Mostrar mensagens com a etiqueta género: romance histórico. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta género: romance histórico. Mostrar todas as mensagens

9 de julho de 2009

Her Scandalous Affair

Autor: Candice Hern
Género: Romance histórico
Editora: Avon Books | Nº de páginas: 384
Nota: 3/5

Resumo (da capa):
“And so you must find the Mallory Heart and bring it home at once. No matter what it takes.”
After this decree from his grandmother, Richard, Viscount Mallory, goes in search of the long-lost family heirloom. Imagine his surprise when he spots the exquisite heart-shaped ruby brooch on the bosom of the equally exquisite Lady Isabel Weymouth! Could this popular young socialite actually be a jewel thief?

Richard is determined that the brooch be returned to his family. So when an opportunity presents itself, he pilfers the jewel from the lady's bedroom, but is stunned when she steals it back the very next day! Clearly the enchanting Isabel is a more formidable opponent than he imagined, and the former soldier finds himself battling wits and wills with the captivating temptress. Passion ignites between them as the competition heats up, and suddenly there is more than a ruby brooch at stake in this game of hearts.

Opinião: Na verdade a nota é mais um 2.5 que 3, mas como não gosto de dar meias notas arredondei um pouco. Adquiri este livro por impulso, via BookMooch, e se bem que podia passar sem alguma vez tê-lo lido, também não é muito mau. É daqueles que sabe bem ler no verão.

Richard, ao saber que o avô se encontra doente, regressa a casa sendo obrigado, pela avó, a encontrar uma valiosa jóia de família que havia sido roubada e que havia notícia de que era agora usada por uma jovem em Londres. Esta jovem não é mais que Isabel, que entra com Richard num jogo algo divertido, em que tentam roubar a jóia um ao outro, e que leva, inevitavelmente, ao amor.

A história é muito previsível, seja no que diz respeito ao mistério que envolve a jóia, como no mistério que rodeia a morte do irmão de Richard. De facto, este último para além de previsível é bastante insatisfatório. As personagens também são muito básicas, se bem que Richard sobressai um pouco, mais não seja por mostrar simpatia pelos pobres soldados que combateram nas guerras napoleónicas e que se viam obrigados depois a pedir nas ruas. Gostei do contraste entre as festas, que se faziam para honrar os generais dos exércitos britânicos, enquanto os soldados pediam à porta das mesmas.

Como disse é muito previsível, mas entretém. Mais um livro para se ler num dia de férias.

3 de julho de 2009

Son of the Morning

Autor: Linda Howard
Género: Romance histórico
Editora: Pocket Books | Nº de páginas: 384
Nota: 4/5

Resumo (da capa): New York Times bestselling author Linda Howard captivates readers in the deeply romantic tale of a contemporary woman who unravels an extraordinary mystery from the past… by living it.

A scholar specializing in ancient manuscripts, Grace St. John never imagined that a cache of old documents she discovered was the missing link to a lost Celtic treasure. But as soon as she deciphers the legend of the Knights of the Templar – long fabled to hold the key to unlimited power – Grace becomes the target of a ruthless killer bent on abusing the coveted force. Determined to stop him, Grace needs the help of a warrior bound by duty to uphold the Templar’s secret for all eternity. But to find him – and to save herself – she must go back in time… to fourteenth-century Scotland… and to Black Niall, a fierce man of dark fury and raw, unbridled desire…

Opinião: Não estava à espera de uma grande leitura, já que este livro parecia bastante semelhante aos da autora Karen Marie Moning, a história ameaçava tornar-se mesmo igual ao terceiro livro da série Highlander, mas se aquela pouco desenvolve as personagens, o mesmo já não acontece com Linda Howard.

Acompanhamos Grace St. John, uma historiadora especializada em decifrar documentos escritos em línguas antigas e casada com um arqueólogo, quando a vida desta muda, literalmente do dia para a noite, após assistir ao assassinato do seu marido e do seu irmão por causa de documentos que tem em sua posse. Apontada como principal suspeita do assassinato, Grace vê-se forçada a deixar a sua vida calma para trás e a adaptar-se ao mundo das ruas, de modo a sobreviver e fazer justiça. Começa então a decifrar os documentos, enquanto é perseguida pela Fundação, e cruza com o lendário tesouro dos Templários e o seu Guardião, Black Niall, com quem parece ter uma estranha ligação.

Como disse, esta autora ao contrário de Karen Marie Moning, consegue dar profundidade às personagens, nomeadamente Grace, sendo possível acompanhar toda a sua transformação, de ingénua em mulher capaz de sobreviver por si só, e assim é fácil relacionarmo-nos com ela, já que se revela uma mulher bastante forte. Já Black Niall, é o típico alpha male destes romances e, por isso, com menos profundidade mas, mesmo assim, com um background satisfatório. As personagens secundárias também estão muito bem conseguidas e cumprem bem a sua função na história. Esta também não é a típica história do género “Scottish highlander time travel romance”, já que a maior parte da acção tem lugar na América do séc. XX e não nas Highlands do séc. XIV. No entanto, achei-a bastante interessante, não se resume à luxúria das personagens, que parece ser o fio condutor da outra autora já por diversas vezes mencionada, assemelhando-se a um thriller, e com um twist no final de que realmente não estava à espera.

Sem dúvida bem melhor que Karen Marie Moning e mais interessante do que estava à espera de um romance deste género. Fiquei com curiosidade para ler mais livros desta autora (que também tem sido publicada pela SdE). É um bom livro para se ler num dia de férias.

2 de janeiro de 2009

The Highlander's Touch (The Highlander Series, Livro 3)

Autor: Karen Marie Moning
Género: Romance histórico
Editora: Dell | Nº de páginas: 354
Nota: 3/5

Resumo (da capa): He would defy the boundaries of time for one night in her arms…

A WARRIOR OF IMMORTAL POWERS

He was a mighty Scottish warrior who lived in a world bound by ancient laws and timeless magic. But no immortal powers could prepare the laird of Castle Brodie for the lovely accursed lass who stood before him. A terrible trick of fate had sent her 700 years back in time and into his private chamber to tempt him with her beauty – and seduce him with a desire he could never fulfill. For this woman he burned to possess was also the woman he had foresworn to destroy.

A WOMAN CAUGHT IN THE MISTS OF TIME

When Lisa felt the earth move under her feet, the fiercely independent 21st-century woman never dreamed she was falling... into another century. But the powerful, naked warrior who stood glaring down at her was only too real... and too dangerously arousing. Irresistibly handsome he might be, but Lisa had no intention of remaining in this savage land torn by treachery and war. How could she know that her seductive captor had other plans for her... plans that would save her from a tragic fate? Or that this man who had long ago forsaken love would defy time itself to claim her for his own...

Opinião: Mais uma vez, este segue os passos dos livros anteriores, mas finalmente as personagens têm batalhas interiores! E há história pelo meio, só um cheirinho mas esta lá.

Desta vez voltamos a encontrar-nos com Adam Black, a única personagem que posso afirmar que gosto, sendo que este não consegue estar sossegado, tem de andar sempre a mexer com a vida de alguém. Desta vez o alvo é Circeen Brodie, que tem a seu cargo Relíquias Sagradas. Tendo perdido uma destas, e tendo sido instruído por Adam, Circeen amaldiçoa a relíquia que trará, quem lhe tocar, até Circeen. Ele só não sabia é que consequências isso poderia trazer e é desta maneira que Lisa Stone se vê atirada do séc. XXI para o séc. XIV.

Como disse, finalmente estas personagens têm batalhas interiores com que podemos facilmente nos identificar. Ok, talvez não tanto no caso de Circeen, mas conseguimos identificar-nos com Lisa, uma mulher do séc. XXI que trabalha bastante para sustentar a sua casa e a sua mãe doente, e que é inteligente, forte, ao contrário das anteriores que se definiam pela quantidade de vezes que sentiam as pernas a tremerem diante dos personagens masculinos. A ela também lhe tremem as pernas, mas ela questiona o porquê de ter viajado no tempo e se pode voltar ao seu século, para cuidar da sua mãe e continuar a sua vida.

Finalmente temos também história, se bem que esta, infelizmente, não é muito aprofundada. Encontramos em plena guerra pela independência da Escócia, estando de um lado Robert I da Escócia e do outro Eduardo II de Inglaterra, nas vésperas da batalha de Bannockburn. Além disso, temos também um pouco da história dos Templários que, após a dissolução da ordem por Bula Papal, teriam fugido para a Escócia, onde governava um rei excomungado pelo Papa.

Melhor que os anteriores e mais perto daquilo que eu esperava desta autora. Mesmo assim, ainda não foi desta que realmente me convenceu. Talvez seja da época do ano (acho que este é o tipo de livro mais para ler em férias, na praia) ou do facto de ter lido um grandioso livro antes destes, nunca chegaram a encher-me as medidas.

27 de dezembro de 2008

To Tame a Highland Warrior (The Highlander Series, Livro 2)

Autor: Karen Marie Moning
Género: Romance histórico
Editora: Dell | Nº de páginas: 366
Nota: 3/5

Resumo (da capa): Only her love could gentle his savage soul…

A WOMAN'S TENDER TOUCH

He was born to a clan of warriors of supernatural strength, but Gavrael McIllioch abandoned his name and his Highland castle, determined to escape the dark fate of his ancestors. Hiding his identity from the relentless rival clan that hunted him, he called himself Grimm to protect the people he cared for, vowing never to acknowledge his love for ravishing Jillian St. Clair. Yet even from afar he watched over her, and when her father sent an urgent summons, "Come for Jillian" he raced to her side—into a competition to win her hand in marriage.

A WARRIOR'S STEELY HEART

Why had he run from her so many years before? And why return now to see her offered as a prize in her father's manipulative game? Furious, Jillian vowed never to wed. But Grimm was the man she loved, the one who urged her to marry another. He tried to pretend indifference as she tempted him, but he could not deny the fierce desires that compelled him to abduct her from the altar. She was the only woman who could tame the beast that raged within him—even as deadly enemies plotted to destroy them both...

Opinião: Tendo ficado decepcionada com o anterior livro, não tinha expectativas tão altas para este volume, onde seguimos Grimm, que conhecemos em Beyond the Highland Mist, amigo de Hawk e que no final do dito livro fica de pé atrás com o desejo que Adrienne fez por ele a uma estrela cadente. Ficamos a conhecer então as origens de Grimm e se o desejo de Adrienne se veio a realizar.

A história está mais bem conseguida que a do livro anterior e as personagens, apesar de ainda bastante básicas, são mais agradáveis. Grimm, ao contrário de Hawk e de muitas outras personagens neste livro, tem uma verdadeira guerra interior, se bem que não deixa de ter atitudes menos conseguidas, enquanto que Jillian consegue ser menos infantil e detestável que Adrienne. Ainda assim, a embirração de ambas as personagens, até meio do livro, cansa e faz revirar muitas vezes os olhos. Já a segunda metade, mais uma vez a partir do momento em que percebem que não podem estar separados, fica bem mais interessante e emotiva, com bastante mais acção e o que se quer de um romance histórico, ou pelo menos eu quero.

Mais uma vez, a autora não peca por escrever mal, pelo contrário eu acho que ela escreve bastante bem, mas por não desenvolver mais as suas personagens, que parecem cingir-se a querer apenas darem asas à sua luxúria. Não é que não goste mas cansa a partir de determinada altura. É preciso algo mais para manter o leitor agarrado à história e preocupar-se com o que está a acontecer. Neste livro, felizmente, isso foi mais bem conseguido mas não chega para convencer.

21 de dezembro de 2008

Beyond the Highland Mist (The Highlander Series, Livro 1)

Autor: Karen Marie Moning
Género: Romance histórico
Editora: Dell | Nº de páginas: 375
Nota: 2/5

Resumo
(da capa): He would sell his warrior soul to possess her....

AN ALLURING LAIRD

He was known throughout the kingdom as Hawk, legendary predator of the battlefield and the boudoir. No woman could refuse his touch, but no woman ever stirred his heart—until a vengeful fairy tumbled Adrienne de Simone out of modern-day Seattle and into medieval Scotland. Captive in a century not her own, entirely too bold, too outspoken, she was an irresistible challenge to the sixteenth-century rogue. Coerced into a marriage with Hawk, Adrienne vowed to keep him at arm’s length—but his sweet seduction played havoc with her resolve.

A PRISONER IN TIME

She had a perfect “no” on her perfect lips for the notorious laird, but Hawk swore she would whisper his name with desire, begging for the passion he longed to ignite within her. Not even the barriers of time and space would keep him from winning her love. Despite her uncertainty about following the promptings of her own passionate heart, Adrienne’s reservations were no match for Hawk’s determination to keep her by his side....

Opinião: Já sabia que este livro não estaria ao nível de Os Leões de Al-Rassan, poucos estarão ao nível dele, nem eu pedia que estivesse, mas mesmo assim esperava mais deste livro.

Seguimos a história de Hawk, um belo exemplar de homem e cuja virilidade é apregoada por todas as mulheres que se deitaram com ele, inclusive a rainha dos Tuatha Dé Danann, sem no entanto amar alguma. Após a rainha declamar os seus feitos, Hawk torna-se o alvo da vingança de um dos amantes da rainha. É assim que Adrienne, que devido ao seu passado odeia todos os homens bonitos, se vê atirada do séc. XX para o séc. XVI e um peão na vingança contra Hawk.

As duas primeiras partes do livro consistem então em Hawk e Adam Black tentarem levar Adrienne para a cama. A sério… gostava de estar a brincar mas é praticamente a isto que se pode resumir as duas primeiras partes do livro. É claro que aqui e ali vão sendo atiradas algumas intrigas, mas é basicamente dois homens a prometerem levarem-na ao céu (ou a Valhala) se ela escolher ter sexo com um deles. Adam Black até é uma personagem interessante, mas Hawk e Adrienne, as duas personagens principais, são simplesmente enfadonhas. Ele passa quase todo o tempo a questionar-se porque é que ela não gosta dele, já que é tão viril e belo, e ela passa o tempo a lamentar-se como foi traída por um homem bonito e a negar os avanços de Hawk por ele ser tão bonito. Profundidade de carácter? Pouca ou quase nehuma.

Felizmente a terceira parte compensa um pouco, a história torna-se mais interessante com a separação deles após perceberem que se amam mutuamente. Mas mesmo assim fica muito aquém de Outlander, por exemplo, em que também uma viagem no tempo leva os protagonistas a conhecerem-se e apaixonarem-se. Aí temos personagens com profundidade, que estranham o mundo para que foram trazidas, que se interrogam o porquê de tal acontecer, o que acontece parcamente neste livro.

O que vale é que a autora até não escreve mal, as cenas de sexo são bastante quentes, mas podia desenvolver muito mais as personagens e a história, de modo a fazer-nos sentir algo pelas personagens e desejarmos que eles fiquem juntos, desde o início e não deixar isso para o fim. Estive mesmo para deixar este livro a meio devido à pouca empatia que sentia pelas personagens.

10 de setembro de 2008

In the Company of the Courtesan

Autor: Sarah Dunant
Género: Romance histórico
Editora: Random House | Nº de páginas: 371
Nota: 3/5

Resumo (da badana):
“My lady, Fiammetta Bianchini, was plucking her eyebrows and biting color into her lips when the unthinkable happened and the Holy Roman Emperor’s army blew a hole in the wall of God’s eternal city, letting in a flood of half-starved, half-crazed troops bent on pillage and punishment.”


Thus begins In the Company of the Courtesan, Sarah Dunant’s epic novel of life in Renaissance Italy. Escaping the sack of Rome in 1527, with their stomachs churning on the jewels they have swallowed, the courtesan Fiammetta and her dwarf companion, Bucino, head for Venice, the shimmering city born out of water to become a miracle of east-west trade: rich and rancid, pious and profitable, beautiful and squalid.

With a mix of courage and cunning they infiltrate Venetian society. Together they make the perfect partnership: the sharp-tongued, sharp-witted dwarf, and his vibrant mistress, trained from birth to charm, entertain, and satisfy men who have the money to support her.

Yet as their fortunes rise, this perfect partnership comes under threat, from the searing passion of a lover who wants more than his allotted nights to the attentions of an admiring Turk in search of human novelties for his sultan’s court. But Fiammetta and Bucino’s greatest challenge comes from a young crippled woman, a blind healer who insinuates herself into their lives and hearts with devastating consequences for them all.

A story of desire and deception, sin and religion, loyalty and friendship, In the Company of the Courtesan paints a portrait of one of the world’s greatest cities at its most potent moment in history: It is a picture that remains vivid long after the final page.

Opinião: Tendo gostado bastante do livro anterior que li da autora, parti com este com maiores expectativas. Não é que me sinta defraudada, mas achei que este está uns pontinhos mais abaixo.

Neste livro seguimos Bucino, um anão e assistente, digamos, de Fiammeta, uma célebre cortesã, na sua viagem de Roma para Veneza e a sua adaptação a este local, completamente diferente dos outros devido à sua ligação com o mar e os contactos que este proporciona.

Como no livro The Birth of Venus (já editado em Portugal, com o título O Nascimento de Vénus, pela editora Saída de Emergência à semelhança deste), a autora, através da história destes dois protagonistas, tenta mostrar o pensamento à época de diversas temáticas, sendo que aqui foca-se mais na religião, nomeadamente a católica, sendo que há também algumas menções ao judaísmo e a relação entre estes e cristãos, também aborda a importância do aspecto físico e os preconceitos ligados ao mesmo, e fala também de sexo, como este era visto por diversos pontos de vista: religião, negócio, arte, amor… Se a abordagem dos diversos temas no livro mencionado era bem conseguido, neste pareceu-me menos conseguido, chegando a aborrecer em certas ocasiões.

A história não deixa de ser interessante, bem como as personagens que se encontram muito bem construídas, mas é algo previsível. O retrato da cidade de Veneza também parece deixar algo a desejar, sendo que as descrições não suscitaram tanto interesse como as da cidade de Florença em The Birth of Venus.

Cumpre a sua função ao entreter e dar a conhecer como seria a vida de uma cortesã na cidade de Veneza, mas para isso aconselho antes a verem o filme Dangerous Beauty.

Quarto livro lido para o Historical Fiction Reading Challenge.

24 de agosto de 2008

The Birth of Venus


Autor: Sarah Dunant
Género: Romance histórico
Editora: Random House | Nº de páginas: 403
Nota: 4/5

Resumo (da capa): Alessandra Cecchi is not quite fifteen when her father, a prosperous cloth merchant, brings a young painter back from northern Europe to decorate the chapel walls in the family's Florence palazzo. A child of the Renaissance with a precocious mind and a talent for drawing, Alessandra is intoxicated by the artist's abilities.

But Alessandra's parents have made plans for their daughter, and she is soon married off to a wealthy, much older man. Meanwhile, the reign of the Medicis, with their love of luxury, learning, and dazzling art, is being threatened by the hellfire preaching and increasing brutality of the fundamentalist monk Savonarola and his reactionary followers. As the city shudders with violence and change, Alessandra must find her own way – and finally explore the passions she's kept so long at bay.

Opinião: Parti para este livro com algumas expectativas que, devo dizer, não foram defraudadas, antes pelo contrário. Seguimos Alessandra, uma jovem brilhante, a passar da adolescência para a idade adulta em Florença, uma cidade que ficamos a conhecer e recheada de arte e saber, que se vê, de um momento para o outro, no meio das trevas do extremismo católico impulsionado por Savonarola.

A autora aborda então, de forma bastante conseguida, diversas temáticas nomeadamente relacionadas com a arte, teologia e filosofia, mas também o papel da mulher na família, as várias faces que o Amor pode tomar. A juntar a isto, há mistério e romance que satisfazem qualquer leitor que goste destes géneros.

Uma boa maneira de mergulhar na Florença da época renascentista e de perceber a mentalidade, relativamente à forma como era visto e encarado o catolicismo, à época.

Terceiro livro lido para o Historical Fiction Reading Challenge.

16 de agosto de 2008

Voyager (Outlander, Livro 3)


Autor: Diana Gabaldon
Género: Romance histórico
Editora: Dell | Nº de páginas: 1059
Nota: 4/5

Resumo (da capa): From the author of the breathtaking bestsellers Outlander and Dragonfly in Amber, the extraordinary saga continues.

Their passionate encounter happened long ago by whatever measurement Claire Randall took. Two decades before, she had traveled back in time and into the arms of a gallant eighteenth-century Scot named Jamie Fraser. Then she returned to her own century to bear his child, believing him dead in the tragic battle of Culloden. Yet his memory has never lessened its hold on her... and her body still cries out for him in her dreams.

Then Claire discovers that Jamie survived. Torn between returning to him and staying with their daughter in her own era, Claire must choose her destiny. And as time and space come full circle, she must find the courage to face the passion and pain awaiting her... the deadly intrigues raging in a divided Scotland... and the daring voyage into the dark unknown that can reunite – or forever doom – her timeless love.

Opinião: Apesar da escrita confundir um pouco ao início pois, à semelhança do segundo volume, seguimos várias personagens para além de Claire, fazendo o leitor saltar não só da primeira para a terceira pessoa como também saltar no tempo, apanhando-lhe o ritmo, o livro passa a ser muito fácil e agradável de ler.

O livro começa onde o anterior acaba. Tendo passado 20 anos desde que Claire deixou Jamie em Culloden, eis que ela descobre que ele sobreviveu à batalha, decidindo-se então a voltar, novamente, atrás no tempo para junto do seu grande amor. No entanto, as coisas não são fáceis. Muito aconteceu a ambos nos anos em que estiveram separados, o que os força a redescobrirem-se. Isto foi muito bem conseguido. A autora tem nas suas personagens o maior trunfo da sua história, sendo as relações entre todas elas muito bem construídas e credíveis. A história também é interessante, já que sucedem peripécias atrás de peripécias, o que leva os protagonistas a embarcarem numa viagem que os levará até à América, terra de novas oportunidades, inclusive a oportunidade de um novo começo.

Outro ponto de que gostei, foi de a autora ir buscar algumas personagens e alguns detalhes aos livros anteriores, havendo verdadeiramente uma noção de continuidade, bem como introduzisse, no século XVIII, algumas particularidades do século XX, como por exemplo fotografias. Mais uma vez, isto foi muito bem conseguido e mesmo divertido.

Continuo a preferir o primeiro volume, mas este foi sem dúvida bem mais interessante de ler que o segundo. Não posso, no entanto, deixar de pensar se Claire e Jamie encontrarão a filha. Penso que seria interessante o que poderia advir de um encontro.

Segundo livro lido para o Historical Fiction Reading Challenge.

10 de abril de 2008

Dragonfly in Amber (Outlander, Livro 2)

Autor: Diana Gabaldon
Género: Romance histórico
Editora: Arrow Books | Nº de páginas: 963
Nota: 3/5

Resumo (da capa): For twenty years Claire Randall has kept her secrets. But now she is returning with her grown daughter to the majesty of Scotland’s mist-shrouded hills. Here Claire plans to reveal a truth stunning as the events that gave it birth: about the mystery of an ancient circle of standing stones, about a love that transcends the boundaries of time, and about James Fraser, a warrior whose gallantry once drew the young Claire from the security of her century to the dangers of his.

Now a legacy of blood and desire will test her beautiful daughter as Claire’s spellbinding journey continues in the intrigue-ridden court of Charles Edward Stuart, in a race to thwart a doomed uprising, and in a desperate fight to save both the child and the man she loves.

Opinião: Tendo gostado bastante do primeiro volume, parti para este com grandes expectativas, pelo que até certo ponto me sinto defraudada.

Primeiro, porque na parte inicial e na última, o ponto de vista da história saltita entre a primeira pessoa (Claire) e a terceira pessoa, recurso usado devido ao facto de seguirmos uma outra personagem, que se limita, quase sempre, a reparar como Claire é bela e formosa… Segundo, o livro arrasta-se imenso em determinadas partes. Terceiro, a ideia dos flashbacks até engraçada, mas perde a piada quando pelo o livro fora pensamos “bem, ela está a contar a história à filha, por isso claramente sobrevive a isto tudo…”

A história começa então em 1968, Claire e a filha encontram-se na Escócia e a primeira acha que esta é a altura ideal para contar o que lhe aconteceu quando ali esteve, 20 anos antes. Embarcamos então num longo flashback, este contado unicamente sob o ponto de vista de Claire, que começa onde o livro anterior ficou. Seguimos então Claire e Jamie em Paris que, tendo conhecimento do rumo da História, tentam evitar um massacre que acontecerá caso Charles Edward Stuart (também denominado “Bonnie Prince Charlie”, pretendente ao trono inglês) consiga chegar à Escócia e levar a sua demanda avante. Deste modo, e à semelhança do primeiro volume, o ritmo da história é lento, dando-nos a conhecer a corte francesa à época e as politiquices por detrás da História. No entanto, se isto foi bem conseguido no livro anterior, o mesmo não acontece aqui, tornando o livro enfadonho por não acontecer quase nada de extraordinário, tendo tornado bastante fácil pô-lo de lado e não lhe voltar a pegar em determinadas alturas.

O final é mesmo o mais interessante e deixa uma aberta para um novo livro… que tão cedo não vou ler, apesar de já o ter cá em casa. Preciso de um descanso desta série.

1 de janeiro de 2008

Outlander (Outlander, Livro 1)

Autor: Diana Gabaldon
Género: Romance histórico
Editora: Dell | Nº de páginas: 850
Nota: 4/5

Resumo (da capa): Claire Randall is leading a double life. She has a husband in one century, and a lover in another…

In 1945, Claire Randall, a former combat nurse, is back from the war and reunited with her husband on a second honeymoon – when she innocently touches a boulder in one of the ancient stone circles that dot the British Isles. Suddenly she is a Sassenach – an “outlander” – in a Scotland torn by war and raiding border clans in the year of our Lord… 1743.

Hurled back in time by forces she cannot understand, Claire’s destiny is soon inextricably intertwined with Clan MacKenzie and the forbidding Castle Leoch. She is catapulted without warning into the intrigues of lairds and spies that may threaten her life… and shatter her heart. For here, James Fraser, a gallant young Scots warrior, shows her passion so fierce and a love so absolute that Claire becomes a woman torn between fidelity and desire… and between two vastly different men in two irreconcilable lives.

Opinião: Não sei bem do que estava à espera quando peguei neste livro, mas foi uma leitura bastante interessante.

Acompanhamos a história sob o ponto de vista de Claire, que volta atrás no tempo, mais concretamente até ao século XVIII, encontrando-se em plena guerra entre os clãs escoceses e as forças militares de Inglaterra. Aqui, tem de se adaptar a este mundo, sendo que os seus dotes de enfermeira a ajudam a ganhar a confiança das pessoas, que se sentem ameaçadas sobretudo por ela ser inglesa, uma possível espia. De forma gradual, vemos a adaptação de Claire a este “novo” mundo onde, contra as suas intenções, se acaba por apaixonar, ficando dividida entre o amor a Jamie e o dever para com Frank, o seu marido em 1945. Para complicar um pouco mais as coisas, Claire encontra-se com o antepassado de Frank, Jack Randall, o vilão sádico da história, e que se assemelha fisicamente a Frank, o oposto, como pessoa, do seu antepassado.

O ritmo da história é lento, mas não do lento que se arrasta. Aqui conseguimos sentir os dias a passar, assemelhando-se aqueles dias de verão que passam lentamente e que não queremos que acabem. O ritmo ajuda a entender o que se passa à nossa volta e a cimentar, de forma gradual e credível, as relações com as várias personagens, sendo que o leitor sente que está mesmo na pele de Claire.

A única coisa de que não gostei, já que de certo modo parece forçado e dá a desculpa para Claire não voltar ao seu tempo, é o facto de pessoas com um carácter tão diferente serem fisicamente iguais. O facto de Frank e Randall serem iguais, dá a desculpa a Claire para que esta tema não vir a distingui-los e não conseguir voltar a querer Frank da mesma maneira, caso voltasse para o seu tempo. Acho isto um esquema reles e torna a luta interior dela, naquele ponto, um pouco forçada sendo que já há muito se adivinhava o desenlace. Mas pronto, “fica sempre bem” uma boa esposa questionar os seus deveres para com o seu cônjuge, mesmo que se pareça fisicamente com o pior vilão do mundo, mas não deixa de cheirar a falso.

LinkWithin

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...