Mostrar mensagens com a etiqueta filme/TV. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta filme/TV. Mostrar todas as mensagens

30 de dezembro de 2012

O Hobbit: uma viagem inesperada

Diretor: Peter Jackson
Adaptação de O Hobbit de J.R.R. Tolkien por Fran Walsh, Philippa Boyens, Peter Jackson e Guillermo del Toro
Atores: Martin Freeman, Ian McKellen, Richard Armitage

Mais informação técnica no IMDb.

Quando e onde o vi: 22/dezembro no cinema.

Opinião: OK, é difícil escrever uma opinião para este filme, pois era dos que mais ansiava por ver. No geral gostei, afinal estamos a falar de um regresso à Terra Média pela mão do Peter Jackson, mas há alguns problemas sendo o maior, a meu ver, o facto de ser algo repetitivo.

O filme começa bem, tentando fazer a ligação com a trilogia de "O Senhor dos Anéis", o que de certo modo até faz sentido pois é só depois de dar o anel ao Frodo e este começar a sua aventura que Bilbo escreve There and Back Again, a história que vamos então acompanhar e que se inicia, como não podia deixar de ser, por causa de Gandalf que vê em Bilbo o ladrão necessário ao anão Thorin para a sua demanda ser bem sucedida.

Já li o livro há uns 10 anos (o tempo voa) e há detalhes que já me esqueci, no entanto, do que me lembro, o filme parece-me fiel ainda que lhe tenham sido acrescentadas algumas partes, para caracterização de personagens e sobretudo para explicar o que leva à Guerra do Anel, evento retratado na trilogia. E aqui está um outro dos problemas, pois de certa forma desequilibra a narrativa. O Hobbit é um livro mais dirigido a um público jovem e por isso mais ligeiro que O Senhor dos Anéis, e essa ligeireza é passada magistralmente para o filme, sobretudo no que toca aos anões, no entanto, partes como a do Concílio Branco conferem um tom mais grave que parece destoar um pouco neste filme, ainda que de acordo com a trilogia.

Mas como disse, o que achei de pior foi mesmo o ser repetitivo pois, como disse o meu irmão, "eles correm, correm, correm, lutam, lutam e correm". Toda esta correria e luta não é de estranhar, já em O Senhor dos Anéis acontece isto, mas é que se for a pensar que o pequeno livro (em tamanho não se compara com a trilogia) é quase sempre isto e ainda estão dois filmes por estrear, a coisa não augura muito de bom. :/ É para evitar isto que espero que o enredo sobre a sombra que se começa a espalhar de Dol Guldur seja bem aproveitado.

De resto, em termos de atores, os que regressam tão muito bem e foi fantástico poder revê-los. No que toca às novas aquisições, por assim dizer, adorei ver o Richard Armitage como Thorin, espero que este papel lhe abra outras portas pois é um autor excepcional (o meu Mr Thornton! <3), e Martin Freeman está excepcional como Bilbo, conseguindo dar a ver a expetativa de participar numa aventura enquanto sente também alguma relutância. Já agora, as “Riddles in the Dark” estão exatamente como imaginei e o Gollum está ainda melhor, se tal é possível. Dos anões sobressaiu o interpretado por Aidan Turner, Kili, acho que é fácil perceber porquê ( :P ) e aparentemente é quem consegue nomear todos os anões no mais curto espaço de tempo, e James Nesbitt como Bofur, que apesar do pouco tempo de antena surpreendeu-me de tal forma que fiquei curiosa em ver mais trabalhos dele, e sim já sei que no MOV está a dar uma série em que ele é o protagonista.

Em termos técnicos, o CGI também é muito bom, deixou-me quase sem ar no final, mas quando o ambiente está mais claro é bastante perceptível a artificialidade de alguns elementos. Isto acontece sobretudo na luta com Azog, perto do final do filme, e esta criatura é mesmo o elemento mais estranho do CGI, o que até lhe acaba por dar um carácter ainda mais sinistro. O_o A banda sonora é também magnífica, como já tinha sido em LOTR e nota-se muito a ligação com a trilogia, sendo apenas novo o tema dos anões. E opá que a música é linda!


Outro ponto negativo, não propriamente do filme mas de quem o distribui nas salas portuguesas, é a tradução e como há quem fale melhor do que eu sobre esse tema deixo aqui este link.

Veredito: Vale o dinheiro gasto. Apesar de lhe encontrar algumas coisas menos boas e temer um pouco a continuação, é um regresso à Terra Média e só por isso já é bom. Penso sobretudo que os fãs vão gostar, quem já não gostou da trilogia inicial, também não vai ser este a mudar de ideias. Podem ler outras opiniões aqui, aqui, aqui e aqui.

18 de novembro de 2012

Curtas: Brave, Stargate

Título: Brave
Diretor: Mark Andrews, Brenda Chapman, Steve Purcell
Escritores: Brenda Chapman, Mark Andrews, Steve Purcell, Irene Mecchi
Atores: Kelly Macdonald, Billy Connolly, Emma Thompson

Mais informação técnica no IMDb.

Opinião: Este é daqueles filmes que me faz sentir bipolar, de tanto que rio e logo depois me apetece chorar. Não estará ao nível de um “Up”, que tem os primeiros 10 minutos mais lindos da história da animação, se não do cinema, mas entretém ao contar uma história que parece tirada de um qualquer conto de fadas, sem no entanto envolver príncipes encantados, o que achei bastante fresco e que ultimamente tenho procurado em livros e outros trabalhos de ficção. Acaba por ser previsível mas não deixa de ser uma história interessante. Visualmente também é bastante bom, com cenários bem bonitos.

Já agora, uma das cenas que me põe sempre a rir:


Veredito: Vale o dinheiro gasto.

Título: Stargate
Diretor: Roland Emmerich
Escritores: Dean Devlin, Roland Emmerich
Atores: Kurt Russell, James Spader

Mais informação técnica no IMDb.

Quando e onde o vi: 2/novembro no Canal Hollywood.

Opinião: Eu bem digo que coincidências assustam, então estava para começar a trabalhar num lugar novo, com coisas egípcias e o que dá na televisão? Um filme de ficção científica que mete a civilização egípcia... Mas esta não é das únicas coincidências estranhas mas não é disso que quero falar.

Este é dos meus filmes preferidos de todos os tempos. Tanto a civilização egípcia como a ficção científica não são bem a minha onda mas aqui juntam-se numa história que acaba por ser bastante interessante, apesar da tal coisa de “americanos trazem a liberdade a todos os pontos do mundo e da galáxia” e que me irrita um pouco. Mas que posso dizer? É daqueles filmes que tenho sempre, SEMPRE, de ver quando apanho na TV. Acho que é por causa daquela areia toda e da teoria da conspiração dos deuses e de como as pirâmides e a linguagem se teriam desenvolvido. Acredito no engenho humano mas acho piada a este tipo de justificações.

Veredito: Vale o dinheiro gasto.

14 de novembro de 2012

007: Quantum of Solace

Diretor: Marc Forster
Baseado na personagem de Ian Fleming por Neal Purvis, Paul Haggis e Robert Wade
Atores: Daniel Craig, Judi Dench, Olga Kurylenko

Mais informação técnica no IMDb.

Opinião: É realmente o mais fraquinho desta nova vaga, por assim dizer, de filmes sobre o agente britânico mais conhecido em todo o mundo. Estava então com as expetativas muito em baixo de tal modo que verdadeiramente não desapontou, nem surpreendeu (podia dar-se o caso de estar um pouco melhor do que eu estava à espera ou ser daqueles que é tão mau que acaba por ser bom). É simplesmente “meh”...

A primeira parte é muito focada na ação, ou assim me pareceu de tal modo que cheguei a olhar para o meu irmão e ele para mim com cara de “não parece que tem ação a mais e nada mais acontece?” Não que a gente não goste de ação, porrada e explosões é comigo e muitas vezes é o que se safa num filme ou série, mas tendo sido presenteada nos outros dois filmes com histórias envolventes e desenvolvimento de personagens, as muitas cenas de ação pareceram servir nenhum propósito para além de encher chouriços. Quase que imagino aquela gente a dizer “vamos pôr aqui umas cenas de porrada e tal para disfarçar o facto de não termos enredo!” É que realmente de enredo pouco há. Bond é movido por uma necessidade de vingar a morte de Vesper Lynd e de chegar a termos com o que ela significou para ele, o que acaba por conseguir mas a sua jornada não parece me pareceu assim tão catártica como estava à espera.

Não fosse por atar pontas soltas do “Casino Royale”, seria um filme dispensável nesta espécie de reboot do franchise (e mesmo assim não é tão mau como outros). Mesmo a nível de atuações pareceu-me tudo subaproveitado, nomeadamente Gemma Arterton que para pouco mais serviu que ser uma cara bonita como se pede a qualquer Bond girl e mandar um gajo escadas abaixo...

Veredito: Emprestado e pouco se perde com isso. É uma pena que não tenham conseguido manter o nível narrativo e de desenvolvimento de personagens de “Casino Royale” e continuado em “Skyfall”, até porque mesmo o tema do ambiente poderia ter sido melhor abordado caso Mr Green não fosse uma personagem tão insípida. Quantum pareceu-me uma organização que valia a pena explorar, assim como a personagem de Mr White, mas Mr Green nem por isso. Ainda assim, não é dos piores filmes do franchise.

11 de novembro de 2012

007: Skyfall

Diretor: Sam Mendes
Baseado na personagem de Ian Fleming por Neal Purvis, Robert Wade e John Logan
Atores: Daniel Craig, Judi Dench, Javier Bardem

Mais informação técnica no IMDb.

Quando e onde o vi: 27/outubro no cinema.

Opinião: Adoro Bond, James Bond. Desde que me lembro que vejo os filmes deste agente do MI6 na televisão e fui algumas vezes ao cinema. Lembro-me melhor dos filmes do Roger Moore, que costumava ser o meu Bond favorito mas só agora é que vejo o rídiculo de alguns filmes (que ainda assim adoro) desta época, depois vem Pierce Brosnan (não me lembro assim tão bem dos do Timothy Dalton) e o excelente “GoldenEye” com o Sean Bean e a melhor música de todos os Bonds para mim, já os restantes filmes são um bocadinho para esquecer, até que chegamos a Daniel Craig. Quando ele foi escolhido torci um bocadinho o nariz, mas só até ver o trailer de “Casino Royale”, e fiquei rendida após ver o filme. Foi o melhor filme Bond para mim... até este “Skyfall”.

Este foi o segundo Bond que vi com Craig no papel principal, só vi o “Quantum of Solace” depois deste, depois de me terem assegurado que não havia qualquer tipo de ligação entre os dois filmes, ao contrário do que aconteceu do “Casino Royale” para aquele, e as expetativas não eram muitas, sobretudo porque tinha ouvido como “Quantum of Solace” tinha desiludido (e vim a comprovar depois). Os trailers também davam a imaginar uma história bem diferente da que acabamos por ter: uma história dramática, que acaba por explorar mais a personagem de M enquanto nos mostra um pouco do passado de James Bond, enquanto serve de homenagem tendo passados 50 anos da primeira transição ao cinema desta personagem. No final, este filme acabou por ser dos mais gratificantes que vi este ano.

O filme leva o seu tempo a construir a narrativa, a primeira parte serve exatamente para isso e, confesso, estava a deixar-me algo desiludida, ainda que haja cenas muito boas e a história seja interessante, mas acaba por deixar uma pessoa algo à nora, sem saber muito bem o que está para vir dali. Mas tudo isso muda quando o vilão Silva (Javier Bardem) entra em campo. A cena em que ficamos então a saber o que move Silva é excelente, não só pelos laivos de homoeroticidade que por ali andavam, mas também por me fazer lembrar a cena da tortura em “Casino Royale”. E este relembrar de filmes anteriores é constante: quando Bond luta em Xangai e existe um jogo de luzes com néons à mistura fez-me lembrar os vários créditos iniciais de filmes deste franchise; o saudoso Aston Martin DB5 (o único carro Bond que consigo nomear para além do BMW X3) que quase me fez guinchar “GOLDFINGER!” e que causou um “OMD! *gasp*” coletivo na sala de cinema; o facto de Bond viajar até à sua mansão na Escócia, que me fez lembrar imediatamente de Sean Connery; o que o final nos apresenta e não vou dizer aqui porque acabou por ser uma surpresa mas sobretudo um *facepalm* do tipo “eu devia ter percebido quem ela era!” apesar de ter adivinhado a outra surpresa, digamos assim.

Se por um lado há um revisitar, um lembrar do passado, também há a questão do futuro. Numa época em que muitos dizem “mais um filme de espiões, um filme do Bond, para quê?”, vemos as próprias questões serem debatidas no filme, seja no diálogo entre Q e Bond, ou mesmo com Silva. No entanto, o ponto alto deste debate é, a meu ver, atingido quando M defende a sua organização, e a existência de espiões como 007 (ou até filmes como este), num inquérito frente a ministros.

Todos vão muito bem nos seus papéis, Craig e Judi Dench como acontecera em filmes anteriores, Bardem não será um vilão memorável mas acaba por ser um vilão daqueles que gosto, ou seja levemente demente, Ben Wishaw é um Q diferente do que estava habituada mas ainda assim a primeira troca de palavras com Craig fez-me rir. Não tendo nada haver com isto, e suscitado pela minha temporada Shakesperiana, houve um momento de fangirlismo algo histérico quando a meio do filme apercebi-me que Ben Wishaw e Rory Kinnear estavam a atuar juntos e do mesmo lado da barricada, ao que ia gritando “OMD! Bolingbroke e Ricardo II a trabalhar lado a lado!!!” Eu sei, devia arranjar uma vida... *I regret nothing!*

Devo dizer, no entanto, que fiquei um pouco chateada com uma parte, apesar de fazer sentido, acho que havia outro fim possível. E vai daí talvez não... O certo é que este filme acaba por ser um excelente filme Bond mas mais que isso, um excelente filme.

Já agora, podem ler outras críticas no SplitScreen e em Tor (com spoilers).

Veredito: Para ter na estante. Mas vai daí eu quero ter todos os filmes do franchise. No entanto, imagino-me a rever este filme, assim como “Casino Royale” por serem mais que filmes de ação ou espionagem. Há desenvolvimento de personagens, ainda que estas protagonizem e tenham sido protagonizados por tantos outros atores em inúmeras histórias. São estes filmes que me permitem dizer que conheço o agente 007 e que mostra como se pode reinventar uma série que muitos consideram gasta. Eu acho, pelo contrário, que tem muito mais para dar.

3 de novembro de 2012

Curtas: The Town, Child of the Mist (These Highland Hills, #1) [e-book], Wallander

Título: The Town
Diretor: Ben Affleck
Adaptação de Prince of Thieves de Chuck Hogan por Ben Affleck, Peter Craig, Aaron Stockard
Atores: Ben Affleck, Jeremy Renner, Rebecca Hall, Jon Hamm

Mais informação técnica no IMDb.

Quando e onde o vi: 14/outubro na RTP1

Opinião: Não é nada de especial mas vê-se bem. Os assaltos estão bem conseguidos mas as personagens podiam ter sido melhor desenvolvidas. Acaba por ser uma boa ideia que tinha potencial para ser melhor explorada.

Veredito: Deu na televisão pelo que não se perde nada com isso

Título: Child of the Mist (These Highland Hills, #1) [e-book]
Autor: Kathleen Morgan
Ficção | Género: romance histórico
Editora: Revell | Ano: originalmente publicado em 1992 | Formato: e-book | Nº de páginas: - | Língua: inglês

Como me veio parar às mãos: este ano, estava a preço 0 na Amazon em Janeiro e parece-me que continua.

Quando e porque peguei nele: 8 a 21/outubro e não sei muito bem porquê. Penso que o título me terá chamado a atenção na "pilha" do meu Kindle.


Opinião: Mais um christian fiction agradável de seguir, já que não é preachy. É certo que as personagens mexeram-me um pouco com os nervos, tanto estavam muito apaixonados como a seguir andavam de candeias às avessas e desfaziam o avanço que tinham ganho na relação, mas a história é interessante. Descobri quem era o traidor a cerca de 70 ou 80% do livro o que fez com que o final custasse mais a ler. Ainda assim fica a curiosidade para ler o seguinte.

Veredito: A preço 0 pouco se perdeu com isso.

Título: Wallander
Adaptação de obras de Henning Mankell sobre o inspetor Kurt Wallander
Atores: Kenneth Branagh, Sarah Smart

Mais informação técnica no IMDb.

Quando e onde o vi: deu no AXN Black mas eu vi com recurso a essa coisa que é o videoclube e o Timewarp da Zon Iris. Não sei se já disse mas de momento I <3 Zon Iris.

Temporada: 3 mas já escrevi sobre as temporadas anteriores aqui.

Opinião: Não achei tão bem conseguida como as anteriores (e não, não é só porque o Tom já não entra) mas ainda assim muito interessante de seguir. Apesar do ritmo mais lento que outras séries policiais e do ambiente meio claustrofóbico, confesso que por vezes me sinto incomodada porque os casos parecem-me muito mais reais que em outras séries, acaba por ser uma lufada de ar fresco. Além disso as actuações são geniais. Kenneth Branagh é simplesmente brilhante e o seu Wallander é um investigador cansado de lutar contra tanto mal. Nota para o segundo episódio que conta com um ator que entrou na série “The Killing”. :)

Também podem ler outra crítica aqui.

Veredito: Vale o dinheiro gasto.

1 de novembro de 2012

Curtas: Peripécias do Coração (Bridgertons, #2), A Origem, The Eve Tree [e-book], Ex-Mulher Procura-se

Título: Peripécias do Coração (Bridgertons, #2)
Autor: Julia Quinn
Ficção | Género: romance histórico
Editora: Edições Asa | Ano: 2012 (originalmente publicado em 2000) | Formato: livro | Nº de páginas: 384 | Língua: português

Como me veio parar às mãos: mais um que comprei este ano (que tem sido a desgraça... a desgraça!!!)

Quando e porque peguei nele: de 26 a 29/setembro. Vá lá, é Julia Quinn e um dos meus livro preferidos da série. Tive de ir a correr reler a cena de Pall Mall e depois o livro todo...


Opinião: Julia Quinn e Bridgertons, que mais posso dizer? Ainda bem que está a ser publicado em português e espero ansiosamente pelos restantes ainda que para os reler. Deste já não me recordava que havia um corgi (como é possível não me lembrar de tal criatura fofa?! não mereço viver!) mas se há cena que não esqueço e sempre que posso releio, é a do jogo de Pall Mall. xD De resto, a minha opinião em pouco varia da primeira leitura. A tradução não me pareceu tão bem conseguida como no livro anterior, havia expressões que me pareceram muito modernas. :/

Veredito: Para ter na estante.

Título: A Origem
Diretor: Christopher Nolan
Escritor: Christopher Nolan
Atores: Leonardo DiCaprio, Joseph Gordon-Levitt, Ellen Page

Mais informação técnica no IMDb.

Quando e onde o vi: 30/setembro na RTP.

Opinião: Finalmente vi o filme! *ouvem-se coros entoando o “Aleluia!”* Ok, acho que perdi os primeiros minutos mas acompanhei bem a história que pareceu-me muito bem urdida. No entanto o que me fascinou foi o desenvolvimento da ideia de como os sonhos se estruturam e de todo o visual. Acredito que a cada novo visionamento mais detalhes se destaquem e por isso é um filme a rever.

Veredito: Vale o dinheiro gasto.

Título: The Eve Tree [e-book]
Autor: Rachel Devenish Ford
Ficção | Género: romance
Editora: Small Seed Press | Ano: 2011 | Formato: e-book | Nº de páginas: - | Língua: inglês

Como me veio parar às mãos: estava a preço 0 na Amazon no ano passado.

Quando e porque peguei nele: 30/setembro a 7/outubro. Nem sei muito bem, estava a ver os títulos que tinha na coleção “pilha” no Kindle e por alguma razão chamou-me a atenção. Por acaso até acabou por ser interessante lê-lo enquanto em férias na terrinha.


Opinião: A história desenrola-se ao longo de alguns dias, enquanto um fogo ameaça Molly e a sua família. Durante esse tempo vemos então como é que este desastre afeta sobretudo aquela, o seu marido e a sua mãe, personagens com alguma bagagem e problemas para resolver. Gostei bastante de como estava escrito, há passagens muito bonitas, e de como explora a vida das personagens. Apesar disto, acaba por ficar a sensação de que ainda assim as personagens poderiam ter sido melhor e mais exploradas. Acredito que não seria essa a intenção mas mostrar como estas personagens lidavam numa situação de stress, mas acabou por saber-me a pouco.

Veredito: Se fosse emprestado pouco se perderia com isso.

Título: Ex-Mulher Procura-se
Diretor: Andy Tennant
Escritor: Sarah Thorp
Atores: Gerard Butler, Jennifer Aniston

Mais informação técnica no IMDb.

Quando e onde o vi: 14/outubro na SIC.

Opinião: Tinha acabado de chegar de viagem e não devia estar a dar nada melhor na televisão. Não vi desde o início mas também não foi preciso de tão básica que é a história. Típico rom-com mas sem grande piada. E nem o Gerard Butler o salva, diga-se que já esteve em melhor forma... :/

Veredito: Com tanto filme tive de ver este.

30 de outubro de 2012

Curtas: Londres: Distrito Criminal, As Aventuras de Hornblower (Saga Hornblower, #1), Homem-Aranha - Integral Frank Miller (Heróis Marvel, #1)

Título: Londres: Distrito Criminal
Criado por: Dick Wolf
Atores: Bradley Walsh, Harriet Walter, Freema Agyeman

Mais informação técnica no IMDb.

Quando e onde o vi: já não me recordo das datas mas vi no AXN onde penso que está a ser repetida.

Temporada: terceira (apesar de achar que no Reino Unido corresponde às 5ª e 6ª temporadas) mas também segui as outras, ainda que não de forma tão assídua, não havia videoclube ou o Timewarp da Zon Iris...

Opinião: Acabei por gostar bastante. Não sou grande fã do "Law & Order" americano nem de séries sobre advogados, mas esta consegue manter-me interessada, apesar de realmente preferir a parte policial. Penso que mesmo a química entre a dupla de polícias está mais bem conseguida que a dos advogados, apesar de gostar da personagem da Freema Agyeman mas o outro... *torce o nariz*

Veredito: Deu na televisão pelo que não se perde nada com isso.

Título: As Aventuras de Hornblower (Saga Hornblower, #1)
Autor: C.S. Forester
Ficção | Género: ficção histórica
Editora: Saída de Emergência | Ano: 2012 (originalmente publicado em 1950) | Formato: livro | Nº de páginas: 272 | Língua: português

Como me veio parar às mãos: comprei-o este ano mal foi editado, que há muito tempo esperava por lhe colocar as mãos em cima.

Quando e porque peguei nele: 18 a 23/setembro. Há tanto tempo que esperava que peguei nele assim que pude.


Opinião: O livro apresenta uma série de contos desde que Horatio Hornblower entra na Marinha até que ascende ao posto de tenente. As histórias variam em interesse mas acabam por valer a pena ser seguidas, sobretudo por contarem como seria a vida a bordo e mostrarem a importância dos navios na guerra. Infelizmente, eu pouco ou nada sei de barcos e termos navais pelo que não me importaria se houvesse um glossário ou desenhos a ilustrar os diferentes tipos de navios.

Veredito: Vale o dinheiro gasto. Mas sobretudo porque eu gosto deste tipo de coisas, de outro modo seria se fosse emprestado pouco se perderia com isso.

Título: Homem-Aranha - Integral Frank Miller (Heróis Marvel, #1)
Autor: Frank Miller
Ficção | Género: comic
Editora: Levoir | Ano: 2012 | Formato: livro | Nº de páginas: 192 | Língua: português

Como me veio parar às mãos: comprado este ano aproveitando a coleção lançada pelo Público.

Quando e porque peguei nele: 6/agosto a 24/setembro. Comecei por lhe pegar numa altura em que nada do que lia me interessava. Acabei por encontrar livros que me agarraram a atenção e coloquei-o de lado até me decidir a pegar-lhe novamente. 


Opinião: Sou fã da personagem, sobretudo dos desenhos animados dos anos 90 e nem tanto dos filmes *estremece só de pensar no Tobey Maguire* daí que tivesse algumas expetativas até porque conta com o talento de Frank Miller, de quem já tinha lido 300. Mais uma vez, as histórias variam em interesse, gostei sobretudo das que contavam com o Daredevil (esse sim só conhecia dos filmes e até gostei) e espero vir a ler mais sobre o Homem Sem Medo. Também gostei do Dr. Estranho mas o melhor é mesmo o sentido de humor do Spidey. :D É uma pena que a última história não tivesse continuação, já que o Frank Miller deixou de estar envolvido, mas há um resumo pelo que não é assim tão mau.

Veredito: Se fosse emprestado pouco se perderia com isso.

19 de setembro de 2012

Anónimo

Diretor: Roland Emmerich
Escritor: John Orloff
Atores: Rhys Ifans, Vanessa Redgrave, Sebastian Armesto

Mais informação técnica no IMDb.

Opinião: Apesar de estar numa temporada shakesperiana, devo confessar que pouco ou nada sei sobre o tão afamado autor inglês. Mas se tal se devia ao meu pouco interesse até este ano, o certo é que mesmo o que se conhece é muito pouco, de tal forma que se coloca mesmo em causa a existência de um William Shakespeare ou que existindo tenha escrito as obras. É sobre esta teoria que se debruça o filme, apresentando um outro candidato a autor.

Abrindo com uma peça de teatro apresentada por um conceituado ator shakesperiano, Derek Jacobi (fez de Claúdio no “Hamlet” de Kenneth Branagh, por exemplo), um dos defensores da “Oxfordian theory of Shakespeare authorship”, rapidamente a ação passa do palco para o passado, ilustrando então a teoria de que Edward de Vere, conde de Oxford, seria o autor mas que, devido ao facto de ser nobre e de uma eventual carreira política, não poderia assinar as peças de teatro. Deste modo teria escolhido um outro autor, Ben Jonson, para as assinar mas um ator bêbado, de seu nome William Shakespeare, vendo a reticência de Jonson teria sido mais inteligente e reclamado para si a glória.

Em termos históricos não me pareceu muito incorreto, apesar de trocarem as datas de exibição das peças e deixarem a ideia de que algumas teriam sido escritas cerca de 30 ou 40 anos antes. A reconstrução de Londres é algo imponente, os teatros são magníficos e o interior dos palácios belíssimos. Os variados saltos temporais são algo confusos a início mas o que realmente sobressai são as atuações, nomeadamente de Rhys Ifans (prefiro vê-lo em filmes mais sérios, como este), Vanessa Redgrave e Joely Richardson, mãe e filha que interpretam a rainha Isabel I em diferentes épocas da sua vida (sim, só recentemente descobri o parentesco, como é que nunca vi as semelhanças?!).

Posso não concordar com a teoria mas não deixo de achar que é um bom filme, com um enredo digno de Shakespeare. Gostei de ver os variados excertos das suas obras representadas, como uma peça dentro da peça (o que o próprio autor faz, por exemplo, em Hamlet), nomeadamente Henry V (lágrimas!), e de ver referências como se alguns episódios na suposta vida de Edward de Vere o tivessem inspirado a escrever diversas cenas, como quando ele mata alguém que se encontrava atrás de um reposteiro e eu tive de me controlar para não gritar “Polónio! Referência a Hamlet! Eu percebi a referência!” (estes são agora denominados os meus “momentos Capitão América” :D ).

Gostei e aconselho. Apesar de questionar a autoria dos textos parece-me retratar muito bem a época e acaba por colocar questões em que jamais havia pensado antes. A início Derek Jacobi pergunta se podia alguém rodeado de analfabetos ser capaz de escrever tais obras, mas podia alguém de ascendência nobre ser capaz de tal análise da alma humana, de agradar com palavras a gregos e troianos? Como estudaria o Homem quem escreveu os textos? Observava? Viveu alguma das coisas que as peças retratam? Enfim, food for thought...

Veredito: Vale o dinheiro gasto. Como disse, posso não concordar com a teoria mas aconselho o filme. Dá gosto ver excelentes representações.

11 de setembro de 2012

Curtas: Louca por Compras, Quando Menos Esperamos..., Assassin’s Creed: Renascença (Assassin’s Creed, #1)

Título: Louca por Compras
Diretor: P.J. Hogan
Baseado nos livros da série Shopaholic de Sophie Kinsella por Tracey Jackson, Tim Firth, Kayla Alpert
Atores: Isla Fisher, Hugh Dancy, Krysten Ritter

Mais informação técnica no IMDb.

Opinião: Nunca li os livros, nem tinha curiosidade em fazê-lo e não foi depois de ver o filme que mudei de opinião. Mas não deixa de ser engraçado, apesar de achar que a Rebecca leva bastante tempo a aprender e é demasiado ridícula em algumas partes, e de alertar para os problemas do consumismo desenfreado. Acho que no momento que atravessamos, acaba por ser um filme que nos obriga a pesar a nossa própria atitude perante compras, o superflúo e o recurso ao crédito.

Posto isto, gostava de ter visto um pouco mais dos textos da “rapariga do lenço verde”. Achei toda a cena da revista de economia acessível para tótos, por assim dizer, com exemplos reais, do dia-a-dia, com o qual uma pessoa pode de facto identificar-se, muito bem conseguida. Fiquei mesmo a desejar que realmente existisse algo do género, apesar de que hoje em dia acho que já há comentadores com esse tipo de sensibilidade. Ou então sou eu que, por a economia andar tanto na berra, pelos piores motivos, já ando a pescar mais do assunto...

Veredito: Emprestado e pouco se perde com isso.

Título: Quando menos esperamos
Autor: Sarah Dunn
Ficção | Género: chick lit
Editora: Editorial Presença | Ano: 2010 (editado originalmente em 2009) | Formato: livro | Nº de páginas: 248 | Língua: português

Como me veio parar às mãos: através das BLX.

Quando e porque peguei nele: 10/agosto/2012 a 15/agosto/2012. Depois de leituras que não me agarraram, queria uma história leve, que não obrigasse a pensar mas que me prendesse e me levasse a pegar nele, mais não fosse para ficar a olhar para o cão fofinho da capa (a sério, só dá vontade de fazer festinhas e  dizer “quem é o cão mais lindo do mundo?!”) e tentar perceber como é que ele entrava na história.


Opinião: Ora bem, este não é dos melhores nem dos piores livros que tenho lido deste género, que diga-se não é dos meus favoritos, o certo é que conseguiu agarrar a minha atenção. Consiste numa série de episódios de 4 ou 5 conhecidos, havendo traições, divórcios, reencontros, adoção de cães e o encontro do amor em locais que jamais se havia pensado.

Holly é a protagonista, o elo entre as várias personagens, e é por isso a que tem a história mais interessante de seguir, sendo que em cerca de um ano a sua vida dá várias voltas. Gostei sobretudo do final pois, com o seu percurso, Holly acaba por descobrir-se e sentir-se bem consigo mesma, não sendo importante saber se ela fica com alguém. Andava a queixar-me que todos os livros têm como final feliz casamentos e filhos, e não é que não goste desses finais, mas há vidas que se completam de outra forma, e eis que surge este. Sim, o final dá a entender que ela adotou o cão e ficou com o veterinário que a convida para sair, mas é suficientemente aberto para eu pensar que ela respondeu “obrigado mas não”.

Veredito: Emprestado e pouco se perde com isso.

Título: Assassin’s Creed: Renascença (Assassin’s Creed, #1)
Autor: Oliver Bowden
Ficção | Género: fantasia histórica
Editora: Saída de Emergência | Ano: 2010 (editado originalmente em 2009) | Formato: livro | Nº de páginas: 400 | Língua: português

Como me veio parar às mãos: através das BLX. Já que está aqui tão perto, é melhor aproveitar. :D

Quando e porque peguei nele: 15/agosto/2012 a 19/agosto/2012. O jogo suscitava algum interesse mas como sou meio naba a jogar pensei “ora bem, se há um livro experimento é o livro”.


Opinião: Não é uma má leitura, apesar das muitas liberdades criativas no que toca a factos históricos (daí a minha reticência em considerá-lo ficção histórica e ter optado por fantasia). Mas este livro também não se queria verídico mas que entretivesse, e isso é conseguido.

A ação é algo repetitiva a partir de determinado ponto, parecendo que se resume a Enzo cumprir missões e tarefas para assim ter acesso a melhor armamento e artefactos, neste caso páginas de um códice, para desvendar o grande mistério final, mas lê-se bem. Quase como um jogo. :D

O único ponto realmente negativo é a tradução, de bradar aos céus. Ele é erros ortográficos, má construção frásica, palavras que parece que desaparecem... Num livro com ação, que se quer de leitura rápida, as gralhas quebraram constantemente a leitura, prejudicando-a um pouco.

Veredito: Emprestado e pouco se perde com isso.

7 de setembro de 2012

ShakespeaRe-Told: Macbeth

Diretor: Mark Brozel
Baseado na peça Macbeth de William Shakespeare por Peter Moffat
Atores: James McAvoy, Keeley Hawes, Joseph Millson

Mais informação técnica no IMDb.

Opinião: Esta série apresenta como que uma visão contemporânea das obras do bardo inglês. Neste filme, Joe Macbeth é chef de um restaurante na iminência de receber as tão afamadas estrelas Michelin. No entanto, apesar de ser ele a mente criativa e quem dá o seu máximo na cozinha do restaurante, quem fica com os louros é o dono, também ele um chef reconhecido e que tem até um programa televisivo. Macbeth e Banquo, seu amigo, não estão muito satisfeitos com isto e encontram 3 homens do lixo que fazem então premonições e metem em marcha os eventos subsequentes, tal como acontece na peça.

Gostei bastante sobretudo devido às atuações de James McAvoy e Keeley Hawes, que retratam bem não só a ambição e a insatisfação dos seus personagens, mas sobretudo o desespero e a loucura que se apodera deles após perpetrarem tão nefastos atos. É notório o cisma que se vai dando entre os dois, que eram tão unidos a princípio, claramente apaixonados um pelo outro, mas devido aos atos que cometem afastam-se, talvez por acharem que foi o outro que os levou a tal, fechando-se cada um sobre si mesmo, vendo a negrura da sua alma que lhe foi revelada devido ao outro.

Para além disto, a imagem tipo "CSI Las Vegas" dá um tom algo soturno ao filme, e pareceu-me bem conseguido o contraste entre lixo e sujidade, que de certo modo retrata a alma do casal, e a cozinha imaculadamente limpa, que parece ser a imagem que ambos tentam passar para o exterior.

Tive alguma pena que o texto não fosse o original, que tem passagens lindas, mas não deixa de ser uma adaptação competente, que tenta trazer a peça para os nossos dias.

Veredito: Vale o dinheiro gasto. Continuo a querer ver a peça no teatro, mas para uma adaptação televisiva não me pareceu mal. As atuações são brilhantes.

5 de setembro de 2012

Parceiros à Força

Criado por: Cormac Wibberley e Marianne Wibberley
Atores: Michael Ealy, Warren Kole, Sonya Walger, Jack McGee

Mais informação técnica no IMDb.

Temporada: primeira mas quero tanto, tanto uma segunda!

Opinião: Digam-me que qualquer coisa tem “bromance” e lá estou eu a ver. Foi uma sugestão da Filipa que claramente sabe do que eu gosto. <3

Podia tratar-se de outra série policial não fosse o facto de os dois protagonistas, Wes e Travis, terem de frequentar terapia para casais para que a relação profissional resulte, isto depois de Wes ter sacado da sua arma e ameaçado disparar sobre Travis. Ficamos a saber o porquê de tal coisa no último episódio da temporada, que por acaso foi dos que mais gostei. Quer dizer, eu adorei todos mas o último, com Awolnation na banda sonora e as várias versões de ambos para o tal momento fatídico, que me fizeram rir a bandeiras despregadas, acaba por ser especial. :P

O humor é algo que persiste pela série, e é o que mais gosto nela, mas tem também algum drama, suspense, ainda que alguns dos crimes sejam de resolução não muito difícil, e ação. Gostei bastante da química, por assim dizer, entre os protagonistas, mas também entre eles e a terapeuta ou o chefe. Este último deve ser o mais louco de todos. xD Também adorei que cada episódio abrisse com uma citação que, de certa forma, retratava a relação dos protagonistas durante o mesmo.

É uma série bastante agradável de seguir, mais não seja porque penso que é fácil empatizar com as personagens e com os problemas pelos quais passam. Vivemos em sociedade, temos que aturar pessoas que por vezes mexem com o nosso sistema nervoso e esta série acaba por ser excelente ao retratar isso. Espero sinceramente que venha a ser renovada.

Citações:
Travis: N-O. That’s not how you spell “thank you!”
Wes: I am way to hungry to be mature about something like this.
Cpt. Mike Sutton: I am a positive ion in the universe.

Veredito: Vale o dinheiro gasto. Mas acho que sou parcial porque adoro e estou como que in love com o raio da série. xD Quer dizer, bromance, série policial com ação q.b. e que me faz rir? Eu ia jurar que tinham feito a série para mim!

3 de setembro de 2012

Duas Irmãs, Um Rei

Diretor: Justin Chadwick
Adaptação de Duas Irmãs, Um Rei de Philippa Gregory por Pete Morgan
Atores: Natalie Portman, Scarlett Johansson, Eric Bana

Mais informação técnica no IMDb.

Opinião: Disseram que seria melhor que o livro, não foi. Há pontos positivos, as roupas, cenário, etc, pareceram-me adequados e magníficos. Não se arrasta tanto como o livro, mas ainda assim aborrece e só não adormeci porque estava a vê-lo numa cadeira bastante incómoda, volta e meia tinha de mudar de posição e isso manteve-me acordada. Mas o pior mesmo é a história que, sendo mais ou menos a retratada na obra que lhe deu origem, toma bastantes liberdades. Ainda ponderei parar a meio mas fiquei sempre à espera que algo melhorasse assim que Anne atingisse o seu objetivo, mas continuou na mesma onda aborrecida e com o tempo a passar como se fossem meia dúzia de meses e não anos.

Não consegui sentir nenhum tipo de emoção, para além de fastio, mas achei que a relação de Anne e Mary estava mais convincente de que no livro. Foi uma pena ver tanto o irmão daquelas e, sobretudo, Catarina relegados para planos tão secundários, já que eram das poucas personagens que me interessaram no livro.

Ainda falando no livro, está visto que não perdi muito. Fiquei com a ideia de que tinha muita palha ao ver o filme.

Acho que esta história não foi feita para mim. Acontece. A série "The Tudors", apesar de também ter liberdades criativas no que à história diz respeito, consegue ser mais interessante, e não se deve apenas ao eye candy, pelo menos da segunda temporada para diante. A primeira é historicamente imprecisa demais para o meu gosto. *dor*

Veredito: Com tanto filme tive de ver este. Valeu-lhe o não estar a dar nada melhor e não me apetecer ler nem dormir.

16 de agosto de 2012

Hornblower: The Even Chance

Diretor: Andrew Grieve
Baseado na série de livros da personagem Horatio Hornblower de C.S. Forester por Russell Lewis
Atores: Ioan Gruffudd, Robert Lindsay, Dorian Healy, Jamie Bamber

Mais informação técnica no IMDb.

Opinião: Tomei conhecimento desta série de filmes televisivos pouco depois de conhecer a série “Sharpe”, e tal como esta trata-se de adaptações de livros, desta feita não de Bernard Cornwell mas de C.S. Forester. Enquanto em “Sharpe” seguimos um soldado que é destacado para o regimento de fuzileiros, combatendo por São Jorge e Inglaterra na Índia e na Europa, em “Hornblower” o protagonista pertence à Marinha inglesa.

Como disse, já há algum tempo que conhecia mas só agora que a Saída de Emergência está para editar os livros, saindo o primeiro este mês, é que me resolvi a ver.

Não será a melhor coisa deste mundo mas acaba por entreter. A história é interessante, mostrando-nos Hornblower no seu primeiro navio, onde é vítima de bullying, por assim dizer, e seguimos algumas das suas aventuras, enquanto se adapta à vida no mar.

Gostei bastante sobretudo porque se nota algum crescimento da personagem, por tudo o que vai vivendo. Além disso, e penso que aí é que está o ponto forte desta série e eventualmente dos livros (pelo menos tal acontece com Sharpe), permite-nos ter uma visão do que seria a vida e as batalhas em alto mar.

Vou ver os restantes filmes, ainda que seja estranho ver o Robert Lindsay num papel de responsabilidade depois de o ter visto na série “My Family” (que desde já aconselho, pelo menos as primeias temporadas, não consegui acompanhar as últimas). São 8 filmes ao todo, se não me engano, e aguardo a publicação dos livros.

Veredito: Vale o dinheiro gasto. Mas vai daí gosto deste tipo de coisas de época, ainda para mais quando se mete pelas Revolução Francesa e Guerras Napoleónicas adentro. :P

13 de agosto de 2012

O Cavaleiro das Trevas Renasce

Diretor: Christopher Nolan
Escritores: Jonathan Nolan e Christopher Nolan
Atores: Christian Bale, Anne Hathaway, Tom Hardy, Gary Oldman, Joseph Gordon-Levitt

Mais informação técnica no IMDb.

Quando e onde o vi: 4 de agosto no cinema.

Opinião: Primeiro que tudo, aconselho a quem ainda não foi ver (mas ainda há quem não tenha ido? :P) a rever os dois primeiros. Eu não o fiz e como a minha memória não é das melhores tive de, para grande desespero do meu irmão (que agora deve ter decidido nunca mais ir ao cinema, ou a qualquer lado, comigo), perguntar-lhe de vez em quando se me lembrava bem dos acontecimentos anteriores.

Segundo, oh filme tão bom! Talvez não esteja ao nível dos outros dois, sobretudo do segundo, mas pareceu-me um fim digno e justo para esta trilogia. Sinceramente não sei que mais dizer. Este é daqueles filmes que gosto tanto mas é difícil arranjar palavras.

A história começa cerca de 7 ou 8 anos depois dos acontecimentos do segundo filme, sendo que Harvey Dent é um herói, a sua lei foi aplicada e Batman desapareceu, enquanto Bruce Wayne se torna um eremita, com Alfred a tentar fazê-lo sair e interessar-se pelo mundo sem sucesso, até que entra Selina Kyle/Catwoman e eis que a trama começa a sério.

É certo que há alguns buracos, há algumas incongruências e momentos de revirar os olhinhos (eis uma lista com pontos interessantes, 3 ou 4 realmente vieram-me à cabeça enquanto via o filme). Sim, até um filme deste calibre não está imune a reviranços oculares. Além disso, a timeline é algo estranha, com um build-up que demora um pouco e depois a ação a precipitar-se num intervalo de tempo que passa num abrir e fechar de olhos. Não fossem os personagens a fazerem questão de dizer “passaram x meses/semanas” e julgaria que se tinha passado tudo quase no mesmo dia. Enfim...

No que toca a representações, Bale e companhia que vem dos filmes anteriores estão muito bem, como seria de esperar. Anne Hathaway como Catwoman conquistou-me, o que não pensei que fosse possível porque adoro a Michelle Pfeifer (primeiro girl crush, não tenho medo de admitir). São duas representações bastante diferentes e muito bem conseguidas, mas acho que Hathaway tornou-se a minha preferida. A Marion Cotillard e o Joseph Gordon-Levitt são bastante competentes. A primeira não conhecia, penso que nunca vi nenhum filme com ela, do segundo só conhecia da série “O Terceiro Calhau a Contar do Sol” mas já tenho ouvido falar muito bem dele e dos filmes em que entra e realmente gostei da sua exibição. Mas Tom Hardy é que simplesmente é fenomenal. Consegue fazer algo difícil, representar com uma máscara e ainda assim roubar as cenas, pelo menos na minha opinião. Como o meu irmão disse no final, lembra o Hugo Weaving no “V de Vingança” mas se este o deve à voz, Hardy deve-o ao facto de conseguir ser bastante expressivo mesmo com metade da cara tapada. E foi isso que mais me convenceu do que a sua voz, que felizmente foi mudada (nos primeiros trailers não se percebia patavina).

É, posto isto, talvez não o melhor filme de toda a trilogia mas, como disse, um final que acaba por ser digno e justo. Mais uma vez como disse o meu irmão, há um closure. Talvez não definitivo, porque abre a porta a outras questões que podem ser exploradas, mas penso que as respostas acabam por ser óbvias e as personagens têm o fim que merecem.

Já agora, deixo aqui uma outra análise.

Veredito: Vale o dinheiro gasto. Mas a trilogia é sem dúvida para ter na estante. Aguardo que saia uma edição toda xpto com a trilogia completa, para poder revê-la vezes sem conta.

6 de agosto de 2012

Curtas: XIII, The Lady of Bolton Hill [e-book]

Título: XIII
Atores: Stuart Townsend, Aisha Tyler, Virginie Ledoyen, Geg Bryk

Mais informação técnica no IMDb.

Quando e onde o vi: entre 8/maio/2012 e 2/agosto/2012, no AXN. Ou melhor no videoclube da Zon onde o AXN disponibiliza episódios das séries que vão dando semanalmente.

Temporada: primeira mas parece que vai haver uma segunda.

Opinião: Quando comei a ver anúncios à série no AXN fiquei algo entusiasmada. Conhecia um pouco da comic, tenho em casa um volume e li-o mas como não era o primeiro volume senti-me algo perdida, apesar de ter achado interessante.

A série não é nada de especial mas tem porrada, o primeiro episódio deve ter uma cena de porrada a cada 10 minutos, logo senti-me tentada a continuar a ver. :D Mas nem só de porrada vive a série. XIII é um homem em busca do seu passado depois de ter perdido a memória e, enquanto procura a verdade sobre quem é, tropeça numa conspiração para a qual pode ter dados importantes.

A história tem um monte de reviravoltas, algumas daquelas que fazem revirar os olhos (como quando descobre o pai), mas acaba por ter algum interesse. A nível de representação, podiam ser melhores mas o diálogo também não é grande coisa.

Convém dizer que há uma mini-série, “XIII: The Conspiracy” que tem lugar antes dos acontecimentos desta. Não vi e só reparei que existia a meio da série, mas mesmo sem a ver é possível seguir bem a história.

Veredito: Deu na televisão pelo que não se perde nada com isso.

Título: The Lady of Bolton Hill [e-book]
Autor: Elizabeth Camden
Ficção | Género: romance histórico
Editora: Bethany House Publishers | Ano: 2011 | Formato: e-book | Nº de páginas: - | Língua: inglês

Como me veio parar às mãos: estava disponível na Amazon a preço 0 há uns tempos.

Quando e porque peguei nele: 26/julho/2012 a 3/agosto/2012. A leitura de Duas Irmãs, Um Rei não estava a correr bem e resolvi pegar-lhe por causa da capa toda bonita.


Opinião: Sei que não se deve julgar um livro pela capa e se deve ler as sinopses e excertos antes de comprar, mas a capa era tão bonita e estava a custo 0 na Amazon, como podia resistir? O certo é que não conseguiu prender a minha atenção e cheguei a achá-lo aborrecido, tal como o livro a que procurava fugir quando lhe peguei. O aborrecimento era tal que até paredes brancas me distraíam da leitura. E cada vez que voltava a leitura, sentia alguma dificuldade em lembrar-me do que tinha acontecido até aquele momento na história.

O problema é meu, parece que não ando virada para leituras e quando o centro da história não é algo que me interesse, rapidamente me distraio com outras coisas. Aqui, apesar de nos serem apresentados alguns problemas sociais decorrentes da construção de caminhos de ferro na América, o foco é sobretudo uma vingança pessoal e como isso pode ser mau para a alma eterna. Como o The Apothecary’s Daughter é categorizado como christian fiction mas só reparei nisso depois. Não tenho nada contra mas pareceu-me que seria muito preachy e não estou com paciência para isso, daí que tenha deixado o livro a meio.

Veredito: Não acabei. 

30 de julho de 2012

Esperando por... (6)

Dezembro! Eu sei, era suposto ser uma rubrica para os livros que tenho na wishlist e quero tanto mas não, não é nenhum livro que sai em dezembro, nem tão pouco espero o fim do mundo segundo os maias, na verdade se o mundo acabar vou ficar um pouco chateada porque há séries, livros e filmes a sair em 2013 e por aí em diante até 2015 ("Avengers 2"!) e eu gostaria de os ver/ler!

A minha impaciência para que chegue dezembro deve-se a filmes que vão estrear por essa altura. Para começar, e penso que já aqui tenho mencionado, vai estrear o "The Great Gatsby" do Baz Luhrmann! Oh trailer mai'lindo, cheio de cor e coisas boas, como a música meu Deus!


A ver se ainda leio o livro até lá. Achei que o tinha cá por casa mas não sei onde anda...

Em segundo lugar temos "Les Misérables"! É daqueles musicais que vem altamente recomendado, e de facto o livro que lhe deu origem é bem bonito e recomendo, mas perante a impossibilidade de assistir ao espectáculo ao vivo, fiquei em pulgas quando ouvi começarem a falar do filme. O trailer tem a Anne Hathaway a cantar uma das músicas, a da pobre Fantine. *lágrima*

   

Ainda pensei vir a reler o livro, e depois de ter lido a crítica do Iceman com mais vontade fiquei, mas fica para outra altura. No entanto, talvez leia um outro do Vitor Hugo que tenho cá por casa... E já que falamos de musicais e livros, "Wicked", ok? Vamos fazer um filme do "Wicked", sim? 

Por fim mas o mais importante de todos... OMD "O HOBBIT"!!! Segui os vídeos da produção quase sempre com lágrimas nos olhos, não só porque sou uma fangirl maluca e algo histérica (não posso negar tal coisa) mas porque Middle Earth só me traz boas recordações e tal como a equipa e atores que lá regressam para este filme, ver um só bocadinho que seja de Bag End ou Rivendell é como se regressasse, também eu, a uma outra época ou vida. Este filme só pode ser tão bom, ora vejamos: tem texto do Tolkien, tem Peter Jackson, Andy Serkis, e o Ian McKellen de volta como Gandalf, tem o Watson (Martin Freeman) como Bilbo e o Sherlock (Benedict Cumberbatch) como a voz do Smaug, tem Richard Armitage (a.k.a Mr Thornton) como o anão mais sexy de que tenho memória e o Pie Maker (Lee Pace) como elfo. O que é que pode correr mal?! Muita coisa, eu sei, nomeadamente parece que vai ser em 3D e tenho algum receio de filmes neste formato (de tal modo que até ao momento não vi nenhum, duvido que acrescente algo ao filme), mas esqueçamos isso e concentremo-nos em todo o cáracter awesome de voltar à Terra Média, ok? Foram tantos anos à espera...


Até fico com vontade de ir ler e reler os livros. Brace thyselves! Nova temporada temática is coming! Muito provavelmente, até porque sou maluca o suficiente para isto... :P

Mas já é dezembro?

25 de julho de 2012

Romeo + Juliet (1996)

Diretor: Baz Luhrmann
Adaptação de Romeo and Juliet de William Shakespeare por Baz Luhrmann e Craig Pearce
Atores: Leonardo DiCaprio, Claire Danes, John Leguizamo

Mais informação técnica no IMDb.

Quando e onde o vi: 16/julho/2012 cortesia das BLX. Vi no âmbito da Temporada William Shakespeare e porque fiquei com vontade de o rever após o visionamento do trailer do  “The Great Gatsby” do Luhrmann que conta mais uma vez com o DiCaprio. E porque é que nunca mais chega dezembro?

Opinião: Oh, que dizer deste filme?! Não foi amor à primeira vista (ah! percebem a piada? xD ) mas quase. A primeira vez que o vi, já lá vão muitos anos (como eu era novinha *sente-se velha*), achei parvo e estranho, talvez algo pretensioso, que as personagens dissessem um texto num inglês tão estranho (naquela época para a minha pessoa) e antiquado quando o cenário era contemporâneo, mas é daquelas coisas, primeiro estranha-se e depois entranha-se e acabou mesmo por ser isso que me fez acabar por amar o filme.

Tendo então por cenário, como disse, Verona Beach dos anos 90, temos a oportunidade de ver um Romeu e Julieta mais pop, com camisas havaianas, carros vistosos, armas de fogo potentes como “espadas” de 9 milímetros. Este filme é brilhante em termos estéticos, o que acaba por ser uma marca de Baz Luhrmann, cheio de cor e com detalhes deliciosos nas roupagens (as imagens religiosas na roupa de Tybalt por exemplo) ou mesmo nos billboards comerciais, com citações ou escritos a lembrar Shakespeare (o “Rosencrantchy” (sp?) fez-me rir tanto).

É então pelo aspeto visual que este filme chama também a atenção, fazendo dele um must see, mesmo que as representações não sejam memoráveis, digamos assim. É visível alguma química entre Danes e DiCaprio, mas vai daí eu adoro toda a cena em que se conhecem até que descobrem a verdadeira identidade um do outro. Há mesmo um momento em que, juro, vejo os seus corações partirem-se um pouco, ou então sou eu que ando romântica e a ver coisas.

Mas falando na cena em que se vêem pela primeira vez, que seria ele sem a música da Des’ree? Oh música mai’linda! Ainda hoje em dia dou por mim a cantá-la e lágrimas sempre que a oiço! Não fosse a “Who Wants to Live Forever” dos Queen e seria a melhor música de todos os tempos para a minha pessoa. Mas não é só esta música que capta o momento e o espírito do filme, “Young Hearts Run Free” e toda a cena com Mercutio a cantá-la na escadaria é outro bom momento do filme. Toda a banda sonora está fantástica, com músicas de Garbage e dos The Cardigans que ainda hoje gosto de ouvir, e outros êxitos.

Basicamente, tudo no filme é bom! Não sei se será para todos, talvez seja preciso uma mente aberta, sobretudo se uma pessoa está habituada às adaptações do Branagh ( :P ), mas eu adoro-o e só posso aconselhar.

Para além do filme, o DVD da edição especial conta não só com galerias de imagem e alguns comentários a justificar as escolhas em termos de design e guarda-roupa, mas tem também vídeos com Luhrmann a dizer o porquê de Shakespeare e como convenceu o estúdio a produzir este filme. :)

Veredito: Vale o dinheiro gasto. Estou seriamente a pensar comprá-lo, sobretudo depois de ter visto o que traz a edição especial. Sou uma sucker por edições especiais, mais do que o filme, gosto de ver os behind the scenes, comentários e opiniões de quem trabalhou nos filmes que adoro.

21 de julho de 2012

The Hollow Crown: Richard II

Diretor: Rupert Goold
Adaptação de Richard II de William Shakespeare por Rupert Goold
Atores: Ben Whishaw, Rory Kinnear, David Suchet

Mais informação técnica no IMDb.

Quando o vi: 8/julho/2012 no âmbito da Temporada William Shakespeare.

Opinião: Não conhecia esta peça de Shakespeare que foi então exibida pela BBC na série “The Hollow Crown”, no âmbito das olímpiadas culturais deste ano, e que parece-me que não é mais que a adaptação da Henriad (as coisas que aprendo! :D ), como é chamada a tetralogia que engloba para além desta peça as duas partes de Henry IV e a peça Henry V. A série tem um premissa interessante, que se pode ver neste trailer, e o mesmo texto abre então este primeiro “episódio”:
Let's talk of graves, of worms, and epitaphs;
Write sorrow on the bosom of the earth.
(...)Let us sit upon the ground
And tell sad stories of the death of kings:
How some have been deposed, some slain in war,
Some haunted by the ghosts they have depos'd,
Some poison'd by their wives, some sleeping kill'd;
All murder'd:
Esta citação é desta peça e, para além de aparecer no início, aparece também mais à frente no filme, mas achei curiosa e pareceu-me realmente adequada, apesar de pouco ou nada saber sobre as peças que compõem esta “The Hollow Crown”.

Acabei por gostar bastante da adaptação que mostra então a deposição de Richard II por Henry Bolingbroke, que seria depois Henry IV. Richard é quase como que um rei absoluto, com uma corte bajuladora e em busca de favores, justificando o seu direito à Coroa por um qualquer poder divino e chegando a comparar-se ao sol e vestindo-se até com uma armadura toda ela dourada, o que me fez lembrar Luís XIV ainda que este seja bastante posterior. Depois de exilar Bolingbroke, apodera-se das suas terras e riquezas o que leva aquele a revoltar-se, por forma a exigir o que lhe foi retirado mas cuja ambição entretanto cresce, passando a visar o trono. Henry aproveita o facto de Richard se encontrar na Irlanda, a fazer a guerra, e da população se encontrar descontente para ganhar apoios. Richard acaba por se render e é interessante como Henry tenta fazer com que Richard abdique publicamente, para que o seu reinado seja legitimado dessa forma.

Simplesmente adorei esta parte, achei-a tristemente bonita, se tal é possível. Pareceu-me, em vários momentos, que Richard sofreria de dupla personalidade, o homem e o rei, sendo o segundo (ou aparentando ser) mais confiante, justificando a sua realeza por ser dádiva de um poder divino, e o homem menos seguro de si, questionando se realmente deveria estar naquela posição. Nesta cena vemos como que um conflito entre os dois, tendo então que abdicar da parte régia (“God save King Henry, unking’d Richard says,/And send him many years of sunshine days!”) como que um mártir ou como Cristo, traído por aqueles que julgava seus seguidores. O homem Richard é então deixado e encarcerado com os seus lamentos (onde me lembrou Hamlet 1) e posteriormente assassinado, também à maneira de um mártir, São Sebastião.

Como disse gostei bastante, todos os atores me pareceram muito bem. Também gostei dos cenários e das roupas, todas elas muito coloridas quando eu esperava, não sei porquê, algo mais soturno, como acaba por acontecer o final. De sol, tal como apresentado a início, sentado no trono, com a coroa na cabeça e segurando o ceptro e o orbe, em posição de majestade, passa a uma criatura miserável, por assim dizer, despida do que o fazia grande e relegado para uma qualquer cela escura na Torre de Londres. Fiquei realmente fascinada pela imagem que por vezes me fazia lembrar pinturas medievais.

Veredito: Para ter na estante. Parece-me que vou querer tudo o que à “Shakespeare Unlocked” diz respeito. Os filmes que fazem parte desta série, “The Hollow Crown”, são apenas uma das coisas que a BBC organizou e, no seguimento da sua transmissão, parece que exibem também documentários (“Shakespeare Uncovered”) que abordam os mais variados temas relacionados com o célebre autor. Quero tanto ver tudo!

The shadow of my sorrow! ha! let's see: 
'Tis very true, my grief lies all within; 
And these external manners of laments 
Are merely shadows to the unseen grief 
That swells with silence in the tortured soul 

14 de julho de 2012

Hamlet (1996)

Diretor: Kenneth Branagh
Adaptação de Hamlet de William Shakespeare por Kenneth Branagh
Atores: Kenneth Branagh, Kate Winslet, Derek Jacobi, Julie Christie

Mais informação técnica no IMDb.

Quando e onde o vi: 30/junho/2012 no AXN White. Vi o filme no âmbito da Temporada William Shakespeare.

Opinião: Depois de ver o “Hamlet” do Zefirelli com o Gibson, tive a oportunidade de ver o do e com o sir Kenneth Branagh, que por acaso deu num dos canais da cabo. Andava eu a chorar pelos cantos que não encontrava o DVD e eis que me dizem no twitter “OLHA O HAMLET DO BRANAGH NA TV!” Ok, talvez não o tenham dito em maiúsculas mas foi assim que as li. E já agora deixem que vos diga meus amigos, este tipo de coincidências assusta! Mas ainda bem que as há! :D

Depois de agradavelmente surpreendida pela representação do Mel Gibson, que me deu uma outra visão da personagem que dá nome à peça, as expetativas para esta adaptação eram altas e se não foram atingidas, não ficaram muito longe. Não vou dizer que é melhor que a outra, não o achei, mas foi uma outra visão igualmente interessante e mais próxima do que imaginei ao ler, da minha própria interpretação do texto.

Achei Hamlet mais frio e calculista, gostei bastante de Horácio, Gertrudes pareceu-me um pouco mais inocente e não tão arrebatada pelo filho, como acontece na adaptação de 1990 onde há mesmo uma cena, quando Hamlet confronta a mãe, que quase parece uma violação, sendo a relação deles bastante edipiana (até porque a Glenn Close é pouco mais velha que o Mel Gibson, salvo erro, e achei por isso o casting estranho, mas é a Glenn Close e ela é grande em tudo o que faz e a relação acaba por resultar no filme). Claudius pareceu-me também mais cruel, Polónio não tão anedótico e Ofélia ainda mais quebrada, mais digna de dó. Achei curioso que tenham optado por mostrar a relação de Ofélia e Hamlet como sendo de cariz sexual e tendo sido a relação consumada, o que de certa maneira contribuiu para perceber um pouco melhor a sua demência no final. Ela acaba por ser uma mulher usada por Hamlet, pensando que é amada mas talvez não tanto, ou pelo menos aqui fiquei, mais uma vez, com a sensação de algo mais efémero como paixão ou desejo, e por seu pai, na medida em que é usada para tentarem perceber o que levou Hamlet à sua suposta demência. Para além disto, imagino-a sentindo-se culpada por não ter dado ouvidos ao que o pai e sobretudo o irmão tinham dito de Hamlet, e culpada por julgar que se deve a ela a demência dele. Continuo a achar que se há alguém que Hamlet ama é o pai, mas também Horácio e ele próprio.

Apesar de ser uma tragédia escrita nos finais do séc. XVI/XVII, salvo erro, e de retratar possivelmente uma história medieval, o cenário e roupagens mais modernas não me chocaram, até porque esta história, e outras do mesmo autor pelo que me começo a aperceber, são intemporais e qualquer que seja a época os temas continuam a ser válidos e atuais.

Os atores também são fantásticos, mas tenho de me confessar algo parcial. Não me canso de ver o Kenneth e a Kate Winslet, que são dos meus atores preferidos. Foi uma surpresa ver o Billy Cristal, o Charlton Heston como um dos atores da peça dentro da peça, ter um vislumbre da genial Judy Dench e o Robin Williams.

Este é um filme longo, tem cerca de 4 horas, já que se trata da representação de todo o texto ipsis verbis, mas é por demais interessante. Vi-o durante a madrugada e não adormeci(!), como aconteceu, por exemplo, com o "Scoop". Levantar-me para ir trabalhar no domingo de manhã é que foi pior. The things I do for my Shakespeare season...

Veredito: Vale o dinheiro gasto. Aconselho, mas vai daí eu aconselho tudo o que tenha ou seja do Kenneth Branagh, mesmo que seja algo que não tenha visto. É dos meus atores de Shakespeare favoritos. Agora é ir à procura do seu “Henry V”...

LinkWithin

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...