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12 de julho de 2012

Era Uma Vez

Criadores: Adam Horowitz, Edward Kitsis
Atores: Jennifer Morrison, Lana Parrilla, Ginnifer Goodwin

Mais informação técnica no IMDb.

Quando e onde o vi: entre 13/janeiro/2012 e 29/junho/2012, tanto no AXN como no videoclube, se não conseguia apanhar no canal.

Temporada: primeira e única até ao momento, mas foi renovada.

Opinião: Tal como “Castle”, esta foi uma série com um horário algo confuso, mas segui com mais gosto e quase religiosamente, apesar de ter alguns pontos fracos que mexiam comigo, chegando mesmo a exasperar-me.

Para começar temos os protagonistas. A Jennifer Morrison nunca me convenceu, mas é algo que já vem de trás, de “House M.D.” e até de “How I Met Your Mother” onde simplesmente a odiei. Não sei o que é que me faz não ir à bola com ela mas acho que é, realmente, o ponto mais fraco de toda a série. Não consigo importar-me com sua personagem, mas acontece o mesmo com o pequeno Jared Gilmore. Também não fiquei fã de Ginnifer Goodwin nem do Josh Dallas, mas isso deve-se mais à história da Snow e do Charming do que propriamente aos atores. A história é demasiado lamechas para o meu gosto. Tão, mas tão lamechas que dou por mim a revirar os olhinhos e a perguntar se não podemos passar à frente da lamechice toda.

No espetro oposto, adorei Lana Parrilla que está fabulosa como Rainha Má, ainda que o episódio em que descobrimos porque é que odeia a Snow tenha deixado algo a desejar. A sério, acabei o episódio a perguntar-me “mas é por isto?” Pensei que Snow tivesse tido um pouco mais de influência, do género ter ela morto por engano ou acidente, mas não, é porque é tão doce e inocente que deu com a língua nos dentes. Meh! Fabuloso está também Robert Carlyle, mas isso era um dado adquirido. Também adorei como deram a volta aos contos de fadas, com Rumplestiltskin (nome mais estranho mas estranhamente bonito, acho que quero um cão com este nome :D ) a ser o Monstro, por exemplo, e a Capuchinho a ser o lobo mau! Isto foi, a meu ver, o que de melhor teve a série.

Veredito: Vale o dinheiro gasto. Não que vá gastar dinheiro num DVD, mas é giro, entretém e aguardo a segunda temporada. :)

10 de julho de 2012

Prometheus

Diretor: Ridley Scott
Escritores: Jon Spaihts, Damon Lindelof
Atores: Noomi Rapace, Michael Fassbender, Charlize Theron

Mais informação técnica no IMDb.

Quando e onde o vi: 30/junho/2012 no cinema.

Opinião: Este é daqueles filmes em que dou por mim, semanas depois de ter visto o filme, a pensar “gostei? não gostei? será que percebi tudo? devia revê-lo?” E sinceramente, não sei.

Em termos de paisagens é bem bonito, sobretudo o início, e no que toca a atuações não são más. Todos os atores me pareceram bastante competentes mas o Michael Fassbender como David, um androide construído pela Weyland Corporation, está fenomenal. A sua atuação é fria, desprovida de qualquer sentimento e chegou a fazer-me duvidar se o homem realmente não será uma máquina. Parece ser dos atores mais versáteis que há por aí e espero que continue o bom trabalho.

Já no que toca à história, eis que chegamos à tal indecisão. Parece um daqueles filmes em que a montanha pariu um rato, ou um alien neste caso. Começa quase por ser um filme filosófico, fazendo aquelas perguntas que toda a Humanidade questiona em todas as épocas e ainda não conseguiu responder: de onde vimos, para onde vamos e qual é o nosso propósito. Mas de repente torna-se como que num filme de terror, com o pessoal a dar corda aos sapatos para salvarem as suas vidas, com heróis a sacrificarem-se pela Humanidade (em perigo de extinguir-se por um qualquer capricho dos supostos Engenheiros), com seres estranhos a entrarem nos corpos dos passageiros da nave que dá nome ao filme e acabando por originar mutações.

Parece que tenta ser muita coisa ao mesmo tempo, ou que a meio aborreceram-se, o que fez com que tenha suscitado imensas perguntas sem oferecerem, no entanto, qualquer resposta. É certo que é complicado dar resposta aquelas questões existenciais, a Humanidade ainda não o conseguiu e tenta há milénios encontrar um significado para a vida, mas o filme acaba por ter uma mitologia algo própria, digamos assim, pois apresenta os Engenheiros como criando o Homem (ou toda a vida na terra, acabei por não perceber muito bem, sobretudo se tivermos em conta a teoria da evolução de Darwin que diz que descendemos de primatas) pelo que seria interessante terem tentado oferecer respostas.

Assim sendo o que tiro daqui? Que o ser humano é uma experiência que correu mal, mas penso que isso já se sabia, e, como todas as más experiências, o que corre mal deve ser destruído. De qualquer forma aguardo uma continuação para ver até onde é que Shaw vai na sua busca por respostas.

Já agora, deixo um link para um artigo que achei bastante interessante, que se debruça sobre as grandes questões que o filme aborda.

Veredito: Vale o dinheiro gasto. Mais não seja porque passado uma semana e meia continuo a pensar no filme. Leva a questionar-nos, a fazer algum exame pessoal.

7 de julho de 2012

Curtas: Missing, A Feira dos Imortais (Nikopol, #1)

Título: Missing
Criado por: Gregory Poirier
Atores: Ashley Judd, Cliff Curtis, Nick Eversman, Sean Bean

Mais informação técnica no IMDb.

Quando e onde o vi: entre 19/abril/2012 e 23/junho/2012, no AXN ou melhor no videoclube da Zon onde o AXN disponibilizava os episódios que iam dando semanalmente.

Temporada: primeira e parece que a última.

Opinião: Não pensava ver esta série, pois acho que a Ashley Judd faz sempre o mesmo papel, mas depois vi que tinha o Sean Bean e pronto, foi a desgraça. Ainda temi pela saúde daquele, que infelizmente acaba sempre morto (ok, às vezes salva-se, como no Sharpe, mas reparem na quantidade de filmes em que ele morre e no tipo de morte, até tem uma “death by cow”!).

Não será a melhor coisa que por aí anda, achei por demasiado previsível e que os efeitos, nomeadamente quando andavam de carro ou mostravam cenas do passado, podiam estar melhores assim como as actuações. Apesar de tudo acabou por conquistar a minha atenção, de tal forma que fiquei realmente desapontada quando soube que foi cancelada. Desapontada e irritada porque o final da série é então completamente descabido. Merecia um fecho a sério e não uma ponta solta, mas tão solta que praticamente implora por continuação.

Veredito: Deu na televisão pelo que não se perde nada com isso.

Título: A Feira dos Imortais (Nikopol, #1)
Autor: Enki Bilal
Ficção | Género: comic
Editora: Meribérica/Liber | Ano: 1991 (originalmente publicado em 1980) | Formato: livro | Nº de páginas: 64 | Língua: português

Como me veio parar às mãos: pedi emprestado nas BLX

Quando e porque peguei nele: 26/junho/2012. Apeteceu-me ler algo com história aos quadradinhos. Conta para os desafios: Book Bingo - novela gráfica.


Opinião: Já há alguns anos que ando de olho nas obras deste autor, mas só agora tive oportunidade de ler. Apesar disto não sei bem do que estava à espera e soube a pouco, como se faltasse algo, não sei bem o quê. Talvez alguma profundidade, tanto no que à história como às personagens diz respeito.

Gostei da arte e foi sobretudo isso que me havia chamado a atenção. Gosto do desenho e do aspecto algo futurista. Achei engraçado envolver deuses egipcios (e vê-los jogar Monopólio foi impagável xD ) e gostei de como o autor mostra a História a repetir-se, como se o ser humano jamais aprendesse com os seus erros, mas achei que podia ter ido mais longe na exploração dos temas que tenta abordar. Acabou por ser demasiado contido.

Fica, no entanto, a curiosidade para ler os restantes dois volumes.

Veredito: Emprestado e pouco se perde com isso.

4 de julho de 2012

Hamlet (1990)

Diretor: Franco Zeffirelli
Adaptação de Hamlet de William Shakespeare por Christopher De Vore e Franco Zeffirelli
Atores: Mel Gibson, Glenn Close, Alan Bates

Mais informação técnica no IMDb.

Quando e onde o vi: 24 de junho em casa, cortesia das BLX que tinham o DVD disponível. Vi o filme no âmbito da Temporada William Shakespeare.

Opinião: Como com outros livros que assim que leio tenho de ver a adaptação, neste caso tal ainda mais se impunha, tendo sido esta história escrita por modo a que outros a representassem.

Penso que nunca tinha visto uma adaptação da peça, só excertos do filme do Sir Kenneth Branagh (e deixai-me fangirlar um bocado por ele agora ser Sir) aqui e ali, e que entretanto tive a oportunidade de ver mas isso fica para uma outra altura...

Ao ver este, devo confessar que tinha um certo receio da escolha de Mel Gibson mas ele acabou por me surpreender. A sua raiva e “demência” era o que esperava encontrar ao ler e ele na sua representação conseguiu então imprimir o sentimento que terá faltado na minha leitura. Não sei se estou a conseguir expressar-me da melhor maneira, mas a leitura e o visionamento são duas experiências completamente diferentes e achei o último muito mais enriquecedor que a leitura. Sem dúvida de que estas palavras foram escritas para serem representadas pois sem qualquer entoação perdem todo o alcance que poderiam ter. E como todos os actores são diferentes, assim como diferentes são as pessoas, acaba por dar uma outra visão, uma outra interpretação do mesmo texto. Se ao ler achei que Hamlet era um choninhas, Mel Gibson mostrou-me que era um homem de ação e que mesmo a sua inatividade é um plano em andamento. Se tinha achado que o seu sentimento por Ofélia não era verdadeiro, aqui senti que o facto de sua mãe se voltar a casar prematuramente como que estragou a imagem das mulheres para ele, vendo em Ofélia o mesmo engano sem que ela no entanto tivesse feito algum mal, pagando a justa pela pecadora. Vi na demência de Ofélia mais que a tristeza de ter sido abandonada, vi sonhos desfeitos e a inocência perdida.

Não segue a peça tal como está escrita, há cenas que desaparecem e outras mudam de sítio, mas acaba por ser uma adaptação bastante competente e muito bem conseguida. Só posso aconselhar.

O DVD também possui documentários e um comentário que analisa o texto original e o filme, que acho que valem a pena ser vistos e lido.

Veredito: Vale o dinheiro gasto. Mas muito perto de “para ter na estante”. Surpreendeu-me bastante e aconselho sem qualquer tipo de reservas.

16 de junho de 2012

A Paixão de Shakespeare

Diretor: John Madden
Escritor: Marc Norman, Tom Stoppard
Atores: Joseph Fiennes, Gwyneth Paltrow, Geoffrey Rush

Mais informação técnica no IMDb.

Quando e onde o vi: 11 de junho em casa, cortesia das BLX que tinham o DVD disponível. Vi o filme no âmbito da Temporada William Shakespeare.

Opinião: Nunca tinha percebido bem o apelo deste filme, mas diga-se que pouco ou nada sabia de Shakespeare ou da sua obra. Nunca me tinha apercebido das citações que vão surgindo e que acabam por supostamente inspirar, por exemplo, alguns dos diálogos de Romeu e Julieta e não fazia ideia de qual era a peça a que se referem no final. Agora que sei tenho curiosidade em ler, mais não seja para que a meio da leitura possa colocar este excerto a tocar no Kindle (sim, o Tom tinha que ser chamado para aqui). :D

Apesar de ter uns toques modernos, nomeadamente ao início quando vemos uma caneca recordação de Stratford-upon-Avon ou Shakespeare vai ao "psicólogo" e confessa ter bloqueio de autor devido a algum tipo de problema que Freud certamente acharia interessante ("It's as if my quill is broken. As if the organ of the imagination has dried up. As if the proud tower of my genius has collapsed. Nothing comes."), tanto o setting como as roupas estão fantásticas e senti como se tivesse voltado atrás no tempo de tão real que o ambiente me parecia, sobretudo com as partes em que Henslowe vai a passar e atiram água suja pela janela... xD

A história está engraçada e achei muito mais piada do que tinha achado em outros visionamentos. Parti para esta nova visualização com poucas ou nenhumas expetativas, apenas para descansar a cabeça do dia de trabalho, tentando ignorar que o Joseph Fiennes entra (tenho um ódiozinho de estimação pelo homem, não perguntem porquê porque acho que nem eu sei, mas não vou com a cara dele O_o) e talvez seja por isso que gostei. Gostei de ver como algumas frases ditas no meio da rua depois teriam inspirado o autor, ou como Marlowe lhe deu o enredo (já agora, pensei que este autor fosse de uma época mais tardia, estamos sempre a aprender), de ver o jovem Webster a dizer que gostava das partes com sangue e em que se matam e parece que cresceu para escrever peças desse género, e de como a relação entre Shakespeare e Viola se relaciona também com alguns sonetos escritos pelo autor (a cena em que ele no barco diz ao Thomas Kent/Viola como ela é bela e tal mas a moça não fica convencida, pelo contrário parece que acha que ele está a exagerar, fez-me lembrar este soneto). Além disso há sempre aquela coisa de "eu conheço aquele ator" que depois me deixa a rir que nem doida porque reparo que o Carson de "Downton Abbey" está a fazer de criada da Julieta na peça. xD

Sinceramente nunca foi do meus filmes preferidos, mas gostei realmente de o ver desta vez. Porquê? I don’t know, it's a mystery. Mas desconfio que seja porque percebi melhor o subtexto. :D

Veredito: Vale o dinheiro gasto. Antes seria um “emprestado ou deu na televisão pelo que não se perde nada com isso” mas a sério, gostei! O DVD tem também um documentário sobre o filme e aconselho. :)

14 de junho de 2012

Sobre filmes na TV

Podemos falar de como é frustrante não saber que filmes vão dar na televisão, sobretudo nos canais abertos e generalistas, aos fins de semana? Pelo menos no Guia TV da Zon aparecem que entre tais horas vão dar filmes, pelo menos na SIC que agora até tem aquelas coisas como Sessão Hollywood ou lá como se chama, mas não indica qual o filme que vão exibir! É que nem os sites às vezes ajudam. Por exemplo, hoje a SIC anuncia que neste fim de semana vai dar... os filmes que deram a semana passada. O_o

Irrita-me sobretudo porque não vou muito ao cinema e até gosto de ver filmes em casa, mas assim não dá para eu organizar a minha vida (sim, os fins de semana são organizados mediante o que dá na TV, sou uma triste, enfim...) e é por isso que acabo por apanhar filmes que quero ver a meio! É este o meu karma!

No fim de semana passado estava a dar o segundo filme do Indiana Jones, que tenho de ver sempre que dá na TV (aliás, tenho de ver tudo o que é Indiana Jones, excepto o 4º filme que prefiro esquecer que foi feito, a sério, aliens?!), mas que deste modo só apanhei os últimos trinta minutos. :( E não me façam falar dos intervalos quasi intermináveis e em que conseguem passar umas 5 vezes o mesmo anúncio! Valha-me a televisão por cabo...

13 de junho de 2012

Curtas: Scoop, Castle

Título: Scoop
Diretor: Woody Allen
Escritor: Woody Allen
Atores: Scarlett Johansson, Hugh Jackman, Woody Allen

Mais informação técnica no IMDb.

Quando e onde o vi: madrugada de 3 para 4 de junho na RTP.

Opinião: Este foi o primeiro filme do Woody Allen que vi e sinceramente não fiquei fascinada. Já me tinham dito que não seria dos melhores, mas mesmo assim esperava algo mais, pelo menos que não me fizesse adormecer, o que acabou por acontecer. Ok, o filme passou a horas em que realmente devia de estar a dormir, sobretudo depois de me ter deitado tarde no dia anterior e ter acordado manhã cedo para poder is trabalhar, mas mesmo assim esperava algo que prendesse a minha atenção.

Trata-se de uma espécie de murder mystery mas achei a história por demais aborrecida, por vezes inconsequente e algo previsível, pelo menos até onde vi, devia faltar 30 minutos para o fim. No dia seguinte pesquisei o final, para ver se batia com o que eu pensava e realmente não se afasta do que havia imaginado.

A nível da representação, não gostei do Woody Allen, mas não sou grande fã do tipo de neurose que ele retrata, e a Scarlett também não me convenceu, parecia que estava a ver um outro Woody Allen, mas com peito e rabo. O_o

Talvez um outro filme dele me convença...

Veredito: Não acabei. Ou "possibilitou uma soneca restauradora".

Título: Castle
Criador: Andrew W. Marlowe
Atores: Nathan Fillion, Stana Katic, Jon Huertas, Seamus Dever

Mais informação técnica no IMDb.

Quando e onde o vi: sinceramente não me recordo quando começou mas acabei de ver dia 9 de junho no AXN

Temporada: quarta, mas já escrevi sobre as primeiras aqui

Opinião: Esta foi uma temporada para esquecer. Tão para esquecer que realmente pouco me lembro dela com exceção dos últimos episódios. O dos zombies estava excelente, tal como a série habituou, o último nem por isso, só teve de bom o facto de Castle e Beckett acabarem, finalmente (!), nos braços um do outro.

A temporada teve altos e baixos, penso mesmo que perdi alguns episódios não só por ter perdido algum entusiasmo mas porque o facto de o AXN apresentar os episódios pouco depois de passarem nos EUA também baralhou um pouco o horário. Nunca sabia quando dava ou deixava de dar porque parecia evaporar-se da grelha quando menos esperava. O_o

Enfim, ainda assim fico curiosa para ver a próxima temporada apesar de não acabar num cliffhanger (o último episódio começa com um mas não acaba num :D ) como a terceira (coisa do demo os cliffhangers!) mas quero ver se, finalmente, fica resolvido o crime da mãe da Beckett.

Veredito: Deu na televisão pelo que não se perde nada com isso.

11 de junho de 2012

Sherlock Holmes

Diretor: Guy Ritchie
Baseado nas personagens de Arthur Conan Doyle por Michael Robert Johnson, Anthony Peckham, Simon Kinberg, Lionel Wigram, Michael Robert Johnson
Atores: Robert Downey Jr., Jude Law, Rachel McAdams, Mark Strong

Mais informação técnica no IMDb.

Quando e onde o vi: 3 de junho na RTP.

Opinião: Anda há tanto tempo a querer ver este filme que quando vi que ia dar na RTP avisei logo lá em casa que domingo à noite sofá e televisão eram meus! MEUS! Está claro que ninguém ligou mas o certo é que consegui ver. :D

É verdade que não sou a maior fã dos livros, mas no que toca a adaptações é outra coisa, ainda mais se a adaptação é feita pelo Guy Ritchie. É que nem precisava de contar com o Robert Downey Jr. e o Jude Law, o ser do Guy Ritchie é razão suficiente para o meu selo "must see". Mas ainda bem que tem aqueles dois atores. Oh bromance mais lindo! xD

Ao contrário de outras adaptações de Sherlock, que se centram sobretudo no aspeto dedutivo da mente do detetive consultor, esta centra-se mais na ação chegando ao ponto de nos mostrar o processo de Sherlock a descobrir eventuais pontos fracos no adversário de modo a saber onde deve dar um murro e que outras ações deve tomar para o deixar K.O. Da tal dedução que caracteriza a personagem temos também alguns (poucos) exemplos, nomeadamente no jantar em que fica a conhecer a noiva de Watson. Mas o grande processo dedutivo está relegado para o final, como não podia deixar de ser, chamando então a atenção para pormenores que a qualquer outro que não seja Sherlock Holmes podem escapar.

Acaba por ser um filme bom, que vive sobretudo do aspeto visual e da relação entre as personagens. Gostei da dinâmica entre Downey e Law, este último num Watson mais ativo e que tenta libertar-se de Sherlock mas sem grande sucesso, sobretudo devido ao carisma do último. Rachel McAdams também me pareceu um boa Irene Adler e a sua relação é também muito bem conseguida, notando-se algum respeito e um querer sobreporem-se ao outro em doses iguais e acabando por suscitar cenas engraçadas, como a que Sherlock acaba algemado à cama.

Não é o típico Sherlock Holmes, a que uma pessoa está habituada a ver, mas não deixa de entreter.

Citações:
Madam, I need you to remain calm. And trust me, I'm a professional. Beneath this pillow, lies the key to my release.

Veredito: Deu na televisão pelo que não se perde nada com isso. Tenho curiosidade em ver o seguinte filme e apesar de gostar dos atores e do realizador, de tal modo que como referi é um "must see", não é daqueles que tenho de ir a correr e ver imediatamente. Entretém e é ótimo para um serão, vejo-me a rever se apanhar mais vezes o filme na TV, mas pouco mais que isso.

9 de junho de 2012

Branca de Neve e o Caçador

Diretor: Rupert Sanders
Escritores: Evan Daugherty, John Lee Hancock, Hossein Amini, Evan Daugherty
Atores: Kristen Stewart, Chris Hemsworth, Charlize Theron

Mais informação técnica no IMDb.

Quando e onde o vi: 3 de junho no cinema.

Opinião: Pouco ou nada sabia sobre este filme, a não ser que atores entravam, que papéis faziam e que o trailer, segundo o meu irmão, estava "muito bom". Está claro que o rapaz, assim como outros e posso incluir-me nesse grupo, não entendia como é que o raio do espelho achava a Kristen Stewart mais bonita que a Charlize mas, como penso que disse a Jen, preferi tomar o "fairest of them all" como a mais justa de todo o reino. E desta maneira o filme também funciona.

Supostamente, o filme tenta mostrar como a beleza interior é a mais importante mas acho que isto perdeu-se um pouco e sobressai é a beleza exterior. A própria mãe da Branca, quando está grávida e faz uma espécie de feitiço, centra-se na beleza exterior. Quer uma filha com pele branca como a neve, lábios vermelhos sangue, e coisas assim. A base do feitiço chega a ser o mesmo que faz a mãe de Ravenna (a Rainha Má) faz, com 3 gotas de sangue, que acabam por se tornar um motivo e julgo que tem haver com a pureza (virgindade e tal?).

Aliás, é a pureza ou a inocência que faz mover o filme e faz da Branca a "fairest of them all". E levamos com tanta pureza que achei demais. Contemos: temos um cavalo branco quando a moça foge (e tive um déjà vu nesta parte e fiquei à espera que um lobisomem aparecesse), é verdade que esperava um unicórnio e fiquei algo dececionada, mas não devia temer pois ele aparece mais à frente; também temos um cervo branco, que julguei ia rugir como Aslan de Nárnia; temos um mundo idílico, virgem, terra de fadas, até que acaba profanado pelo ataque à Branca, Caçador e anões; e finalmente o tal unicórnio, quando a rapariga está adormecida, numa tapeçaria, felizmente não a The Lady and the Unicorn que geralmente aparece para este tipo de coisa. Eu percebi que a moça era pura e inocente, não era preciso reforçarem tantas vezes a ideia!

Outra coisa de que não gostei foi dos constantes déjà vus. Para além do salto e do Aslan, houve alturas em que me lembrei dos Espetros do Senhor dos Anéis, do discurso do Henry V antes de uma batalha (cheguei a pensar que a moça ia recitar "we few, we happy few, we band of brothers" ou a gritar "cry God for Harry, England and Saint George!", perdoem-me mas estou numa de Shakespeare *cough*diz que sim, é mas é o Tom*cough*) e sei lá que mais. A sério, I kid you not! E para além disto há uma certa incerteza neste mundo. Não consegui perceber se pretendiam fazer alguma analogia religiosa, com a cena do cervo/Aslan e a ressuscitação de todos os que haviam sido de alguma forma atacados pela magia da Rainha, e achei um pouco deslocado o facto de a Branca rezar o Pai Nosso num mundo com magia como este. Também fica a dúvida se o Espelho é real ou se tudo não passa de imaginação da Rainha, havendo uma parte em que ela fala com o Espelho mas o seu irmão (coisa mais asquerosa) a vê falar sozinha. O_o

Mas tirando tudo isto, acabei por achar o filme giro. A nível visual está bem conseguido, as histórias das personagens são interessantes ao ponto de querer saber mais sobre a Ravenna e o Caçador, e as atuações não estão más. Ok, é verdade que temos a Kristen Stewart mas ela quase que sorri neste filme! Mas vai daí, com o Hemsworth ao lado qualquer rapariga só pode sorrir. :P

Também gostei da reviravolta no que toca ao beijo, apesar de ser previsível e o triângulo amoroso algo forçado, o que no meu entender mostra um amor real e não idealizado. Um amor que vem da convivência, do conhecer alguém, do impacto que essa pessoa tem na outra, fazendo esquecer mágoas e fazendo com que se deseje ser uma pessoa melhor. Pena é que o Caçador geralmente só tivesse belos discursos quando bêbado, mas pronto não deixa de ter alma de poeta.

Acaba por não ser um mau filme e, apesar dos constantes "acho que já isto noutro sítio", quebra com o usual fim do "e foram felizes para sempre". E foi o facto de o final não ser o mais convencional que fiquei com a pulga atrás da orelha e penso que li algures que vai haver continuação, que é suposto ser uma trilogia. Espero que, se tal acontecer, as back stories das personagens venham a ser mais desenvolvidas e se dê um fim mais definitivo à história. Até acho bem a princesa ficar sozinha, mas que seja mais explícito que o faz porque não gosta de ninguém e é assim que se sente feliz, que não dê espaço para o espetador questionar se ela não seria mais feliz com aquele ou com o outro.

Gostava de deixar aqui um link para uma crítica que gostei de ler (também podem ler a da Jen e a P7) e um resumo ilustrado que me fez rir. Não preciso de dizer que tem spoilers pois não?

Veredito: Se tivesse esperado para que desse na televisão não perdia nada com isso. Mesmo assim está perto de um vale o dinheiro gasto, até porque com o myZONcard ficaram 2 bilhetes pelo preço de um.

7 de junho de 2012

Foi Assim Que Aconteceu

Criado por: Carter Bays e Craig Thomas
Atores: Josh Radnor, Jason Segel, Cobie Smulders, Neil Patrick Harris, Alyson Hannigan

Mais informação técnica no IMDb.

Temporada: da primeira à sétima, que já acompanho a série há anos e é das minhas preferidas mas acho que nunca escrevi nada sobre ela e penso que merece. :) Há spoilers, bastantes spoilers. Estais avisados.

Opinião: Esta é uma das séries mais hilariantes, ainda que nas últimas temporadas nem por isso, a que tive oportunidade de assistir nos últimos tempos e, como muitas coisas boas, conheci-a por acaso. Mas um acaso daqueles grandes. Estava eu em casa, em 2005 ou 2006, muito provavelmente de férias, quando por volta das 17h na Fox Life começava um episódio desta série. E não era um episódio qualquer, era o primeiro episódio da primeira temporada! Já me devo ter queixado da minha sorte com filmes, que apanho sempre a meio, acontece-me o mesmo com as séries mas tal não aconteceu desta vez. Pensei "é um sinal dos deuses" e assisti aos primeiros dois episódios, já que por terem cerca de 20-30 minutos, a Fox Life mostrava-os aos pares. E foi assim que fiquei fã.

A série assemelha-se a "Friends", na medida em que segue um grupo de amigos, mas a premissa é um pouco diferente. Perante o pedido de casamento de Marshall a Lily, o amigo deles Ted, um romântico incurável, deseja também encontrar a mulher dos seus sonhos. Nós acabamos por saber que tal acontece, até porque a história é contada pelo próprio Ted aos seus filhos no ano de 2030, mas se aqueles conhecem a mãe, o espectador não e acompanhamos então a procura de Ted pela mulher que o completa.

A sua procura começa em 2005, no bar onde se encontra habitualmente com os seus amigos e o acaso, pelo jogo de Barney ("Have you met Ted?"), faz com que aquele conheça Robin. Está claro que apesar isto acontecer no primeiro episódio, pensamos que Robin é a mãe até que o episódio termina com Ted a dizer "that's how I met your aunt Robin". Não se esqueçam disto.

É então aquele o ponto de partida e ao longo destas 7 temporadas acompanhamos então a procura de Ted, aparentemente sem sucesso. Ele realmente acaba por andar com a Robin, mas antes ainda namora Vitória, que volta a aparecer na sétima temporada e com quem parte em direção à oitava (e confesso não augura nada de bom), a meio da série fica noivo de Stella para acabar depois abandonado no altar, e há ali um enrolanço com Zoe, a mais irritante de todas as moças que passam pela vida do protagonista. Ela consegue ser pior que o próprio Ted, que é provavelmente a personagem mais aborrecida de todas, mas é a sua história que acompanhamos, por isso não dá para lhe escapar. Acabamos por perceber que ele é demasiado picky e por isso não admira que demore tanto a encontrar a mulher dos seus sonhos. Apesar de a procura parecer infrutífera, vamos tendo algumas dicas de como ela será, o que veste, por onde anda... Mas claro que isto seria aborrecido se não tivéssemos os restantes personagens.

Os meus preferidos são Robin e Barney. Apesar de aparentemente serem os mais fúteis, acabam por revelar várias camadas e um coração de ouro, sobretudo Barney. É ele, na minha opinião, a estrela de toda a série e gostei do desenvolvimento da sua personagem, que parece culminar no casamento com Robin. Confesso, adoro o par e acho que são perfeitos um para o outro (o meu episódio favorito é muito provavelmente, aquele em que Robin suits up e vai ter com o Barney sendo o seu "bro" por uma noite, foi aí que me rendi ao par <3 ) apesar de terem namorado e a coisa não ter resultado. Mas nem podia resultar, pois percebemos que não estavam suficientemente preparados para algo do género, o que acaba por se verificar no final da sétima temporada. Barney cresce, Robin quer algo mais que o sucesso profissional e era necessário chegarem a esse patamar para darem então o passo final e dedicarem-se a uma relação a sério, a uma relação adulta. A temporada acaba com o casamento deles, mas não sabemos como chegaram lá. Mas já cá voltamos.

Outro casal que adoro é Lily e Marshall. São ambos doidos e, também, perfeitos um para o outro. Penso que são os que mais química têm e são a personificação daquilo que acho que toda a gente procura. Apesar de serem os mais doidos, são eles que melhor ilustram as fases de uma vida a dois e a constituição de uma família. Tenho gostado de seguir a sua história, nomeadamente quando Marshall teve de fazer decisões profissionais (dinheiro ou o que se gosta e sempre se quis?), e quero ver que tipo de dinâmica trará ao grupo o facto de haver agora uma criança.

Falando em dinâmica, começa a sentir-se algum afastamento entre os amigos, sobretudo no que a Marshall, Lily e Ted diz respeito. Este trio desde a faculdade que andava junto, mas com dois a formarem uma família, é inevitável algum afastamento do terceiro elemento. Foi engraçado ver o Ted a tentar manter-se a todo o custo na vida de Marshall e Lily, mas percebe-se que tal não poderá durar muito, Ted vai ter de voar sozinho e encontrar o seu próprio lugar.

Mas voltemos então ao final da temporada e ao casamento de Barney e Robin. Para mim foi quase sempre óbvio que estes dois estavam destinados, pois acho-os bastante parecidos, mas não me parece ser uma opinião popular, pois a maior parte das pessoas que conheço prefere o Barney boémio e womanizer. Como disse, não se sabe bem como é que eles chegam ao altar, já que Barney supostamente estava noivo de uma stripper, e penso que será isso que vai tratar a próxima temporada, que culminará então com o casamento e Ted a conhecer a sua futura mulher. Há algumas teorias que apontam para que a mãe (já que o título original da série é "How I met your mother") seja uma das convidadas do casamento, nomeadamente a meia irmã de Barney. Se tal vier a acontecer a frase do primeiro episódio ganhará todo um outro sentido (sempre se pensou que ele dissesse "tia" da mesma maneira como se refere a Marshall e Lily como "tios", por serem grandes amigos de Ted, mas a provar-se a tal teoria a Robin será mesmo tia por ser casada com o tio das crianças!) e justifica o porquê de ele ter começado a contar a história pelo encontro com Robin, pois se ele e o seu grupo não se tivessem conhecido Robin, nada do que veio depois aconteceria. Gosto de coisas deste género pois acho que a minha vida também já teve cenas assim, com momentos e encontros que vieram a mudar partes da minha vida (ou então não). :)

Apesar de as últimas temporadas terem sido um pouco mais fraquinhas, com menos piada e situações a repetirem-se até que uma pessoa fica enjoada, ainda assim é uma série, a meu ver, que merece a pena ser vista. A química de todo o grupo é fascinante, há piadas que percorrem toda a série e com as quais eu como fã deliro, como a cena do cockamouse, da sanduíche, os vários tipos de high-fives e o mais que célebre
"Legen... wait fot it, and I hope you’re not lactose intolerant because the second half of that word is dairy!"
Estou algo ansiosa para ver a oitava temporada, que só volta lá para setembro, e espero que seja nesta que Ted encontre a mãe, pois apesar de adorar a série, é triste vê-la arrastar-se um pouco e acabar por se perder em repetições de situações que pouco ou nada trazem à história. Por adorar quero que tenha um final. Eu sei que tudo o que é bom tem um fim porque vivem felizes para sempre! Na ficção pelo menos...

Veredito: Vale o dinheiro gasto. Esta é daquelas que quero guardar na estante, pelo menos as primeiras temporadas cujos episódios não me canso de ver. Apesar de terem apenas meia hora, os episódios geralmente têm de tudo um pouco, fazem-me rir, deixam-me com lágrimas nos olhos, fazem-me suspirar e chego a rever-me nalgumas das situações. É uma sitcom à maneira e parece que foi feita para mim. :)

23 de maio de 2012

Curtas: Flash Gold (Flash Gold Chronicles, #1) [e-book], Os Perdedores

Título: Flash Gold (Flash Gold Chronicles, #1) [e-book]
Autor: Lindsay Buroker
Ficção | Género: steampunk
Editora: - | Ano: 2011 | Formato: e-book | Nº de páginas: - | Língua: inglês

Como me veio parar às mãos: Esta a preço 0 na Amazon o ano passado.

Quando e porque peguei nele: 11/maio/2012 a 13/maio/2012. Queria algo pequeno e rápido de ler já que me iam emprestar os restantes livros da série Mercy Thompson.


Opinião: É uma pequena história sobre uma jovem cujo pai morreu e deixou-lhe uma espécie de material energético, o Flash Gold, que permite a máquinas funcionarem de forma eficiente. Ela é vista como uma bruxa na comunidade, por se dedicar a construir máquinas (o seu sonho é construir um dirigível) e entra numa corrida de trenós puxados por cães, para tentar ganhar o prémio monetário e poder sair dali por modo a dedicar-se às suas invenções. Mas a sua vida não é fácil pois muitos querem o segredo alquímico para o Flash Gold e pensam que ela terá a receita. Assim, ela vê-se a precisar de confiar num estranho que se torna no seu guarda-costas, para chegar ao fim da corrida com vida.

Como disse, é uma pequena história, pelo que as personagens não têm grande desenvolvimento, mas é ainda assim bastante agradável de seguir e com ação q.b. Consegue ser melhor do que algumas histórias bem mais longas, de tal modo que pondero ler a continuação.

Veredito: Se fosse emprestado pouco se perdia com isso.

Título: Os Perdedores
Diretor: Sylvain White
Baseado na comic book The Losers de Andy Diggle por Peter Berg e James Vanderbilt
Atores: Jeffrey Dean Morgan, Zoe Saldana, Chris Evans, Idris Elba

Mais informação técnica no IMDb.

Quando e onde o vi: dia 20 de maio na RTP

Opinião: Estava cansada de estar no pc quando mudaram de canal na televisão e estava este filme a começar. Começou logo com tiros, explosões, traições e pensei “porque não?” e lá me pus a ver. O início ainda me fez lembrar os trailers de um filme que está agora nos cinemas (que ainda não vi e não sei se quero :/ ) e o resto tem pouco que se diga.

Acaba por entreter e penso que é essa a intenção. Houve uma parte que achei mesmo hilariante, quando a personagem do Chris Evans diz que tem poderes telecinéticos e pode disparar com as mãos ( xD ), mas achei que o vilão era mau demais para ser verdade. É mais um daqueles que parece servir apenas para comic relief, mas já havia uma personagem para esse efeito porque raio era preciso que o vilão também o fosse?

Não será memorável mas achei melhor que galas e coisas do género que estavam a dar noutros canais...

Veredito: Deu na televisão pelo que não se perde nada com isso.

16 de maio de 2012

Os Vingadores

Diretor: Joss Whedon
Escritores: Joss Whedon, Zak Penn
Atores: Robert Downey Jr., Chris Evans, Chris Hemsworth, Scarlett Johansson, Mark Rufallo, Jeremy Renner, Samuel L. Jackson, Tom Hiddleston, Cobie Smulders

Mais informação técnica no IMDb.

Quando e onde o vi: 13 de maio no cinema

Opinião: Tão bom o raio do filme! Hilariante! Não vi nenhum dos outros filmes que levaram a este, excetuando os do Hulk mas que são tão bons (nem por isso, não) que pouco ou nada me lembro deles. Apesar disso, as expectativas eram elevadas, porque só ouvia falar bem, e essas expectativas foram ultrapassadas!

Já conhecia o Joss Whedon de outras andanças e apesar de não ser a sua maior fã, não gostava assim tanto de “Buffy” nem de “Angel” e não seguia “Firefly” mas gostei do “Serenity”, o certo é que amo o “Dr. Horrible’s Sing-Along Blog” e o seu trabalho não deixa de suscitar curiosidade, pois ele consegue passar muito bem para o ecrã histórias com piada e com mulheres fortes, que dão porrada em gajos, o que é sempre YAY! \o/

Como disse, não vi os filmes que levam a este mas não senti grande falta (sabia o essencial), talvez excetuando toda a cena da relação entre a Black Widow e o Hawkeye (quero um filme sobre os dois!), e fiquei bastante impressionada com o trabalho final. Todos os atores vão muito bem e muitos deles são daqueles que adoro ver a trabalhar. Da Cobie, por exemplo, só conhecia a Robin de “How I Met Your Mother” e foi bom vê-la num filme deste calibre, espero que lhe abra outras portas. Samuel L. Jackson é sempre aquela coisa, sempre muito cool e a comandar todo o show. Mas ressalvo o desempenho de Mark Ruffalo que foi uma enorme surpresa. Jamais imaginava que pudesse entrar num filme de ação, pois só o vi em comédias românticas como “De Repente Já nos 30” e “Enquanto Estiveres Aí...”, mas está visto que tenho de ver mais coisas com ele pois sempre o achei um bom ator e aqui reforçou a minha opinião. Também gostaria de fazer uma chamada para o Tom Hiddleston (<3) que é ótimo a fazer de deus nórdico demente, intenso e aparentemente com daddy issues (“He’s adopted” xD ), e para a química que há entre todos os atores. Imagino o ambiente no set, deveria ser hilariante. Quero tanto que saia DVD já-já não só para rever o filme mas sobretudo para ver o behind the scenes e bloopers que devem ser demais!

Por falar em hilariante, e é isso que guardo de todo o filme, as piadas são demais e funcionam muito bem! A cena do Capitão América, congelado na segunda Guerra Mundial e descongelado no séc. XXI, a dizer que percebe a referência dos macacos voadores fez-me chorar de tanto rir (e ainda dou comigo a rir quando me lembro da cena). O Hulk a dar um murro no Thor e a lutar com o Loki também me levou às lágrimas. xD A cena do fanboy Coulson e do seu ídolo, o Capitão América! xD

Basicamente este filme é um ótimo antidepressivo, uma tarde bem passada e um excelente eye candy, já agora... *assobia inocentemente*


Veredito: Para ter na estante. Não me recordo de alguma vez ter saído da sala de cinema e querer voltar lá para dentro e isso aconteceu com este. Culpo as piadas. Gosto muito de coisas com piada.

15 de maio de 2012

Curtas: O Corpo da Mentira, Como matar o cão do vizinho, Robin Hood: Príncipe dos Ladrões

Título: O Corpo da Mentira
Diretor: Ridley Scott
Adaptação de O Corpo da Mentira de David Ignatius por William Monahan
Atores: Leonardo DiCaprio, Russell Crowe, Mark Strong

Mais informação técnica no IMDb.

Quando e onde o vi: dia 29 de Abril na RTP

Opinião: Já o vi há algum tempo mas do que me lembro pareceu-me um bom filme com demasiadas reviravoltas e boas atuações, na medida a que estes atores já me habituaram. Uma outra forma de ver os serviços de inteligência em ação durante períodos e situações de guerra. Não fiquei curiosa quanto ao livro, apesar de o ter visto na Feira não me senti tentada a comprá-lo, o filme parece-me suficiente.

Veredito: Deu na televisão pelo que não se perde nada com isso.

Título: Como matar o cão do vizinho
Diretor: Mike Kalesniko
Escritor: Mike Kalesniko
Atores: Kenneth Branagh, Robin Wright, Suzi Hofrichter

Mais informação técnica no IMDb.

Quando e onde o vi: madrugada de 29 para 30 de Abril na RTP

Opinião: Tinha acabado de ver o filme anterior quando consultei o Guia de TV da Zon e dizia que se seguia um filme com o Kenneth Branagh, está claro que tinha de ver, felizmente não trabalhava no dia seguinte...

Kenneth é um escritor de peças de teatro que lida com insónias, um cão que também não o deixa dormir, pressão no trabalho (com a escrita e ensaios da sua nova peça de teatro depois de trabalhos que não correram tão bem), uma mulher que deseja engravidar (sendo que a paternidade a ele pouco lhe diz), a filha de uma vizinha que vê nele um potencial novo amigo e uma espécie de doppelganger, um fã que se diz ser o escritor e com quem ele vem a desenvolver uma estranha amizade.

Acaba por ser um filme engraçado, talvez não muito memorável mas ligeiro o suficiente para uma noite bem passada.

Veredito: Deu na televisão pelo que não se perde nada com isso.

Título: Robin Hood: Príncipe dos Ladrões
Diretor: Kevin Reynolds
Escritor: Pen Densham, John Watson
Atores: Kevin Costner, Morgan Freeman, Mary Elizabeth Mastrantonio

Mais informação técnica no IMDb.

Quando e onde o vi: 5 de maio no Canal Hollywood

Opinião: Atenção: Guilty pleasure! Adoro tanto este filme. Para dizer a verdade prefiro o “Heróis em Collants”, mas sempre que dá na televisão também tento ver este. Por acaso há muito tempo que não o revia (vai para mais de 10 anos) e devo confessar que fiquei um pouco desapontada com o papel do Alan Rickman. Adoro-o como ator e acho que está muito bem no papel, mas acho o vilão muito caricato. Não me lembrava que assim fosse e achei que, neste novo visionamento, o filme merecia um vilão como deve ser. Quero um Xerife mau, já estou farta de o ver como comic relief (na série de 2006, no filme acima referido...) e pensei que neste tal não acontecia. :/ 

Veredito: Deu na televisão pelo que não se perde nada com isso.

3 de abril de 2012

Game of Thrones

Criado por: David Benioff e D.B. Weiss 
Adaptação de As Crónicas de Gelo e Fogo de George R.R. Martin
Atores: Sean Bean, Lena Headey, Peter Dinklage 
Mais informação técnica no IMDb.

Temporada: primeira, mas a segunda estreou no passado domingo, nos Estados Unidos. Este texto foi escrito ainda o ano passado, mas não a cheguei a publicar por aqui, por isso esqueçam a última frase... E fica a nota de que não, não cheguei a atirar-me aos livros.

Opinião: Fantástica, é a única palavra que me vem à cabeça para descrever esta série onde, a meu ver, muita coisa poderia correr mal. Há quem diga que George R.R. Martin é o Tolkien americano, tenho alguma tendência a concordar com essa opinião, já que ambos constroem mundos fenomenais e com uma backstory interessante (por vezes talvez mais interessante que os acontecimentos que seguimos). Mas penso que a comparação acaba aí e mesmo assim Tolkien sai a ganhar porque ele não se limita a criar o mundo e a mitologia, criou também línguas, algo de que Martin não se pode gabar até porque o dothraki foi desenvolvido de propósito para a série. Mas nada disso interessa agora. O que há a reter é que se apenas Peter Jackson foi capaz de pegar nos livros de Tolkien e adaptá-los, somente David Benioff e D.B. Weiss podiam fazer o mesmo com os livros de Martin.

Li os livros há uns anitos, apenas os volumes 1 e 2 originais (4 volumes na edição portuguesa), e pensei ter esquecido muita coisa, no entanto ao ver a série dei conta de como a história se encontrava tão bem preservada na minha mente. Sim, esqueci-me de alguns detalhes e houve cenas em que fiquei “é verdade, não me lembrava que isto era assim” mas, do que me lembro, a história está toda lá. Talvez um pouco condensada é certo, com a omissão de algumas personagens ou diálogos, e com alguns factos e cenas que me parecem eram revelados ou confirmados em volumes mais à frente, mas o essencial está lá e, no que a adaptações diz respeito, está bastante fiel (o que não se pode dizer de "True Blood", por exemplo). Há muitas cenas que são praticamente tal e qual as tinha imaginado, diálogos que são retirados do livro ipsis verbis. As novas cenas, criadas de propósito para a série, não me parecem assim tantas e servem, sobretudo, para explorar personagens e dar mais informação sobre a história e o mundo em que nos encontramos.

Mas uma boa história pode ser prejudicada por vários factores, como o casting, mas neste caso nem isso acontece. O casting está perfeito! Para começar, escolheram logo um dos meus atores preferidos para fazer de Ned. Aliás, ao ler o livro só Sean Bean me vinha à cabeça e quando ouvi que ele ia fazer o papel penso que os meus guinchos e squees de fã histérica terão sido ouvidos nos confins do universo. Lena Headey para Cersei também me pareceu apropriado, apesar de as cabeleiras não a favorecerem, Mark Addy era o “meu” Robert e Peter Dinklage o “meu” Tyrion. Mas tenho de ressalvar as atuações de Aiden Gillen (penso que os meus squees também foram audíveis quando soube que ele seria o Mindinho) e Conleth Hill (que não conhecia mas que é um perfeito Varys) que, na minha humilde opinião, roubaram praticamente todas as cenas em que entraram e que, quando juntos, fizeram alguns dos pontos altos da série.

Mais uma vez, achei fantástica. Adorei seguir as personagens, que se nota crescerem durante estes 10 episódios, sendo talvez Dany e Robb os personagens com crescimento mais vísivel (apesar de Sansa também ganhar algum backbone no último episódio); visitar os vários pontos de Westeros e fiquei fascinada com a capacidade de mostrarem diferentes locais e pessoas, com o Norte a ser mais agreste e ter um aspeto quase de vikings (sem os barcos... por enquanto, julgo eu), enquanto o Sul quase que se assemelhava ao Mediterrâneo. Imagino o trabalho que deve ter estado por detrás de tudo isso e faz-me lembrar LotR, onde também conseguiram dar um cunho distinto a todos os locais e pessoas que aí habitavam. Era possível distinguir entre Rohirrim e Gondor, tal como aqui é possível distinguir acampamentos Stark e Lannister, entre Winterfell e King’s Landing.

O único senão da série é mesmo ter de esperar quase um ano pela continuação, mas entretanto sou capaz de me atirar aos livros.

Veredito: Para ter na estante. Esta série, há semelhança dos livros, será para rever.

27 de março de 2012

Wallander

Adaptação de obras de Henning Mankell sobre o inspetor Kurt Wallander
Atores: Kenneth Branagh, Sarah Smart

Mais informação técnica no IMDb.

Quando e onde o vi: 18 de fevereiro a 24 de março no AXN Black

Temporadas: 1 e 2. As séries são pequenas. Há semelhança de Sherlock, tem cada temporada tem 3 episódios de 1h30. Parece que vai haver uma terceira.

Opinião: Depois de acabar The Killing pensei que ia deixar de ter uma série interessante para seguir aos sábados, quando de repente comecei a ver posters com o Kenneth Branagh espalhados por Lisboa fora a promover a série (sobre a qual também já tinha lido num qualquer blog, mas não me recordo qual :/ ). A fangirl dentro de mim guinchou de alegria, pois se há ator que aprecio é Kenneth Branagh. E não esqueçamos a sua realização, com filmes como Much Ado About Nothing e Frankenstein de Mary Shelley. (E OMD no IMDb diz que ele vai realizar a adaptação do livro A Sociedade Literária da Tarte de Casca de Batata! *guincha, pula e salta como se não houvesse amanhã*)

Mas voltemos a Wallander... Como penso que já disse anteriormente numa outra crítica, policiais nórdicos parecem estar na moda e, pessoalmente, não tenho nada contra. Parecem-me muito mais bem conseguidos que os americanos, que agora se debruçam mais sobre como se procede à investigação, com a recolha de ADN e outros elementos que possam ser usados para apanhar os culpados. No entanto, acho que estas séries apesar de terem o seu interesse, acabam por ser algo frias e distanciadas. Há casos que tocam os investigadores, mas parece que depois de uma boa noite de sono estão prontos para um novo caso. Já esta, e “The Killing”, mostram os protagonistas a tornarem-se obcecados com a resolução dos casos, já que de certa forma os tocam. Nesta em particular, vemos mesmo o desespero de Wallander a tentar conjugar a vida pessoal, onde tem vários problemas tais como um divórcio, pai com Alzheimer, uma filha que quer passar algum tempo de qualidade com ele, com a vida profissional sendo que esta última geralmente leva a melhor sobre a primeira.

Todos os casos que Wallander tem de resolver mostram como está sozinho, porque de certa forma ele força essa solidão, o que vem a conduzir a uma depressão após matar um suspeito em autodefesa. Mas ele acaba por estar rodeado de pessoas que só querem o seu bem e que o tentam puxar à razão, mas o abanão parece que se dá no último episódio da segunda temporada, com a morte do pai. Os últimos episódios de ambas as temporadas são, na minha opinião, os melhores da série pois exigem que Wallander se foque mais na vida pessoal sob pena de perder o que a vida tem de melhor, a companhia das pessoas de quem se gosta.

Eu recomendo a série, gostei bastante, apesar de ser algo lenta, coisa que a minha mãe não gostou no primeiro episódio. Mas o ritmo lento é essencial para desenvolver a personagem e todo o ambiente à volta dos crimes, que de qualquer forma mostram uma face da sociedade que muitas vezes tentamos esquecer que existe. Agora espero dedicar-me aos livros, em breve, que parecem ter servido de inspiração para a série Millenium de Stieg Larsson.

Veredito: Vale o dinheiro gasto. Penso adquirir os DVDs se os vir à venda. Mas vai daí, tudo o que tenha o nome Kenneth Branagh é praticamente um must have. (Daí não me perdoar o facto de não saber que o Thor era realizado por ele... não mereço viver neste mundo!)

25 de fevereiro de 2012

Um Sonho Encantado

Diretor: Tarsem Singh
Baseado no guião "Yo Ho Ho" de Valery Petrov por Tarsem Singh, Dan Gilroy e Nico Soultanakis 
Atores: Lee Pace, Catica Untaru, Justine Waddell

Mais informação técnica no IMDb.

Quando e onde o vi: dia 22 de fevereiro no MOV

Opinião: Atenção! Tearjerker! Chorei baba e ranho com este filme, mas o que mais fica de tudo são os cenários e as cores.

Tomei conhecimento do filme pela internet, já não sei onde é que li sobre ele, mas com a minha sorte, apanhava sempre o filme a meio ou no fim. Estando esta semana de férias em casa, lá consegui apanhar o início (quer dizer, devo ter perdido 5 a 10 minutos mas deu para acompanhar a história) e fiquei rendida. Desconhecia a parte do hospital, pois tinha ficado com a noção de que era um filme fantástico, mas adorei-o ainda mais por isso. Roy (Lee Pace) é um duplo de filmes que sofre um acidente e no hospital, onde se encontra internado, conhece a pequena Alexandria (Catinca Untaru) a quem começa a contar uma história fantasiosa. Mas a intenção de Roy não é apenas entreter a pequena, habilidosamente para a história nos momentos mais interessantes, como a própria Alexandria repara, e tenta convencê-la a roubar morfina por ele para continuar a história.

Como disse, os cenários são belíssimos e transportam-nos desde a Índia a desertos, com cidades azuis e palácios coloridos pelo meio. Também o guarda-roupa é todo ele colorido, fazendo mesmo lembrar as cores dos filmes bollywoodescos. Tudo isto constrata com o aspeto mais acizentado do quarto de Roy, que de certa forma parece refletir o seu estado de espírito. Em termos visuais este filme é brilhante, em vários sentidos da palavra.

Também gostei bastante das personagens, tanto da história como da realidade, por assim dizer, mas foi a pequena Alexandria que conquistou o meu coração, com a sua ingenuidade e alegria. Não sei até que ponto a pequena atriz leu ou decorou o texto, pois é bastante genuína e a atuação não parece nada forçada, como acontece muitas vezes com tão jovens atores.

É um filme tão fofo, que só apetece abraçá-lo e nunca mais largá-lo, se é que isto faz algum sentido.

Veredito: Para ter na estante. Este é um filme para rever vezes sem conta e só tenho pena que não haja em livro. Penso que também daria um livro excelente.

15 de fevereiro de 2012

The Killing: Crónica de um Assassinato

Atores: Sofie Gråbøl, Lars Mikkelsen, Bjarne Henriksen

Mais informação técnica no IMDb.

Quando e onde o vi: estreou a 19 de novembro mas vi desde dia 26 de novembro a 11 de fevereiro no AXN Black. Não conseguia apanhar o episódio aos sábados à noite, mas via a repetição ao sábado de manhã, da semana seguinte. :)

Temporada: Primeira, mas parece que há uma segunda e uma terceira está a ser preparada. Já agora, isto diz respeito à versão original, dinamarquesa.

Opinião: Não consegui ver o último episódio *chora* mas a minha mãe contou-me o que aconteceu, já que é neste episódio que sabemos quem é o verdadeiro culpado. Acabei por não ficar surpreendida pois os últimos episódios encaminham-se no sentido de confirmar quem matou Nanna Birk Larsen.

Gostei bastante desta série sobretudo por não se centrar apenas na resolução do caso, mas possibilitar o acompanhamento da família da vítima. Gostei bastante de ver como os pais lidam com o luto, a mãe a tentar descobrir quem fez aquilo à sua filha, o pai mais estoico e aparentemente imperturbável, mas que acaba por ceder quando está sozinho (há uma cena em que ele deixa a Pernille e vai chorar para a casa-de-banho) e não diz que não quando se lhe apresenta a hipótese de vingar a morte da filha.

Outro motivo que gostei de acompanhar foi a trama política. Devido a vários fatores, um dos partidos em corrida para a Câmara de Copenhaga vê-se envolvido na investigação. Foi interessante ver como os vários personagens usavam então a informação que tinham para tentar ganhar vantagem, muitas vezes descurando a ética e a transparência, havendo também muito controlo de danos e tentativa para reconstruir a imagem dos candidatos.

Achei algumas coisas inverossímeis, como o namorado da vítima só aparecer 15 dias depois do corpo ser descoberto, ainda por cima com informação algo importante, e não gostei por aí além de acompanhar os problemas familiares da inspetora Sarah Lund, achei algo aborrecido mas era importante para caracterizar a personagem.

Veredito: Vale o dinheiro gasto. Não digo que a compre caso saia em DVD, mas tenho alguma curiosidade em ver as restantes temporadas, caso venham a ser transmitidas. Também tenho alguma curiosidade em ver a série americana, apesar de a resolução parecer que leva mais tempo. :/

6 de fevereiro de 2012

Curtas: Alex Rider: Operação Stormbreaker, 10 Coisas que Odeio em Ti, Os Homens que Odeiam as Mulheres

Alex Rider: Operação Stormbreaker (Alex Rider 1)
Diretor: Geoffrey Sax
Adaptação de Alex Rider: Operação Stormbreaker (Alex Rider, Livro 1) de Anthony Horowitz pelo próprio
Atores: Alex Pettyfer, Mickey Rourke, Bill Nighy

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Quando e onde o vi: 3 de fevereiro no MOV

Opinião: Vi-o na passada sexta-feira. Cheguei tão cansada que liguei a televisão e a preguiça era tanta que nem sequer mudei de canal para ver se dava algo melhor. Como tinha acabado de começar lá o vi. É muito infantil e cheio de clichés. Surpreendeu-me o facto de não adormecer a meio nem revirar (muito) os olhos, pelo que não será tão mau como isso, mas vale sobretudo por ter atores que aprecio ver mesmo que só apareçam por um pequeno instante, como o Stephen Fry por exemplo. Não fiquei com curiosidade para ler os livros.

Veredito: Com tanto filme tive de ver este. 

Título: 10 Coisas que Odeio em Ti
Diretor: Gil Junger
Adaptação de The Taming of the Shrew de William Shakespeare por Karen McCullah Lutz e Kirsten Smith
Atores: Heath Ledger, Julia Stiles, Joseph Gordon-Levitt

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Quando e onde o vi: 4 de fevereiro na FoxMovies

Opinião: Nunca tinha visto este filme desde o início e aproveitei para o ver no sábado à hora de almoço. É fofo, tem alguma piada, mas no que toca a adaptações para os tempos modernos desta obra de Shakespeare, prefiro o episódio de "ShakespeaRe-Told", com Rufus Sewell e Shirley Henderson, que tive oportunidade de ver o ano passado neste mesmo canal, salvo erro.

Veredito: Deu na televisão pelo que não se perde nada com isso.

Título: Os Homens que Odeiam as Mulheres (Millennium 1)
Diretor: David Fincher
Adaptação de Os Homens que Odeiam as Mulheres (Millennium, Livro 1) de Stieg Larsson por Steven Zaillian
Atores: Daniel Craig, Rooney Mara, Christopher Plummer

Mais informação técnica no IMDb.

Quando e onde o vi: 4 de fevereiro no cinema.

Opinião: Não sabia bem ao que ia, pois não tinha lido os livros nem visto a adaptação sueca, mas toda a gente falava bem do filme e o meu irmão tinha curiosidade em ver, pelo que lá fui atrás. Acabou por ser uma boa surpresa e começo a achar que os nórdicos (ou seja, Dinamarca, Suécia e isso) escrevem thrillers e mistérios bem interessantes, em que não consigo descortinar o fim (já “The Killing: Crónica de um Assassinato” me mantém presa à televisão). Fiquei com curiosidade para ler os livros, sobretudo para descobrir mais sobre as personagens, nomeadamente Lisbeth que aparece como alguém cujo exterior frio e antissocial serve para proteger uma rapariga que teve um passado bastante sofrido.

O elenco pareceu-me muito bem escolhido e os diálogos estão bem conseguidos, tirando algumas gargalhadas do público mesmo que o ambiente fosse um pouco pesado. Pessoalmente passava bem sem as cenas de sexo, revirei um pouco os olhos do género “epá, andem é com a história!” mas entendo que fosse necessário para definir um pouco mais as personagens.

Nota para a brilhante inclusão de Enya! \o/

Veredito: Vale o dinheiro gasto.

3 de fevereiro de 2012

Sherlock (2)

Criado por: Mark Gatiss, Steven Moffat
Atores: Benedict Cumberbatch, Martin Freeman

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Temporada: Segunda. Crítica à primeira temporada aqui.

Opinião: Confirma-se, Moriarty é a minha personagem preferida. Tenho um soft spot para personagens loucas e dementes e este Moriarty é demais! Mas todos os personagens estão muito bem conseguidos e os atores vão muito bem.

Tinha alguma curiosidade para ver esta temporada, não só pelo cliffhanger em que tinha acabado a anterior mas sobretudo por Irene Adler entrar. Tive a oportunidade de ler a história em que ela entra e apesar de me recordar pouco da mesma, lembrava-me de que ela era "A Mulher". A única a enganar Sherlock, daí a curiosidade. Acabei, realmente, por gostar bastante do primeiro episódio, "A Scandal in Belgravia". Achei-o hilariante, com tiradas cómicas e pareceu-me existir química entre Lara Pulver e Benedict Cumberbatch. No entanto, a melhor química continua mesmo a ser entre aquele e Martin Freeman. Adorei sempre que Sherlock se entusiasmava e Watson chamava-lhe a atenção para a seriedade do crime em questão ou para como magoava as pessoas à sua volta. De facto, Sherlock sai mais humanizado nesta temporada, seja por se apaixonar (ou pelo menos deixar-se fascinar, até certo ponto, por um elemento do sexo feminino), pedir desculpa quando magoa as pessoas, nomeadamente a pobre Molly (Loo Brealey), defender a Mrs Hudson (Una Stubbs), temer o sobrenatural mesmo que sob o efeito de drogas e constatar que tem pelo menos um amigo.

Acho que foi sobretudo por aqui que a série ganhou nesta temporada, pois há semelhança da anterior e dos livros, houve situações em que descobri primeiro que Sherlock a resolução dos casos, sendo tal mais evidente no segundo episódio. O último é um carrossel de emoções, mas o final acaba por não surpreender. Sabia que tinha algo na manga, sobretudo porque o próprio sabia o que o esperava e achava muito estranho que não se tivesse preparado para o problema final. Agora vai ser curioso é ver como se vai limpar o nome de Sherlock, depois da campanha muito bem orquestrada por Moriarty para lançar a dúvida sobre as verdadeiras capacidades ou intenções de Sherlock.

Citações:

Sherlock Holmes: Please don't feel obligated to tell me that was remarkable or amazing. John's expressed that thought in every possible variant available to the English language.
Irene Adler: I would have you, right here on this desk, until you begged for mercy twice.
(...)
Sherlock Holmes: I've never begged for mercy in my life.
Irene Adler: Twice.

Sherlock Holmes: It's this or Cluedo.
John Watson: Ah, no. We are never playing that again.
Sherlock Holmes: Why not?
John Watson: Because it's not actually possible for the victim to have done it Sherlock, that's why!
Sherlock Holmes: It was the only possible solution!
John Watson: It's not in the rules.
Sherlock Holmes: Well then the rules are wrong!

Moriarty: Every fairy tale needs a good old fashioned villain. You need me or you're nothing — because we're just alike, you and I. Except you're boring. You're on the side of the angels.

Veredito: Vale o dinheiro gasto. Não gosto de me sentir mais inteligente do que a personagem principal, mas mesmo assim aprecio ver as suas deduções e a sua quase incapacidade de viver em sociedade. Além disso, é um enorme prazer ver as várias interpretações e como todas as personagens se relacionam e têm uma paciência enorme para aturarem Sherlock, apesar de tudo o que ele lhes faz ou diz, tem diálogos fantásticos e pormenores que me fazem rir, como o stress com o chapéu. :)

2 de fevereiro de 2012

Os Bórgias

Criado por: Neil Jordan
Atores: Jeremy Irons, François Arnaud, Holliday Grainger

Mais informação técnica no IMDb.

Quando e onde o vi: desde 7 de dezembro a 1 de fevereiro no AXN.
Temporada: Primeira mas vai haver uma segunda temporada. Quando estreia? Não faço ideia.

Opinião: Acho que desde sempre tive um fascínio pelos Bórgias. Não é que saiba muito, mas toda a polémica em que tal família se viu envolvida desde nova acompanha a minha imaginação. Não acredito que tudo o que se conta de mal sobre esta família seja verdade, a política parece-me semelhante em todas as épocas, pelo menos do que pude e me lembro de estudar, e se hoje se tenta danificar a imagem do adversário, desenterrando coisas mal explicadas e lançando boatos, acredito que o mesmo se faria naquela época. Ainda assim, histórias de anéis cheios de veneno, assassinatos por envenenamento, incesto, festas que se tornavam autênticos bacanais, histórias de poder quase supremo, não me deixam indiferente, antes pelo contrário, e por isso não podia deixar de ver esta série.

Para dizer a verdade, não sei se será historicamente fiel, mas também não me parece que seja essa a intenção. Nas muitas entrevistas e behind the scenes que há disponíveis, parece haver uma tentativa de colar esta série à obra O Padrinho de Mario Puzo, que terá escrito a sua história sobre uma família da Máfia, tendo por base esta família. A própria tagline parece fazer menção a isso, "The original crime family", e de facto as semelhanças entre as duas obras parecem ser bastantes, desde o retrato dos filhos de Rodrigo parecerem emular as personagens de Al Pacino e James Caan, até à cena do fechar a porta a um elemento feminino, como no final do primeiro filme da trilogia (e a única parte que vi do filme, lamentável eu sei, mas tenho ali os filmes por ver. Já vi o terceiro, sei que não conta porque é mau, mas pode ser que depois desta série pegue nos filmes 1 e 2...). Assim o foco é sobretudo em como Rodrigo Bórgia (Jeremy Irons) usa o seu poder para, a meu ver, tentar criar um estado papal, que a sua família governaria como qualquer família real europeia da época. E isto está, a meu ver, muito bem feito.

A série inicia-se com a eleição de Rodrigo Bórgia para o papado, passando a ser o papa Alexandre VI. Dentro da Igreja conta com o apoio do seu filho César (François Arnaud), que ascende a cardeal apesar de preferir de longe a sorte do irmão, Juan (David Oakes), gonfalonieri, uma espécie de comandante, das tropas papais. O seu papado tem vários oponentes, entre os quais Giullianno della Rovere (Colm Feore), e para cimentar a sua posição, Rodrigo não hesita em usar tudo o que tem ao seu dispor para criar alianças, seja através de casamentos, como o de Lucrécia (Holliday Grainger) e o de seu filho mais novo com famílias italianas importantes da época, como usa também o poder secular, nesta época o legitimador de reinos, reinados e tratados (penso que foi neste papado que se assinaram tratados importantes para os Descobrimentos Portugueses), para manipular, ameaçar e conseguir apoios.

Gostei bastante da série, sobretudo pela intriga, jogos políticos e estratégia. Retrata os finais da Idade Média e o Renascimento, uma época em que a Igreja teria mais legitimidade mas que não seria um poço de virtudes, bem pelo contrário, de tal modo que dar-se-á a reforma Protestante anos mais tarde. Mostra-nos também uma Itália dividida (de facto só foi unificada por Vítor Emanuel II, no séc. XIX, salvo erro) com várias famílias a dominarem cidades importantes. Acho engraçado como se nota ainda uma influência do Império Romano, já que os vários príncipes, e o próprio papa, têm uma vasta rede de clientes com base em casamentos e favores. Basicamente cada um tenta puxar a brasa à sua sardinha e tenta usar o outro para chegar ao seu objetivo.

Também gostei das personagens, nomeadamente Lucrécia, cuja face e atitudes inocentes e pueris escondem uma mente brilhante, algo calculista e até certo ponto manipuladora, e César, escolhido por Rodrigo para seguir as suas pisadas na Igreja (até me parece ser o mais parecido com Rodrigo e o que herdaria o seu "trono", por assim dizer) mas que parece mais talhado para outras atividades muito pouco santas. De todos os atores destaca-se, como será óbvio, Jeremy Irons que é brilhante e cuja voz imprime uma aura à personagem, de orador, de alguém que podia ser um verdadeiro "pescador de homens", mas acho que todos os atores estão muito bem nos seus papéis.

Citações:
César: That poison was meant for us.
Rodrigo: You don't poison the Pope!
César: Do you know what the gossips are calling you? "The mitred ape". Half of Rome is waiting to celebrate your demise.
Rodrigo: You would poison a dying dog! Not the heir to Saint Peter!
César: The idea offends you, then?
Rodrigo: It offends me, it offends nature, it offends God Himself!
César: Then God will take his revenge.
Rodrigo: Yes he will... with our help!

Maquiavel: That cardinal claimed to be a man of peace.
César: We all do, signor Machiavelli.
(...)
Maquiavel: You are far too clever for a cardinal.(...) And if these times have made you clever, the coming months may thrust genius upon you.

Vanozza: He loves each new arrival, but try to tell him of the birthing pains.
Rodrigo: No, no, no, you mustn't.
Vanozza: With Juan I was in agony for days, do you remember?
Rodrigo: I remember... joy of holding him in my arms. A brother to little Cesare at last. We did love our children, did we not my dear?
Vanozza: To a fault.

Deixem-me também chamar a atenção para uma cena do Jeremy Irons (que infelizmente não consigo encontrar no YouTube, mas é mais ao menos como a imagem) como Papa Alexandre VI, enquanto recebe pretendentes para a Lucrécia. Fez-me lembrar, e ao meu irmão, de Scar no filme animado "O Rei Leão" e o seu "estou rodeado de idiotas". :D Aliás, conforme estávamos a ver a cena dissemos aquela fala em voz alta e depois ficámos a olhar um para o outro feitos parvos, até nos desmancharmos a rir. :D


Veredito: Vale o dinheiro gasto. Vi-o na televisão mas penso que não hesitarei em adquirir a série se a encontrar à venda. Adoro histórias de poder e corrupção e esta parece-me bem conseguida nesse aspeto. Além disso, fez-me ficar ainda mais curiosa em ver e ler a obra de Mario Puzo (vamos a ver se o meu irmão deixa de me melgar a cabeça), o livro que tenho cá em casa sobre a Lucrécia Bórgia e até O Príncipe de Maquiavel, inspirado, parece-me, em César Bórgia. Queria pegar neles ainda este ano pois ando há anos a adiar.

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