meio do livro.

30 de outubro de 2007

Harry Potter and the Deathly Hallows (Harry Potter, Livro 7)

Autor: J. K. Rowling
Género: Fantasia
Editora: Bloomsbury (Children's edition) | Nº de páginas: 608
Nota: 5/5

Resumo (da capa): Harry is waiting in Privet Drive. The Order of the Phoenix is coming to escort him safely away without Voldemort and his supporters knowing – if they can. But what will Harry do then? How can he fulfil the momentous and seemingly impossible task that Professor Dumbledore has left him?

Opinião: Acabou. A série que sigo há quase dez anos, já que a primeira edição da Pedra Filosofal foi lançada em Portugal em Outubro de 1999 e em Dezembro do mesmo ano tive o meu primeiro livro do HP, ainda as capas eram diferentes das americanas, posteriormente adoptadas pela editora que detem os direitos em Portugal. Não se pode dizer que eu nutrisse um grande amor pela personagem principal, mas a história, aquele mundo e o resto das personagens eram interessantes, pelo que li e reli incontáveis vezes, pelo menos, os três primeiros volumes desta saga. Foi com uma certa ansiedade, curiosidade e tristeza que li este capítulo.

Dumbledore morreu, mas deixou Harry a braços com uma difícil tarefa, localizar o resto dos Horcruxes e destruí-los, para assim poder destruir Voldemort. Juntamente com Ron e Hermione, os seus dois grandes e inseparáveis amigos, Harry enceta uma demanda em busca das Horcruxes. Devido à ligação com Voldemort e às pistas que Dumbledore foi lançando, a demanda passa a ter duas vertentes: Horcruxes, os pedaços de alma de Voldemort e que prolongam a sua vida, pois não pode morrer enquanto um pedaço da sua alma existir; e Deathly Hallows, três relíquias em que poucos acreditam, por fazerem parte de uma história de crianças, mas cuja lenda afirma que o possuidor das três tornar-se-á “Master of Death”.

O livro segue a linha dos anteriores no ponto narrativo, com a história a ser contada sob o ponto de vista do Harry, mesmo quando ele olha para a mente de Voldemort, à semelhança do quinto livro. A grande diferença é que a acção não se passa maioritariamente em Hogwarts, apesar de não deixarmos de a visitar. Assim não há aulas, muitas das personagens a que estávamos mais habituados, como os professores, não aparecem tanto. No entanto, temos uma visão um pouco mais alargada do que se passa em redor do trio. Há duas partes em luta, há uma guerra a decorrer e isso é perceptível, embora não na totalidade do livro, sendo este factor talvez o único ponto fraco, mas explicado por o trio andar a monte e escolher locais bastante isolados para se esconder.

No que toca a personagens, somos apresentados a algumas que até agora só tinham sido mencionados, como o caso dos pais de Tonks, e outras tornam-se mais dimensionais, como o caso dos Malfoy. Mesmo a personagem do Harry parece crescer, deixando de ser aquele rapaz aborrecido e fazendo o papel de vítima (“sou EU que tenho de fazer isto e vocês não sabem o que EU tenho de passar para o fazer”), para atingir o seu auge neste livro, percebendo que pode confiar noutras pessoas para o ajudarem e ao aceitar o papel que Dumbledore lhe havia destinado.

Não houve muitas surpresas mas não deixou de surpreender. O final está muito bem conseguido, apesar de ir contra o que eu esperava, a morte do Harry (mas uma em que ele permanece morto), mas está muito bem explicado a ligação entre os dois antagonistas.

Há que dar os parabéns à J. K. Rowling pela inclusão de pormenores que nos remetem para os livros anteriores, mostrando que tudo culmina neste último volume, mas sobretudo há que aplaudi-la pela sua imaginação. O mundo que ela criou, tão diferente mas ao mesmo tempo semelhante, foi a primeira coisa que me fez adorar esta colecção. A existência de um mundo mágico, paralelo ao mundo em que vivemos, foi muito bem criado e de tal modo descrito que imagino que não há quem não gostasse de, pelo menos, dar uma espreitadela a esse mundo.

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