Mostrar mensagens com a etiqueta género: thriller. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta género: thriller. Mostrar todas as mensagens

23 de julho de 2014

Serpente (NUMA Files, #1)

Autor: Clive Cussler e Paul Kemprecos
Ficção | Género: thriller
Editora: Saída de Emergência | Ano: 2008 (originalmente publicado em 1999) | Formato: livro | Nº de páginas: 432 | Língua: português

Quando e porque peguei nele: de 16 a 22 de junho. Apesar de o thriller anterior não ter sido grande coisa, quis insistir no género.


Opinião: As semanas passam tão a correr que quase nem me lembrava de escrever sobre este livro. Quer dizer, eu até pensava que já tinha escrito mas deve ter ficado tudo na minha cabeça. Não é a primeira e não me quer parecer que vá ser a última vez que acontece. :P

Mas o facto é que também pouco há a dizer. Peguei neste livro depois da desilusão que foi o Seven Ancient Wonders um pouco por embirração. Queria ler um thriller só porque queria ler algo com ação e arqueólogos, e apesar de não ter sido muito melhor que o anterior, pelo menos a parte relativa às escavações arqueológicas sempre se aproxima mais da realidade, ainda que as equipas não sejam corridas a tiros e tal. Felizmente... :D

A história é, a início, interessante desenvolvendo a ideia de que teria havido contactos entre os continentes europeu e africano com o americano antes da descoberta daquele por Colombo. Tudo isto foi agradável de seguir, até mesmo a parte que envolve o Colombo e uma suposta quinta viagem, mas a certa altura a ação começa a aborrecer porque acontece tudo e mais alguma coisa às várias personagens. Até lutas debaixo de água, perseguições no meio da floresta, sei lá que mais. Enfim, o constante ritmo frenético da ação acabou por cansar, até porque quando essa ação parava era para expôr os avanços das investigações, o que acabava por ser algo repetitivo. Dava por mim a dizer, mesmo a falar de mim para livro, "ok, eu percebi o que encontraram e o que está a acontecer, anda é com a história para a frente!" O último terço do livro então foi realmente custosa de ler, porque só queria que chegasse ao fim, e acabei por ler na diagonal. Não sei se foi por ter lido assim mas o final acabou por me parecer bastante anticlimático até porque, depois da constante ação por todo o livro, não surpreendeu.

As personagens também não me pareceram as mais interessantes para continuar a seguir, este livro bastou-me. Kurt Austin pareceu-me um alter ego de Clive Kussler (é impressão minha ou os autores de thrillers deste género gostam de desenvolver alter egos, veja-se Dan Brown e José Rodrigues dos Santos), não achei a sua amizade com Joe Zavala nada de especial e os diálogos em vez de me fazerem rir, como penso que seria suposto ou pelo menos sorrir por ter alguma piada, fez-me mas foi revirar os olhinhos. Não digo que seja a típica conversa machista mas, a sério, não estava com paciência para aquilo.

Não é tudo mau. O pouco que mostra de escavações e investigação arqueológica é credível, e tive pena que não confirmasse ou enunciasse, nem que através de fontes bibliográficas, em que se tinha baseado para tentar mostrar uma conexão entre os dois lados do Atlântico pré-Descobrimentos, já que é um tema pelo qual tenho alguma curiosidade e bibliografia é sempre bem vinda. Mas em termos de personagens a coisa pareceu-me fraquinha e a constante ação acaba por fartar um pouco, acho que resulta melhor em filmes.

Veredito: Com tanto livro e tive de pegar neste. 

27 de junho de 2014

Seven Ancient Wonders (Jack West Jr., #1)

Autor: Matthew Reilly
Ficção | Género: thriller
Editora: Pan MacMillan | Ano: 2006 (originalmente publicado em 2005) | Formato: livro | Nº de páginas: 535 | Língua: inglês

Quando e porque peguei nele: de 12 a 14 de junho. Como o mistério não deu certo, quis pegar num thriller, em algo que me deixasse em pulgas.


Opinião: Como disse antes, depois de uma fase de livros fantásticos parece estar a seguir-se uma em que os livros são apenas mais um com pouco que se lhe diga ou não chego sequer ao fim. Foi o que sucedeu neste caso.

Não penso que seja muito exigente com as minhas leituras. Uma boa sinopse geralmente ganha a minha atenção e uma história que entretenha é o suficiente para que leia o livro até ao fim. Este parecia prometer algo desse género, para além de mencionar as Sete Maravilhas do Mundo (melhor só se falasse da Atlântida) e ter como protagonista um arqueólogo. Mas já devia saber que arqueólogo em thrillers quer dizer "caçador de tesouros" mas eu até nem me importo! Sim, a única parte de arqueologia a sério que os filmes do Indiana Jones representam é a parte das aulas aborrecidas, tudo o resto são MENTIRAS, nem sequer se usa chicotes! *chora pelo sonho destruído* Sou a primeira a admitir que estar de rabo para o ar, ou em posições desconfortáveis no meio de buracos e quadrículas, com colheres de pedreiro a escavar terra para encontrar fragmentos de cerâmica não dá propriamente um livro emocionante e uma pessoa gosta (porque eu não fujo à regra) é de coisas com tiros e morte iminente enquanto se procura um artefacto. O único perigo que corri foi dedos dos pés partidos, porque não tinha as botas de biqueira de aço e os meus pés acertavam em tudo o que era cavilhas, insolações e alguns escaldões, sem esquecer os ataques de asma porque pó, tanto pó. Não, já estou habituada a esta má representação e nem condeno porque lá está eu também gosto, mas não gosto de ser tida como idiota.

Ainda não percebi se foi isso, achar que o leitor é burro demais para acompanhar a história, ou se foi falta de confiança nos seus dotes como escritor mas ter uma personagem a dizer "Five by five grid: the sequence of the jump stones is 1-3-4-1-3" e depois mostrar aquele desenho ali ao lado deixou-me simplesmente atónita de tão desnecessário, e até inconsequente, que aquilo era. E eu até gosto de ilustrações e mapas, mas dar a sequência e mostrar a mesma, volto a relembrar que é uma grelha de 5x5, é chamar estúpido a alguém.

Portanto, se até aí, ou seja até à página 27, já tinha revirado os olhos devido à imensidão de clichés que havia, só não desisti nesse ponto porque pensei que estava ainda muito no início e a coisa podia ficar melhor. Mas depois o protagonista relembra o passado, ao ver uma criança de 10 anos que tem a certeza já a viu à 10 anos atrás, quando seguiu um dos maus até um vulcão, onde uma mulher deu à luz um menino que o mau tratou de raptar (a tal criança que era portanto um recém-nascido e que ele reconhece agora com 10 anos), mas o nosso herói não chegou tarde porque... tcharan!... a mulher estava grávida de gémeos e há uma menina! Mas estavam presos num vulcão em plena atividade e para se salvarem o nosso herói teve de colocar a mão pela lava adentro para puxar uma alavanca e por isso ficou sem braço mas não faz mal porque... ele agora tem uma prótese toda xpto que é bué da forte! E os gémeos são oráculos que conseguem ler, com 10 anos, uma língua que ninguém entende! E como ele tem a menina e o mau o menino não faz mal, podem continuar a sua aventura para salvar o mundo! E neste ponto achei que a palermice já era demais. A sério, a certa altura até pensei que da lava ia saltar um crocodilo, porque a primeira parte tem imensos crocodilos a saltarem dos sítios mais estranhos porque eram parte das armadilhas que os egípcios construíram milhares de anos antes. Como é que os crocodilos sobreviveram 4 mil anos em poços, e sei lá que mais, à espera que o nosso grupo de salvadores do mundo ativassem as armadilhas? Não faço ideia.

Enfim, prometia mas não. É preferível ver os filmes do Indiana Jones (a trilogia inicial, prefiro pensar que o quarto filme não existe) e até os "Tomb Raider". Raios, acho que até o "Uncharted" deve ser melhor e nunca o joguei! Mas por falar nisso, deixa cá experimentar...

Veredito: Não acabei. Eu até gosto de coisas parvas mas há limites.

10 de setembro de 2013

Atlas das Nuvens

Autor: David Mitchell
Ficção | Género: é tão difícil defini-lo! Ficção histórica, thriller, ficção científica...
Editora: Dom Quixote | Ano: 2007 (originalmente publicado em 2004) | Formato: livro | Nº de páginas: 616 | Língua: português

Como me veio parar às mãos: emprestado pelas BLX apesar de ter o áudio-livro, mas estou um pouco destreinada em acompanhar coisas em áudio e pareceu-me que esta história também não seria convenientemente apreciada nesse formato.

Quando e porque peguei nele: 27 de agosto a 8 de setembro. Ganhou a votação do Monthly Key World Challenge mas como me chegou mais tarde do que pretendia às mãos acabou por não entrar para o desafio. Estou condenada a não completar nenhum. xD Mas tenho lido coisas tão boas!


Opinião: Eis um livro difícil de definir e sobre o qual me vai ser difícil escrever, apesar de já ter falado bastante dele por aí. O melhor talvez seja ir escrevendo sobre a leitura e ver no que vai dar...

Ora, o livro abre com o diário de Adam Ewing e tudo estava a correr bem até me encontrar com o final do capítulo e... uma frase que acaba a meio! Fiquei piursa, pior que estragada porque achei que o autor ou a editora estavam a gozar comigo. Pensei em mandar o livro às urtigas até que me decidi a dar uma vista de olhos pelo livro e reparei que, afinal de contas, a história continuava. Parei, coloquei o livro de lado e pensei "ok, isto parece que vai variando entre histórias, talvez deva acalmar-me e continuar amanhã". E foi o melhor que fiz. Convém se calhar dizer que não tinha lido críticas ao livro, apenas um comentário ou outro, não que não me interessasse (apesar de que quando começou a aparecer eu tenha pensado "é um livro de auto-ajuda?" e tenha ficado algo de pé atrás) mas porque há aqueles livros que sinto que mais cedo ou mais tarde hei-de ler e quero ir completamente às escuras para a sua leitura. Assim, apesar de quase todas as críticas falarem em matrioshkas (o próprio livro as refere) e fazerem referência ao facto de as várias histórias serem interrompidas e recomeçadas, acabei por ser apanhada de surpresa.

Dizia então que colocar de lado e voltar a pegar no dia seguinte, depois do breve momento de frustração, acabou por ser o melhor pois a partir daí passei a adorar o livro. O segundo capítulo pareceu-me estar para os sons como O Perfume está para os cheiros; no terceiro deparei-me com um thriller; o quarto pareceu-me uma coisa confusa mas com potencial para o humor; o quinto apresentou-me uma história de ficção científica; o sexto e último, e o único contado de forma sequencial, uma distopia! Até que voltei ao quinto e às histórias precedentes. Conforme vamos avançando nas várias histórias vamos vendo pontos em comum mas, confesso, não estava a perceber bem qual seria o intuito até chegar à história central e, posteriormente ao final de todas as outras. A última, nomeadamente as duas últimas páginas, fecham então o círculo e deixa claro a intenção do livro, é um alerta sobre o lado predatório do ser humano ("os fracos são a carne, os fortes comem-na"), sobre como o domínio e o poder movimentam, fazem andar ou, aparentemente, evoluir a Civilização, mas num sentido que talvez não seja bem o que a Humanidade espera. Este livro relembrou-me uma citação do FlashForward e, para dizer a verdade, senti como se tivesse sido visitada pelo Fantasma do Natal que Está para Vir.

Mas não temos apenas uma visão pessimista do mundo e do futuro, há também uma nota de esperança, ainda que algo ténue, de que as boas acções também produzem efeitos e podem impedir que "um mundo puramente predatório acabe por consumir-se a si próprio". As nossas acções podem parecer que em nada afectam o mundo, que não têm outro efeito se não em nós, mas um homem não é uma ilha e muitas vezes só anos, e porque não séculos, mais tarde podemos perceber como determinada acção ou decisão nos afectou ou a outros.

Não há então como negar, em termos de escrita e de história este livro é dos melhores que li este ano, se não mesmo dos que li até hoje. A multiplicidade de estilos e de vozes dá a este livro um carácter único e, parece-me, difícil de imitar. É um exercício fantástico em termos de ligação de histórias e personagens, mostra o à-vontade do autor com os mais diferentes géneros, um domínio da linguagem e de várias formas de comunicação. Temos um diário, cartas, um livro dentro do livro, uma história para ser convertida em filme, duas sociedades com diferentes linguagens: uma consumista, onde a marca se sobrepõe ao objecto passando a identificá-lo, e uma outra sociedade onde a linguagem é mais contraída, fragmentada parece-me. Mas apesar de isto tudo, faltou-lhe algo para ser brilhante.

Apesar de ter gostado de todas as histórias, não tenho nenhuma preferida, sinto que uma maior ligação emocional com as personagens transformaria este livro em algo ainda mais transcendental. Não sei se foi por serem histórias curtas, e por isso não haver muito espaço para desenvolvimento e aprofundamento das personagens, mas senti sempre como uma observadora de fora, mais à espera de ver o que dali saía do que propriamente investida na história que estava a ser contada. Senti mesmo que era "como se seguíssemos uma pessoa numa rua e a acompanhássemos durante o seu dia, até que esbarra com outra pessoa e depois passamos a seguir essa outra pessoa e observamos um pouco da sua história e como foi ou não afectada pela anterior", mas sem mais nenhuma razão que a curiosidade de ver como a sua vida mudava ou não. Era mais movida por curiosidade, por ver como é que todas estas histórias se ligavam (e tenho a certeza de que muita coisa, mesmo assim, me passou ao lado), do que propriamente por importar-me e querer tudo de melhor para as personagens. Não sei se me faço entender... :/

Enfim, até porque isto parece que já vai longo, este não é daqueles livros para devorar de uma assentada. Resolvi ler um capítulo por dia, porque assim deu-me tempo para pensar nas diferentes histórias e temas, e não me arrependo. Há leituras que se devem fazer devagar e este livro, e o próprio leitor, só têm a ganhar com isso. Apesar de não ter feito um grande click comigo não deixo de o achar um livro brilhante e só o posso recomendar.

Veredito: Vale o dinheiro gasto mas está perto, muito perto, de um para ter na estante. Consigo ver-me a relê-lo vezes sem conta. Simplesmente algumas frases, um ou outro capítulo, todo o livro da forma como está escrito ou as histórias sem qualquer interrupção. Parece ser daqueles livros que dá e a cada releitura pode dar ainda mais.

14 de maio de 2013

Gone Girl [e-book]

Autor: Gillian Flynn
Ficção | Género: thriller
Editora: Weidenfeld & Nicolson | Ano: 2012 | Formato: e-book | Nº de páginas: - | Língua: inglês

Quando e porque peguei nele: 25 de março a 3 de abril, no âmbito da Leitura Conjunta do SLNB.


Opinião: Sinto que já estou farta de falar sobre o livro e ainda não o enterrei. Sim, estou a falar do Gone Girl. Acho que só isto dá para ver como ele mexeu comigo. Mesmo um mês depois de o ter acabado ainda me vêm à cabeça pensamentos sobre relações, como não conhecemos realmente uma pessoa, o que faria se alguém que eu conheço desaparecesse...

É exactamente o modo como a autora aborda estes temas e a sua belíssima escrita que constituem, para mim, o forte deste livro assim como o retrato psicológico das personagens. Pela primeira vez acho que encontro um livro onde não há personagens boas nem que se redimem. Estamos perante uma sociopata e um choninhas que não chega a ser uma vítima simplesmente porque também ele trai e é incapaz de tomar responsabilidade sobre o que quer que faça.

Contado em capítulos que alternam entre a visão de Nick e de Amy e dividido em 3 partes, esta é uma história que se vai desenrolando, aparentemente, de forma lenta. Pelo menos foi essa a ideia com que fiquei na primeira parte, onde Nick contava o que ia acontecendo no presente deparando-se com o desaparecimento da esposa, lembrando situações da altura em que se conheceram e de como se foi desenvolvendo a relação de ambos. Ao mesmo tempo temos o diário da Amy que retrata as mesmas situações mas do ponto de vista dela. Devo dizer que o diário me soou a falso, achei que a Amy era perfeita demais e como tal não podia existir, além de que era tudo muito linear e, desde cedo, me ficou na ideia a nota de Nick sobre Amy, de que ela gostava de jogos psicológicos.

Na segunda parte o ritmo como que acelera um pouco mas o grande forte continua a ser a caracterização de personagens. Ficamos a conhecer a verdadeira Amy e como foi para mim tão satisfatório ficar a conhecê-la! Mal ela fala nesta segunda parte senti que ali estava a minha Amy, por assim dizer, e só por isso comecei a gostar muito mais do livro, de tal maneira que me era custoso colocá-lo de lado, e a sentir ainda mais curiosidade pelas personagens. Achei piada ao facto de esta parte se chamar "Boy Meets Girl" porque acaba realmente por ser também a descoberta, por parte de Nick, de quão demente é a sua esposa. Não que ele seja um santinho, pois também ele tem culpa na direcção que a relação de ambos tomou, mais não seja por ser infiel. Ainda assim, e apesar de facilmente serem personagens odiáveis, não conseguimos deixar de nos relacionar com elas, seja por aquilo que passam ou atravessam, ainda que na sua posição tomássemos diferentes opções e atitudes. Ou pelo menos assim espero, pois não me iludo, sei que há pessoas assim e, confesso, depois de ler o livro achei que jamais poderia confiar noutra pessoa ou mesmo na raça humana.

Apesar de ter adorado, tive alguns problemas no que à história diz respeito, sobretudo no final da segunda parte e na terceira. Achei um pouco fora do carácter da Amy deixar-se enrolar por um casal de ladrões. Ok, ela realmente não estava no seu ambiente mas ainda assim achei forçado, que serviu apenas para fazer o plot seguir numa direcção que convinha à autora. A Amy não era cega, ela percebeu o que estavam a planear e não tomou qualquer medida para se precaver? E ir parar aos braços de alguém tão louco ou mais que ela? Podemos debater que perante o falhanço do plano A, ou tendo mudado de ideias devido às reações de Nick ao seu desaparecimento, Amy tenha precisado de encontrar outro bode expiatório, mas de certa forma pareceu-me, mais uma vez, forçado.

Quanto ao final, debati-me por bastante tempo com ele mas acaba por ser acima de tudo bastante real e justo. Não para o mundo, para mim matavam-se um ao outro e o mundo ficava bem melhor, mas para ambas as personagens pois elas acabam por ter o que merecem e, de um modo muito estranho, o que ambos querem.

Veredito: Este é um livro difícil por abordar questões próximas ainda que através de olhos completamente disfuncionais e acabar por nos fazer sair da nossa zona de conforto. Faz-nos pensar e tentar avaliar o que e, sobretudo, quem temos à nossa volta, até que ponto conhecemos alguém. Não sei se o consigo recomendar de ânimo leve. Vale sem dúvida a pena lê-lo, mas é daqueles que talvez seja preciso estar num determinado estado de espírito. Não acho que o tenha lido no momento errado mas no final precisei de ir a correr ler um romance para voltar a acreditar em relações e em pessoas. Este é, com certeza, um livro que não deixa uma pessoa indiferente.

6 de maio de 2013

Só Ler Não Basta #4.2 - Leitura Conjunta de Gone Girl


Estava difícil! Problemas de agenda (porque somos todas muito ocupadas, mesmo que em férias :D ) e complicações técnicas foram adiando a data e até deu azo a duas gravações, sendo que a primeira perdeu-se algures entre o Google Hangouts e o Youtube. Aqui está então o resultado da segunda conversa com a Cat do blog A Bibliófila sobre o livro Gone Girl/Em Parte Incerta.


Caso prefiram ouvir em vez de ver o vídeo, podem seguir este tutorial para converter o vídeo em ficheiro MP3.

21 de setembro de 2012

O Símbolo Perdido (Robert Langdon, #3)

Autor: Dan Brown
Ficção | Género: Thriller
Editora: Bertrand Editora | Ano: 2009 | Formato: livro | Nº de páginas: 571 | Língua: português

Como me veio parar às mãos: a minha mãe comprou-o depois de o encontrar à venda numa papelaria.

Quando e porque peguei nele: 26/agosto a 2/setembro. Simplesmente olhei para a estante e pensei “é o próximo”. Pareceu-me que seria uma leitura rápida e agradável, coisa que andava a precisar. Conta para os desafios: Mount TBR Challenge, Book Bingo - Bestseller.


Citações:
Ironicamente, o código tinha feito parte da intriga de um thriller medíocre que Langdon lera alguns anos antes.

Opinião: Dan Brown pode não ser o melhor escritor do mundo mas é dos que mais me entretém, não há qualquer dúvida. Assim que pego num livro dele, talvez excetuando A Conspiração, é-me muito complicado pousá-lo, e mesmo quando não estou a ler parece que só falo dele. Muito do entusiasmo pode dever-se aos cliffhangers, porque quero sempre saber como acabou determinada situação. É uma maneira barata de manter o interesse, a meu ver, mas resulta pá! E quando é Dan Brown a escrever, ainda mais!

Demora um pouco até se entrar no livro devido a algum infodump, mas quando a ação começa a acelerar torna-se num pageturner e uma pessoa nem dá pelas horas a passar. Mais uma vez seguimos Robert Langdon, enquanto mergulha pela maçonaria, ciência noética e algumas noções religiosas.

Gostei bastante de algumas discussões, revi-me mesmo em alguns pontos de vista partilhados, mas é algo previsível. Descobri quem era o vilão, por exemplo, ainda muito cedo na história. Além disto, parece que o clímax vem sempre muito antes do fim do livro, fazendo com que os capítulos finais sejam mais aborrecidos de ler. Entendo a sua função, possibilita o “final feliz depois de descoberto e protegido o verdadeiro segredo, e o regresso à rotina”, mas aborrece. :/

Como em livros deste autor tive os meus momentos “oh, não sabia” e os momentos “eu sei isto!”, tendo sido o mais notório a referência ao “AD”. Ia fazendo uma festa quando confirmei que era o que eu pensava! \o/

Senti muito a falta de imagens neste livro, não tanto nos outros, sobretudo porque pouco ou nada conheço de Washington e símbolos americanos, como o Grande Selo. É o único defeito que aponto mas como tinha o telemóvel à mão era uma questão de minutos enquanto pesquisava e via a que se referia o texto. Mas fica a pergunta, com o QR code (não que o meu telemóvel leia códigos do género, é uma pena) e os e-books, será que ligações para temas ou imagens não seriam uma forma de aumentar, por assim dizer, a experiência de leitura? Não digo que todos os livros beneficiassem, mas acho que thrillers deste género podiam ganhar com isso. :/

Veredito: Vale o dinheiro gasto. Recomendo mas eu sou parcial. O senhor escreve sobre temas que gosto, de uma maneira que me prende e eu pouco ou nada posso fazer se não devorar o livro. Ele até goza consigo próprio! xD

26 de abril de 2012

Resgate no Tempo

Autor: Michael Crichton
Ficção | Género: Thriller
Editora: Publicações D. Quixote | Ano: 2001 (originalmente publicado em 1999) | Formato: livro | Nº de páginas: 532 | Língua: português

Como me veio parar às mãos: Comprei na Feira do Livro de 2011.

Quando e porque peguei nele: 15/abr/2012 a 22/abr/2012. Outro que me deu na cabeça de ler quando passava os olhos pela estante. Conta para os desafios: Mount TBR Challenge, Book Bingo - Thriller, What’s in a Name - qualquer coisa que encontres num calendário.


Opinião: Fiquei a conhecer o livro por ter visto a adaptação cinematográfica há alguns anos. O filme não é das melhores coisas algumas vez feitas mas é um guilty pleasure ou não tivesse arqueólogos, viagens no tempo e época medieval à mistura. Pensei que o livro não seria muito melhor e não saí enganada, mas mesmo assim esperava que fosse um pouco mais interessante.

As primeiras 200 páginas foram quase um martírio para ler e pensei mesmo colocar o livro de parte. Apesar de começar a gostar de ficção científica, Física é coisa de que não pesco praticamente nada. Em Flashforward achei que as explicações até estavam bem conseguidas mas neste livro perdi-me realmente com toda a conversa da Física Quântica, mesmo metendo a teoria dos multiversos, que tinha sido abordada no livro mencionado. Além disso parece que os capítulos arrastam-se e que os personagens não vão a lado nenhum. Mexem-se por aqui e por ali mas nada de interessante, o que me estava a deixar algo desesperada, eu queria era que voltassem atrás no tempo e parecia que nunca mais o faziam. Mas chegando à página 200 lá se metem na máquina, e através dos buracos da espuma quântica passam para um universo paralelo (e sim, foi a única coisa que percebi de toda a conversa sobre Física).

A ação a partir daqui desenvolve-se numa região francesa e em plena Guerra dos Cem Anos. Se tivemos muita informação sobre Física, a História não lhe fica atrás, mas sinceramente por mim até podia ter sido mais e melhor desenvolvida. O livro é sobretudo interessante na medida em que mostra como esta época era brutal, deixando também entrever um pouco (muito pouco no entanto) da vida quotidiana em tempos de guerra.

Apesar desta parte do livro ser praticamente de leitura compulsiva ou não se desenrolasse a ação numa espécie de contrarrelógio, aborreceu-me a alternância entre presente e “passado” (por assim dizer, porque com toda a história da Física Quântica fiquei sem perceber se realmente viajavam no tempo ou entre universos O_o), sobretudo porque se dava naqueles momentos mais emocionantes em que queremos é saber o que se passou. Era como estar a ver um filme interessante e no momento chave começar um intervalo. Irritante.

Falando em filme... O livro difere um pouco da adaptação (ou melhor dizendo a adaptação difere do livro) e isso aborreceu-me já que no filme os personagens têm ações no passado que se refletem no futuro, como uma personagem queixar-se de “quem seria capaz de destruir uma coisa destas?” e depois no passado ela rebentar com a obra de arte para descobrir um túnel. Foram estes detalhes que apreciei no filme e queria ver no livro, mas tal infelizmente não aconteceu. Assim sendo fico-me pelo visionamento do filme, o livro não me parece que seja para voltar a ler.

Veredito: Se fosse emprestado pouco se perderia com isso. Não digo que lamento o dinheiro que gastei nele, sempre ficou por 5€, mas é daqueles que realmente não me importaria de ter lido da biblioteca. Ainda assim tenho alguma curiosidade em ler mais coisas do autor, nem que seja o Parque Jurássico...

Há de seguir-se: Wicked Games de Jill Myles

30 de março de 2011

A Mulher Sábia (A Pedra de Luz, Livro 2)

Autor: Christian Jacq
Género: thriller
Editora: Bertrand Editora | Nº de páginas: 431

Resumo (do livro): Depois da morte de Ramsés o Grande, os artesãos do Lugar de Verdade estão inquietos.

Quem sabe se o novo Faraó desejará continuar a obra do pai e proteger por sua vez a prestigiosa aldeia, cujo futuro parece ameaçado?

Porque a aldeia está em perigo, apesar da vigilância de Clara, tornada a Mulher Sábia da confraria. Néfer, dito o Silencioso, é acusado de fraude e actos tirânicos. Os alimentos e a água não são entregues, as ferramentas são sabotadas, apesar de rigorosamente guardadas, a reserva de metais preciosos diminui e, sobretudo, uma coligação de tropas inimigas agrupam-se nas fronteiras, enquanto em Per-Ramsés, a capital das Duas Terras, as intrigas dos cortesãos enfraquecem o poder.

Roubos, assassínios, inundações, sortilégios e traições, nada é poupado aos heróis desta aventura em que as conspirações se sucedem num Egipto de lenda, que o talento de Christian Jacq nos oferece em todo o seu esplendor.


Opinião: Este volume é uma continuação directa do anterior, levando-nos a seguir os protagonistas e a vida no Lugar de Verdade após a morte de um dos seus defensores, o faraó Ramsés o Grande. Com a subida de Merenptah ao trono do Egipto, os inimigos do Lugar de Verdade tentam aproveitar a ocasião para destruir a confraria de artesãos, conseguindo mesmo colocar um traidor dentro da aldeia por forma a descobrir os segredos da Pedra de Luz. No entanto, mesmo sem o carisma de Ramsés, o novo faraó consegue fazer frente aos problemas que surgem e proteger a confraria, que se dedica, durante os 10 anos do reinado, à construção do Templo dos Milhões de Anos e à Morada Eterna de Merenptah.

Não há muito que possa dizer sobre este livro que já não tenha dito na crítica ao volume precedente, pois mais uma vez é o retrato da sociedade egípcia que sobressai, nomeadamente o relato da vida dentro do Lugar de Verdade e a progressão de Paneb na hierarquia da confraria, assim como a importância da religião no dia-a-dia. De resto, as personagens pouco evoluem, a não ser que se conte com os maus a ficarem com maiores requintes de malvadez e os bons a ficarem com uma imagem ainda maior de santos protectores de todo um modo de vida; e a trama avança de forma algo lenta, apesar de não conseguir deixar o livro de lado, dando-nos a possibilidade de ver um polvo a espalhar os seus tentáculos por forma a chegar ao seu desejado fim, mas sobretudo possibilitando-nos conhecer o quotidiano desta gente. É sem dúvida isto que me deixa fascinada, a recriação do dia-a-dia desta sociedade de forma tão exemplar e vívida. A realidade do que seria o quotidiano da sociedade egípcia até pode ser completamente diferente da apresentada aqui, mas esta parece real e muito credível.

O final fica novamente em suspenso pois, à semelhança do primeiro, acaba com a morte de um faraó que protegia a comunidade de artesãos. Mas se antes havia um sucessor directo e inquestionável, ainda que com uma posição mais frágil e com uma tarefa mais complicada que a do seu antecessor, este livro abre a hipótese de uma guerra civil entre dois pretendentes ao trono, Seti e Amenmés. Conseguirá o Lugar de Verdade resistir a tal, com um traidor no seu seio esperando atacar a qualquer momento?

Emprestado e pouco se perde com isso: O mal de volumes intermédios é que parecem muito semelhantes aos que os antecedem e este veio revelar isso mesmo, estando a classificação novamente a pender para “Vale o dinheiro gasto” mas sem propriamente lá chegar, porque não sei a conclusão! Ainda assim fica a curiosidade para seguir a série, mas não posso deixar de pensar que a história poderia ser mais curta. Estou a adorar conhecer o quotidiano e acompanhar Paneb na sua progressão, mas as peripécias começam a deixar algo a desejar e quero saber quem está por detrás! É que ainda são 4 volumes e começo a pensar "mas onde é que isto vai parar?" O_o

23 de março de 2011

Néfer, o Silencioso (A Pedra de Luz, Livro 1)

Autor: Christian Jacq
Género: thriller
Editora: Bertrand Editora | Nº de páginas: 381

Resumo (do livro): O romance começa nos últimos anos do reinado de Ramsés, o Grande. Méhi, um ambicioso oficial tebano, está fascinado pelo segredo que possuem os cerca de trinta artesãos do Lugar de Verdade. Um dia, espiando a aldeia implantada no deserto e rodeada por altos muros, mata um guarda e, deslumbrado, vê sair de um templo a Pedra de Luz. Decide então consagrar a sua vida para se apoderar dela.

No interior da localidade interdita são construídas as Moradas de Eternidade dos faraós.

Os homens e mulheres que ali vivem escolhem-se entre si e são habitados pela obsessão dessa eternidade. Entre eles, Néfer, que todos chamam
o Silencioso. Filho adoptivo de um dos mestres da aldeia, não ouviu o apelo dos deuses. Decide ir correr mundo para procurar a sua verdade. Nessa procura descobrirá o amor louco por Clara e verá a sua vida ser salva por Paneb o Ardente, um filho de agricultor decidido a entrar no Lugar de Verdade. Os seus amores, as suas querelas e a luta selvagem que os oporá a Méhi vão levar-nos a descobrir um Egipto próximo e misterioso ainda totalmente desconhecido, nem grande romance épico e denso.

Opinião: Conheço este autor desde que conheço a Slayra, o que já vai para algum tempo (O.o), pois é um dos seus autores preferidos e escreve sobre um dos seus períodos históricos de eleição. Eu tenho de dizer que o Antigo Egipto nunca foi bem o meu género. Ok, reconheço-lhes o génio construtivo, a religião também é das coisas mais fascinantes (mas eu adoro esse tema) que têm, também acho interessante toda aquela superstição no que toca ao Tutankhamon e outros túmulos do Vale dos Reis e das Rainhas, mas nunca fui fascinada como outros colegas de curso. Daí que tenha tardado em pedir estes livros emprestados, já que não são, hoje em dia, assim tão fáceis de encontrar. Entendo agora o porquê da Slayra os apreciar tanto.

A escrita e as personagens não são nada de outro mundo. A primeira é simples, sem grandes floreados, concisa e straight to the point, no entanto, não conseguimos parar de ler. Os capítulos pequenos ajudam a que continuemos a virar as páginas, sem darmos por isso, já que a história é interessante e queremos saber o que vai sair dali. Já no que toca a personagens, elas são bastante estereotipadas, com os vilões a serem a pior espécie de homens a pisar a Terra e os heróis a terem tantas virtudes que estamos à espera que sejam elevados às alturas, mas já estava preparada para isso e convenhamos, este tipo de coisas resulta em thrillers! Faz-nos querer que os bonzinhos dêem uma coça moral aos maus e o mundo se torne num local mais aprazível para viver, livre de ameaças. :P

O que sobressai então nesta leitura? A sociedade egípcia! Tirando alguns termos que considero anacrónicos, nomeadamente a palavra villa para descrever uma casa senhorial, o autor consegue dar a conhecer o quotidiano de forma fenomenal, tornando o retrato da sociedade bastante credível. Acho sobretudo muito bem conseguido o facto de colocar a religião em todos os momentos do dia e da vida dos protagonistas. Por vezes é difícil imaginar, na sociedade actual, a importância que a religião (nas suas mais variadas formas) tinha anteriormente, mas Jacq ilustra isto de forma brilhante e não deixa de ser incrível como consegue unir religião e ciência, ideias que parecem ser tão difíceis de conjugar. Aqui também temos este confronto, com uma facção a querer tirar o Egipto do “obscurantismo” e das práticas milenares, evoluindo para uma civilização tecnologicamente avançada. Mas a força da tradição não exclui a evolução, pelo contrário parece contribuir para a mesma, daí que tenham conseguido as proezas arquitectónicas que conhecemos e que terão sido construídas com o objectivo de atingir a imortalidade, de ficar mais perto dos deuses e das estrelas.

É exactamente esta parte a mais vincada na história, já que os protagonistas, Néfer, Paneb e Clara, habitam o Lugar de Verdade, uma pequena aldeia de construtores e outros artistas que ouviram o chamamento de Maet e têm como objectivo construir grandiosos edifícios para morada eterna dos faraós, por modo a preservar a Justiça e a Verdade. Acompanhamos então o trabalho dos variados artesãos, nomeadamente Paneb que tem de se esforçar para progredir na profissão que tanto ambiciona. Mas o Lugar de Verdade encontra-se ameaçado por intrigas, já que é um local isolado, sobre o directo domínio do faraó e do seu vizir, escapando à burocracia de Tebas que acredita existir lá incontáveis riquezas, bem como importantes conhecimentos e segredos que seriam preciosos num eventual conflito bélico com outras potências, como os hititas.

Este é então um livro interessante, mas nota-se que é um primeiro volume. Trata-se basicamente de uma introdução às personagens e história, que são desenvolvidos em outros volumes. Este não acaba por isso de forma definitiva, tem uma espécie de to be continued, deixando em aberto o que pode vir a acontecer ao Lugar de Verdade depois da morte de um dos seus mais importantes protectores.

Emprestado e pouco se perde com isso: Na verdade está perto de um “Vale o dinheiro gasto”. Sem dúvida de que fica a curiosidade em continuar a série, já comecei a ler o segundo livro, mas como se trata de uma introdução não sei se seria capaz de o comprar sem ler o resto. Mas parece-me uma boa aposta e será, com certeza, um autor a seguir.

28 de fevereiro de 2010

A Estirpe (Trilogia A Estirpe, Livro 1)

Autor: Guillermo del Toro e Chuck Hogan
Género: thriller
Editora: Objectiva | Nº de páginas: 560
Nota: 4/5

Resumo (da capa): Os vampiros sempre estiveram aqui. Em segredo. Na escuridão. À espera.
Agora, chegou a sua hora.
Numa semana, Manhattan vai desaparecer.
Num mês, os Estados Unidos da América.
Em dois meses, o mundo inteiro.


Um Boeing 777 proveniente de Berlim aterra no aeroporto JFK e, de repente, pára na pista. As janelas estão fechadas. As luzes estão apagadas. Ninguém responde às chamadas da torre de controlo. Nenhum passageiro atende o telemóvel. Parece que o avião deixou de existir… O que os investigadores encontram lá dentro gela-lhes o sangue.

O que ao princípio parece apenas um vírus altamente contagioso revela-se uma ameaça aterradora. Os vampiros estão de volta e estão sedentos de sangue. A epidemia vampírica propaga-se a uma velocidade vertiginosa e, ao cabo de poucos dias, invade toda a ilha de Manhattan. Mas isto é apenas o começo. Porque existe um plano sinistro para conquistar rapidamente todo o planeta.

Guillermo del Toro, visionário realizador, e Chuck Hogan, escritor premiado, conjugam imaginações neste romance arrojado e épico sobre uma assustadora batalha entre homens e vampiros que ameaça toda a Humanidade. É o primeiro volume de uma empolgante trilogia e um extraordinário acontecimento literário internacional.


Opinião: Entrei no mundo dos vampiros pelos dois primeiros volumes da série Anita Blake… e fiquei por aí (tenho os restantes em e-book e é verdade que não nutro grande afecto por tal formato, mas gosto de ter sempre alguns quantos não vá aborrecer-me ao computador e apetecer-me ler alguma coisa). Depois peguei na saga da Meyer, que também não foi um sucesso por aí além, e li por fim o Drácula de Bram Stoker que, apesar de tudo, ficou um pouco aquém das expectativas. Apesar de ter lido pouco sobre vampiros, conhecia já bastantes variantes do mito (cortesia da Slayra, que também me emprestou este livro :P ) e foi com alguma curiosidade que parti para este livro, onde o vampirismo é como que uma “doença”.

A história começa com um avião a aterrar em Nova Iorque, mas algo parece correr mal já que ninguém sai e o avião parece mesmo “morto”. São chamados os epidemiologistas do CDC que descobrem que todos os tripulantes e passageiros, excepto 4 pessoas, se encontram mortos, sendo a causa desconhecida por não haver vestígios de sangue nem de luta. Na sequência da investigação deparam-se com um mito e uma epidemia, que se não for parada a tempo, pode destruir toda a Humanidade.

Este livro deve de ser lido como um filme, ou não tivesse também a assinatura de um realizador conceituado (que posso confirmar tem uma visão algo estranha de vampiros… já viram o Blade II? Aqui os vampiros são mais ao menos como os híbridos do filme), que tenho a certeza contribuiu para as descrições bastante visuais. Além disso, encontram-se bastantes clichés que podemos ver em filmes deste género: o herói com problemas pessoais, o professor idoso que tenta alertar do perigo e passar o seu conhecimento a um discípulo, um vilão que tenta dominar o mundo e um sem número de situações cujo desenrolar se adivinha a páginas de distância… Mas tudo isto, juntamente com as explicações científicas para explicar este tipo de vampiros e como se ligam com o mito vampírico, havendo uma ou outra achega ao livro de Stoker, não deixa de tornar a leitura compulsiva e viciante – dava por mim a pegar no livro em todos os segundos livres que conseguia encontrar, coisa que, recentemente, poucos livros têm conseguido fazer.

O mistério também se encontra bem estruturado, apesar de parecer ter algumas falhas aqui e ali (por exemplo, não percebi bem a consciência colectiva que parece coexistir com a individual e o porquê de 4 passageiros vivos para transmitir a “doença” quando também é transmitida pelos mortos/zombies), abrindo caminho para um segundo volume já que o final é deixado em aberto. Tenho algumas teorias mas aguardo ansiosamente o próximo volume.

9 de setembro de 2009

O Labirinto da Rosa

Autor: Titania Hardie
Género: Thriller
Editora: Editorial Presença | Nº de páginas: 436
Nota: 3/5

Resumo (da capa): O Labirinto da Rosa é um romance de estreia de uma riqueza surpreendente que tem no centro da sua trama uma herança enigmática que remonta à época Tudor. John Dee, matemático, astrónomo e conselheiro da rainha Isabel I, deixou escondida uma série de documentos seus por considerar que a humanidade não se encontrava preparada para compreender o que neles estava escrito. As sucessivas gerações de descendentes souberam guardar o segredo da sua localização à espera do momento certo para revelar tais conhecimentos ao mundo. Esse momento parece ter finalmente chegado quando, volvidos quatro séculos, a mãe de Will, às portas da morte, lhe passa o testemunho – uma antiga folha de pergaminho com enigmas e uma chave de prata. Mas que segredo poderá revelar aquela misteriosa chave? Um romance soberbo, um verdadeiro labirinto literário, com traços do romance histórico, do romance de aventura, de mistério, do thriller, e referências vastíssimas que vão dos conhecimentos esotéricos egípcios, templários e renascentistas à história do Islão, ao Cristianismo, ao paganismo ou à astrologia. Presos no seu poderoso encantamento, vamos desvendando, enigma após enigma, o denso mistério que o envolve, acompanhando os seus protagonistas numa demanda intelectual por alguns dos locais mais interessantes da Europa.

Opinião: Este livro chegou-me às mãos por sorte, já que foi ganho num passatempo no blog Estante de Livros. Fiquei interessada nele, assim que ouvi que a Editorial Presença estava para o publicar, lembrando-me um pouco a expectativa que tinha há uns anos atrás em relação a O Código da Vinci. Infelizmente as lembranças não se ficaram por aí, pois à semelhança daquele livro, este tem um final que sabe a pouco apesar de um início bastante bom e com um dos melhores twists que tenho lido até agora.

Começamos por seguir Will, herdeiro de um segredo guardado desde o séc. XVII até aos dias de hoje pelas mulheres da sua família. No entanto, um grupo deseja reaver esse segredo de modo a concretizar uma profecia relacionada com o fim dos tempos, não olhando a meios para o adquirir.

O início, e a bem dizer quase todo o livro, conseguiram agarrar-me. A escrita, apesar de confusa em algumas partes, não deixa de ser bastante fluida e de nos transmitir uma grande quantidade de informação histórica sem, no entanto, cansar uma pessoa (como aconteceu, por exemplo, com o Códex 632). As personagens também são bastante interessantes, com histórias que desejamos seguir e por quem não podemos deixar de torcer. Os apontamentos médicos foram também uma aposta ganha, na minha opinião, sobretudo no que tocou ao debate sobre a “memória celular”, de que nunca tinha ouvido falar mas que parece ser um tema que pode dar pano para mangas. Achei curioso o livro trazer um bloco com os enigmas, mas foi com alguma decepção que reparei não ser tão necessário como isso. Dá para fazer o puzzle, é certo, e segundo o site The Rose Labyrinth esses enigmas têm mais algum segredo, mas mesmo assim penso que podiam ter sido integrados de outra maneira na história.

O pior deste livro vem mesmo no fim. Não é anti-climático, como alguns que tenho lido este ano *cough*BreakingDawn*cough*, mas deixa uma sensação de “É só isto? Tanta coisa para nada?” ou seja, exactamente a mesma reacção que tive ao ler O Código Da Vinci. Pareceu algo precipitado e não foi capaz de acabar com algumas pontas soltas, tal como o que é que aconteceu ao coração do Dee?

Uma boa leitura, com uma edição cuidada (gostei das notas da tradutora) mas com um final que, infelizmente, desaponta.

25 de junho de 2009

Nefertiti

Autor: Nick Drake
Género: Thriller
Editora: Black Swan | Nº de páginas: 448
Nota: 2/5

Resumo (da capa): EGYPT 1800 BC
Power is like fire. It consumes everything. And when it is gone, all that’s left is ash.

Nefertiti – the most beautiful, powerful and charismatic Queen of the ancient world. With her husband, Akhenaten, she rules over an Empire at the peak of its glory and domination. Together, they have built a magnificent new city in the desert on the banks of the Nile. They are about to host kings, dignitaries and leaders from around the Empire for a vast festival to celebrate their triumph.

But suddenly, Nefertiti vanishes.

Rahotep is the youngest chief detective of the Thebes division; a Seeker of Mysteries who knows about shadows and darkness, and who can see patterns where others cannot. His unusual talents earn him a summons to the royal court. Rahotep is given ten days to find the Queen and return her in time for the festival. Success will bring glory - but if he fails, he and his young family will die…

Opinião: Confesso-me um pouco desiludida com este livro. Nunca me conseguiu convencer de que a história se passava no Antigo Egipto. Primeiro, a forma de escrita, tipo diário, parece assemelhar-se a filmes noir, onde não falta a femme fatale. Segundo, termos como “villa” e “forensic” pareceram-me bastante anacrónicos, já que a ideia que se faz de uma “villa” nasce com a época Romana, ou seja, quase um milénio depois da época em que supostamente se passa a acção deste livro, e a palavra “forensic” apresenta mais ou menos o mesmo problema, também aparece com o latim e para designar o debate e não tanto as provas materiais de crimes. Só mesmo os nomes das personagens e a parte histórica chamam então a atenção para o facto da cronologia se situar no Antigo Egipto.

A poucos dias da inauguração da nova cidade de Akhetaton, Nefertiti desaparece colocando em causa a estabilidade do governo de Akhenaton, seu marido, fragilizado devido a dificuldades económicas e pressões externas. Assim, Rahotep é chamado pelo próprio faraó para resolver o mistério e resgatar a rainha a tempo do festival. Pelo meio o “detective” encontra alguns percalços, sobretudo devido aos jogos políticos da corte.

Apesar das expectativas, estas foram goradas já que de mistério parece ter pouco e, apesar de dar algumas luzes sobre esta época algo conturbada do Antigo Egipto, também não satisfaz por aí além em termos históricos. Parece-me que tinha potencialidades para muito mais, mas nem o facto de o protagonista ter que lutar contra o relógio nos consegue agarrar por aí além. As personagens são algo unidimensionais e mesmo Nefertiti parece ter pouco carisma. Sabemos que ela era como que um pilar do governo e da nova religião, mas isso nota-se pouco ao longo do livro e mesmo o seu desaparecimento não se parece coadunar com o seu perfil. Se o autor queria apresentar uma mulher forte, capaz de se imiscuir no governo e aproveitar o seu desaparecimento dos registos históricos para depois a colocar como regente e sucessora de Akhenaton, parece-me que podia tê-lo feito de outra maneira, nomeadamente com esta personagem feminina como protagonista.

1 de fevereiro de 2009

Tom Clancy's Op-Center: Mirror Image

Autor: Tom Clancy, Steve Pieczenik e Jeff Rovin
Género: Thriller
Editora: Berkley Books | Nº de páginas: 436
Nota: 3/5

Resumo (da capa): The Cold War is over. And chaos is setting in. The new president of Russia is trying to create a democratic regime. But there are strong elements within the country that are trying to stop him: the ruthless Russian mafia, the right-wing nationalists, and those nefarious forces that will do whatever it takes to return Russia to the days of the Czar.

Op-Center, the newly-founded but highly successful crisis management team, begins a race against the clock and against the hardliners. Their task is made even more difficult by the discovery of a Russian counterpart... but this one's controlled by those same repressive hardliners.

Two rival Op-Centers, virtual mirror images of each other. But if this mirror cracks, it'll be more than seven years of bad luck.

Opinião: Estava um pouco de pé atrás com este livro, já que Tom Clancy é conhecido por se incluir no género techno-thriller e eu não sou grande apreciadora de descrições tecnológicas (como o que acontece no livro Atlantis de David Gibbins). Felizmente a descrição dos elementos electrónicos não é extensa, apenas o necessário para se compreender que uso é que tem na história.

Quanto à história em si, também gostei se bem que a certa altura achei que sofria de jet-lag. Os capítulos saltam de um ponto geográfico para outro, onde a acção se encontra a decorrer, e como estes pontos encontram-se por vezes em locais opostos no mundo, os capítulos tratam então de nos indicar o dia, o local e a hora a que passa a acção. Passamos de uma tarde, para um local à noite e no capítulo seguinte é de manhã. Isto cansou um pouco a início, daí a sensação de jet-lag porque não sabemos a quantas andamos, mas após apanhar o ritmo torna-se bem mais agradável.

Encontramo-nos então nas vésperas de a Rússia colocar um centro de operações completamente operacional, um exacto reflexo de um outro centro existente nos E.U.A., mas este gerido não pelo estado russo, mas antes por um ministro, derrotado em eleições e que deseja que a Rússia volte aos tempos áureos da União Soviética. Para se certificar que os E.U.A. não se intrometem, ameaçam com ataques terroristas, mas é claro que os E.U.A. não podem ficar de braços cruzados e é assim que o Op-Center americano entra sorrateiramente em acção.

As personagens são pouco desenvolvidas, apenas de maneira a perceber o que lhes vai pela cabeça, mas não podemos deixar de ficar indiferentes ao que os espera nas variadas missões. É fácil ligarmo-nos a elas a sentirmo-nos como que dentro das equipas.

É um livro algo visual e que penso que resultaria como filme, à semelhança das adaptações de Bourne e Jack Ryan. Como livro entretém e não é maçador, é uma boa leitura para desanuviar a cabeça.

10 de janeiro de 2009

O Terceiro Passo

Autor: Christopher Priest
Género: Thriller
Editora: Saída de Emergência | Nº de páginas: 310
Nota: 4/5

Resumo (da capa): O Prestígio é uma história de segredos obsessivos e curiosidades insaciáveis. Actuando nas luxuosas salas de espectáculos vitorianas, dois mágicos entram num feudo amargo e cruel, cujos efeitos podem ser sentidos pelas respectivas famílias mais de um século depois.

Os dois homens assombram a vida um do outro, levados ao extremo pelo mistério de uma espantosa ilusão que ambos fazem em palco. O segredo da magia é simples, mas para os antagonistas o verdadeiro mistério é outro, pois ambos os homens têm mais a esconder do que apenas os truques da sua ilusão.

Opinião: Devo dizer que nunca fui muito fascinada pela magia apesar de gostar de ver os ilusionistas a fazerem truques, de vez em quando. Este livro, bem como o filme recente com Hugh Jackman e Christian Bale (que ainda não tive oportunidade de ver), nunca suscitaram por isso o meu grande interesse. Penso mesmo que nunca teria lido este livro se não me tivesse cruzado com ele no BookMooch ou não estivesse a ser transmitido um programa sobre este tema na Sic.

Apesar de ter gostado da leitura, acho que realmente como filme esta história poderá funcionar melhor, já que os efeitos visuais dos truques descritos provocam, com certeza, uma maior emoção quando vistos do que quando imaginados. Mas o autor fez um trabalho excelente em termos de caracterização das personagens, e é nisso que o livro porventura ganha, já que a história é contada sob o ponto de vista dos vários protagonistas.

A história começa no século XX, nos anos 80 parece-me, sob o ponto de vista de um dos herdeiros dos dois ilusionistas de época vitoriana que, por determinadas razões, se tornam inimigos. Este, contactado para uma entrevista, trava conhecimento com uma descendente do ilusionista rival e assim encetam uma jornada que visa colocar um fim à rivalidade entre as famílias. É desta maneira que o leitor se cruza então com os relatos dos ilusionistas rivais e ficamos a conhecer os vários motivos da discórdia e que segredos guardavam estes e como esses condicionaram as suas vidas. Se o segredo de um é fácil de descortinar, o outro não deixa de surpreender.

O final, no entanto, não me satisfez por aí além, talvez por ser algo previsível. A leitura não deixa de ser agradável, como disse, mas acho que como adaptação cinematográfica pode ganhar mais vida, envolvendo-nos mais nas ilusões e deixando-nos mais expectantes pelas conclusões das mesmas.

30 de abril de 2008

Atlantis

Autor: David Gibbins
Género: Thriller
Editora: Headline Book Publishing| Nº de páginas: 464
Nota: 2/5

Resumo
(da capa): ATLANTIS The fabled island which disappeared beneath the waves at the dawn of history.

ATLANTIS One of archaeology’s most enduring mysteries.

ATLANTIS Fact or myth? No one has ever known – until now…

One day, on a dive in the Mediterranean, marine archaeologist Jack Howard gets lucky. Very lucky. He and his team uncover what could be the key to the location of the lost island.

Jack is on the verge of making an astonishing breakthrough, but someone else knows about Atlantis’s location. And Jack and those closest to him are suddenly locked in a life or death game with consequences that could destroy thousands of lives. For what Jack discovers is beyond his wildest dreams – but it comes at a terrifying price.

ATLANTIS is an unputdownable read which throws light on a story still shrouded in mystery. Part thriller, part history lesson, part adventure story, Atlantis is The Da Vinci Code for a new generation: only this time, it really could all be true…

Opinião: Desde cedo que a história da mítica ilha me fascina, pelo que desde que vi este livro nas livrarias, não conseguia deixar de me sentir atraída por ele. Mas como quase todas as atracções, desvaneceu-se mal comecei a conhecê-lo melhor. :P

Fui aluna de arqueologia e apesar da vertente náutica me seduzir até certo ponto, nunca teve grande influência na minha progressão académica. Na verdade, nunca me inscrevi na cadeira, pelo que todo o discurso técnico passou-me completamente ao lado. Isto até não seria mau, poderia aprender um pouco, mas achei todo o discurso tão desprovido de algo que chegou a aborrecer-me. Se calhar era o que teria acontecido nas aulas, mas mesmo assim há professores que conseguem motivar interesse mesmo que a matéria seja má. Depois de ler o livro, o meu interesse em arqueologia náutica e todos os aparelhos necessários para uma escavação arqueológica submarina permaneceu o mesmo.

A história começa então com a descoberta de um navio da Idade do Bronze e uma espécie de chave com estranhos símbolos, no Mar Mediterrâneo. Ao mesmo tempo, no Egipto, é descoberto um papiro com uma menção à Atlântida. Arqueólogos e linguistas reúnem-se para descobrir onde fica então a Atlântida. Mas claro que não é tudo tão simples. Há terroristas, um submarino nuclear e um vulcão.

A parte mais interessante de tudo isto é a parte histórica e a Atlântida, conforme é descrita pelo autor. Tudo o resto - a parte dos terroristas, as personagens, mesmo o fio condutor da história - assemelha-se a um longo calvário. Chega a haver uma parte em que o personagem principal gaba-se da sorte que tem e eu só dizia para mim mesma “porque raio é que a sorte não se lhe acaba e com ele o livro”?

Eu até lhe dava um 3 devido à parte histórica, mas o resto é mesmo mau.

15 de janeiro de 2008

O Códice Secreto

Autor: Lev Grossman
Género: Thriller
Editora: "Colecção Enigmas da História" | Nº de páginas: 278
Nota:
2/5

Resumo (da capa): Edward Wozny é um jovem banqueiro dedicado a uma prometedora carreira de consultor bancário em Nova Iorque que se prepara para umas merecidas férias em Londres. Antes de partir para a Europa, deve realizar um último trabalho para os Duques de Bowry, importantes clientes da entidade financeira para a qual trabalha. Os duques pedem-lhe então que organize e catalogue uma série de livros de grande valor que trouxeram para o seu apartamento nova-iorquino.

Os duques estão especialmente interessados na recuperação de um códice do século XIII intitulado A Viage to the Contree of the Cimmeriams, escrito por Gervase de Langford, contemporâneo de Chaucer, um texto que permaneceu oculto durante séculos e que alegadamente contém importantes segredos e revelações que afectam o passado mas que podem também influir no presente… Enquanto, com a ajuda da jovem medievalista Margaret, procura sem resultado o códice, Edward dedica-se fervorosamente a um jogo de computador chamados Momus.

Um jogo tão aditivo que chega a submergi-lo num estado próximo da hipnose durante horas. Nesse estado, Edward começa a descobrir uma série de inquietantes e misteriosos paralelismos entre a sua própria vida e o jogo…

Opinião: Levei algum tempo a escrever esta pequena opinião, de tão fraco que achei o livro. As personagens não têm qualquer tipo de profundidade, nomeadamente o protagonista, que parece ficar obcecado com o tal códice só porque lhe dizem que estão interessados nele; a história, apesar de uma premissa interessante, é fraca não conseguindo cativar nem fazer-me interessar pelo que o códice tinha assim de tão secreto.

O jogo até é capaz de ser a melhor parte, mas mesmo assim parece mal explorado. O final é mais que prevísivel. No geral, este livro foi uma perda de tempo.

1 de janeiro de 2008

Cruel and Unusual (Kay Scarpetta, Livro 4)

Autor: Patricia Cornwell
Género:
Thriller
Editora: Time Warner Books | Nº de páginas:
Nota: 4/5

Resumo (do site Amazon.co.uk): The fingerprints say the murderer is the man who's just been executed... At 11.05 one December evening in Richmond, Virginia, convicted murderer Ronnie Joe Waddell is pronounced dead in the electric chair. At the morgue Dr Kay Scarpetta waits for Waddell's body. Preparing to perform a post-mortem before the subject is dead is a strange feeling, but Scarpetta has been here before. And Waddell's death is not the only newsworthy event on this freezing night: the grotesquely wounded body of a young boy is found propped against a rubbish skip. To Scarpetta the two cases seem unrelated, until she recalls that the body of Waddell's victim had been arranged in a strikingly similar position...

Opinião: Postmortem continua a ser o melhor, mas este chega lá perto nem que seja por deixar o final em aberto.

18 de dezembro de 2007

All That Remains (Kay Scarpetta, Livro 3)

Autor: Patricia Cornwell
Género: Thriller
Editora: Time Warner Books | Nº de páginas: 438
Nota:
3/5

Resumo (da capa): When the bodies of young courting couples start turning up in remote woodland areas, Dr Kay Scarpetta’s task as Chief Medical Examiner is made more difficult by the effects of the elements. Eight times she must report that the case of death is undetermined.

But when the latest girl who goes missing turns out to be the daughter of one of the most powerful women in America, Kay finds herself prey to political pressure and press harassment.

As she starts to investigate, she finds that vital evidence is being withheld from her – or even faked. And all the time a cunning, sadistic killer is still at large…

Opinião: Melhor que o livro que o antecede mas, na minha opinião, ainda inferior ao primeiro livro. Aqui as mortes não são tão macabras, há uma maior intromissão política na história, o que constituiu um ponto a favor, e afasta-se mais do esquema usado nos livros anteriores; no entanto, a história, mais uma vez, não me conseguiu prender tanto como o Postmortem.

Body of Evidence (Kay Scarpetta, Livro 2)

Autor: Patricia Cornwell
Género:
Thriller

Editora:
Time Warner Books | Nº de páginas: 387
Nota: 3/5

Resumo (da capa): Someone is stalking Beryl Madison. Someone who spies on her and makes threatening, obscene phone calls. Terrified, Beryl flees to Key West – but eventually she must return to her Richmond home. The very night she arrives, Beryl inexplicably invites her killer in…

Thus begins for Dr Kay Scarpetta the investigation of a crime that is as convoluted as it is bizarre. Why would Beryl open the door to someone who brutally slashed and then nearly decapitated her? Did she know her killer? Adding to the intrigue is Beryl’s enigmatic relationship with a prize-winning author and the disappearance of her own manuscript.

As Scarpetta retraces Beryl’s footsteps, an investigation that begins in the laboratory with microscopes and lasers leads her deep into a nightmare that soon becomes her own.

Opinião: O primeiro livro que li desta autora foi Postmortem e à semelhança do primeiro livro, apenas com o decorrer da investigação vamos conseguindo juntar as peças e chegar ao assassino. Este possui também boas descrições das mortes, mas não me fez sentir “on the edge of my seat”, apesar de a certo ponto a protagonista estar também em perigo, como acontece também no primeiro livro. Parece que a autora pega no primeiro livro, mudando apenas a circunstância das mortes (algo do género “em esquema que ganha não se mexe”) e escreve este livro, o que tornou a leitura menos entusiasmante.

8 de outubro de 2007

A Quarta Aliança

Autor: Gonzalo Giner
Género: Thriller
Editora: "Colecção Enigmas da História" | Nº de páginas: 397
Nota: 2/5

Resumo (da capa): Fernando Luengo, um joalheiro madrileno, recebe um estranho pacote, que deveria ter sido recebido pelo seu defunto pai no ano de 1933. O seu surpreendente conteúdo, um bracelete, resulta ter mais de 3300 anos de antiguidade. Ajudado pela sua fiel e jovem colaboradora Mónica, Fernando decide investigar a origem da jóia. A sua investigação desenterrará uma inquietante e enigmática intriga que arrastará as personagens por diversos cenários históricos: a terra prometida de Moisés, a conquista de Jerusalém durante a primeira Cruzada, os últimos dias da heresia cátara, as disputas dos templários em pleno século XIII, as lutas de poder entre o papa Inocêncio IV e os príncipes europeus, o reaparecimento de uma seita judaica séculos depois da sua extinção...

Com a ajuda de Lucía, uma perspicaz historiadora, Fernando descobre uma constante em todos os acontecimentos que aborda: a presença de objectos sagrados de extraordinária transcendência que os protagonistas de todas as épocas ambicionam possuir para desencadearem ou para se oporem a uns obscuros planos apocalípticos.

Um papiro resgatado das covas do Mar Morto proporcionar-lhes-á a chave para averiguarem a verdade e trazerem à luz uma profecia cujas consequências desconhecem.

Opinião: Mais um livro que veio da onda criada pel’O Código Da Vinci. No entanto é uma pena que tendo uma premissa interessante, se torne uma leitura aborrecida de tão artificial que a história se revela. Tudo no livro parece forçado: os diálogos, as relações entre as personagens e mesmo as situações que ajudam a história a progredir.

Os capítulos saltam entre duas linhas temporais, uma actual, a decorrer no ano de 2002, e em que seguimos os personagens Fernando, Mónica e Lucía, que se constituem também como um triângulo amoroso; a outra num tempo passado, passando-se maioritariamente no ano de 1244, havendo no entanto um salto até 1099 num dos capítulos iniciais. Se os capítulos dedicados à última parecem bem conseguidos, debruçando-se sobre a demanda medieval de vários personagens em busca dos símbolos das anteriores alianças de Iavé com o Homem, mantendo o leitor algo preso e a ansiar pelo que vem a seguir, a acção a decorrer no ano 2002 é quase como um turn-off, sendo das piores coisas que o livro tem. É nesses capítulos que se nota a maior artificialidade nos diálogos e nas relações entre as personagens, até o triângulo amoroso parece rídiculo e torna-se aborrecido.

A juntar a isto uma escrita quase infantil. Não é que eu escreva melhor, mas eu não sou publicada nem tenho aspirações a isso…

LinkWithin

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...