18 de dezembro de 2007

All That Remains (Kay Scarpetta, Livro 3)

Autor: Patricia Cornwell
Género: Thriller
Editora: Time Warner Books | Nº de páginas: 438
Nota:
3/5

Resumo (da capa): When the bodies of young courting couples start turning up in remote woodland areas, Dr Kay Scarpetta’s task as Chief Medical Examiner is made more difficult by the effects of the elements. Eight times she must report that the case of death is undetermined.

But when the latest girl who goes missing turns out to be the daughter of one of the most powerful women in America, Kay finds herself prey to political pressure and press harassment.

As she starts to investigate, she finds that vital evidence is being withheld from her – or even faked. And all the time a cunning, sadistic killer is still at large…

Opinião: Melhor que o livro que o antecede mas, na minha opinião, ainda inferior ao primeiro livro. Aqui as mortes não são tão macabras, há uma maior intromissão política na história, o que constituiu um ponto a favor, e afasta-se mais do esquema usado nos livros anteriores; no entanto, a história, mais uma vez, não me conseguiu prender tanto como o Postmortem.

Body of Evidence (Kay Scarpetta, Livro 2)

Autor: Patricia Cornwell
Género:
Thriller

Editora:
Time Warner Books | Nº de páginas: 387
Nota: 3/5

Resumo (da capa): Someone is stalking Beryl Madison. Someone who spies on her and makes threatening, obscene phone calls. Terrified, Beryl flees to Key West – but eventually she must return to her Richmond home. The very night she arrives, Beryl inexplicably invites her killer in…

Thus begins for Dr Kay Scarpetta the investigation of a crime that is as convoluted as it is bizarre. Why would Beryl open the door to someone who brutally slashed and then nearly decapitated her? Did she know her killer? Adding to the intrigue is Beryl’s enigmatic relationship with a prize-winning author and the disappearance of her own manuscript.

As Scarpetta retraces Beryl’s footsteps, an investigation that begins in the laboratory with microscopes and lasers leads her deep into a nightmare that soon becomes her own.

Opinião: O primeiro livro que li desta autora foi Postmortem e à semelhança do primeiro livro, apenas com o decorrer da investigação vamos conseguindo juntar as peças e chegar ao assassino. Este possui também boas descrições das mortes, mas não me fez sentir “on the edge of my seat”, apesar de a certo ponto a protagonista estar também em perigo, como acontece também no primeiro livro. Parece que a autora pega no primeiro livro, mudando apenas a circunstância das mortes (algo do género “em esquema que ganha não se mexe”) e escreve este livro, o que tornou a leitura menos entusiasmante.

17 de dezembro de 2007

A Caribbean Mystery

Autor: Agatha Christie
Género:
Mistério
Editora:
Signet | Nº de páginas: 216
Nota: 3/5

Resumo (da capa): “Would you like to see a Picture of a murderer?” So asks a stranger of Miss Jane Marple while she is vacationing on luxurious St. Honoré. Before she has a chance to answer, the mystery man vanishes, only to be found dead the following day. Now Miss Marple is asking the questions: What happened to the curious photo? Why is the hotelier prone to nightmares? Why doesn’t the most-talked-about guest, a reclusive millionaire, ever leave his room? And why is Miss Marple fearing for her own life?

Opinião: Não sou grande apreciadora da Miss Marple, mas não podia deixar de ler mais um livro da Rainha do Crime. Como todos os livros que li, à excepção do anterior, este fez-me questionar quem seria o assassino até ao final do livro, sendo que Miss Marple usa o poder da coscuvilhice para o apanhar.

The A.B.C. Murders

Autor: Agatha Christie
Género:
Mistério
Editora:
Berkley Publishing Group | Nº de páginas: 214
Nota:
3/5

Resumo (da capa): “Mr. Hercule Poirot – you fancy yourself, don’t you, at solving mysteries that are too difficult for our poor thick-headed British police? Let us see, Mr. Clever Poirot, just how clever you can be.” Was the anonymous note a brilliant challenge or a crackpot hoax? The answer ia as loud and clear is a woman’s scream – precisely that of Alice Ascher, a shopkeeper in Andover bludgeoned to death on the job. Next to her corpse, a clue that’s as simple as ABC. Alphabetically speaking, the master Belgian sleuth suspects it’s now a matter of one down, twenty-five to go…

Opinião: Ao contrário de outros livros da mesma autora, este não me entusiasmou muito, apesar de um começo promissor, não só pela carta que Poirot recebe, mas, também, por haver em determinadas alturas um relato paralelo ao testemunhado por Hastings. No entanto, este não me conseguiu surpreender, já que se percebe quem é o assassino relativamente a meio do livro.

30 de outubro de 2007

Harry Potter and the Deathly Hallows (Harry Potter, Livro 7)

Autor: J. K. Rowling
Género: Fantasia
Editora: Bloomsbury (Children's edition) | Nº de páginas: 608
Nota: 5/5

Resumo (da capa): Harry is waiting in Privet Drive. The Order of the Phoenix is coming to escort him safely away without Voldemort and his supporters knowing – if they can. But what will Harry do then? How can he fulfil the momentous and seemingly impossible task that Professor Dumbledore has left him?

Opinião: Acabou. A série que sigo há quase dez anos, já que a primeira edição da Pedra Filosofal foi lançada em Portugal em Outubro de 1999 e em Dezembro do mesmo ano tive o meu primeiro livro do HP, ainda as capas eram diferentes das americanas, posteriormente adoptadas pela editora que detem os direitos em Portugal. Não se pode dizer que eu nutrisse um grande amor pela personagem principal, mas a história, aquele mundo e o resto das personagens eram interessantes, pelo que li e reli incontáveis vezes, pelo menos, os três primeiros volumes desta saga. Foi com uma certa ansiedade, curiosidade e tristeza que li este capítulo.

Dumbledore morreu, mas deixou Harry a braços com uma difícil tarefa, localizar o resto dos Horcruxes e destruí-los, para assim poder destruir Voldemort. Juntamente com Ron e Hermione, os seus dois grandes e inseparáveis amigos, Harry enceta uma demanda em busca das Horcruxes. Devido à ligação com Voldemort e às pistas que Dumbledore foi lançando, a demanda passa a ter duas vertentes: Horcruxes, os pedaços de alma de Voldemort e que prolongam a sua vida, pois não pode morrer enquanto um pedaço da sua alma existir; e Deathly Hallows, três relíquias em que poucos acreditam, por fazerem parte de uma história de crianças, mas cuja lenda afirma que o possuidor das três tornar-se-á “Master of Death”.

O livro segue a linha dos anteriores no ponto narrativo, com a história a ser contada sob o ponto de vista do Harry, mesmo quando ele olha para a mente de Voldemort, à semelhança do quinto livro. A grande diferença é que a acção não se passa maioritariamente em Hogwarts, apesar de não deixarmos de a visitar. Assim não há aulas, muitas das personagens a que estávamos mais habituados, como os professores, não aparecem tanto. No entanto, temos uma visão um pouco mais alargada do que se passa em redor do trio. Há duas partes em luta, há uma guerra a decorrer e isso é perceptível, embora não na totalidade do livro, sendo este factor talvez o único ponto fraco, mas explicado por o trio andar a monte e escolher locais bastante isolados para se esconder.

No que toca a personagens, somos apresentados a algumas que até agora só tinham sido mencionados, como o caso dos pais de Tonks, e outras tornam-se mais dimensionais, como o caso dos Malfoy. Mesmo a personagem do Harry parece crescer, deixando de ser aquele rapaz aborrecido e fazendo o papel de vítima (“sou EU que tenho de fazer isto e vocês não sabem o que EU tenho de passar para o fazer”), para atingir o seu auge neste livro, percebendo que pode confiar noutras pessoas para o ajudarem e ao aceitar o papel que Dumbledore lhe havia destinado.

Não houve muitas surpresas mas não deixou de surpreender. O final está muito bem conseguido, apesar de ir contra o que eu esperava, a morte do Harry (mas uma em que ele permanece morto), mas está muito bem explicado a ligação entre os dois antagonistas.

Há que dar os parabéns à J. K. Rowling pela inclusão de pormenores que nos remetem para os livros anteriores, mostrando que tudo culmina neste último volume, mas sobretudo há que aplaudi-la pela sua imaginação. O mundo que ela criou, tão diferente mas ao mesmo tempo semelhante, foi a primeira coisa que me fez adorar esta colecção. A existência de um mundo mágico, paralelo ao mundo em que vivemos, foi muito bem criado e de tal modo descrito que imagino que não há quem não gostasse de, pelo menos, dar uma espreitadela a esse mundo.

O Telescópio de Âmbar (Mundos Paralelos, Livro 3)

Autor: Philip Pullman
Género: Fantasia
Editora: Presença | Nº de páginas: 469
Nota: 3/5

Resumo (do site Editorial Presença): O último título da trilogia Mundos Paralelos O Telescópio de Âmbar- consagra Philip Pullman como um escritor que alia a popularidade à qualidade literária. Assim, com este livro Pullman foi o primeiro autor de literatura infantil a ser distinguido com o 'Whitbread Book of The Year Award', inaugurando este galardão com o primeiro romance para crianças. Mas na verdade, o público alvo desta trilogia é mais juvenil, já que o universo da acção se desenrola num mundo adulto, sendo os adolescentes os leitores mais receptivos a esta saga. O Telescópio de Âmbar recebeu ainda o 'Children’s Book of The Year Award' e foi nomeado para o 'Booker Prize'.

Traduzido para mais de 20 línguas em todo o mundo, este terceiro volume, considerado por muitos uma obra-prima, completa esta trilogia revelando-a como um incontornável clássico, que será adaptado ao cinema.


Opinião: Finalmente a conclusão! E digo isto com algum alívio pois, tal como o segundo volume, levou-me mais tempo a lê-lo do que esperava e mais uma vez fiquei com um certo amargo de boca no final, voltando a ficar um pouco aquém das minhas expectativas.

Tal como o volume anterior, este nunca chegou aos pés do primeiro. Não sei o que teria o primeiro de tão especial, talvez um outro tipo de inocência, mas o certo é que tanto o segundo e o terceiro nunca me agarraram como o primeiro. Mesmo a escrita parecia-me mais bem conseguida no primeiro volume, fazendo a luta entre os ursos blindados mais bem conseguida que a batalha, supostamente monumental, presente neste último volume.

No entanto, e apesar de ter ficado um pouco aquém do que estava à espera, o final surpreendeu-me. Gostei de como Lyra e Will descobriram-se um ao outro, por assim dizer, e o papel de Mary como serpente. Era notório a evolução da relação de ambos e a história de Mary foi uma maneira linda de ambos descobrirem tais emoções. Também gostei de como Lord Asriel e a Sra. Coulter se sacrificaram para dar uma hipótese a Lyra. Por uma vez terão actuado como pais.

Achei também curioso, e aí há que elogiar o génio de Pullman, como ele conseguiu fazer dos adultos tão extremistas ao ponto de a luta, entre a Igreja e os que desejavam acabar com ela, parecer quase uma birra entre crianças cada um exigindo o seu direito a um rebuçado; enquanto que as crianças pareciam realmente os seres responsáveis e capazes de carregar o mundo às suas costas. Uma troca bem conseguida. Na verdade, as personagens são, talvez, o melhor de toda a trilogia. Não são só apelativas, como é vísivel um crescimento, nomeadamente das duas personagens principais que passam da infância à adolescência.

No todo, a trilogia é interessante mas já li melhor.

29 de outubro de 2007

A Torre dos Anjos (Mundos Paralelos, Livro 2)

Autor: Philip Pullman
Género: Fantasia
Editora: Presença | Nº de páginas: 293
Rating: 3/5

Resumo (do site Editorial Presença): Depois de Os Reinos do Norte, segue-se agora A Torre dos Anjos, o segundo volume da fantástica trilogia Mundos Paralelos. Neste livro, Will, um jovem com apenas 12 anos carrega uma pesada recordação: matou um homem. Mas há outra circunstância que lhe inquieta o coração – o estranho desaparecimento do seu pai. Assim, na tentativa de descobrir o que se passou, Will salta por uma janela para outro mundo, o mundo de Cittagazze. Aí conhece Lyra, que tal como ele tem uma missão a cumprir. Mas nesta nova realidade os acontecimentos bizarros despertam uma atmosfera misteriosa, que se desenrola como pano de fundo da Torre dos Anjos, onde está guardado um poderoso segredo…

Esta é um livro onde, à luz da mitologia escandinava e da tradição cristã, o autor explora a possibilidade de existirem mundos paralelos, abrindo caminho no campo da subjectividade.

Opinião: Li o primeiro livro desta trilogia há já alguns meses e esperei impacientemente por este volume, pelo que este livro deixou-me com algum amargo de boca no final. Não estou a dizer que seja mau, só não correspondeu às minhas expectativas.

O livro começa com o ponto de vista de uma outra personagem, Will, que ao contrário da protagonista do primeiro livro, Lyra, vem do nosso mundo e foi obrigado a “crescer” bastante cedo. Ele junta-se a Lyra após passar por uma janela no ar, e descobre que, tal como ela, tem também uma missão.

E é mais ao menos isto que acontece no livro. Se o primeiro serviu para conhecermos Lyra, este introduz-nos a Will e rapidamente percebemos que são estas duas personagens, às quais talvez possamos juntar também Mary que, tal como Will, é natural do nosso mundo e apresentada neste volume, que terão de carregar o destino nas suas costas, mais não seja porque parecem ter de repetir uma segunda “Queda do Homem”.

Este livro serve assim de ponte entre o primeiro e o terceiro, sendo que nenhum deles vinga por si próprio.

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