29 de outubro de 2007

The Mysterious Affair at Styles


Autor: Agatha Christie
Género: Mistério
Editora: Berkley Publishing Group | Nº de páginas: 208
Nota: 4/5

Resumo (da capa): Introducing Hercule Poirot, the brilliant – and eccentric – detective who, at a friend’s request, steps out of retirement – and into the shadows of a classic mystery on the outskirts of Essex. The victim is the wealthy mistress of Styles Court, found in her locked bedroom with the name of her late husband on her dying lips. Poirot has a few questions for her fortune-hunting new spouse, her aimless stepsons, her private doctor, and her hired companion. The answers are positively poisonous. Who’s responsible, and why, can only be revealed by the master detective himself.

Opinião: Já tinha lido este livro há alguns anos, pelo que voltei a pegar nele pensando que desta vez o génio de Agatha Christie, perito em guiar-nos por pistas que nos afastam do verdadeiro assassino, não conseguiria enganar-me de novo. Mas assim o fez! A história encontra-se de tal modo tão bem tecida e escrita que, tal como Poirot faz ao Capitão Hastings, Agatha vai apresentando novas pistas que colocam em dúvida tudo aquilo que antes tínhamos como certeza absoluta, levando-nos a desconfiar de toda a gente. É fantástico como ela consegue usar a palavra escrita. Consegue com mestria desviar a atenção do leitor dos pequenos pormenores, focando a nossa atenção ao longo do livro nas grandes revelações, que acabam por não significar nada no final. Estranhamente, penso que seria o que aconteceria se nós leitores, nos encontrássemos perante tal situação na vida real. Numa palavra, Agatha Christie é simplesmente genial.

Os Europeus

Autor: Henry James
Género:
Romance
Editora: Publicações Europa-América | Nº de páginas: 136
Nota: 2/5

Resumo (da capa): “Temos de ser cuidadosos. Esta é uma grande mudança; e estamos prestes a ser expostos a peculiares influências.”

Eugenia, baronesa Münster, mulher de um príncipe alemão que deseja ver-se livre dela, atravessa o oceano com o seu irmão Félix em busca dos seus parentes americanos. A sua viagem é impulsionada – assim diz Eugenia – por bons sentimentos; mas a baronesa pretende também procurar fortuna. A chegada destes visitantes é vista pelos Wentworths, dos subúrbios de Bóston, com admiração e alguma apreensão.

Não menos alarmante é o fascínio que a brilhante Eugenia imprime nas suas impressionáveis primas e no mais mundano vizinho delas, Robert Acton.

Conseguirá o seu espírito irrequieto assimilar os sólidos princípios dos familiares de Nova Inglaterra e encontrar na sua fortuna um lugar seguro?

Enquanto Eugenia parece, definitivamente, apostada em destabilizar todos, Félix difunde um charme rejuvenescedor entre os seus anfitriões.

Opinião: Peguei neste livro um pouco por acaso, incentivada por críticas em que o comparavam aos trabalhos de Jane Austen. No entanto, de semelhante pouco tem, sem ser os desentendimentos amorosos. Por muito que o romance me interesse, afinal de contas sou uma rapariga como todas as outras e que sonha em encontrar o seu Mr Darcy (ou melhor, no meu caso um Capitão Wentworth), o que mais gosto nas obras de Austen é a sua crítica à sociedade, coisa que este livro praticamente não tem.

Esta é a história de dois irmãos, que partem para a América em busca dos seus primos mas também com o secreto desejo de, por parte de Eugenia, uma mulher brilhante e casada com um príncipe alemão que a deseja repudiar, encontrar um homem bem sucedido na vida para assim concretizar a separação e continuar a viver bem, como estava habituada na Europa. Chegados a Bóston, são recebidos pelos seus primos, os Wentworth (sem relação com o Capitão de Jane Austen), uma família puritana.

Pondo as coisas desta forma, a história oferecia uma grande oportunidade para criticar, e comparar, tanto a sociedade americana como a sociedade europeia à época, mas quase não o faz ou fá-lo muito superficialmente. A crítica parece cingir-se a “família puritana vs. estrangeiros liberais” e nem isso é explorado da melhor forma. As personagens também não me conseguiram cativar, pouco me importando o destino que tiveram.

8 de outubro de 2007

The Laughing Corpse

Autor: Laurell K. Hamilton
Género: Fantasia urbana
Editora: Ace | Nº de páginas: 293
Nota: 3/5

Resumo (da capa): “The older the zombie, the bigger the death needed to raise it.”

After a few centuries, the only death “big enough” is a human sacrifice. I know, because I’m an animator. My name is Anita Blake.

Working for Animators, Inc., is just a job – like selling insurance. But all the money in the world wasn’t enough for me to take on the particular job Harold Gaynor was offering.

Somebody else did, though – a rogue animator. Now he’s not just raising the dead… he’s raising Hell.

And it’s up to me to stop it…

Opinião: Li este segundo livro da série “Anita Blake Vampire Slayer” sem ter acabado o primeiro, Guilty Pleasures, do que disponho em e-book, formato que não aprecio muito. No entanto, não tive dificuldades em progredir na leitura, já que não há muito que passe de um livro para o outro, a não ser o facto de Anita possuir duas marcas que fazem dela “human servant” do vampiro Jean-Claude, agora “Master of the City”.

Contado na primeira pessoa, assemelha-se um pouco a uma história de detectives, estando Anita encarregada de descobrir o que, e quem, se encontra por detrás de mortes violentas, ao mesmo tempo que tenta evitar o milionário Harold Gaynor e Dominga Salvador, que desejam usufruir dos seus poderes como “animator”, chegando ao ponto de ameaçarem a sua vida.

A história não é assim nada de outro mundo, tal como a escrita, mas entretém quando não se tem mais nada para ler. A descrição “gore” não me fez assim tanta confusão, ao contrário das personagens, que são a coisinha mais fraca e chata que já li.

A Quarta Aliança

Autor: Gonzalo Giner
Género: Thriller
Editora: "Colecção Enigmas da História" | Nº de páginas: 397
Nota: 2/5

Resumo (da capa): Fernando Luengo, um joalheiro madrileno, recebe um estranho pacote, que deveria ter sido recebido pelo seu defunto pai no ano de 1933. O seu surpreendente conteúdo, um bracelete, resulta ter mais de 3300 anos de antiguidade. Ajudado pela sua fiel e jovem colaboradora Mónica, Fernando decide investigar a origem da jóia. A sua investigação desenterrará uma inquietante e enigmática intriga que arrastará as personagens por diversos cenários históricos: a terra prometida de Moisés, a conquista de Jerusalém durante a primeira Cruzada, os últimos dias da heresia cátara, as disputas dos templários em pleno século XIII, as lutas de poder entre o papa Inocêncio IV e os príncipes europeus, o reaparecimento de uma seita judaica séculos depois da sua extinção...

Com a ajuda de Lucía, uma perspicaz historiadora, Fernando descobre uma constante em todos os acontecimentos que aborda: a presença de objectos sagrados de extraordinária transcendência que os protagonistas de todas as épocas ambicionam possuir para desencadearem ou para se oporem a uns obscuros planos apocalípticos.

Um papiro resgatado das covas do Mar Morto proporcionar-lhes-á a chave para averiguarem a verdade e trazerem à luz uma profecia cujas consequências desconhecem.

Opinião: Mais um livro que veio da onda criada pel’O Código Da Vinci. No entanto é uma pena que tendo uma premissa interessante, se torne uma leitura aborrecida de tão artificial que a história se revela. Tudo no livro parece forçado: os diálogos, as relações entre as personagens e mesmo as situações que ajudam a história a progredir.

Os capítulos saltam entre duas linhas temporais, uma actual, a decorrer no ano de 2002, e em que seguimos os personagens Fernando, Mónica e Lucía, que se constituem também como um triângulo amoroso; a outra num tempo passado, passando-se maioritariamente no ano de 1244, havendo no entanto um salto até 1099 num dos capítulos iniciais. Se os capítulos dedicados à última parecem bem conseguidos, debruçando-se sobre a demanda medieval de vários personagens em busca dos símbolos das anteriores alianças de Iavé com o Homem, mantendo o leitor algo preso e a ansiar pelo que vem a seguir, a acção a decorrer no ano 2002 é quase como um turn-off, sendo das piores coisas que o livro tem. É nesses capítulos que se nota a maior artificialidade nos diálogos e nas relações entre as personagens, até o triângulo amoroso parece rídiculo e torna-se aborrecido.

A juntar a isto uma escrita quase infantil. Não é que eu escreva melhor, mas eu não sou publicada nem tenho aspirações a isso…

5 de outubro de 2007

Dr. Jekyll and Mr. Hyde

Autor: Robert Louis Stevenson
Género: Mistério
Editora: Penguin Classics | Nº de páginas: 88
Nota: 4/5

Resumo (da capa): Dr Henry Jekyll’s friends are horrified by his acquaintance with the vile and villainous Edward Hyde. Jekyll seems unable and unwilling to escape the clutches of this man, whose crimes and appetites become ever more unspeakable. But what terrible secret gives Hyde his power?

Opinião: Apesar de ser um livro bastante pequeno, demorou-me bastante tempo a lê-lo. O ritmo é algo lento, não tem muitas situações, girando sobretudo em torno da questão “quem é Mr Hyde e como tem tanto poder sobre o Dr Jekyll?” Isto é revelado nos últimos capítulos, a parte mais interessante de todo o livro e que nos leva a questionar sobre a natureza dual do Homem. O último capítulo consegue ser realmente magnífico, mostrando as duas partes em disputa: uma a querer saciar todos os seus apetites, aproveitando o facto de a sua ‘outra metade’ ser respeitável e assim conseguir iludir a sociedade que o persegue pelos seus crimes; a outra a tentar ocultar esses mesmos apetites e a remediar os crimes perpetrados pelo seu ‘lado maligno’, sem poder contar com o apoio de qualquer amigo exactamente por temer a sociedade.

The Adventures of Sherlock Holmes

Autor: Arthur Conan Doyle
Género: Mistério
Editora: Penguin Classics | Nº de páginas: 302
Nota: 3/5

Resumo (da capa): The always unflappable Sherlock Holmes solves the world’s most baffling puzzles with the able assistance of Doctor Watson. Mysteries of disguise, madness, red-headed members’ clubs and missing thumbs must all be untangled – and the only woman to ever beat the sleuth must be faced.

Opinião: Depois de ter lido O Cão dos Baskervilles, que em muito me decepcionou, tentei dar uma nova hipótese a Sherlock Holmes para me conquistar. Não o conseguiu.

Este livro contêm pequenas histórias relatando as aventuras de Sherlock e do seu amigo Watson, que as narra como sendo memórias. Tal como O Cão dos Baskervilles, tenho a apontar os demasiados clichés e lugares comuns (talvez de propósito? Sherlock faz menção, por várias vezes, a lugares comuns nos crimes perpetrados e por si investigados), em pouco ou nada surpreendendo o desenlace final das histórias. Por momentos até me senti mais inteligente que Sherlock, nomeadamente no primeiro caso, a tal história com a única mulher a bater Sherlock Holmes, o que julgo que não devia de acontecer. Por muito que goste de deduzir e chegar à conclusão certa, também gosto de ser surpreendida e não me importo de me sentir mais burra ou estúpida que a personagem principal, como acontece nos livros de Agatha Christie. Gosto que o autor guarde sempre algo para si, só o revelando no final e apanhando-me completamente desprevenida. Tal não acontece com Sherlock Holmes.

Sherlock Holmes não parece ser para mim.

Gémeos Rivais


Autor: Robert Ludlum
Género: Thriller
Editora: Círculo de Leitores | Nº de páginas: 432
Nota: 3/5


Resumo (da badana): O PAPEL. Hitler acalentava planos sinistros relativamente a ele. Churchill tudo fez para obtê-lo. O Vaticano vivia aterrado com ele. Muitos haviam já encontrado morte violenta por causa dele.

E nos anos sessenta continuava a procura: a desesperada busca de um documento antigo que, decorridos séculos, era suficientemente perigoso para alterar o curso da História e fazer vergar as potências mundiais.

Gémeos Rivais, romance de Robert Ludlum, publicado em 1976, esteve mais de dezasseis semanas na lista dos bestsellers do New York Times, e recebeu da crítica um acolhimento entusiástico. Assim, o San Diego Union disse desta obra de Ludlum: “Um trabalho de mestre… O seu romance mais complexo, o mais que obriga a pensar e o de mais intricado enredo até à data.” “O romance mais ambicioso… e também o seu melhor livro. Os seus meandros e reviravoltas transportam o leitor por uma veloz pista de trenó de competição… Uma imaginação maravilhosamente infatigável”, assim se referiu o New York Times. A United Press International exultava: “Um triunfo… Abarca praticamente quatro décadas, misturando nazis, espionagem, romance, sangue, política e religião… Um daqueles livros que a pessoa pensa interromper passado um capítulo… e dá consigo às duas horas da manhã com ele lido de fio a pavio.”

Um livro que se lê de um só fôlego. Poucos escritores se podem vangloriar de terem atingido uma tão fulminante popularidade como Robert Ludlum, visto que cada um dos seus romances se transforma de imediato num êxito de vendas.

Opinião: Este livro foi uma surpresa e ao mesmo tempo uma desilusão.

Pode dividir-se o livro em duas partes: a história de Vittorio e a história dos seus filhos. Se a primeira estava bem conseguida e revelou-se uma surpresa, pois não pensava que tal livro conseguisse prender-me como o fez, a segunda parte revelou-se uma decepção.

Um comboio parte de Salónica, nos inícios da Segunda Guerra Mundial, com documentos que, nas mãos erradas, podem colocar em causa a fé de milhões de pessoas e desse modo serem usados como uma arma. Tais documentos são de tal maneira perigosos que muitos morrem na tentativa de os proteger. Entre esses, encontra-se a família de Victor Fontine, antes Vittorio Fontini-Cristi, sendo que este é o único a sobreviver e decide então vingar-se. Não sabendo da arca que contem os documentos que tantos procuram, e em plena Segunda Guerra Mundial, Victor vai fazendo o que pode para ajudar os Aliados a destruírem a máquina de guerra germânica, no que constitui, provavelmente, a parte mais interessante de todo o livro, surgindo algumas informações sobre a arca aqui e ali.

30 anos depois, são os seus filhos gémeos Andrew e Adrian, os encarregados de prosseguir a busca. Para personagens que dão o nome ao livro, estão muito mal desenvolvidos, diria mesmo que não se encontram desenvolvidos de todo, cingindo-se ao cliché gémeo bom/gémeo mau. E adivinha-se o fim. Mesmo o segredo contido nos documentos deixa um pouco a desejar, mas não deixa de ser interessante colocando mais questões sobre a fé na Igreja Católica, do que a questão abordada n'O Código Da Vinci, na minha opinião.

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