5 de outubro de 2007

Dr. Jekyll and Mr. Hyde

Autor: Robert Louis Stevenson
Género: Mistério
Editora: Penguin Classics | Nº de páginas: 88
Nota: 4/5

Resumo (da capa): Dr Henry Jekyll’s friends are horrified by his acquaintance with the vile and villainous Edward Hyde. Jekyll seems unable and unwilling to escape the clutches of this man, whose crimes and appetites become ever more unspeakable. But what terrible secret gives Hyde his power?

Opinião: Apesar de ser um livro bastante pequeno, demorou-me bastante tempo a lê-lo. O ritmo é algo lento, não tem muitas situações, girando sobretudo em torno da questão “quem é Mr Hyde e como tem tanto poder sobre o Dr Jekyll?” Isto é revelado nos últimos capítulos, a parte mais interessante de todo o livro e que nos leva a questionar sobre a natureza dual do Homem. O último capítulo consegue ser realmente magnífico, mostrando as duas partes em disputa: uma a querer saciar todos os seus apetites, aproveitando o facto de a sua ‘outra metade’ ser respeitável e assim conseguir iludir a sociedade que o persegue pelos seus crimes; a outra a tentar ocultar esses mesmos apetites e a remediar os crimes perpetrados pelo seu ‘lado maligno’, sem poder contar com o apoio de qualquer amigo exactamente por temer a sociedade.

The Adventures of Sherlock Holmes

Autor: Arthur Conan Doyle
Género: Mistério
Editora: Penguin Classics | Nº de páginas: 302
Nota: 3/5

Resumo (da capa): The always unflappable Sherlock Holmes solves the world’s most baffling puzzles with the able assistance of Doctor Watson. Mysteries of disguise, madness, red-headed members’ clubs and missing thumbs must all be untangled – and the only woman to ever beat the sleuth must be faced.

Opinião: Depois de ter lido O Cão dos Baskervilles, que em muito me decepcionou, tentei dar uma nova hipótese a Sherlock Holmes para me conquistar. Não o conseguiu.

Este livro contêm pequenas histórias relatando as aventuras de Sherlock e do seu amigo Watson, que as narra como sendo memórias. Tal como O Cão dos Baskervilles, tenho a apontar os demasiados clichés e lugares comuns (talvez de propósito? Sherlock faz menção, por várias vezes, a lugares comuns nos crimes perpetrados e por si investigados), em pouco ou nada surpreendendo o desenlace final das histórias. Por momentos até me senti mais inteligente que Sherlock, nomeadamente no primeiro caso, a tal história com a única mulher a bater Sherlock Holmes, o que julgo que não devia de acontecer. Por muito que goste de deduzir e chegar à conclusão certa, também gosto de ser surpreendida e não me importo de me sentir mais burra ou estúpida que a personagem principal, como acontece nos livros de Agatha Christie. Gosto que o autor guarde sempre algo para si, só o revelando no final e apanhando-me completamente desprevenida. Tal não acontece com Sherlock Holmes.

Sherlock Holmes não parece ser para mim.

Gémeos Rivais


Autor: Robert Ludlum
Género: Thriller
Editora: Círculo de Leitores | Nº de páginas: 432
Nota: 3/5


Resumo (da badana): O PAPEL. Hitler acalentava planos sinistros relativamente a ele. Churchill tudo fez para obtê-lo. O Vaticano vivia aterrado com ele. Muitos haviam já encontrado morte violenta por causa dele.

E nos anos sessenta continuava a procura: a desesperada busca de um documento antigo que, decorridos séculos, era suficientemente perigoso para alterar o curso da História e fazer vergar as potências mundiais.

Gémeos Rivais, romance de Robert Ludlum, publicado em 1976, esteve mais de dezasseis semanas na lista dos bestsellers do New York Times, e recebeu da crítica um acolhimento entusiástico. Assim, o San Diego Union disse desta obra de Ludlum: “Um trabalho de mestre… O seu romance mais complexo, o mais que obriga a pensar e o de mais intricado enredo até à data.” “O romance mais ambicioso… e também o seu melhor livro. Os seus meandros e reviravoltas transportam o leitor por uma veloz pista de trenó de competição… Uma imaginação maravilhosamente infatigável”, assim se referiu o New York Times. A United Press International exultava: “Um triunfo… Abarca praticamente quatro décadas, misturando nazis, espionagem, romance, sangue, política e religião… Um daqueles livros que a pessoa pensa interromper passado um capítulo… e dá consigo às duas horas da manhã com ele lido de fio a pavio.”

Um livro que se lê de um só fôlego. Poucos escritores se podem vangloriar de terem atingido uma tão fulminante popularidade como Robert Ludlum, visto que cada um dos seus romances se transforma de imediato num êxito de vendas.

Opinião: Este livro foi uma surpresa e ao mesmo tempo uma desilusão.

Pode dividir-se o livro em duas partes: a história de Vittorio e a história dos seus filhos. Se a primeira estava bem conseguida e revelou-se uma surpresa, pois não pensava que tal livro conseguisse prender-me como o fez, a segunda parte revelou-se uma decepção.

Um comboio parte de Salónica, nos inícios da Segunda Guerra Mundial, com documentos que, nas mãos erradas, podem colocar em causa a fé de milhões de pessoas e desse modo serem usados como uma arma. Tais documentos são de tal maneira perigosos que muitos morrem na tentativa de os proteger. Entre esses, encontra-se a família de Victor Fontine, antes Vittorio Fontini-Cristi, sendo que este é o único a sobreviver e decide então vingar-se. Não sabendo da arca que contem os documentos que tantos procuram, e em plena Segunda Guerra Mundial, Victor vai fazendo o que pode para ajudar os Aliados a destruírem a máquina de guerra germânica, no que constitui, provavelmente, a parte mais interessante de todo o livro, surgindo algumas informações sobre a arca aqui e ali.

30 anos depois, são os seus filhos gémeos Andrew e Adrian, os encarregados de prosseguir a busca. Para personagens que dão o nome ao livro, estão muito mal desenvolvidos, diria mesmo que não se encontram desenvolvidos de todo, cingindo-se ao cliché gémeo bom/gémeo mau. E adivinha-se o fim. Mesmo o segredo contido nos documentos deixa um pouco a desejar, mas não deixa de ser interessante colocando mais questões sobre a fé na Igreja Católica, do que a questão abordada n'O Código Da Vinci, na minha opinião.

4 de outubro de 2007

Reinos do Norte (Mundos Paralelos, Livro 1)


Autor: Philip Pullman
Género: Fantasia
Editora: Presença | Nº de páginas: 340
Nota: 3/5

Resumo (do site Editorial Presença): Comparado a C.S Lewis, Tolkien ou Lewis Carroll, Philip Pullman assina uma magnífica trilogia intitulada Mundos Paralelos, agora relançada na Colecção Via Láctea que abrange um público mais vasto do que a anterior colecção Estrela do Mar. Neste primeiro volume, estão presentes os ingredientes indispensáveis a um universo fantástico desde o thriller, ao mito clássico, ao conto de fadas, ao suspense, à luta entre o bem e o mal até ao terror mais genuíno e arrepiante. A protagonista é uma menina de onze anos, Lyra, que irá fazer uma viagem perigosíssima às vastidões do longínquo Norte para tentar desvendar os misteriosos acontecimentos que por lá se passam...

Opinião: Uma das críticas que ouvi, vindo de uma pessoa cuja opinião tenho muito em conta, era que este livro era muito infantil. Penso que seja lógico que tal aconteça quando a protagonista é uma jovem de 11 anos, mas não é tão infantil como essa opinião fazia crer. Nem tão fenomenal como dizem outras críticas. Mas sim, é interessante.

Não seria capaz de comparar, com este livro, Philip Pullman a Tolkien. É certo que ambos constroem novos mundos, mas Tolkien cria toda uma nova mitologia, todo um novo mundo, novas línguas, novos seres. Pullman pega na Inglaterra do século XIX, junta-lhe génios e palavras, digamos, algo arcaicas. Mas não estou a tentar tirar-lhe mérito. O mundo que ele construiu não deixa de ser interessante, tal como a história.

O livro segue Lyra Belacqua, uma menina de 11 anos que mora em Oxford com Académicos, que praticam algo como teologia experimental. Já se vê para onde evolui a história… São descobertas novas partículas elementares, ou Pó, que podem colocar em causa certos dogmas da religião vigente no mundo de Lyra, onde a Igreja (supostamente a Igreja Anglicana) detém ainda grande influência. A história segue a um ritmo bastante agradável e conseguindo prender-nos, não se perdendo por aí além com explicações físicas e teológicas complicadas, na verdade parece ao alcance de leigos nessas matérias, e dando a conhecer personagens também interessantes.

O pior chega mesmo no fim. Os últimos capítulos parecem algo precipitados, com personagens a cair do céu (quase literalmente) e alguma confusão em termos de descrições, mas, ao deixar algumas questões em aberto, abre o apetite para o segundo volume.

A Bruxa de Oz


Autor: Gregory Maguire
Género: Fantasia
Editora: Casa das Letras
Nota: 2/5

Resumo (da capa): Quando Dorothy triunfou sobre a Bruxa Má do Oeste no clássico O Feiticeiro de Oz, de L. Frank Baum, apenas conhecemos a sua versão da história. Mas, afinal, quem era esta misteriosa Bruxa? De onde veio? Como se tornou tão malvada? E qual é, então, a natureza do mal?

A Bruxa de Oz conta história de Elphaba, uma menina de pele verde, insegura, rejeitada tanto pela mãe como pelo pai, um pastor reaccionário. Na escola ela também é desprezada pela sua colega de quarto Glinda, a Fada Boa do Norte, que só quer saber de coisas fúteis: dinheiro, roupas, jóias. Neste contexto ela descobre que vive num regime opressor, corrupto e responsável pela ruína económica do povo. Elphaba decide, então, lutar contra este poder totalitário, tornando-se na Bruxa Má do Oeste, uma criatura inteligente, susceptível e incompreendida que desafia todas as noções preconcebidas sobre a natureza do bem e do mal.

Gregory Maguire cria um mundo de fantasia tão fértil e vívido que Oz nunca mais será o mesmo.


Opinião: E eis que me sinto decepcionada. 

Tinha grandes expectativas quando peguei neste livro. Não me posso dizer fã, mas gosto de ver e rever o filme “O Feiticeiro de Oz”, para além de ter ouvido boas coisas sobre o musical. Sobre o livro também já havia lido boas críticas e sempre tive curiosidade em conhecer qual a “natureza do mal” e porque é que o vilão se decide a tornar… bem, vilão. Isto era uma boa ideia, mas parece-me muito mal conseguido neste livro. Tudo parece resumido a birras. Até Elphaba, a protagonista e, talvez por isso, a melhor personagem, já que parece ter um pouco mais de cabeça e fazer uso da massa cinzenta, cede ao fazer birra por causa de uns sapatos.

A história é confusa, sem nenhuma razão para tal, já que nem conta assim com tantas personagens e situações, apesar de o livro ainda ter perto de 500 páginas. Há imensas coisas que podiam estar melhor desenvolvidas, no entanto, parece que o autor ou estava com preguiça, ou mais interessado a pensar noutras coisas sem qualquer relevância, a não ser talvez chocar o leitor (o que também não consegue fazer), como uma cena de bestialidade que em pouco ou nada contribuiu para o resto da história.

Não digo que o livro não seja interessante, mas está muito mal explorado e o facto de haver uma continuação não justifica tantos fios soltos.

3 de outubro de 2007

Livros - 2007


Livros:
Os Miseráveis por Vítor Hugo - 5/5
A Bruxa de Oz por Gregory Maguire - 2/5
Gémeos Rivais por Robert Ludlum - 3/5
The Adventures of Sherlock Holmes por Arthur Conan Doyle - 3/5
Dr Jekyll and Mr Hyde por Robert Louis Stevenson - 4/5
A Quarta Aliança por Gonzalo Giner - 2/5
The Laughing Corpse por Laurell K. Hamilton - 3/5
Os Europeus por Henry James - 2/5
(*) The Mysterious Affair at Styles por Agatha Christie - 4/5
Harry Potter and the Deathly Hallows por J. K. Rowling - 5/5
The A.B.C. Murders por Agatha Christie - 3/5
A Caribbean Mystery por Agatha Christie - 3/5
Body of Evidence (Kay Scarpetta, Livro 2) por Patricia Cornwell - 3/5
All That Remains (Kay Scarpetta, Livro 3) por Patricia Cornwell - 3/5
Cruel and Unusual (Kay Scarpetta, Livro 4) por Patricia Cornwell - 4/5
Outlander (Outlander, Livro 1) por Diana Gabaldon - 4/5

Audio-livros:
Sharpe's Triumph (Book 2) por Bernard Cornwell, lido por William Gaminara - 4/5
Sharpe's Fortress (Book 3) por Bernard Cornwell, lido por William Gaminara - 4/5
Sharpe's Trafalgar (Book 4) por Bernard Cornwell, lido por William Gaminara - 3/5
Sharpe's Prey (Book 5) por Bernard Cornwell, lido por William Gaminara - 3/5
Sharpe's Rifles (Book 6) por Bernard Cornwell, lido por Frederick Davidson - 3/5
Sharpe's Eagle (Book 8) por Bernard Cornwell, lido por William Gaminara - 4/5



Notas:
1- odiei / 2- não gostei / 3- ok / 4- gostei / 5- adorei

P.S.: Os títulos dos livros encontram-se por ordem de leitura e na língua em que os li/ouvi. Assim, os que possuem o título em inglês foram lidos nessa língua.

(*) - indica que foi relido.

Apresentação

Este meu cantinho foi criado para colocar, sobretudo, as minhas críticas, em português, aos livros que vou lendo. Também podem consultá-las em inglês no meu Livejournal. Podem também surgir alguns devaneios...

Aqui encontram a lista de livros lidos, com um link remetendo para a devida crítica em inglês. Para a crítica em português, recorram ao marcador "lista" e aí cliquem no título do livro.

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