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27 de agosto de 2014

Curtas: Papuça e Dentuça; Para Sir Phillip, Com Amor (Bridgertons #5); Silver Shadows (Bloodlines, #5)

Título: Papuça e Dentuça
Diretor: Art Stevens, Ted Berman, Richard Rich
Baseado, muito livremente, no livro The Fox and the Wound de Daniel P. Mannix
Vozes: Mickey Rooney, Kurt Russell, Pearl Bailey

Mais informação técnica no IMDb.

Opinião: Eu sei que um filme da Disney não me diz muito quando não me lembro de o ter visto ou até me lembro de o ter visto mas não me lembro de nada da história, como neste caso. Sabia que o tinha visto mas lembrar-me de alguma coisa? Népias.

Na verdade este é realmente um filme esquecível. Não há músicas nem falas memoráveis, e parece que lhe falta algo. Nunca me convenceu a suposta amizade entre ambos porque acabam por não interagir assim tanto como isso. Parece-me que talvez um maior foco na relação entre o Tod e a dona fosse melhor, pelo menos pareceu-me mais credível e a cena em que ele é abandonado partiu-me o coração e fez-me chorar como uma Madalena arrependida.

Talvez apele mais a crianças.

Veredito: Emprestado e pouco se perde com isso.

Título: Para Sir Phillip, Com Amor (Bridgertons, #4)
Autor: Julia Quinn
Ficção | Género: romance histórico
Editora: Asa | Ano: 2014 (originalmente publicado em 2003) | Formato: livro | Nº de páginas: 336 | Língua: português

Como me veio parar às mãos: foi comprado este ano, não no dia em que saiu mas quase. :D

Quando e porque peguei nele: li-o de 28 de julho a 1 de agosto, porque é Julia Quinn! <3

Opinião: A sério, é sempre um prazer regressar a esta série e sobretudo a um dos livros que mais gostei aquando da primeira leitura. A segunda também não foi má, foi mesmo tão boa como a primeira, porque já não me lembrava assim de tantos detalhes. Abençoada memória de peixinho dourado. :P Não há como não adorar a interação entre as personagens, sobretudo quando os restantes Bridgerton entram em cena para salvarem a honra da irmã. xD

Mais uma vez, pouco mais tenho que acrescentar ao que escrevi por ocasião da minha primeira leitura, mas (há sempre um mas) desta feita a atitude da Eloise pareceu-me demasiado precipitada e mesmo estúpida, temo, tendo em conta todo o cerimonial da época, o que me vai um pouco contra a personagem. Mas também, se assim não fosse a história não teria tanta piada, não é verdade? E não haveria a cena com os homens todos a ficarem amigos sobre uma noite de bebedeira, certo? E o Colin com fome... *suspira enquanto sussurra "Colin! <3"*

Veredito: Para ter na estante.

Título: Silver Shadows (Bloodlines, #5)
Autor: Richelle Mead
Ficção | Género: fantasia urbana
Editora: Razorbill | Ano: 2014 | Formato: e-book | Nº de páginas: 416 | Língua: inglês

Como me veio parar às mãos: foi comprado este ano, não no dia em que saiu mas quase. Até podia dizer que é um guilty pleasure, mas sinceramente não me sinto culpada por gostar. :P

Quando e porque peguei nele: li-o de 1 a 4 de agosto, porque o livro anterior tinha acabado numa situação bastante intrigante e eu queria ver como a coisa se resolvia.

Opinião: Há semelhança do livro anterior, contamos com dois pontos de vista, o de Sydney, a protagonista, e o de Adrian, a sua cara-metade. Percebe-se melhor a escolha pelos dois pontos de vista, quando até ao terceiro volume só tínhamos a visão de Sydney, pelos acontecimentos que têm lugar, uma vez que ela acaba raptada. Neste livro seguimos então o que acontece pós-rapto, o que Sydney tem de suportar e, através de Adrian, os esforços para a recuperarem.

Apesar de adorar o Adrian, era com muita pena que deixava Sydney e a sua luta contra os seus captores. A sua linha de história era a mais interessante, enquanto que Adrian parecia perdido. Ok, eu até entendo, por causa do seu poder e tal, mas ainda assim era com alguma frustração que lia os seus capítulos. Também senti falta da interação entre ambos mas diga-se que uma vez juntos, meu Deus... *suspira* E não é um bom suspiro de "aww, tão juntos e tão fofos!", não... é um suspiro de "mas porquê?" Assim que Sydney é libertada segue-se um rol de más decisões. Isto não é a minha Sydney! E a cena do *big spoiler que OMD porquê?* enquanto fogem?! Nope, não gostei. Percebo o potencial que a coisa tem para a continuação e que ela tenha mudado porque a sua vida foi ameaçada, mas aquilo não é a minha Sydney!

Veredito: Se fosse emprestado pouco se perdia com isso. Mas fico à espera do (espero eu) último volume.

14 de maio de 2014

O Despertar da Meia-Noite e Ascensão à Meia-Noite (Raça da Noite, #3)

Autores: Lara Adrian
Ficção | Género: fantasia urbana
Editora: Quinta Essência | Ano: 2011 e 2012 (originalmente publicados em 2007 e 2008) | Formato: livro | Nº de páginas: 360+344 | Língua: português

Como me veio parar às mãos: foram-me emprestados.

Quando e porque peguei nele: entre 14 e 25 de abril e 5 e 11 de maio. O terceiro volume fazia parte da 2.ª mini-pilha e estou a tentar "despachar" os livros emprestados, para além de que me estava a apetecer algo levezinho com vampiros à mistura. :D

Sinopses do terceiro e quarto volumes

Opinião: Ainda bem que já não me sinto culpada por ter guilty pleasures ou de outro modo talvez não fosse capaz de apreciar livros deste tipo e estaria a perder todo um mundo de coisas boas! Adoro esta série e parece estar a ficar melhor a cada volume. Ok, talvez não seja tanto assim mas o certo é que a história e as personagens fazem-me virar as páginas continuamente até que dou comigo no final do livro sem perceber como.

Estes dois volumes pareceram-me focar-se mais nos dramas dos personagens que os anteriores, mas talvez tal impressão se deva ao facto de já conhecer melhor este mundo e as forças que se antagonizam no mesmo. Isto permitirá um maior desenvolvimento e exploração das personagens, sendo que os dramas também acabam por suscitar interesse mesmo que a coisa a certa altura pareça algo repetitiva, nomeadamente ao que na relação amorosa diz respeito. Quer dizer, no terceiro volume irritou um pouco que nunca mais parece que fossem sair da cepa torta... O mundo no meio disto acaba por não ter tanto destaque, acaba por ter um papel secundário e parece que apenas para ligar os vários volumes, mas ainda assim é bastante agradável de seguir, tendo existido nestes dois livros desenvolvimentos bem interessantes e que promete mais problemas para estes Guerreiros.

Por mim, cá estarei para os seguir porque leituras leves e com vampiros são perfeitos para ler depois de leituras que exigem de nós, ou para ler depois de dias (ou semanas) mais agitados e cansativos.

Veredito: Emprestado pouco se perdia com isso. Gosto mas ainda assim não sou capaz de dar dinheiro por eles porque, apesar de tudo, não conto reler. Mas é só por isso. E porque não há espaço cá em casa.

19 de fevereiro de 2014

Uma Bruxa em Apuros (The Hollows, #1)

Autor: Kim Harrison
Ficção | Género: fantasia urbana
Editora: Saída de Emergência | Ano: 2011 (publicado originalmente em 2004) | Formato: livro | Nº de páginas: 374 | Língua: português

Como me veio parar às mãos: foi-me emprestado em 2012.

Quando e porque peguei nele: li-o entre 31 de janeiro e 6 de fevereiro, para o primeiro desafio mini-pilha, categoria "volume de uma saga".

Opinião: Esta série nunca suscitou o meu interesse, aliás não se pode dizer que a fantasia urbana ou o romance paranormal seja propriamente a minha praia. Mas como tenho gostado, apesar de tudo, de alguns títulos e séries, nomeadamente Raça da Noite e sobretudo Mercy Thompson e me disseram que esta era mais ou menos como a segunda, lá vim eu com os livros.

Pois, acabou por não ser mesmo do meu agrado e desisti à página 103. Nem vou falar da protagonista, que me fez revirar muitos os olhinhos com a sua atitude toda "eu sou muito boa e tal e estou a ser subaproveitada" mas que depois parece fazer um rol de asneiras e não ser capaz de medir as consequências das suas acções, mesmo que avisada por várias vezes... Não, não vou falar da Rachel. Ora bem, o ritmo é lento, 100 páginas dentro da leitura e ainda não sabia o que raio era suposto vir dali. Quer dizer, a Rachel já se tinha despedido e tinham atentado contra a sua vida algumas vezes, ia ser isso o livro todo? Também houve uma ou outra menção a um tipo que talvez viesse a ser um vilão, era um traficante penso eu, mas teve tão pouco (ou mesmo nenhum, acho que nenhum) protagonismo pelo que não foi o suficiente para me fazer continuar, e nem o "drama" com a sua colega vampira, que aparentemente continua por n livros (ou pelo menos foi o que retirei de ler as opiniões da Slayra) suscitou mais que indiferença e (mais) um ou outro revirar de olhos.

A sério, ao ler sentia-me tão indiferente, tão pouco ou nada investida na história que a mente começava a fugir para as coisas mais triviais do meu dia-a-dia, quando não fugia para o sono. De tal forma que, para além do nome da personagem principal, pouco mais ficou da leitura pois os detalhes esbatem-se sobre a apatia que sentia. Basicamente estava a ser um livro "meh" (acho que usei duas vezes "meh" para descrever como estava a ser a leitura no GR) e devo confessar que ando farta de livros "meh". Não quer dizer que só leia ou queira ler coisas boas, nem por isso, mas quero ler coisas que mexam comigo, que me entretenham simplesmente e não que me deixem completamente indiferentes. Acho que o pior que uma leitura pode fazer é deixar-nos indiferentes. :/

Veredito: Não acabei. Não me parece que seja uma coisa de "não é a altura certa ou a mais adequada", ou "apanhou-me num mau momento", daí que tenha colocado definitivamente de lado e não pense voltar a pegar-lhe nem à série. Não é para mim.

29 de dezembro de 2013

Curtas: Persépolis, The Indigo Spell e The Fiery Heart (Bloodlines, #3 e #4) [e-books]

Título: Persépolis
Autor: Marjane Satrapi
Não-ficção | Tema: memória, comic
Editora: Contraponto | Ano: 2012 (publicado originalmente em 2000) | Formato: livro | Nº de páginas: 352 | Língua: português

Quando e porque peguei nele: entre 15 e 26 de novembro, pois o meu irmão ofereceu-mo pelos anos e, para não o desincentivar de me oferecer livros, fiz questão de lhe mostrar que qualquer livro que me ofereça é para ler. :P Lamento no entanto dizer que ele só oferece um livro por ano, já que no Natal não recebi nenhum. *suspira e olha em volta* Quer dizer, também não é como se eu precisasse de mais livros...


Opinião: Eis uma história da qual pouco ou nada sabia e que me surpreendeu. Estranhei-o a princípio, o desenho algo infantil e simplista, a ingenuidade da história, mas com o avançar da leitura percebi a sua mestria. A narrativa vai evoluindo, conforme a protagonista vai crescendo, e de tiradas infantis (e perfeitamente válidas, tenho a plena noção de que pensaria o mesmo :D) como "o meu avô era um príncipe!" passamos para uma percepção do que a revolução iraniana foi e o que custou a tantos, tal como a pequena Marjane.

Veredito: Vale o dinheiro gasto.

Título: The Indigo Spell e The Fiery Heart (Bloodlines, #3 e #4) [e-books]
Autor: Richelle Mead
Ficção | Género: fantasia urbana
Editora: Razorbill | Ano: 2013 | Formato: e-book | Nº de páginas: - | Língua: inglês

Quando e porque peguei neles: entre 28 de novembro e 8 de dezembro. Depois dos livros com temas que convidavam a ponderar sobre os mais diversos temas, precisava de algo leve para descontrair.

Sinopse aqui e aqui

Opinião: Ia a dizer o quanto esta série é um guilty pleasure, mas a verdade é que cada vez menos me sinto culpada pelas coisas que gosto. E eu adoro esta série. Sim, tem vampiros e bruxas, muitos clichés, é demasiado previsível e a protagonista consegue irritar com as suas dúvidas, que se tornam repetitivas e chatas, mas eu dou por mim a devorar as páginas que nem doida! Culpo as piadas, a interação entre as várias personagens mas sobretudo Sydney e Adrian. Quem os viu e quem os vê. <3 O pior mesmo é achar que a autora anda um bocado a encher chouriços, já que cada livro debruça-se sobre um ou dois problemas que Sidney tem de resolver, enquanto o arco maior é desenvolvido lentamente. E o final, mas apenas porque odeio que as situações não fiquei resolvidas. *conta os meses que faltam até ao próximo livro*

Veredito: Vale o dinheiro gasto.

E de livros parece-me que ficamos por aqui.

23 de julho de 2012

O Beijo Carmesim (Raça da Noite, # 2)

Autor: Lara Adrian
Ficção | Género: fantasia urbana
Editora: Quinta Essência | Ano: 2011 (publicado originalmente em 2007) | Formato: livro | Nº de páginas: 368 | Língua: português

Como me veio parar às mãos: Emprestado pela Filipa, a maior culpada este ano por eu não diminuir a pilha de livros por ler. :P

Quando e porque peguei nele: 9/julho/2012 a 14/julho/2012. Apetecia-me algo leve e passado num ambiente contemporâneo.


Opinião: Tal como o anterior volume desta série, entretém e mantém o interesse da leitora. Achei a história mais bem conseguida que a do primeiro livro, talvez porque não é preciso explicar tanto o mundo, possibilitando um maior desenvolvimento das personagens e da história. Gostei bastante do casal protagonista, notando-se algum crescimento sobretudo de Tess. Não achei tão previsível como o anterior, mas vai daí o cerébro estava em modo de descanso (e como estava bem precisada de tal coisa), tendo uma ou outra reviravolta que podia ter antecipado se estivesse mais atenta. Assim acabou por surpreender um bocado.

Também gostei da introdução de uma personagem, Chase, dos Refúgios apesar de não nos dar assim tanto a conhecer sobre essa parte do mundo da Raça da Noite. Fico à espera que ele se torne um guerreiro ou tenha mais destaque daqui para a frente, pois pareceu-me uma personagem com um passado interessante e talvez com potencial para ser explorado. Além disso, parece que vai perder a amada para o Tegan (o choque!) já que este par é o protagonista do próximo volume, que já ali está à minha espera e devo pegar em breve, quando me apetecer descansar mais um bocadinho.

Veredito: Emprestado e pouco se perde com isso. Não é a melhor coisa do mundo mas, como disse, entretém e fica o interesse em continuar a seguir a série.

30 de junho de 2012

The Golden Lily (Bloodlines, # 2) [e-book]

Autor: Richelle Mead
Ficção | Género: fantasia urbana
Editora: Razorbill | Ano: 2012 | Formato: e-book | Nº de páginas: - | Língua: inglês

Como me veio parar às mãos: comprei-o na Amazon este ano, assim que saiu, tinha feito pré-reserva.

Quando e porque peguei nele: 16 a 20/junho/2012. Adoro estes livros e tinha que ler assim que possível, além de que queria algo leve, que não necessitasse de muita concentração.


Opinião: Este é o segundo volume do spin-off da série Vampire Academy e segue Sydney Sage, uma Alquimista que ajudou Rose nos últimos três livros daquela saga. Li o primeiro livro no ano passado e gostei bastante, apesar de Sydney ser bastante diferente de Rose. Não é tão impulsiva, o humor não é tão engraçado mas ainda assim faz-me rir. Além disso, a história desenvolvia-se devagar e de forma previsível ainda que fosse interessante, e o mesmo acontece neste volume.

A ação não é o forte de Sydney, mais habituada a cuidar de tudo e todos, limpando o que deixam para trás. Ela confia por demais na sua razão e raramente sai da sua zona de conforto ainda que os acontecimentos e a sua convivência com a sociedade vampírica, nas suas mais diversas formas, a force a puxar os seus limites e a questionar o que tinha por dogma.

Neste livro, apesar de poucas respostas dar e suscitar ainda mais perguntas, continua então o crescimento de Sydney, a sua procura pela verdade e por quem realmente é.

Apesar de estar a gostar da série, tenho algum receio que as coisas se arrastem. Acabei o livro com a ideia de que pouco ou nada avançou apesar de desenvolvimentos interessantes e de a autora conseguir aprofundar ainda mais o seu mundo. Na primeira série vimos o que distinguia strigois, morois, dhampirs e humanos, levando-nos ao centro das duas sociedades vampíricas. Nesta aprofundamos não só o grupo dos Alquimistas, mas também como os humanos que sabem da existência de vampiros se relacionam com eles e que tipo de poderes podem ter, sendo que Sydney deambula, ainda que de forma algo forçada, pela bruxaria.

Veredito: Vale o dinheiro gasto. Aguardo impacientemente o próximo volume, apesar de tudo. É como que um guilty pleasure, so what? Leve, faz-me rir, tem personagens credíveis e com as quais me identifico. Dá-me exatamente o que peço dele mas temo, sobretudo pela minha carteira, que se arraste. Lá porque gosto de uma história não quer dizer que a queira seguir indefinidamente. E além disso o Adrian já merece o seu final feliz, me thinks.

Há de seguir-se: Macbeth de William Shakespeare

25 de junho de 2012

O Beijo da Meia Noite (Raça da Noite, # 1)

Autor: Lara Adrian
Ficção | Género: fantasia urbana
Editora: Quinta Essência | Ano: 2011 (publicado originalmente em 2007) | Formato: livro | Nº de páginas: 372 | Língua: português

Como me veio parar às mãos: Emprestado pela Filipa. Este ano a Filipa é a patrocinadora oficial das minhas leituras. xD

Quando e porque peguei nele: 11 a 16 de junho. Pareceu-me um bom contrapeso para o Shakespeare.


Opinião: Foi-me recomendado depois de não ter gostado por aí além do primeiro livro da série Adaga Negra. O conceito é igual, existe um grupo de guerreiros vampiros, mas se aqueles lutam contra humanos que querem acabar com a raça, os desta série lutam contra os Renegados, vampiros de cederam ao Desejo de Sangue (são basicamente viciados em sangue) e que querem de certa forma escravizar os humanos, que não são mais do que comida aos olhos deles. Não é que estes guerreiros gostem e queiram defender os humanos, também se alimentam deles sem no entanto lhes acabarem com a vida, mas não é por isso que acham que devem ser escravizados.

Como disse, o conceito é semelhante e os protagonistas de cada vez que se encontram têm igualmente sexo, mas neste caso a história não parece ser apenas uma desculpa para o sexo e consegue ser interessante, de tal modo que achei que o sexo às vezes atrapalhava porque queria saber um pouco mais sobre este mundo e o que significa ser uma Companheira da Raça. Mas a história é desenvolvida a um ritmo agradável e consegue manter a nossa atenção, ainda que seja tudo muito previsível. Descobri quem era o Mestre relativamente cedo e apesar da autora tentar conduzir o leitor a desconfiar de determinada pessoa ser traidor, eu não fui na conversa e desconfiei da pessoa certa. Já são muitos anos a ler e ver TV, é preciso um pouco mais de esforço para me surpreenderem. :P

Não é uma obra de outro mundo mas entretém. Constitui um bom escape à erudição, por assim dizer, e profundidade das peças de Shakespeare.

Veredito: Emprestado e pouco se perde com isso. Nunca pensei vir a ler esta série mas acabou por ser uma surpresa agradável. Não penso comprar os volumes seguintes, apesar de estar interessada em saber mais sobre o mundo, apenas porque não me vejo a relê-los.

Há de seguir-se: The Golden Lily (Bloodlines, Livro 2) de Richelle Mead

6 de junho de 2012

Cruz de Ossos e Segredo de Prata (Mercy Thompson, #4 e #5)


Autor: Patricia Briggs
Ficção | Género: fantasia urbana
Editora: Saída de Emergência | Ano: 2011, 2012 (originalmente publicados em 2009 e 2010) | Formato: livro | Nº de páginas: 288 + 259 | Língua: português

Como me veio parar às mãos: emprestados pela Filipa, como não podia deixar de ser

Quando e porque peguei nele: 13/maio/2012 a 2/junho/2012. É Mercy, tinha de ler. Desta feita, critico-os juntos por preguiça e não há assim tanto a dizer individualmente.


Opinião: Esta série está muito bem conseguida. É certo que a princípio a vida amorosa da protagonista irritava-me, como que distraindo uma pessoa do que realmente interessava, ou seja dos mistérios e problemas em que Mercy se vai vendo envolvida por dar-se com lobisomens, vampiros e seres feéricos, mas a partir do momento em que o triângulo é resolvido essa parte torna-se bem mais interessante. Mercy não é uma moça em apuros, apesar dos tais problemas, e não tem a mania de que “OMD tenho de sacrificar-me em prol dos que amo porque SÓ EU O POSSO FAZER!” Nada disso, é uma moça com pés e cabeça, sabe que ao meter-se em problemas vai sair aleijada e apesar de por vezes se mandar de cabeça, faz questão de deixar alguma coisa para trás a avisar onde a podem encontrar, por assim dizer. E não tem problema em pedir ajuda quando necessita. Tudo isto faz com que seja uma das minhas heroínas favoritas.

Dizia então que a vida amorosa de Mercy, a partir do momento em que o triângulo se resolve, é bem mais interessante e se até aí achava que isso atrapalhava a história, nestes últimos livros achei que o mistério atrapalhava a vida da Mercy. :P Após os acontecimentos do terceiro livro, Mercy tem de ultrapassar medos e ataques de pânico, enquanto tenta conviver com a sua escolha amorosa, que acarreta responsabilidades e outros tipos de complicações, pois o facto de ser uma coiote não a ajuda no meio de lobisomens. Gostei do desenvolvimento da personagem, que aos poucos se vai dando e deixa cair o muro, percebendo que não é por amar alguém que se torna fraca mas pelo contrário, torna-se mais forte. Gostei também que a autora não resolvesse a questão da violação de forma simplista. Ainda no quinto livro se sente algumas repercussões de tal acontecimento, que tem assim bastante impacto na maneira como Mercy passa a enfrentar o mundo, contribuindo para o desenvolvimento e crescimento da personagem.

Mas nem só da vida de Mercy vivem estes livros. No quarto livro Mercy vê-se confrontada com problemas vampíricos, consequência das suas ações no segundo livro. Achei a parte da Marsilia algo confusa e jamais pensaria que ela pudesse arquitetar tal coisa. Mas ainda antes de lidar com Marsilia, Mercy vê-se puxada para fora de Tri-Cidades para resolver um problema com fantasmas. Gostei mais dessa parte, que dá um pouco mais de luz sobre os poderes de Mercy e do seu fiel bastão ( xD ) para além de ter uma das personagens que mais gostei em toda a série, o pequeno Chad. :) Já no último, são os seres feéricos a dar cabo da cabeça de Mercy, assim como Sam. Os primeiros continuam a ser as criaturas mais interessantes, sobretudo porque sei pouco sobre fadas e esse tipo de coisas e acho o máximo eles esconderem a sua verdadeira natureza, pelo que uma pessoa nunca sabe com o que pode contar, mas ver o lobo a sobrepor-se ao humano também foi interessante. Ver que a imortalidade, ou uma vida mais longa, pode ser um fardo e assitir o conflito interno sobre o desejo de morte e sobrevivência é sempre algo que gosto de ler.

É das séries, se não a série, de fantasia urbana que mais estou a gostar de seguir. A autora está a conseguir equilibrar as várias vertentes da vida da Mercy e a desenvolver muito bem tanto as personagens como o seu mundo. Continuo a querer saber mais sobre os caminhantes e os seres feéricos, e gostaria de vir a saber mais sobre personagens como Stefan e Samuel, sobretudo como eram as suas vidas em séculos anteriores. 

Veredito: Vale o dinheiro gasto. Esta série foi uma das surpresas deste ano e apesar de ter lido os livros emprestados, parecem-me boas aquisições. Sei que há uma outra série, Alpha & Omega, que se centra no irmão de Samuel, se não estou em erro, e que me parece ser interessante na medida em que expande um pouco mais a mitologia lobisomem deste mundo. Espero que também seja publicada por cá, pois tenho bastante curiosidade em ler. Patricia Briggs parece ser uma autora para continuar a seguir.

Há de seguir-se: não faço ideia do que vou ler, a sério. Tenho tanto que quero ler neste mês: Shakespeare, Kushiel’s Dart para o Vaginal Fantasy, As Crónicas de Gelo e Fogo, Persuasão, Os Leões de Al-Rassan, A Corte do Ar, que não sei em que pegar. Mas como à exceção de Shakespeare o resto são releituras, talvez pegue mesmo no inglês.

14 de maio de 2012

Curtas: Cranford [e-book], Vínculo de Sangue (Mercy Thompson, #2), Beijo do Ferro (Mercy Thompson, #3)

Título: Cranford [e-book]
Autor: Elizabeth Gaskell
Ficção | Género: romance
Editora: Project Gutenberg | Ano: originalmente publicado em 1853 | Formato: e-book | Nº de páginas: - | Língua: inglês

Como me veio parar às mãos: Fiz download do site Project Gutenberg no ano passado.

Quando e porque peguei nele: 27/abr/2012 a 6/maio/2012. Apetecia-me ler algo bem escrito e como tinha adorado North and South da mesma autora, achei que este seria bom. Conta para os desafios: Book Bingo - Clássico, The Back to the Classics Challenge - clássico do séc. XIX.


Opinião: Gaskell ameaça ser como Quinn, mesmo o mais fraquinho é bastante bom. Não existe propriamente um enredo, sendo este livro constituído por vários relatos, quase em espécie de diário, de Mary Smith, visitante regular de Cranford a pedido de algumas das solteironas lá do sítio.

Mary dá-nos a conhecer algumas das peculiaridades de Cranford e de seus habitantes, a maior parte mulheres que gerem a sociedade e acham-se muito bem sem homens a partilhar a mesma, bem como de alguns acontecimentos que mexem com o lugar, seja a vinda de um ilusionista ou uma série de roubos que afinal não seriam tão graves assim.

Acaba por ser uma leitura leve e bastante agradável. Houve ocasiões em que ri, como na cena da vaca vestida de flanela, e outras em que ficava emocionada com as atitudes de algumas personagens, sobretudo no final quando a mais doce de todas as personagens sofre um pequeno revés. Fiquei com pena que uma certa situação não tenha resultado num final semelhante a Persuasão, mas a vida tem destas coisas e é vida que aqui está representada. Quase podia jurar que histórias semelhantes teriam acontecido na terra dos meus pais, por exemplo.

Veredito: Se fosse emprestado pouco se perdia com isso.


Título: Vínculo de Sangue (Mercy Thompson, #2)

Autor: Patricia Briggs
Ficção | Género: fantasia urbana
Editora: Saída de Emergência | Ano: 2011 (originalmente publicado em 2007) | Formato: livro | Nº de páginas: 284 | Língua: português

Como me veio parar às mãos: Filipa emprestou-o.

Quando e porque peguei nele: 6/maio/2012 a 7/maio/2012. Foi o primeiro em que coloquei a vista em cima e, sendo livro emprestado, tinha preferência sobre outros.


Opinião: Depois da surpresa que acabou por ser o primeiro volume, tive de me render e ler o segundo. Fi-lo quase numa assentada pois a história está muito bem desenvolvida, com mistério e ação q.b., sobrando ainda tempo para desenvolver personagens e aprofundar relações. Ainda assim, o triângulo (quadrado?) amoroso continua a parecer a coisa menos conseguida neste livro, tendo-se tornado algo irritante Mercy encontrar-se com o um dos pretendentes quando acabava de sair dos braços do outro e aquele lembrar-lhe “olha que aqui estou e não estou a gostar nada disso”. *eye roll* Mas tirando isso, é de leitura compulsiva e dá-nos a conhecer um pouco mais deste mundo, salientando o que difere Mercy dos restantes sobrenaturais.

Veredito: Vale o dinheiro gasto.

Título: Beijo do Ferro (Mercy Thompson, #3)
Autor: Patricia Briggs
Ficção | Género: fantasia urbana
Editora: Saída de Emergência | Ano:  2011 (originalmente publicado em 2008) | Formato: livro | Nº de páginas: 261 | Língua: português

Como me veio parar às mãos: Mais um que veio da estante da Filipa.

Quando e porque peguei nele: 7/maio/2012 a 11/maio/2012. Ainda pensei pegar noutros livros, mas gostei tanto do volume anterior que resolvi continuar com esta série.


Opinião: A história neste volume não me pareceu fluir tão bem, sobretudo devido à vida pessoal de Mercy que aparecia do nada e relegava para segundo plano o mistério que a protagonista tem de resolver para tirar o seu amigo e mentor Zee da prisão, e evitar que seja morto pela autoridade dos seres feéricos. Felizmente o triângulo amoroso resolve-se, o que era o ponto mais fraco das histórias, e o último terço do livro, apesar de algo chocante, abre portas para um maior desenvolvimento das personagens, sobretudo da protagonista. Este parece-me ser a mais valia destes livros e o porquê de os achar viciantes.

Veredito: Vale o dinheiro gasto.

4 de maio de 2012

Dark Lover (Black Dagger Brotherhood, #1) [e-book]

Autor: J.R. Ward
Ficção | Género: fantasia urbana
Editora: Signet | Ano: 2005 | Formato: e-book | Nº de páginas: - | Língua: inglês

Quando e porque peguei nele: 22/abr/2012 a 27/abr/2012. Ouvia falar tão bem que resolvi pegar nele.


Opinião: Tinha lido críticas algo díspares sobre este livro mas o melhor é mesmo julgá-lo por nós próprios, assim sendo peguei nele mas rapidamente percebi que ia ser uma leitura complicada.

Desde cedo dei por mim a revirar os olhos e deixem-me que diga que há um limite para o revirar de olhos e com este livro puxei para além do limite, temi mesmo ficar com um problema e passar a olhar para o meu cérebro, pois reviranço de olhos foi uma constante durante a leitura. Desde o vampiro supostamente rijo e que por isso veste cabedal dos pés à cabeça, usa óculos escuros e ouve rap (tão mauzão que ele é! *ironia* ), mas que depois se perde de amores e quer fazer conchinha com a mulher que acaba de conhecer e tem de proteger mas por quem se apaixona assim que lhe mete a vista em cima *eye roll*; à dita mulher que depois de uma tentativa de violação vai para a cama com um homem que acaba de conhecer *alto reviranço de olhos*, quase tudo era motivo para revirar os olhinhos. (Sim, muito repetitiva, eu sei...)

A relação do casal protagonista baseia-se sobretudo em sexo e parece que o enredo é apenas um artíficio para justificar o facto de eles se encontrarem e fazerem sexo. Basicamente a história resume-se a engonhanço, engonhanço, casal protagonista tem sexo, engonha-se mais um pouco para terem sexo a seguir, mistura-se um pouco de mistério que engonha mais um bocado, aproveita-se para explicar o que é a Irmandade e têm novamente sexo... e isto parece repetir-se ad nauseum.

Fartei-me um pouco do casal mal se conheceram, de tal modo que lia na diagonal sempre que estavam juntos. O resto da história, sobre a Irmandade e aqueles que querem acabar com os vampiros, apesar de mais interessante que o casal (só de pensar neles sinto vontade de revirar os olhos) mas não foi o suficiente para manter o meu interesse.

Veredito: Não acabei. Dizem que este é o mais fraquinho de toda a série, pelo que conto dar mais uma hipótese.

Há de seguir-se: The Red Necklace de Sally Gardner

7 de março de 2012

Curtas: American Gods [áudio-livro], Hallowed (Unearthly, #2) [e-book]

Título: American Gods [áudio-livro]
Autor: Neil Gaiman, lido por George Guidall
Ficção | Género: Fantasia
Editora: Recorded Books | Ano: 2001 | Formato: áudio-livro | Nº de páginas: - | Língua: inglês

Quando e porque peguei nele: 07/out/2011 a 27/fev/2012. Ia começar um projecto de ponto cruz, que se encontra parado há meses (eu sei, sou preguiçosa), pelo que precisava da companhia de um áudio-livro.


Opinião: Este é um daqueles que devia ler em vez de ouvir. Como só me dedicava quando tinha tarefas domésticas para fazer, e mesmo assim quando estava para aí virada, porque andei uns tempos em que apetecia-me era aspirar a ouvir música, senti que perdi muito da história. Houve mesmo partes, geralmente no início dos capítulos, salvo erro, que se focavam mais em determinados deuses e que não percebi que sentido tinham ou como contribuíam para a história principal. :/

No entanto, achei uma história interessantíssima, só a ideia de deuses a viver entre nós é algo que merece a minha atenção, e foi o primeiro livro do Gaiman que realmente me surpreendeu. Houve uma parte *face palm* em que se tivesse prestado mais atenção tinha percebido quem era o amigo de Shadow na cadeia (foi mesmo daquelas coisas estúpidas em que é necessário alguém apontar o óbvio), mas houve outra reviravolta que realmente me deixou de boca aberta.

Este áudio teve como bónus uma entrevista com o autor, que adorei e fiquei com curiosidade em ler mais coisas dele, sobretudo Coraline, mas o livro é para reler, com calma. Merece. :)

Veredito: Vale o dinheiro gasto. 

Título: Hallowed (Unearthly, #2) [e-book]
Autor: Cynthia Hand
Ficção | Género: Fantasia urbana
Editora: HarperCollins | Ano: 2012 | Formato: e-book | Nº de páginas: - | Língua: inglês

Quando e porque peguei nele: 26/fev/2012 a 29/fev/2012. Gostei tanto do primeiro que tinha de ler a continuação. Conta para o desafio: Book Bingo - Livro noutra língua.


Opinião: Não esperava gostar tanto desta série, mas o certo é que assim que pego num livro, só quero lê-lo até ao fim e se pudesse lia a continuação logo a seguir.

Achei este livro mais previsível que o anterior, sobretudo no que toca à pessoa próxima de Clara que tem a morte a pender-lhe sobre a cabeça e ao propósito do irmão, mas há ainda algumas revelações (uma ou outra tirada das mangas, como acontece com o pai de Clara) e o mundo destes anjos está desenvolvido de forma interessante (apesar de ficar de pé atrás com a quantidade de anjos que há num único lugar). Há questões que ficam por responder, como o papel do Asa Negra nisto tudo (apesar de eu ter uma pequena desconfiança), e claro que quero ver como é que a vida amorosa de Clara ficará depois dos acontecimentos deste livro.

Achei o primeiro bem mais interessante e fofo que este, mas algumas partes tocaram-me bastante e identifiquei-me com a personagens em algumas situações. Pareceu-me uma boa continuação.

Veredito: Vale o dinheiro gasto.

4 de março de 2012

Shiver, um amor impossível (The Wolves of Mercy Falls, #1)

Autor: Maggie Stiefvater
Ficção | Género: Fantasia urbana
Editora: Editorial Presença | Ano: 2011 (originalmente publicado em 2009) | Formato: livro | Nº de páginas: 440 | Língua: português

Como me veio parar às mãos: Comprei-o no ano passado

Quando e porque peguei nele: 22/fev/2012 a 24/fev/2012. Depois de ter lido Celestial apetecia-me continuar na onda YA e tinha muita curiosidade em ler este livro. Conta para os desafios: Mount TBR Challenge, Book Bingo - Livre.


Opinião: Foi, até agora, a deceção do ano e eu queria mesmo gostar deste livro! Sigo o LJ da autora há algum tempo e gostei da sua escrita, com algum humor à minha medida. Além disso vi um vídeo das conferências TED em que ela diz “I tell lies for a living!” e é uma verdadeira artista, pois compõe músicas, escreve e fez os book trailers dos seus livros. Como é que não poderia gostar? Mas o certo é que ficou aquém das expectativas.

É sem dúvida um livro fofinho, mas um pouco sem pés nem cabeça. Então temos um moço que se transforma em lobo com temperaturas frias e ele mora num local frio? Fala-se em mudar para um clima quente ao que responde que à mínima alteração de temperatura se transformam em lobos e mudar para um clima moderado está quieto porque é caro. Really? Só isso me fez ficar de pé atrás porque achei estúpido, é quase como a cena dos vampiros morarem num local que está sempre nublado para não brilharem como bolas de disco. *eye roll*

E depois temos as personagens... As mais interessantes são Isabel e Olivia, mas estas são personagens muito secundárias e por isso vemos muito pouco delas. Já a Grace, a protagonista, fez-me ranger os dentes. Não é que se torne numa Bella, mas ela parecia uma moça normal, com uma vida normal, tirando a sua valente panca por lobos e os pais que pouco ou nada lhe ligam (a sério, assusta-me pensar que há pais assim), mas a partir do momento em que o moço aparece só lhe quer saltar para a espinha e estar colada a ele todo o santo dia. Ela até parecia boa aluna, aplicada, mas pensa em faltar para estar com ele. É como se a partir do momento em que Sam aparece, a sua vida fosse unicamente devotada a ele, deixando de ter vida e interesses próprios! E Sam até é uma personagem interessante e tem um passado complicado que gostei de descobrir, mas o seu romance com Grace é tão pegajoso que rapidamente deixei de me interessar, por aí além, pela personagem.

No entanto, a história segue a bom ritmo, tem um final algo prevísivel mas algumas coisas interessantes ali pelo meio e a escrita, apesar de não ter grandes floreados, pareceu-me muito boa. Acaba por ser uma leitura muito leve (levíssima mesmo) e deixa algumas questões em aberto, mas penso que não vou continuar a série. Vou tentar dar outra hipótese à autora, tem uma série com fadas, salvo erro, que ainda não está publicada por cá, mas talvez peça o primeiro volume.

Veredito: Se fosse emprestado pouco se perderia com isso. Foi uma aposta que saiu ao lado. Acontece, com muita pena minha. :(

Segue-se: The Peach Keeper de Sarah Addison Allen

21 de fevereiro de 2012

Celestial (Unearthly, #1)

Autor: Cynthia Hand
Ficção | Género: Fantasia urbana
Editora: Saída de Emergência | Ano: 2011 | Formato: livro | Nº de páginas: 288 | Língua: português

Como me veio parar às mãos: Foi-me emprestado pela Filipa. :)

Quando e porque peguei nele: 16/fev/2012 a 20/fev/2012. Os livros emprestados costumam ter prioridade, além disso queria algo leve que me entretivesse nos últimos dias de trabalho antes de uma semana de férias. Conta para o desafio: Book Bingo - YA.


Opinião: Eu já sabia que não devia duvidar das recomendações do Twitgang mas mesmo assim tinha algum receio em pegar neste livro por ter anjos e os livros com anjos não parecerem ser grande coisa. Não que tenha lido algum, mas ao ler críticas a livros como Hush, Hush e Angelologia rapidamente coloquei os anjos de lado. Mas como este me chegou às mãos tão bem recomendado, tinha de dar-lhe uma hipótese e, sinceramente, foi a leitura que mais me satisfez até ao momento.

Este é um típico livro young adult, dos que agora estão na moda, com uma personagem que tem poderes sobrenaturais, um triângulo amoroso, um insta-romance lá pelo meio, mas fiquei bastante surpreendida com a profundidade das personagens, não constituindo apenas estereótipos nem sendo uni-dimensionais. Parecem pessoas reais, com dilemas reais e é fácil revermo-nos num ou noutro aspeto das várias personagens.

Seguimos o dia a dia de Clara enquanto se tenta adaptar a um novo local e assim acompanhamos o seu formar de relações com outros e mesmo com o local. É verdade que há insta-romance e Clara ameaça ser um pouco de stalker, mas Christian é o rapaz dos seus sonhos pelo que é algo compreensível... fazendo um esforço muito grande para compreender, está claro. :P No entanto, acho muito mais interessante o outro vértice do triângulo amoroso e a relação de Tucker e Clara é exatamente daquelas que gosto de ler. Para além de ser um pouco de inimigos a amantes, é também um daqueles romances que nasce e cresce sem a personagem se dar conta e não nasce do nada, logo mais realista que o amor à primeira vista (que já cansa um pouco). Eles passam o tempo juntos, ficam a conhecer-se e só depois se sentem atraídos um pelo outro. Mesmo a relação deles é fofa, o que não acontece com Christian.

O mundo também é interessante e parece-me bem explorado, ainda que só conheçamos uma parte. Tal como Clara vamos descobrindo um pouco de cada vez sobre o que significa ser um anjo, que poderes têm e o que são os Asas Negras. Apesar de contar o essencial, a relutância da mãe de Clara em contar-lhe tudo o que sabe, e mesmo o seu propósito, acrescenta um pouco de mistério à coisa. Isto e as questões levantadas pelo final, algo inesperado na minha opinião, fazem-me ansiar pelo volume seguinte.

Veredito: Vale o dinheiro gasto. Foi uma muito agradável surpresa, não esperava realmente gostar assim tanto do livro. Não quer dizer que o vá a correr comprar, mas estou ansiosa para ter o volume seguinte nas minhas mãos.

Há de seguir-se: não faço ideia, depende do livro em que pegar. Muito provavelmente Shiver, um amor impossível (The Wolves of Mercy Falls, #1) ou Os Caçadores de Mamutes (volumes 1 e 2) (A Saga dos Filhos da Terra, #3) de Jean M. Auel

20 de fevereiro de 2012

O Apelo da Lua (Mercy Thompson, #1)

Autor: Patricia Briggs
Ficção | Género: Fantasia urbana
Editora: Saída de Emergência | Ano: 2010 (originalmente publicado em 2006) | Formato: livro | Nº de páginas: 271 | Língua: português

Como me veio parar às mãos: Foi-me emprestado pela Filipa. :)

Quando e porque peguei nele: 12/fev/2012 a 16/fev/2012. Os livros emprestados costumam ter prioridade, além disso estava um pouco farta da perfeição da Ayla. :P Conta para os desafios: Book Bingo - Livro emprestado, What’s in a Name - qualquer coisa que se veja no céu.


Opinião: Achava que este livro inseria-se na onda YA que agora está na moda, mas quando li/ouvi boas coisas sobre os livros e que a protagonista não era adolescente mas uma mulher quase nos 30, pareceu-me boa ideia dar-lhe uma hipótese. E uau!

Tinha sido avisada que este livro seria aditivo e realmente sempre que o punha de lado só pensava em pegar-lhe outra vez. A ação sucede-se a um ritmo quase alucinante a partir do momento em que Mercy acolhe o jovem Mac na sua oficina. Tendo sido criada por lobisomens, mas sem o ser, ela reconhece essa natureza no jovem e percebe que ele está metido em apuros, o que se confirma com o ataque à mansão do alfa da zona.

Apesar da constante ação, há espaço para aprofundar as personagens e este mundo, onde circulam seres feéricos (entre os quais um gremlin), vampiros, bruxas e os já mencionados lobisomens. A protagonista não se insere em nenhum destes, sendo antes uma metamorfa, com o poder de se transformar num coiote. Achei interessante que todos os seres à exceção de Mercy tivessem origem europeia, sendo ela de ascendência nativo-americana. Sabendo eu pouco da mitologia dos índios norte-americanos, é com alguma curiosidade que quero pegar nos próximos livros para saber o que distingue e torna Mercy tão diferente das restantes personagens.

Resta dizer que adorei a Mercy, é uma personagem das que gosto de ler, forte, determinada e que consegue safar-se de apuros sem estar à espera de um knight in shinning armour, mas achei que o trio amoroso foi tirado um pouco do nada. Ok, um era o seu primeiro amor e o outro embirra com ela e ela com ele, mas achei que foi metido atabalhoadamente na história, sobretudo no último capítulo. Penso que é o tipo de coisa que seria mais interessante ir explorando ao longo da série, e parece-me que o que acabará por acontecer, mas que a autora resolveu apresentar assim os vértices do triângulo como chamariz para o volume seguinte.

Veredito: Emprestado e não se perde muito com isso. Não lhe pegaria se não fosse emprestado e ainda bem que assim aconteceu. Gostei bastante, é uma leitura leve, divertida e quero continuar a seguir a série, mas não me vejo a comprar, por agora, os livros. Mas tem potencial para se tornar numa das minhas séries de fantasia urbana preferidas, não que tenha muitas... :/

Há de seguir-se: Celestial (Unearthly, #1) de Cynthia Hand

15 de junho de 2011

Sangue Mortífero (Sangue Fresco, Livro 9)

Autor: Charlaine Harris
Género: fantasia urbana
Editora: Saída de Emergência | Nº de páginas: 231

Resumo (do livro): Com a excepção de Sookie Stackhouse, os habitantes de Bon Temps, no Louisiana, pouco sabiam sobre vampiros e nada sobre lobisomens. Até agora. Lobisomens e metamorfos revelaram finalmente a sua existência ao mundo e isso poderá ter custado a vida a alguém que Sookie conhecia. Mas a sua determinação para descobrir o responsável pelo homicídio é posta de parte perante um perigo muito maior. Uma raça de seres sobrenaturais (mais velhos, poderosos e muito mais misteriosos do que os vampiros ou os lobisomens) prepara-se para a guerra. E Sookie, enredada ainda na teia de antigos amores, ver-se-á como peão demasiado humano nesta batalha...

Opinião: Estes últimos livros da série tem sido algo “meh” e este não foge a isso. Sinceramente, não sei se é pelo facto de ter lido muitos livros com vampiros de seguida, mas o que é certo é que a Charlaine e a sua Sookie nestes 3 volumes não me disseram nada. :/

Começamos com a “saída do armário” dos lobisomens e com um crime, aparentemente motivado pelo ódio contra os metamorfos, para acabar numa guerra entre fadas. Se isto poderia ser interessante? Sim, podia mas sinceramente a história não me conseguiu agarrar, de tão previsível que se torna, e cansou-me que aconteça tudo e mais alguma coisa à Sookie num curto espaço de tempo. Além disso, não sinto qualquer empatia para com a Sookie. Não consigo explicar mas ter lido ou não este livro é-me igual ao litro. Tal como no volume anterior:
Não consigo deixar de pensar que muita da acção passa por um “vim, vi, venci” que nos deixa boquiabertos e a questionar-nos “mas é isto?”
Não consigo perceber o que aconteceu entre os livros 4, 5 e 6, de que gostei bastante, e estes mas o que é certo é que não consigo mergulhar na história da mesma maneira e começo a não me importar minimamente com a Sookie. Aliás, pergunto-me se alguma vez me importei, já que me parece que ela podia ser um pouco mais inteligente. Felizmente, e deve ser o único ponto positivo na minha humilde opinião, parece que a sua vida amorosa começa a entrar nos eixos, mas o que mais sobressai na leitura é o grande nada que deixou, de tal maneira que uma semana depois de ler o livro e enquanto escrevo esta crítica, de pouco ou nada mais me lembro. :/

Se fosse emprestado pouco se perderia com isso: Ganhei este livro num passatempo e começo a pensar “ainda bem que assim foi”. Aliás, acho que até agora não comprei nenhum volume, ganhei dois em passatempos, arranjei um via BookMooch e a maior parte dos volumes que li foram-me emprestados. Começo a ficar confusa de tal maneira que já não sei se a quero completar. Talvez o mal seja meu e não os tenha lido na melhor altura (este ano parece que não leio nada de jeito, nada me agarra) mas o que é certo é que começo a ficar farta da Sookie. Não sei se a série televisiva também contribuiu para o pouco entusiasmo, já que a 3ª temporada não foi bem o que estava à espera e, apesar de não ter desgostado, não me sinto assim tão empolgada enquanto espero pela 4ª temporada. Começo a sentir um grande vácuo no que a série, seja televisiva ou literária, diz respeito. :/

18 de maio de 2011

Laços de Sangue (Sangue Fresco, Livro 8)

Autor: Charlaine Harris
Género: fantasia urbana
Editora: Saída de Emergência | Nº de páginas: 277

Resumo (do livro): Depois do desastre natural do furacão Katrina e do horror criado pelo homem da explosão na cimeira de Vampiros, Sookie Stackhouse vive segura mas atordoada, ansiando que as coisas voltem ao normal. Mas o seu namorado, Quinn, é um dos desaparecidos. E as coisas mudam, quer isso agrade ou não aos lobisomens e aos vampiros do seu canto do Louisiana. Nas batalhas que se seguem, Sookie enfrenta perigo, morte... e, mais uma vez, a traição de alguém que ama. Mesmo que deixe de haver pêlo de lobo no ar e mesmo que o sangue frio dos vampiros deixe de jorrar, o seu mundo não voltará a ser o mesmo...

Opinião: Depois do livro anterior, confesso que a expectativa para este não era muita e este também não foi dos meus volumes preferidos. Não consigo explicar bem o porquê, mas a escrita parece algo desprovida de sentimento, pelo que não consigo afeiçoar-me ou sentir qualquer empatia para com os dilemas de Sookie. Antes pelo contrário, apetece dar-lhe um grande safanão e gritar-lhe para abrir os olhos, que tanta indecisão amorosa já aborrece, e muito.

Quanto ao enredo, continuamos no pós-Katrina e pós incidente fatídico para alguns dos vampiros que vínhamos a acompanhar. Sookie continua a narrar-nos a sua vida, sendo que neste volume, para além de ver a sua vida ameaçada devido à sua ligação com lobisomens, descobre que tem um bisavô e que a sua família pode não ficar-se por este elemento... Mas também os vampiros dão dores de cabeça a Sookie, devido ao enfraquecimento de Sophie-Anne. A história avança com algum interesse, o mundo criado pela autora consegue prender-nos às páginas e a querer descobrir mais, mas o ritmo é algo lento (mesmo que a acção decorra em dias) e parece-me que havia possibilidade para desenvolver alguns pontos. Não consigo deixar de pensar que muita da acção passa por um “vim, vi, venci” que nos deixa boquiabertos e a questionar-nos “mas é isto?” A cena com os vampiros, à porta da casa de Sookie, por momentos fez-me lembrar a “batalha monumental” (entenda-se tal como a grandiosa seca da década!) que Meyer nos deu no seu último volume... Vá lá Charlaine, eu sei que és capaz de melhor!

Entretém, mas não é dos volumes mais marcantes da saga, na minha opinião. :/

Emprestado e pouco se perde com isso: Como disse, não ficou a ser dos meus volumes favoritos, ainda assim a história consegue manter o nosso interesse. Uma leitura leve, algo agradável, ainda que a vida sentimental de Sookie me faça revirar tanto os olhos que temo ficar com um sério problema.

4 de maio de 2011

Sangue Felino (Sangue Fresco, Livro 7)

Autor: Charlaine Harris
Género: fantasia urbana
Editora: Saída de Emergência |Nº de páginas: 278

Resumo (do livro): Traída pelo seu namorado vampiro de longa data, Sookie Stackhouse, empregada de bar do Louisiana, vê-se obrigada não apenas a lidar com um possível novo homem na sua vida (Quinn, um metamorfo muito atraente), mas também com uma cimeira de vampiros há muito agendada. Com o seu poder enfraquecido pelos estragos do furacão em Nova Orleães, a rainha dos vampiros locais encontra-se em posição vulnerável perante todos aqueles que anseiam roubar o seu poder. Sookie vê-se obrigada a decidir de que lado ficará. E a sua escolha poderá significar a diferença entre a sobrevivência e a catástrofe completa...

Opinião: Ter muitas expectativas, às vezes, dá nisto. Apesar de ter gostado bastante dos volumes anteriores, neste volume Sookie não me convenceu.

Para começar, no volume anterior falava-se num comício/convenção/cimeira de vampiros e tinha alguma curiosidade para ver que problemas seriam debatidos, nomeadamente tendo em conta que os vampiros, neste universo, saíram à relativamente pouco tempo dos caixões. Debateriam os casamentos com humanos, algum problema de abastecimento, a dificuldade em arranjar emprego devido a discriminação? Está visto que deveria ter lido opiniões sobre este livro (o que não fiz para evitar possíveis spoilers e cheguei à conclusão de que foi parvo, já que eu até gosto de spoilers e assim ia meio avisada) porque não tivemos nada disto e talvez não me sentisse tão defraudada. Em vez dos temas referidos, temos antes um casamento real e julgamentos. Não é que tenha sido mau, foram acontecimentos interessantes (mais não seja pelos banhos de sangue), mas mesmo assim esperava um pouco mais desta linha de história.

Já no que toca aos mistérios, é daquelas coisas que se topam à distância, praticamente no início do livro, e deixa uma pessoa a revirar os olhinhos quando percebemos que os personagens são todos cegos e não percebem o que se passa à volta. Sobretudo Sookie, que supostamente deveria conseguir ler as mentes e perceber as intenções das mais variadas pessoas. Em vez disso, parece optar por preocupar-se com a sua vida amorosa que, sinceramente, começa a fazer-me ranger os dentes (já não bastava o revirar de olhos) e a aborrecer-me de morte. Ainda assim houve um desenvolvimento interessante, ainda que muito (e deixem-me reforçar o MUITO) forçado.

A escrita também não me convenceu neste volume. Ok, já sabia que era algo simplista, mas o uso constante de “disse” nos diálogos, tanto quando era a própria Sookie (e talvez seja melhor relembrar que os livros são narrados na primeira pessoa por esta personagem) a falar ou outra qualquer personagem, fez-me ter que reler algumas partes porque perdia-me a meio da conversa, sem perceber quem é que afinal tinha dito o quê. Um “ele disse”, “disse ela” ou “disse-lhe” parecendo que não enriquecem a narrativa e mostram de forma mais clara quem é que fala. Mas e daí, o problema pode ter sido meu, já que este ano ando com algum deficit de atenção... Além disso, esperava um pouco mais de humor e de tiradas sarcásticas, mas pouco mais que um sorriso me conseguiu arrancar.

No cômputo geral, é um livro que entretém, mas sem dúvida de que esperava um pouco mais. Parece que não avança muito, mas ainda assim deixa algumas questões em aberto, sobretudo no que toca às relações amorosas de Sookie.

Emprestado e pouco se perde com isso: Este deve ser, na minha opinião, o livro mais fraquinho desde o segundo volume. Diria que está ao nível do primeiro, que também não me agradou por aí além. Chegou a aborrecer-me um pouco e não parece trazer grandes desenvolvimentos à história, tirando uma certa ligação com um certo vampiro.

15 de setembro de 2010

Traição de Sangue (Sangue Fresco, Livro 6)

Autor: Charlaine Harris
Género: fantasia urbana
Editora: Saída de Emergência | Nº de páginas: 288
Nota: 3,5/5

Resumo (do livro): Sookie Stackhouse, uma empregada de bar na pequena vila Bon Temps em Louisiana, tem tão poucos parentes vivos que a entristece perder mais um; neste caso a sua prima Hadley, amante da rainha dos vampiros de Nova Orleães.

Hadley deixou tudo o que tinha a Sookie, mas reclamar essa herança tem riscos elevados. Há quem não queira que ela vasculhe demasiado o passado e as posses da prima - nomeadamente uma pulseira valiosa que faz parte de um conjunto oferecido pelo rei vampiro do Arkansas à rainha do Louisiana, e que Hadley roubou e escondeu antes de ser assassinada.

Sookie tenta evitar um conflito diplomático entre os dois reis mas, mais uma vez, a sua vida está em perigo pois alguém fará qualquer coisa para a travar...


Opinião: Continuação do conto One Word Answer, já que neste livro Sookie desloca-se a Nova Orleães para recolher o que a prima, cuja notícia da sua morte é então dada a conhecer no referido conto, lhe deixou em testamento. Pelo meio é apanhada pela política vampírica, o que mais me atraiu neste livro, e que a deixa com as inevitáveis sequelas físicas. Para além disto, continuam as aventuras e desventuras amorosas de Sookie, sendo que pela primeira vez senti algo na relação de Sookie com Bill, mas apenas para ver a separação definitiva.

Pouco mais há a destacar. Personagens, nomeadamente a rainha do Louisianna que ficámos a conhecer no conto, são aprofundadas sendo-nos então dado a conhecer como seria a vida da rainha antes da sua transformação, e como foi a sua adaptação. Penso que é a primeira vez que tal flashback nos é apresentado. Para além disso, vemos bruxas a fazerem uso do seu poder, o que achei muito bem conseguido, e, como não podia deixar de ser, temos mais alguns mistérios que apesar de serem de fácil resolução são, ainda assim, interessantes de se seguir. Este livro abre também o apetite para o próximo volume, cuja acção parece centrar-se num comício, por assim dizer, de vampiros e onde Sookie parece ter um importante papel a desempenhar.

11 de setembro de 2010

Sangue Fresco, Conto 5.1 [e-book]

One Word Answer (Sangue Fresco, Conto 5.1) [e-book]

Autor: Charlaine Harris
Género: fantasia urbana
Editora: - | Nº de páginas: -
Nota: 3/5

Opinião: Neste conto seguimos Sookie que recebe a notícia de que sua prima Hadley faleceu tendo-lhe deixado os seus bens. Se os contos anteriores não eram necessários para entender a história dos livros, este é pelo contrário recomendado que se leia antes do sexto volume, Traição de Sangue (coisa que infelizmente não fiz), já que serve como ponto de partida para o livro, onde aparece por várias vezes menções aos acontecimentos que têm lugar neste conto.

Surpreendida por ficar a saber que Hadley se havia transformado em vampira e que foi como vampira que conheceu a sua “morte definitiva”, Sookie tem que descobrir o que realmente aconteceu à sua prima na noite fatídica, metendo-se uma vez mais em apuros. Pouco trás de novo, mas percebe-se melhor a relação de Sookie com outros elementos da sua família e conhecemos novas personagens, que são aprofundadas no sexto volume.

8 de setembro de 2010

Sangue Furtivo (Sangue Fresco, Livro 5)

Autor: Charlaine Harris
Género: fantasia urbana
Editora: Saída de Emergência | Nº de páginas: 254
Nota: 4/5

Resumo (do livro): Sookie Stackhouse, uma empregada de bar na pequena vila Bon Temps, não é alheia a experiências sobrenaturais. Mas agora estranhos acontecimentos estão a mexer com a sua família e nunca antes o sobrenatural esteve tão próximo. Quando Sookie repara que os olhos do seu irmão Jason começam a modificar-se, ela percebe que ele está prestes a transformar-se numa pantera pela primeira vez – uma transformação mais rápida e intuitiva do que a maioria dos metamorfos que ela conhece.

Mas a preocupação de Sookie torna-se mais intensa e assustadora quando um atirador furtivo aponta a mira para os metamorfos locais, e os novos “irmãos” felinos de Jason começam a suspeitar que ele pode estar por trás dessa mira. Sookie tem até à próxima lua cheia para descobrir quem está envolvido nestes ataques... a menos que o atirador decida encontrá-la primeiro...


Opinião: Depois do livro anterior, peguei neste com grandes expectativas. Pareceu-me uns furos abaixo, mas mesmo assim superior aos dois primeiros. Um dos acontecimentos pelo qual mal podia esperar pelo desenvolvimento diz respeito a Jason, irmão da protagonista, que havia sido mordido no livro anterior. Felizmente parece que a coisa correu bem, mas que consequências terá para o seu futuro? Outra questão que me interessava diz respeito às relações amorosas da Sookie. (Dêem-me um desconto, sou gaja e gosto deste tipo de coisas quando não são demasiado lamechas. :P ) Parece que a autora quer-se divertir com a personagem e dá-lhe bastantes pretendentes sobrenaturais, já que para os humanos ela é vista como sendo diferente e alguém a manter longe. Mas será necessário tantos? Perdi conta às vezes que é beijada (e lambida) por pretendentes, mas deixem-me tentar enumerar: tivemos Bill, Eric, Alcide, Sam, Calvin e Quinn. Esqueci-me de algum? Tudo bem, gosto de personagens femininas fortes, que se consigam desenrascar sem necessitarem propriamente que o cavaleiro andante as venha salvar. Também não faço questão que se guarde para a sua alma gémea, não me faz impressão que tenha várias aventuras amorosas, mas não será um pouco demais? Triângulos ou quadrados amorosos até gosto, mas 5 ou mais vértices numa relação (tudo bem, ela não está com nenhum mas mesmo assim, não há mais mulheres no mundo sobrenatural?) parece-me um pouco demais. :P

Ora bem, posto isto passemos à história. Pareceu-me muito bem conseguida apesar de os mistérios não serem assim tão misteriosos. Não digo rapidamente, mas consegui descobrir quem estava por detrás dos ataques aos metamorfos e a revelação não trouxe, por isso, surpresa nenhuma. Já a outra, porque temos sempre dois crimes, também não surpreende por aí além. Destaco, no entanto, a incursão no mundo lobisomem, onde vemos a luta pela chefia da alcateia de Shreveport, a que Alcide pertence. Também percebemos um pouco melhor as relações entre vampiros, nomeadamente como a relação criador-progenitura é forte mas também como se relacionam entre si, em termos económicos, digamos assim. Também gostei de rever Claudine, que tínhamos conhecido no livro anterior e que aparece sempre quando Sookie mais parece necessitar de auxílio. Porque será? :P

Esta série não será um marco da literatura, mas sem dúvida de que é interessante de seguir, ou não se metesse a protagonista em apuros constantes.

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