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12 de dezembro de 2014

Longbourn: amor e coragem

Autor: Jo Baker
Ficção | Género: romance histórico
Editora: Editorial Presença | Ano: 2014 (originalmente publicado em 2013) | Formato: livro | Nº de páginas: 392 | Língua: português

Como me veio parar às mãos: foi oferecido este ano. Quer dizer, na verdade foi oferecido outro que já tinha mas troquei por este. :D

Quando e porque peguei nele: 6 a 16 de novembro, porque tinha curiosidade e estou a tentar não deixar para 2015 livros que comprei ou me chegaram às mãos este ano.


Opinião: Apesar de existirem muitos livros inspirados nas histórias de Jane Austen, sejam continuações, diários ou versões com zombies e outras criaturas sobrenaturais, não posso dizer que tenha lido muitos e dos poucos que li ainda menos são os memoráveis ou que fazem justiça à obra mãe, digamos assim. Este é mais um desses.

Por incrível que pareça, este peca sobretudo por se colar tanto à obra original, já que se fosse uma obra independente, se dedicasse a contar simplesmente a história dos criados de uma qualquer família da época georgiana, teria muito mais liberdade para explorar as personagens upstairs e contrastar com as de downstairs. No entanto, ao partir de personagens e de uma história que já se conhece, esta nova visão acaba por empalidecer personagens que fazem do original uma obra intemporal. E estas personagens tanto são vistas como vápidas e depois tão dignas de consideração pelos criados, que leva uma pessoa a pensar se estas não serão inconstantes.

Infelizmente, o facto de as personagens de Austen serem menos entusiasmantes não leva a que as personagens em que se centra a história, os criados, sejam mais interessantes. Excetuando James Smith, as suas histórias são banais e parece haver uma tentativa de copiar também o drama original, o que não resultou de todo comigo. Sim, tenho a plena noção que realmente a vida destas pessoas deveria ser banal, com longos dias todos eles iguais ao anterior ou à semana que lhe antecedeu, e sinceramente é neste ponto, no retrato do quotidiano, que este livro se destaca, mas as próprias personagens não aprecem ser desenvolvidas de forma conveniente acabando por ser arquétipos que são melhor desenvolvidos em outras obras semelhantes, nem que seja "Downton Abbey" com todos os seus defeitos.

O drama de Sarah parece patético e o de Mrs. Hill parece um daqueles de faca e alguidar. Há também temas que, apesar de não duvidar que existissem naquele tempo, me parecem ter uma abordagem muito moderna. Além de que tudo é previsível, e não me refiro apenas aos dramas do livro original que atravessam, em segundo plano, esta história.

Como disse, o retrato do quotidiano below stairs, a que junto o período que um dos personagens passa na guerra peninsular, foi o que de melhor encontrei neste livro. Apesar de repetitivo, e por isso mesmo, o dia-a-dia pareceu-me credível, fazendo mesmo dar valor às pequenas inovações tecnológicas que temos em casa e que tanto nos facilitam a vida. *abraça a máquina de lavar roupa* Já a sua ligação a Orgulho e Preconceito acaba por ser o menos conseguido, pois acho mesmo que se fosse uma história independente, e não uma outra visão sobre aquele livro de Austen, teria aceite melhor algumas das situações que aqui são retratadas.

Veredito: Se fosse emprestado pouco se perdia com isso.

27 de agosto de 2014

Curtas: Papuça e Dentuça; Para Sir Phillip, Com Amor (Bridgertons #5); Silver Shadows (Bloodlines, #5)

Título: Papuça e Dentuça
Diretor: Art Stevens, Ted Berman, Richard Rich
Baseado, muito livremente, no livro The Fox and the Wound de Daniel P. Mannix
Vozes: Mickey Rooney, Kurt Russell, Pearl Bailey

Mais informação técnica no IMDb.

Opinião: Eu sei que um filme da Disney não me diz muito quando não me lembro de o ter visto ou até me lembro de o ter visto mas não me lembro de nada da história, como neste caso. Sabia que o tinha visto mas lembrar-me de alguma coisa? Népias.

Na verdade este é realmente um filme esquecível. Não há músicas nem falas memoráveis, e parece que lhe falta algo. Nunca me convenceu a suposta amizade entre ambos porque acabam por não interagir assim tanto como isso. Parece-me que talvez um maior foco na relação entre o Tod e a dona fosse melhor, pelo menos pareceu-me mais credível e a cena em que ele é abandonado partiu-me o coração e fez-me chorar como uma Madalena arrependida.

Talvez apele mais a crianças.

Veredito: Emprestado e pouco se perde com isso.

Título: Para Sir Phillip, Com Amor (Bridgertons, #4)
Autor: Julia Quinn
Ficção | Género: romance histórico
Editora: Asa | Ano: 2014 (originalmente publicado em 2003) | Formato: livro | Nº de páginas: 336 | Língua: português

Como me veio parar às mãos: foi comprado este ano, não no dia em que saiu mas quase. :D

Quando e porque peguei nele: li-o de 28 de julho a 1 de agosto, porque é Julia Quinn! <3

Opinião: A sério, é sempre um prazer regressar a esta série e sobretudo a um dos livros que mais gostei aquando da primeira leitura. A segunda também não foi má, foi mesmo tão boa como a primeira, porque já não me lembrava assim de tantos detalhes. Abençoada memória de peixinho dourado. :P Não há como não adorar a interação entre as personagens, sobretudo quando os restantes Bridgerton entram em cena para salvarem a honra da irmã. xD

Mais uma vez, pouco mais tenho que acrescentar ao que escrevi por ocasião da minha primeira leitura, mas (há sempre um mas) desta feita a atitude da Eloise pareceu-me demasiado precipitada e mesmo estúpida, temo, tendo em conta todo o cerimonial da época, o que me vai um pouco contra a personagem. Mas também, se assim não fosse a história não teria tanta piada, não é verdade? E não haveria a cena com os homens todos a ficarem amigos sobre uma noite de bebedeira, certo? E o Colin com fome... *suspira enquanto sussurra "Colin! <3"*

Veredito: Para ter na estante.

Título: Silver Shadows (Bloodlines, #5)
Autor: Richelle Mead
Ficção | Género: fantasia urbana
Editora: Razorbill | Ano: 2014 | Formato: e-book | Nº de páginas: 416 | Língua: inglês

Como me veio parar às mãos: foi comprado este ano, não no dia em que saiu mas quase. Até podia dizer que é um guilty pleasure, mas sinceramente não me sinto culpada por gostar. :P

Quando e porque peguei nele: li-o de 1 a 4 de agosto, porque o livro anterior tinha acabado numa situação bastante intrigante e eu queria ver como a coisa se resolvia.

Opinião: Há semelhança do livro anterior, contamos com dois pontos de vista, o de Sydney, a protagonista, e o de Adrian, a sua cara-metade. Percebe-se melhor a escolha pelos dois pontos de vista, quando até ao terceiro volume só tínhamos a visão de Sydney, pelos acontecimentos que têm lugar, uma vez que ela acaba raptada. Neste livro seguimos então o que acontece pós-rapto, o que Sydney tem de suportar e, através de Adrian, os esforços para a recuperarem.

Apesar de adorar o Adrian, era com muita pena que deixava Sydney e a sua luta contra os seus captores. A sua linha de história era a mais interessante, enquanto que Adrian parecia perdido. Ok, eu até entendo, por causa do seu poder e tal, mas ainda assim era com alguma frustração que lia os seus capítulos. Também senti falta da interação entre ambos mas diga-se que uma vez juntos, meu Deus... *suspira* E não é um bom suspiro de "aww, tão juntos e tão fofos!", não... é um suspiro de "mas porquê?" Assim que Sydney é libertada segue-se um rol de más decisões. Isto não é a minha Sydney! E a cena do *big spoiler que OMD porquê?* enquanto fogem?! Nope, não gostei. Percebo o potencial que a coisa tem para a continuação e que ela tenha mudado porque a sua vida foi ameaçada, mas aquilo não é a minha Sydney!

Veredito: Se fosse emprestado pouco se perdia com isso. Mas fico à espera do (espero eu) último volume.

19 de agosto de 2014

Ireland Rose

Autor: Patricia Strefling
Ficção | Género: romance histórico
Editora: WestBow Press | Ano: 2011 | Formato: e-book | Nº de páginas: 280 | Língua: inglês

Quando e porque peguei nele: 21 a 27 de julho. Já háaalgum tempo que tinha este livro no Kindle a chamar por mim. Capa bonita, título que prometia uma coisa completamente diferente da que fui encontrar. Eu já deveria de saber que antes de comprar devo ler a sinopse e um bocado do texto.


Opinião: No último ano e alguns meses resolvi deixar de pedir ou comprar e-books a preço zero na Amazon ou em qualquer lado. Primeiro, porque estava a acumular títulos que nem uma doida, já me basta os que tenho em papel. Segundo, é impressão minha ou é tudo christian fiction? Não que isso seja mau, continuo a achar que é dos géneros com as capas mais bonitas e quando bem feito não me parece que seja um romance tão diferente dos outros, apenas com uma moral mais vincada e casto. Terceiro, e por ventura a razão maior para passar a ignorar os e-books gratuitos, a maior parte não passa do "meh" e há alguns que deveriam ser fortemente editados. Este é um desses.

Ireland Rose é a nossa protagonista, (sim, é realmente o nome dela) e não, como eu pensava a flor mais bela da Irlanda. Julgava eu que o livro se ia debruçar sobre uma qualquer mulher importante na história daquele país mas não. Eis porque devo ler sinopses. De qualquer maneira, transposta a primeira desilusão, lá prossegui a leitura mas a coisa foi piorando. Começa com ela a receber um capitão às ordens do seu marido a, praticamente, forçá-la a assinar papéis que fazem dela a herdeira do marido que corre risco de vida por estar gravemente doente. Em nenhum lado é mencionado que ela lê os papéis. Pouco depois é visitada por um sujeito que lhe garantem ser de má rês, ela lê os papéis, reza a Deus para a guiar... e assina à mesma. Por esta altura acho que já não podia com a personagem.

Ponderei desistir mas o porquê do capitão ter sido tão brusco com ela estava constantemente a dizer-me para prosseguir a leitura. Dali só podia vir o romance! Ok, ela era casada, mas o marido estava doente, mais cedo ou mais tarde a coisa iria encarreirar... mas não. Durante cerca de dois terços do livro seguimos a personagem mais frustrante que poderia ter sido criada. Não é que seja a perfeição em pessoa, mas a sua gentileza, a sua caridade parece tão forçada, tão para fazer dela moralmente superior a qualquer outra que só me apetecia atirar o Kindle contra a parede. Além disso a moça não tinha espinha! Parece que não faz nada por ela mas para parecer bem. A procura de amizades é para o seu marido ficar satisfeito por ela ter encontrado alguém com quem se relacionar para além dele, numa cidade e sociedade para ela totalmente desconhecida. Até a caridade é para ele ficar satisfeito, porque ele ficou doente a fazer atos de caridade, logo se ela o fizer, ele ficará satisfeito. Grrr!

Mas isto nem é o pior! A certa altura o tal capitão pede-lhe que tome conta de uma jovem que está grávida. A jovem dá à luz e como não quer a criança dá a pequena a Rose, que a adota, assina papéis e tudo, e cria-a como sua própria filha durante cerca de um ano, até que o capitão volta e lhe pede a criança. Porque raio quer ele a criança? É o pai? A mãe arrependeu-se?! Não, o capitão tira-lhe a criança para a dar à sua irmã, que ficou viúva e cujo falecido marido violou a verdadeira mãe da criança. Ou seja, ele tira a filha ilegítima do marido da irmã, para dar à própria irmã, que assim vai criar o fruto da canalhice do seu defunto marido. Isto tudo quando Rose tem todo o direito de ter a criança porque há papéis que dizem que ela é mãe adotiva, porque os pais (o defunto, que queria que a mãe biológica fizesse um aborto logo não queria reconhecer a criança, e a mãe biológica que dá, quase implora que ela fique com a pequena) rescindiram dos direitos. E o que ganha ela em troca por dar a criança? Tristeza. Alguma tristeza que é, de alguma forma, suavizada por um cachorro. *massive eye roll* A sério, sou a primeira a assumir que os animais são como verdadeiros filhos, mas pelo amor de Deus, nunca nesta situação um cão poderia substituir uma criança nem uma mãe dar a sua filha assim, sem qualquer tipo de luta, por muito que levasse a peito a passagem sobre a decisão salomónica.

No meio disto, descobrimos que o capitão Wyatt era bruto para com a Rose porque ela o lembrava de uma antiga paixão, que é rapidamente resolvida num encontro casual, enquanto ele jantava com Rose e a antiga paixão aparece. Tudo é bastante anticlimático e a rapidez com que o capitão e a Rose se dizem apaixonados um pelo outro parece vir completamente do nada, porque não há nenhum indício de qualquer tipo de relação. Ok, ele dá-lhe o cachorro... mas tinha-lhe tirado a criança! Como é que ela fica com quem lhe tira a criança para a dar à irmã, que nem sequer tem qualquer tipo de relação com a criança?! E não me interessa que eles tenham tido um molhe de filhos e fossem felizes para sempre, foi tudo muito estúpido e simplista.

Não posso com personagens que são um autêntico doormat e a Ireland Rose é uma. Para além disto, a formatação é de bradar aos céus e há imensos erros.

Veredito: Com tanto livro e tive de pegar neste. Tenho de aprender a ir com o meu instinto. Algo cá no fundo dizia "desiste que isto não vai a lado nenhum", mas este ano já desisti de 3 ou 4, uma vez por outra convém dar uma chance ao livro, não? Baseado neste, não!

29 de julho de 2014

Só Ler Não Basta #18.2 - Outlander


Este mês não há convidados, aparentemente dizem que têm direito a férias (:D), mas não é por isso que a conversa não deixa de ser grande. Desta feita falamos de Outlander da Diana Gabaldon, livro cuja adaptação televisiva estreia pelos States em breve e que é conhecido por ser tudo menos um livro pequeno. :D Beware of spoilers. E Jamie.... *suspira*


Links:
Página oficial da Diana Gabaldon
Página da Starz sobre a série televisiva
Lista de reprodução da Starz sobre Outlander

Podem participar nas discussões no grupo do Goodreads e encontrar um índice da conversa no Youtube.

5 de maio de 2014

The Centurion's Wife (Acts of Faith, #1)

Autores: Davis Bunn e Janette Oke
Ficção | Género: romance histórico
Editora: Bethany House | Ano: 2009 | Formato: e-book | Nº de páginas: - | Língua: inglês

Como me veio parar às mãos: um dos e-books da Amazon a preço 0. Era a loucura em 2012, comprava tudo o que tinha uma capa bonita.

Quando e porque peguei nele: Tal como o livro da Julia Quinn, comecei-o no ano passado e terminei este ano, quase na data em que fazia um ano em que lhe tinha pegado pela primeira vez.


Opinião: Coisas que aparentemente não são para mim? Ficção cristã. Eu sei, porque raio alguma vez pensei que fosse? Mas olhem para as capas! São tão lindas!  E além disso debruçam-se sobre valores que nem sempre estão presentes em histórias. Achei que seria bom para variar mas acaba por faltar algo à leitura. Entusiasmo talvez. Às vezes a coisa acaba por ser tão casta que parece uma seca. :/ Preciso de um pouco de pecado nos meus livros. :D

No entanto, achei interessante que a história se passasse depois da crucificação de Jesus Cristo até ao Pentecostes. É uma pena o ritmo lento ao início, e que me afastou da leitura no seu primeiro momento, para acelerar de tal maneira no final até que fiquei "mas o que é que aconteceu?" Até porque a mudança que se dá nas personagens também acaba por ser repentina. Quer dizer, não se conhecem até chegarmos a meio do livro, ela até vai contrariada para o casamento arranjado e depois de trocar duas ou três palavras com ele "ah e tal posso vir a amar se é que não amo já este homem!" A busca pela fé, ou a conversão no caso dele, também me pareceu forçada mas, felizmente, o livro não é demasiado preachy.

Outra coisa que me irritou foi a constante oferta de chá. Chá e infusões de ervas são coisas completamente diferentes e duvido que houvesse chá naquela época no Médio Oriente. Vinho se calhar soa mal mas é o que penso (não tenho a certeza porque não sei muito sobre os hábitos alimentares daquela região naquela época) seria oferecido e bebido em qualquer tipo de ocasião, e não só pelos romanos.

Veredito: Se fosse emprestado pouco se perdia com isso. Tenho que deixar de adquirir coisas só por causa de capas bonitas com mulheres a olhar para o infinito.

3 de maio de 2014

A Night Like This (Smythe-Smith Quartet, #2)

Autor: Julia Quinn
Ficção | Género: romance histórico
Editora: Avon | Ano: 2012 | Formato: e-book | Nº de páginas: - | Língua: inglês

Como me veio parar às mãos: comprei o e-book assim que saiu.

Quando e porque peguei nele: Ora bem, peguei nele ainda o ano passado mas a coisa não estava a agradar-me por aí além, pelo que deixei-o a meio. Voltei-lhe a pegar porque decidi que tinha de começar a acabar alguns dos livros pendurados.


Opinião: Penso que há algo de errado quando a personagem que mais gosto num livro destes é uma miúda com pancada por unicórnios. Primeiro porque é mesmo uma miúda, logo não tem par romântico, e segundo, a pancada por unicórnios... Eu não sou pessoa de unicórnios. Mas foi exatamente o que aconteceu aqui, a personagem que mais gostei foi a pequena Frances Pleinsworth. :/

Havia lido o excerto há algum tempo e tinha gostado do que li, mas o certo é que se gostei de como os personagens se conheceram, já quando estavam juntas as situações eram algo aborrecidas, a não ser que as pequenas Pleinsworth estivessem por perto a dar alguma vida e piada às situações. Se há coisa que a Julia faz bem são as famílias e mais uma vez aqui se nota isso, pois apesar da Frances ter um lugarzinho especial, a Harriet com as suas terríveis peças e o seu engano quanto às esposas do Henrique VIII também merece destaque.
    Harriet shrugged, then said, “I’m going to begin in act two. Act one is a complete disaster. I’ve had to rip it completely apart.”
    “Because of the unicorn?”
    “No,” Harriet said with a grimace. “I got the order of the wives wrong. It’s divorced, beheaded, died, divorced, beheaded, widowed.”
    “How cheerful.”
    Harriet gave her a bit of a look, then said, “I switched one of the divorces with a beheading.”
    “May I give you a bit of advice?” Anne asked.
    Harriet looked up.
    “Don’t ever let anyone hear you say that out of context.”
Opá, ria-me que nem uma perdida nestas ocasiões. xD

Os dramas das personagens principais, sobretudo de Anne, são algo interessantes de seguir mas o mistério (por assim dizer) é muito pouco misterioso. No entanto, fiquei com curiosidade em conhecer mais sobre Hugh, um dos amigos do protagonista e que me parece ser o herói do terceiro livro deste quarteto.

Veredito: Se fosse emprestado pouco se perdia com isso. Eu sei que o mal é meu, não ando virada para romances do género, não sei porque ando a insistir. Ou então começo a perceber que este tipo de plot não é propriamente o meu preferido. Friends to lovers ou enemies to lovers parecem ser mais do meu agrado por terem uma dinâmica diferente que rapaz apaixona-se pela governanta. :/

26 de abril de 2014

Far and Away

Autor: Sonja Massie
Ficção | Género: romance histórico
Editora: Berkley | Ano: 1992 | Formato: livro | Nº de páginas: 316 | Língua: inglês

Quando e porque peguei nele: de 6 a 13 de abril. É o primeiro livro da nova mini-pilha e há já algum tempo que olhava para mim e a dizer "Lê-me...LÊ-ME!" Sim, os livros falam comigo.

Opinião: Este é um daqueles raros (?) casos em que o filme vira livro, ou pelo menos o inverso é que me parece, sobretudo nos últimos tempos, ser o mais comum, senão vejam o nosso SLNB sobre adaptações, tentem contar os títulos que enunciámos e todos os outros que se lembram e não foram mencionados... Mas dizia então que este livro começou por ser um filme, então porquê lê-lo?

Porque gosto da história, ora essa! Na verdade, peguei no livro à espera que houvesse um maior diálogo interno das personagens, que estas fossem mais desenvolvidas, mas nem por isso, e não nego que não me importava de ler sexy times, como lhes chamam as meninas do Vaginal Fantasy, mas nem aqui as personagens do, então casal Cruise/Kidman, tiveram direito a momentos mais escaldantes (haverá sempre o filme do Kubrik...). O livro é todo ele muito semelhante, praticmaente ipsis verbis, do que me recordo do filme, que há-de ser revisto (mais uma vez) em breve. Tem a cena da forquilha, que adoro, as brigas entre o Joseph e a Shannon, que são giras de seguir, as mesmas dúvidas quanto ao final que trouxe para algumas personagens. Como é que os pais dela fizeram a sua vida na nova terra? Ficou a Molly com o Danty? Arranjou o Stephen alguém tão emproado como ele?!

Não fiquei surpreendida por a história não se afastar do filme, já com Ladyhawke aconteceu o mesmo. A escrita também não é nada de outro mundo, lê-se como qualquer outro romance do género. Apesar de ter adorado posso dizer que não aconselho o livro para quem não goste do filme. Eu adoro-o e por isso adorei o livro mas quem não gostou não há-de mudar de opinião por ler. Acaba por ser uma maneira diferente de apreciar a mesma história mas pouco ou nada acrescenta ao visionamento.

Fica a nota também de que a comprar novelizações de filmes, só fazê-lo do que realmente adoro, como tem sido o caso até agora.

Veredito: Vale o dinheiro gasto.

19 de março de 2014

Curtas: A Grande Revelação (Bridgertons, #4), A História Interminável

Título: A Grande Revelação (Bridgertons, #4)
Autor: Julia Quinn
Ficção | Género: romance histórico
Editora: Asa | Ano: 2014 (originalmente publicado em 2002) | Formato: livro | Nº de páginas: 376 | Língua: português

Como me veio parar às mãos: foi comprado este ano, não no dia em que saiu mas quase. :D

Quando e porque peguei nele: li-o de 12 a 15 de fevereiro, porque Colin e Penelope! <3

Opinião: Ah! Regressar a uma das minhas autoras preferidas! A uma das minhas séries preferidas! Ao meu livro favorito da dita série! Ao meu casal preferido de todo o sempre! *suspira e abraça o livro até mais não, ou faria se não o tivesse emprestado porque este é o livro que se compra, as vezes que tiverem de ser precisas, para emprestar a toda a gente e mais alguém*

Pouco mais tenho que acrescentar ao que escrevi previamente, a quando da minha primeira leitura, mas talvez deva salientar que algumas das atitudes do Colin, depois de descobrir o segredo de Penelope, não caíram muito bem em mim. Ok, eu entendo a preocupação, mas achei que a sua reação era algumas vezes demasiado violenta e desproporcionada, quase como se ele tivesse mais medo de ser afastado da sociedade do que ela. :/ Mas, opá é tão bom! <3

Veredito: Para ter na estante. E ler e reler vezes sem conta. *suspira*

Título: A História Interminável
Diretor: Wolfgang Petersen
Adaptação de A História Interminável de Michael Ende por Wolfgang Petersen, Herman Weigel e Robert Easton
Atores: Noah Hathaway, Barret Oliver, Tami Stronach

Mais informação técnica no IMDb.

Opinião: Andava eu a fazer zapping (porque há dias, são poucos mas há realmente dias, em que consigo ter tempo para mim e para a TV \o/ ) quando, de repente, começo a ouvir uma música conhecida. Ah, os anos 80! Tão bons em música e ridículos em moda... Mas dizia... Como há muito tempo (anos!) que não via o filme e depois do artigo sobre histórias dentro de histórias (de que falei no SLNB de janeiro), resolvi revê-lo.

Os efeitos especiais e as criaturas fantásticas parecem agora um pouco ridículas numa época em que o CGI abunda, ainda que nem sempre com qualidade, mas confere um aspecto ingénuo à história que uma imagem mais atual e digital seria capaz de esbater. Acaba por fazer lembrar o brincar com bonecos de peluche, por fazer lembrar o imaginário infantil. O aspeto kitsch, digamos assim, contribui para a história e para a caracterização da própria Fantasia. Não digo que tenha envelhecido bem mas também não lhe mudaria nada.

Resta agora ler o livro.

Veredito: Deu na televisão pelo que se perde pouco com isso, mas para quem cresceu com o filme parece-me que está perto de um vale o dinheiro gasto.

21 de fevereiro de 2014

Curtas: A Gaiola Dourada, Whisper of Jasmine [e-book], Waking Kate [e-book]

Título: A Gaiola Dourada
Diretor: Ruben Alves
Escritor: Ruben Alves, Hugo Gélin, Luc-Olivier Veuve, Jean-André Yerles
Atores: Rita Blanco, Joaquim de Almeida , Maria Vieira

Mais informação técnica no IMDb.

Opinião: É, muito basicamente, um filme engraçado. Vi alguns dos clichés, porque eles realmente existem, que já presenciei no meu dia a dia. A cena do carro por exemplo, é certo que vejo mais Mercedes e BMWs, mas realmente está bem apanhado.

É também um retrato interessante do povo português, e não me refiro apenas ao emigrante. Há bastantes por aí que, fazendo as tarefas menos recompensadas monetariamente, não deixam de trabalhar com orgulho e de sentir que o sítio onde trabalham lhes pertence também um bocadinho, daí que tenha apreciado ver como, apesar de se quererem vingar pelo pouco valor que lhes era atribuído, Zé e Maria não se sentissem muito bem a fazer "um mau trabalho". Mas por vezes é necessário recorrer a tal "tática", digamos assim, para mostrar o verdadeiro valor da pessoa no local de trabalho, pois todos contam para manter a engrenagem a funcionar.

Veredito: Vale o dinheiro gasto.

Título: Whisper of Jasmine [e-book]
Autor: Deanna Raybourn
Ficção | Género: romance histórico
Editora: Harlequin MIRA | Ano: 2014 | Formato: e-book | Nº de páginas: | Língua: inglês

Como me veio parar às mãos: a pre-order estava a preço 0 na Amazon.

Quando e porque peguei nele: li-o a 2 de fevereiro, basicamente porque sim. Tinha o telemóvel na mão, apetecia-me ler e tinha preguiça de ir ao quarto buscar um livro. Além disso parece-me boa política andar a ler coisas que compro este ano para ver se a pilha não aumenta muito, o que também não quer dizer que diminua... :P

Opinião: É verdade que o único livro que li desta autora prometia mais do que acabou por dar, mesmo assim gosto de ter as suas obras debaixo de olho e quando vi que este conto estava a preço 0 e contava com um arqueólogo não hesitei e fiz logo a pre-order. Sim, sou uma fácil. xD

Este conto conta (não consegui evitar xD) uma história agradável de seguir mas (e há sempre um mas comigo e certos romances) peca por a relação se desenvolver rapidamente sem que haja uma verdadeira química entre os personagens. Pelo menos eu não o senti. Sim, há um não sei quê de magia, talvez alguma inevitabilidade no encontro deles, mas não senti nada entre eles, nem uma pequena faísca. No entanto, fiquei curiosa quanto a continuação em City of Jasmine e espero que o relacionamento acabe por ser mais aprofundado (talvez com flashbacks? um reencontro?).

Veredito: Se fosse emprestado pouco se perdia com isso. Talvez por ser um conto o "amor à primeira vista" deixe a desejar, mas o certo é que já tenho lido contos em que a relação acaba por resultar. Aqui há demasiada impetuosidade que, confesso, não é muito a minha onda. Mas sim, curiosa porque arqueólogo (!) o que não quer dizer que vá a correr comprá-lo.

Título: Waking Kate [e-book]
Autor: Sarah Addison Allen
Ficção | Género: romance
Editora: St Martin's Press | Ano: 2014 | Formato: e-book | Nº de páginas: | Língua: inglês

Como me veio parar às mãos: estava a preço 0 na Amazon.

Quando e porque peguei nele: a 10 de fevereiro. Leiam o motivo do livro em cima, é o mesmo. :D

Opinião: Eis uma autora que raramente desilude, em que até os seus livros menos bons são superiores a muitos outros. E ela volta a mostrar a sua mestria neste conto, onde conhecemos Kate que, durante uma conversa com um vizinho que acaba de conhecer, faz uma ponderação acerca da sua própria vida e que faz adivinhar-se um mudança. Mudança essa que será certamente continuada em Lost Lake, cujo primeiro capítulo vinha juntamente com o conto mas fiz questão de não ler porque já sei que seria como os doces, não conseguiria ficar por ali. :P

Muito pequeno, mesmo assim é uma história carregada de emoção e uma ténue magia, algo a que a autora já me habituou e que consegue sempre aquecer-me o coração.

Veredito: Vale o dinheiro gasto.

15 de maio de 2013

Curtas: A Little Bit Wild (York Family, #1), Amor e Enganos (Bridgertons, #3) ou a edição romance

Título: A Little Bit Wild (York Family, #1)
Autor: Victoria Dahl
Ficção | Género: romance histórico
Editora: Zebra | Ano: 2010 | Formato: livro | Nº de páginas: 329 | Língua: inglês

Como me veio parar às mãos: oferecido pela Slayra em 2011.

Quando e porque peguei nele: início de Abril. Fez parte de duas listas para o Monthly Key Word Challenge e apesar de não ter ganho nenhum saltou-me à vista. Conta para o Mount TBR Reading Challenge.

Opinião: Este foi o romance eleito depois de acabar o Gone Girl na tentativa de reavivar a minha esperança em relações. Não posso dizer que tenha sido um sucesso, continuo à procura de um romance que seja capaz de sweep me off my feet.

O meu grande problema com este livro foi sobretudo o facto de não haver grande química entre as personagens. A heroína até me pareceu interessante, pela primeira vez não se tratava de uma virgem e a moça até tinha olho para as pernas dos senhores (sim, que aquelas calças deixam pouco à imaginação no que a pernas diz respeito *revê dramas de época e mais alguns*), mas a partir de certa altura até eu achei que era demais. Já o protagonista, he did nothing for me. Nunca me pareceu real, talvez tenha sido mal desenvolvido ou mal aproveitado até porque a sua história me pareceu que podia ser melhor explorada. Mas vai daí eu até gosto de coisas sobre cortesãs e por isso queria algo mais e não apenas que o moço soubesse que uma mulher sangra. *revira olhinhos* A sério, quando ele pergunta "have you bled?" foi tão... nem sei o que dizer... mau? Inconveniente e ligeiramente "eww!"?

Veredito: Oferecido e pouco se perde com isso. Enfim, pouco ou nenhum interesse para mim teve e só o acabei porque li metade do livro na diagonal, mais por preguiça de pegar noutro livro do que realmente interesse em acabar o que tinha em mãos.

Título: Amor e Enganos (Bridgertons, #3)
Autor: Julia Quinn
Ficção | Género: romance histórico
Editora: Asa | Ano: 2013 (originalmente publicado em 2001) | Formato: livro | Nº de páginas: 384 | Língua: português

Como me veio parar às mãos: comprei-o este ano, assim que foi publicado.

Quando e porque peguei nele: entre 3 e 9 de maio. Queria lê-lo antes de emprestar a umas amigas.

Opinião: Gostava de dizer que tinha apreciado mais esta segunda leitura mas estaria a mentir. É verdade que até certo ponto estava a gostar bastante e cheguei a questionar-me porque raio não tinha ficado com boa impressão do livro, até que chego à página 200 e pensei na voz da Celine Dion "it's all coming back, it's all coming back to me now" (a sério, não sei porque raio a minha cabeça faz associações deste tipo). Então basicamente temos o moço, Benedict que é como quem diz o Bridgerton nº 2, praticamente a chantagear que irá acusar a Sophie, o seu interesse amoroso, de o roubar, mesmo que ela não o tenha feito (quer dizer, ela até roubou mas não a ele e até aquele ponto da história ele não o sabe), se ela não for com ele para Londres. O_o Que coisa mais manipuladora de se fazer e como me tinha esquecido de tal coisa?! O homem até se redime mais para o final mas sinceramente, para mim a partir daquele momento qualquer interesse que podia ter na personagem morreu. Às vezes penso que se critica muito o género, em como as fantasias retratadas diminuem a condição da mulher e nunca antes me tinha dado conta disso como com este livro. Pode ser um único pormenor num livro que acaba por dar-nos um casamento entre duas pessoas de estratos sociais diferentes, mas mesmo isto acaba manchado com o esforço a que a família Bridgerton vai para, de certa forma, legitimar Sophie.

Veredito: Se fosse emprestado, pouco se perderia com isso. Talvez esteja a ser demasiado crítica, talvez eu não esteja com espírito para o romance, o certo é que fiquei bastante desagradada, e até incomodada, com esta leitura e só o facto de ter a cena da Penelope após a declaração do Colin salvou este livro para mim, assim como a cena da prisão, mas aí até é mais pelo confronto de Posy e Araminta. Sinceramente até começo a temer ler o livro do Colin e encontrar defeitos no meu irmão Bridgerton preferido. Ainda continuo a adorar a Julia Quinn, ninguém desenvolve relacionamentos como ela e escreve diálogos tão divertido, mas  não é por isso que não deixo de lhe ver alguns defeitos.

14 de janeiro de 2013

The Lost Duke of Wyndham (Two Dukes of Wyndham, #1)

Autor: Julia Quinn
Ficção | Género: romance histórico
Editora: Avon | Ano: 2008 | Formato: livro | Nº de páginas: 371 | Língua: inglês

Como me veio parar às mãos: já não sei se foi a Slayra que mo deu ou se me chegou pelo Bookmooch, já que o site está em baixo e não consigo aceder à minha conta para conferir. Já nem me lembro em que ano foi que veio parar-me às mãos. :/

Quando e porque peguei nele: 8/agosto/2012 a 1/janeiro/2013. Comecei a lê-lo porque era da Julia Quinn e parecia-me o livro e a autora ideal para voltar a terminar um livro, coisa que no início de agosto do ano passado parecia complicado.


Opinião: Ora aqui está uma coisa nova, um livro da Julia Quinn que tive de colocar de lado durante meses porque estava a aborrecer-me de morte. Sim, sei que são palavras duras para com aquela escritora que adoro e cujos livros me põem bem disposta, mas infelizmente este livro não foi tão divertido nem as personagens tão agradáveis de seguir como outras que ela já escreveu. E só para ficarem com uma ideia, eu li um outro livro dela e adorei, enquanto este tinha a leitura suspensa...

A história até teve um começo algo interessante, com um assalto, mas quase na mesma página passa a ser aborrecido pois as duas personagens como que se perdem de amores um pelo outro assim do nada e entra em cena uma história algo recambulesca, que pouco interesse da minha parte suscitou.

Uma das coisas que mais adoro nesta autora é como ela consegue criar relações credíveis, em que conforme os pares se vão conhecendo, os seus sentimentos vão-se alterando, independentemente do facto de se gostarem ou não à primeira vista (onde geralmente o aspecto tem um maior relevo e não quer isto dizer que os seus heróis e heroínas sejam feios, mas há as wallflowers que passam despercebidas pelo herói e tal... but I digress) e neste livro isso simplesmente não acontece. Os diálogos carecem de humor e até de alguma vida, de alguma química.

Sinceramente, pareceu-me um livro pouco inspirado. Jack, o herói, apesar de ter, potencialmente, um background interessante acaba por ser aborrecido com todos os seus problemas (“eu não quero ser o herdeiro, eu não quero esta vida, eu quero a Grace, eu matei ou fui a causa da morte do meu primo, eu tenho dislexia!” *revira os olhos*) e Grace... nem sei o que dizer sobre ela. Parecia não ter espinha nem vontade própria, para pouco mais parecia servir do que encher papel, ser um interesse amoroso para o Jack e ter uma cena algo descabida com o outro duque, Thomas. *revira os olhinhos mais algumas vezes* A Julia escreve personagens femininas tão boas que ao ler este livro cheguei a duvidar que fosse ela a autora! A Grace é tão sem sal, tão sem vida que me aborreceu de morte, e quando finalmente enfrentou a Duquesa viúva (talvez a única personagem que vale a pena ler e mesmo assim não é uma Dowager Countess of Grantham) achei que aquilo já vinha tarde demais.

Mas nem tudo é mau, o outro casal - Thomas e Amelia - pareceu-me bem mais interessante ainda que pouco nos tenha sido mostrado já que, aparentemente, é o protagonista do segundo livro. Talvez tivesse sido melhor ambos os casais terem sido explorados neste livro (como acontece em Again the Magic da Lisa Kleypas) já que o outro livro, pelo que pude perceber e me disseram, conta EXATAMENTE a mesma história mas sob o ponto de vista do outro casal. Talvez se o livro tivesse explorado os dois casais, em vez de apenas um, me tivesse poupado ao aborrecimento de morte que fui sentindo e não paro de referir.

Alguma vez teria que acontecer, nem os escritores são infalíveis, mas não é um livro como este que vai mudar a minha opinião sobre a Julia Quinn. Ainda continua a ser, para mim, a rainha do romance histórico e continuo ansiosa por ler outros livros escritos por ela. Este foi apenas um percalço, acredito piamente nisso, e até penso ler o segundo se por algum acaso me vier parar às mãos, mas entretanto tenho outro da série Smythe-Smith Quartet por ler, e a sua lista até é considerável, pelo que estou confiante que há mais pérolas para eu descobrir. :)

Veredito: Com tanto livro e tive de pegar neste. Isto não quer dizer que tenha achado uma enorme perda de tempo ou dinheiro, pois o certo é que o li em momentos em que pouco ou nada agarrava a minha atenção. O facto de ser leve e ser fácil de seguir a sua história impediu-me que desistisse por completo ou o viesse a odiar. Mas também dava por mim a pensar “talvez devesse pegar naquele ou no outro” quando olhava para as estantes...

22 de novembro de 2012

Curtas: Os Contos de Beedle o Bardo, Just Like Heaven (Smythe-Smith Quartet, #1) [e-book]

Título: Os Contos de Beedle o Bardo 
Autor: J.K. Rowling
Ficção | Género: fantasia
Editora: Editorial Presença | Ano: 2008 | Formato: livro | Nº de páginas: 110 | Língua: português

Como me veio parar às mãos: comprei na Feira do Livro de Lisboa em 2009.

Quando e porque peguei nele: 4/novembro. Conta para os desafios: Mount TBR Challenge, Book Bingo - contos, permitindo fazer duas linhas de uma vez. \o/


Opinião: Narra 5 contos do mundo de Harry Potter, que seriam contados pelos pais aos pequenos feiticeiros de modo a ensinar algumas morais, na mesma medida em que os contos de fadas são contados a muggles (grupo a que pertenço *suspira tristemente*). No geral achei todos bastante bem conseguidos mas os meus preferidos foram o terceiro e o último conto, pois está claro. “O Feiticeiro do Coração Medonho” pareceu-me uma espécie de “Bela e o Monstro” mas muito mais sombrio e brutal, enquanto que “O Conto dos Três Irmãos” acaba por ser o mais interessante de todos, não só pela importância que tem na série; por a mensagem que passa ser, na minha opinião, a mais forte e mais real, útil tanto para muggles como feiticeiros; e por ser o melhor escrito, já que os restantes parecem demasiado curtos e algo escritos à pressa.

Os contos têm no final uma breve explicação, bastante útil, de Dumbledore que permite dar a conhecer a influência deles na vida mágica e explica, com algum detalhe, a lição de moral subjacente, o que pode não ser tão percetível para muggles.

Veredito: Se fosse emprestado pouco se perderia com isso. Mas “vale o dinheiro gasto” para fãs da série e do mundo HP. 

Título: Just Like Heaven (Smythe-Smith Quartet, #1) [e-book]
Autor: Julia Quinn
Ficção | Género: romance histórico
Editora: HarperCollins | Ano: 2011 | Formato: e-book | Nº de páginas: - | Língua: inglês

Como me veio parar às mãos: comprei na Amazon em Maio deste ano aquando da saída do segundo livro.

Quando e porque peguei nele: 4 a 10/novembro. Apetecia-me algo leve, perfeito para descansar a cabeça depois de algumas mudanças súbitas.


Opinião: Gostei tanto deste livro, apesar de o achar um pouco diferente dos que tenho lido da autora. Para começar há poucos Bridgertons, mas o Colin aparece (só isso já vale alguns pontos), e além disso não há muito drama, bickering, luxúria nem verdadeiro conflito, já que esta é basicamente uma história de friends to lovers. Mas os personagens são engraçados de seguir, pois desde logo estão muito à vontade um com outro sendo, no entanto, percetível algumas mudanças na sua relação. Há algumas cenas que me fizeram rir bastante e está claro que não podia faltar um recital desta família de afamadas artistas musicais, ainda que pelos piores motivos.

Já agora uma chamada de atenção: não ler este livro de barriga vazia ou arrisca-se a ficar com fome, já que os personagens adoram relembrar tartes e sobremesas de chocolate, um pouco como no último livro dos Bridgertons...

Também podem ler outra crítica aqui.

Veredito: Vale o dinheiro gasto.

3 de novembro de 2012

Curtas: The Town, Child of the Mist (These Highland Hills, #1) [e-book], Wallander

Título: The Town
Diretor: Ben Affleck
Adaptação de Prince of Thieves de Chuck Hogan por Ben Affleck, Peter Craig, Aaron Stockard
Atores: Ben Affleck, Jeremy Renner, Rebecca Hall, Jon Hamm

Mais informação técnica no IMDb.

Quando e onde o vi: 14/outubro na RTP1

Opinião: Não é nada de especial mas vê-se bem. Os assaltos estão bem conseguidos mas as personagens podiam ter sido melhor desenvolvidas. Acaba por ser uma boa ideia que tinha potencial para ser melhor explorada.

Veredito: Deu na televisão pelo que não se perde nada com isso

Título: Child of the Mist (These Highland Hills, #1) [e-book]
Autor: Kathleen Morgan
Ficção | Género: romance histórico
Editora: Revell | Ano: originalmente publicado em 1992 | Formato: e-book | Nº de páginas: - | Língua: inglês

Como me veio parar às mãos: este ano, estava a preço 0 na Amazon em Janeiro e parece-me que continua.

Quando e porque peguei nele: 8 a 21/outubro e não sei muito bem porquê. Penso que o título me terá chamado a atenção na "pilha" do meu Kindle.


Opinião: Mais um christian fiction agradável de seguir, já que não é preachy. É certo que as personagens mexeram-me um pouco com os nervos, tanto estavam muito apaixonados como a seguir andavam de candeias às avessas e desfaziam o avanço que tinham ganho na relação, mas a história é interessante. Descobri quem era o traidor a cerca de 70 ou 80% do livro o que fez com que o final custasse mais a ler. Ainda assim fica a curiosidade para ler o seguinte.

Veredito: A preço 0 pouco se perdeu com isso.

Título: Wallander
Adaptação de obras de Henning Mankell sobre o inspetor Kurt Wallander
Atores: Kenneth Branagh, Sarah Smart

Mais informação técnica no IMDb.

Quando e onde o vi: deu no AXN Black mas eu vi com recurso a essa coisa que é o videoclube e o Timewarp da Zon Iris. Não sei se já disse mas de momento I <3 Zon Iris.

Temporada: 3 mas já escrevi sobre as temporadas anteriores aqui.

Opinião: Não achei tão bem conseguida como as anteriores (e não, não é só porque o Tom já não entra) mas ainda assim muito interessante de seguir. Apesar do ritmo mais lento que outras séries policiais e do ambiente meio claustrofóbico, confesso que por vezes me sinto incomodada porque os casos parecem-me muito mais reais que em outras séries, acaba por ser uma lufada de ar fresco. Além disso as actuações são geniais. Kenneth Branagh é simplesmente brilhante e o seu Wallander é um investigador cansado de lutar contra tanto mal. Nota para o segundo episódio que conta com um ator que entrou na série “The Killing”. :)

Também podem ler outra crítica aqui.

Veredito: Vale o dinheiro gasto.

1 de novembro de 2012

Curtas: Peripécias do Coração (Bridgertons, #2), A Origem, The Eve Tree [e-book], Ex-Mulher Procura-se

Título: Peripécias do Coração (Bridgertons, #2)
Autor: Julia Quinn
Ficção | Género: romance histórico
Editora: Edições Asa | Ano: 2012 (originalmente publicado em 2000) | Formato: livro | Nº de páginas: 384 | Língua: português

Como me veio parar às mãos: mais um que comprei este ano (que tem sido a desgraça... a desgraça!!!)

Quando e porque peguei nele: de 26 a 29/setembro. Vá lá, é Julia Quinn e um dos meus livro preferidos da série. Tive de ir a correr reler a cena de Pall Mall e depois o livro todo...


Opinião: Julia Quinn e Bridgertons, que mais posso dizer? Ainda bem que está a ser publicado em português e espero ansiosamente pelos restantes ainda que para os reler. Deste já não me recordava que havia um corgi (como é possível não me lembrar de tal criatura fofa?! não mereço viver!) mas se há cena que não esqueço e sempre que posso releio, é a do jogo de Pall Mall. xD De resto, a minha opinião em pouco varia da primeira leitura. A tradução não me pareceu tão bem conseguida como no livro anterior, havia expressões que me pareceram muito modernas. :/

Veredito: Para ter na estante.

Título: A Origem
Diretor: Christopher Nolan
Escritor: Christopher Nolan
Atores: Leonardo DiCaprio, Joseph Gordon-Levitt, Ellen Page

Mais informação técnica no IMDb.

Quando e onde o vi: 30/setembro na RTP.

Opinião: Finalmente vi o filme! *ouvem-se coros entoando o “Aleluia!”* Ok, acho que perdi os primeiros minutos mas acompanhei bem a história que pareceu-me muito bem urdida. No entanto o que me fascinou foi o desenvolvimento da ideia de como os sonhos se estruturam e de todo o visual. Acredito que a cada novo visionamento mais detalhes se destaquem e por isso é um filme a rever.

Veredito: Vale o dinheiro gasto.

Título: The Eve Tree [e-book]
Autor: Rachel Devenish Ford
Ficção | Género: romance
Editora: Small Seed Press | Ano: 2011 | Formato: e-book | Nº de páginas: - | Língua: inglês

Como me veio parar às mãos: estava a preço 0 na Amazon no ano passado.

Quando e porque peguei nele: 30/setembro a 7/outubro. Nem sei muito bem, estava a ver os títulos que tinha na coleção “pilha” no Kindle e por alguma razão chamou-me a atenção. Por acaso até acabou por ser interessante lê-lo enquanto em férias na terrinha.


Opinião: A história desenrola-se ao longo de alguns dias, enquanto um fogo ameaça Molly e a sua família. Durante esse tempo vemos então como é que este desastre afeta sobretudo aquela, o seu marido e a sua mãe, personagens com alguma bagagem e problemas para resolver. Gostei bastante de como estava escrito, há passagens muito bonitas, e de como explora a vida das personagens. Apesar disto, acaba por ficar a sensação de que ainda assim as personagens poderiam ter sido melhor e mais exploradas. Acredito que não seria essa a intenção mas mostrar como estas personagens lidavam numa situação de stress, mas acabou por saber-me a pouco.

Veredito: Se fosse emprestado pouco se perderia com isso.

Título: Ex-Mulher Procura-se
Diretor: Andy Tennant
Escritor: Sarah Thorp
Atores: Gerard Butler, Jennifer Aniston

Mais informação técnica no IMDb.

Quando e onde o vi: 14/outubro na SIC.

Opinião: Tinha acabado de chegar de viagem e não devia estar a dar nada melhor na televisão. Não vi desde o início mas também não foi preciso de tão básica que é a história. Típico rom-com mas sem grande piada. E nem o Gerard Butler o salva, diga-se que já esteve em melhor forma... :/

Veredito: Com tanto filme tive de ver este.

6 de agosto de 2012

Curtas: XIII, The Lady of Bolton Hill [e-book]

Título: XIII
Atores: Stuart Townsend, Aisha Tyler, Virginie Ledoyen, Geg Bryk

Mais informação técnica no IMDb.

Quando e onde o vi: entre 8/maio/2012 e 2/agosto/2012, no AXN. Ou melhor no videoclube da Zon onde o AXN disponibiliza episódios das séries que vão dando semanalmente.

Temporada: primeira mas parece que vai haver uma segunda.

Opinião: Quando comei a ver anúncios à série no AXN fiquei algo entusiasmada. Conhecia um pouco da comic, tenho em casa um volume e li-o mas como não era o primeiro volume senti-me algo perdida, apesar de ter achado interessante.

A série não é nada de especial mas tem porrada, o primeiro episódio deve ter uma cena de porrada a cada 10 minutos, logo senti-me tentada a continuar a ver. :D Mas nem só de porrada vive a série. XIII é um homem em busca do seu passado depois de ter perdido a memória e, enquanto procura a verdade sobre quem é, tropeça numa conspiração para a qual pode ter dados importantes.

A história tem um monte de reviravoltas, algumas daquelas que fazem revirar os olhos (como quando descobre o pai), mas acaba por ter algum interesse. A nível de representação, podiam ser melhores mas o diálogo também não é grande coisa.

Convém dizer que há uma mini-série, “XIII: The Conspiracy” que tem lugar antes dos acontecimentos desta. Não vi e só reparei que existia a meio da série, mas mesmo sem a ver é possível seguir bem a história.

Veredito: Deu na televisão pelo que não se perde nada com isso.

Título: The Lady of Bolton Hill [e-book]
Autor: Elizabeth Camden
Ficção | Género: romance histórico
Editora: Bethany House Publishers | Ano: 2011 | Formato: e-book | Nº de páginas: - | Língua: inglês

Como me veio parar às mãos: estava disponível na Amazon a preço 0 há uns tempos.

Quando e porque peguei nele: 26/julho/2012 a 3/agosto/2012. A leitura de Duas Irmãs, Um Rei não estava a correr bem e resolvi pegar-lhe por causa da capa toda bonita.


Opinião: Sei que não se deve julgar um livro pela capa e se deve ler as sinopses e excertos antes de comprar, mas a capa era tão bonita e estava a custo 0 na Amazon, como podia resistir? O certo é que não conseguiu prender a minha atenção e cheguei a achá-lo aborrecido, tal como o livro a que procurava fugir quando lhe peguei. O aborrecimento era tal que até paredes brancas me distraíam da leitura. E cada vez que voltava a leitura, sentia alguma dificuldade em lembrar-me do que tinha acontecido até aquele momento na história.

O problema é meu, parece que não ando virada para leituras e quando o centro da história não é algo que me interesse, rapidamente me distraio com outras coisas. Aqui, apesar de nos serem apresentados alguns problemas sociais decorrentes da construção de caminhos de ferro na América, o foco é sobretudo uma vingança pessoal e como isso pode ser mau para a alma eterna. Como o The Apothecary’s Daughter é categorizado como christian fiction mas só reparei nisso depois. Não tenho nada contra mas pareceu-me que seria muito preachy e não estou com paciência para isso, daí que tenha deixado o livro a meio.

Veredito: Não acabei. 

27 de julho de 2012

Nine Rules to Break When Romancing a Rake (Love by Numbers, #1)

Autor: Sarah MacLean
Ficção | Género: romance histórico
Editora: Avon | Ano: 2010 | Formato: livro | Nº de páginas: 422 | Língua: inglês

Como me veio parar às mãos: Emprestado pela Slayra.

Quando e porque peguei nele: 15/julho/2012 a 22/julho/2012. Estava a querer ler um romance do género e sendo uma das escolhas para o Vaginal Fantasy Hangout de Julho pareceu-me bem. Conta para o desafio: Book Bingo - Título contenha um número.


Opinião: Foi o livro alternativo escolhido para o bookclub deste mês do grupo do Goodreads e li este em vez da escolha principal pois, após ler a sample para o Kindle, não fiquei interessada em adquirir o livro para ler o resto. O prólogo até me pareceu interessante mas o capítulo disponível não deu para perceber quem era o par protagonista e daí o pouco interesse em continuar, apesar de ter tentado pedir emprestado, sem sucesso. Este não estava nos planos mas como a Slayra o tinha, lá o pedi e ainda bem!

A história, no geral, fez-me lembrar o Romancing Mr Bridgerton, mas com duas protagonistas com interesses diferentes, já que a Penelope... não digo porque os livros estão a ser publicados por cá e não quero spoilar ninguém (:P), já a Callie, cansada de estar na prateleira e tendo a noção do que está a perder ao comportar-se como manda a etiqueta, resolve fazer uma lista de regras que pretende quebrar e assim viver um pouco.

Achei Callie um pouco parecida comigo, se bem que com um pouco mais de coragem para sair da sua zona de conforto e começando a riscar itens da sua lista fazendo algo ousado. Achei pouco realista mas vai daí ela estava algo tocada pela bebida e acaba por meter em marcha o resto da história. Não achei o Ralston tão interessante como isso, mas é difícil igualar o Colin Bridgerton, e chegou-me a irritar que ele estivesse sempre nos locais onde a Callie andava então a viver as suas aventuras. A cena da taberna ainda vá, mas a do clube de esgrima foi demais. E apesar de ser fofo ele oferecer-se para a ajudar, achei que devia ser algo que ela devia fazer sozinha, por si própria. No entanto, gostei que ele dissesse que gostava do “rakish side” dela e que fosse atraído não pela beleza mas pelo espírito rebelde.

Falando em beleza, também me irritou que os dois caíssem nos braços um do outro quando ele tinha acabado de dizer que ela era “plain and missish” mesmo que a cena seja quente, como todas as outras diga-se desde já. *calores* Desejei que ela lhe desse um valente soco na cara para ver se, com um olho negro, ele passava a ver melhor, mas infelizmente tal não aconteceu. Às vezes uma moça tem de fazer o gosto ao punho!

Também me pareceu que os restantes itens na lista foram resolvidos rapidamente. Tudo bem, faz sentido que fizesse tudo antes de casar e a cena do “ride astride” até está bem conseguida mas o duelo pareceu forçado.

Desta vez participei no tópico de discussão, ou pelo menos escrevi por lá o que achei, e concordo com algumas das coisas apontadas como, por exemplo, achei que ela não devia ter aceite casar sem que o Ralston dizer que a amava ou pelo menos que a reconhecia de um encontro há tantos anos atrás. Também fiquei a pensar que seria o irmão gémeo e não o Ralston quem a Callie tinha falado e cheguei a perguntar à Slayra se o herói era o Nick, mas não. :/

Enfim, acabei por gostar bastante, sobretudo por causa da heroína. As personagens secundárias também estão bem conseguidas e fiquei com curiosidade para ler os seguintes, sobretudo o da Juliana.

Veredito: Vale o dinheiro gasto. Gostei tanto que acabei por arranjar os 3! Uma moça de vez em quando precisa de ler uma coisa destas e, pelo menos este, consigo imaginar-me a reler. Tem partes muito bem escritas, apesar de a autora se repetir um pouco, sobretudo quando a Callie tenta explicar aos homens a liberdade que eles têm e pela qual ela anseia.

20 de julho de 2012

The Apothecary’s Daughter [e-book]

Autor: Julie Klassen
Ficção | Género: romance histórico
Editora: Bethany House Publishers | Ano: 2009 | Formato: e-book | Nº de páginas: - | Língua: inglês

Como me veio parar às mãos: encontrei-o este ano disponível na Amazon a preço 0.

Quando e porque peguei nele: 4/julho/2012 a 8/julho/2012. Estava a explorar novas aplicações do Google Chrome quando tropecei no Kindle Cloud. Fiz login e lá estavam os e-books que tinha adquirido. Como este tinha uma capa bonita, chamou a atenção e comecei a lê-lo.


Opinião: É uma história fofa, pouco mais há a dizer. Esperava um romance como os da Julia Quinn, talvez sem as partes mais quentes até porque vinha categorizado como christian fiction, e apesar de ter gostado, aborreceu-me que a protagonista não se decidisse por ninguém. Há cerca de 3 ou 4 moços que fazem avanços e todos eles a fazem sentir-se afogueada e tal, não havendo, no entanto, distinção nos seus sentimentos por nenhum deles, até que chega o fim do livro e pronto ela lá fica com alguém! E não é que não houvesse oportunidade para trabalhar nos relacionamentos, já que a história avança a um ritmo lento que podia ter sido melhor aproveitado para desenvolver as personagens. A moça acaba por ser algo parada. Ela partir à busca, lutar por alguma coisa ou simplesmente mostrar um pouco mais de interesse num dos seus suitors, está quieto, quem a quiser que lute ele para se mostrar digno, ou fique à espera que os outros desamparem a loja por ficarem cansados de esperar pela moça. *massive eye roll*

Mas tirando isto, gostei do retrato da época, sobretudo da visão que dá da medicina nesta época, e dos pequenos vislumbres (tão pequenos e tão poucos) que temos de como seria viver com a epilepsia nesta altura.

Não será nada de especial mas deixou-me repousada e com uma certa sensação de conforto. Fiquei curiosidade para ler mais da autora, sobretudo se os seus livros estiverem novamente a preço 0.

Veredito: Se fosse emprestado pouco se perdia com isso. Pelo preço que paguei, que foi nada, acabou por não ser uma má aposta.

Há de seguir-se: O Beijo Carmesim (Raça da Noite, Livro 2) de Lara Adrian

11 de abril de 2012

Again the Magic (Wallflowers, #0.5)

Autor: Lisa Kleypas
Ficção | Género: romance histórico
Editora: Avon | Ano: 2004 (publicado originalmente em 2003) | Formato: livro | Nº de páginas: 391 | Língua: inglês

Como me veio parar às mãos: Chegou-me via BookMooch em 2010

Quando e porque peguei nele: 1/abr/2012 a 6/abr/2012. Depois de ler Julia Quinn apetecia-me continuar a ler romances históricos e resolvi dar uma nova oportunidade a esta autora, de quem tinha lido Um Estranho nos Meus Braços que não apreciei por aí além mas de quem oiço falar muito bem. Conta para o desafio: Mount TBR Challenge


Citação:
One should make the best choice possible given the circumstances, and then avoid second-guessing for the sake of one's own sanity.


Opinião: Como disse, queria então dar nova hipótese a esta autora, sobretudo depois de ouvir a Jen falar tão bem dela e reparar que ia sair um novo livro por cá. Mas se calhar não devia tê-lo lido depois de ler a Julia, que é só a minha autora preferida neste género (não que conheça muito, mas das poucas autoras que li nenhuma se lhe compara, na minha humilde opinião... ok, talvez a Laura Lee Guhrke), não só porque escreve muito bem e com bastante humor, mas sobretudo porque escreve personagens com quem me consigo identificar e desenvolve relações credíveis. Um romance é sobretudo isto, tem de convencer-me que realmente aquelas pessoas gostam verdadeiramente uma da outra e merecem ficar juntas, num final feliz.

Infelizmente, este incorre no mesmo mal que tinha apontado no outro livro que li da autora:
gosto de romances mas em que ao menos haja algo entre os personagens sem ser apenas luxúria.
O livro até começa bem e acreditei realmente na relação do par com maior destaque no livro, mas depois passa a um enredo do tipo “não vou parar enquanto não tiver a minha vingança e ela será servida na cama!!!” do qual não sou grande apreciadora, sobretudo quando a sinopse no verso do livro me havia levado a esperar algo mais na onda de Persuasão. Ainda assim é viciante, manteve-me a virar constantemente as páginas, mas acabei por achar que determinadas situações poderiam ter sido melhor desenvolvidas.

Neste livro temos dois pares amorosos, sendo que em cada um deles heróis e heroínas têm de ultrapassar os seus próprios problemas e inseguranças para então encontrarem um final feliz junto daquele de quem gostam. Num dos pares, após a partida do herói, a heroína sofre queimaduras terríveis nas pernas que a marcam fisicamente e psicologicamente, de tal modo que pensa que o herói não a conseguirá amar como antes porque já não seria tão bela. Isto é resolvido de forma muito rápida no final, quando eu preferia ter visto como é que ela passou a lidar com aquela situação, que assim se resume a “ai que estou deformada e ele nunca vai olhar para mim da mesma maneira! Mas não, ele não se importa!” *rolls eyes* No outro par, que não percebemos muito bem o que os liga sem ser o facto de acharem-se giros e sensuais, o herói também tem de ultrapassar um problema, desta feita com a bebida. Em vez de nos mostrar a sua luta não, a heroína diz “só fico contigo se deixares de beber” pelo que ele vai-se embora e volta meses depois com o vício sobre controle. :/ Basicamente, não nos mostra como lidam com os problemas, o que lhes custa ultrapassar a péssima visão que têm de si e do mundo, de como o outro os leva a querer ser melhores, acabando por ser tudo muito superficial quando, pelo menos para mim, o aprofundamento teria sido bem mais interessante que todas as cenas quentes...

Mas ainda assim acaba por ser uma leitura satisfatória, que entretém quando se quer algo bastante leve. Como disse, via-me a virar constantemente as páginas, mas realmente não precisava de tanta tensão e cenas sensuais. Estão muito bem escritas, é verdade, mas a certa altura dava por mim a pensar “epá, andem mas é com isso que já li uma cena assim antes!”, o que não é bom sinal. O_o

Veredito: Se fosse emprestado pouco se perderia com isso. Ainda não foi desta que me convenceu e segundo a Slayra esta autora é um hit and miss. Se calhar li os mais fraquinhos mas tenho ainda outros escritos por ela pelo que não me dou por vencida. :)

Há de seguir-se: O Nome da Rosa de Umberto Eco

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