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15 de abril de 2008

Northanger Abbey

Autor: Jane Austen
Género:
Romance

Editora:
Penguin Books | Nº de páginas: 236
Nota: 4/5

Resumo (da capa): Northanger Abbey is Jane Austen’s amusing and bitingly satirical pastiche of the ‘Gothic’ romances popular in her day.

Catherine Morland, an unremarkable tomboy as a child is thrown amongst all the ‘difficulties and dangers’ of Bath at the ripe of seventeen. Armed with an unworldly charm and a vivid imagination, she must overcome the caprices of elegant society, encountering along the way such characters as the vacuous Mrs Allen, coquettish Isabella and the brash bully John Thorpe. Catherine’s invitation to Northanger Abbey, in her eyes a haven of coffins, skeletons and other Gothic devices, does lead to an adventure, though one she didn’t expect, and her misjudgement of the ambitious, somewhat villainous General Tilney is not wholly unjustified. However, with the aid of the ‘unromantic’ hero Henry Tilney, Catherine gradually progresses towards maturity and self-knowledge.

Opinião: Sendo um dos livros menos conhecidos da autora, pensei que seria inferior aos mais aclamados Orgulho e Preconceito ou Ema, no entanto achei-o bastante mais agradável e acessível que estes, à semelhança do que tinha acontecido com Persuasão, que continua a ser o meu favorito.

Jane Austen apresenta-nos uma heroína, Catherine Morland, muito mais jovem e ingénua que todas as outras, sendo quase impossível não a adorar e desejar o melhor para ela, tanto quando enfrenta os Thorpe como no final. Para além de ingénua, Catherine tem também uma imaginação muito vivida de tanto ler romances góticos, aqui algo criticados pela autora (cuja voz é neste livro bastante patente), sendo que qualquer ávido leitor não pode deixar de se rever na personagem principal. Quem nunca pensou o quão interessante seria se um qualquer castelo que visitássemos contivesse segredos obscuros, passagens escondidas?

O melhor deste livro é, para além da crítica à sociedade, nomeadamente os casamentos por interesse, o crescimento da personagem principal, que no final do livro é sobretudo menos ingénua e mais conhecedora da natureza humana.

Livro pequeno e bastante agradável, óptimo para um pequeno escape do dia-a-dia.

Primeiro livro lido para o "Historical Fiction Reading Challenge".

27 de janeiro de 2008

Possession

Autor: A.S. Byatt
Género:
Romance

Editora:
Vintage International | Nº de páginas: 555
Nota: 4/5

Resumo (da capa): Winner of England’s Booker Prize and the literary sensation of the year, Possession is an exhilarating novel of wit and romance, at once an intellectual mystery and a triumphant love story. It is the tale of a pair of young scholars researching the lives of two Victorian poets. As they uncover their letter, journals, and poems, ant track their movements from London to Yorkshire – from spiritualist séances to the fairy-haunted far west of Brittany – what emerges is an extraordinary counterpoint of passions and ideas.

Opinião: Tomei conhecimento deste livro a partir da adaptação cinematográfica do mesmo que, por qualquer motivo do qual de momento não me recordo, nunca acabei de ver. Mais por curiosidade sobre o final, do que por outra coisa qualquer, li o livro e devo confessar-me surpreendida. Surpreendida não tanto pela história em si, mas pelo modo como se encontra escrita.

A autora criou dois poetas vitorianos, Randolph Henry Ash e Christabel LaMotte, e fez questão de escrever poemas, cartas e diários, como se fosse cada um deles. É através desses testemunhos que dá a conhecer a história de ambos, da mesma maneira que se apresenta aos restantes protagonistas, académicos empenhados em descobrir o que de tão intenso poderá ter existido entre ambos e de que modo isso pode mudar o que se sabia anteriormente sobre os mesmos. O mais impressionante é que este esquema funciona realmente bem.

Ao mesmo tempo, a autora aproveita para debater os vários tipos de possessão que vão sendo apresentados, nomeadamente a possessão amorosa, até que ponto se pode ter/amar uma pessoa, e a possessão dos biógrafos sobre o seu objecto de estudo.

Bastante mais interessante do que estava à espera. Só lamento não ter os conhecimentos necessários da literatura/poesia vitoriana para compreender melhor algumas alusões a autores da época, bem como alguns mitos explorados nos poemas, como o de Melusina. Mas lê-se bem, mesmo com tais lacunas.

29 de outubro de 2007

Os Europeus

Autor: Henry James
Género:
Romance
Editora: Publicações Europa-América | Nº de páginas: 136
Nota: 2/5

Resumo (da capa): “Temos de ser cuidadosos. Esta é uma grande mudança; e estamos prestes a ser expostos a peculiares influências.”

Eugenia, baronesa Münster, mulher de um príncipe alemão que deseja ver-se livre dela, atravessa o oceano com o seu irmão Félix em busca dos seus parentes americanos. A sua viagem é impulsionada – assim diz Eugenia – por bons sentimentos; mas a baronesa pretende também procurar fortuna. A chegada destes visitantes é vista pelos Wentworths, dos subúrbios de Bóston, com admiração e alguma apreensão.

Não menos alarmante é o fascínio que a brilhante Eugenia imprime nas suas impressionáveis primas e no mais mundano vizinho delas, Robert Acton.

Conseguirá o seu espírito irrequieto assimilar os sólidos princípios dos familiares de Nova Inglaterra e encontrar na sua fortuna um lugar seguro?

Enquanto Eugenia parece, definitivamente, apostada em destabilizar todos, Félix difunde um charme rejuvenescedor entre os seus anfitriões.

Opinião: Peguei neste livro um pouco por acaso, incentivada por críticas em que o comparavam aos trabalhos de Jane Austen. No entanto, de semelhante pouco tem, sem ser os desentendimentos amorosos. Por muito que o romance me interesse, afinal de contas sou uma rapariga como todas as outras e que sonha em encontrar o seu Mr Darcy (ou melhor, no meu caso um Capitão Wentworth), o que mais gosto nas obras de Austen é a sua crítica à sociedade, coisa que este livro praticamente não tem.

Esta é a história de dois irmãos, que partem para a América em busca dos seus primos mas também com o secreto desejo de, por parte de Eugenia, uma mulher brilhante e casada com um príncipe alemão que a deseja repudiar, encontrar um homem bem sucedido na vida para assim concretizar a separação e continuar a viver bem, como estava habituada na Europa. Chegados a Bóston, são recebidos pelos seus primos, os Wentworth (sem relação com o Capitão de Jane Austen), uma família puritana.

Pondo as coisas desta forma, a história oferecia uma grande oportunidade para criticar, e comparar, tanto a sociedade americana como a sociedade europeia à época, mas quase não o faz ou fá-lo muito superficialmente. A crítica parece cingir-se a “família puritana vs. estrangeiros liberais” e nem isso é explorado da melhor forma. As personagens também não me conseguiram cativar, pouco me importando o destino que tiveram.

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